História Recuperação - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kris Wu
Tags ?2concursoexofanfics?, Drama, Dtehospital, Krisoo
Exibições 69
Palavras 3.508
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shonen-Ai, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha só eu aqui tentando participar de um concurso novamente! Em minha defesa eu terminei de escrever às 4:20 AM e estou tentando postar desde então.

Desculpem eu sempre postar da dead line, e também por qualquer erro que vierem a encontrar. Depois de tanto martelar sobre qual couple escrever, lembrei que eu tenho um OTP muito maravilhoso, então nada melhor do que usar essa fase com Kyungsoo para exaltá-los, não é mesmo?

Obrigada ao Butantan, a Brenda, a Mari e a Linnie, pq eu sempre choro pra esse povo quando to escrevendo.

Boa leitura <3

Capítulo 1 - Único


 

Yifan desceu do ônibus pulando do segundo degrau direto para a calçada. Quando o veículo partiu, liberando sua visão da rua, olhou para os dois sentidos e atravessou correndo, mesmo que não tivesse nenhum carro se aproximando.

A sua frente estava à entrada de um dos principais hospitais da cidade, que nos últimos dez dias tornou-se a moradia de uma das pessoas mais importantes de sua vida. Ao passar pela recepção, cumprimentou a simpática atendente da qual sempre esquecia o nome, que lhe desejou bom dia e pegou uma das fichas que já estavam separadas em sua mesa, fazendo uma anotação e em seguida lhe entregando um cartão, indicando que poderia prosseguir.

Ele pegou o objeto e agradeceu, seguindo em direção aos elevadores. Enquanto o esperava chegar, puxou o celular do bolso do casaco e checou as horas. Havia chegado mais cedo que o habitual, o que era um bom sinal, pois assim poderia passar mais tempo ali antes de ter que ir trabalhar. Assim que o elevador chegou ao térreo, Yifan entrou no mesmo e esperou alguns segundos para ver se mais alguém entraria. Dando conta de que o usaria sozinho, apertou o botão para fechar as postas e em seguida apertou o do 22º andar.

Mesmo com o tempo de parada nos andares em que era solicitado, não demorou até que chegasse ao que tanto ansiava. Quando as portas se abriram, logo viu a recepção daquele andar, cumprimentando a atendente que estava ali, que não era tão simpática quanto à da recepção principal. Ela apenas o olhou sem qualquer animação, lhe desejando um bom dia um tanto quanto seco, ele se curvou em agradecimento e prosseguiu até o quarto 140, bem ao final do corredor da esquerda.

A porta do quarto estava um pouco aberta, sinal de que algum enfermeiro já devia ter passado por ali. Empurrou a mesma e entrou, sendo envolvido pela escuridão em que o mesmo se encontrava, foi até o sofá que ficava embaixo da janela, tirando a bolsa e a colocando ali, depois abrindo a cortina e deixando que a claridade do dia preenchesse o cômodo.

Virou-se e viu o corpo sobre o leio que estava escondido embaixo do lençol começar a se mexer. Sorriu e se aproximou, levando uma das mãos até os fios escuros que escapavam do esconderijo de tecido, acariciando-os.

— Bom dia dorminhoco! – sussurrou, ouvindo um resmungo em resposta — Consegui chegar mais cedo para ficar um pouco mais com você, então trate de despertar logo.

Ouviu mais um resmungo, rindo e se afastando, voltando até o sofá e se sentando. Gostava mais quando chegava e encontrava o outro ainda adormecido. Encontrá-lo com a cara amassada e os cabelos bagunçados era uma das cenas que mais lhe agradavam, só desejava poder presenciá-la em outro contexto, completamente diferente daquele.

— Do Kyungsoo, eu estou falando sério! – tornou a dizer — Olha só, até consegui contrabandear uns bolinhos pro nosso desjejum, se ficar debaixo desses lençóis eu irei comer eles sozinhos!

