História Red - Capítulo 8


Escrita por: ¢

Postado
Categorias Elizabeth Olsen, Harry Styles, One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Charlie Dawson, Drama, Elizabeth Olsen, Guerra, Harry Styles, One Direction, Starlotus2017, Terrorismo
Visualizações 1.569
Palavras 6.034
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey, meus amores!
Chegamos aos 450! Muito obrigada, seus lindos e lindas do outro lado da tela!
Bom, começo pedindo desculpas pra vocês pela demora. Serião. Mil desculpas mesmo. Eu fiquei doente na semana da postagem. E, inclusive, aproveito essas notas pra lembrá-los da importância de não deixar água parada porque, gente, dengue é um troço ruim demais da conta! Quase fui internada por causa disso e fiquei me sentindo muito mal. Então, nada de deixar água parada acumular, hein? Cada um fazendo um pouquinho e dá certo. Também espero que cês num passem por isso porque a sensação é realmente horrível e num desejo pra ninguém.
Mesmo com essa justificativa, espero que me perdoem pela demora e garanto que estou fazendo o meu melhor par esse tipo de coisa acontecer o mínimo possível.
Eu também quero avisar rapidinho que, até o capítulo anterior, a garota que aparecia naos banners, capa e trailers era a Lily James. Ela representava a Charlie até o momento, mas eu troquei pela Elizabeth Olsen (outra maravilhosa) e de agora pra frente, é ela, okays? Todavia, sinta-se à vontade para imaginar a Char como bem preferirem e, inclusive, me contem esses detalhes, sim?
Ah! Muito obrigada a Two, por ter betado esse capítulo pra mim <3
Capítulo com mais falas e menos narração. Espero que gostem e a gente se vê lá embaixo.

Capítulo 8 - Burgundy red


Fanfic / Fanfiction Red - Capítulo 8 - Burgundy red

Charlie

 

A garrafa de champanhe já está pela metade. Enquanto espero, embalada pela música lenta que vem do salão, acabo com o que sobra ali.

Fico me perguntando se alguém ouviu a discussão entre Harry e o pai. Se sim, imagino que não demore muito até correr algum murmúrio acerca disso. Se eu não tivesse me colocado no meio, é fácil imaginar que eles bateriam um no outro e a coisa viraria um verdadeira loucura. Bem, na situação do pai de Harry, é muito mais fácil imaginar que ele acabaria apanhando do filho.

Isso não me dá uma perspectiva nem um pouco melhor da situação.

Muitas pessoas passam por mim. Elas me lançam um olhar curioso e ficam supondo entre si o que eu fazia ali. Agradeceria se pudessem ao menos serem discretas.

Parece que tudo demora muito. Depois de algum tempo, eu canso de esperar ali e recolho minhas coisas. Sento na borda do píer. Deixo os sapatos ao meu lado e desmorono a postura. Mexo no celular por algum tempo, mas ele não tem muitos recursos e eu não me distraí como gostaria. Sem opções, deito e fico olhando o céu.

Quando eu vivia em Montana, morava em uma fazenda. Ficava mais afastada da cidade, dentro de uma enorme área para criação de gado. Não era cheia de postes e de iluminação. Então, quando eu me deitava no telhado e olhava por cima, conseguia ver grande parte das constelações que os livros disponibilizados pela escola mostravam. Aqui em Brighton, é muito mais luz e movimento, especialmente com o navio tão cheio de lâmpadas e pisca-piscas como está. Não consigo identificar muita coisa. As nuvens que se juntam cada vez mais e mais também não são de muita utilidade.

Fecho os olhos. É uma sensação boa. Há uma música sutil e risadas no fundo. Meu peito sobe e desce, tranquilo. Não há qualquer preocupação agora e eu me sinto mergulhada na mais profunda tranquilidade.

Sinto as tábuas de madeira se moverem por baixo do meu corpo. Abro os olhos minimamente para confirmar que se trata de Harry. Ele se deita ao meu lado.

— Foi uma boa dança? — questiono.

— A dança foi ótima. A discussão que veio logo em seguida, nem tanto.

— Vocês brigaram? Por quê?

— Bem, começou com o fato de o meu olho estar roxo e terminou como uma crítica às minhas escolhas de vida.

— Por que fez isso?

— Eu juro que não fiz nada. Eu pedi para pararem, mas me ignoraram por completo.

— Conta, por favor.

Eu não deveria me surpreender com uma discussão. Não depois do que vi mais cedo. E não deveria me surpreender com um não de Harry. Ele sabe que não estou pedindo para me dar detalhes do que se passou há cinco minutos, no salão de festas do navio. Estou falando do que fez as coisas na família chegarem a esse ponto.

— Não é da sua conta, Charlie. — ele diz. Sua resposta me ofende e eu me afasto. — Talvez seja hora de eu te levar para casa.

— Eu tenho certeza de que é hora de me levar para casa.

