História Red Devil - The promise that should never have existed - Capítulo 3


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Palavras 4.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olaaaaaaaaaaaa, terceiro capitulo de Red Devil. eu pretendia postar semana passada, mas não deu, infelizmente, e eu também ainda tinha que terminar algumas coisas na fic.
esse capitulo é a chegada de Gakushuu na classe E. eu pretendia colocar mais alguma coisa, só que eu sinceramente deu preguiça, então vai ficar para o próximo.

e também, eu sei que o Itona nessa época ainda não devia estar na classe, mais faz de conta que sim. que ele voltou depois daquele dia na piscina. então, aqui, no caso, eu vou colocar outros acontecimentos para ocupar esse espaço que deveria ficar no episodio que o Itona vai para a classe E.

e sobre a missão do Karma, eu vou deixar para o próximo capitulo.

Capítulo 3 - Desde quando...?


Fanfic / Fanfiction Red Devil - The promise that should never have existed - Capítulo 3 - Desde quando...?

Karma abriu os olhos, segunda de novo, as aulas recomeçariam nesse dia. Soltou um bocejo e olhou ao relógio, ele acordou antes do relógio despertar por causa de duas mensagens seguidas de Nagisa.

 

“De: Shiota Nagisa

Para: Akabane Karma

Hey, Karma, vamos juntos ao colégio?”

 

“De: Akabane Karma

Para: Shiota Nagisa

Claro. No local de sempre?”

 

“De: Shiota Nagisa

Para: Akabane Karma

Sim. Nos vemos as 7:10 lá”

 

Karma sorriu fraco e jogou o celular para o lado encarando o teto. Lembrou-se de Gakushuu, ele não queria ser visto com o loiro. Isso acabaria com sua reputação e sua sala, como seu professor fofoqueiro lhe encheria a paciência que ele não estava tendo ultimamente.

Ele também não sentia vontade de ser legal com o filho Diretor hoje, apesar de estar sendo. Ele soltou um suspiro e resmungou. Com certeza as coisas só tenderiam a piorar. Sentiu vontade de se sufocar com travesseiro, ate o levou ao rosto, pressionando-o contra seu rosto com força. Ele gemeu e arremessou o travesseiro longe junto das cobertas. De onde ele foi tirar a ideia de deixar Asano Gakushuu morar em sua casa? Ele apenas devia rir de sua situação, como ele uma vez riu dele.

- Akabane? – a voz de Gakushuu saiu abafada pela porta. Ele parecia procurar o ruivo. Karma se lembrou de que não havia dito onde ficava seu quarto, na verdade nem pretendia. Deixou ele se afastar e se levantou, recolhendo as coisas do chão. Ele não gostava de bagunça, não com suas coisas.

Karma abriu a porta de seu quarto, indo ate onde Gakushuu estava. Perdido em algum corredor porque ele gemeu irritado, xingando a casa. Riu silenciosamente, se encostando na parede do corredor.

- Asano-kun.

Karma viu o loiro dar um pulo e um grito meio estranho. O sorriu mais ainda. E Gakushuu ficou fulminando de raiva.

- Qual o seu problema? – grunhiu.

- Quer mesmo que eu responda? – arqueou as sobrancelhas, dando um sorriso irônico. Gakushuu ficou com um olhar meio dolorido, fazendo Karma respirando fundo, deixando o assunto de lado. – Bom. Qual o problema?

- Ouve um barulho de algo caindo. – olhou pro lado, um pouco corado.

- E dai?

- Pensei que algo tivesse acontecido. Sua casa é assustadora.

Karma colocou a cabeça para o lado, pensando um pouco, sem emoção, encarando Gakushuu com aquele olhar observador e afiado. O loiro recuou com o olhar. Quando o ruivo fazia era um pouco assustador, não dava para ler seus olhos ou emoções, ou qualquer outra coisa.

