História Red - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Elizabeth Olsen, Harry Styles, One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Charlie Dawson, Drama, Elizabeth Olsen, Guerra, Harry Styles, One Direction, Starlotus2017, Terrorismo
Visualizações 1.205
Palavras 6.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ho ho ho ! Feliz natal, meus amores!
Bem, meu pra lá de humilde presente pra vocês é essa capítulo novo. Espero sinceramente que vocês gostem e por favor, perdoe-me por qualquer erro na escrita. Também peço desculpas pela mida demora em atualizar.
Os comentários que ainda não foram respondidos, logo serão, sim? Prometo de dedinho haha
Obrigada por cada comentário e cada favorito. Sempre que chega uma notificação relacionada à Red, eu quase surto kkkk Muito obrigada mesmo por todo o apoio e por darem uma chance pra história <3 Eu com certeza não estaria aqui sem vocês, minhas lindas e meus lindos! Recebam meu super abraço e um beijo na bochecha que a demonstração mais singela de meu muito obrigada.
Boa leitura e espero que gostem

Capítulo 15 - Cherry red


Fanfic / Fanfiction Red - Capítulo 15 - Cherry red

Charlie

— Você imaginou que café gelado pudesse ser tão bom? — Diana questiona.

Ela balança o copo de plástico, movendo o liquido no interior. Eu coloco os lábios ao redor de meu canudo colorido e sugo o líquido, fazendo-o subri pelo tubo e encher minha boca, descendo pela garganta em seguida.

— Eu não posso imaginar uma maneira de um café bem feito ser ruim. — rebato.

Alcanço o biscoito de gengibre e chocolate sobre o prato e o puxo. Mordo a borda, fazendo-o se partir desigualmente e espalhar farelos pelo meu lado da mesa.

São as últimas horas de Diana. Bem, as últimas horas de Diana nessa cidade. Após esse lanche, precisamos correr para Londres com toda a sua bagagem e colocá-la em um trem com destino a Yorkshire. Então, oficialmente, Diana começará sua bolsa na Northern.

Os dias correram até esse momento. Foram tantos aspectos variados para lidar ao longo das últimas semanas que mal tinha tempo o bastante para solucionar minhas pautas ao longo das 24 horas diárias. Em alguns casos, precisei virar a noite para compor todo um roteiro e executá-lo.

Para Diana, tenho certeza que foi tudo diferente. Ela provavelmente sentil cada segundo render como uma hora inteira renderia. No começo, seu nervosismo era passível de lidar. Na passagem dos dias, essa situação começou a se alterar e minha amiga se tornou uma bolha de ansiedade e nervosismo. Qualquer um que ficasse ao seu lado era imediatamente influência pela energia em trânsito veloz que ela liberava e pelo clima de pressa e estresse.

Passávamos a noite em claro. Eu porque tinha muitos trabalhos para fazer e muita matéria acumulada para estudar e ela porque estava tão energética e complexada com o momento que não conseguia desligar o cérebro da realidade e descansar por algumas horas.

— Vou sentir falta disso. — Diana comentou, erguendo o copo um pouco para encará-lo. — Acho que nunca terei uma amiga tão viciada em café quanto você.

Reviro os olhos. Não gostaria de admitir, mas também sentiria falta disso. De tudo isso. Da simples presença de Diana e de seus conselhos nem sempre eficientes para lidar com a vida e resolver problemas.

Gastei todo o tempo que tinha me acostumando com o que seria essa nova realidade. Estava tão acostumada com a forma bem organizada e definida de minha vida que nunca, nem em um milhão de anos, passou pela minha cabeça a ideia de alterar algo.

Fui pega de surpresa com a notícia da mudança de Diana. Tive um tempo até curto demais para encarar as mudanças. Por mais que eu preferisse que minha amiga ficasse aqui, eu jamais a pediria para desistir de seus sonho porque não queria ser egoísta.

Jay teve essa coragem. Quando Diana me contou isso, a reação foi dupla. Primeiro, fiquei assustada com o pedido dele. Não é o certo. Sempre me disseram que, se você ama alguém verdadeiramente, você deixa essa pessoa ser livre para poder seguir o caminho que desejar. Logo em seguida, quando repensei a situação, percebi que Jay gosta de Diana mais do que eu tinha imaginado. Talvez não fosse egoísmo puro. Talvez ele tenha feito esse pedido apenas por precisar dela por perto para se sentir bem.

Não era a reação imaginada. Esperava que Jay explodisse e adotasse o tipo comportamento cafajeste, despejando algumas palavras cruéis e a mandando ir embora. Mas, bem, ele pediu que dla ficasse. Implorou e fez o que poderia. Chegou ao ponto de mostrar desespero. Não obteve qualquer resultado novo, porém me deixou deveras assustada. Senti que deveria tê-lo julgado melhor todo esse tempo ao invés de apenas presumir que já o conhecia bem o bastante.

