História Red String Of Fate - Capítulo 67


Escrita por: ~

Postado
Categorias Alycia Debnam-Carey, Eliza Taylor-Cotter, The 100
Personagens Clarke Griffin, Eliza Taylor-Cotter, Lexa
Tags Clexa, Elycia
Exibições 329
Palavras 3.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vocês acharam que eu não ia postar capítulo hoje, né?! uahauhauhauh

Capítulo 67 - CAPÍTULO 66


POV ALYCIA

Estava em Miami meio que obrigada, pois se fosse para escolher estaria em L.A aproveitando minha gravidinha. Mas como não tinha a opção ficar em casa com minhas garotas me vi no dever de cumprir minha agenda de trabalho. Os dois primeiros dias foram tranquilos, eles se resumiram na divulgação da série e em algumas entrevistas ao qual concedi a alguns sites e programas de tv, depois voltava ao hotel onde aproveitava para dormir, comer e ligar para Eliza. Porém hoje, assim que levantei soube que não seria um bom dia, logo após colocar os pés no chão já senti uma sensação estranha dentro de mim, um pressentimento ruim que sempre me levava a pensar em Eliza e Louisa.

E foi nesse pensamento que peguei o celular e liguei para casa afim conferir se estava tudo okay, mas mesmo depois de Eliza confirmar que estava tudo bem com elas eu ainda sentia uma angústia terrível. Como não tinha nada o que fazer suspirei e me arrumei para mais um dia de trabalho, entretanto mal conseguia me concentrar no que fazia, tanto que alguns amigos do cast me chamou a atenção coisa que não ajudou muito uma vez que consegui ficar mais preocupada, hora era essa angústia, hora era eu me recriminando por não fazer minha parte na divulgação 100%. Depois de duas horas conversando com algumas pessoas e posando para fotos finalmente nos deram um tempo livre para comer e descansar. Estava sentada mais afastada do pessoal quando sinto uma mão tocar meu braço, me viro dando de frente com uma colega de elenco.

- Aly o que você tem? - ela pergunta preocupada

- Não sei ao certo - falo enquanto passo a mão no cabelo - acordei com uma sensação estranha, e sempre que isso acontece vem Eliza e minha filha em mente - explico - não sei se consigo ficar mais aqui - completo e ela me encara acredito que sem saber o que fazer, na verdade tentando assimilar tudo o que disse.

- Okay, é tão intensa assim essa sensação? - me pergunta e eu apenas afirmo com a cabeça e ela suspira - você esteve bastante agitada, acredito que seja melhor você dar um tempo por hoje - fala e eu concordo - tenta falar com Eliza vai que assim te ajuda a ficar mais tranquila - completa enquanto se senta ao meu lado. Sorrio para ela e pego meu celular já discando para o número da loira, faço careta ao notar que cai na caixa postal. Disco novamente e acontece o mesmo, e assim acontece nas próxima 3 tentativas

- Ela deve estar em entrevista ainda - minha amiga fala e sorrio pequeno - tente mensagens - me aconselha e novamente estou eu mandando mensagens que também não foram respondidas.

- Vou tentar falar com Loanda, elas estão juntas - explico e ela sorri me apoiando. Logo estou trocando mensagens com Lo e a mesma me informa que Eliza estava no meio de uma entrevista e que logo elas iriam almoçar. Pedi para ela ficar de olho na minha loirinha, pois a mesma vinha se alimentando mal. Assim que terminei de falar com Loanda tentei voltar para meus compromissos, mas como imaginava foi em vão! O pressentimento ruim aumentou me fazendo abandonar o elenco sem nem me importar com as reclamações do diretor da série, fui direto para o hotel encerrar minha hospedagem e de lá fui direto para o aeroporto, durante o caminho já comprava minha passagem no primeiro voo.

O voo foi um pouco complicado, algumas pessoas me pararam para tirar fotos e eu não estava no meu melhor momento, porém fiz o possível para ser gentil. Quando me vi sozinha respirei fundo e tentei dormir pelo menos meia hora, mas minha tentativa foi em vão. Passei toda a viagem olhando para a janela e tentando manter a calma, afinal estava parecendo uma louca dando tanta atenção a um pressentimento que poderia não ser nada. Horas depois estava desembarcando, enquanto esperava minha bagagem liguei meu celular e notei algumas ligações perdidas de Loanda, Bob, Marie e Bri. Franzi o cenho estranhando todos eles me ligando. Optei por falar primeiro com Eliza, mas não consegui completar a ligação pois dava celular desligado, tentei mais uma vez achando ser problema com a linha telefônica e novamente deu celular desligado. Vejo minha mala vindo na esteira, pego-a e coloco em um carrinho, enquanto vou empurrando para fora do aeroporto resolvo ligar para Loanda. No quarto toque ela atendeu e parecia estar chorando (?)

