História Red as Blood - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chapeuzinho Vermelho
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura
Exibições 9
Palavras 1.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


-Olá, como estão ? - perguntou a autora .
- Vai demorar muito para postar ? - perguntaram os leitores.
- Um a cada mês, mas dependendo do tamanho do block da imaginação, dois meses.
- Você é muito lerda u.u - responderam eles entediados com a noticia.
- Sorry, mas é o que temos. - A autora deseja que todos apreciem a leitura e que não a matem pela indecisão da personagem em relação a vida.

Capítulo 9 - Você não é a unica


 

            Max

            O frio começou a aumentar, pouco já sentia minhas mãos segurando o cordão que ajudava a coordenar o cavalo. A floresta estava mais escura do que o normal, eu a observava desocupado, o cavalo já havia decorado o caminho que eu pretendia seguir. Todavia ele se assustou, mudando o percurso e acelerando para outra direção, mal consegui ver o porquê que ele se assustou, mas deveria ser algo muito estranho. Eu não consegui mais controla-lo, já não sabia mais que parte da floresta eu estava, então a única opção que restou era continuar andando, pois o animal se recusava a voltar.

            Comecei a observar mais detalhadamente o lugar em que eu estava. Havia grandes marcas de patas, parecidas com um cachorro, marcadas na neve rala. Desci do cavalo e comecei a seguir as patas, por que maldições eu segui patas de lobo? Isso eu não sabia, mas me senti atraído a trilhar aquele caminho.

            Cheguei a uma parte mais densa daquela floresta, vi as manchas no chão agora com sangue, e então vi Anne deitada na neve com duas poças de sangue juntas ao seu corpo. Segui até ela, me ajoelhei e posicionei minha cabeça em seu peito, sua respiração era lenta e seu coração batia fracamente. Sem pensar duas vezes a peguei no colo e dei um assovio, o cavalo treinado veio ao meu encontro. Tentei posiciona-la de uma maneira confortável em meus braços para ela não cair e segui em direção à vila, dando comandos frenéticos para que o animal fosse mais rápido. Ô minha doce amada, o que foi acontecer com você?

            Parei em frente de casa, a porta estava aberta, um costume de minha mãe que dizia que ela estava em casa. Segurei Anne e a levei para dentro.

            - Filho, por que você demorou tanto? – minha mãe questionou se virando da lareira e me encarando. Um sorriso que havia em seu rosto desapareceu, ela correu até a mesa e tirou um vaso de frutas que ali havia – Coloque-a aqui – ordenou seriamente.

            Fiz o que ela disse, ela saiu correndo para dentro de um quarto pegar algo. Fechei a porta da casa, em seguida peguei uma cadeira e fiquei olhando para o corpo de minha noiva, peguei sua mão e comecei a acaricia-las, eram tão macias e tão pálidas ao contraste com as minhas. Internamente, me perguntei quando chegamos ao ponto disso? Quando chegamos ao ponto de pessoas serem mortas por criaturas sobrenaturais, ao ponto de colocarmos animais presos na frente de nossas casas para não sermos mortos? Quando me tornei egoísta a ponto de pedir sua mão sendo que ela nunca me amou?

            Fui tirado de meus pensamentos quando minha mãe chegou com um pequeno cesto, com ervas e uma tesoura, e em outra mão com seu grimório. Ela pegou a tesoura e cortou o vestido horizontalmente na parte do abdômen da moça, havia ali uma enorme mordida.

            - Pode pegar o rum para mim meu amor? – ela pediu docemente e eu a obedeci, lhe entreguei a bebida e ela banhou um pano com a mesma, em seguida passou em todas as feridas na menina. Na barriga, no braço, no pescoço, na coxa e no tornozelo, como ela ainda não estava morta? Ela sempre se protegia, mas parecia que ela não havia feito nada para-lo, as mordidas eram perfeitas, como alguém mordia um pão e deixava a marca da boca no mesmo. Eu já havia presenciado ataques de lobos entre outros antes, mas as marcas eram desfiguradas, pois eles sempre se moviam, sempre tentavam fazer algo, mas a cena que eu via ali era de uma garota que se deixou ser mordida.

            A mais velha começou a misturar e formar uma espécie de pasta com as ervas, enquanto ela recitava as palavras do livro. A recitação era simples: com tua força, ó santa natureza, curarás tudo e matará todo o mal enraizado em cada ferida. A recitação não era esta facilidade, o texto estava em uma língua antes mesmo do latim, uma cantiga tão antiga quanto Roma e tão forte quanto. A pasta formada fora passada em cada ferida, e em cada uma, outra cantiga era cantada.

Sim, minha mãe era uma bruxa, não daquelas que contam para crianças se assustarem, mas aquelas que utilizavam a natureza a seu favor, e com isso curavam pessoas. Essa era minha mãe, esse era meio eu. Assim como metade dessa vila também era meio alguma coisa.

Anne.

Minha consciência voltava a meu corpo, e junto vinha à dor. Aquela era, na minha mera imaginação, a sensação de beber rum a noite inteira, a ponto de perder o controle, e então no outro dia, acordar no prostibulo sem roupa e pensar: “Que merda que eu fiz?”. Junto, claro, apareciam às dores, meu corpo doía mais que tudo o que eu já senti, cada parte latejava, cada parte ardia e em cada parte eu sentia uma pasta. Soltei um gemido ao tentar me mexer, tudo doía demais.

