História Red Eyes - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Grand Chase
Personagens Lin, Lupus Wild
Tags Lin, Lupus
Visualizações 47
Palavras 1.449
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura :3

Capítulo 9 - Sombras


Cabelos negros e grandes, um top negro, saia da mesma cor, meia calça preta, botas que quase lhe chegavam aos joelhos e luvas de couro. Mal conseguia acreditar no reflexo que tinha no espelho a frente.

–Eu... – ficou de costas, olhando sobre o ombro – Essa roupa ficou... – a saia era tão curta que quase mostrava aquilo que nunca deveria ficar exposto – Isso é mesmo necessário? – indagou com rispidez. Era uma roupa incômoda para si, porém Lupus a olhava com a habitual expressão séria.

–A intenção é não te reconhecerem, não é? – deu de ombros – Mas se você não quer-

–Ta. Ta bom! – bateu o pé – Eu vou.

As coisas se tornavam cada vez mais difíceis depois que os paladinos começaram a caçar Lin. Sempre que chegavam a algum lugar que julgavam estar seguro, acabavam por fim esbarrando em algum encapuzado – ou quase cruzando o caminho de um deles. Na última vez, por pouco não os encontraram. Sua sorte, por assim dizer, era que havia um bar sujo aonde prostitutas e cafetões fisgavam clientes. Lupus enfiou-se lá com a sacerdotisa e saiu pelos fundos – isso porque paladinos são proibidos de entrar em locais considerados “impuros”.

Cansado de lutar contra sombras que mal conhecia, Lupus decidiu se informar a respeito. Mudou um pouco sua rota inicial para ir a uma cidadezinha aos arredores; lá o caçador tinha uma fonte que lhe devia favores. Ambos concordavam que deviam ter informações do inimigo e, por mais que Lin odeie pensar e se recusasse a admitir, precisava ficar com Lupus; por hora. Ainda tinha em mente fugir do caçador, afinal pouco sabia de seus objetivos, porém o mais sábio a fazer seria ficar com ele, até ter certeza de estar segura; ou o mais próximo disso.

Porém ele não podia se enfiar em tal covil e deixar a sacerdotisa em qualquer hotel; não quando os paladinos estão a vasculhar qualquer beco ou moradia suspeita. Não, ele definitivamente não podia correr esse risco. Então o caçador decidiu que seria o mais sensato levá-la consigo – mesmo que aquele seja um local inadequado para uma sacerdotisa – porém que devia levá-la disfarçada.

Uma garota de cabelos brancos é algo raro de se ver, então o mais óbvio era mudar o tom das mechas. Lin se recusou em pintar os cabelos e depois de tentativas e birras Lupus desistiu de convencê-la. Por fim Lupus comprou-lhe uma peruca negra; e a partir dali, ela a usará sempre. Também lhe comprou roupas novas, roupas que mais pareciam uniforme de uma dançarina. Com tais roupas ela seria quase imperceptível, não somente nas ruas daquela cidade, mas também onde iriam naquela noite. Sua fonte era um dono de um bordel e eles tinham de ir até lá encontrá-lo.

No caminho Lin lhe encheu de perguntas, a jovem ainda não sabia exatamente o que era um bordel e não entendia a necessidade de suas roupas serem tão curtas. A cada passo que dava Lin podia sentir a saia lhe subir e, sempre que podia, a puxava pra baixo, tentando tapar-lhe o máximo que o pano curto podia. A jovem ainda tinha muitas perguntas não respondidas – Lupus quase sempre fingia não escutá-la ou apenas ria – quando chegaram ao tal local.

Lupus se segurou para não rir da reação de Lin. Os azuis se arregalaram logo quando chegaram à porta e a jovem viu um homem apertar os seios de uma das jovens, ali mesmo, descaradamente. As roupas da jovem eram tão pequenas quanto às de Lin e tão logo a jovem se assustou. Parou de andar de súbito e puxou Lupus pelo braço:

–Eu vou ter que deixar alguém me apertar? – os vermelhos a encaravam com um misto de surpresa e dúvida – Apertar – o rosto de Lin se corou e os azuis se desviaram – Apertar... Bem, o que ele

Lupus se aproximou do ouvido da jovem, e lhe sussurrou:

–O único que pode tocá-la sou eu e eu só o farei se você quiser – aquilo a fazer se arrepiar

Ainda estava confusa quando ele a puxou:

–Fique calma ou não vai dar certo.