- Menina graças a Deus você ligou esse celular - ela fala e eu estranho sua fala

- Desculpa, estava dentro de um avião - explico e suspiro - Cadê Eliza? Tentei ligar para ela e da celular desligado - falo e ouço ela fungar - Você… você está chorando? - pergunto e ouço a voz da Marie na linha - Marie está com vocês? - pergunto

- Deixa que eu falo com ela - ouço Marie falar e sua voz estava abafada, estranho

- Loanda onde vocês estão? - pergunto preocupada - Cadê Eliza? - a questiono

- Alycia? - ouço Marie falar - Bob fica com Loanda, leva ela para beber alguma coisa - ouço ela falar e pera… Bob está com elas também?!

- Marie, cadê Eliza? E porque estou falando com você e não com a Loanda? - a questiono indo para entrada do aeroporto e aceno para um taxista que vem pegar minha mala.

- Onde você está? - ela pergunta e eu suspiro sentindo que algo está errado

- Marie o que aconteceu? - pergunto já entrando em estado de alerta - estou entrando em um taxi e indo para casa - falo assim que entro dentro do carro, ouço ela suspirar

- Você não está dirigindo então?! - ela meio que afirma e confirmo com um “uhum” - okay, eu preciso que você mantenha a calma - ela fala

- Marie fala logo, isso não está me ajudando - falo ja angustiada

- Não tem outra forma a não ser ser direta - fala suspirando - preciso que você venha ao hospital central - ela fala com um fio de voz e eu sinto meus olhos encherem de água

- M a Eli… - não consigo terminar, lágrimas começam a descer por meu rosto - cadê minha mulher? - pergunto temendo a resposta

- Ela sofreu um acidente e estão preparando-a para o trabalho de parto - ela fala e eu nego com a cabeça enquanto aperto o celular

- Ainda não tá na hora M - falo angustiada

- Eu sinto muito. Vem logo que você consegue entrar na sala de parto - fala

- Elas estão bem? - a questiono

- Não sei, só vem - ela pede e eu desligo o celular em meio a lágrimas. Peço para o motorista me levar ao hospital, e depois disso entrei em modo automático, não sei o tempo que durou o percurso até meu destino, nem se falei algo com o motorista só sei que quando dei por mim estava sendo abraçada por Marie e Lindsey que me dava um sorriso reconfortante como que dizendo que estava ali para me apoiar, para me ajudar. Me desvencilho do abraço e as encaro e noto que elas estavam chorando, suspiro

- O que aconteceu? - pergunto

- Depois falamos sobre isso, vai lá ficar com ela - Lin fala e aponta para Paulo que vinha em nossa direção

- Eu avisei que você estava vindo - Marie explica ao ver minha cara de confusão ao notar o médico aparecendo ao mesmo tempo que eu

- Alycia - fala assim que para em minha frente - queira me acompanhar - pede e espera eu ficar ao seu lado para começar a andar e eu segui-lo, olho para trás e Marie me passa confiança.

- Paulo o que aconteceu? Como está minha esposa e filha? - pergunto desesperada

- Um carro bateu no carro que elas estavam, embora a batida não tenha sido grave foi o suficiente para descolar a placenta - explica enquanto aponta para eu virar a direita e assim o faço - nos forçando a fazer um parto prematuro - fala enquanto abre a porta de uma sala, logo sinto mais lágrimas descerem pelo meu rosto

- Mas elas estão bem? - pergunto com a voz trêmula

- Vamos fazer o possível para ficarem - fala me olhando e encosto na parede para não cair - não vou mentir e falar que elas não correm risco, todos os partos estão propensos a coisas darem errado e o caso de sua filha e esposa é um pouco complicado. Mas temos uma equipe capacitada para passar por isso e eu estou confiante - fala e eu levo a mão a cabeça sentindo ela pesar depois de todas as informações

- Eu.. eu.. - começo a chorar e ele se aproxima e coloca a mão em meu ombro passando apoio

- Elas precisam de você agora, elas precisam de você forte - fala - estamos terminando de prepará-la para o parto, a enfermeira irá te ajudar a se preparar também e irá te levar para a sala de cirurgia - fala e eu concordo e vejo uma enfermeira adentrar a sala e me dar um sorriso reconfortante.