Sou a primeira a me levantar. Seguro meus sapatos em uma mão, nem um pouco disposta a machucar meus pés, e a bolsa na outra. Bufo, fazendo com que Harry me olhe e se movimente mais rápido. Cortamos a praia até o carro estacionado dele. Entro e permaneço em silêncio. Um trovão corta o céu, seguido pelo brilho de um relâmpago.

Seria muito difícil para Harry contar o que houve? Aparentemente, é sim. A maioria de seus segredos fica escondido em caixas cheias de cadeados, e isso é fácil de perceber pelas suas esquivas quando conversávamos. Mas qual seria o problema em confessar que ele e o pai não se dão bem só por serem completamente diferentes e que um dia, de alguma forma, isso explodira? Eu realmente não sou capaz de entender. E sua falta de percepção do qual frustrante isso é, esgota minha paciência. Ele deveria ao menos imaginar que eu ficaria curiosa com aquilo, tentada a entender, quando me trouxe para cá.

Qualquer pessoa em sã consciência ficaria.

Começa a chover e Harry dá seta. Ele pega um desvio enquanto as gotas que caem do céu engrossam.

— Para onde vamos? — questiono.

— Um atalho. Vai ser mais rápido para chegar até Sussex.

Passo a mão sobre o vidro da minha janela. Quase não havia luz o suficiente e nós pulamos quando Harry passou correndo por um buraco. Foi ruim.

— O caminho tem que ser horrível assim? — continuo.

— Já passei por aqui um milhão de vezes antes, Charlie. Pode confiar em mim. Nenhum maníaco vai nos atacar ou coisa do tipo. Eu conheço essa estrada.

Nos filmes, é o que o personagem sempre diz antes que um louco com um machado corte sua cabeça ou um fantasma o arraste para o inferno. Acho que eu deveria me sentir aliviada porque estamos na vida real, e não em algum filme. Nós até temos monstros, mas eles são diferentes e atacam de uma outra forma.

O Toyota de Harry resmunga alto algumas vezes e eu faço careta, prevendo o que virá a seguir. Desesperada, começo a implorar para que continuemos em movimento. Todas as circunstâncias não são nada favoráveis para o que pressinto que ocorrerá. Minhas preces não são atendidas. Harry suspira e encosta o carro no meio fio. Ele gira a chave, dando a partida novamente. O motor ruge alto, criando expectativa, mas logo desmorona e morre de novo.

— Puta merda. — Harry bate as mãos no volante. Ele me passa o celular e pega a lanterna no banco de trás. Tira o paletó. — Tenta ligar para o meu primo. Will. Você sabe. Se conseguir, bate no vidro. E não sai do carro.

Desbloqueio a tela do celular e vou direto na agenda telefônica. Harry acende a lanterna e sai. Levanta o capô do carro e joga luz ali. Procuro pelo número de Will e ligo para ele. Disco algumas vezes antes de perceber que estou sem sinal. Tento com meu telefone, mas não funciona também. Calço os sapatos. Furiosa com tudo que houve, saio do carro e bato a porta com força.

— Adivinha? Estamos sem sinal! — grito.

Harry joga o corpo por cima do capô e me encara.

— Eu não te pedi para ficar na merda do carro, Charlie?

— Ah! Você ia usar seus super poderes de mecânico para consertar o carro e nos por de volta na estrada? Que genial!

— Cala a boca!

— Você nos colocou nessa merda de enrascada. Toda droga de vez que eu saio com você, alguma coisa dá errada. Dessa vez, estamos presos em uma estrada deserta, no meio de um temporal e sem qualquer contato com outro ser humano. E a sua brilhante ideia é ficar encarando a droga do motor, como se, por milagre, ele fosse voltar a funcionar normalmente.

— Que porra, Charlie. — ele vem até mim, tão furioso quanto eu estou. — Será que não consegue fazer alguma coisa de útil e calar a merda da boca por cinco segundos só para que eu pense em alguma coisa?

— Claro! Vamos ligar para o seu pai. Ele deve ter um carro e um motorista sobrando para nos ajudar.

Harry me lança um olhar tão duro e mortal que preciso me esforçar para não me encolher. Ele abusa da força e desconta sua raiva no capô, batendo-o com rispidez.

— Vá se fuder. — diz, passando por mim.

— Aposto que iria adorar isso, não é?

Ele movimenta a cabeça minimamente, ignorando o meu comentário. Pega a chave do carro e seu paletó. Veste e afrouxa a gravata. Depois, destranca o porta malas e puxa uma bolsa preta de lá.

— Tem uma pousadinha logo a frente. Pegue suas coisas. Vamos dormir lá.

— Dormir lá?

— Se você prefere ficar aqui, esteja à vontade.

Eu repasso minhas opções rapidamente. Nenhuma delas é algo que me interessa. Mas entre ficar sozinha em uma estrada escura ou com Harry em uma pousada com mais pessoas, eu preferia estar com Harry. Mesmo que o atrito entre nós dois já estivesse causando faíscas.

