História Red Devil - The promise that should never have existed - Capítulo 12


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não tenho muito o que dizer aqui. Eu quase não postava hoje por que me sente, sinceramente uma merda, mas vocês, meus amados leitores não tem nada haver com isso.
Por isso eu tinha que postar.

Agora, veremos quem descobriu o Karma!!!!!

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Capítulo 12 - Acenda a luz


Fanfic / Fanfiction Red Devil - The promise that should never have existed - Capítulo 12 - Acenda a luz

 

 

- Karma-kun! – ele repetiu assustado, voando pra cima do ruivo e agarrando seus braços com os tentáculos nervoso. Normalmente ele evitava chuva, mas dessa vez, foi necessário.

- Me solte polvo. – murmurou deixando os fios vermelhos caírem em cima de seus olhos. Não queria que logo Koro-sensei visse sua fraqueza.

Mas Koro-sensei não o deixou ir, ele apenas continuou lá, segurando sua mão com preocupação. Sem dizer mais nada, o polvo agarrou a cintura do ruivo, voando com ele pra casa. Karma gritou pelo susto repentino.

Em frente sua casa, Karma sentiu que seria game over pro seu segredo. Ele abriu a porta, Gakushuu estava esperando por ele e teve uma feição muito preocupada ao vê-lo encharcado e a mão sangrando. Gakushuu sentiu que Kayano estava certa sobre tudo. Mas Karma não disse nada a ele, simplesmente passou correndo por ele, fugindo por seu quarto.

- O que...aconteceu? – Gakushuu perguntou.

- Hmm, acho que o problema do Karma-kun é pior do que pensávamos. – o polvo coçou a cabeça.

- Ele está...se corando não é?

- Sim.

Gakushuu apertou os punhos com raiva, estava pronto pra subir e dar uma bronca no irmão, mas Koro-sensei o impediu, disse-lhe que falaria com ele.

- Assusta-lo mais não seria bom. – disse e Gakushuu concordou. – Pode fazer algo quente pra ele comer? Eu vou falar com ele.

- Tudo bem.

Koro-sensei rapidamente já estava no quarto do seu aluno. Karma não tentou fugir, como até passou por sua cabeça. Karma tomou um banho, trocou de roupa e ficou sentado em sua cama deixando a porta entreaberta, sabendo que Koro-sensei ou Gakushuu apareceriam a qualquer momento pra falar.

Não queria ter essa conversa, fugiria o tanto que pudesse dela, mas sabia que não tinha escolha alguma. Não o deixariam fugir e no final seria tratado como um problemático que era, como sempre e seria deixado pra trás, por todos.

- Não tenha medo Karma-kun. Não vou brigar com você. – Koro-sensei colocou o tentáculo em sua cabeça. Karma ficou surpreso com a ação.

- Mesmo...? – sussurrou.

- Sim. – puxando uma cadeira para sentar, o professor, ficou na frente do ruivo. – Vamos conversar tudo bem? Mas precisamos ser sérios.

- Sim, sensei.

- Por que estava se cortando?

Karma sorriu de lado, Koro-sensei as vezes não sabia ser sutil de modo algum. Mas seu professor era desse jeito mesmo. Ele riu pra si mesmo.

- Eu não faço isso sempre... Apenas... quando estou triste....

Isso não era algo bom. Isso era péssimo. Vinha vendo que o ruivo estava sempre meio pra baixo por mais um tentasse esconder por trás de um sorriso. Ótimo professor ele foi. Ele deveria ajudar seus alunos e nem viu quando o ruivo se afundou em desespero.

- E quando você se sente triste?

Karma iria responder mas parou, os olhos arregalados. Ele encarou as mãos por um tempo. Ele estava se sentindo mal agora mesmo. Ele respirou nervoso.

- Q-Quase...o t-tempo...todo... – sua voz saiu fraca, assustada. Ele se encolheu rangendo os dentes, as lágrimas ameaçavam voltar a escorrer pelo seu rosto. – Eu...estou... quebrado?