— NÃO! – o outro disse alto, tirando o lençol de cima de seu corpo — Yifan, por favor, eu quero um bolinho! – implorou, sentando-se no leito — Você não sabe o quanto eu tenho saudade de comer bolinhos, o desjejum desse lugar é horrível, só arroz e uma sopa nojenta e sem gosto, por favor, dê um bolinho pra mim!

Yifan riu e se levantou, levando a sacola consigo, e ao parar ao lado da cama, tirou um bolinho da mesma e o entregou ao menor. Kyungsoo agradeceu ao amigo e pegou o alimento com os olhos brilhando, abrindo o saquinho e dando uma bela mordida no mesmo, soltando um gemido de satisfação ao sentir o gosto tão maravilhoso dele. Parecia que estava internado a há meses, apenas comendo refeições com alimentos sem tempero que não tinham nenhuma graça.

— Ai meu Deus, acho que estou tendo um orgasmo gastronômico! – Kyungsoo disse com a boca cheia – Obrigado Fan, juro que quando sair daqui faço um banquete completo só pra você!

— Não precisa Soo, só toma cuidado para não se engasgar... Coma devagar, por favor! – pediu, tirando outro bolinho da sacola pra pudesse comer também.

Kyungsoo devorou o bolinho em questão de minutos, gemendo satisfeito a cada mordida que dava. Ver o coreano sorrir daquela maneira fazia com que o chinês se sentisse feliz. Era um sinal de que ele estava se recuperando e que logo poderia sair daquele hospital, pois sabia o quão agonizante deveria ser para ele ficar preso naquele quarto sem poder sair, nem mesmo para dar algumas voltas pelos corredores.

— Eu não aguento mais ficar nesse quarto – o menor confessou, voltando a se deitar — Eu entendo que o acidente tenha sido feio, mas eu estou bem... Os meus machucados não foram graves, o que é um verdadeiro milagre pelo que me contaram! Mas ter que ficar internado por tanto tempo... Yifan, tem algo grave acontecendo comigo que os médicos não querem me contar?

—Soo, o seu acidente foi gravíssimo e você não ter tido lesões muito graves é algo que eu não consigo entender! – Yifan explicou — Mas os médicos ainda estão preocupados, acidentes deste tipo podem causar traumas em órgãos vitais, sabia disso?

— Mas se algo tivesse acontecido, eles já teriam descoberto, não é? Não faz sentido eles me manterem aqui por vinte dias sendo que nem parece que eu sofri um acidente de moto, eu estou praticamente intacto, Fan! – Kyungsoo se exaltou, erguendo-se novamente

— Eu sei, eu sei, mas não sou médico, então não cabe a mim a decisão de te liberar – rebateu, vendo o outro abaixar a cabeça entristecido.

Yifan se levantou e tomou umas das mãos do menor entre as suas. Kyungsoo olhou para o maior entristecido, numa suplica para que o tirasse daquele lugar. Doía no chinês ver o outro daquela maneira e não poder fazer nada. Sua maior vontade era segurar na mão dele o puxar pelos corredores para fora daquele prédio, mas temia que isso pudesse complicar em sua recuperação.

 — O Dr. Kim disse que você pegou uma infecção, então precisa aguentar só mais um pouco. Eu continuarei vindo aqui todo o dia antes de ir trabalhar então aguente só mais um pouquinho, ok?

— Juro que se não fosse por você, vindo aqui para me fazer companhia, eu já teria surtado!

— Eu sempre vou estar do seu lado, Soo, não importa o que aconteça, hm? – ele se forçou a sorrir, puxando o outro pelos ombros para mais perto e o abraçando.

Kyungsoo fechou os olhos, aproveitando o carinho que recebia. Desejava poder ficar daquele jeito com Yifan até o dia em que recebesse alta e pudesse enfim deixar aquele lugar, mas como nada estava sendo fácil durante aqueles dias, logo sentiu o maior se afastar e ao abrir os olhos, deparou-se com o médico responsável por si.

