História RED - Tons de Vermelho - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Gaahina, Naruhina, Naruto, Sasuhina, Sasusaku
Exibições 314
Palavras 2.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Josei, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Litlle Angel


Fanfic / Fanfiction RED - Tons de Vermelho - Capítulo 1 - Litlle Angel

O forte calor do verão se espalhava pela grama e pelas flores do campestre, que impregnavam com seu perfume os braços nus de Hinata. Deitada, quase cochilando, ela ouvia o canto dos pássaros que voavam nas proximidades. Se abrisse os olhos, poderia ver quão frágil a narureza era.

De repente, Rex, que descansava aos seus pés, levantou-se bruscamente e pôs-se a latir, furioso. Hinata sorriu, preguiçosa. Na certa, seria um coelho, ou quem sabe uma raposa, que se aventurava por ali, escondida pelo capim alto. Mas depois ela ouviu o ruído de um carro, quebrando a magia do silêncio. Franziu a testa. Era a última coisa que esperava naquele momento.

 A montanha não era própria para o tráfego de veículos. Os caminhos pela encosta eram perigosos e um aviso alertava os motoristas sobre isso.

Levantou-se de um salto. O carro aproximava-se depressa demais. Rex continuava a latir. Hinata correu para a porteira, assustada, com o coração palpitando. Assim que a abriu, o veículo passou na disparada. Sua visão pôde distinguir apenas de relance um carro preto, com as rodas amarelas bem polidas. Seguiu-se o estrondo de uma batida, acompanhado do ruído de metais, vidros e madeira se chocando.

Atravessando a cerca, Hinata correu, sem sentir que seus pés nus se feriam nas pedras do caminho.

Graças a Deus o carro não tinha capotado, pensou ela, aproximando-se do veículo agora imóvel e silencioso. Viu, então, que a cabeça do motorista pendia para a frente, inclinada sobre o volante. Hinata subiu no carro e cuidadosamente ergueu o rosto dele. Sua testa estava contraída e, numa das faces, havia um corte que sangrava. Mas, assim que ela o tocou, ele conseguiu sorrir e recostou-se no banco.

- Um anjo ! - murmurou. - Eu estou vendo um anjo...

Pega da surpresa, Hinata também riu, divertida.

- Pode andar, se eu o ajudar? Acho que devemos sair daqui o mais depressa possível.

Os olhos Onix dele lentamente se tornavam mais vivos e brilhavam à luz do sol.

- Estou vivo! - afirmou depois, sem muita convicção.

- Claro que está! - confirmou ela. - Mas estou sentindo um cheiro muito forte de gasolina. Será melhor sairmos daqui imediatamente. - E, abaixando-se, passou o braço pela cintura dele, tentando ergue-lo. 

- Espere - pediu ele, com a voz entrecortada. - Fique quietinha, enquanto eu procuro sair sozinho. 

Conseguiu ficar de pé. Hinata afastou-se um pouco, continuando pronta a intervir, caso ele não fosse capaz. Era um homem alto e vestia uma camisa preta e calça verde-clara. Parecia estar bem, mas quando deu o primeiro passo fez uma careta de dor. Rapidamente, ela o segurou pela cintura. 

- Apóie-se em mim! - ordenou Hinata, num tom suave, mas firme. 

Ele obedeceu, enquanto se deixava conduzir lentamente pelo caminho de volta. Rex parara de latir, olhando a cena desconfiado e curioso. Ao chegarem à porteira, o homem parou e, apoiado no ombro de Hinata, procurava manter-se em pé com dificuldade.

- Preciso sentar-me um pouco - afirmou com voz fraca.

Ela o ajudou a acomodar-se na relva, de encontro ao tronco de uma árvore. Com os olhos cerrados, ele arfava um pouco e estava muito pálido. Hinata percebeu, então, que havia outros cortes em seu rosto. Olhando-o com curiosidade, perguntava-se o que ele estaria fazendo por aquelas bandas. Era-lhe completamente estranho. Com toda a certeza se lembraria se alguma vez tivesse visto aquele rosto tão atraente. 