- Não. Tudo bem Karma-kun. Não se preocupe com isso. Você não está quebrado, só está passando por momentos difíceis.

Karma sentiu as lágrimas escorrerem silenciosamente, soltando pequenos ruído. Suas lágrimas reservadas apenas pra si mesmo, nesse momento foram compartilhadas com o único adulto que tinha plena confiança. Isso era algo bom ou ruim, não podia dizer. Só sabia, que em seu peito, a angústia doía, atravessava sua barriga como um mal estar, dando vontade de vomitar.

Koro-sensei não disse nada enquanto ele chorava pra si mesmo, mesmo sabendo o que era agora, o menino ainda não queria incomodar ninguém.

- Você não é problemático. Karma-kun, só está perdido um pouco. – disse com cuidado e carinho. Viu o ruivo se encolher um pouco mais, balançando a cabeça em negação, ele não queria ouvir. – Deixe-nos ajudar...

- Ajudar? – o ruivo riu amargo. – Como? Vai me dizer que posso parar com força de vontade? Que tenho amigos e uma família? Isso é tudo besteira. Isso não existe.

- Karma-kun...

- Veja meu querido irmão, ele me abandonou por anos e agora quer redenção... Meu adorável pai não gosta nem um pouco de mim... Não é atoa que renunciou completamente minha guarda... e minha mãe... Aquela linda mulher... Tão maravilhosa, bem vestida, inteligente... Ninguém precisa de mim...

- Não diga isso! – Koro-sensei repreendeu firme. – Asano-kun já se arrependeu e está ao seu lado. E mesmo que ainda não se de bem com seus pais ainda há a classe E. Eles são sua família!

- Eu não posso... entender... isso... – fechou os olhos com força. Mesmo no início, antes de tudo começar a desmoronar, ele nunca entendeu, apenas se sentia bem quando estava com a classe E. Passar aqueles dias tentando matar Koro-sensei foram divertidos, mas então tudo desmoronou e nem sabia por que.

Desde o início, ninguém chegou perto demais, nem mesmo Nagisa, o azulado ainda estava tão longe, com medo de toca-lo. Rio sempre estava por perto, mas ao mesmo tempo gostava de manter sua zona de conforto e não chegava perto da dele. Não passou nenhuma informação de real importância pra ninguém e ninguém se importou de ter.

Qual era o ponto agora? Querem o velho Karma de volta? Por que? Esse Karma só trouxe problemas e brigas? O novo, calmo e forte Karma não era melhor? Por que ninguém podia deixa-lo em paz? Por que ninguém podia vê-lo? Por que ninguém via o quanto doía?

- Você não precisa chegar a uma resposta agora. – Karma ficou surpreso  e pela primeira vez, olhou o professor nos olhos. – Você pode ter seu tempo para entender – pegou as mãos do ruivo, vendo as cicatrizes e o novo corte, colocando um curativo apenas no machucado, deixando o outro exposto. – só precisa, nós deixar ajudar um pouco.

- Koro-sensei...

- A realidade é cruel, você não pode fugir dela pra sempre. Mas você é capaz Karma-kun de superar isso tudo e não precisa fazer isso sozinho nem de uma hora pra outra. De pouco em pouco, daremos um passo de cada vez, até você poder responder suas dúvidas e diminuir o sofrimento em seu peito até tudo sumir. Também não precisa dizer o que está errado agora, quando quiser, este sensei estará lá pra ouvir e tenho certeza de qualquer outro colega seu, estará disposto a ouvir, contando que diga que pode tentar, não é mesmo Asano-kun?

O loiro ao ser descoberto, recebeu o olhar do mais novo ao sair de perto da porta. Por um momento teve medo de Karma rejeita-lo quando Koro-sensei estava conseguindo algum resultado.

- Karma – segurou as mãos do mais novo entre as suas, olhando-o nos olhos. – você é meu querido irmão. Eu te amo. Nunca mais pretendo deixa-lo. Eu juro. Por favor, nós deixe ajudar? – pediu.