De fato, Gakushuu tinha razão, sua casa era assustadora. A casa era bem grande, mas apenas morava Karma ali, então ele não fazia questão de deixar todas as luzes acesas, a maior parte foi apagada. Alguns cômodos esquecidos. E mesmo assim, cada canto da casa sempre estava limpo e em seu lugar. Karma não se lembrava de andar pela casa. Normalmente ele sempre ia de seu quarto para a cozinha, a sala, banheiro, biblioteca e o jardim na parte de trás. Ele não ia a lugares desconhecidos. Mas lembrava de cada detalhe de sua casa. Seus lugares favoritos foram seu quarto e a biblioteca, onde gastava maior parte de seu tempo.

- Na há ninguém além de nós aqui, não se preocupe. Não há nenhum fantasma. – fechou os olhos, voltando à realidade, voltando a sorri calmo. – Há. – ele puxou uma chave do bolso. – Aqui. – colocou na mão de Gakushuu.

- O que é isso? – encarou Karma confuso.

- O que te parece? – revirou os olhos, dando um sorriso cínico.

- Baka. – Gakushuu murmurou. – Mas, vai mesmo me dar a chave de sua casa?

- Se algo sumir eu sei que foi você. – deu de ombros, com um olhar inocente e brincalhão.

Gakushuu olhou para Karma. Não o entendia. Uma hora sorria, outra hora lhe dava aquele olhar estranho assustador. Karma era assustador. Nunca dava para saber o que se passava em sua cabeça se não demostrasse, ele podia enganar, mentir parar qualquer um. Forte, corajoso, um gênio que mal precisava estudar para entender as coisas. Ele tinha aquele ar inocente ao seu redor, quando na verdade ele tinha aquele tom malicioso em cada palavra que dizia.

- Além disso... – Karma disse baixo, mais pra si mesmo, mais Gakushuu ouviu. – eu não quero ter que andar com você para casa e para o colégio. Eu tenho coisas para fazer do que ficar perto de você.

Karma continuou, sem olhar para trás, indo para seu quarto, afinal, não queria deixar Nagisa esperando-lhe. Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios, foi involuntário. Seu olhar mudou, ficando maldoso.

- Cuidado Asano-kun... há um demônio na casa. – sussurrou docemente ao ar.

 

- X -

 

- Nagisa. – Hiromi chamou o menino antes dele colocar os pés para fora de casa.

Nagisa sentiu um arrepio percorrer sua espinha pelo tom usado. Engoliu em seco, virando lentamente para ela, sorrindo forçada. Suor escorria pelo seu rosto. Ele pedia mentalmente que ela não surtasse naquele momento, não queria deixar Karma preocupado.

- S-Sim, Okaa-san?

- Quando voltar, que tal sairmos, querido? – seu sorriso era tão doce que deixou Nagisa preocupado. Ele não queria ter que sair como menina. Ele era um menino.

- N-Não sei K-Kaa-san. – se encolheu ao vê-la se aproximar, seria. – E-Eu i-ia sair com o K-Karma.

- Karma-kun? – ela parou, fitando o filho surpresa. – Aquele garoto ruivo?

Nagisa assentiu de leve, tenso.

- Si-Sim. Por quê?

Nagisa sentiu sua cabeça ser puxado pra baixo. Sua mãe agarrou seus fios azuis com força irritada. Ele tinha se esquecido de que ela não gostava de Karma e já havia mandado ele se afastar dele varias vezes, afirmando de Karma ser um mau exemplo, apesar dele já ter dito varias vezes como o amigo era inteligente.

- EU JÁ TE DISSSE! EU NÃO GOSTO DELE! ELE É PERIGOSO! NÃO CONSEGUEM VER QUE QUERO SEU MELHOR? HÃ? – ela balançou a cabeça dele, soltando berros, enquanto Nagisa fechava os olhos. Ele só precisava aguentar mais um pouco, só mais um pouco. Logo ela pararia. – VOCÊ É UM FILHO INGRATO! NÃO FOI PRA ISSO QUE EU TE CRIEI!