Não era um homem que se pudesse esquecer, um rosto que se perdesse na multidão. Tinha as feições bem definidas e sua figura irradiava energia, poder e força de vontade. Linhas mais pronunciadas marcavam sua testa e nariz. Um toque de masculinidade revelava-se na estrutura de seu queixo e em sua boca bem desenhada. Seu pai acharia interessante estudá-lo.

Hinata herdara de seu pai essa atração pela expressão do rosto das pessoas. Suas investigações e estudo giravam sempre em torno desse tema, o que era surpreendente, pois a fixação dele por lugares isolados, como este em que se encontravam agora, parecia desmentir seu interesse pela raça humana. No entanto, esse fascínio sempre estava presente em seus quadros. Costumava retratar rostos cheios de vida, mas sempre com feições feias, amargas e infelizes, nunca bonitas ou alegres. 

Hiashi Hyuuga não procurava destacar características como suavidade, ternura ou delicadeza. Seus cadernos de desenho mostravam rostos antigos, com os quais se impressionara há muito tempo, quando viajara pela Europa com sua mãe. Feições latinas ou gregas, com profundas marcas de sofrimento e experiência, miséria e resignação, tinham sido captadas em seus estranhos esboços.

Um instante depois, as pálpebras do rapaz se abriram. Seus olhos Negros atentos mostraram que ele voltava à realidade.

- Como se sente agora? - perguntou delicadamente.

- Moído - respondeu ele. Mas a expressão alegre de seu rosto dava uma certa tranqüilidade à situação. 

- Mas que coisa estranha! Onde eu estou? Devo ter me desviado da estrada principal em algum ponto. Pensei estar dirigindo até a cidade. De repente, os freios falharam e eu nada pude fazer para impedir que o veículo se desgovernasse e batesse.

- Não deve ter visto o aviso na estrada. Aqui não é um lugar que possa ser alcançado por automóveis.

- Agora já sei disso! Suponho que seja muita pretensão esperar que haja uma oficina aqui por perto!

- Há uma na vilazinha.

- E é longe?

- Uns doze quilômetros.

- E há algum telefone?

Hinata sorriu, sacudindo a cabeça negativamente, enquanto ele a observava, intrigado.

- Mas o que faz você por aqui? Mora neste lugar perdido do mundo?

Ela concordou.

- Posso levá-lo até lá, quando estiver mais descansado. O que precisa agora é ficar quieto por uns minutos.

O rapaz continuava a examiná-la.

- Não devia estar na escola?

- Terminei minhas aulas na semana passada. Pare de falar, por enquanto. Ainda está em estado de choque.

- Para um anjo, até que você é bem autoritária - afirmou, brincando.

- Essa é uma característica dos anjos - respondeu ela, muito séria. - Eles têm sempre razão. Afinal de contas, não se espera que cometam erros, não é?

Um sorriso divertido surgiu em seus lábios.

- Você é mesmo uma criança!

- Estive num convento durante os últimos seis anos - contou ela. - Anjos são o assunto preferido por lá.

- Num convento ? Eu sabia! Esse seu ar sobrenatural só poderia ser explicado dessa maneira. - O olhar dele continuava investigando a figurinha delicada de Hinata. Notou então que ela usava uma blusa leve, jeans e que estava descalça. Reparou no seu cabelo macio, na sua pele fresca, sem vestígios de cosméticos, na sua boca rosada e, finalmente, nos seus olhos liláses e vivos. - Que idade você tem?

- Dezessete. Farei dezoito daqui a um mês e meio.

- Parece muito mais nova! - observou ele com curiosidade.

Ela simplesmente sorriu, sem se mostrar ressentida.

- Hiashi gostaria que eu tivesse treze anos a vida toda. Cada vez que me atraso ao chegar em casa ele resmunga.

- Hiashi? Quem é Hiashi?

