História Red Slayer - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Apocalipse Zumbi, Bangtan Boys, Bts, Hoseok, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Rap Monster, Suga, Taehyung, Taekook, Terror, Vmin, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 276
Palavras 3.676
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Científica, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


● Eu demorei mais do que eu tinha estipulado... Desculpa, eu ando muito ocupada e escrever está ficando em segundo plano na minha vida, mas estou tentando meu máximo. Vou tentar organizar meus horários para não esquecer Red Slayer no churrasco. Seguinte, eu tenho quatro meses para terminar ela, então, vamo que vamo!

● Esse capítulo é mais uma pontezinha, tipo, não é inútil, na real, considero um dos mais importantes para compreensão das coisas que irão acontecer. Ah, vale lembrar que se tu prestar bastante atenção, cê já pode descobrir um pouco de Hoseok e bá.

● O foco não foi tanto o Yoongi, só lembrando que ele é o principal, mas eu quero trazer a história de cada um. Não quero que nenhum dos rapazes passem batidos.

● Boa leitura e até as notinhas finais!

E obrigadão pelos comentários do capítulo passado!!!!!!!!!!!

Capítulo 3 - O Pacífico está vermelho


Fanfic / Fanfiction Red Slayer - Capítulo 3 - O Pacífico está vermelho

Entrando nos limites do território leste asiático, há duas características nítidas que nenhum estrangeiro deixa passar: a segurança e educação demasiadas.

   Esta área do globo era lembrada como o local inundado de robôs, tecnologia avançada e pessoas que não dormiam. Os cidadãos trabalhavam treze horas diárias, descansavam cinco e usufruíam das restantes para não entrarem em estado de exaustão. Essa era a rotina repetitiva presente no cotidiano de um asiático.

  Eles eram moldados desde pequenos pela família para agirem como máquinas, sendo competitivos e egoístas ao extremo. O pensamento que era posto em suas cabeças era o de sempre estar no primeiro lugar, independente das circunstâncias. Opressão nos quatro cantos do continente. A população dos desenvolvidos era infeliz, viciada e constantemente afetada por doenças provindas do estresse excessivo. Coreanos viviam afogados no terror e pressão. Perfeitos! Eles precisavam ser perfeitos! Mas não ter defeitos era uma lenda urbana. Todavia, a alta taxa de suicídio era fato, só não recebia a devida atenção do governo. Não importava quem morria ou vivia, a prioridade era estar no pódio.

   O Índice de Desenvolvimento Humano não iria relevar em nada quando havia um vírus altamente contagioso à solta.

   Reprodução, meiose, mitose e destruição em massa das células nervosas. Red Slayer, com certeza, não era um parasita leigo. Quando entrava no hospedeiro definitivo, logo armava jeitos de achar caminhos até o cérebro. A forma de instalação dele no organismo era parecida com o vírus HIV, no entanto esse não precisava se camuflar em moléculas CD32a ou permanecer em estado latente.

   Era facilmente detectável, mas incontrolável; operava áreas do corpo através dos neurônios, alastrando-se pelos órgãos internos e deteriorando qualquer tipo de célula presente. O diagnóstico era simples: uma gota de sangue e seria possível verificar se o indivíduo estava infectado ou não. A resposta do enxame também era rápida. Não tinha segredo.

  Ao finalizarem a criação do Red Slayer no laboratório, ninguém iria imaginar que com tamanha segurança e cuidado haveria um vazamento biológico. A OMS foi meticulosa. Os envolvidos, em geral, trabalharam juntos para manter o vírus dentro dos limites exigidos até que fosse lançado na Coreia do Norte. Quem iria querer destroçar pessoas em escala mundial? Não há parasita mais mortal que Red Slayer; nem a peste bubônica matou tantos.

   E esse era apenas o início.

   A culpa precisava ser posta sobre os ombros de alguém e Hoseok apostava em uma dúzia de pessoas que poderiam ter realizado o vazamento. Ele erguia suspeitos, mas não tinha respostas. Quem seria insensato o suficiente para causar milhares de mortes, incluindo a do próprio feitor? Os únicos que irão sair ilesos desta são os ricos, como Jimin, mas só se ele e seu amigo, Jeongguk, fossem para o aeroporto internacional, senão viria a óbito igual ao restante da população nas próximas semanas.

  Alguém era culpado.  

