História Red String Of Love - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Haikyuu!!, Kuroko no Basuke
Personagens Bokuto Koutarou, Kenma Kozume, Tetsurou Kuroo, Tooru Oikawa
Tags Anime, Asanoya, Bokuaka, Colegial, Comedia, Daisuga, Drama, Escola, Haikyuu, Iwaizumi, Iwaoi, Kagehina, Karasuno, Kenma, Kozume, Kozume Kenma, Kuroken, Kuroo, Lemon, Levyaku, Nishinoya, Oikawa, Romance, Tanaenno, Tanaka, Tetsurou Kuroo, Tooru, Tsukishima, Tsukkiyama, Yamaguchi, Yaoi
Visualizações 29
Palavras 4.450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


SERÁ QUE EU OUVI A PALAVRA TRETA?
HAHAH CURTAM BASTANTE AMORES.

Capítulo 6 - Pazes e Confusão


Fanfic / Fanfiction Red String Of Love - Capítulo 6 - Pazes e Confusão

Oikawa on

                Eu passei a noite de ontem procurando e a não achei. Ouvi alguns meninos dizendo que ela já havia ido embora e eu fiquei confuso, porque ela me deixaria sozinho? Decidi que já que ela foi embora, eu voltaria também, não iria ter mais nada pra fazer ali sem ela, até que percebi Kenma, sentado em um canto mexendo no seu celular fazendo uma cara meio triste.

                - Kenma. – Eu o chamei o que fez o loiro direcionar sua atenção pra mim.

                - Porque está assim? Você está bem? – Perguntei um pouco preocupado.

                - Ah, nada não. É só que Kuroo acabou de me enviar uma mensagem dizendo que já foi porque teve uma emergência, e eu não me dou bem em lugares assim e estou sem carona para voltar agora. – Ele disse suspirando.

                - Estou saindo agora, posso esperar um táxi com você para não ficar sozinho na rua.

                - Tudo bem então.

Logo saímos e ficamos na parada esperando o táxi sentados. Estava um silêncio absurdo até que Kenma começou a puxar conversa.

                - Oikawa. – Ele disse sem olhar pra mim.

                - Sim? – Eu respondi ainda olhando para frente.

                - Você ama minha irmã? – Ele ainda disse sério, o que fez eu tossir pela surpresa.

                - Como é? – Disse me tentando recompor pela surpresa evidente.

                - Perguntei se você a ama. – Ele disse me olhando dessa vez.

                - Bem, Hana-chan é especial pra mim, mas falar que é amor é algo que não sei direito definir. – Disse tentando explicar meu lado.

                - Não a decepcione. – Ele disse me olhando ainda com sua cara séria.

                - Eu jamais machucaria ou a decepcionaria, Hana-chan é a pessoa mais importante pra mim. – Disse sorrindo o que fez ele dar um pequeno sorriso.

                - Bem, você tem a oportunidade de cumprir isso. Vou deixar ela em suas mãos. – Ele disse um pouco coradinho. – Melhor se apressar antes que o Kuroo fique com ela. – Ele disse um pouco cabisbaixo. Eu já havia entendido tudo, havia passado tempo demais com a irmã pra entender que ele fazia algumas expressões parecidas com as dela.

                - Bem, eu agradeço. Mas não se preocupe, eu que vou ganhar a Hana-chan. E você? Quando vai se confessar? – Disse o olhando irônico.

                - C-como? N-não sei do que está falando. – Ele disse desviando seu olhar e todo vermelho. Acertei em cheio.

                - Sabe Kenma, eu vivi tempo suficiente do lado da sua irmã pra saber que vocês tem algumas ações parecidas. – Disse rindo orgulhoso.

                - Hmmm. – Ele resmungou olhando para o chão. – É inútil me confessar. Não tem como eu ser correspondido. – Ele disse um pouco cabisbaixo, era muita tristeza para um só ser.

                - Porque? Só porque ele é seu melhor amigo? – Disse olhando pra ele o que o fez pegar de surpresa.

                - Como você... – Ele ficou surpreso e vermelho. – É tão óbvio assim? – Ele disse desviando o olhar.

                - Pra mim apenas. Afinal, vivi tempo demais com a Hana, mas chego a arriscar que ela nem faz ideia também.

