História RED - Tons de Vermelho - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Gaahina, Minahina, Minakushi, Naruhina, Naruto, Sasuhina, Sasusaku
Exibições 233
Palavras 2.435
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Josei, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E POR FAVOR !!!! ♥ #EMPRANTOS - Leitores fanstamas apareçam, nem que seja por inbox, eu fico achando que minha história está ruim, que tipo a pessoa só lê, e nem sente nada em relação a FIC !

Capítulo 3 - First Kiss


Fanfic / Fanfiction RED - Tons de Vermelho - Capítulo 3 - First Kiss


Sempre de olho no relógio, Hinata terminou de preparar a salada e ouviu o pai entrar em casa ao bater das sete horas. A noite caía, espalhando sombras azuis sobre tudo, e um vento fresco diminuia o calor do dia. Ouvia as vacas mugindo e, de longe, chegavam os ruídos da fazenda. Hiashi entrou na sala e olhou a mesa.

- Sasuke janta conosco?

- Deixei-o dormindo. Vou ver se já acordou.

- O que acha dele? - perguntou, tentando disfarçar a curiosidade.

- Acho que é um temível parceiro no xadrez - comentou, provocando em seu pai um largo e divertido sorriso. Dirigiu-se, então, para o quarto de Sasuke. 

Ele estava deitado, com uma das mãos cobrindo os olhos, num sono relaxado. Indecisa; mordeu os lábios e ficou observando-o. Deveria acordá-lo? Talvez fosse melhor que continuasse dormindo. Pela janela aberta, desviou o olhar para o panorama da montanha, quando Sasuke começou a se espreguiçar. Voltando-se, viu-o bocejar sem se dar conta de sua presença e isso a afetou estranhamente. Era realmente um homem muito atraente. E o que era mais espantoso: tinha o dobro de sua idade! Geralmente, Hinata achava os rapazes aborrecidos. Os anos que passara na companhia do pai deviam ser a causa desse desinteresse. Hiashi destruíra o prazer que poderia sentir na convivência com pessoas da sua idade. Tratava-a de uma maneira muito peculiar, considerando-a, às vezes, um ser igual, ao mesmo tempo em que acentuava a sua inferioridade. Em muitas ocasiões dispensava a sua presença e em outras conversava com ela abertamente. Nunca sabia qual seria a sua atitude; sabia apenas que era muito difícil contentá-lo. Não fizera amizades duradouras no convento. A maioria das moças eram italianas e os contatos mantidos, apenas superficiais. Aprendera a viver sem amor desde criança, a dizer francamente o que pensava, sem rodeios, e a viver o momento presente. As regras rígidas de Hiashi sobre alimentação impunham que comessem pouco e frugalmente.

Sasuke a fitava e ela sorriu carinhosamente. 

- Dormiu bem? - quis saber ao vê-Lo acordado. 

- Muito bem. Creio que sonhei com você, um anjo, com cabelos Negros e olhos de leoa.

- As vezes penso que deveria cortar meu cabelo. 

- Não ouse! - disse rispidamente. 

- Seria muito mais prático e melhor no verão. Teria menos trabalho para cuidar dele. 

Levantando-se, Sasuke aproximou-se. 
- Eles parecem absorver a luz do sol! - Os dedos dele percorreram a cabeleira macia. - A textura é magnífica, como a da seda...

Hinata sentiu-se corar e deu um passo para trás. Jamais alguém lhe dissera coisas assim antes. E ela não sabia como reagir. Sentia-se embaraçada.

- O jantar está pronto, se quiser comer agora. Saladas, receio...

- Comeria qualquer coisa - brincou alegremente. Hinata saiu do quarto e ele a seguiu. Ao entrarem na cozinha, viu que Hiashi estava contente com a chegada dele, o que a surpreendeu.

- Ah, aí está você, Sasuke! Sente-se. Sua aparência está bem melhor agora.

- Eu me sinto melhor - afirmou Sasuke, acomodando-se.