  O desenvolvimento da vacina não havia sido finalizado por puro desleixo dos fabricantes. Pensaram que seria impossível ocorrer imprevistos, portanto alguns atrasos não iriam pesar no resultado final. Até mesmo Donald Trump concedeu mais dias para os cientistas porque não havia necessidade de pressa. O vírus estava criado antes do previsto, então tinham um prazo maior até o dia marcado do ataque. Eles não contavam com suicidas trabalhando no laboratório e manuseando amostras. Ninguém imaginava isso.

  A segurança oferecida aos organismos unicelulares e cientistas que frequentavam diariamente o laboratório era estrondosa. Havia uma inteligência artificial avançada que controlava quem entrava e saía do local, também não liberava passagem de infectados com qualquer doença. Por isso, Hoseok cogitava que as amostras foram roubadas e lançadas na rede de abastecimento de Seoul, pois as possibilidades de alguém ter saído contaminado do laboratório eram nulas.

   Vale lembrar que, diferente dos vírus ordinários, Red Slayer não ressecava em contato da atmosfera ou ambientes aquáticos. Ele poderia permanecer intacto por semanas, até contagiar um ser vivo e realizar a reprodução. Recordando: Red Slayer não era um parasita tolo.

  Criar uma cura para doenças artificiais era o tipo de habilidade que Hoseok não dominava bem. A equipe do Dr. Jung era quem liderava o projeto, como dito anteriormente, portanto eram as pessoas principais e responsáveis pelo vírus. Foi assim que conseguiram fundi-lo e multá-lo tão depressa. Havia milhares de cientistas envolvidos com a criação do Red Slayer, mas Hoseok coordenava tudo. Mas, mesmo com vários indivíduos trabalhando juntos, a vacina demoraria a ser finalizada. Requeria esforço e concentração demasiados. Não era à toa que várias doenças continuavam sem uma cura mesmo após anos de estudos. Hoseok temia não conseguir e os humanos serem extintos, mas valia à pena tentar (e ganhar um Nobel da paz com isso).

  Profissionais são proibidos de espalhar o que ocorre em ambiente de trabalho. É uma prática antiética, mas Hoseok estava preocupado com a população local e queria salvar o quanto conseguisse de pessoas e, para isso, precisava contar o que acontecia na Coreia. Perderia seu cargo de qualquer maneira; ou morrendo, ou demitido por justa causa (criar um vírus altamente contagioso dava um problemão com a ONU).

   Ele não resgatou ninguém até então, só os garçons e passageiros do metrô, no entanto era um número baixo para quantidade de civis correndo em desespero pelas ruas de Hongdae.

   O local mais seguro para se esconder era em um laboratório subterrâneo; tecnologia alta, sem infecção e portas espessas. Além de possuir embutidos suficientes e demasiada quantidade de água. No novo apocalipse, Jimin e seus amigos ganharam na loteria ao encontrar com Hoseok e a equipe. Talvez cinquenta milhões de coreanos não tenham a mesma sorte deles e sofra as consequências do Red Slayer.

  Testes em humanos eram proibidos, portanto os cientistas podiam experimentar o vírus apenas nos animais oferecidos pelo governo. O organismo mais próximo que conseguiram realizar experiências foi um macaco; ele morreu poucas horas depois por não resistir ao parasita.

 Vírus tendem a sofrer mutações dependendo de qual ser vivo se instala. De acordo com as previsões, o Red Slayer iria alterar-se quando entrasse em contato do organismo humano. Isso devido a diversos fatores; entre ele reprodução, multiplicação e falhas causadas pelo próprio parasita. As transformações feitas em laboratório através de raios ultravioletas foram satisfatórias nas questões de contágio e mortalidade: tornou-se o parasita mais letal do milênio. A dificuldade a seguir seria qual nova adaptação o Red Slayer adotaria, já que tinha habilidades demais para um vírus normal e adquirir outras seria um problemão. A equipe inteira rezava em silêncio, torcendo pelo Red Slayer não sofrer alterações. Bastava uma única divisão dar errada.

  A incubação durava em média um dia, mas poderia variar porque cada organismo possui peculiaridades que retardam ou aceleram o processo de instalação e manifestação. Após aparecer o primeiro sintoma (tosse com sangue), não demoraria muito para erupções cutâneas eclodirem na derme e náuseas ficarem persistentes. O indivíduo contaminado tende a suar ao extremo pela febre alta e, em alguns minutos, pode delirar e convulsionar. O Red Slayer literalmente derrete seu cérebro e neurônios. Depois dos aparecimentos dos sintomas, o contaminado tende a morrer em horas, talvez poucas. Tudo depende. Hoseok brincava no escuro com essas incertezas. Ele não sabia lidar com o próprio vírus que criara!