- Meu pai. Ele prefere que eu o chame assim. Mas fique quieto. Ainda está muito pálido e não se esqueça de que acabou de sofrer um acidente.

Fechando os olhos, ele confessou: - Tem razão, minha cabeça está doendo.

Hinata fechou os olhos, entregando-se ao vento daquela tarde de verão, deixando-se envolver pelo calor.

- Está dormindo? - perguntou uma voz que começava a se tornar familiar para ela.

Então, abriu os olhos e sorriu, ingenuamente, sem se dar conta de sua beleza e meiguice. 

- Somente desfrutando o encanto do dia. Sente-se disposto a andar até minha casa?

- Onde fica?

Ela apontou para um bosque de flores.

- Atrás daquelas árvores. Acha que poderá caminhar?

- Posso - afirmou ele, levantando-se com cuidado. Aproximando-se do rapaz, Hinata colocou o ombro por baixo de seu braço e abraçou sua cintura.

- Apóie-se em mim - ofereceu.

- Eu derrubaria você com um sopro - brincou ele.

- Experimente! - desafiou, rindo. - Rex jantaria você.

- Ah, é? Então já sei por que ele tem esse nome! - E olhou para o cão, que amigavelmente sacudia o rabo. - É o seu guarda-costas?

- Nunca precisei de um. Mas, se for necessário, ele pode ser útil... Adora morder as pessoas, embora raramente tenha chance. Já atacou o carteiro uma vez, quando ele veio trazer a correspondência. Por isso, agora, as cartas são entregues na casa da fazenda.

O estranho começou a rir.

- Meu Deus, vocês dois formam realmente uma familia anormal!! Vamos, leve-me até seu pai. Estou curioso para conhecê-lo.

Hinata guiou-o pelo campo, tomando cuidado para que a caminhada lhe fosse o menos penosa possível.

- Tem certeza de que não está ferido em outros lugares, de que não fraturou nenhum osso?

- Tenho somente algumas escoriações e dificuldade em mover os músculos do corpo -garantiu.

Quando alcançaram o bosque e chegaram ao portão, uma velha casa surgiu diante deles. Seu telhado cinzento e suas paredes de pedra pareciam ter uma incrível resistência à ação do tempo. 

Não havia qualquer outro sinal de vida, a não ser o das vacas, que pastavam calmamente, atentas à aproximação deles, até que Rex, com seus latidos, obrigou-as a se afastarem.

- Temo que Hiashi esteja ocupado - explicou Hinata, quase se desculpando. - Ele não gosta de ser interrompido quando está pintando.

Com a testa contraída, o rapaz a encarou.

- Vocês dois moram aqui sozinhos?

- Sim - respondeu ela, abrindo a porta da frente, para que ele pudesse entrar na sala. - Fique à vontade e deite-se no sofá. Vou procurar um anti-séptico para seus ferimentos. Depois, prepararei uma boa xícara de chá para você.

- Prefiro um uísque.

- Não temos bebidas alcoólicas em casa. Além do mais, não deve beber agora.

Estirando-se no sofá, ele comentou: - Ah, abstêmia... isso se deve ao convento ou a seu pai?

- A nenhum dos dois. Ao bom senso, apenas! Você está em estado de choque e qualquer bebida lhe faria mal. - Deixou a sala, sentindo-se observada.

- Você esqueceu os sapatos no campo - disse ele, reparando em seus pés descalços.

- Eu não estava calçando um sapato. - respondeu ela, desaparecendo.

Um latido o perturbou. Rex olhou fixamente para a janela e, em seguida, saiu correndo da sala.

Hinata voltou, trazendo uma bacia com água quente, algodão e uma toalha. Ajoelhou-se ao lado do sofá e pediu: - Vire a cabeça, por favor!

Obediente, ele fez o que ela solicitou. E, com cuidado, Hinata começou a limpar os ferimentos, enxugando-os com cuidado. Tomando suas mãos entre as dela, lavou-as também. O rapaz a observava com um rosto inexpressivo.