Hinata também tomou seu lugar e iniciaram a refeição simples. Disfarçadamente, Hiashi observava os movimentos de Sasuke e começaram a discutir sobre arte. Conhecendo de antemão a intenção do artista, Sasuke rebatia com habilidade seus argumentos. Concentrada em sua refeição, Hinata ouvia vagamente a conversa. Divertia-se com o fato de ser a primeira vez que o pai encontrava um oponente à altura, sem conseguir tornar-se o vencedor na contenda.  Ao término da refeição, Hiashi se levantou, dizendo: 

- Com licença, Sasuke. Tenho umas coisas a fazer agora. - Hinata começou a tirar a mesa. Admirado, Sasuke perguntou:

- Ele sempre a deixa sozinha à noite?

- Geralmente - ela respondeu, começando a lavar a louça. Depois, pegou um pano de prato para enxugá-la.

- E o que você faz?

- Leio, ouço música ou dou um passeio.

- Que espécie de música? Pop?

- Pop? Claro que não!

- Já sei. Hiashi não gostaria. - Apoiado na pia, ele observava os movimentos graciosos dela. Sentindo seu olhar, ela o encarou, preocupada.

- Algo errado?

- Não usa nada além de jeans e camisas? Nunca usa sapatos? Não a compreendo, Hinata. Apesar de ser uma menina inteligente, anda por aí de olhos fechados.

- Eu tenho um biquíni! - exclamou, triunfante.

- Não acredito!

- Uma moça no convento me deu quando saí de lá. Era uma americana, filha de um milionário. Apesar de muito bonita, não sabia manter uma conversa. A gente podia ficar um dia inteiro com ela, sem saber o que se passava em sua cabeça... se é que havia alguma coisa. Mas eu gostava dela. Era muito tranqüila. Não era preciso dirigir-se a ela, pois estava sempre alheia, distraída. Suas roupas eram lindas, mas as freiras não a deixavam usar na escola. Tinha um armário cheio de roupas e não lhe davam chance de vesti-las. Isso a deixava magoada.

- Posso imaginar. Então ela lhe deu o biquíni?

- Foi uma brincadeira. Ela pensou que eu jamais tivesse oportunidade de usá-lo. Acontece que eu nunca uso coisa alguma quando nado no lago de Helots.

A expressão dele não podia ser mais assustada.

- Você o que?

- Não é preciso. Papai nunca vai lá e ninguém passa por ali. Não se vê viva alma durante semanas. 

- Exceto Naruto.

- Naruto também não aparece nas proximidades do lago. Se o fizesse, eu o ouviria a quilômetros.

- Ele tem a respiração pesada?

- Não. Um trator. Naruto nunca anda a pé, se pode ir com o trator. 

- Camarada inteligente! Por falar nisso, seria muito agradável nadar hoje à noite. 

Ela o olhou, surpresa. 

- Está mesmo disposto? A água é muito gelada, mesmo no verão.

- Numa noite como essa, seria maravilhoso. Tenho um calção de banho na minha bagagem - acrescentou de propósito. - Não estava sugerindo que nadássemos nus.

Hinata reparou na inflexão irônica de sua voz e encarou-o, muito, séria. Por alguma razão que não entendia, Sasuke começara a fazer tudo para que ela notasse sua presença. Percebera isso há algumas horas, desde que chegara da fazenda, embora ignorasse os motivos. Hinata não tinha experiência em relacionamentos amorosos, mas o instinto lhe dizia que Sasuke estava tentando namorá-la. 

- Vou buscar meu biquíni - disse tranqüilamente. - Depois o encontro debaixo daquela árvore onde nos sentamos hoje. O lago fica a dez minutos dali.

Algum tempo depois foi encontrá-lo. Numa atitude contemplativa, ele olhava as verdes colinas, sobre as quais as sombras da noite desciam rapidamente. Sasuke viu que ela se aproximava com toalhas nas mãos, ainda usando jeans e camisa.

- Por acaso mudou de idéia? - perguntou com ar de gozação.

- Estou com o biquíni por baixo da roupa - explicou rapidamente. -Trouxe uma toalha para você.

- Hiashi não fez objeção?

- E por que faria? - O tom frio de sua voz não admitia outros comentários.