                - Sabe, eu não sou do tipo de falar muito e nem disso, mas ultimamente eu nunca achei que pudesse me sentir tão frustrado e estranho. – Ele suspirou – Eu quero estar junto com ele, mas ao menos tempo não quero me sentir assim porque sei que é impossível.

                - Kenma, nunca pensei que você fosse do tipo sentimental. Mas, em parte entendo. – Eu disse colocando minha mão em seu ombro – Mas você não pode ter certeza que é impossível.

                - Ele está claramente apaixonado pela minha irmã. Não existe algo mais não-correspondido do que isso.

                - Eu entendo que possa parecer isso, mas você pode fazer um teste. – Eu disse enquanto pensava em algo.

                - O que? – Ele perguntou interessado.

                - Amanhã quando você ver ele, antes de vê-lo pegue um pouco de maquiagem, roxa principalmente, e passa um pouco no seu pescoço. – Eu disse rindo. – E veja a reação dele.

                - Você quer que eu faça um chupão falso? – Ele disse um pouco desconfiado.

                - Você só vai precisar disso pra saber se tem chance. Se ele só for seu amigo, ele provavelmente vai brincar com você, mas se ele não te vê só assim, ele vai agir diferente. Mas você que sabe. – Eu disse colocando minhas mãos atrás da nuca e cruzando as pernas ao avistar o táxi chegando.

                - Humph. – Ele disse se levantando. – Obrigado. Vou indo.

                - Espero que consiga êxito no seu amor não-correspondido. – Disse me despedindo.

                - Você só quer o Kuroo longe dela. – Ele disse entrando no táxi.

                - Você acertou em cheio. – Disse piscando e saindo dali.

                O táxi saiu e desapareceu pela rua, e eu voltava pra minha casa, sozinho, com sono, provavelmente Hana já estaria dormindo então não quero incomodá-la. Decidi subir para meu quarto e dormir do jeito que cheguei. Mal deitei e caí no sono fazendo minha roupa ficar toda amassada, o que era algo engraçado afinal eu não me dava o luxo de ser assim. Acordei no outro dia 11 horas já sentindo o sol em minha cara, me fazendo levantar e dar um jeito em mim e no meu quarto.

                Quando terminei já eram umas 11:40 e decidi ir acordar a Hana, como de costume. Pulei a sacada como sempre e quando chego perto de sua entrada, me deparo com o que não queria.

                AQUELE DIA TINHA TUDO PARA SER NORMAL. Eu iria acordar Hana, íamos comer e ter um dia legal, talvez conversar sobre a festa, falar sobre coisas bestas, sair ou fazer qualquer coisa naquele domingo corriqueiro. Mas o que eu vi não era isso, eu vi um homem na cama da minha melhor amiga como se não fosse nada. Eu não podia acreditar no que via, estava com o sangue fervendo, eu não conseguia me acalmar. Eu estava irado.

                - Mas que P**** tá acontecendo aqui? Que P**** é essa? – Eu cheguei gritando e pegando o homem que estava na cama com ela, me fazendo ter profundo desgosto ao ver que era o Kuroo.

                - Oikawa? – Ele me olhou surpreso, enquanto Hana acordava e tentava raciocinar o que estava acontecendo, e logo percebi que ela estava de ressaca.

                - Maldito, você se aproveitou dela enquanto estava bêbada? – Eu apenas gritava naquele quarto em silêncio – Não vou te perdoar. – Disse quando dei um soco no rosto de Kuroo que fez sair sangue pela sua boca e ele cair da cama.

                - TOORU! TOORU O QUE ESTÁ FAZENDO? PARAAAA! – Hana percebeu que eu ia continuar socando ele e me segurou.

                - Você... SUMIU ONTEM PORQUE? FOI PRA ISSO? – Eu disse gritando pra Hana -  E VOCÊ SEU MALDITO, ERA ESSA A SUA “EMERGÊNCIA” QUE DEIXOU O KENMA SOZINHO NA FESTA ONTEM? – Gritei olhando em sua direção enquanto ele não falava nada.

                - OIKAWA TOORU PARE COM ISSO AGORA MESMO! – Hana disse gritando e se levantando da cama – EU NÃO FIZ NADA ONTEM, NEM ELE. NÃO É MESMO KUROO? – Ela disse olhando pro Kuroo como se quisesse confirmar.

