História Red Alert - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~LuaBernuy

Postado
Categorias Esquadrão Suicida, Tokio Hotel
Personagens Bill Kaulitz, Georg Listing, Gustav Schäfer, Personagens Originais, Tom Kaulitz
Tags Esquadrão Suicida, Tokio Hotel, Toll, Universo Alternativo
Visualizações 24
Palavras 2.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Luta, Policial, Romance e Novela, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus lindos e minhas lindas, voltei!
Sim, eu disse que postaria "logo", e tudo mais... Eu demorei mil anos, eu sei... Mas cá estou dando esse presentinho de 2 mil palavrinhas para vocês. Loucura, né? Nem eu pensei que ficaria longo assim, mas deu nisso, se não fosse assim, não iria sair.

Espero que gostem!
Boa leitura!

Capítulo 4 - Você tem medo do escuro, não tem?


Fanfic / Fanfiction Red Alert - Capítulo 4 - Você tem medo do escuro, não tem?

 Bill passou o resto daquela madrugada acordado, apavorado sem saber se aquilo tinha sido um sonho, coisas da sua imaginação ou... Se de fato o palhaço estivera ali, o visitando na calada da noite. O frio do local estava deixando o ambiente um pouco mais assustador que o de costume. Mas o moreno parece despertar de um transe a olhar apavorado para a porta, ele realmente não havia trancado, havia? Tinha que se certificar. Ele respirou fundo para soltar o ar devagar, demonstrando o leve desespero em sua respiração, seu corpo tremia nitidamente, fazendo ele mesmo se apavorar pela situação, o mesmo deu uma boa olhada ao redor e logo puxou e se enrolou sobre a coberta que estava na cama, o usando um escudo inútil, apenas para ter forças (e coragem) para se levantar. 

- Vamos Bill... Coragem... Meu Deus... 

Ao pequeno toque no solo, as pernas de Bill quiseram vacilar, fazendo o corpo do moreno ir um pouco a frente, quase se desequilibrando no ato e caindo no chão, mas ele foi rapidamente se recompondo, olhando temeroso para a porta que não estava muito longe de si, ele agarrava a coberta tão forte, que sua mão começava a doer, apenas para provar a si mesmo que ele estava acordado. Seu coração batia tão fortemente ao seu peito, que ele mesmo era capaz de ouvir-lo a cada passo que ele dava a frente. 

"Tutum". 

Ele parava de frente a porta, podendo ver uma fraca luz sair por debaixo da mesma, indicando que o corredor estava iluminado. Não havia sons, não havia gritos, apenas um silencio mortal que estraçalhava a paz do moreno. 

"Tutum". 

Sua mão foi erguida lentamente, indo em direção a maçaneta, a mesma tremia mais do que seu próprio corpo, demonstrando todo o medo que estava sentindo... Aquele arrepio, aquele frio na barriga parecia pior, fazendo o garoto ficar tonto, atordoado, apavorado. 

"Tutum". 

O toque frio do metal parecia uma lâmina afiada em sua pele, fazendo-o quase desistir e correr para qualquer outro canto do quarto, deixando-o ainda mais confuso e duvidoso de si mesmo, tinha que saber, tinha que provar que estava errado, que era um sonho, um sonho maldito que estava o atormentado de graça. 

"Click". 

A porta foi aberta.

- NÃO! Não pode ser! - O moreno abria a porta de uma vez a olhar para os dois lados dos corredores, ele já estava banhando em lágrimas, não havia nada, nenhum sinal de vida, ou de que alguém estivesse por perto. Bill sentia vontade de vomitar, seu corpo todo estava fora de controle, estava fraco, com medo e suas lágrimas pioravam o seu estado. Ele voltava a fechar a porta com brutalidade e correr rapidamente até o criado mudo, que era iluminado apenas por uma luminária roxa, ele puxava uma gaveta velha quase a arrancando do móvel, tirando de lá a chave reserva do quarto, ele voltou a ficar perto da porta a ouvir passos vindos do lado de fora.

- ... - O corpo do moreno entrou em colapso e o pavor amentava a cada vez que aquele som se aproximava, parecia paralisado e incapaz de se mover, mas, por sorte, ele acordava de seu devaneio a se apavorar enquanto tentava pensar no que fazer, seus dedos seguravam com força o pequeno objeto, e vacilavam, ele tremiam tanto que não conseguia de forma alguma encaixar a chave na porta, para seu total desespero.