Diana terminou tudo. Ela chorou por algum tempo. Tenho certeza que esperava manter um relacionamento a distância com Jay, mas ele lhe deu apenas duas opções: ou os dois continuavam juntos ou ela fazia aquela viagem. Diana escolheu o que lhe deixaria eternamente arrependida caso não o fizesse.

— Pode vir para Brighton quando tiver algum tempo, então vamos nos entupir de café. — proponho, comendo o que sobra do biscoito.

—  Eu não sou uma máquina de bebe café como você, Char. Só esse copo aqui vai me deixar em claro por toda noite e energizada.

Não tenho tempo de rebater. Diana vira o rosto para o lado, encarando a parede oposta a nossa localização. Ela sorri e acena, fazendo um homem se virar e vir em nossa direção. Ergo uma sobrancelha, desejando ter algum tempo para poder perguntar do que se trata.

— Doutor Malik! — Diana o saudou, sorridente. — Veio beber um bom café?

— Estou no meu horário de folga agora, então vim com a minha irmã. E você? Aproveitando os últimos momentos em Brighton?

— Mais ou menos isso. Que falta de educação a minha! Doutor, esse é minha amiga Charlie Dawson. Char, esse é o meu psicólogo, doutor Zayn Malik.

Eu nunca entendi porque Diana se consulta periodicamente e investe em terapias. Ela não tem nada que deveria recomendá-la para uma clínica psicológica. Ainda sim, mensalmente, está deitada em um divã, despejando todos os problemas e incômodos sobre um médico qualquer.

Costumo pensar que ela está apenas se prevenindo de qualquer situação futura. Isso é o que mais faz sentido para mim porque, no momento, apesar do jeito nem sempre racional, Diana é mentalmente estável.

O médico dela se vira. Estava preparada para poder ser gentil e cumprimentá-lo, mas imediatamente reconheço o homem que me pediu informações na The Lanes apenas para ter uma razão para falar comigo. Sei que ele também me reconhece, porque seu sorriso se torna ainda mais pronunciado.

Fico surpresa e estatística ao vê-lo ali. Não esperava uma ocasião como esse jamais e o acontecimento estava quase que esquecido. Apesar do tempo e de minha memória insistindo que eu deveria deixar isso para lá, as palavras finais dele sobre me convidar para sair no caso de mais um esbarrão perduraram em meu cérebro.

— Você! — ele constata.

— É, eu. E, bom, você. — rebato, com um sorriso amarelo.

Encaro Diana na esperança de que ela compreenda o meu pedido de ajuda e torne a situação menos constrangedora. Todavia, o sorriso sapeca em seu rosto deixa muito claro que ela até compreendeu algo, mas não o que deveria. Tento chutar seu calcanhar sobre a mesa, mas atinjo a estrutura da cadeira. Mordo o lábio, tentando ignorar a dor latejante.

— Sabe o que eu percebi? — Diana inquire, olhando o prato com comida. — Eu pedi biscoitos de chocolate e não tem nada disso aqui. Preciso resolver o problema. Eu já volto.

Diana pula para fora do banco e sorri ao puxar o pequeno prato esmaltado para si. Ela se vira e anda tão rápido quanto pode para longe de nós. Sei que está tentando dar espaço para que falemos livremente sem ser uma situação constrangedora. Mas tudo que ela faz é tornar o momento ainda maia vergonhoso, criando uma expectativa nada condizente com a realidade atual.

Balanço a cabeça.

— Ela estava tentando ser discreta. — explico.

— Ela não é muito boa nisso.

Mordo a parte da bochecha e movimento a cabeça, concordando. Ainda estou perplexa com a ação de Diana. Felizmente, ela ainda é esperta o bastante para se debruçar sobre o balcão e fingir falar com a atendente. Não olhar para trás torna o momento menos ruim.

— Disse que se encontrasse você mais uma vez te chamaria para sair. — Zayn começa. — Eu sou o tipo de cara que cumpre o que diz. Não sei como vê isso, mas acho que é um belo sinal do destino.

Reviro os olhos.

— Sou amiga da sua paciente. — argumento. — Seria no mínimo antietico me convidar para sair.

— Ex-paciente. Diana está se mudando e eu não sou mais o médico dela.

Achei que dizer isso seria mais gentil do que ir direto ao ponto e falar não. Mas o melhor pretexto que eu tinha para ser educada e simpática na minha negação caiu por terra. Zayn parece tão esperançoso na minha frente que me sinto um ser humano cruel por manter esse tipo de expectativa.

— Não posso. — digo. — Eu já estou com alguém. E eu gosto dessa pessoa.

A empolgação de Zayn atinge pontos negativos nesse momento. Ele fica cabisbaixo e eu me sinto mal ao ver que matei sua animação de forma tão eficaz.

— Desculpe. — sussurro, tentando remediar a situação.