                - Eu só lembro que você me beijou e só isso. – Ele disse um pouco confuso, enquanto coçava a cabeça, ele definitivamente estava bêbado junto com ela. O que a deixou vermelha e confusa pela situação.

                Ele havia beijado Hana. O ódio que sentia no momento era tão grande que não podia aguentar, eu sinto que se não me segurasse eu poderia acabar com a raça dele.

                - Você fez o que pra chegar nesse estado? Nunca vi você bêbada antes. Porque você faria isso? VOCÊ NÃO É UMA VADIA QUALQUER QUE BEIJA QUALQUER UM – Eu disse olhando pra Hana tentando me segurar.

                - Tooru, você é um maldito hipócrita! – Ela disse enquanto dava um tapa na minha cara.

                - Ham? – Eu disse olhando ela irritado passando a mão em meu rosto.

                - É SIM! VOCÊ ACHA QUE É MEU DONO? SE EU QUISER EU POSSO BEIJAR QUEM EU QUISER E VOCÊ NÃO TEM NADA A VER COM ISSO. – Ela disse gritando enquanto me empurrava e seus olhos enchendo d’água – VOCÊ QUER SABER PORQUE EU FIQUEI ASSIM? PORQUE VOCÊ É UM DESGRAÇADO QUE ADORA BRINCAR COMIGO NÉ? VOCÊ GOSTA DE ME FAZER DE IDIOTA NÉ? – Ela já estava chorando e me socava no peito com o resto de força que tinha.

                - HANA, EU NÃO SEI DO QUE VOCÊ TÁ FALANDO. – Eu disse segurando seus braços.

                - ME SOLTA BAKA!! – Ela dizia gritando – EU NÃO POSSO BEIJAR NINGUÉM ENQUANTO VOCÊ ME DEIXA SOZINHA E QUANDO TE PROCURO VOCÊ TA BEIJANDO OUTRA NA PORTA DO BANHEIRO. GET THE FUCK OUT OF HERE OIKAWA. – Ela disse extremamente brava.

                - Como? – Eu disse com a voz mais suave, ela havia visto eu beijando aquela guria? O que eu tinha feito? Eu sou um idiota.

                - Tooru, saia. – Ela me olhou com profundo desgosto e meu peito doeu ao ver que ela havia me visto daquele jeito.

                - Você entendeu errado Hana!! Me deixa conversar com você. – Eu tentava falar, mas Hana não queria me ouvir.

                - Tooru. Só saia por favor. Não vou lidar com você agora. – Ela disse virando de costas pra mim, enquanto Kuroo se levantava e tentava entender o que aconteceu.

                - TSC. – Eu saí dali e fui para o meu quarto e cai na cama.

Então quer dizer que a culpa era minha? Eu era o culpado? Talvez fosse, mas porque ela se embebedaria e beijaria outro? Será que na verdade ela sempre quis fazer isso, mas só esperou a oportunidade para se jogar no álcool? Eu não sabia mais nada. Só queria não ter beijado aquela guria, e queria explicar pra Hana.

Oikawa off

 

Hana on

                Eu estava tentando raciocinar o que havia acontecido ali. Sentei em minha cama enquanto massageava minhas têmporas sentindo uma dor de cabeça terrível. Nunca havia gritado e brigado com o Tooru daquele jeito, e eu havia beijado Kuroo? Agora que paro um pouco, me lembro de alguns flashes em minha mente, o que me fazia extremamente confusa.

                - Hana-chan me perdoa. Isso é culpa minha. – Kuroo disse passando a mão na cabeça enquanto sentava ao meu lado.

                - Não é culpa sua. E foi eu que te ataquei né? – Eu disse o olhando. Estávamos acabados, arrependidos e com uma baita dor de cabeça.

                - Mas eu cedi. Me perdoa, Oikawa estava certo, por isso pensei que se eu o deixasse me bater seria melhor para diminuir a culpa. – Ele me disse dando um pequeno sorriso me fazendo ver seu lábio.

                - Seu lábio!! Temos que colocar um band-aid ai! – Eu disse me levantando, mas Kuroo me pegou pelo braço.