- Como se chama? - perguntou de repente.

- Hinata - respondeu, sem olhar para ele. - Hinata Hyuuga.

- Hyuuga! - exclamou. - Então, seu pai é...

- Hiashi Hyuuga.

- Conheço o trabalho dele. É brilhante, mas perturbador. Um verdadeiro pesadelo nas telas!

Muito séria, ela o encarou, pensativa, e concordou com um gesto de cabeça.

- Nunca a retratou?

- Não. Eu não o inspiro - afirmou, sorrindo.

- Então deve ser cego.

Hinata mostrou espanto, enquanto ele examinava impassivelmente a sala. A mobília era simples, mas funcional, de cores escuras e de madeira pálida. Nas prateleiras, estavam expostos os mais curiosos objetos, dispostos em cuidadoso arranjo. Havia pedras coloridas, esculpidas pela ação do tempo e pelo manuseio, outras mais rústicas e agressivas. Flores silvestres em pequenos vasos. Reparou ainda numa jarrinha verde que continha um pequeno ramo, num sino de bordas douradas e numa almofadinha de alfinetes feita de seda azul.

- Quem coleciona tudo isso? - quis saber, curioso.

- Hiashi. Gosta de sentir as coisas em suas mãos, quando pensa.

- Todos gostamos - ponderou ele, observando seu perfil delicado, enquanto ela passava pomada anti-séptica nos ferimentos. Estendendo a mão, tocou de leve seu rosto e ela arregalou os olhos grandes e inocentes.

- Está doendo?

- Não - tranqüilizou-a. - Como poderei comunicar-me com a oficina? Existem táxis por aqui?

- Há uma cabine telefônica na vila. Quanto a táxis, nunca ouvi falar...

- Vocês têm carro?

- Não - disse ela, sorrindo. - Jamais vamos a parte alguma. Hiashi nunca sai de casa.

- Nunca? - perguntou, admirado. - Como veio da França ?

- De avião, é claro, e depois de trem. Naruto foi me encontrar .

- E esse tal de Naruto, tem automóvel?

- Oh, sim! Tem vários. Naruto adora mecânica. Ele faz a manutenção dos veículos da fazenda. É especialista em tratores.

- Ah, a fazenda. É muito longe daqui?

- Não. Mas agora preciso tratar seu rosto. - E, curvando-se, continuou a aplicar a pomada suavemente, aliviando os ferimentos. 

Fechando os olhos, o rapaz recostou-se nas almofadas, segurando-a pela cintura.

- Pronto! - ela falou finalmente. - Sente-se melhor?

- Muito bem - garantiu, abrindo os olhos e deparando com aquela figura sorridente, com as feições ainda mais suaves e radiantes iluminadas pelos raios de sol.

- Se está preocupado em avisar sua esposa, poderei dar um pulo até a fazenda e pedir à Naruto que telefone à ela.

- Não sou casado e não tenho quem se preocupe comigo. Queria apenas chamar um mecânico para consertar meu carro. - Depois de uma pausa, continuou: - Também preciso arrumar um hotel para hospedar-me nos próximos dias.

- Será bem-vindo se quiser ficar aqui - convidou ela, levantando-se. - Temos muitos quartos, como pode ver. Temos dois vagos e poderá escolher um deles. Só receio pela sua alimentação. Nossas refeições são muito leves. Hiashi é vegetariano e comemos geralmente saladas e frutas. Nada de bifes ou carnes assadas - acrescentou, constrangida.

- Seu pai não vai gostar, de um estranho por aqui ?

- Não se importará, pois você é homem.

Ele ergueu as sobrancelhas, num gesto irônico.

- Meu sexo faz tanta diferença assim?

- Hiashi detesta mulheres. Não temos nenhuma em casa.

- E você?

- Eu já lhe disse. Ele reclama muito que eu tenha passado dos treze anos. - Suspirou. - Mas como sou filha dele, ele me tolera.

 

Continua....

 



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