Porém tudo o que Lin conseguia fazer era encarar incrédula aquilo que via. Por sorte, a maioria das pessoas ali estavam mais preocupadas no que faziam do que em uma jovem morena que os observava. Dentro do bordel, aquilo que antes eram apenas apertões e alisadas tomou um novo nível. Haviam sofás, cadeiras, pequenos palcos e um palco principal onde uma jovem de cabelos roxos dançava tirando uma peça de cada vez enquanto alguns dos rapazes lhe jogavam dinheiro.

Foram até um dos sofás que tinha no canto. Lupus se sentou e puxou Lin, fazendo-a se sentar em seu colo. Antes que ela o empurrasse ou gritasse esteticamente, ele tratou de explicar:

–Fique quieta e aja como uma delas

Estavam próximos demais e algo naquela proximidade toda a deixava desconfortável, porém incrivelmente quente. Sentia calor e, ao mesmo tempo, desejava por algo, embora ainda não entendesse. Os azuis vasculharam as outras mesas, cadeiras e sofás. Viu que ao lado tinha um sofá um pouco maior onde um jovem de cabelos negros beijava uma garota. Lin podia jurar que era uma cena normal, porém quando seus olhos desceram, ela viu outra garota. Essa tinha cabelos azuis e estava fazendo algo que Lin não entendia. Quando a jovem levantou a cabeça a sacerdotisa pode ver que havia algo na boca dela. Quando percebeu o que era, Lin desviou o olhar.

Estava surpresa, porém mais confusa do que nunca. Seus pensamentos mudaram de foco quando um rapaz alto de cabelos albinos veio ter com eles:

–Há quanto tempo, caçador. – seu sorriso era enigmático e um tanto sádico; mesmo Lin podia notar.

–Sem essa, eu quero informações – foi ríspido, mais do que o habitual.

–Está certo, mas o que pretende trocar por elas? – seus olhos eram vermelhos e Lin sentiu seu corpo gelar quando esses se fixaram em si – Tem um lanche pra mim?

–Até onde eu lembro, Azin, você me deve mais favores do que eu posso contar – o braço do caçador enlaçou a cintura da sacerdotisa que não desviou os olhos do outro; não era um olhar de medo, mas sim de desafio – E além do mais, não costumo dividir aquilo que como

Asin deu uma gargalhada, mas enfim se deu por vencido:

–Venha e eu lhe darei as informações que tenho – o albino deu as costas para ambos e só então Lin se permitiu respirar aliviada.

–Você fica aqui – ela o olhou e, por um segundo, se esqueceu que estavam próximos demais. Não teve tempo de resistir quando seus lábios foram tomados pelos dele em um beijo rápido e sedento – Se alguém tentar algo com você, diga que está comigo

Meio envergonhada Lin assentiu. A jovem ficou lá, olhava tudo e rezava para que ninguém a notasse; não queria falar com ninguém, principalmente com aqueles homens. Começava a ficar inquieta. Cada segundo que Lupus demorava parecia uma tortura e aqueles minutos se tornavam uma eternidade. Logo todas suas preces se evaporaram quando um rapaz, aparentemente bêbado, se jogou ao lado dela.

–E ae? – seu odor era puro álcool e tabaco e por pouco não a fez vomitar.

Ela o empurrou, minimamente, apenas queria distancia daquele cheiro insuportável, mas ele era pesado demais e parecia querer estar o mais próximo dela possível:

–Dá para sair de perto do mim?! – quase gritou.

Foi aí que percebeu que tinha muitos olhares indesejados sobre si; todas as suas tentativas de ser invisível morreram ali mesmo. Ficou com raiva e podia muito bem esmurra-lo ali mesmo, porém outro interveio. Um rapaz mais alto puxou o outro pelo braço:

–Creio que ele esteja te incomodando – era um moreno alto com olhos hipnotizantes e um sorriso enigmático.

Ele tirou o outro de perto e Lin só o reconheceu quando ele se sentou ao lado dela – era o rapaz que vira anteriormente no outro sofá com as duas jovens. Agora ele estava desacompanhado e devidamente tampado. Lin corou ao lembrar-se da cena e do que havia visto.

–Quer um drinque? – ele era um homem bonito e por pouco Lin não aceitou.

Na verdade até aceitaria, se tivesse tempo para respondê-lo:

–Sieghart, ela está comigo – Lupus tinha os olhos fixos ao outro

–Oh, e isso é um problema? – foi irônico e Lin demorou em perceber que aquela fora uma pergunta para ela.

Não saberia o que responder e agradeceu silenciosamente quando Lupus a chamou para ir embora. Tinha o coração a mil; uma estranha adrenalina no fato de estar em um lugar perigoso com pessoas perigosas.

–Conseguiu? – perguntou por fim, um pouco antes de saírem da casa vermelha

O caçador apenas mostrou um envelope. Com aquilo não estariam mais lutando contra sombras.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e até semana que vem ~


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