Foi pra ser uma menina, eu sei, Nagisa pensou com dor. Ele poderia aguentar isso quantas vezes fossem necessárias, mas nunca deixaria de falar com Karma. Ele foi seu primeiro, verdadeiro, amigo. Protegeu-lhe, ajudou muito. Mesmo que ninguém pudesse ver as intenções boas do ruivo, ele podia. Ele sempre o via tentar, claro, ele exagerava e fazia brincadeiras sem motivo, e ele sabia também que havia algo que deixou Karma assim. Ele não iria abandona-lo... Ele não-

Horimi bateu em seu rosto, em um tapa estralado. Nagisa caiu com a mão no rosto, encarando sua mãe chocado. Quando as lágrimas ameaçaram cair ela se arrependeu e tentou aproximar-se. Nagisa recuou e saiu correndo o mais rápido que pode. Karma estava lhe esperando.

- Nagisa! – sua mãe gritou.

Nagisa continuou a correr, sem olhar para trás ou para frente. As lágrimas caiam de tristeza em seu rosto. Como sua própria podia lhe fazer sentir tão errado. Se você fosse uma menina, aja assim, não faça isso, faça aquilo, não é o bastante, você não sabe fazer nada, você só me da trabalho, você é só uma criança. Doía quando ela dizia essas coisas, machucava mais que os puxões de cabelos, porque a dor era em outro lugar. No seu peito.

Tudo era do jeito que ela queria, agora ela iria implicar até com sua amizade com Karma.

Ele parou de cabeça baixa. Precisava se acalmar, não queria que ninguém o visse assim... frágil, chorão – coisa que não era. Passou o punho no rosto, limpando as lagrimas. Fungou uma ultima vez nervoso, suspirando tremulo no processo. Respirou fundo voltando a caminhar, devagar.

Olhou para o céu, se perguntando quantas vezes mais ele passaria por isso. Se deixasse continuar ela nunca o deixaria ir. Ele nunca aprenderia. Na verdade, ela nem ajudava. Toda vez que ela falava essas coisas ele se sentia culpado, ele se sentia errado. Ele a amava, claro, mas ela, como sua mãe não podia perceber o que estava fazendo. A culpa não era dela, ela só precisava de ajuda e por ele ser criança, ele não podia deixa-lo ou entender do que ela falava. Mas a culpa também não era dele.

Nagisa coçou os olhos ainda trêmulos e avermelhados, querendo se acalmar direito e poder passar calma e normalidade para seus colegas. Ele parou, o que fora que Karma lhe disse uma vez mesmo?

 

“- O que foi Nagisa-kun? – o menino ruivo perguntou, se aproximando dele. Nagisa se encolheu, ele foi ali para ninguém lhe ver chorar. Claro, Karma o encontraria fácil, eles sempre iam para lá. – Nagisa-kun?

- N-Não é nada. – virou o rosto, deixando seus fios azuis cobrirem seu rosto.

Karma franziu o cenho e tirou as mãos do bolso, aproximando-se um pouco serio. Apoiou um joelho no chão e com a mão direita levou a mão ao rosto do amigo, tirando cuidadosamente os fios azuis soltos e grudados de seu rosto. Fez uma careta ao ver Nagisa chorando quase que compulsivamente. Ele tentava reprimir, deixar o choro entre seus lábios, mas isso fazia seu corpo tremer e se arrepiar por tamanho descontrole. As lagrimas rolavam soltas, sem sinal de que pararia tão cedo.

- Quem fez isso Nagisa-kun?

Nagisa recuou quando a mão quente do ruivo tomou seu rosto. Agradeceu um pouco pelo seu rosto já estar vermelho ou Karma notaria sua vergonha pela proximidade. Karma não parecia ligar. Ele sempre agia assim, sempre preocupado com ele, ignorando os outros e até mesmo se as coisas que fazia e dizia incomodavam alguém além dele. Era muito gentil na verdade, nas muitas vezes quando era abraçado sentia seu rosto esquentar e o coração acelerar. Bem, ele não queria aceitar o que estava começando ali, ou se tornaria o que sua mãe queria.