Guardo o celular na bolsa e a coloco debaixo do braço. Harry tranca o carro. Ele usa a lanterna para iluminar o caminho. Suponho que não tenha um guarda chuva ou sombrinha, porque nós caminhamos na chuva. Quando finalmente vejo a casa de madeira que imagino ser a pousada, estou completamente encharcada e tremendo de frio.

Harry e eu entramos. A luz da recepção está acesa, e mesmo assim o homem atrás do balcão dorme profundamente. Toco o sininho sobre a bancada e o homem acorda, atordoado. Ele olha para todos os lados antes de nos notar ali.

— Boa noite, jovem casal. — ele nos cumprimenta. — O que podemos fazer por vocês?

— Nós não somos um casal. — corrijo. — Queremos um quarto. Dois na verdade. Para passar a noite. Podem ser quartos de solteiro.

— Infelizmente, minha jovem senhora, só trabalhamos com quartos de casal.

Fico sem resposta. Levo um segundo para pensar e raciocinar que mesmo assim, cada um pode ocupar um quarto. Talvez saia um pouco mais caro, mas estou disposta a acertar a parte financeira com Harry depois.

— Vamos ficar com um quarto só, então. Pode fazer o registro no meu nome. — Harry me ultrapassa e passa todos os dados ao recepcionista.

— Seu telefone não estaria funcionando, estaria? — questiono.

— Não, senhorita. — o velho responde. — Tivemos nossas linhas cortadas na última quinta. Vou levá-los ao seu quarto.

Cortadas. Eu consigo imaginar que isso não é um bom sinal. Olhp para o quadro de chaves na parede e reparo que ele está lotado. E esse lugar, vazio. Acho que os negócios iam de mal a pior e isso não facilitava em nada as coisas. Eu não me sinto mais tranquila.

O recepcionista recolhe os documentos que Harry preencheu a mão e guarda sob a bancada. Pega uma das chaves e pede para que o sigamos. Dou uma breve olhada em Harry. Isso é o suficiente para notar que ele ainda está nervoso. Também estou irada com a encrenca na qual nos colocou.

O recepcionista nos leva ao quarto. É um cômodo pequeno, todo em madeira. Um guarda roupa, uma cama, um criado mudo e uma porta que conecta ao banheiro. O velho nos explica onde estão os cobertores extras e as toalhas, para o caso de precisarmos.

Solto o meu cabelo e uso a escova sobre o criado mudo para arrumá-lo.

— Deveria tomar um banho. — Harry aconselha.

— Não sei se sabe, gênio, mas a única roupa que tenho aqui está no meu corpo. E eu não vou dormir nua no mesmo quarto que você.

Sou surpreendida quando ele joga um bolo de tecido em mim. Abro-o, vendo uma blusa dele.

— Eu me arrumei na casa de um amigo. É o seu dia de sorte.

— Vai vestir o quê?

— Eu me viro.

— Sempre. Essa sua resposta já está se tornando um porre.

Eu aceito essa ajuda. Estou tremendo de frio e posso imaginar os meus lábios azuis nesse momento. É uma sensação ruim e realmente estou desesperada para me livrar dela.

Pego duas toalhas no armário. Tomo um banho quente. Visto a mesma calcinha, agradecida por ela não estar encharcada como o vestido. Seco o meu cabelo e o penteio novamente. Visto a blusa de Harry. Sinto-me desconfortável com ela porque deixa muito claro o fato de eu não estar de sutiã.

Quando saio, Harry já trocou a calça e tirou os sapatos. Está com uma toalha enrolada nos ombros e costas.

— Deveria tomar um banho ou vai se resfriar. — aconselho e ele me encara.

— Não pedi um conselho seu.

— Então fique com o corpo molhado e frio, adoeça, tenha uma hipotermia e se interne em um hospital.

— Vai se ferrar. Sabe, ficar com as mãos na frente do seu corpo não disfarça nada. Por que não coloca um sutiã?

— Porque eu não tenho um aqui. E imagino que não tenha algo assim na sua bolsa, ou tem?

— Não. A última garota levou o dela antes que eu acordasse.

Reviro os olhos.

— Como vamos dividir? — pergunto.

— Dividir o quê?

— A cama.

— Você provavelmente está louca para dormir comigo. Podemos dividir o colchão em meio a meio.

— Eu não estou louca para dormir com você. Não projete seus sentimentos e vontades em mim.

Ele ergue uma sobrancelha e se levanta.

— Acho que vai ficar mais sociável e menos insuportável se tiver uma cama só para você. Eu durmo no chão.

— Sociável? Eu não estou sendo sociável? Por sua culpa nós estamos perdidos. Por sua culpa, vamos passar a noite em uma pousada que não tem mais hóspedes e que está se afundado em dívidas. Só chegamos a esse ponto porque você é incapaz de resolver a situação com seu pai. Porque quer ficar longe dele. Mas, quer saber? Quando sua paciência acaba e você decide brigar, se torna muito mais parecido com ele do que pensa.