— Não tem que pedir desculpa. Mas, sabe, se acontecer um terceiro esbarrão, você deveria considerar a hipótese de que está saindo com a pessoa errada e que o destino só está tentando te alertar sobre quem pode ser a pessoa certa. Diga a Diana que eu deixei um até logo.

É assim que ele se despede. Segue para a porta, onde uma garota mais jovem lhe espera. A irmã, eu me lembro. Vira-se e acena, dando um adeus final. Sai logo em seguida, obrigando o sininho a tocar quando a porta se move. Encaro o lugar vazio.

— Como foi? — Diana cantarola, para lá de animada, ao retornar à mesa.

Eu a encaro, irritada pela forma como ela agiu. Fico surpresa ao ver mais biscoitos cobertos por gotas de chocolate no prato.

— Não acredito que fez isso. — murmuro em tom de repreensão. — Ele me chamou para sair.

— Você disse sim?

— É claro que não! Eu já estou saindo com alguém. Você se esqueceu desse detalhe?

— Ah! Seu namorado perturbado. Meu psicólogo é bem estável e uma pessoa muito gentil.

— Ex-psicólogo. E Harry já está fazendo tratamento. Pensei que tinha superado os seus problemas com relação à ele.

Diana dá de ombros. Seu olhar está na comida a sua frente. Acho que ela realmente queria biscoitos de chocolate porque os come com uma vontade absurda.

Enganei-me ao supor que tudo estava fluindo bem entre ela e Harry. O apoio nas últimas semanas e a forma como ela lidava com aquela situação me fizeram crer fortemente que Diana já não desgostava mais de Harry. Quando ela me empurrou para o médico, percebi que não era bem verdade.

— Eu lido com isso. Mas ainda não tenho certeza se ele é bom o bastante para você.

— Ele é ótimo para mim. E nós não somos namorados. É uma palavra forte demais.

Diana estala a língua, em desprezo pela minha resposta. Esgota o seu café e rapidamente devora os biscoitos, deixando apenas um cookie de aveia sobrar no prato. Eu o agarro o mais veloz que sou capaz, embora já saiba que é um dos sabores que Diana odeia.

Termino o meu café com calma. A todo o momento, eu viro o rosto em direção ao relógio colorido pendurado sobre a parede, conferindo como estamos na questão de tempo. Ainda temos alguns quartos de hora antes de termos que nos preocupar com um possível atraso. Permito a mim mesma apreciar o que sobra de minha bebida e o biscoito que ainda resta.

Poderia tomar um café extra. O que Diana escolheu do cardápio para nós é demasiado fraco, longe de ter o gosto que eu gosto. Deixar que ela pedisse por mim foi uma péssima ideia e lamento por não ter verificado brevemente o cardápio. Agora, não há chance de esperar por outro copo sem acabar gerando algum atraso.

Pegamos um ônibus para a Brighton Railway Station. Diana tem tantas malas que eu ocupo minhas duas mãos para conseguir carregar parte delas. No trem, sentamos lado a lado e deixamos a bagagem sobre os bancos vagos próximos a nós. Quando descemos, é só uma questão de espera nos terminais até Diana ter de pegar o trem para Yorkshire.

— Vai voltar para Brighton? — pergunta-me.

— Não sei. Harry está trabalhando hoje.

— Talvez devesse fazer uma surpresa e aparecer por lá. Seria ao menos interessante a cara de surpresa dele.

Levo sua sugestão em consideração. Eu realmente tinha pensado em fazer uma visita para Harry, mas ele me disse que teria de passar o dia na I.N.C. e não teria hora para largar. Não passou pela minha mente a possibilidade de, mesmo assim, visitá-lo porque achei que sua resposta só poderia ser uma negação clara a minha ideia. De repente, eu me sinto muito tentada a não voltar para Brighton.

Quando Diana me diz que é o momento de ir, eu já tomei minha decisão. Pode parecer inapropriado já que Harry não disse que seria uma boa aparecer apesar de tudo, mas sei que meu destino depois daqui é o trabalho dele.

Diana se despede. Ela começa a chorar e eu rio da sua fragilidade emocional. É difícil me despedir e eu sempre esqueço o quanto posso gostar de alguém até que perdê-lo se torne uma situação inevitável. Diana só vai se mudar de cidade, mas os quilômetros entre nós não vão permitir que as coisas permaneçam iguais.

Assisto Diana caminhar para longe, carregando com maestria todas as suas malas. Ela não olha para trás e nem hesita, misturando-se aos demais que caminham por aqui. Quando não a vejo mais e percebo que as coisas estão mudadas, eu me viro.

Demora um tempo até tomar alguma atitude. Ainda estou sentindo os efeitos da súbita alteração, imaginando como nada vai ser igual. Perco vários táxis porque estou focalizando em meus próprios pensamentos e permito que qualquer um mais apressado o tome. Só percebo que estou paralisada quando um motorista pergunta se vou querer essa corrida ou não.