Depois de vestir a roupa que a enfermeira me deu e de me higienizar ela me levou para um corredor que levava a uma porta única, chegando lá vi várias pessoas com roupas parecidas com as que eu usava, e no meio da sala vi minha garota com os olhos vermelhos, com o cabelo bagunçado e uma expressão de dor no rosto, assim que ela me vê ela começa a chorar e eu faço o mesmo enquanto caminho em sua direção.

- Aly nossa filha.. - ela fala chorando e eu dou um beijo em sua testa

- Shh eu sei… eu sei.. vai dar tudo certo - falo depois de desgrudar meus lábios de sua pele. A encaro enquanto faço carinho em seu cabelo - ta doendo muito? - pergunto ao ver sua expressão

- Não é dor física - ela explica - só que… - ela não consegue terminar a fala pois volta a chorar

- Amor fica calma, jaja nossa pequena estará aqui - falo tentando passar uma confiança que nem eu tinha e ela sorri pequeno

- A anestesia já fez efeito - ouço um rapaz falar para Paulo que acena com a cabeça, olho para além daquela pequena ‘cortina” que tinha abaixo dos seios de Eliza e vejo  bastante sangue o que me assusta um pouco, então prontamente volto minha atenção para Eliza tentando esquecer todo aquele vermelho quando ouço a voz do médico.

- Hora de colocar essa garotinha no mundo - Paulo fala nos dando um sorriso e eu sorrio para ele enquanto entrelaço meus dedos nos da Eliza, que me olha e embora esteja com a expressão baixa e com os olhos vermelhos me dá um pequeno sorriso.

Os minutos começaram a pesar e a parecerem horas, eu não consegui prestar atenção em nada. Paulo falava com seus auxiliares, mas eu não conseguia filtrar suas falas pois estava ocupada demais pedindo aos céus que tudo corresse bem, hora ou outra olhava para Eliza que não parecia muito diferente de mim.

Passei a minha mão livre em seus cabelo chamando sua atenção, aproximo meu rosto do seu e deposito outro beijo em sua testa e olho em seus olhos.

- Vai dar tudo certo, eu te amo - sussuro para ela que suspira

- Eu também te amo - fala e sorrio para ela.

Segundo depois ouço um chorinho ecoar por toda sala e fico estática tentando assimilar o que acabará de ouvir, encaro Eliza com os olhos bem abertos e ela ri enquanto lágrimas descem por seus olhos.

- Temos aqui uma garotinha com ótimos  pulmões  - Paulo fala, olho em sua direção e vejo ele segurando uma criaturinha toda cheia de sangue e chorando sem parar. Começo a chorar igual se não mais que minha filha - quer cortar o cordão Aly? - Paulo pergunta e olho para Eliza sem saber o que falar

- Ela quer! - Eliza fala e eu sorrio enquanto lágrimas insistem em descer por meu rosto, me inclino e deposito um beijo nos lábios da minha garota e vou até  o médico parando em sua frente e olho fixamente para a garotinha que ainda chora

- Ela é tão linda - falo toda boba e logo sinto uma enfermeira tocar meu braço, me viro para ela que está sorrindo para mim enquanto segura uma tesoura. Com as mãos trêmulas pego a tesoura e me posiciono de frente ao cordão, com o auxílio da enfermeira levo a tesoura até o cordão umbilical e antes de cortá-lo olho para Eliza que está sorrindo, volto minha atenção para o que estou preste a fazer e segundos depois corto.

Paulo enrola Louisa em uma manta e entrega a uma enfermeira que a leva para uma mesa e começa a limpá-la, vou atrás dela e acompanho com os olhos todo o processo que ela faz. Depois de tudo certo ela coloca minha filha, que  estava quietinha, em meus braços e eu começo a chorar igual uma criança.

Caminho sem pressa até Eliza que está me encarando sorrindo e paro em sua frente.

- Estou com medo de derrubá-la - confesso arrancando risada da loirinha

- Deixe-me vê-la - pede e eu me abaixo colocando a criança em seus braço.

- Ela é tão linda, tão grande para quem nasceu de oito meses - Eliza fala observando cada pequeno detalhe de nossa filha. Levo minhas mãos no cabelo loirinho de Louisa

- Ela tem seus cabelo - comento e Eliza nega

- Acredito que vai escurecer e ficar no tom do seu - fala sem desgrudar os olhos da nossa pequena - hey bebê abre os olhinhos pra mamãe ver - ela pede e eu rio ao notar que seu pedido não será atendido

- Meninas temos que levar essa lindinha para fazer uns exames - a enfermeira fala interrompendo nosso momento. Assinto com a cabeça e deposito um beijo na cabecinha da minha filha e vejo Eliza fazer o mesmo para logo em seguida entregar o bebê para a enfermeira.