                - Não precisa fazer isso, eu mereço. – Ele disse enquanto olhava para baixo – Talvez se você não tivesse dormido, eu teria feito muito mais e você iria me odiar. Eu sou realmente um idiota né? – Ele disse me olhando e dando um pequeno sorriso que parecia mais para segurar lágrimas. – Eu ainda deixei Kenma sozinho lá. Nem pensei nas consequências. – Ele suspirou colocando a mão na testa.

                Fui em meu banheiro que era no quarto, trouxe tudo de primeiros socorros que tinha ali, me sentei ao seu lado.

                - O que está fazendo? – Ele perguntou me olhando, enquanto eu pegava as gazes e passava em seu lábio.

                - Estou cuidando do meu amigo. Sei que você se culpa, mas eu também tenho culpa. Não sou a vítima inocente, eu talvez sempre quis fazer isso com você, só não tinha coragem suficiente e decidi adiar pro dia que eu ficasse bêbada. – Disse sorrindo pra ele, fazendo ele relaxar.

                - Acho que na verdade, você não queria fazer assim. Você fez de vingança por causa do Oikawa né? – Ele disse me olhando seriamente.

                - Talvez sim, mas sabe, você é extremamente charmoso Kuroo, mesmo se não tivesse visto o Oikawa, é capaz de eu fazer isso de novo. – Disse rindo um pouco fazendo ele corar um pouco e rir.

                - Você... sinceramente garota, você não tem limites. – Ele disse me olhando e rindo – Espero que a gente possa rir disso um dia.

                - Já estamos rindo. Fique tranquilo Kuroo, nada demais aconteceu. – Eu disse rindo.

                - Bem, agora vou indo Hana-chan. – Ele disse se levantando depois de eu por um band-aid nele.

                - Mas já? Você não comeu nada, nem tomou banho. Você está acabado! – Eu disse preocupada.

                - Hana-chan já causei problemas demais, e ficar tempo demais sozinho com você mexe com meu psicológico. Não me confio no estado que estou agora. – Ele disse passando a mão em meu rosto me fazendo ficar um pouco envergonhada.

                - Então por favor coma um pão pelo menos! – Eu disse apontando para a cozinha.

                - Hahahaha tudo bem então. – Ele disse rindo enquanto eu o acompanhava.

                Depois de ter dado o pão pra ele, ele me deu um abraço e disse:

                - Agora temos que fazer as pazes com nossos melhores amigos. – Ele disse me olhando – Oikawa não agiu errado hoje, apesar de ter sido um babaca ontem. Eu provavelmente faria exatamente o que ele fez se eu tivesse na situação dele.

                - Sim... – Eu disse suspirando. – Me resolvo com ele, vá se resolver com meu maninho.

Então nos despedimos e ele saiu.

                Depois do que aconteceu, eu tomei um banho, coloquei uma regata e depois meu moletom por cima, um short, tirei toda maquiagem, comi um pouco e voltei pra cama. Não queria falar com ninguém, nem me resolver com o Tooru no momento. Só queria dormir e que essa maldita dor de cabeça saísse.

Hana off

 

Kuroo on

                Depois da confusão que causei, nem sabia como iria encarar Kenma, estava acabado, com uma dor no maxilar por causa do Oikawa, uma maldita dor de cabeça e ainda tinha ficado com a Hana-chan enquanto abandonei Kenma sozinho na festa. Estava me sentindo um lixo humano, mas lembrei que todos cometem erros e eu não era diferente. O problema seria Kenma não acreditar em mim, e voltar a se isolar como antes.

                Quando conheci Kenma, foi excepcional, ele era diferente dos meninos da minha idade, ele era quieto, sério, mas ele tinha algo que me chamava atenção mesmo sem saber o que era. Sempre via ele jogando sozinho, e decidi chamá-lo para conversar e jogar volley comigo. Começamos uma amizade e aos poucos ele se tornou mais aberto e próximo de mim. Eu tinha um sentimento especial por ele que não teria com mais ninguém, e meu maior medo era a gente ser separado.

                Hoje, entendo que talvez Kenma só precisasse de um empurrão e que eu precisava ser o melhor amigo dele. Coisas do destino.

Logo, havia chegado em casa, tomei banho, comi mais um pouco, tomei um remédio para dor de cabeça e mandei uma mensagem para Kenma avisando que ia vê-lo. Saí de casa e cheguei em sua casa rapidamente, tocando a campainha e esperando ansioso. Logo ele abriu a porta com um rosto normal me convidando para entrar. Subimos para seu quarto onde me sentei em sua cama e ele sentou na cadeira giratória que tinha na frente de seu computador.