Harry empurra meu corpo contra a parede. Ele me joga com tanta força na madeira que minhas costas doem e eu arfo. Ele prende minhas mãos ao lado do meu corpo e sua cabeça está a centímetros da minha. Ele está furioso. Realmente furioso. Encolho-me.

Acho que posso entender. Eu falei sem pensar. Acredito que tenha ultrapassado alguns limites ao dizer aquilo e já estou arrependida. Mas Harry não parece ver isso. Na verdade, ele explodiu e ainda está em chamas. Talvez eu seja inflamável e essa situação seja um risco.

— Nunca. Mais. Diga. Isso. — ele sussurra cada palavra. — Entendeu?

— Está me machucando.

— Você entendeu? Não ache que só porque é uma garota que eu pegaria leve.

— Partimos para as ameaças agora? Você é maluco. Insano. — cuspo. — E está me machucando. É melhor me soltar agora ou eu vou fazer um escândalo.

— Não vai, não.

Harry encaixa a boca na minha. Sou pega de surpresa com sua atitude. Ele finalmente solta minhas mãos e eu as uso para tentar empurrá-lo para longe. É como bater em uma rocha com uma pena: não serve de nada. Ele continua insistindo, colocando seu corpo ainda mais perto do meu. Então, surpreendentemente, cedo a ele e prendo minhas mãos ao redor de seu pescoço. Agarro minhas pernas em volta da sua barriga e ele coloca uma das mãos na minha bunda.

Não sei o que estou fazendo. Creio que estou apenas seguindo o meu instinto ao invés de pensar racionalmente. Se eu pensasse um pouquinho, veria que essa não é a melhor forma de fazer as coisas.

Mas, Deus, que oportunidade eu deixaria ir.

Transfiro o meu peso para cima dele. Harry me carrega para trás e joga meu corpo na cama, caindo sobre mim. A toalha já caiu há muito tempo e eu deslizo as mãos por suas costas. São completamente ásperas. Estão repletas de cicatrizes de queimaduras. Ele cola ainda mais minha cintura ao seu corpo e encaixa as mãos no meu pescoço e no meu cabelo. Deslizo as minhas unhas sobre sua nuca, deixando algumas marcas ali.

Harry desliza a mão pela lateral do meu corpo. Ele demora mais no espaço entre a bunda e a coxa, fazendo com que eu erga a perna ao redor do corpo dele. Transfiro as mãos para os seus ombros, deslizando sobre toda a extensão. Harry transfere os lábios para o lóbulo da minha orelha. Ele mordisca a região, fazendo com que eu encolha o rosto. Depois de marcar meu pescoço com um chupão, ele volta aos meus lábios. Morde o inferior.

Até o momento, estive completamente torta. Arrumo meu corpo logo abaixo do dele. Dobro e remexo os quadris, rebolando. Ele enrosca os dedos no meu cabelo, mantendo meu rosto próximo ao dele. Toco a cicatriz em seu ombros. É mais alta do que parece. Empurro suas calças para baixo.

Grudo minhas pernas ao redor de seu corpo e fecho os pés entorno do seu quadril. Harry empurra a camisa para cima, deixando uma faixa de pele da minha barriga exposta. Ele percorre a renda da minha calcinha com a ponta dos dedos antes de subir a mão por dentro da blusa até alcançar os meus seios. Ele os aperta e eu arfo, contorcendo-me sob o seu corpo.

Tento empurrar Harry e mudar nossas posições, mas não consigo. Ele é mais forte do que eu. Suas mãos seguram firme a curva da minha cintura e ele me ergue colocando-me sentada em seu colo. Arranho suas costas enquanto ele coloca sua mão na lateral da minha perna.

A porta é aberta e eu imediatamente jogo o corpo para trás, envergonhada por ser pega nessa situação. Harry vira o rosto.

— Pensei que quisessem mais travesseiros. — o velho da recepção se explica. — Não estou atrapalhando nada, estou?

— Não.

Puxo a blusa para baixo, tentando cobrir as pernas. Harry vira o rosto para mim e me encara com os olhos franzidos. Fico pensando no que quase me levou a tirar as roupas para ele e concluo que tudo não passou de uma mistura entre carência e bebedeira. Se eu estivesse mais sóbria ou menos sonolenta, as coisas com certeza não chegariam a esse ponto.

Harry se levanta e pega os travesseiros. Com um aceno de cabeça, ele agradece ao homem e bate a porta sem esperar por um pedido de desculpas. Fico encarando-o. Primeiro as costas, com uma cicatriz enorme que se emenda a do ombro e segue pela parte posterior e direita, cobrindo quase toda a região. Quando ele se vira, noto a marca que recobre o espaço logo acima do joelho até quase o calcanhar, com um parte funda, como se faltasse um punhado de carne ali. Todo o tecido ali está marcado e repuxado de uma forma desagradável de encarar. É quase monstruoso. Olho para Harry, quase lhe dizendo que sinto muito por o que quer que tenha ocorrido com ele.

