História Red Tears - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Vocaloid
Personagens Akita Neru, Gakupo Kamui, Haku Yowane, Kaito, Len Kagamine, Luka Megurine, Meiko, Miku Hatsune, Rin Kagamine, Yuzuki Yukari
Tags Baile, Cendrillon, Feitiço, Romance
Exibições 19
Palavras 3.610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


A promessa em que nós dois dançamos juntos para sempre É transformada em uma mentira do meu peito crescendo Com os cabelos loiros refletindo no espelho, Nós nos revezávamos para pentear um ao outro... Nós costumávamos ser embalados na mesma cama Estávamos conectados com as nossas mãos unidas Agora, um rosto desconhecido se reflete com um suave sussurro Vou quebrar esse espelho Com o martelo na mão Derrubamos o nosso castelo de brinquedo Construído em pedaços, Nossos ossos rangem O sino anuncia o fim do cavaleiro e da princesa. No espelho distorcido, com as mãos juntas, os dedos não são mais do mesmo comprimento.
- Adelescence - Kagamine Rin/Len

Capítulo 10 - Love?


Fanfic / Fanfiction Red Tears - Capítulo 10 - Love?

Rin e Len arregalaram os olhos e ficaram boquiabertos com aquilo, “Não brinca!” Pensaram a mesma coisa ao mesmo tempo, observando aquela cena.

Miku e Kaito afastaram o rosto um do outro e abriram os olhos, Kaito ainda estava segurando a nuca de Miku, percebendo o que havia acabado de acontecer, eles afastaram-se um do outro no mesmo minuto corando instantaneamente.

- Fala sério! – Rin e Len falaram em coro ainda boquiabertos graças aquela cena.

Miku e Kaito que até agora não perceberam a presença deles ali viraram-se para trás e encontraram os gêmeos.

- Pirralhinhos? – Perguntou Kaito com uma expressão duvidosa.

Len olhou diretamente para Miku percebendo sua beleza, “Nossa, que gata!”

- Olá, senhorita. – Len aproximou-se de Miku e beijou sua mão calmamente.

Kaito revirou os olhos sentindo até uma pontinha de cíume do irmão, “Dá um tempo…” Pensou Kaito.

- Olá, alteza. – Miku deu um sorriso, sinceramente ela estava achando muita graça daquilo.

- Por favor, Len. – Len olhava fixamente nos olhos azuis esverdeados de Miku com um sorriso no rosto.

Miku deu uma risada abaixando a cabeça. Ela apoiou a mão no cabelo loiro do príncipe e afagou sua cabeça.

- Você é um fofo.

Len parecia que se derretia nas mãos da esverdeada.

Rin estava completamente perdida com o que estava acontecendo, mesmo que não fosse incomum o Len dar em cima das “namoradas” de Kaito. A do meio aproximou-se do mais velho e ficou na ponta dos pés tentando alcançar a orelha do azulado.

- Sério que você não vai fazer nada quanto ao Len? – Len falou em um tom de sussurro.

- O que quer dizer? – Kaito olhou para os dois ali.

- Não sei. Mas se alguém ficasse dando em cima de todos garotos que eu conheço, eu não ficaria muito feliz! – Rin ajeitou sua postura e foi para onde os dois estavam, afastando Len da garota que fazia força para não soltar a mão da esverdeada. – Oi, eu sou a Rin.

- Prazer, sou Miku Hatsune. – Rin e Miku apertaram as mãos como cumprimento.

- Um nome tão bonito quanto a dona! – Len afastou a irmã e pegou mais uma vez a mão da Hatsune.

- Liga não para ele, é assim com todas as garotas mais velhas que encontra!

Miku riu mais uma vez virando seu olhar para Kaito.

- Seus irmãos são umas gracinhas! – Miku continuava rindo.

- É, são umas gracinhas com todos, menos comigo. – Kaito aproximou-se de Miku e puxou-a pelo braço, fazendo que Len e Rin afastassem-se dela. – Enfim, eu peço desculpas pelo aconteceu, não deveria ter feito aquilo!