Balanço a cabeça, tentando fazer o movimento desembaralhar todos os meus pensamentos. Entro e só então percebo que não sei o endereço. Tento ser ágil ao pesquisar no Google e mostro a motorista. Irritado e impaciente, ele troca a marcha e gira o volante, manobrando o carro de modo a nos colocar em movimento outra vez.

Nunca tinha estado na empresa de Harry antes. A verdade é que meu interesse sobre ela era completamente nulo até aquele momento. O primeiro contato que tive foi com a imagem na tela de meu celular. Quando paro em frente ao enorme edifício em City of London, eu quase perco o fôlego.

É provável que eu já tenha encarado aquele prédio várias vezes e perdido o fôlego em todas elas. O tamanho lhe dá um grande destaque, fazendo com que os traços se sobrepunham a todo o resto. As cores pálidas condizem com todos os tons naquele ambiente. A única exceção é a placa prata cujo nome, International Narcenary Corporation, faz-se reluzir por todos os lados.

Pago o motorista e entro. Eu me distraio, observando as pessoas se moverem de um lado ao outro com roupas em tons neutros e que poderiam se misturar a cor escura das paredes. Usam ternos sofisticados e sapatos lustrosos, com um brilho que atinge a distância. Os saltos causam um barulho alto demais no ambiente silenciosos. De onde estou, consigo distinguir os toques no teclado.

Caminho até o balcão. Agarro-me a alça da bolsa, prendendo-a ao meu corpo enquanto me desloco. Eu paro escorada sobre a estrutura de metal e a recepcionista me encara, sorrindo simpática.

Digo o nome de Harry. Pergunto se ele está aqui e ela me diz que sim. Peço que avise sobre mim e que fale que eu sou. Com certa desconfianca, ela retira um fone do gancho e toca em algumas teclas. Fala baixo e em observo minhas próprias unhas enquanto aguardo.

— Você pode descer. — a recepcionista informa.

Ela rapidamente digita em seu computador e me passa um crachá com a palavra visitante muito bem marcada. Instruí-me a deixá-lo em um lugar visível e mostrá-lo sempre que me questionasse sobre quem sou. Diz que Harry está no subsolo, na sala número dois.

Paro na roleta. Encaro o leitor de código de barras, imaginando como fazer para desbloqueá-la. Observo um homem usando o crachá para conseguir mover a catraca. Ele se afasta e eu viro a minha própria identificação, encarando os traços e número em preto. Encosto essa parte na luz vermelho. Um pequeno clique indica que estou liberada.

Aperto o botão com seta para baixo e aguardo enquanto o elevador não chega. Leva um tempo até que as portas se abram e eu possa entrar. O homem ali dentro pergunta para onde desejo ir e aperta o botão do subsolo. Outras pessoas entram, ocupando parcialmente o espaço retangular e acendendo luzes para outros andares. Fico aliviada pela posição que desejo ir, porque sou a primeira a descer.

O subsolo é sombrio e frio. A iluminação fica no alto das parades, em distâncias equivalentes. Toda via, a lâmpada é muito fraca e não favorece o lugar. A pintura cinza e as paredes grossas fazen com que eu me sinta em um galpão construído para resistir à guerra nuclear.

Paro de frente a porta cujo o número dois está entalhado na madeira. Giro a maçaneta, entrando sem pedir permissão. Encaro o curto corredor que se estende alguns metros a minha frente e não consigo tomar uma atitude, porque o barulho de um tiro corta o ar.

Eu paraliso por um segundo. Fico protegida pela parede,  tentando ver o que há ali. Minha mente nem aceita a ideis de haver um perigo porque há câmeras pelos lados e eu vi seguranças o suficiente para saber que o risco de um tiroteio aqui é mínimo.

Ainda sim, tremo quando dou um passo para frente. Estou encolhida, com as costas pressionando a parede. Vejo Harry com um óculos de proteção e fones de ouvido grossos ao redor do pescoço. A arma ainda está bem segura em sua mão enquanto o homem ao seu lado anota cada palavra dita em uma tabela.

Isso é parte do trabalho dele, então. Harry não só cria as armas como ainda as testas. Achei que já tivessem desenvolvido todo o tipo de armamento possível, mas me surpreendo com a variedade de revólvers e pistolas sobre a bandeja de metal.

Não gosto daquilo. Harry cria formas de interferir em milhares de vidas sem nem se mover. Antes, ele era um dos homens que mirava e decidia quem teria chance de viver mais um dia. Agora, ele cria todos os meios para que outras pessoas tomem essa decisão.

É difícil de lidar não só pelo fato de que guerras são algo que me incomoda. Conflitos armados dificilmente são gentis com inocentes e seus ideas não são puros e límpidos como deveria. Não gosto disso para Harry. Não gosto de pensar em quantas vidas ele ajuda a tirar até hoje e em todos os fantasmas que se acumulam como moscas na luz ao redor da mente dele. Meu peito pesa ao encarar esse fato.