— Eu... — começo, mas me calo antes mesmo de acabar.

Sento-me, sem ter a mínima ideia do que vem a seguir. Mas Harry apenas joga os travesseiros sobre a cama e veste as calças novamente.

— Eu vou fumar um cigarro. — avisa, pegando o paletó. — Pode ficar com a cama. Eu me viro.

Ele sai. Jogo o corpo para trás, perguntando-me o que fiz de errado para que ele se afastasse. Recolho outro cobertor e a toalha do chão. Deito-me na cama, deixando espaço suficiente para Harry usar quando voltar. Espero acordada por um tempo, mas o cigarro dele parece render mais que o normal. Acabo adormecendo, confusa e exausta.

Não sei o que houve. Apesar de tudo, eu não esperava que ele saísse correndo, sem qualquer explicações. O que eu tinha feito de errado? Estava revirando os acontecimentos da noite em busca de uma resposta. Talvez Harry só não quisesse fazer sexo comigo e conseguiu um escape quando o recepcionista entrou.

Tudo bem. Eu também não estava muito certa se queria fazer isso.

Quando o dia amanhece, a cama está vazia e tudo parece exatamente igual. Troco de roupa no banheiro e noto a enorme marca roxa em meu pescoço. Arrumo o cabelo na área para disfarçar. Fico feliz quando funciona. Não quero ter que explicar nada para ninguém.

Junto minhas coisas e sento novamente na cama. Deixo a blusa de Harry dobrada em um canto distante. Puxo o celular e tento ligá-lo. Não é um modelo muito bom no que se refere a bateria. Carreguei tem menos de 24 horas e ele já não está funcional mais. Suspiro, frustrada, e arrumo a cama. Sei que eles devem ter alguém específico para essa função, mas é uma maneira de manter a minha cabeça ocupada.

A porta abre. Harry entra. Ele colocou a blusa branca de ontem e os sapatos de festa.

— Seu táxi já chegou. — fala, coçando os olhos.

— Táxi? — ergo uma sobrancelha.

— Eu pedi um para você. Vai te levar direto para a Sussex. Deveria descer. Antes que ele vá embora.

— E você?

— Vou juntar essas coisas aqui e esperar o pessoal do seguro. Eles devem chegar logo.

Harry atravessa o quarto. Ele pega a bolsa e joga a camisa que eu usava ali. Depois, a calça do terno. Está prestes a jogar o paletó quando me olha e muda de ideia, estendendo a roupa para mim.

— Está frio lá fora. — ele fala.

Pego o paletó e passo sobre os ombros, vestindo-o. Harry volta a ficar quieto, andando de um lado para o outro e pegando as coisas que ficaram jogadas na última noite. Irritantemente, ele parece muito disposto a ignorar o que houve.

Mas eu não quero isso. Não foi só um tropeção que nós podemos deixar de lado e fingir que nada aconteceu. Eu não posso. Não tenho essa capacidade.

— Se vai fingir que nada aconteceu, poderia me avisar para que eu finja também. — falo.

— Isso não vem ao caso agora. Vai acabar perdendo o seu táxi.

— Tudo com você é sempre assim? Sempre fica para depois? Não tem ideia de como isso é frustrante.

— Por que você não pensa antes de falar? — ele para na minha frente. Acho que está tão frustrado quanto eu. Talvez até um pouco mais. — Você não queria transar comigo. Você provavelmente não queria mais por as suas mãos em mim. Eu vi o jeito como me olhou. Como se estivesse com pena, nojo e assustada ao mesmo tempo. Gostaria que ao menos tivesse disfarçado isso. Mas não posso te culpar, não é realmente o tipo de coisa que alguém precise ver. Então, não precisamos fingir que você se importa e que eu não sinto muito por ter chegado a esse ponto. — ele pega a bolsa e pendura sobre o ombro. — A gente se vê por aí algum dia.

Ele sai e eu posso as mãos ao redor de meu corpo. Imagino quantas vezes ele já não lidou com olhares como o meu. Ou quantas vezes não se olhou dessa forma. Não deve ser fácil ter que encarar quem ele é agora, especialmente quando nem sempre se foi dessa forma. Recrimino-me por tê-lo olhado como olhei. Não era minha intenção fazer com que ele se sentisse mal como ele se sente. Não devo ter sido uma peça saudável na vida dele.

Junto minhas coisas e desço. De forma mesquinha, estou magoada com minha própria atitude imatura. Meus pais sempre alertaram sobre a importância de um olhar e como eu deveria controlar o meu porque não era muito boa em esconder as coisas. Mas eu nunca dei muita atenção. Talvez devesse mudar alguns de meus conceitos.