Os dois se encararam nos olhos por alguns segundos.

- Não… tem problema…! – Miku segurou uma das mãos de Kaito fazendo que os mais novos começassem a rir maliciosamente.

Kaito percebeu a reação dos irmãos e soltou a mão de Miku no mesmo instante virando o olhar para eles.

- O que estão fazendo aqui?

- Viemos conhecer a sua namorada. – Falaram em coro.

- E que bom que fizemos isso! – Len tomou a dianteira e pegou mais uma vez a mão da esverdeada.

Kaito separou o irmão da esverdeada fazendo-os trocarem olhares mais uma vez, ambos estavam visivelmente envergonhados.

- É-É… Então… E-Eu acho melhor eu encontrar a Luka! Eu vou deixar os irmãos conversarem…! – Miku ficou de costas para a família real e foi em direção a trilha.

- E-Eu posso acompanhá-la-

Miku virou-se subitamente para o Kaito. – Não! – Quase berrou olhando para o azulado.

Os irmãos arregalaram os olhos. “É assim que ela reage depois de ser beijada pelo príncipe?!” Pensou Rin um tanto indignada. “Mesmo irritada ela ainda continua sendo linda!” Já Len pensava sonhador.

- Digo… Não precisa! Eu deixo os irmãos conversarem tranquilamente! – Miku reverenciou os três e virou de costas mais uma vez, agora indo para o reino.

Miku passou por aquela trilha o mais rápido possível, quase estava correndo.

- Sério? É assim que ela reage depois de você ter finalmente perdido o BV? – Rin virou seu olhar para o mais velho que virou diretamente o olhar para a irmã.

- Eu não perdi o meu BV com ela!

- Hum-Hum… - Rin e Len falaram em coro, entreolhando-se com uma expressão duvidosa e debochada.

***

Miku continuava quase correndo pela trilha até que finalmente encontrou um sinal de casas.

“Isso… Realmente aconteceu? Ele… Realmente me beijou?” Pensou Miku colocando a ponta dos dedos de leve nos lábios.

Parou um pouco seus passos ainda perdida em pensamentos, ela parou um pouco á frente da trilha, agora tratando de procurar a rosada, ela olhava para todos os lados procurando a amiga que ainda deveria estar com as amigas.

“Não importa se ela está com as amigas ou não! Aconteceu algo que ela precisa ser a primeira a saber!” Pensou Miku apressando o passo, foi até o chafariz onde as duas haviam encontrado as amigas de Luka.

Chegou no chafariz e elas não estavam, ela deu uma volta pelo reino até passar a coisa mais óbvia do mundo em sua mente “Ela está em alguma loja!” Miku bateu a palma de sua mão com força em sua testa, estalando com o impacto.

Miku dirigiu-se até o começo do reino – onde o cavaleiro de Miku sempre deixava ela e Luka – para encontrar a loja favorita de Luka: Beauté Mince, com certeza estaria ali. Ela aproximou-se da loja e observou pelas grandes vitrines de vidro para ter ao menos um sinal de vida de sua amiga.

Passado alguns segundos com Miku ali, ela encontrou Luka com Yukari e Meiko, as três estavam provando sapatos, Luka saira para pagar o par de saltos que escolhera comprar. Miku não pensou duas vezes e abriu a porta da loja com força, fazendo-a bater na parede – fazendo-a rachar um pouco com a força do impacto -, ela foi até o caixa em que Luka estava e agarrou seu pulso.

- Ei, Miku! Calma aê! – Berrava Luka, Miku estava realmente machucando seu pulso pela primeira vez, Luka foi surpreendida tão repentinamente que ainda estava calçando o outro par de sua bota de salto branco, estava com o pé direito da bota em mãos, sem poder colocar, visto o desespero da amiga.

Miku arrastou-a até a porta da loja e jogou-a no lado de fora abruptamente. Luka não entendia o desespero da esverdeada, estava com uma expressão perdida.