Os acontecimentos voltaram a minha cabeça, a assombração, a “vidente”, o lobo. Ah, lobo filho da puta, precisava de tanto? Eu já estava inconsciente, precisava de mais ainda?

Tentei me acalmar e não me mexer, me foquei ao meu redor e a mim mesma. Eu usava uma camisola azul, de um tecido fino que deixava as feridas sem aperto. Meu corpo repousava em uma cama, em um pequeno quarto, como a maioria, era simples. A porta estava fechada, entretanto, as luzes que vinham do outro cômodo lançavam sombras dançantes a mim. Duas pessoas conversavam me foquei na conversa.

            Max.

            -Não pode anular pelo o que já pagamos! – minha mãe dizia, tentando controlar a voz, mas eu sabia que em qualquer cômodo da casa era possível ouvir sua voz, eu era campeão em entender as conversas fora do cômodo por todas as conversas de meus pais durante a calada da noite, quando pensavam que eu estava dormindo.

            Eu esperava que no fundo Anne ouvisse que ela ouvisse que eu a entendia, e mesmo amando eu não queria aquele casamento. A partir de ver ela na mesa, com todas aquelas marcas, eu vi que ela ia morrer se continuasse aqui, e eu não poderia leva-la para longe, pois a oficina não me permitia, mas Oliver poderia, ele não estava preso a ninguém, nem mesmo a família dele aqui, por tal motivo ele a levaria para fora daqui. Eu não me importava de morrer nessa cidade, mas me importava se ela morresse.

            - Do que adianta tudo isso sendo que ela vai estar morta antes mesmo do casamento? Deixe-a ser feliz, aqui comigo ela vai morrer! – respirei, já estava cansado dessas mascaras, o desabafo veio com tudo – Seremos honestos, nem fui eu que pedi para me casar com ela, eu a amo, mas eu nunca havia lhe pedido para me casar com ela. Foram eles, eles que arranjaram tudo, como eles sempre fazem com toda a vila! – minhas bochechas pegavam fogo – Ah, e sem falar do dinheiro, não foi nem vocês que colocaram o dinheiro na aposta, foi eles. Vocês não gastaram nem uma miligrama de mercadoria com isso – eu falava olhando para meu pai.

             - Abaixe esse tom Maxwell! – ele me reprendeu. - ela é sua mãe .

            - Não precisa me lembrar disso, mas mesmo assim você nunca se importou em trai-la certo? Ambos se esquecem de que eu sei de cada podre dento de vocês, e na verdade, era eu que deveria ser respeitado aqui, afinal, o senhor não passa nem duas horas na oficina! Sou eu que acendo o fogo antes do sol nascer, sou eu quem põe a maioria do dinheiro aqui, então no final eu que deveria ter ao menos um pouco de respeito! – calei-me e entrei no quarto e fechei as portas. Era meu quarto, mas agora An repousava sobre minha cama, ela havia os olhos fechados, mas seu peito descia e subia rapidamente. Ela estava acordada e ouvira tudo.

            - Eu sei que está acordada – sussurrei e então me sentei na beira à cama. Ela abriu os olhos e envolveu uma de suas mãos no meu pulso, eu então entrelacei nossas mãos, ela ficou fazendo movimentos circulares com seu dedão, sua pele macia acariciava a minha, o simples gesto já acalmava meu coração.

            Ela estava usando uma fina camisola azul, uma de quanto minha mãe tinha sua idade, mas era a única ali que não abafava seus ferimentos, ela estava bonita com ele, mas quando eu olhava em sua pele, a pasta verde me fazia pensar quanta dor ela sentia naquele momento.

            - Desculpe por tudo – ela sussurrou também. Nem eu nem ela desejávamos fazer barulho, por isso cada palavra saia sussurrada e pausadamente, para que o outro conseguisse compreender. – eu não sabia que você também era forçado a isso, me sinto um maldito monstro agora. – seus olhos estavam tristes, eu pude sentir que ela realmente se culpava.

            - O único monstro é aquele que fez isso com você. No entanto acredito que a maioria das mulheres que são noivas acredita que o desejo é sempre do homem, acho que vocês nunca se perguntaram o que a gente quer. Não tem problema, acho que a gente tem um ego alto demais para revelar isso, e tudo que vier é lucro. – ela soltou uma risada abafada. - Anne eu vou tentar achar quem fez isso com você e te dou a cabeça dele de brinde .

            - Não quero que seja morto por minha causa, não agora que passei a entender seu lado. E se recusar isso, o que você provavelmente vai, vamos ver quem mata por primeiro – ela abriu um largo sorriso.  Eu me derreti ao seu sorriso, como mesmo com tanta dor que sentia ela conseguia sorrir tão puramente?

            - Posso me deitar com você? Não quero voltar para lá – disse apontando para a porta.

Ela respondeu que sim. Como eu sabia que ela não conseguiria se virar na cama de casal eu a peguei no colo, sentindo pela primeira vez a fina pele de suas coxas, então a arrumei. Ela soltou um leve gemido de dor, meu coração estava quebrado por vê-la em tal estado. Tirei as botas e me deitei ao seu lado, não ousei tocar em seu corpo, sabia que iria doer.

- Quer que eu lhe cubra? – perguntei

- Não, a pasta exala calor- ela parou de falar - acho que estou meio febril – fui me levantando para pegar um pano molhado e colocar em sua testa, mas ela segurou meu braço com as duas mãos, seus olhos tinham uma expressão de dor- eu suporto isso, apenas não volte para lá, não hoje.

 

  

 


Notas Finais


Até mais :)


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