                - Kenma. – Disse sério e um pouco receoso – Me desculpa.

                - Por? – Ele perguntou como se não soubesse do que eu falava.

                - Me desculpa por sumir ontem e te deixar sozinho. De verdade. – Eu disse o olhando, mas ele ainda olhava para seu computador.

                - Hm. – Ele só disse isso, claramente estava chateado.

                - Ne, Kenma, olha aqui, eu to seriamente arrependido, eu não vou fazer isso mais. – Disse puxando ele fazendo sua cadeira se aproximar.

                - Kuroo. – Ele disse olhando pra mim dessa vez – Você ficou com minha irmã né? – Ele disse diretamente.

                - Sim... – Disse desviado o olhar e me lembrando do que havia feito e como isso causou uma enorme confusão.

                - Ahh, menos mal. – Ele disse suspirando como se estivesse aliviado e virou para o computador.

                Não poderia deixar de ficar surpreso, esperava que ele brigasse comigo ou algo do tipo. Ele só parecia aliviado.

                - Então você chegou bem aqui ontem né? – Perguntei preocupado.

                - Sim, vim de táxi.

                - Ah sim. – Disse me sentindo relaxado.

Ficamos conversando por um tempo até que me levantei para pegar algo em seu quarto e percebi algo diferente nele. Havia um pequeno roxo no seu pescoço que eu não havia percebido. Como não podia ter notado aquilo? Eu me sentia estranho, era normal o Kenma ficar com pessoas também né? Já que abandonei ele faria sentido ele arranjar alguma companhia tendo vista que ele sempre foi fofo. Só não entendia porque me sentia tão incomodado com isso.

- Kenma, você ficou com alguém? –  Perguntei sem olhar pra ele.

- Como? – Ele disse me olhando rapidamente e surpreso.

- Você tá com um chupão no pescoço. – Disse sério.

- Ahh, apenas aconteceu. – Ele disse um pouco corado. Então era verdade.

- Ah... entendi. E foi bom? – Disse me sentindo curioso, que tipo de pergunta era essa?

- Sim. – Ele disse sem hesitar.

- Ah ta. – Só consegui responder isso, estava extremamente incomodado com aquilo, não conseguia disfarçar minha cara de insatisfação e pior que me sentia um hipócrita.

- Você tá bem Kuroo? – Kenma perguntou, obviamente por ver a cara que eu fazia.

- Tô. Tenho que ir agora, tô cansado. Tchau. – Eu disse enquanto saia nem deixando tempo para que ele respondesse.

Saí dali e fui para casa, me perguntando porque fiz aquilo? Porque meu rosto estava quente? Qual era meu problema? Porque estava irritado?

Kuroo off

 

Oikawa on

                Já eram 15h e havia silêncio no quarto da Hana, o que era novidade. Já havia me acalmado e queria ver como ela estava. Nunca havíamos brigado assim, e eu não queria ficar brigado com ela. Decidi ir em seu quarto, mas olhando pela entrada pra ver se eu podia entrar mesmo. Vi que ela estava deitada e coberta, suando um pouco pelo calor.

                - Hana. – Eu disse me sentando ao seu lado e colocando a mão em sua testa.

Ela não respondeu, então resolvi ir até a cozinha, trazer um remédio de dor de cabeça, e uma jarra de água, afinal água era preciso para a ressaca dela. Trouxe alguns lanchinhos também, então comecei a passar a mão na cabeça dela, que foi quando ela finalmente acordou e disse algo.

                - Tooru? – Ela disse piscando como se não tivesse certeza se eu era real.

                - Bebe e toma esse remédio aqui. – Eu dei a pípula e um copo de água, e ela tomou – Agora come.

                - Tooru... – Ela disse me olhando como se tentasse decifrar porque eu estava lá.

                - Me desculpe. – Eu disse olhando para ela – Você confundiu a situação ontem, e eu não te culpo.

                - hmm, me desculpe também. – Ela disse voltando a deitar, mas sem dormir. – Entendo porque você agiu assim. – Ela disse sorrindo um pouco.

                - Quero explicar o que aconteceu. – Eu disse serio enquanto ela assentiu.