— Dawson. — Harry vira o rosto em minha direção. — Há quanto tempo está aqui?

Respiro profundamente, tentando não deixar transparecer o meu incômodo que esse lugar me causa.

— Acabei de chegar. — digo. — Tudo bem para você se eu ficar aqui?

— Não vai ser rápido. Temos um lote inteiro para testar e avaliar.

Dou de ombros, indicando que não é um problema para mim. Harry manda o ajudante me arrumar os materiais de proteção e uma cadeira onde eu possa ficar sentada. Quando o jovem sai, Harry empurra o carrinho cheio de armas para fora de nosso caminho e me puxa para perto. Ele me beija, tentando me soltar antes que estejamos acompanhados novamente.

Sento-me na cadeira dobrável. Harry me instruí a usar os fones de ouvido para que o o barulho não me cause problemas de audição. Que eu só os tire quando ele também tirar. Os óculos são menos importantes e não preciso mante-los em meu rosto.

O ajudante se livra daquela bandeja e mais que imediatamente traz outra com uma nova leva de armas, com identificações presas aos cabos por cordas firmes. Harry coloca seus fones de ouvido e óculos enquanto substituem o alvo na cabine de vidro grosso por um nunca usado.

Eu o observo inserir a munição, destravar o gatilho e se posicionar. Harry ergue o ombro direito, usando-o como principal apoio. Seu braço esquerdo permanece grudado ao corpo e com um ângulo muito mais agudo sobre o cotovelo. Suas costas tencionam, travando-se no que eu imagino serem muitos nós. E a mira é fácil. Com alvo parado, deveria ser ainda mais simples. Harry sempre acerta o centro ou muito próximo a ele, e não sei se posso julgar isso como fácil.

Já sei que desenhar armas não é a profissão dos sonhos de Harry. Pela forma tensa como seus músculos se portam, completamente travados, começo a imaginar que a parte de testar também não lhe é agradável.

Gostaria que ele soubesse que isso não é agradável para mim também. Vê-lo nessa posição me deixa incomodada e em muitos momentos me sinto impelida a sair, não só da sala, como do subsolo, e buscar por ar fresco. Tenho certeza que vejo o vulto dos fantasmas; sombras brancas e translúcidas que giraram ininterruptamente ao redor da cabeça de Harry. Sempre que gira o pescoço, parece tentar se livrar das praguejações dentro de sua mente e me faz agarrar o tecido do vestido como se dessa maneira e minha tensão pelo que vejo pudesse se dissipar.

Cada disparo é seguido de inúmeras anotações. Harry dispara as informações,  analisando se seu ajudante consegue acompanhar o ritmo de suas palavras. As horas passam. Minhas pernas doem pelo tempo sentadas e ficam dormentes. Como a única barrinha de cereal na minha bolsa e logo já estou faminta outra vez.

— Se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até Maomé.

Eu e o ajudante nos viramos para observar um homem engravatado, com maleta e cafés em mão. Mas Harry segue focado na mira, pronto para disparar novamente. E ele dispara. Coloca a arma sobre a bandeja de metal e se vira, tirando os fones de ouvido.

— Eu não me importo com Maomé. — Harry responde. Aponta para os copos. — Qual desses é o meu? Este? Tome, Charlie.

Harry estende seu copo na minha direção. Eu me surpreendo com o gesto e arregalo os olhos. Não sei se devo aceitar. Tiro os fones de ouvido.

— É o seu café. — justifico minha recusa.

— Tudo bem. Eu fico com o do Louis.

O cheiro forte faz meu estômago doer ainda mais. Harry aproxima ainda mais a bebida e, em um ímpeto, eu agarro o papelão e o puxo para mim. Bebendo um longo gole e sentindo minhas conexões nervosas se ativarem. Pisco, recuperando o foco e sentindo parte da fome sumir.

Não é o que estou habituada. Imagino ser um cappuccino pelo sabor leve mais leve e pelo gosto de leite e caramelo ali. Ainda sim, é exatamente o bastante para me deixar mais satisfeita.

Harry retira os outros dois copos. Ele entrega um para o ajudante e bebe um gole do último.

— Beba o café do Louis. Louis não queria esse café de qualquer forma.

— Não seja sem educação. Tenho uma visita hoje.

Louis se vira para mim. Um choque momentâneo percorre sua face e ele se recupera com rapidez. Acena para mim, sorrindo abertamente. Ergo a mão e retribuo o aceno com as pontas dos dedos.

— O jantar com Katrina e Lizzy está cancelado, então? — Louis pergunta.

— Eu nunca nem confirmei esse jantar. Era essa a montanha?

— Era, mas você já tem uma boa companhia aqui.

Louis parece desconcertado. Harry dá de ombros, como se não se importasse, e vira o que sobra do café. Jogando o copo vazio na embalagem.

— Peça desculpas à Katrina por mim.