Caminhou pelo capim alto, que em alguns pontos chegava até a cintura. Ao se aproximarem de um bosque, uma coruja piou alto, voou e sumiu na ramagem. A água parecia uma correnteza de prata, cercada por margens verdes. Sem voltar-se para Sasuke, Hinata tirou o jeans e a blusa, deixando-os cuidadosamente arrumados, e entrou na água. Sabia que Sasuke a olhava curioso e que apreciava o biquíni que Sakura lhe dera. Quando o experimentara pela primeira vez, Hinata ficara fascinada ao ver suas pernas longas e bem-feitas expostas. Mas, agora, sentia-se muito devassada ante aquele olhar especulativo. Por isso mergulhou depressa, tentando esconder o corpo. Prendera o cabelo no alto da cabeça, deixando à mostra a suave curva de seu pescoço. Sasuke permanecia imóvel na margem, vendo-a nadar. Hinata percebeu que ele tirava a roupa e evitou olhar para aquele lado. Logo depois, ouviu-o entrando na água e reclamando que estava fria.

- Por que não me avisou? - queixou-se ele.

- É realmente revigorante, não? - brincou ela. Sasuke nadou para junto dela.

- Merece um castigo por isso! - disse ele. E, segurando-a pelos ombros, afundou-a na água. Retendo o fôlego, ela afundou como uma pedra até o fundo do lago. Semi-inconsciente, viu apenas que estava de pernas para o ar. Então, ouviu-o chamar seu nome. Em seguida, ele mergulhou. Agarrando-a com firmeza, levou-a para a superfície.

Hinata deixou-se ficar imóvel entre aqueles braços fortes, a cabeça de encontro ao peito nu, ouvindo as batidas do coração de Sasuke. Arrastando-a com cuidado, ele conseguiu trazê-la até a margem, sentindo um peso morto nos braços.

Disfarçadamente, Hinata observava sua expressão e viu que ele estava em pânico.

- Meu Deus... - Deitou-a na relva e ajoelhou-se ao seu lado. - Hinata... - Colocou as mãos sobre seu peito imóvel, e então viu que ela abria os olhos, rindo do medo dele.

Seguiu-se um longo e pesado silêncio.

- Sua... - interrompeu a exclamação, contendo a raiva que sentia.

- Consigo reter o fôlego por muito tempo - comentou ela, ainda rindo.

- Você me deixou apavorado! - Ouviu-o dizer aquilo ainda muito nervoso e arrependeu-se, ao notar a palidez de seu rosto.

- Perdoe-me, Sasuke! - apressou-se em dizer.

- Perdoe! - repetiu ele. Hinata ainda ia dizer mais alguma coisa, quando, de repente, Sasuke inclinou-se para ela e seus lábios se encontraram, silenciando-a.

Ela nunca tinha sido beijada antes em sua vida. Mantinha os olhos arregalados e suas faces pareciam arder. As mãos de Sasuke a seguravam firmemente pelos ombros, atraindo-a para junto de si. 

- Abra os lábios! - ordenou, ríspido. Sem se mover, ela continuou a fitá-lo. - Abra os lábios, Hinata! - mandou novamente, procurando forçá-la. Tomada de um súbito medo, ela empurrou com força o corpo dele, apoiando as mãos em seus ombros molhados. 

- Solte-me... - murmurou num soluço.

Sasuke a soltou rapidamente e só então ela percebeu o quão juntos estavam um do outro. Ele respirava ofegante e tremia como se estivesse com frio. 

- Você pode apanhar um resfriado, Sasuke. A água estava muito fria e você não está acostumado. f:. melhor voltarmos para casa.

- Isto é tudo que tem a dizer? - perguntou ele, estranhando a reação dela.

- Sinto muito tê-lo assustado.

Pensou por um momento que a causa de seu comportamento era decorrente do susto que lhe causara. Ainda podia sentir as batidas rápidas do coração dele, como se o pânico persistisse. Sua expressão estampava a ira, mas logo seu semblante se suavizou abriu-se num largo sorriso.

- Está bem, Hinata. Crianças nos pregam peças como esta de vez em quando. 

Ela se levantou, apanhou a toalha e dirigiu-se para o bosque. 

- Trocarei de roupa ali - disse ela, desaparecendo. 

Quando voltou com o biquíni enrolado na toalha, Sasuke já esperava por ela, vestido e impassível. A lua surgira, iluminando tudo. Sasuke a observava sem nada dizer.

- Linda noite, não acha? - comentou ela, sorrindo.