Expliquei tudo o que aconteceu, e porque havia beijado aquela menina, foi quando ela entendeu e nos resolvemos.

                - Tooru e pensar que você preferia beijar alguém do que pagar o que deve. – Ela disse rindo ironicamente.

                - Foi porque eu não tinha nada na minha carteira além do dinheiro do táxi. – Eu disse me levantando – Você ainda está cansada?

                - Sim, mas já melhorei bastante. – Ela disse sorrindo – Obrigada Tooru.

                - De nada. Descansa por enquanto, de noite a gente vê um filme.

                - Tá bom.

E assim passamos a tarde, conversando e ela descansando da ressaca. Ter que cuidar dela era algo que eu gostava, afinal ela sempre cuidava quando eu ficava gripado. Aproveitei que ela dormiu um pouco e fui arrumar um pouco seu quarto, que estava uma bagunça. Fui na cozinha e por incrível que pareça estava mais arrumado, talvez sua mãe tinha feito a limpeza antes dela viajar.

Quando vi já eram 19:30 e Hana já havia acordado e estava vendo TV sem fazer nada, então tive a ideia de ver um filme já que estava de noite e não tinha nada pra fazer.

- Vamos ver um filme. – Disse animado.

- Qual? – Ela me perguntou curiosa.

- Que tal esse novo que saiu, invocação do mal? – Disse dando um riso malicioso.

- Ai credo, não gosto de filme assim. – Ela disse fazendo bico.

- Não sabia que você era medrosa assim.

- Eu não sou medrosa! Só acho desnecessário fazerem filme de aparições e sei lá o que. – Ela disse inflando as bochechas, ela era muito fofa.

- Então, você vai ver comigo né? – Disse atiçando seu lado competitivo.

- Aff, tá bom. Coloca ai. – Ela disse com muita relutância.

Então coloquei na TV o filme por streaming do computador da Hana, fiz pipoca e trouxe os únicos dois refrigerantes que tinham na geladeira dela. Deitamos na cama, e como sempre fazíamos, eu segurava a bacia de pipoca se não, Hana comeria tudo em menos de 10 minutos. [Claramente eu]

Coloquei play no filme que foi começando, e Hana começou a comer pipoca freneticamente olhando para a TV, sem tirar os olhos da mesma. Logo, começou a chover, e fechei a entrada da sacada dela, para não molhar o quarto. Quando estava voltando para a cama, eu via Hana fazendo a cara mais engraçada do mundo, ela estava apavorada, olhando para a TV com a mão direita na bochecha direita cobrindo a boca e a esquerda subindo o lençol até seu rosto, e quando aparecia algo assustador ela se cobria e depois olhava. Era hilário.

Decidi deitar e tirar ela daquele sofrimento.

- Hana-chan, você tá bem? – Perguntei a olhando tentando segurar meu riso.

- E-estou ó-ótima. – Ela disse ainda olhando pra TV.

- Posso ver. – Eu disse a olhando.

Percebi que ela estava realmente assustada então resolvi colocar meu braço em volta dela para a abraçar. Acho que ela mal percebeu, porque estava ainda ligada no filme e assustada. O filme continuou e eu apenas o assistia sem muitas cerimônias, porque na verdade eu já havia visto ele antes, então sabia exatamente quando que acontecia os sustos. E meu passatempo preferido era ver a Hana exatamente no momento que acontecia, era tão engraçado, ela parecia um gatinho assustado.

Teve um último momento em que ela fechou os olhos pensando que algo iria acontecer, mas não aconteceu. Só que mal ela sabia que a próxima cena, quase me matou de susto quando vi pela primeira vez. Quando chegou a hora ela deu um grito que o Japão inteiro poderia ouvi-la.

- AAAAAAAAAAAH! – Ela disse se jogando em meu colo e se agarrando em minha blusa.

- HAHAHAHAAH, VOCÊ TOMOU UM SUSTO! MUITO HILÁRIO HANA-CHAN. – Eu disse rindo demais, porque era muito hilário, até que percebi que ela começou a encher os olhos de água.

- Hana-chan? – Disse tentando ver seu rosto que estava escondido na minha blusa.

- hhnnngn. – Ela resmungava tentando limpar as lágrimas – Não tem graça Tooru.