E eu me pergunto quem são as mulheres citadas. A fincada no peito é involuntária e eu tento contê-la, dizendo a mim mesma que não há porque me preocupar se Harry está comigo. Dizer essas palavras não é o bastante para convencer a mim mesma. Eu mudo de posição e mordo a parte interna na bochecha, tentando evitar que uma enxurrada de pensamentos domine meu cérebro.

Louis se despede de mim. Antes de sair, diz a Harry que é preciso passar no RH com urgência, mas não especifica o assunto.

Harry suspira alto e diz que já chega por hoje. Ele diz ao ajudante o que fazer agora e me estende a mão. Tira os equipamentos de proteção que estão comigo e deixa junto aos seus sobre a bandeja de metal. Sua mão permanece envolvendo a minha enquanto seguimos para o elevador e subimos vários andares.

Aquele pequeno gesto aplaca a sensação anterior de ciúme. Não posso imaginar que Lizzy ou Katrina ou qualquer outra tenha chegado até aqui. Mesmo que tenham conseguido, não importa. É a minha mão que Harry segura agora.

— Nós não vamos demorar. — ele me assegura.

— Não estou com pressa? Como foi o médico?

Harry não responde. Ele apenas hesita e pela forma como olha de lado para mim, compreendo muito bem a mensagem. Ele não foi ao médico.

Minhas orelhas esquentam e sou momentaneamente tomada por uma fúria descontrolada. Irrito-me por Harry não ser capaz de me falar a verdade, por ter mentido para mim e por ter achado que eu não perceberia. Com agressividade e nervosismos, puxo minha mão e cruzo os braços.

— Não posso acreditar nisso. — murmuro, completamente descrente.

— Posso jurar que não é o que está pensando. Tive uma reunião de urgência naquele dia e não poderia faltar. Então remarquei. Você pode ligar no consultório e confirmar. Eu não mentiria para você sobre isso. E nem quebraria uma promessa.

Suspiro e minha postura rígida e irritadiça se quebra em milhares de pedaços. Balanço a cabeça, repreendendo a mim mesma por desmontar tão rápida. Encaro Harry e me basta um olhar para saber que ele não mentiria para mim sobre iss.

— É, eu sei.

— Vou te levar para Brighton logo.

— Não posso passar a noite no seu apartamento, com você?

É um pedido que pega a nós dois de surpresa. Eu gostaria de ficar com Harry ao invés de voltar. Aquela frase é o suficiente para mostrar que passar a noite sozinha em meu alojamento vazio demais porque minha colega de quarto foi embora é meu último desejo.

— Claro. — Harry murmura, quando a porta se abre.

Ele diz isso com certa hesitação. O olhar surpreso permanece em seu rosto e ele o desvia de mim, movendo-se para fora. Não sei se tomo suas ações de uma forma positiva ou como um sinal oposto.

Eu me sento em uma das cadeiras e assisto televisão enquanto aguardo. Não há quase ninguém aqui e entendo a razão ao ver as tonalidades de azul e laranja ganhando o céu. O subsolo é tão fechado e escuro que destrói qualquer percepção de tempo e só agora consigo ver o quão tarde é.

Harry sai com um envelope pardo em mãos. Ele pergunta se podemos ir e eu respondo que sim, levantando-me. Arrumo a bolsa sobre o ombro.

—Harry, posso falar com você por um segundo? — uma mulher solicita, caminhando em nossa direção.

Seu sapatos tem um salto mínimo, o bastante para dar alguma classe sem lhe fazer ficar alta demais. O vestido azul escuro é um pouco mais informal do que um terninho, mas ainda corresponde com o lugar onde ela trabalha. Os fios escapam do rabo de cavalo no topo da cabeça e a maquiagem está desgastada depois de um dia de serviço.

Seu olhar varia entre mim e Harry. Ela não me encara como se eu fosse uma intrusa indesejada. Todavia, ainda consigo sentir que essa conversa não é para mim pela forma como o clima muda. Não imagino o que há entre os dois, mas a tensão e fria me fazem pensar em problemas mal resolvidos.

— Onde é o banheiro? — pergunto e a mulher me aponta a direção. Viro-me para Harry. — Eu volto em um instante.

Sai dali, evitando esbarrar em qualquer um dos corpos de postura rígida e irritada. Sigo pelo caminho indicado e me tranco na porta cujo o símbolo é uma boneca com vestido triangular. Eu coloco a bolsa sobre a tampa do vaso e encaro meu próprio reflexo no espelho.

Brinco com mexas do meu cabelo, fazendo tranças bem suaves e deixando que elas se soltem antes mesmo de findar o processo. Desambaraço os fios com a ponta dos dedos, surpresa pelas ondas suaves que se formaram nas pontas.

Parte de mim gostaria de se escorar na porta e tentar captar qualquer som da conversa. É pura curiosidade. Fico pensando em tudo que eles podem falar nesse momento. Estou mais concentrada em criar uma linha do tempo que me dê detalhes da história entre os dois. Por alguma razão, meu cérebro insiste em montar cenários cujos principais elementos configuram algum relacionamento amoroso.