 Nos roedores, foi registrada a convulsão como estágio final do Red Slayer. O infectado poderia sofrer duas seguidas e vir a óbito, porque quando elas iniciavam era fatal. Portanto, a idosa do metrô levantou após sofrer uma e espumar, então Hoseok não tinha mais certeza das próprias anotações. Talvez o parasita multou e ninguém diagnosticou. Estavam mais preocupados em sair do transporte e irem até o laboratório. E era questão de tempo até Hoseok descobrir que Red Slayer controla indivíduos mortos também.  

  Já houve mutações. Muitas.

 A entrada de Hongdae para o laboratório era considerada de emergência por ser localizada em um restaurante movimentado. Havia cinco maneiras de entrar na instalação subterrânea, porém as opções estavam distantes para o grupo e precisavam estar lá com urgência. Quando passasse pela inspeção laboratorial — local onde fariam os testes para verificarem a contaminação de cada um —, daria de cara com uma estação com quatro trens. Cada um levaria os passageiros a uma parte diferente do laboratório. Era tudo bem planejado quando falamos de projetos dos Estados Unidos.

  O mundo presenciava um belíssimo centro noturno transformar-se em caos. Hongdae virou palco para pessoas desesperadas correndo loucamente e o exército marchando, batendo em quem eles julgassem contaminados.

  O governo coreano e americano estava informado do vazamento. Hoseok tinha acesso livre para conversar com o presidente por isso; caso ocorressem erros, o líder do projeto comunicava o líder do estado em segundos. E funcionou bem.

  A outra dificuldade que eles encontrariam era fazer o exército não matar todo mundo antes que o Red Slayer fizesse. Os soldados não foram mandados à rua para defender os civis e sim destruí-los. Alguém esperava compaixão dos criadores de um projeto para exterminar a Coreia do Norte?

   O terror estampado em cada semblante coreano não era obra do Red Slayer ainda. Demoraria um prazo até a verdadeira loucura instalar-se em Hongdae. Claro que existia infectados já, mas mesmo sendo um vírus poderoso, a estimativa da derramada do parasita na rede de abastecimento era um dia, então Hoseok tinha alguns poucos minutos até surgir o primeiro contaminado atacando a população. E depois outro, e mais outro, outros e milhares!

 Os civis estavam em pânico pelo exército nas ruas. A cena era violenta e fazia qualquer um lembrar-se da segunda guerra mundial com o alarme tocando em alto e bom som. Militares agarravam mulheres pelos cabelos, jogando-as dentro de caminhões e fechando-os. Tratando humanos como bois.

  Num desses puxa-puxa, pegaram Yoongi e tentaram agredi-lo. Três soldados contra um civil magricela que nem sabia se defender direito. Ganhou um roxo no olho esquerdo e perderia a garganta se Hoseok não fosse rápido e comprovasse que trabalhava no governo e esse garçom fracassado estava com ele. Os militares soltaram-no imediatamente, mas largaram Min no chão enquanto iam atrás de outro alvo.

  Hoseok estendeu a mão, erguendo o rapaz e aproximando-se do ouvido dele:

— Fica perto de mim, acho que estão querendo fazer um novo holocausto.

 Yoongi assentiu, batendo no uniforme para tirar a poeira. Voltaram a correr.

 Dr. Zhang liderava a multidão da equipe e rapazes do metrô. Normalmente a cena seria diferente; Hoseok estaria na frente fazendo jus ao seu cargo e não hesitando mostrar elegância e superioridade. E, vale dizer, ele até tentou ultrapassar o parceiro de trabalho, mas decidiu que não forçaria os músculos, pois poderiam fadigar antes de alcançarem o destino. Deixar alguém estar na sua frente uma vez não o mataria.

  Gangnam tinha seus primeiros contaminados em ação, juntos com brigas e gritarias que podiam ser escutados de outros bairros. Mas Hongdae parecia o inferno. Yoongi temia estar correndo e tombar com Lúcifer no meio tempo.

  Havia sangue no calçamento, lágrimas escorrendo pelo rosto de civis e dor demais pairando no ar. Esta foi a prova que a humanidade ainda era suja e podre, tentando eliminar a própria população por completa ignorância. Custava fazer o teste e liberar alguns para deixar o país? Ninguém cogitou a evacuação da cidade. E isso emputecia Hoseok.