O táxi ainda está esperando. Entro. O motorista manobra o carro e vira, voltando pelo mesmo caminho que chegamos. Passamos por Harry. Ele está com o telefone seguro entre a orelha e ombro e o capô do carro e porta do passageiro abertos. De costas para a rodovia, nem nos vê passar. Penso em pedir ao motorista que pare ali, mas acabo concluindo que essa não é a melhor hora. Quando a poeira abaixar, eu e ele podemos ter uma conversa.

Ou posso seguir em frente e concluir que nós nunca deveríamos ter sido nada um do outro.

Chego na faculdade e a primeira coisa que Diana faz é gritar comigo, perguntando se eu fiz sexo. Suponho, então, que o cabelo não tenha sido uma boa forma de esconder o chupão. Coro ao pensar se muita gente viu e quantos comentários não surgiram até agora. São necessários precisos vinte minutos até que eu explique para Diana que não aconteceu nada. Mesmo assim, ela não fica 100% convencida.

Na segunda, recebo uma carta quase vazia, exceto pelo endereço e o horário de funcionamento do lugar para devolver o paletó. É em Brighton mesmo, e passo lá no meu intervalo do almoço. A moça que me atende deixa escapar que o restante da roupa foi entregue hoje de manhã. Ele provavelmente sabia que eu viria durante a tarde. Gostaria de ligar para Harry e gritar que ele conseguiu extrapolar os limites da infantilidade naquela situação. Mas não faria diferença. Só serviria para intensificar o estresse entre nós dois.

Na terça, deixo meu celular cair em um balde de água. Desmonto todo o possível e uso um secador para secá-lo. Quando recoloco as peças, entretanto, isso não o faz ligar. Brilhantemente, concluo que ele está pifado e que vai precisar de um concerto urgente. Por sorte, ainda está na garantia. Verifico se a marca possui alguma central de atendimento na região. Não possui. A mais próxima fica em Londres. Desprezo o meu horário do dia seguinte e planejo o itinerário e como vou escapulir para fora da Sussex. Não é tão difícil; nem todas as saídas são tão bem vigiadas. É claro que seria muito mais fácil se eu deixasse para ir no sábado, mas é uma daquelas questões urgentes e que não podem ser adiadas.

Depois de deixar o meu celular na manutenção, passo em uma livraria e compro alguns novos cadernos e uma biografia não autorizada. Passo em frente à loja de eletrônicos na qual comprei meu telefone. Vi Harry ali uma vez, talvez desse sorte e o visse de novo. Mas após algum tempo remexendo o pescoço para verificar isso e andando pelos corredores buscando por algo que eu realmente não preciso, um dos vendedores me olha estranho. Finjo que não vi isso e dou meia volta. Saio dali. O que eu estou fazendo? Não tem nem sentido procurar por alguém que não quer ser encontrado.

Aproveito o fato de estar em Londres para comprar algumas roupas e outras coisas que preciso. Eu conseguiria isso em Brighton, mas não queria que a viagem saísse desperdiçada. Quando cheguei em casa, Diana pulou em cima de mim, literalmente.

— Adivinha quem foi aceita no programa de graduação da Northern Ballet? — ela grita, pulando no sofá. — Euzinha aqui.

Encaro-a, sem entender o que isso significa.

— E..? — falo.

Diana sai do sofá e vem até mim. Reparo que ela está com um papel na mão e olhos vermelhos, como se tivesse ficado emocionada e chorado. Ela não consegue conter o sorriso e me mostra os dentes o tempo todo. Acho que ela vai desabar em lágrimas a qualquer momento.

— Não entende, Charlie? A companhia me aceitou. E fiz testes algum tempo atrás e a resposta chegou hoje. Eu liguei lá para confirmar essa notícia e eles realmente me aceitaram. Eu sou boa no que faço. Alguns meses lá e posso conseguir estrelar uma peça. É a melhor coisa que poderia acontecer.

Diana me entrega a carta.

— Vai ter que se mudar? — o endereço não é em Brighton.

— É, talvez. Bom, com certeza. Para Yorkshire. — Diana dá de ombros. — Mas do que importa isso? Eu consegui. Não está feliz por mim? Posso terminar a faculdade lá e tudo vai dar certo. Não é maravilhoso?

Analiso o papel, pensando em como seria difícil não ter Diana por perto sempre que eu precisasse. Não sei se me acostumaria a ausência dela e, sendo sincera, preferia muito mais que ficasse. Porém, ela está tão empolgada com isso que não conseguiria lhe dizer outra coisa além de:

— Claro que sim! É simplesmente maravilhoso, Diana. Parabéns. Temos que sair para comemorar.

E ela me abraça, feliz. Sorrio, tentando pensar no qual bem isso faria a Diana e que nós nos veríamos em breve e em todas as férias e feriados.

Depois disso, ela me conta como os pais reagiram e como precisa arrumar toda a sua vida bem rápido porque não pode perder a vaga. Prometo ajudá-la com essas coisas.