Assim que ela sai volto a ficar do lado da minha garota pegando sua mão e entrelaçando nossos dedos. Me abaixo e deposito outro beijo em sua testa.

- Obrigada por me fazer a mulher mais feliz do mundo - agradeço e quando ela ia me responder ouço os bipes das máquinas que estavam ao nosso redor. Olho assustada para Paulo ainda seguida operando Eliza, olho para a mesma que esta com os olhos vidrados olhando para o nada enquanto busca ar.

- Elizaa - grito segurando seu rosto - amor olha pra mim - peço desesperada

- Paulo o que está acontecendo? - pergunto entrando em desespero ao ver Eliza naquele estado - Ela não ta conseguindo respirar - falo chorando. Logo uma enfermeira entra em minha frente e começa a colocar uma máscara de oxigênio em Eliza enquanto outro enfermeiro me segura me impedindo de ir até a maca.

- Paulo - o chamo desesperada

- Tirem ela daqui - ele ordena para o enfermeiro que está me segurando, mas eu começo a me debater tentando me soltar enquanto gritava o nome da minha mulher - Alycia eu preciso que você saia para a gente poder fazer nosso trabalho - ele fala me olhando eu me acalmo um pouco

- Antes me prometa que vai ficar tudo bem com ela - peço em meio a lágrimas

- Prometo - ele fala e logo sou arrastada para fora da sala e deixada próxima a sala de espera. Vejo Bob e as meninas irem de encontro ao enfermeiro se informar sobre o que acontecia.

Encosto na parede do corredor e deslizo até o chão onde deixo as lágrimas descerem  incansavelmente. Sinto alguém se sentar ao meu lado e me abraçar de lado, fico ali naquele contato por minutos e logo ouço a voz de Bob.

- Vem, vamos sentar ali com as meninas em um lugar confortável - ele fala apontando para as poltronas onde Lucy, Loanda, Lin e Marie estavam indo. Me levanto com sua ajuda e logo estou junto às meninas que me abraçam enquanto compartilham da mesma angustia que eu.

Ficamos em silêncio por longos minutos até Loanda resolver falar.

- Eu liguei para seus pais e os dela. Dentro de dois dias eles estão chegando- ela avisa e a encaro. Só então percebo que sua testa está com um curativo. Seguro sua mão. E acaricio

- Como você está? - pergunto preocupada e ela sorri terna

- Estou bem, foi só um arranhão- aponta para o machucado e eu sorrio fraco para ela, logo o silêncio volta.

- Ela vai ficar bem- Marie fala ganhando minha atenção- estamos falando da Miss Peito… Óbvio que ela vai sair dessa- fala com lágrimas nos olhos e Lin a abraça de lado

- Como ela é? - Lucy pergunta - Louisa… - se explica

- Ela chora alto - rio baixo - ela é grande e cabeluda - falo e todos me olham com um pequeno sorriso no rosto - loirinha. Mas Eliza disse que vai escurecer e ficar da cor dos meus - completo sorrindo

- E os olhos? - Bob pergunta interessado

- Ela não quis nos mostrar - falo fazendo uma careta e Loanda ri baixinho. Ouço celular tocar e logo vejo Marie trocando mensagens.

- Era Bri… ela pegou vôo com conexão assim que soube. Ela disse que chega dentro de 3 horas - explica e concordo

Depois de quarenta minutos, aos quais passei em sair do lugar, ouço alguém chamar nossa atenção, olho para o lado e vejo Paulo com uma expressão cansada. Me levanto na mesma hora ficando a sua altura.

- Como ela está? - pergunto com medo da sua resposta. Loanda se levanta assim como os demais e pega minha mão segurando firme. Ele leva a mão a cabeça enquanto coça a mesma e suspira. Só esse movimento me faz voltar a chorar - Por favor não me diz que ela… que ela..- falo com a voz cortada e ele põe a mão em meu ombro em um pedido mudo de calma

- Não, ela não… ela está viva - fala e eu suspiro - mas ela teve uma hemorragia que foi um pouco difícil de conter, tivemos que fazer uma transfusão, nesse processo ela teve uma parada cardíaca… - fala e eu o encaro em expectativa - não sei como te dizer isso… a Eliza está em coma - completa e sinto meu mundo desabar. Logo sou aparada por Marie enquanto Bob vai falar com Paulo. A última coisa que ouço antes de tudo ficar escuro é ele falando que Eliza era uma guerreira.



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