- O que foi que te deu?! – Berrou Luka calçando o outro pé de sua bota.

Miku estava ofegante, rodou o reino atrás da rosada, estava tão aflita para falar com a amiga que até esquecera de respirar por alguns momentos. Estava tentando balbuciar alguma frase, mas as palavras não saiam, parecia que ficavam entaladas na garganta.

- Ei, Miku! Calma! Respira! – Luka colocou as mãos nos ombros de Miku, confortando-a. Miku respirou fundo com a amiga antes de começar a gritar.

- O Kaito me beijou! – Percebendo o tom de sua voz, Miku colocou as duas mãos em sua boca com força.

Luka boquiabriu-se e arregalou os olhos que estavam brilhando, “Não brinca! Não brinca! Não brinca!” Gritava em sua mente, até que sua língua destravou e ela conseguiu gritar junto com a amiga.

- Como é que é?!

- Você me ouviu! – As duas gritaram infantilmente, como quando uma criaça vê um brinquedo novo, as duas começaram a dar saltinhos de felicidade, sorrindo.

As duas pararam de pular e apoiaram-se na porta da loja, estavam já cansadas de tanta euforia, as duas secaram a testa que estava um pouco suada, e olharam-se com cumplicidade antes de começarem a gargalhar.

***

Kaito, Rin e Len voltavam pela mesma trilha que Miku pegara alguns minutos antes, Rin e Len não paravam de perguntar coisas do tipo “Quando pensava em nos contar?” ou “O pai já sabe?”, na verdade Kaito já estava cansado daquele interrogatório que só os irmãos conseguiam fazer.

- Desde quando a conhece? – Perguntava Rin, animada.

- De onde ela é? – Perguntou Len na mesma animação.

Kaito revirou os olhos. – Será que dá para calarem a boca?

Os gêmeos rosnaram com tal pedido, chegando até a assustar o mais velho.

- É só responder que pararemos! – Rin parou o trajeto e olhou séria para o mais velho, cruzando os braços.

Graças a objeção de Rin, Kaito e Len tiveram que parar seus passos juntos, não podia deixar a irmã ali.

- Quando chegarmos em casa, eu conto tudo o que quiserem saber! Mas no momento, o pai deve estar extremamente preocupado por vocês dois terem saído sem permissão! Então… para casa.

Kaito apontou para o fim da trilha, Rin revirou os olhos e passou a frente do mais velho, ficando lado a lado com Len. Os gêmeos foram conversando animadamente, enquanto Kaito estava perdido em pensamentos. “Será que ela se arrependeu? Eu sou um idiota por ter feito aquilo! Com certeza ela não virá me ver mais depois de hoje…” Kaito desanima a expressão, mesmo que não conheça Miku por muito tempo, o tempo em que eles passaram juntos foi o suficiente para ele saber que pela primeira vez estava apaixonado, que Miku era realmente a pessoa por quem ele iria pedir sua mão.

Os irmãos chegaram ao palácio e encontraram Gumi a frente do portão, deveria estar procurando pelos gêmeos que já deveriam ter perdido mais de 10 aulas nesse espaço de tempo.

- Alteza, vejo que encontrou seus irmãos. – Gumi olhava para Kaito enquanto conduzia os menores a entrar.

- Na verdade, eles que me encontraram! – Kaito olhou para os pequenos que conversavam animadamente, como sempre.

- Hum, de qualquer maneira eles precisam a voltar para as aulas. – Gumi entrou no palácio antes de parar seus passos subitamente e olhar nos olhos de Kaito. – Sim, quase me esquecia. Seu pai quer vê-lo!

Kaito engoliu o seco sentindo sua testa começar a suar frio, com certeza sabia sobre o que o pai queria falar. Sem ser capaz de abrir a boca, somente assentiu com a cabeça, assim dando permissão para que a empregada pudesse retirar-se dali, que assim foi feito, Gumi reverênciou o príncipe e saiu dali acompanhando os gêmeos.