Dr. Minseok estava parado ao lado da porta do quarto com uma bandeja nas mãos. Estava ali para deixar o desjejum de seu paciente e informar que fariam uma série de exames naquela manhã, para ver o seu corpo estava respondendo ao processo de recuperação.

Kyungsoo achava tudo aquilo um tédio, mas apenas concordou, deixando que o médico depositasse a bandeja sobre seu leito. Yifan se despediu do amigo, deixando um beijo sobre o topo de sua cabeça e prometeu voltar ao hospital quando saísse do trabalho. Ele foi até o sofá e pegou sua bolsa e saiu do quarto acompanhado do médico, deixando o amigo desfrutando de sua não tão deliciosa refeição.

Já fora do quarto, o Dr. Kim acompanhou o chinês até o elevador, e quando questionado sobre como andava o processo de recuperação do Do, o baixinho respondeu que tudo estava ocorrendo bem e que dependendo dos resultados dos exames que faria dali a alguns minutos, talvez ele logo pudesse ser liberado para voltar para casa.

Yifan agradeceu ao médico e entrou no elevador, deixando que o homem desse prosseguimento as suas tarefas.

 

 

 

Os dias que se seguiram não foram tão diferentes quanto aquele.

Todas as manhãs Yifan chegava ao hospital antes que do Do despertar. A pedido deste, sempre trazia um livro ou alguma comida da qual estivesse com muito vontade de comer, nada muito pesado que atrapalhasse a dieta imposta pelo hospital. Ficava por volta de vinte a trintas minutos fazendo companhia ao menor, para entrar ir lecionar suas aulas de inglês em uma escola perto dali. Ao final de seu expediente, voltava ao hospital para então ficar ali durante toda a noite, até que o menor adormecesse, para só assim voltar para sua casa e descansar.

Não era fácil para o chinês ter que ir embora e deixar o menor ali, mas vê-lo mais animado a cada dia, tendo uma boa recuperação pós-acidente lhe dava esperanças de que logo teria seu Do Kyungsoo de volta, lhe dando broncas por esquecer-se dos compromissos que marcavam de fazer juntos ou lhe convidando para provar de uma nova receita que havia criado para servir no pequeno restaurante que mantinha no centro da cidade.

Quando recebeu a ligação do hospital, Yifan estava no meio de da explicação de um tema importante e de muita dúvida pra os alunos da turma que prestaria o vestibular no final do ano. Ele chegou a escutar o aparelho tocando, tendo que se desculpa com os alunos e rejeitar a chamada, já que era de um número desconhecido. Mas depois de três tentativas, ele se viu obrigado a atender, já que poderia ser algo importante.

Ele deixou os alunos respondendo um pequeno questionário e partiu com o celular até o corredor, retornando a chamada atendida. Ao ouvir a voz do médico do outro lado da linha e este lhe informar que Do Kyungsoo havia dado entrada no mesmo após ter colidido a moto com um poste, o chinês perdeu o equilíbrio e foi ao chão. O sentimento de desespero tomou conta de si e o pensamento de que nunca mais poderia ver o pequeno cozinheiro o gritar, ao mesmo tempo em que as lágrimas vieram aos montes e escorreram por seu rosto.

Seu desespero chamou a atenção dos professores das salas próximas e ele acabou sendo amparado por Chanyeol, professor de literatura e um dos amigos mais próximos que tinha naquela instituição. Fora ele que o levara até o hospital e que ficara ao lado dele até que o Dr. Minseok aparecesse para lhe contar o estado de Kyungsoo.

Aquele foi um dos piores dias para o chinês, do qual ele desejaria simplesmente apagar de sua memória, da mesma forma que fazemos com um arquivo este se torna desnecessário. A partir de então, o professor de inglês prometeu que nunca mais sairia do lado do cozinheiro, e que o ajudaria a enfrentar o processo de recuperação, que era tão demorado e delicado.