  Cidadãos eram engolidos pelo pânico, sendo obrigados a esconderem-se em qualquer lugar que julgavam longe dos militares. Trancaram-se em lojas, restaurantes, e barracas de comida, mas a maioria da população continuava nas ruas. Seria difícil camuflar cinquenta milhões de pessoas tão depressa.

  O alarme permanecia ressoando alto.

  No total, quatorze pessoas preenchia a equipe em direção ao laboratório. A diferença entre elas era de alguns metros, mas todas seguiam Dr. Zhang, esforçando-se para não se confundirem e se perderem por Hongdae. Eles disparavam a corrida sem olhar para trás, esbarrando nos civis e não pedindo desculpas, empurrando quem entrasse no trajeto. Só precisavam chegar ao restaurante, não importava como conseguiriam.

  O primeiro infectado no estágio terminal da doença foi avistado por Hoseok. Ele estava ao lado de um dos garotos que acompanhava a equipe, Jimin.

 O herdeiro da LG corria despreocupado e não imaginando que o perigo estava bem ao lado. O farmacêutico enxergou a cena acontecer em câmera lenta: Jimin caiu rolando no chão com uma mulher agarrando-o pelo pescoço, tentando bater sua cabeça no asfalto. Ela espumava pela boca e cuspia sangue. Os fluídos corporais não podiam entrar em contato com o rapaz, senão Hoseok nem faria questão de salvá-lo.

 Jeongguk e Taehyung foram mais rápidos e retiraram a mulher de Park, arremessando-a para longe. Jeon ajudou o amigo a se levantar enquanto o garçom pegava uma cadeira de café, pois a infectada era insistente e teimou em ir à direção de Jimin novamente. Foi uma pancada fatal que quebrou a base da coluna vertebral dela. Morta, em parte.

— ‘Tá tudo bem com ele? — berrou Taehyung, largando a cadeira.

  Jeon fez um check-up rápido no amigo.

— Ele parece inteiro! — respondeu. Jimin havia batido o cotovelo, possivelmente quebrou e ardia em dor. — Vamos embora logo!

  Cinco minutos até o restaurante. Trezentos segundos. Era tudo que precisavam sobreviver e estariam seguros.

   Seokjin lamentava silenciosamente que Jiwan, sua filha, tinha que ver pessoas atacando-se e militares tentando separá-las, ou terminando de socá-las com armas. Havia sangue pelo calçamento, gritos de dor era a trilha sonora daquela noite e o Red Slayer mal havia chegado. Quanto se instalasse oficialmente, seria o fim da Coreia.

 A pequena garota do metrô não alcançava a mesma velocidade que os adultos, ficando para trás. Seu pai tentava fazê-la correr tanto quanto ele segurando a mãozinha dela, mas fazia pouca diferença. Em meio do caos, cessou os passos e pegou a criança no colo. Se não conseguia acompanhar, ele faria isso pela filha. O homem estava um pouco atrasado em relação aos outros, mas para quem tinha trinta quilos nos braços corria bem rápido.

 O pior de todo caos era não saber o que acontecia. O porquê das pessoas estarem malucas. O porquê do alarme ainda tocar. O porquê dos militares nas ruas. Hoje à noite você saiu para jantar em Hongdae com seu namorado, mas não voltaria. E isso é culpa do mundo, das guerras e da insaciável vontade de sempre estar acima do seu oponente. Nada disso estaria acontecendo se os Estados Unidos soubesse segurar as pontas e não quisesse destruir a Coreia do Norte. Pessoas estariam vivas e saudáveis.

  Mas talvez o mundo precisasse de um novo apocalipse.

 No instante que o estabelecimento foi alcançado pelo Dr. Zhang, civis deram-se conta que existia mais um local para se esconderem dos militares. A equipe inteira precisou agilizar e evitar infectados tentando fundir-se a missão de ida ao laboratório. Com sorte, entraram sem problemas e trancaram as portas do restaurante, que ficou tremeluzindo pelas batidas de misericórdia dos cidadãos coreanos. Hoseok foi obrigado a ignorá-los, mas se não fosse maluquice, abriria e deixaria que entrassem.

 Estabelecimentos coreanos normalmente ficam localizados no segundo andar do edifício, portanto a equipe e acompanhantes encontravam-se no início da escadaria. Em um intervalo de degraus, havia uma porta comum decorada com vasos de plantas ao lado. Ninguém desconfiaria que atrás daquela madeira existisse um laboratório subterrâneo gigantesco. Aquela entrada ficava trancada para evitar clientes distraídos, mas ela também servia apenas de enfeite.