Karma procurou algo pra dizer. As palavras de Mahiro foram a sua cabeça, dizendo que ele não estava bem, que tinha medo de que ele se machucasse mais. Havia outras pessoas que ele amava igualmente e uma que amava de verdade. O que ela quis dizer com isso tudo? As palavras de Koro-sensei também voltaram. Ele não precisava dizer nada agora, apenas deixar eles ficarem ao seu lado. Concertar o que estava quebrado, dizer o que estava entalado. Ele chorou mais ao concordar com o loiro.

Dessa vez ele abraçou o mais velho, escondendo o rosto em seu peito, soluçando e gritando enquanto apertava a blusa do loiro. Koro-sensei assentiu para a cena e saindo do quarto, deixando para Gakushuu receber as lágrimas de Karma e ele o fez de bom grado.

Gakushuu perdeu o tempo de o quanto ficou ali com Karma chorando em seus braços, pedindo desculpas, perguntando se ele ficaria, se não o abandonaria de novo. Gakushuu respondeu tudo com calma, disse que não era necessário se desculpar, disse que ficaria pra sempre se ele desejasse, que não o abandonaria nem que seu pai colocasse uma arma em sua cabeça.

Com o tempo, as lágrimas foram diminuindo, os soluços ficando mais baixos. Os braço lhe prendendo no lugar, mesmo que ele não quisesse fugir, se afrouxaram, caíram. Gakushuu sentia suas costas doerem pela posição, mas não tinha a intenção de sair dela de qualquer forma. Parou o carinho e a carícia na cabeça e costas do mais novo, vendo que ele dormia profundamente agora, sereno e calmo. Gakushuu sorriu, os olhos do ruivo estava tão inchados. Talvez os outros pudessem notar o rosto inchado do ruivo no outro dia.

- Gakuhei baka... – sussurrou.

- S-Shuu-nii...

Gskushuu coroou, fazia tempo que não era chamado assim. Pra falar a verdade, amou de verdade. Fazia tempo que queria ser chamado assim de novo.

Com cuidado, deitou o ruivo na cama, aumentando o aquecendo um pouco e enrolando-o até os ombros. Beijou o topo da cabeça dele antes de ir para a porta. Parou no caminho quando o viu o celular do ruivo tocar. Ele foi até ele.

- Red Cat?

- Não. Asano. Karma está  dormindo agora. – disse, lá no funda sabia que a loira se preocupava com seu irmão, que era ela que estava sendo seu pilar nesses últimos dias. – Você sabia...sobre os cortes? – o outro lado da linha ficou silencioso. – Nós descobrimos também. Estamos cuidando dele.

- Sim. Por favor. Não mais ver esses machucado horríveis.

- Vamos cuidar dele Mahiro. Todos nós.

Do outro lado, Mahiro não esperava que estaria incluída no todos dele. Mesmo que Gakushuu não pudesse ver, ela sorriu, mexendo numa mecha de cabelo loiro.

- Asano-chan... Você sabe quem o Karma-chan ama?

- Não.

- Eu sei. Se tudo deu certo... faça... os dois ficarem juntos....

- E você? Eu sei que você o ama.

Ele soou preocupado, ela notou. Se ele soubesse como ela ajuda Karma, ele continuaria preocupado? Ela não sabia.

- Sim. Mas quais as chances disso dar certo? Hora, afinal, eu também sou uma puta.

- Mahiro...

- Tudo bem. O que eu quero é que ele fique bem, mesmo que não seja comigo, por que eu o amo.

Depois de terminar a conversar com Mahiro, desceu para encontrar Koro-sensei o esperando na sala. Ele estava rosa e olhava algo. Quando Gakushuu percebeu o que era tomou um susto. Quando esse polvo bateu essas fotos dos dois juntos? Respirou fundo, deixando isso pra lá. Fez uma tosse forçada pra atrair a atenção do polvo que tratou de esconder as fotos recém tiradas a mach 20 do cômodo.