Kaito passou a mão de leve em sua testa, secando o suor que já havia se acumulado ali. “Droga!” Pensou Kaito. Com as pernas bambas ele entrou no palácio e dirigiu-se as grandes portas de vidro do palácio que sempre estavam abertas até o toque de recolher da família – que era às 22h30 -, ele calmamente foi até as longas escadas que levava aos quartos e as salas de reunião e música.

Parou á frente da porta de carvalho maciço e bateu na mesma três vezes, sendo respondido por um “entre” do outro lado da porta, assim feito.

- Chamou-me? – Kaito ficou á frente da porta, fechando-a atrás de si.

- Sim, sente-se. – Maurrice estava sentado em um dos dois sofás curvos marrons que existiam em seu quarto, apontou para o sofá que estava a sua frente.

Kaito aproximou-se do pai e sentou-se no lugar indicado, percebeu que Maurrice estava segurando uma taça de cristal e uma garrafa de vinho estava na mesa á frente dos dois sofás com mais duas taças.

- Por que não serve-se? – Maurrice aproximou-se da mesa e pegou a garrafa com vinho, derramando o conteúdo na taça vazia em sua mão esquerda.

- Não sou muito fã de vinho, obrigado. – Colocou a mão á frente de seu rosto, recusando com a cabeça.

Maurrice voltou a colocar a garrafa na mesa olhando fixamente nos olhos azuis de seu filho mais velho, que desde aquele momento estava extremamente nervoso, não sabia o que responder se acaso ele perguntasse sobre o ocorrido do café da manhã, ele engoliu o seco.

- O que gostaria de falar comigo? – Kaito deu o primeiro passo e perguntou, arrependendo-se instantaneamente de ter aberto a boca.

Maurrice cerrou os olhos em direção ao filho aproximando a taça de sua boca, colando-a a seus lábios, virando seu olhar para a grande janela de vidro ao lado dos sofás.

- Do que os seus irmãos estavam falando no café da manhã? – Virou seus olhos novamente para o filho que agora estava quase completamente molhado graças ao suor.

- E-Eh… Eh… Sobre o que os pirralhinhos estavam falando…? Eu não faço a mínima ideia. – Coçou a nuca e olhou um pouco para baixo. – Aqueles dois falam tanta besteira que eu nem sei mais se o que eles falam é verdade ou mentira…! – “Ferrou!”

Ousou voltar a olhar nos olhos do pai que estava com os olhos cerrados para o filho. Ele ajustou sua postura no sofá e colocou a taça que estava segurando na mesa.

- Está mentindo! – Falou com uma voz estranhamente assustadora, que fez Kaito ficar mais nervoso do que já estava.

- E-Eu? C-Claro que não, por que eu mentiria? – Estava já gaguejando, coitado.

- Então, por que não chamamos os gêmeos aqui e perguntamos a ele? – Maurrice estava levantando-se do sofá em que estava, indo em direção a porta de madeira maciça do quarto.

Um desespero bateu no Kaito e a única coisa que ele pôde pensar em fazer foi levantar-se e sair correndo para impedir o pai de abrir aquela porta, e assim foi feito. Kaito levantou-se desesperado e correu até onde o pai estava, impedindo d’ele poder abrir a porta.

- Não pode fazer isso!

- O que foi que deu em você? – Perguntou Maurrice enquanto cruzava os braços franzindo o cenho com uma certa raiva em seu olhar.

- Em mim? Nada, nada. – Abaixou o olhar mais uma vez, não conseguia olhar nos olhos de alguém quando estava mentindo, de certa forma isso era benéfico para Maurrice.

- Não sabe mentir! – Kaito engoliu o seco mais uma vez, nunca esteve tão aflito na vida. – Exijo que me diga o que está acontecendo!

- P-Pai…

- Agora!

“Chegou o momento, Kaito! Precisa falar para o seu pai que pela primeira vez na sua vida você se apaixonou!” Depois de tal pensamento, Kaito olhou nos olhos castanhos do pai e fechou os olhos suspirando fundo.