- Sim, maravilhosa - concordou ele, desviando o olhar, como se estivesse pensando em outra coisa.

- Tudo tão calmo e distante! A noite passa como um fantasma prateado. Impossível imaginar que o homem já esteve na lua, pois nada parece perturbar esta paz que dela emana...

- É uma tentação - afirmou Sasuke, olhando o céu. - Este frescor envolvendo a gente silenciosamente. Que homem pode resistir a tomar posse de tudo?

- Nunca poderá possuir alua - garantiu ela. - Olhe para ela. Simplesmente nos ignora, continuando seu passeio pelo espaço. Pode-se sentir a harmonia dos astros como uma suave melodia inacessível a ouvidos humanos.

- Provavelmente você tem razão -assentou ele friamente, enquanto se dirigia para a casa.

Hinata alcançou-o e caminharam em silêncio. Ao chegarem, ela se ofereceu para fazer um chocolate. Depois de alguma hesitação, ele aceitou, seguindo-a até a cozinha. Sentaram-se à mesa, sorvendo a bebida quente em pequenos goles, enquanto o relógio da parede batia como um coração. Olhando sua xícara vazia, Sasuke comentou:

- Sou muito grato pelo que você e seu pai fizeram por mim... Amanhã, procurarei um hotel.

- Não será necessário. Hiashi gostou de você. Não imagina como ele é desagradável quando não suporta alguma pessoa. Sei que ele saiu hoje. Mas é o que geralmente faz quando está trabalhando. Se deseja ir embora, Sasuke, vá. Porém, se quiser ficar, sei que Hiashi apreciaria.

- E quanto a você, Hinata? - quis saber o visitante.

Ela o encarou, surpresa. Já havia dito que gostava dele.

- Eu? Aprecio a sua companhia. É bom ter alguém com quem conversar.

- Compreendo. Nesse caso, obrigado. Gostaria de ficar. - Então, levantou-se. - Boa noite, Hinata. Espero que não guarde ressentimentos de nossa ida ao lago hoje e que não fique doente.

Hinata riu. 

- Não se preocupe comigo. Sou forte e nunca apanho um resfriado. A última vez que tive um foi aos dezesseis anos! Hiashi garante que nossa alimentação seja muito saudável!

- Meu Deus, Hinata! Você é incrível! - Seus olhos Onix brilharam de maneira curiosa.

Virou-se e saiu a passos largos e ágeis, enquanto ela o via desaparecer. Ele a perturbava e a confundia. Parecera zangado quando se referira à sua saúde. Era um homem estranho. Por que não se casara? Certamente não era por nunca ter encontrado uma mulher que o amasse. Era fisicamente atraente. Imaginava se o pai achara as feições dele interessantes, dignas de estudos, ou se seu rosto bem modelado não traduzia sofrimento bastante que despertasse seu tema favorito nas telas. Por vezes notava em Sasuke uma expressão que denunciava ter ele passado por momentos difíceis e de sofrimento. Hinata lavou as xícaras, guardou-as e depois se sentou, pensativa.

- Em que está pensando? - perguntou Hiashi, entrando.

- Em Sasuke - afirmou francamente.

- O que há com ele?

- O rosto dele lhe interessa? -Encarava o pai com frieza, sem piscar. - Achei que talvez resolvesse retratá-lo. 

- Já pensei nisso. 

- Pensou! - Ela sorriu, radiante. Sentia-se feliz por ter acertado. Desde o primeiro momento em que vira Sasuke, achara que Hiashi acabaria pintando seu rosto. 

- Fiquei imaginando mesmo que estranhas emoções teriam esculpido aquela face - comentou Hiashi, que era fascinado por esses enigmas. - Ele lhe contou alguma coisa? 

- Não perguntei - respondeu Hinata espantada, pois seu pai sempre lhe ensinara a agir reservadamente. 

- Mas há alguma coisa - ponderou Hiashi, pensativo. - Não deve ter tido uma vida fácil. Há cicatrizes em sua alma. 

Hinata lembrou-se de que Sasuke lhe falara em preservar seu humanismo. Teria a vida deformado sua alma? Lentamente saiu da cozinha dizendo: - Boa noite, papai. 

- Boa noite! - murmurou ele, ignorando-a em seguida.



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