 

 

Naquela manhã, Yifan não pode ir até o hospital por conta de alguns imprevistos.

Tentou mandar uma mensagem para Kyungsoo – que agora já tinha se recuperado da infecção e tinha algumas regalias -, mas deu-se conta tarde demais de que havia esquecido seu aparelho em casa. O resultado disso foi um dia longo e entediante, onde o pensamento de que coreana estaria uma fera consigo quando chegasse ao hospital não o deixaram fazer nada direito.

Quando enfim terminou o seu expediente, pediu a Chanyeol que lhe desse uma carona até o hospital, que não lhe negou o pedido. Dessa forma ele conseguiu chegar mais rápido, aproveitando que aquele dia estava estranhamente com o trânsito livre. Ao chegar, agradeceu amigo e entrou do edifício, cumprimentando a recepcionista e pegando o cartão para que pudesse transitar nas instalações internas.

Encontrou o quarto 140 vazio, e quando foi até a recepção do andar questionar onde o Do pudesse estar, viu o mesmo surgir ao final do corredor acompanhado de dois residentes. Dentre os dezoito dias de internação, Yifan ouviu Kyungsoo falar muito sobre aqueles dois, Oh Sehun e Kim Jongin eram os responsáveis pra realizar as séries de exames e de acompanhá-lo durante o processo de fisioterapia quando o Dr. Minseok não podia.

Só quando os três estavam praticamente na sua frente foi que o menor o notou. Ele o apresentou devidamente aos dois residentes, e disse que havia boas notícias para contar. Assim, ele de despediu dos rapazes e foi junto do Wu até o seu quarto.

— E então, qual a boa notícia que tem para me contar? – Yifan perguntou, sentando-se do sofá.

Kyungsoo sorriu de maneira tão linda que Yifan sentiu o coração bater um pouco mais rápido que o normal. O menor sentou-se ao seu lado e tomou as mãos grandes entre as suas pequenas.

— Sehun e Jongin me contaram que ouviram o Dr. Kim comentando sobre eu receber alta, pode ser entre hoje e amanhã! – confessou animado.

— Você... Tem certeza disso? – o chinês questionou com o cenho franzido — Mas ainda tem mais exames pra fazer ou só vão te liberar sem mais nem menos?

— Sem mais nem menos? Yifan eu estou internado há quase 20 dias! Deu tempo o suficiente de me recuperar do acidente e dessa infecção que disseram que eu peguei! – rebateu.

— Eu sei, mas é que... Eu, eu estou preocupado, acidentes assim são muito graves e podem deixar alguma sequela e... e... – Yifan começou a falar, se atrapalhando com as próprias palavras.

Kyungsoo riu do maior e o puxou pelo tecido da camisa para mais perto, o abraçando.

— Yifan... Eu estou bem, é sério! – disse bem próximo ao ouvido dele — Eu quero voltar pra casa, retomar a minha vida, cuidar do FanFan, do meu restaurante e de você também. – ele se afastou, encarando os olhos marejados do chinês — Eu sempre cuidei de você, não é mesmo? Mas sei que andei falhando nisso, e ai teve o acidente... Não entendo como pude ter sido tão imprudente, logo eu que sou tão certinho e chato com as regras como você mesmo diz! Me desculpe por ter feito você se preocupar tanto comigo!

A esta altura Yifan já não se aguentava mais, deixando que todas as lágrimas passeassem livremente por seu rosto. Ele tomou o corpo miúdo entre os seus braços num abraço apertado, com se tivesse medo de que o outro pudesse sumir a qualquer momento.

— Senti tanto medo de te perder neste acidente! – confessou — Eu não... Consigo pensar em como seria a minha vida sem você Kyung!

— E não tem o por que pensar, eu estou aqui e não irei a lugar nenhum sem você! – confessou, retribuindo o abraço.

 

 

 

Kyungsoo estava eufórico.