- E-Eu estava com uma garota…! – Abriu um dos olhos e percebeu que aquela expressão raivosa tinha finalmente sumido de seu rosto, no momento ele estava boquiaberto com os olhos brilhantes, deveria finalmente estar pensando em organizar o casamento do filho.

Bateu um medo em Kaito depois de ver aquela expressão no pai, sabia que tudo o que ele estava pensando seria em casamento e… netos, mas não queria nada daquilo no momento, na verdade aquela altura não conseguia saber se Miku ainda iria querer ter algum tipo de relação amigável entre eles.

- Pai?

- E por que só agora me avisa? Temos que preparar o casamento! Temos que preparar os convites, a festa, o bufê, feriado nacional e faremos um bolo de 45 camadas! – Maurrice andava animadamente de um lado para o outro quase pulando de alegria, Kaito tentava alcançar o passo do pai que só faltava começar a pular na cama com tanta alegria.

- Pai. Pai! – Kaito ia de um lado para o outro tentando alcançar o pai. Até que cansou daquele “pega-pega” – Pai! – Gritou plenos pulmões fazendo que ele parasse os passos instantaneamente e olhasse para o filho. – Eu sei que você está contente com tal notícia, mas eu não penso em me casar, pelo menos não agora!

Maurrice desanimou um pouco a expressão. – Por quê? Não é uma garota boa para você?

- Não, não é isso. Ela é incrível, mas eu a conheci alguns dias atrás, não estamos prontos para casar, e depois do que eu fiz hoje não acho que ela vá querer me ver mais.

- “Depois do que você fez”? O que você fez?

- Nada do que você está pensando! – Kaito corou um pouco com o pensamento do pai. Com certeza ele entendeu errado. – Mas eu fiz merda e é possível que ela não queira me ver mais, então quando as coisas se acertarem eu peço ela em casamento.

Maurrice deu um suspiro, mas conhecendo o filho do jeito que conhece, sabia que não iria mudar de ideia nem se fosse atingido por um míssil a mando do pai.

- Enfim, já que é assim que você quer, eu espero que você tome logo essa decisão. – Kaito deu um sorriso gentil para o pai. – Mas se vai pode demorar para que você finalmente tome a decisão para pedi-la em casamento eu espero poder conhecê-la, por que não a traz para um almoço no palácio?

Kaito arregalou os olhos, não conseguia deixar nem mesmo Meiko e Yukari – amigas de longa data dele – perto de seus familiares sem ser constrangido quanto mais Miku que seria provavelmente a pessoa que ele pediria a mão.

- C-Como?

- É. Por que não traz a tal garota para um almoço depois de amanhã no palácio?

- Tem certeza do que está pedindo?

- Absoluta, e já está decidido, traga a sua amiga ou sei lá o que ela é de você para um almoço depois de amanhã. Darei amanhã o tempo necessário para que se reconciliem e depois de amanhã eu e seus irmãos poderemos conhecê-la melhor.

Kaito ficou nervoso, não sabia como convidá-la nem para um almoço normal no reino, quanto mais para um almoço com seus familiares em sua própria casa? Ele forçou o melhor sorriso que podia para o pai assentindo com a cabeça.

“Ferrou totalmente.”

***

- Não brinca. Repete! – Luka e Miku falavam gritando na carruagem de Miku que levava-as de volta para a mansão de Miku, as duas estavam incrivelmente eufóricas com o ocorrido, principalmente Miku.

- Você me ouviu. Estavámos conversando quando nos olhamos por alguns instantes, ele colocou a mão na minha nuca e aproximou os nossos rostos até nos beijarmos!

- E… Como foi? – Luka aproximou-se de Miku com um sorriso malicioso no rosto.

- Como assim “como foi”? Foi um beijo normal, tipo, todos os seus! Foi normal! Só isso! – Miku falava estranhamente rápido, estava nervosa, não sabia o que responder naquele momento.