Depois de cinco minutos, percebo que não posso mais ficar trancada ali. Qualquer coisa que tivesse para resolver, seria melhor que já tivessem resolvido. Empurro a porta e retrocede alguns passos para o interior do banheiro, surpresa ao ver a mulher que tentara falar com Harry parada ali.

— Só vim avisar que ele precisou voltar ao subsolo. — explica-se, percebendo o choque em meus olhos. — Mas vai voltar logo.

— Obrigada...

— Meredith. Meu nome é Meredith.

— Charlie. Dawson.

Eu passo por Meredith, encostando a porta atrás de mim. Retorno a ocupar um lugar em uma das cadeiras de espera, monitorando a porta do elevador de forma quase impaciente. As pontas de minhas sapatilhas se chocam com o chão a todo instante e meus pés não param de se balançar.

— Você e Harry estão juntos faz muito tempo?

Meredith senta-se ao meu lado com certa hesitação. Eu a encaro, desconfiando de sua intenção.

— Só um pouco. — respondo. — Vocês dois são amigos?

— Não mais. Fomos algo parecido, um dia. Eu sou casada agora.

Meredith ergue a mão bronzeada, mostrando o aro prata que rodeia o seu dedo. Ela sorri amarelo e percebo não ter qualquer razão para desconfiar. Viro o tronco, ficando de frente para ela.

Imagino que seria muita intrusão de minha parte enchê-la de perguntas sobre seu relacionamento com Harry. É tentador, especialmente por estarmos sozinhas e eu não precisar me preocupar em ser discreta. Mas não tomo essa decisão. Acabo percebendo que minha curiosidade não é uma boa justificativa. Eu não gostaria que Harry desenterrasse qualquer pedaço de minha vida sem que eu lhe autorizasse.

— Obrigada por ter sido discreta e nos dado licença. — Meredith sussurra. — Eu tentei ligar para Harry e ele sempre recusa os meus telefonemas. A única forma de falar com ele seria pessoalmente e você percebeu a situação.

— E conseguiu fazê-lo de ouvir?

— Um pouco. Acho que você já sabe que se abrir não é muito com ele. Mas eu fiz o que precisava e agora eu me sinto melhor. Obrigada, Charlie.

Sua atitude me surpreende. Meredith parece muito espontânea e sincera. Talvez eu a conheça pouco e esteja julgando errado. Pela forma como sorri para mim, parecendo realmente aliviada, não consigo crer em nada além de veracidade nas suas palavras.

Balanço a cabeça, ainda me aclimatando ao que houve e um tanto quanto amortecida demais para lembrar das palavras e agrupar algumas delas em uma frase adequada ao momento. Meredith sorri um pouco mais abertamente e se ergue, seguindo para dentro de um dos escritórios. Encaro o lugar vazio que ela deixou.

Gostaria de que ela me dissesse o que precisava falar com Harry. Qualquer pequena pista ou leve derrapada em nossa conversa diminuiriam minha curiosidade e eu não teria que me preocupar com o assunto abordado. Ela não parecia disposta a magoar ninguém, mas isso não atesta que não o fez.

Harry retorna. Ele age com tranquilidade enquanto nos dirigimos para a garagem. Passamos em um restaurante e compramos comida pronta para levar.

— Você e Meredith se conhecem há muito tempo? — tento puxar assunto.

Harry vira o rosto na minha direção. Ele relaxa os lábios, soltando o inferior enquanto sua testa se encrispa. Ele provavelmente se pergunta como consegui tantos detalhes sobre Meredith e eu penso se deveria ter sido mais cautelosa ao falar.

— Menos de um ano. — Harry responde. — Vocês... Vocês duas conversaram?

— Mais ou menos. Ela veio me agradecer. Por ter deixado vocês dois sozinhos para conversar. Meredith..?

— Veio perguntar se ainda poderíamos ser amigos.

— Por que não poderiam?

— É complicado. Você quer que eu seja honesto?

— Sim, por favor.

A primeira frase que ele diz é que pensava ter gostado de Meredith. E quando escuto isso, apenas sinto o meu estômago afundar. Não paro para analisar a frase e perceber o pretérito constituído sobre ela. Escuto em silêncio enquanto Harry apenas admite que cometeu um engano. Por meu lado, admito que me senti um pouco melhor ao ouvi-lo dizer que confundiu ego ferido com paixão.

Eles foram amigos coloridos por um tempo e, quando Meredith decidiu se dedicar a um compromisso real, trocando Harry pelo atual marido, Harry achou que estivesse realmente sofrendo por perdê-la. Não estava. Era só a dor de ter sido trocado e substituído.