A qualquer momento o Dr. Kim poderia entrar pela porta do quarto e dizer que estava liberado pra voltar para sua vida, bem longe daquele hospital. Andava de um lado a outro do quarto, comentando o quanto o homem com olhos de gato estava demorando. Yifan de divertia com o desespero do mais novo, que lhe xingava e ameaçava a cada comentário que fazia.

 — Se você continuar nervoso assim eles vão te manter internado aqui por mais vinte dias! – Yifan comentou na tentativa de fazer com que o Do parasse, mas tudo o que conseguiu foi levar uma travesseirada na cara.

— Você nem brinca com uma coisa dessas Yifan! – resmungou o baixinho — Quer saber? Eu vou até a sala do Dr. Kim, assim pouco o tempo dele e o meu, eu realmente não aguento mais esperar e nem ficar nesse lugar! – disse firme, saindo do quarto em seguindo.

Yifan riu e se levantou do sofá, indo atrás do amigo.

— Soo, volta aqui, para de ser chat... – ele deixou que sua fala morresse antes de terminar.

Em frente ao quarto, Kyungsoo estava caído sobre o chão, resmungando sobre ter esbarrado em alguém. Ao seu lado, um homem de jaleco branco também estava caído, assim como vários alguns papeis e uma prancheta. Ele pensou em ajudar o amigo a se levantar, mas não conseguia se mexer, estava petrificado com o que estava acontecendo.

Foi um dos um dos residentes que passavam por ali que ajudou o Do a se levantar, enquanto o homem de jaleco o fazia sozinho. Ele pegou a prancheta e os papeis sobre o chão e encarou Kyungsoo, que ainda reclamava.

— Sinto muito doutor, eu deveria prestar mais atenção por onde ando – ele se curvou diante do outro — Entenda que eu estou desesperado para receber alta e o médico responsável por mim ainda não apareceu aqui, acho até que ele se esqueceu de mim!

— É impossível esquecer alguém como você, Do Kyungsoo – o médico disse, fazendo o outro erguer uma das sobrancelhas.

— Você me conhece?

— Todos aqui no hospital te conhecem, seu caso foi muito comentado, afinal não é todo o dia que alguém colide uma moto com um poste e sai literalmente ileso – ele explicou e se aproximou do outro, o olhando bem de perto, analisando cada detalhe de seu rosto — Você continua exatamente do mesmo jeito! 

— Certo, certo... – Kyungsoo se sentiu desconfortável com a maneira como o médico estava agindo e se afastou, indo para mais perto de Yifan — E você sabe onde posso encontrar o Dr. Kim para falar sobre a minha liberação?

— Ah sim, claro... É exatamente isso que vim fazer aqui. – o médico comentou, olhando os papéis e pegando um, entregando ao menor — Aqui estão os papéis da sua liberação, você já pode ir para casa com o seu... Amigo. – disse sorrindo e olhando para Yifan em seguida.

— Jura? – os olhos de Kyungsoo arregalaram mais que o natural e ele tomou o papel da mão do médico, virando-se pra o chinês em seguida — Ouviu isso Fan?

Yifan – que assistiu tudo como um mero espectador – não deixou de encarar o médico, que ainda sorria para si. Foi preciso que Kyungsoo o abraçasse para que voltasse sua atenção para ele.

— Isso é ótimo Kyung, não quer se despedir de Sehun e Jongin? Eu levo a sua bolsa e te espero na recepção principal, tudo bem?

— Claro, eles vão ficar muito felizes em saber que eu já estou 100% recuperado! – o menor sorriu, se afastando dele — Obrigado por vi me entregar isso doutor...

— Kim! Eu Também sou Dr. Kim... Chamo-me Junmyeon para ser mais exato, e fico feliz em saber que você se recuperou bem do acidente! – o médico respondeu, sorrindo abertamente para o Do.

Kyungsoo agradeceu novamente e se afastou dos dois. Junmyeon sorriu e começou a prosseguir o caminho até o próximo quarto que precisava visitar, mas fora impedido por Yifan. O chinês apertava o braço do médico com força e o encarava seriamente.

