História Red Riding Hood - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Super Junior
Personagens Choi Siwon, Henry Lau, Kangin, Kim Kibum, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Shindong, Yesung
Tags Chapeuzinho Vermelho, Donghae, Eunhae, Eunhyuk, Haehyuk, Hyukjae, Red Riding Hood
Exibições 56
Palavras 1.397
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, perdão pela demora outra vez.
Trouxe um capítulo pequeno, mas importante. Pra quem não lembra, Donghae chegou dizendo que sabia quem era o lobisomem. Agora, vamos voltar pro momento que ele tinha saído pra descobrir.

Capítulo 9 - E


 

[4 horas atrás]

Ao sair daquele lugar, nunca me senti tão determinado. O medo de perder a pessoa que ama é talvez o pior sentimento do mundo, mas ele me deixava forte. Forte pra enfrentar tudo o que eu precisava, nesse caso, um grande lobisomem. Eu não fazia ideia de como se usava aquela espada em minha mão, mas por Hyukjae eu aprenderia.

A escuridão da noite se tornou ainda mais assustadora quando me vi entre aquelas grandes árvores que marcavam o início do bosque. A neve no chão estava grosseiramente acumulada, marcando o caminho por onde eu passava. E aquele caminho se desviou para a floresta.

Por alguma razão, eu sabia que era lá onde eu devia procurar por ele: no lugar aonde nos vimos pela primeira vez. Diferente do garotinho ingênuo que eu era antes, agora sabia que não existiam lobos bons. E eu não gostava mais dele.

Coloquei meu capuz para trás e parei ali, atento ao que viesse. Apertei os dedos no cabo da espada e fechei os olhos por breves segundos, tentando me acalmar.

—Por que veio até aqui? — uma voz grossa, porém em forma de sussurro surgiu atrás de mim, junto com uma grande sombra cobrindo tudo à minha frente.

Minha respiração acelerou e eu pude jurar que estava sonhando. Lobisomens não falam. Ou ao menos era isso que eu pensava. Considerando que a existência de um lobisomem era algo de se duvidar, aquilo seria mais uma coisa que eu deveria aceitar.

—Responda a minha pergunta — insistiu, com mais firmeza.

—E-eu... — gaguejei e me arrependi na mesma hora, pois não queria demonstrar fraqueza. —Eu quero saber quem você é.

Senti aquela coisa se mover pra trás e me senti intimidado. Não tinha como evitar. Eu era apenas um humano bobo, questionando um animal assassino.

—Donghae, eu também quero saber quem você é. Ainda é o menininho assustado de anos atrás? Seja corajoso e fique de frente para aquele que você tem como inimigo.

Estremeci com a forma devagar e confiante com que falava. Eu não seria covarde outra vez. Virei rapidamente e o encarei, notando cada detalhe da sua face. Pelos escuros e lisos balançavam com o vento, destacando os olhos vazios e tenebrosos. Ele era apenas um animal. Um animal que matava sem hesitar.

—Por que você não me mata? O que quer de mim? — Eu não queria ser morto, mas precisava de respostas o mais rápido possível.

—Você não pode morrer.

—Por quê?

Ele se moveu e começou a caminhar devagar em volta de mim, como um predador de olho na sua presa.

—Porque você será o próximo lobisomem.

Senti minhas pernas vacilarem e todo meu fôlego se contrair dentro de mim como se aquelas palavras não pudessem ser digeridas. E de fato não poderiam.

Eu não poderia ser um lobisomem.

Nem estar na frente de um deles.

Muito menos conversando com aquele que matou o meu povo, a minha gente.

Em fração de segundos o meu cérebro fez uma longa viagem em todos os momentos em que o vi. Eu não queria que houvesse uma próxima vez, pois eu tinha certeza que iria acabar em sangue. E mesmo que alguma coisa estranha no meu instinto dissesse que eu não devia matá-lo, eu escolheria ver o sangue dele no chão no lugar de qualquer outro.

—Eu nunca vou ser um de você! — agarrei com força a espada e fui com tudo pra cravar em si quando ele estava na minha frente novamente.  Claro que eu não iria conseguir nem fazer um arranhão em alguém três vezes maior do que eu. O lobisomem me atirou pra longe como um boneco de pano e a espada foi parar a alguns metros longe de mim. Ainda não satisfeito e disposto a mostrar quem realmente mandava ali, ele se colocou na minha frente e abriu aquela grande boca em um rugido selvagem.

—Você é um tolo, Donghae. Achou mesmo que iria conseguir?

—Cala a boca! — gritei ofegante, sem conseguir levantar pelo recente impacto nas costas.