- Karma-kun? – perguntou voltando ao normal.

- Dormindo. Ele foi bem resiliênte. – disse cruzando os braços e suspirando. – E agora?

- Faça-a se sentir normal e em casa. Com o tempo ele fará o resto. – explicou tomando um gole de chá que Gakushuu tentava descobrir onde ele pegou. – Isso será difícil pra você também, Asano-kun, não tem problema?

- Eu meio que comecei com tudo. Além disso – olhou pra chuva batendo na janela. – Ele é meu irmãozinho. E não posso quebrar uma promessa assim.

Depois de conversar um pouco com Koro-sensei sobre Karma, Koro-sensei foi embora quando a chuva diminuiu. Gakushuu estava na cozinho, passava da meia noite, ele guardava os pratos limpos, cantarolando uma música baixinho quando ouviu passos lentos e sonolentos na sua direção. Virando pra ver, apenas por cima do ombro, viu Karma, coçando os olhos e como disse, o rosto vermelho e inchado.

- O que foi? – por um momento, seus olhos caíram no pulso dele, a blusa escorreu ao utilizar a mão esquerda pra coçar o olho e assim as cicatrizes apareceram.

- Estou com fome. – a barriga do ruivo fez barulho provocando um riso do loiro. Karma fez um bico infantil fazendo Gakushuu rir um pouco mais. – Shuu-nii.

Gakushuu ficou surpreso. Ele não ouviu bem. Karma falou isso por sonolência ou por vontade própria mesmo? Ele resolveu perguntar.

- Do que...me chamou?

Karma desviou os olhos corado. – Shuu-nii... algum problema? – resmungou.

- Não. Isso foi ótimo de se ouvir. Continue me chamando assim pra sempre.

- Nojento. – o ruivo exclamou recebendo um olhar bravo do loiro.

- Eu fiz sopa. Quer comer?

- Aham. Espero até esteja bom. – zombou sentando na cadeira. Ele viu o loiro pegar o prato e trazer pra ele. A sopa esquentada no microondas e posta na sua frente tinha um cheiro muito bom. – Até que é bom.

- Obrigado. – apoiou a cabeça na mão e a mão na mesa, observando o ruivo comer. – Você me ensinou.

- Pare de me olhar assim. – reclamou envergonhado, suas bochechas tingidas de vermelho. – É nojento.

- Olha só.... – respirou fundo. – Termine de comer.

- Ok.

Ok quem deveria dizer era ele, não estava acostumado a um Karma obediente e infantil. A parte do infantil sim, mas não familiar como esse momento.

Depois de comer, Gakushuu lavou os pratos e Karma guardou tudo, soltando bocejos durante o processo. Eles desligaram as luzes e subiram pra dorme. Gakushuu foi com Karma até seu quarto, deu boa noite a ele, mas Karma segurou sua mão.

- O que?

- Fique...aqui... comigo... Shuu-nii... – pediu tímido, como quando eram crianças.

- Claro. – Gakushuu sentou ao lado da cama, segurando a mão dele. – Eu não vou a lugar algum.

- Boa noite Shuu-nii. – escondeu o rosto nos cobertores. Pelo menos, por vez, poderia recuperar o que perdeu.

- Boa noite Hei. – por hora, ele poderia concertar o que quebrou.

 

- X -

 

Koro-sensei chorou rios de lágrimas ao ver a cena, ele tinha tantas fotos com ele agora que veria depois. Elas eram tão fofas, os dois irmãos eram fofos!

Deixando as fotos de lado, agora, ele só precisava mostrar o caminho a Karma e logo, tudo poderia voltar a ser como antes.

 

 


Notas Finais


Então, o que acharam do capitulo? Espero que tenham gostado!

Link 1: https://www.youtube.com/watch?v=qbW5xta6wfk
Link 2: https://www.youtube.com/watch?v=bPWUMi33JW4


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