- Ei, eu só estava brincando, olha aqui. – Eu disse levantando seu rosto fazendo ela me olhar de baixo pra cima, com suas bochechas vermelhas e seus olhos marejando água. Ela estava muito fofa.

- Calma, é só um filme, não vou rir mais Hana-chan. – Disse passando meu polegar em seus olhos para tirar as lágrimas.

- Hhnnggnm. – Ela resmungou como se quisesse dizer sim.

Logo limpei seu rosto com a manga da minha blusa que era longa, e ela ficou melhor. Então de repente a chuva começou a engrossar e houve um raio que fez um grande estrondo e fez a energia acabar. Hana-chan tomou um grande susto, afinal ela era extremamente assustada com raios e barulhos altos desde criança. Eu a abracei, e percebi que ela estava tremendo.

- SÃO OS FANTASMAS, ELES VÃO MATAR A GENTE! – Ela disse gritando.

- Calma Hana, isso é só a chuva. – Eu disse a abraçando tentando a acalmar.

- NÃO! EU DISSE PRA GENTE NÃO VER ESSE FILME, OS DEUSES ESTÃO COM RAIVA DE NÓS. – Ela estava claramente tendo um ataque de pânico e eu não sabia bem o que fazer.

- HANA, OLHA PRA MIM. – Eu disse pegando seu rosto e a fazendo olhar pra mim, o que fez eu perceber que ela estava extremamente assustada – EU ESTOU AQUI TÁ BOM? – Eu disse próximo dela para que ela entendesse que nada de mau ia acontecer com ela.

- T-tá bom. – Ela disse ainda olhando pra mim.

Dessa vez eu a apertei mais ainda, estava tudo escuro e só ouvia a chuva, ela estava ainda me olhando se acalmando um pouco, e ela estava ali como se não fosse nada demais. Ela sempre confiara em mim, e eu era feliz com isso, eu sentia que podia passá-la segurança e como havia prometido a seu irmão, nunca iria decepcioná-la.

A chuva ainda estava caindo, e estava tudo escuro, mas eu podia ver ela claramente, pela luz da lua que atravessava a janela atrás de sua cama. Ela mesmo nesse estado estava linda, vermelha, e com seu olhar fixado no meu, tentando se esquecer do que havia passado. Instintivamente comecei a fazer carinho em seu rosto com minha mão direita, o que fazia ela fechar os olhos e dar um pequeno sorriso e se confortar em minha mão como se fosse um gatinho gostando do carinho.

Então eu a trouxe para perto de mim e eu a abracei tão forte que ela ficou tão surpresa que nem teve tempo para reclamar. E eu fiquei assim um tempo, porque gostava de abraçar, apesar de ser menor que eu e mais delicada, era confortável.

- Tooru? – Ela disse levantando seu rosto corado de meu peito para cima.

- Hm? – Eu perguntei ainda fazendo um carinho em seu rosto.

- O-o que está f-fazendo? – Ela disse um pouco hesitante, talvez pelo carinho que eu fazia.

- Apenas te acalmando. – Disse me aproximando mais um pouco.

Ela apenas me olhava com seus olhos brilhantes e seu rosto coradinho, ela estava tão fofinha e linda. Sua boca vermelhinha entreaberta e molhada me fazia ficar um pouco ansioso e nervoso. Ela estava ali tão linda e só pra mim, tínhamos feitos as pazes mas eu sentia que não queria ficar apenas abraçado com ela.

Eu a puxei mais para perto de mim, e a olhei bem de perto, ela não dizia nada, só me olhava com esses seus olhos felinos como se quisesse me arranhar mas gostava muito do carinho para fazer isso. Eu agora podia sentir o cheiro de seu shampoo, era muito bom, eu amava o cheiro de folhas de cerejeira que vinham dela. Eu estava extasiado pela visão que tinha, e ela não dizia nada. Era como se quisesse que eu fizesse algo, que ela não negaria.

Eu me aproximei, sentindo sua respiração. Nessa altura e proximidade... Eu iria... Nós iríamos....


Notas Finais


PS: Queria eu ter um boy como o Oikawa para cuidar de mim quando eu ficar dodói.
Eai o que acharam? O que será que vai acontecer no próximo cap?
Será que Kuroo está mesmo apaixonado por Hana?
MUITAS TRETAS E MUITO LOVE <3


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