E mais uma vez ali, ele se acalmou, só por Karma estar por perto. Apesar de tudo que diziam o ruivo era tão gentil e carinhoso. Sempre cuidava de si, ninguém mais tinha coragem de implicar com ele por sua aparência. Podia ser que se confiava demais em Karma, mas Karma disse que ele podia, porque eles eram amigos.

- N-Não foi nada... – Nagisa insistiu, batendo na mão dele de leve, para afasta-lo de si. Já estava sendo doloroso demais. Com essa proximidade ele se sentiria mal depois, mesmo que naquele momento e depois ele esquecesse o que aconteceu. Acontecia que ele se culpava por começar a gostar de seu melhor amigo, quando havia muitas meninas por ai afim dele, mesmo ele sendo um delinquente. Ele estava rodeado de pessoas, falsas claro, apesar de tudo.

- Nagisa-kun. – Karma disse mais serio, fazendo uma careta. Se Nagisa não lhe dissesse quem foi ele faria a maior confusão no colégio ate descobrir quem foi e Nagisa sabia bem disso, como já aconteceu antes. – Me diga.

- Não! – balançou a cabeça em negação.

Karma bufou, sentando ao seu lado, com as mãos atrás da cabeça, encarando o céu azul brilhante. Nagisa observou a face calma do ruivo depois de um tempo, mais calmo também, só sua proximidade fora o bastante para lhe acalmar. E agora ele viu o ruivo quieto, vendo as nuvens se mexer lentamente. Nagisa sabia que Karma admirava o céu, por ele ser azul, brilhante. Não entendeu bem quando ele disse isso, e resolveu não perguntar, parecia algo complicado para ele.

- Então se quer enganar alguém pelo menos faça isso direito. – Karma murmurou magoado. Ele queria ajudar Nagisa. Será que ele não era bom o bastante?

- Hm? – Nagisa olhou para ele, interessado. – Como assim?

Karma o olhou pelo canto dos olhos, viu um Nagisa curioso inclinando-se para si. Nagisa normalmente não passava de sua própria linha de conforto, era estanho ele estar quase em cima si por causa de um comentário.

- Você normalmente é calmo, mas ainda não pode controlar coisas como... – pensou um pouco antes de continuar, se falasse as palavras erradas poderia magoar Nagisa ou faze-lo lhe questionar-lhe sobre si. – sua expressão ou...sentimentos...

- O que quer dizer? – deixou a cabeça cair em seu ombro, confortável e sonolento. Ele se sentia cansado, também, depois de tantas lagrimas.

- Você precisa manter a calma Nagisa-kun, o mundo não liga se você chora ou não. Igual a todas as pessoas. – explicou baixo, fechando os olhos.

- V-Você sabe bastante... – Nagisa sussurrou seus olhos pesando. – P-Por quê?

Nagisa nunca ouviu a resposta, ele dormiu antes de Karma poder dizer algo.

Karma sorriu fraco.

- Não me pergunte coisas assim se você vai cair no sono em seguida. – passou o braço por cima do ombro de Nagisa, o ajeitando contra si. Não faria mal matar uma ou duas aulas hoje. – Durma bem, Nagisa-kun.”

 

Toda vez que se lembrava de como acordou com o ruivo corava demais e sempre gaguejava sem motivos perto dele. Karma nunca entendeu e nunca entenderia por que se dependesse dele.

- HAAAAA! – gritou corado. Karma estava tão perto, lhe abraçando. Seu cheiro de morango era incrível. Tão masculino. Ele deu um sorriso bobo indiscreto. – Droga! Eu não devia estar pensando nessas coisas! Haaaaa! Se a Nakamura-san souber eu vou morrer! Com certeza! – lembrou-se dos braços de Karma ao seu redor, de como era protetor e gentil. – Foi tão bom... – murmurou vermelho, parando de puxar os cabelos, dando outros sorriso bobo pra si mesmo. – Não! Droga! Baka karma! – grunhiu repuxando os cabelos de novo, gritando pro céu. Provavelmente ele nem sabia o efeito que ele tinha sobre si, sobre certos pensamentos indecentes.