- P-por favor! Encaixa! - Ele chorava a soluços enquanto tentava (inutilmente) encaixar a chave na fechadura da porta, suas mãos travaram quando ele finalmente conseguiu, girando tão rapidamente o objeto metálico e se afastando bruscamente da porta, caindo com tudo no chão em total pavor.

Os passos foram se aproximando da porta de Bill de forma lenta e pararam em frente a mesma, ele esperou algum barulho, algo brutal, mas nada veio. Tudo ficou quieto, silencioso, a única coisa que se podia ouvir, era uma respiração vinda do ser do outro lado da porta, o moreno sentia que iria morrer ali mesmo, no chão. Ele se envolveu com a coberta, se encolhendo deitado de forma fetal a tampar a boca com ambas as mãos e chorar descontroladamente, temendo que aquele ser entrasse ali. Um som vindo da maçaneta o apavorou loucamente, quase o fazendo gritar em desespero, mas seus gritos foram calados por sua mão, e seus olhos foram fechados com o máximo de força que ele conseguia. Sua maçaneta estava mexendo, alguém estava tentando abrir a porta, ele iria morrer.

- S-senhor, p-por favor... Me proteja... P-por favor!... - Bill se encolhia a sussurrar tão baixo, que sua voz quase não saia, seu corpo estava em calamidade, o medo nunca foi tão real, e o pânico era como uma faca cravada em seu peito, ele esperou, esperou para ter o seu fim, mas nada veio.

Alguns longos segundos depois, o silencio voltou a se fazer presente no local. Os sons dos passos voltaram a serem ouvidos, indicando que a pessoa que estava ali, tinha desistido de tentar qualquer coisa naquela porta. 

- / /-

- Senhor Quinzel! - A senhora se aproximava do médico que estava andando cambaleando em sua direção, eram 8:00 horas da manhã e ele parecia ter sido atropelado duas vezes por um carro de tão desarrumado, borrado e (de rosto) inchado que estava. Bill olhou de forma lamentável para a mulher que o olhava assustada por sua situação, ele não conseguia enxergar direito sem os óculos, apenas se a pessoa estivesse perto. Ele tentou abrir um sorriso para tranquilizar a mulher, mas, ao invés disso, ele parecia que ia desmoronar em lágrimas.

- Marti... Tenho um favor a pedir... Por favor... - A voz dele quase nem saia direito, a mulher com pena do médico, concordou com a cabeça.

- Diga senhor...

- Por favor... Me leve até a cela do Joker...

- O que senhor?! - A senhorinha se apavorava com o pedido do médico, ele estava tão pálido que parecia que ia definhar ali na sua frente, ele quase caia em cima dela, a mesma teve que o segurar. - Meu Deus, você não está bem, você precisa de um médico, Bill!

- NÃO! - O moreno deu um grito tão alto, que assustou a senhora que o olhava sem entender nada, ele abaixou a cabeça e respirou fundo, segurando o choro, e a raiva por ser tão fraco. - Não... Eu preciso ver Joker ou eu nunca mais piso nesse lugar! - As lágrimas desciam pelo rosto delicado, judiado, do jovem doutor. 

Comovida, a senhora Marti segurou firme o corpo do moreno e o arrastou até a cozinha, a mesma deixou o médico quase desmaiado ali, e foi correndo arrumar algo para Bill vestir,  assim que voltou, Marti passou um pano úmido pelo rosto frágil do moreno e o ajeitou pelo menos para não ser suspeito por estar daquela forma, agora sem maquiagem, com olheiras e ainda lágrimas em seus olhos. O doutor foi levado para se encontrar com o palhaço, mas antes disso, a mesma fez questão de dar água e algo para que Bill comesse, o que foi uma péssima ideia, pois o mesmo não aguentou nada dentro de si por ainda estar em choque, era lamentável ver como ele estava frágil, e o mesmo não se explicava, apenas insistia em ver o palhaço.

- / / - 

- Com licença... - Marti ajudava Bill a se aproximar da cela que era guardada por dois seguranças. - O doutor Quinzel veio ver seu paciente. 

Os mesmos olharam desconfiados para Bill, mas naquele momento, Bill se ergueu e mostrou o crachá demonstrando mesmo ser o médico de Joker, os guardas se entreolharam e deixaram o moreninho entrar, Bill deu uma última olhada para Marti em sinal de agradecimento, e logo se pôs a entrar naquele local. 

Seu corpo travou no momento em que a porta foi fechada atrás de si, sua máscara havia caído totalmente, e aquele estado lamentável voltava três vezes mais forte e não havia nada que ele pudesse fazer. No local havia grandes grades que iam do teto até o chão, separando-o do ser que estava deitado sobre a cama, com o olhar tão distante, que somente foi notado quando Bill se aproximou, demonstrando estar quase sem vida diante da cela do palhaço.