— O que veio fazer aqui? – perguntou, a voz saindo mais grossa e mais sério que o habitual.

Dr. Kim sorriu fraco e se afastou, ajeitando a manga amassada do jaleco, para só então encarar o mais alto.

— Não deveria falar comigo desta maneira depois de tanto tempo sem me ver... Você é meu meio irmão mais novo Yifan, deveria ter mais respeito!

— Eu perguntei o que é que você veio fazer aqui, responda!

— Eu era o exame final para saber se Kyungsoo poderia ir embora, e como pode perceber, o resultado foi positivo – explicou, virando-se para encarar o rapaz ao final do corredor que falava animadamente com os dois residentes — Ele não demonstrou me reconhecer, o que significa que as memórias foram totalmente apagadas, sinal de que o processo realmente funciona.

— E que você vai enfim poder ganhar dinheiro com isso, não é mesmo? – Yifan completou em tom completamente sarcástico — Eu vou levar o Kyungsoo embora e se você ousar tentar chegar perto dele, eu juro dou um jeito de acabar com você!

— Isso não vai acontecer Yifan, posso te garantir – Junmyeon rebateu — Eu sei que você e ninguém acredita, mas eu realmente amei o Kyungsoo.

— VOCÊ ARRUINOU A VIDA DELE! – o maior se exaltou, respirando fundo pra tentar se acalmar — Ele... Ele jogou a moto em alta velocidade contra um poste! Ele... Tentou se matar por sua causa! Você ao menos tem noção do quão mal fez a ele?

— Eu tenho, e é por isso que eu quis usar esse processo nele, mesmo sabendo que talvez pudesse não dar certo! Eu o amei de verdade e me culpo todos os dias por esse acidente... – Junmyeon disse com a voz falha e assim como Yifan, deixava que as lágrimas escapassem — Eu deixei que isso tomasse conta da minha vida, é um projeto tão grandioso e que pode ajudar tantas pessoas... Eu só queria conseguir completá-lo, não foi minha intenção fazer com que o Kyungsoo sofresse, eu juro!

Yifan encarou os olhos marejados do menor e enxugou as próprias lágrimas. Não havia mais nada a ser dito entre eles. O passado havia sido apagado e seria bem melhor daquela forma, para todos eles.

— Pelo menos alguma coisa boa essa coisa trouxe a ele. – disse já completamente calmo — Boa sorte ao mostrar os resultados dos seus estudos aos seus superiores... Irmão!

 

 

 

Yifan se afastou, indo de encontro a Kyungsoo que o aguardava em frente ao elevador. O menor se virou e acenou para médico, curvando-se em seguida, agradecendo mais uma vez a ele. Logo o elevador chegou e ele e o chinês entraram, finalmente dando fim ao processo de recuperação do coreano.

Eles estavam prontos para recomeçarem do zero.


Notas Finais


Agora falando um pouquinho sobre o plot: ele era uma ideia que estava há algum tempo guardada, mas tinha um contexto COMPLETAMENTE diferente.

Não me aprofundei muito em termos e essas coisas, pq não tive tempo de fazer uma pesquisa muito boa. Ai juntando o plot q eu já tinha, lembrei do filme preferido da minha irmã, que é Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, que é um filme a FANTÁSTICO e que vale muito a pena assistir, que tem como ali como enredo principal essa coisa de apagar a memória (numa explicação bem grotesca da minha parte).

No filme a coisa acontece completamente diferente, na fic eu só usei a ideia mesmo. Pra vcs terem ideia, minha irmã ama tanto esse filme q ela o usou como material de estudo para o TCC dela, então ela me ajudou bastante também com a fanfic <3

Eu espero que vocês tenham gostado, e é isso! Boa sorte pra todo mundo, e caso queiram surtar, meu twitter é o @monstrosoo.


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