- Você vai acabar ficando careca desse jeito, Nagisa-kun.

Nagisa deu um pulo, vendo Karma atrás dele com a bolsa jogada nas costas e a outra mão no bolso, sorrindo divertido pra ele. Nem percebeu quando havia chegado ali. Ele corou, Karma poderia ter ouvido alguma coisa.

- K-Karma!

Karma parou de sorri, vendo seu rosto machucado. Estreitou os olhos pra ele. Nagisa podia sentir sua aura ameaçadora começar a sair dele. Então logo tratou de cobrir a bochecha e virar para andar.

- O que aconteceu? – Karma perguntou, um pouco atrás de si e Nagisa podia jurar não ter sentido nenhuma emoção em sua pergunta.

- N-Não foi nada. – riu forçado, querendo passar confiança, mas não conseguia, não quando sabia que seu amigo nunca o deixaria quieto se ele estivesse machucado.

Ouviu o ruivo respirar fundo, fundo mesmo, porque demorou, ele parecia sem paciência naquele dia, pode perceber. E Karma não era de perder a paciência fácil. Devia ter encontrado alguém bem irritante pelo caminho.

- E você? O que aconteceu? – Nagisa rezou internamente para que Karma aceitasse mudar de assunto. Agradeceu quando isso ocorreu, mesmo sabendo que o ruivo não estava satisfeito com isso.

Karma estralou a língua irritado, uma parte por causa de Nagisa não lhe contar o que aconteceu e por ter lembrado-se de Gakushuu em sua cara. Sua mente agonizou de novo, questionando por que ele deixou isso acontecer, porque diabos ele agiu por impulso. Ele odiava Gakushuu, e o sentimento era reciproco. 

- Não foi nada. Só acordei meio sem paciência hoje.

Mas diferente de Nagisa, Karma sabia esconder muito bem suas emoções, quando queria. Ele podia estar com raiva, aparentava calma. Ele podia estar triste, mas aparentava estar feliz. Ele podia estar com dor e doente, mas sempre estava firme e forte, sempre saudável e inabalável. Ninguém poderia vê-lo de verdade. Ele não permitiria.

- Hm. Ok.

Os dois começaram a conversar algo aleatório, sobre filmes e talvez eles pudessem sair para assistir algum filme. Nagisa fez Karma ficar mais calmo e Karma fez Nagisa sorrir e esquecer-se de sua mãe. Karma não perguntou mais nada sobre o assunto, Nagisa ficou grato por isso. Não queria ter que dizer algo amigo que uma briga aconteceu por sua causa.

Eles chegaram à montanha da classe E, rindo e logo avistaram Rio lhes esperando na entrada batendo o pé impaciente. Kayano estava ao seu lado com uma gota. Quando eles foram percebidos, Rio fez cara feia pela demora e Kayano apenas riu acenando.

- Ohayo, Nagisa, Karma-kun. – Kayano os cumprimentou antes de Rio reclamar com ele.

- Ohayo Kayano. – Nagisa sorriu de volta. – Rio.

- Ohayo. – Karma disse em um bocejo preguiçoso e tedioso.

- Vocês demoraram. – Rio disse irritada, apontando para os dois que se encolheram.

- Tudo bem. Vamos logo subir. – Kayano interviu antes de começar alguma outra confusão desnecessária. – Não podemos nos atrasar. – pegou a mão de Nagisa e saiu puxando-o.

Karma e Rio saíram mais atrás, falando sobre brincadeiras e tentativas de assassinato.