  Como ninguém da equipe possuía as chaves, Hoseok deu um passo à frente, subindo a mesma quantidade de degraus e disse:

— Preciso que algumas pessoas vigiem cada extremidade das escadas, uma na entrada do restaurante e na porta principal, — continuou, mantendo o tom firme. — Yoongi e… — Ele apontou para Jeongguk. — Qual seu nome?

— Jeon Jeongguk — respondeu no mesmo instante.

— ...e Jeongguk, façam isso — ordenou, agindo como presidente da república. — Agora precisamos quebrar a porta. Há uma entrada de ferro atrás dela.

 Dr. Zhang não concedeu alguns segundos para Hoseok pensar no que faria, apenas chutou a maçaneta dourada e quebrou, fazendo a porta ficar frouxa e apta à abertura. Jeongguk e Yoongi nem conseguiram ir aos seus postos ordenados. A plateia ficou observando os cientistas agirem quando Hoseok afastou a madeira e revelou uma grande caixa de ferro com botões, sensores e maneiras infinitas de abrirem o laboratório. Dessa vez, eles tinham os códigos e não apresentaram dificuldade em colocá-lo.

 Bip bip! A porta de ferro foi aberta, todos entraram.

  Yoongi imaginava mais luxo quando tratava-se de um laboratório que trabalhava com armas virais. Eles deram de cara com um cubículo de paredes brancas e uma temperatura gélida. Havia uma porta e um aparelho retangular posto ao lado como um quadro decorativo. Hoseok dirigiu-se a ele enquanto a entrada por onde passaram fechava-se, trancando o grupo naquele cômodo.

  Dr. Jung retirou de trás do aparelho uma agulha e ligou-o. Taehyung deduziu que aquele instrumento analisaria quem estava contaminado ou não.

  Funcionava da seguinte maneira: Hoseok espetava o dedo do paciente e o sangue expelido seria posto no aparelho, que iria constatar em questão de segundos quais doenças o indivíduo carregava. Alta tecnologia, país de primeiro mundo e projeto bilionário. O que esperar deles?

 Quatorze pessoas para serem inspecionadas. Haja paciência e sangue.

— E isso serve para que? — perguntou Jeongguk, curioso.

— É um aparelho que consegue detectar quase todas as doenças numa gota de sangue, — explicou sem olhar para Jeongguk, apenas tentando ligar a máquina.

  Hoseok tinha uma plateia inteira assistindo-o e aguardando saber se estavam perto da morte ou viveriam mais um dia.

— Funcionará assim, — Jung chamou a atenção deles. — Farei o teste com minha equipe primeiro por questões óbvias… — Apontou para uma saída esbranquiçada. — Tem uma porta aqui. Ela dá direto na estação do laboratório. Dr. Zhang, pegue o trem número três. Você sabe com quem falar.

 Todos concordaram até mesmo a criança que não fazia ideia do que se tratava esse espetáculo.

  Dr. Zhang deu um passo em direção a Hoseok e estendeu a mão para ter o dedo espetado.

  O indiano não antes apresentado, Dr. Sankur, tentou quebrar o silêncio que se estenderia enquanto o aparelho analisava o sangue de Zhang, então se ofereceu a explicar o que aconteceria a partir deste estágio.

— Tirando qualquer duvida do pessoal de fora da equipe: houve um vazamento biológico de um vírus artificial. — Seu coreano era carregado de sotaque. — Queríamos ter tido a oportunidade de trazer mais pessoas, mas foi impossível. — Ele sorriu. — Mas saibam que a presença de vocês aqui será extremamente útil para o laboratório!

— E com útil Dr. Sankur quer dizer pessoas que não tem outra escolha a não ser fazer nosso trabalho sujo e serem alvos de testes — interrompeu uma doutora canadense, Candice Miller. — Mas não se preocupem, não há lugar mais seguro que o laboratório.

  A plateia não explodiu em fúria. Eles tinham poucas escolhas e entre todas, preferiam seguir ao laboratório porque a Coreia estava um caos e haviam presenciado isso. Seokjin temeu o que poderiam fazer com sua filha, mas prometeu em silêncio não deixar nada acontecer com ela.

 Hoseok pingou o sangue de Zhang no aparelho, entrando em análise.