Subimos para o apartamento. O nosso jantar está frio e eu me preocupo em abrir o vinho enquanto Harry coloca a comida nas vasilhas e leva ao forno para esquentar. Deixa duas taças sobre a mesa e caminha para a sala. Sirvo bebida para nós dois. Somente o forno fica ligado enquanto sigo para o cômodo ao lado.

Harry está sentado no sofá, quase como se tivesse se jogado sobre ele. Entrego-lhe uma das taças e ele apenas a deixa ao lado do corpo. Sorvo parte do vinho em minha taça e me livro das sapatilhas.

— Tenho uma história para você. — digo. — É uma lenda mexicana.

— Uma lenda mexicana? — Harry me encara. O olhar quase cômico e descrente que eu possa lhe dizer algo realmente significativo me deixa mais certa sobre contar-lhe.

Ergo a barra do vestido e jogo uma perna na frente da outra enquanto traço um caminho entre nós dois. Seguro a saia clara entre os dedos, expondo minhas canelas e uma pequena parte das coxas. Subo no colo de Harry e abandono o tecido em minhas mãos para que se ajuste ao redor de meu corpo. Ergo os braços para que lhe rodeiem o pescoço e mordo o lábio inferior.

— Há muito tempo, quando não havia dia nem noite, o Sol e a Lua se encontraram pela primeira vez e se apaixonaram perdidamente. Mas, naquela época, o mundo ainda não existia e nada os impedia de ficar juntos. Até que Deus resolveu criá-lo e, da mesma forma, criou o dia e noite.

“Ficou decidido também que o Sol iluminaria o dia e que a Lua iluminaria a noite. Dessa forma, eles foram afastados e obrigados a viverem separados, sem a chance de se encontrarem e de consumarem o seu amor novamente. Quando tomaram ciência disso, ficaram entristecidos e magoados. A Lua se tornava cada vez mais amargurada e solitária e o Sol, apesar do seu título de astro rei, seguia pelo mesmo caminho.

“Na tentativa de consolá-los, Deus o chamou e lhes disse que não havia razão para tamanha tristeza pois, embora não tivessem um ao outro, tinham seu próprio brilho. Para a Lua, ele falou: ‘Você iluminará as noites frias e quentes, encantará os enamorados’. E virando-se para o Sol, disse: ‘Quanto a você, será o mais importante dos astros, iluminará a terra durante o dia, fornecendo calor aos seres vivos”

— Não dizem que esse tal de Deus é um cara misericordioso?

Ignoro o seu comentário:

— A Lua se entristeceu com o destino. Por dias a fio, ela chorou e chorou e chorou. O Sol, compadecendo de sua dor, também magoado com a situação, mas conformado, decidiu que não poderia deixá-la se abater e que lhe daria forças para aceitar o que havia sido decidido por Deus.

“Então, o Sol orou. ‘Senhor, ajude a Lua!’, pediu ele, ‘Ela não é forte como eu e não vai aguentar tamanha solidão”. Deus, como resposta, criou as estrelas. A Lua sempre recorrer à elas, embora quase nunca surja efeito. E Sol e Lua prosseguiram dessa forma: separados. A Lua é incapaz de esconder sua tristeza e saudade de seu amor enquanto o Sol finge que é feliz.”

— Emocionante.

— Dizem que a Lua deveria ser sempre cheia e luminosa. Mas ela não consegue e, como qualquer mulher. Tem fases. Quando está feliz, é cheia e luminosa. Quando se entristece, mingua até que ninguém mais seja capaz de vê-la e sua tristeza e solidão a devorem. Agora é a hora do seu Deus misericordioso, cowboy. Sabe o que ele fez?

— Com certeza não juntou os dois.

— Ele decidiu que não era justo mantê-los sempre separados. Então, criou o eclipse, permitindo que Lua e Sol sempre tivessem chance de se reencontrar e de se amarem novamente. E a Lua confia que o Sol retorná para ela e o Sol confia que a Lua sempre será sua.

A respiração profunda de Harry corta o ar. Eu o encaro, estupefata com o silêncio que devorou suas piadas sujas e desmotivou seu humor ácido. Suas mãos se agarram na parte de trás de minhas coxas e levam o meu corpo para ainda mais junto do seu. Ergo o corpo, mantendo o tronco ereto e o encarando de cima.

— Por quê me contou isso? — Harry questiona.

— Só para que se lembre de que não está sozinho. É para que eu saiba que sempre vai achar uma forma de voltar para mim.


Notas Finais


Isso é tudo, pessoa! Espero, sinceramente, que tenham curtido e torno a pedir desculpas pela minha demora em atualizar e por qualquer erro que possa haver ao longo do capítulo. Já lhes desejo um feliz natal, muita coisa boa procês e, caso não torne a vê-los antes do ano novo, desejo um maravilhoso ano novo e que 2017 seja só sucesso pra gente.
Duas fanfics maravilhosas pros que se interessarem: https://spiritfanfics.com/historia/inerente-7154859
https://spiritfanfics.com/historia/honor-7367147


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