Chegando à sala, havia poucos alunos, 10 mais eles. Eles falaram uns com os outros normalmente. Karma sentou lá atrás como de costume e esperou a aula começar. Rio e Kayano estavam falando com Sugino e Yada sobre algo, provavelmente um assassinato. Ele encarou o teto, com as mãos atrás da cabeça, se perguntando por que eles ainda tentam matar seu Koro-sensei se eles queriam salva-lo. Tanto fazia, ele só precisava manter as pessoas que não entendiam os sentimentos da classe longe de Koro-sensei, mantendo sua promessa. E o quão longe ele ia com ela....

O tempo passou um pouco e Karma foi pra perto de Nagisa. A classe toda estava espalhada pela sala. Eles ouviram passos. Koro-sensei e provável mais Karasuma para algum aviso.

- Ohayo turma. – Koro-sensei falou, suando um pouco, quer dizer muito. Suor amarelo escorria por todo seu rosto esférico. A classe ficou com uma gota, confusa.

- Qual o problama Koro-sensei? – Kurahashi perguntou preocupada.

Koro-sensei olhou para a turma, ele tinha a atenção de todos e esse era o problema. Ele não achava nada da noticia, ele era um professor, ele ficou mais preocupado com a reação de sua turma. Mais suor escorreu pelo seu rosto.

- Koro-sensei! – Maehara reclamou impaciente, apesar de ter uma grande pitada de nervosismo em seus olhos. Fale-nos logo!

- Ok. Por favor, pessoal. Mantenham a calma e sem bagunça e brigas. Ok? – pediu após um suspiro. – Temos um novo aluno.

- O QUE? – gritaram todos surpresos. A essa altura, alguém novo? Devia ser o plano do governo para matar Koro-sensei por dentro já que estavam falhando em mata-lo com seus profissionais.

Karma gemeu fazendo uma careta. Ele havia se esquecido disso. Nagisa o olhou e franziu o cenho, como Rio.

- Qual o problema? – Rio perguntou.

- N-Nada. – forçou um sorriso.

- Da pra ver isso. – Rio cruzou os braços, com um olhar irônico.

- Quem é esse aluno novo? – Sugaya falou curioso.

- Bem, então... – Koro-sensei olhou para a porta. - Por favor, entre. “Sem movimentos bruscos.” – pensou em acrescentar.

Todos encararam a porta, tensos, alguns nem respiravam. Alguém parecia relutante em entrar, pensaram. Dai da porta, surgiu quem eles, nunca, nunca esperavam Asano Gakushuu, na classe E.

- Ele será o colega de vocês a partir de hoje. – disse Koro-sensei olhando a reação da turma, caso ele precisasse salvar o filho do diretor. – Por favor, se deem bem. – sua fala soou mais como um pedido. Ele estava muito preocupado.

A classe ficou calada por um tempo, processando o que acontecia ninguém falava nada. Gakushuu permanecia parado, de cabeça erguida e os punhos apertados, tentando mostrar uma falsa confiança que ele nem sabia onde havia conseguido. Ele tremia internamente, a humilhação prestes a acontecer se repetia em sua cabeça varias e varias vezes. Via Karma pelo canto do olho, ao lado do menino de cabelo azul feminino, uma loira e uma esverdeada lhe encarando de volta, o ruivo nem lhe encarava, mas sorria divertido discretamente para ele.

Foi ai que a classe finalmente voltou ao mundo real e seus olhos se arregalaram em surpresa e incredulidade. Suas boas lá em baixo. Deram um grito tão alto que todos do Edifício Principal poderão ouvir inclusive o diretor, que devia estar rindo de sua situação.

- DESDE QUANDO KORO-SENSEI?

 

~ Red Devil - The promise that should never have existed ~

 

Gakushuu se encolheu, apesar de não querer. O clima da classe era tão tenso que ele mal conseguia ignorar os olhares da classe em cima de si. Sinceramente, depois ter descoberto o segredo da classe, teve vontade de não ter descoberto nada. Engoliu em seco, tentando se concentrar na sua tarefa. Lembrava-se de quando viu Koro-sensei pela primeira vez, ele caiu pra trás e desmaiou, quando acordou, pensou que tivesse sido um sonho. Uma verdade bem assustadora.