— Alguma pergunta? — questionou Dr. Sankur.

 Taehyung, que estava ao lado do melhor amigo, Yoongi, ergueu a mão. Sankur concedeu-lhe a vez da fala.

— Aquelas pessoas na rua irão morrer?

 Sankur, como todo bom indiano, estava sorridente, mas essa alegria esvaiu-se ao escutar a pergunta de Taehyung.

— Eu espero que não, rapazinho.

 O aparelho na mão de Hoseok fez um barulho; saudável! Dr. Zhang sorriu e dirigiu-se para estação. Demoraria um tempo até toda equipe ser analisada.

  Foi a vez de Dr. Sankur; saudável!

 Candice Miller; diabetes e infectada!

— Coloquem-na para fora! — Hoseok ordenou, sem tirar os olhos do aparelho enquanto analisava o próximo paciente.

 Seus próprios colegas de trabalho agarraram Candice pelos braços, na tentativa de jogá-la de volta ao estabelecimento. Alguém digitava o código e abria a porta. Seokjin não pôde deixar de demonstrar tamanha insatisfação em vê-los agir de forma tão desumana:

— Você vai mandá-la para aquele inferno de cidade só porque está infectada?

— Sim, — respondeu Dr. Jung, sem erguer a cabeça. — Ande tirem ela daqui antes que infecte outras pessoas.

 Candice não lutou ou esperneou, foi jogada para fora a sangue frio. Seria assim com quem estivesse portando o Red Slayer.

 Aparentemente toda equipe restante estava saudável.

 Era a vez dos garçons e garotos do trem.

 Taehyung: saudável!

 Jimin: saudável!

Jeongguk: saudável!

 Yoongi poderia ser um rapaz de vida acadêmica fracassada, mas tinha medo de estar portando o Red Slayer nas veias. Quando Hoseok pediu para aproximar-se, uma tremedeira incontrolável alastrou das mãos até pernas.

 A agulha foi espetada e a análise iniciou. Saudável!

 Yoongi não hesitou sorrir como uma criança e Hoseok deu-lhe tapinhas no ombro.

— A infecção é sua menor preocupação, acredite, — disse o farmacêutico.

  E continuou a inspeção. Todo restante já estava na estação, menos Seokjin e sua filha, Jiwan.

 Seokjin também estava saudável.

 Mas Jiwan… Contaminada (Red Slayer)!

— Oh… — lamentou Hoseok vendo o resultado. — Eu vou pedir educadamente que a criança se retire…

  Seokjin agarrou a filha no colo.

— Eu irei com ela.

— Não, senhor, não posso permitir isso.

— E vai deixar uma criança sozinha no meio de militares e gente maluca se atacando?

  Hoseok não discutiu, abriu a porta e deixou pai e filha irem. Seokjin não chorou nem nada. Só foi embora. Seu coração partiu ao assistir àquela cena.

 Pouco se sabia de Kim Seokjin e Jiwan, mas Hoseok lastimou em perder parte do grupo. Com Candice Miller ele ficou aliviado, pois a doutora foi um problema enorme na equipe e enfrentariam dificuldades em sobreviver com essa mulher presente. Dra. Patel também fazia falta.

 Hoseok não faria o teste por questões psicológicas. Tinha medo de exames pela alta taxa de doenças que ele sabia que iria encontrar e precisaria lidar. Portanto, largou o aparelho no local que havia encontrado e passou pela porta, sendo abordado no mesmo segundo por Dr. Zhang desesperado e berrando:

— Hoseok, os trens não andam!

— Como não andam?

— Eles já bloquearam acesso ao laboratório! — surgiu o Dr. Sankur atrás de Zhang. — A contaminação só pode ter iniciado de dentro da instalação!

— Impossível! — falou Hoseok. — O sistema do laboratório não deixaria isso acontecer.

Dr. Zhang soltou seu colega, dizendo com mais pânico:

— Deixando ou não, Hoseok. Teremos que voltar para cidade


Notas Finais


● Érrr, então, fodeu...

● Peço que não sejamos leitores fantasmas, né? Quem gosta de espirito e filme de terror, aqui nois gosta de bater uns papos, trocar uns nudes (mentira). Maaasss, acho que foi isso! Namjoon ainda não apareceu, mas cês vão entender depois o porquê!

● Até o próximo capítulo!!!!!!!!

● gato curioso: https://curiouscat.me/satanism

● twitta: https://twitter.com/godyngi


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