Às 7h, eu arrumo o computador no quarto. Ligo a Web Cam e espero até ter uma chamada de vídeo dos meus pais. Thomas está com eles dessa vez. Na última, ele tinha saído com vovó. Mas não faz muita diferença. Thomas fica sentado com meus pais por cinco minutos antes de sair correndo. É mais complicado conciliar os horários do que parece e, com exceção dos fins de semana, no qual ambas as partes estão, costumeiramente, livres, não podemos falar por muito tempo. Antes que complete uma hora.

Na quinta, durmo no sofá assistindo um filme que eu deveria analisar e entregar a resenha no dia seguinte. Mas é uma história chata e eu estou com sono. O mais interessante a fazer é dormir. Diana está trancada no quarto, e provavelmente não perceberia isso. Talvez eu acordasse no dia seguinte cheia de dores se o telefone não tocasse.

— Alô? — murmuro, completamente atordoada. Bocejo e coço os olhos.

— Charlie?

— É ela. Em que — bocejo novamente, cortando a frase ao meio. — posso ajudar?

— Pare com esse tom formal. É chato para cacete.

— Harry? — ergo o tronco. — Resolveu ressurgir das sombras? Como conseguiu meu número?

— Você me passou.

— Não, não passei.

— Passou e isso não vem ao caso. Preciso de ajuda.

— Precisa? — ergo as sobrancelhas.

— Nem faça essa cara, Dawson. Preciso de 150 pratas emprestadas. Tem isso?

— Tenho. Para quando precisa disso?

— Agora.

— Agora? Tem noção de que horas são? — pego o relógio digital da mesinha. — Eu te falo: são duas da manhã.

— Eu tenho relógio, Dawson. E não te ligaria de madrugada se não fosse realmente necessário.

— Tudo bem. — sento-me. — Já estou em acordada mesmo. Você já está chegando?

— Vai ter que trazer para mim.

— O quê? Por quê? — arregalo os olhos.

— Porque eu não posso sair de onde estou. Não ligaria se não fosse realmente necessário. Pode sair da caixinha de vidro por uma hora e meia e vir me ajudar?

Hesito. É só um favor. Não vai me custar muita coisa.

— Tudo bem. — respondo. — Eu só preciso de um tempo para burlar a segurança do campus e chegar aí. — acendo a luz e busco por papel e caneta. — Para onde devo ir?

Ele me dita o endereço e avisa que estará esperando do lado de fora e será fácil de identificar. Depois, desliga. Fecho a porta do quarto de Diana para não acordá-la e me visto. Escovo os dentes e prendo o cabelo para trás. Mexo no fundo falso que criei na gaveta e tiro o dinheiro de lá. Pego um pouco mais do que ele pediu e escondo na sola do sapato. Jogo as minhas coisas em uma bolsa pequena e mais fácil de esconder. Escrevo um bilhete para Diana, com o endereço do lugar onde estou e deixo preso a geladeira por um imã. Ligo para uma companhia de táxi 24h e peço um.

Atravesso o campus até a saída mais próxima. Olho o tempo todo para trás e para o lado, verificando se há alguém atrás de mim. Mantenho o spray de pimenta em mãos. Na saída, minto para o segurança. Digo que minha prima está passando muito mal em casa e que está sozinha. Preciso levá-la ao hospital o mais rápido possível. Derramo algumas lágrimas de preocupação e isso balança sua firmeza. Ele me libera assim que o táxi para na porta. Agradeço infinitas vezes enquanto corro e entro no carro. Passo o endereço ao motorista e lhe prometo uma boa gorjeta se ele esperar por mim enquanto faço o que tenho de fazer.

O taxista encosta o carro alguns metros de distância de um casebre caindo aos pedaços. O lugar é mal iluminado e homens que parecem infelizes e decepcionados com a própria vida estão fumado e bebendo do lado de fora. Harry está sentado em uma pequena elevação ao lado da porta. Saio do carro e vou até ele.

— Realmente me pediu para vir até um bordel? — pergunto e Harry se levanta.

— Trouxe o dinheiro? — ele rebate.

Balaço a cabeça e mexo na bolsa. Pego minha carteira e tiro o dinheiro de lá. Entrego a Harry e ele repassa a um homem de meia idade, com a cabeça chata e sem cabelos. Ele confere a quantia duas vezes.

— Está certo. — avisa. — Não me deve mais nada.

— Eu sei. — Harry segura a minha mão e começa a andar, levando-me junto. — Vamos, Charlie.

Quando estamos entre o bordel e o táxi, em uma distância segura para que nenhum dos lados escute qualquer coisa, eu finco meus pés no chão e travo nossa caminhada. Harry vira-se para me olhar.