- Ok, seria como todos os meus se eu tivesse beijado o príncipe! Diz a verdade. – Luka ajustou sua postura no assento estofado da carruagem de Miku.

Miku olhou diretamente nos olhos azuis da amiga. – Foi incrível… - Não pôde deixar de ficar corada com aquilo.

Luka deu um gritinho animado, enquanto Miku continuava rindo, não por lembrar-se do ocorrido, mas porque as reações da amiga sempre eram divertidas em seu ponto de vista, as duas terminaram o percurso da carruagem conversando sobre o ocorrido, as duas estavam gritando na carruagem, que – graças a Deus – era a prova de som.

Chegando na mansão de Miku, as duas se dirigiram diretamente para o quarto da esverdeada, Luka apenas jogou a mesma na cama e largou as sacolas que estavam em seus braços no canto do quarto – que já estava se amontoando de sacolas – e sentou-se á frente da esverdeada na cama.

- Conta mais.

- “Conta mais” sobre o quê? Eu já falei tudo o que poderia falar. – Miku arrumou-se em sua cama, afastando-se um pouco de sua amiga.

- Tá, então o que aconteceu depois do beijo?

- Hum, eu conheci os irmãos dele, são duas gracinhas! – Miku apertou os ombros fechando os olhos com um sorrisinho fofo no rosto.

- Meiko me disse que o mais novo fica dando em cima dela quando ela vai até o palácio, diz até que é vergonhoso.

- Então eu acho que ele faz isso com todas as garotas que ele conhece, porque ele fez isso comigo, também.

- Não brinca. – Luka deu uma pequena risada imaginando a cena. – Como foi?

- Ah, não foi nada demais. Ele beijou a minha mão e ficou flertando comigo.

Luka dá mais uma risada, cada vez mais alta, mas é claro que quando Luka começava a rir, Miku não conseguia conter a sua risada e acabavam duas retardadas rindo.

- Enfim, eu acho que é melhor você ir embora, daqui a pouco escurece e você já dormiu aqui tantas vezes que parece que você mora aqui!

Luka cruzou os braços fazendo biquinho. – Não quero ir embora! – Deitou na cama e começou a fazer pirraça.

- Deixa de pirraça e levanta! – Miku bateu no rosto da rosada com o travesseiro.

- Ei! – Luka deu uma risada. – É, pode ser que tenha razão, mas amanhã logo cedo eu vou estar aqui! É bom fazer o Hiyama ou a Teto acordarem de 4h00 que eu não quero esperar na porta.

- Até parece! Se ninguém abrisse a porta eu tenho certeza que você pularia o muro! – As duas riram com aquele comentário da esverdeada.

Luka foi até onde as sacolas repletas de roupas desses últimos três dias estavam, descendo as escadas logo em seguida. As duas foram até a entrada e encontraram a carruagem pronta para a viagem. Despediram-se rápido, Luka entrou na carruagem e o cavaleiro seguiu viagem, Miku observou a carruagem até ela sumir por completo de sua visão.

Após isso acontecer, Miku entrou em sua casa e foi até o seu quarto, correndo. Chegando lá ela se jogou na cama e fitou o teto por alguns segundos. “Isso aconteceu mesmo? Ele realmente me… beijou?!” Pensava Miku lembrando-se da cena. Ela fechou os olhos e agarrou o travesseiro que estava a sua frente.

“Sim aconteceu, e foi tão bom…” Ficou daquela maneira até pegar no sono, mas antes que pudesse dormir totalmente lembrou de algo para acabar com sua alegria. “Você matará a pessoa por quem se apaixonar.” A voz de Haku perfurou seu cérebro, no pior momento possível. Ela abriu os olhos subitamente e ficou sem reação ao lembrar do fato. “Não! Agora não! Por favor…” Implorava para sua mente parar.


Notas Finais


Então pessoal, esse foi o capítulo 10. E aí estão gostando da fic?
Então, vejo vocês no próximos cap.


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