- Olá, Doc! - O sorriso metálico do palhaço causou um arrepio de pânico no moreno, que lembrava nitidamente da noite passada. - Que surpresa ver-lo aqui, ainda mais tão cedo... - O palhaço se levantou com bruscalidade a se aproximar de mansinho das grades, onde o moreno o olhava quase falecendo diante da imagem do mesmo. - O que aconteceu com você? Parece... Acabado.

- Joker... - Bill falava num fio de voz, sem emoção, apenas como se estivesse com muita dor, Joker notava esse tom de voz e logo o seu sorriso foi substituído por uma expressão nunca vista pelo moreno, de preocupação.

- Doc, o que foi? Conta pra mim... - O olhar frio do palhaço se prendeu ao de Bill, que não se segurou, sentiu tudo se misturar dentro de si e sem querer, chorou diante do mesmo sem ter o emocional controlado, suas mãos seguravam as grades enquanto o próprio corpo se abaixavam em sinal de fraqueza. Joker continuava o olhando sem entender o que estava acontecendo.

- V-você queria me matar desde o começo, não é?! P-por que...? Por que?! Me torturar não foi bom o bastante para você?! - Bill gritava a demonstrar toda a dor e pavor que sentiu na noite anterior. - S-se queria me ver louco, você conseguiu! - Mais gritos foram ouvidos, e Joker sorriu, mesmo sem querer. Não podia negar que ver o moreno se banhado em dor era delicioso de se ver, mas aquilo não era causado por si, e isso o irritou, irritou tanto que, aos poucos, o palhaço foi se abaixando a levar uma de suas mãos de forma bruta até o rosto de Bill, que quase teve um troço com a atitude do outro e o calar, Joker sabia que se não fosse assim, aquele garoto com certeza se lamentaria até morrer diante de si.

- Docinho... Escute... - A voz do outro demonstrava preocupação e irritação. - Eu não faço a porra da ideia do que aconteceu com você, então por favor, não chore. Me explique, porque... Eu nunca disse que queria te ver louco, talvez em pensamento, mas jamais em palavras. - Bill olhou fundo nos olhos azuis do palhaço e viu uma ponta de sinceridade no que o outro estava dizendo. - Agora escute, eu vou te soltar devagar, e você vai me dizer tudo, ok?

Mesmo em pânico, o moreno concordou com a cabeça e seu rosto foi liberado com calma, o olhar frio e devorador do mais velho fazia o coração de Bill bater em seu peito de forma assustadora, era o olhar de um assassino, o mesmo olhar que ele recebeu naquela noite, o mesmo olhar que o fazia chorar novamente.

- V-você esteve no meu quarto na noite passada, não esteve? - Um soluço foi ouvido da parte do moreno, que ainda sofria para falar diante de Joker. - Você... Quase me matou sufocado... E-e depois apareceu diante da minha porta... V-você tentou entrar, não tentou?... Por que?... Olha se você quiser outro médico... E-eu posso arranjar para você! E-eu saio da... - Joker levou uma de suas mãos sobre a cabeça de Bill e suspirou pesado, movendo a própria cabeça de forma negativa, seu rosto estava num misto de confusão e raiva que o moreno nunca havia visto antes, logo ambas as mãos do palhaço foram dos dois lados do rosto de Bill, fazendo o moreno o encarar enquanto o mesmo tentava falar calmamente pra ele.

- Doc... Você por acaso não teve um pesadelo?- O sorriso de lado se fez presente, e Bill continuou o encarando enquanto o outro continuava a falar. - Porque eu estive preso aqui durante a noite toda. Claro, tirando o fato que houve um apagão e todos ficaram no escuro por alguns minutos antes das luzes reservas serem acesas... E que o Pinguim ainda está solto... A única coisa que posso deduzir é que ou você teve um pesadelo e... Convenhamos... Você tem medo do escuro, não tem? Porque qualquer pessoa poderia estar andando durante esta madrugada.

- Então você... Realmente não esteve no meu quarto? - Bill ainda tinha seus olhos cheios de lágrimas, e Joker, esperto como era, deu seu melhor sorriso, o seu sorriso metálico.

- Não, mas bem que eu queria ter estado lá, Doc.


Notas Finais


Só esclarecendo duas coisas:
1 - Bill teve realmente um pesadelo com o Joker.
2 - Mas uma pessoa tentou entrar no quarto do Bill na parte da maçaneta.
O suspense está no ar.


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