Acho que só consegui ter uma real noção do que estava fazendo naquele instante. Era madrugada e eu tinha aula em algumas horas. Deveria estar cuidando da minha vida. Harry me chamou e eu sai correndo para ver o que ele precisava. Isso estava completamente errado. Não poderia ser assim. Ele me ignorava por dias e, quando chamava, eu simplesmente corria para ver o que era.

— Qual o problema? — interroga.

— Por que precisava de dinheiro?

— Não é da sua conta.

— Claro que é! É o meu dinheiro que ficou lá trás.

Ele suspira e encaixa as mãos nos bolsos. Vira-se para mim.

— Não foi minha noite de sorte. — explica. — Eu perdi tudo na mesa de apostas e não parei até estar devendo. Só iam me deixar sair se eu pagasse. Se eu não resolvesse isso, iam quebrar minha cara.

— Ah. E por que ligou justamente para mim? Sua irmã não mora por aqui? Não seria mais fácil falar com ela?

— Minha irmã está em lua de mel nas ilhas Maldivas. Só volta no domingo. Mesmo se ela estivesse aqui, não seria mais fácil pedir ajuda para ela.

— Por quê?

— Porque ela viria com alguma lição de moral sobre como tudo isso é errado e que eu nunca mais deveria fazer. Ela falaria nisso por longas duas semanas e, até o fim do mês, toda a família já estaria sabendo do que houve e falariam na minha cabeça infindavelmente.

— E por que me ligou?

— Porque você viria sem muitas perguntas. Talvez fizesse o inferno na minha cabeça depois, exatamente como está fazendo agora, — franzo o cenho. — mas, ainda sim, viria. Em duas horas, já teria deixado isso de lado.

— Seu pré julgamento é sensacional. Não pode fingir que nada aconteceu. Ignora qualquer indício da minha existência até precisar de mim. E isso é frio. E cruel.

— Não começa com esse papo melodramático.

— Papo melodramático? Vai se ferrar! Você fica com essa pose de durão, fingindo que não se importa nem um pouco. Eu fiquei me sentindo mal e pensando se tinha te magoado ou coisa do tipo. Eu fiquei preocupada. De verdade. E chateada. Eu fui para Londres e passei um dia inteiro lá, pensando "talvez eu esbarre nele e possa pedir desculpas e arrumar essa coisa toda".

— Eu não quero suas desculpas.

— Viu? É disso que eu estou falando. Se você não quer minhas desculpas, eu não pedirei. Se você quer fingir que nada aconteceu, eu passo fingir também. Mas se vamos fazer isso, é melhor desmanchar essa pose agora, porque só faz parecer que você está escondendo os seus sentimentos, o que provavelmente é verdade, mas posso ignorar isso também.

Ele pigarreia:

— Volte para casa, Charlie. Já é muito tarde.

— É realmente muito tarde para voltar. Sua percepção de tempo me encanta. — bufo.

— Qual o problema? O que você quer ouvir? Um muito obrigada? Que seja! Muito obrigado, Charlie! — ele grita. — Muito obrigado por ter saído da sua caixa e me emprestado o seu maldito dinheiro. Você realmente foi muito gentil. Está feliz agora?

Cruzo os braços e franzo o cenho. Ele não poderia simplesmente aceitar minhas desculpas e agradecer por eu ter vindo até aqui? Não poderíamos agir como se fossemos pessoas normais, capazes de conversar sem gritos ou coisas do tipo? Não. Não poderíamos. Porque nós não éramos normais. Eu estou começando a descobrir um prazer mórbido por ganhar uma discussão ou por saber que eu sou a única a poder ajudá-lo.

Imagino que ele se sentia assim também. Não é uma coisa boa. Não é um passo saudável para um relacionamento.

— Eu vou voltar para faculdade. — aviso.

— Era tudo que eu tinha que fazer para você calar a boca?

— Boa noite, Harry.

Afasto-me dele em passos largos, apenas para alcançar o táxi o mais rápido possível. A frustração parece seguir uma tendência constante e irritante, de modo que começo a planejar maneiras de evitar momentos assim. Talvez seja o melhor. Definitivamente, é o melhor.

Entro no táxi e peço que o motorista me leve de volta ao ponto de partida. Observo pela janela Harry coçar a cabeça e dar meia volta, provavelmente indo em direção ao seu carro. Bufo e abro o vidro até a metade. De repente, a noite esquentou demais.


Notas Finais


É isso, amores! Espero que tenham gostado e prometo atualizar no prazo dessa vez. Melhor, prometo fazer tudo pra atualizar no prazo dessa vez. A fanfic que eu vou indicar pra vocês hoje é, na verdade, minha e eu postei recentemente. Se puderem dar uma olhada, eu realmente fico grata: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-leonardo-dicaprio-volupia-5533142
Espero ver vocês lá também. Falem comigo, por aqui ou pela ask: http://ask.fm/GrupoDOW Mas vamos se fala porque eu gosto de bater papo com oc~es e tô na TL constantemente.
Até loguinho!
xoxo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...