Ele não sabia se a classe queria mata-lo ou simplesmente ficou surpresa com a aparição repentina dele. Talvez os dois. Ele nunca foi um santo com a classe, sempre fez de tudo para coloca-los para baixo, claro, a maioria por ordens de seu pai, mais ainda sim ele queria sair o mais rápido possível dali. E o faria. Não ficaria muito tempo ali. Com aquelas pessoas abaixo dele.

- Muito bem turma. – Koro-sensei fez barulho colocando o caderno de chamada na mesa, a atenção da turma foi para ele. – Hora do almoço. Eu estou indo para Paris comprar algumas coisas. Nós vemos mais tarde, por favor, não se matem. – e logo o polvo estava voando janela a fora, bagunçando algumas folhas dos cadernos e os cabelos dos alunos.

- Injusto! Traz algo dessa vez! – Kayano gritou irritada, querendo comida. Fez bico em seguida, fazendo Nagisa rir com Sugino.

Maehara se espreguiçou e olhou para Gakushuu por cima do ombro esquerdo. O loiro morango parecia meio perdido em pensamentos. Ele sorriu de lado, Gakushuu parecia estar tão deslocado quando peixe fora d’agua. Entretanto, como Koro-sensei pediu e mandou, ele serio legal. Tinha certeza que todos da classe pensavam a mesma coisa.

Olhou Isogai, ele parecia não ligar muito para o que estava acontecendo, ele era uma boa pessoa, ele nem sequer pensava no assunto, Gakushuu ou não ali não fazia diferença para o moreno, a única coisa que poderia deixa-lo preocupado seriam as prováveis brigas que aconteceriam.

Gakushuu se levantou siando dali para poder comer em paz e sozinho. Ninguém fez menção de segui-lo. Mas assim que ele deixou o local, a sala se encheu de comentários. Nem esperaram ele se afastar demais, pois Gakushuu ainda podia ouvi-los.

- Talvez estejamos sendo maus demais. – Kurahashi comentou triste, não gostava de ser mal com as pessoas, ela sempre foi uma pessoa gentil.

- Ele merece! – Terasaka disse alto, cruzando os braços. Não ligava se deviam ser legais ou não. Gakushuu fez muito mal pra eles, ele merecia. Não ia mudar de ideia só porque o polvo mandou. – Não tó nem ai!

- Mais quando foi você, você ódio ne, Terasaka-kun? – Hara apontou pra ele, seria. Teresaka coroou.

- Acho que devemos dar uma chance. – Isogai disse alto, tentando amenizar o clima pesado da classe. – Nós não somos como eles. Vamos fazer como o Koro-sensei disse.

- Concordo. – Kataoka assentiu de olhos fechados. Ela não queria nem pensar na dor de cabeça que teria dali pra frente.

- Por que vocês estão tão preocupados? – Itona se meteu na conversar, parando de mexer em seu Itona I, e sem encarar seus colegas continuou. Ele era um dos únicos despreocupados com a situação. – Ajam como sempre. Ignorem o Asano.

Todos pensaram um pouco.

Karma estralou, perecendo a falsa de um de seus melhores amigos. Ele ate pouco tempo atrás se divertia com a discursão. Mas virou a cabeça para o lado e não viu Nagisa. Olhando para fora, viu Nagisa indo até Gakushuu, sorridente.

O que?

Ele deixou as mãos saírem bolso, estreitando os olhos para a cena. Ele não gostou nem um pouco disso. Queria Nagisa longe de Gakushuu, Rio. Tsc. Voltou a fingir prestar atenção na conversar de seus amigos, ele não podia ser tão possessivo e ciumento assim. Droga. Ele precisava se controlar, não se importar.