—Toda a sua vida foi uma preparação para este momento. Desde que você nasceu nunca se sentiu no seu lugar. Porque de fato, aquela nunca foi sua casa. Aquele nunca foi o seu povo. Achou mesmo que iria ter uma vida normal como todos aqueles idiotas com suas vidas humanas e banais? Todas as células de seu corpo esperam, anseiam por sua transformação.

Aquelas coisas que ele estava falando não tinham o menor sentido. Usei minha raiva pra levantar e mais uma vez fui jogado no chão, batendo a cabeça em uma pedra, mas não forte o suficiente pra me desmaiar. Levantei o rosto com o corpo ainda ajoelhado no chão e senti algo, provavelmente sangue escorrer pela minha testa e chegar até minha boca. O gosto férreo me provocou sensações que me deixaram ainda mais estranho. Algo não estava certo.

—Por que não me morde logo então? Você já teve todas as oportunidades. Eu nunca farei o que você quer! Nunca!

—Você já é um lobisomem, Donghae. Já nasceu sendo um. — disse direto e grosso, como uma faca em meu estômago. Era essa a sensação. A cada resposta, mais perguntas se formavam.

—O quê?

—Precisa se transformar por sua própria vontade. Você já é um homem adulto e ainda não consegue libertar seus reais desejos, ainda continua sendo aquela criança que acredita no amor e toda bobagem de sentimentos humanos.

—O que está dizendo? — soltei o ar, perdendo um pouco mais da certeza de tudo o que eu tinha na vida. Virei o rosto, não conseguindo mais o encarar. Mas a sua voz continuou se fazendo presente e cada palavra daquela foi passando pelos meus ouvidos como lâminas afiadas. Eu deveria acreditar nele?

—Transforme-se! Libere a maldade que existe aí dentro. Você já nasceu causando mal a todos à sua volta. Sabe o quanto seu parto foi sofrido? Ninguém nunca te contou? Sua mãe quase morreu e decidiu nunca mais ter filhos! Sempre foi um fardo te criar, ninguém queria ser seu amigo. Você era assustador, Donghae. Nunca foi aceito. Lembra-se daquele garoto que você quebrou a mão só porque ele não quis brincar contigo? Só tinha sete anos e já era um pequeno assassino!

—Foi sem querer. Cale a boca! — gritei. Ele precisava parar. Eu não queria mais ouvir sua voz.

—Se esqueceu de todas as vezes que matou animais caçando só por diversão? Quem se diverte com a morte dos outros? Isso mesmo, você! Tentou sentir tristeza por todos que matei, mas a verdade é que não derrubou nenhuma lágrima verdadeira.

—Isso é mentira! Pare com isso! — senti lágrimas de raiva e arrependimento caírem dos meus olhos. Aquilo tudo era verdade. Eu sabia que era verdade e ele sabia tudo da minha vida.

—O que tem que parar é essa mentira que conta a si mesmo. Você quer matar. Você sente que precisa fazer isso. Por que não aceita? Chega de se torturar, Donghae. Não é errado sentir isso. Você é filho de um lobisomem.

—Não! Não pode ser. Meu pai era um homem bom. Ele morreu lutando. Pare! — cobri meus ouvidos, como se pudesse adiantar alguma coisa. Não podia ser verdade.

—Tem certeza?

—Pare! Pare! Pare! Por favor, não! — caí em lágrimas e sentindo profunda humilhação por chegar a um estado em que não sabia mais quem eu era no mundo. Ou eu finalmente havia descoberto quem eu era e essa era a pior parte. Eu era uma pessoa horrível.

—É aquela idiotice de amor que te impede, não é? Quem você ama, Donghae? Sua mãe?

—Ninguém! — disse choroso, aceitando que era ele quem mandava em mim agora.

—Diga! Nós somos mais fortes do que qualquer bobagem de sentimento. Vamos matar qualquer um que esteja te deixando fraco — fez uma pausa e meu coração estremeceu. —É aquele seu amigo, não é? Eu sei que vocês são mais do que amigos. Eu preciso matá-lo.

Voltei a olhá-lo e sua postura nunca foi tão mais orgulhosa do que agora. Ele estava no comando e realmente faria de tudo pra ter o que queria.

—Não! Eu faço o que você quiser, é só me dizer. Mas por favor, não faça nada com ele — supliquei, me jogando aos seus pés.

—Então é ele mesmo...

—Só me diga... O que eu preciso fazer...

—Precisa abandoná-lo. Abandone todos e venha comigo. Seremos finalmente uma família. Aceite seu destino... Meu filho



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