Respirando bem fundo ele deixou a mente esvaziar e o coração se acalmar. Não havia motivos para ter ciúmes de Nagisa, não havia motivos para sentir nada. Gakushuu era só uma pedra no seu caminho, se ele interferisse demais, Karma o esmagaria sem pena. Porque era isso que ele fazia. Ele tirava as coisas de seu caminho e de seus amigos.

Sorriu fraco. A vida continua.

 

Do lado de fora, Nagisa disse oi e sorriu gentilmente, oferecendo sua companhia para o filho do diretor. Apesar de tudo, agora eles estavam no mesmo barco. Precisavam se dar bem e fazer Gakushuu cooperara com eles. Se não, seria uma bendita guerra. A classe era contra ele ali, se ele não tentasse ajudar ou se entender com todos... Koro-sensei disse para eles se darem bem, mas quem sabe como isso iria acabar. Todos respeitariam Koro-sensei e seu pedido, o único problema seria a paciência de seus colegas de, também tentar, entender e ter paciência com Gakushuu.

- Então... por que você veio pra cá? – Nagisa o encarou, um pouco nervoso, tentando quebrar o clima gélido e pesado ao seu redor.

- Não é da sua conta. – respondeu Gakushuu friamente. Nagisa suspirou desanimado e preocupado. Gakushuu observou isso e franziu o cenho. – Por que esta aqui?

- Hã? – Nagisa sorriu fraco. – Porque agora somos colegas. Temos que nos dar bem. Acho um pouco exagerado o que os outros estão fazendo, mas eu entendo como eles se sentem. – mordeu um pedaço de seu sanduiche, quieto e olhando o chão. – Por isso... Vamos ser amigos?  - esticou a mão após engolir a comida em sua boca.  

Gakushuu ficou surpreso. O olhar brilhante de Nagisa o fez corar um pouco. Agora entendia o motivo de Karma gostar tanto de Nagisa. Mas isso só o deixava mais irritado e gostando menos de Nagisa.

Gakushuu bateu na mão de Nagisa e se levantou, indo para mais longe da classe. Olhou por cima do ombro, com desprezo para Nagisa.

- Não tenho interesse em ter amigos da classe E. Eu não preciso de amigos. Muito menos de você. – disse alto, deixando Nagisa chocado para trás. Aquele olhar foi o mesmo que seus antigos colegas do Edifício Principal lhe davam por causa de sua aparência feminina.

Nagisa apertou os punhos, ele tentou ser gentil, ele devia estar com raiva, mas na verdade se sentia magoado. Bateu levemente no rosto, colocando um sorriso fraco. Não podia parecer fraco e triste para seus amigos ou seus amigos ficariam com mais raiva ainda de Gakushuu. Causa intriga era o que menos queria.

Será um longo ano, pensou suspirando. Vamos ter uma guerra civil aqui. De novo.


Notas Finais


então, me digam o que acharam? comentem, favoritem e me digam.

vou tentar fazer o Gakushuu ser mais orgulhoso ainda, ele não vai aceitar tão fácil fazer parte logo da classe E. então ele tinha que ser mal com o Nagisa e como, esta bem claro, o Karma-kun não gosta dele, claro que ele vai querer Nagsia longe de Gakushuu, por seus motivos secretos que não pretendo contar agora. hihihi, mais é bom motivo.
eu já sei o que todos estão imaginando, mas eu vou dar um pequeno spoiler, não é bem isso que vocês estão pensando não.
a classe E também tem que reclamar um pouco, eles viviam em guerra com Gakushuu e os os outros Virtuosos, ainda haverá muitas coisas para eles se darem bem, ainda mais quando Nakamura Rio é a líder da Resistência anti-Gakushuu u.u
e Karma sinceramente, ele vai brigar muito com Gakushuu, mais ele ao mesmo tempo não vai nem ligar. o motivo realmente dele estar com raiva de Gakushuu e dele mesmo é por ter oferecido sua casa para Gakushuu ficar.

bem, é isso. bjs e até a a próxima!
obrigado pela leitura.


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