História Red Tears - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Vocaloid
Personagens Akita Neru, Gakupo Kamui, Haku Yowane, Kaito, Len Kagamine, Luka Megurine, Meiko, Miku Hatsune, Rin Kagamine, Yuzuki Yukari
Tags Baile, Cendrillon, Feitiço, Romance
Exibições 9
Palavras 4.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gosto, Não gosto. Não sei. Te detesto Gosto de você.Não apenas gosto Não sei se gosto ou não de você Gostar, detestar Arg! As declarações dele Continuam a girar na minha cabeça Gostar, detestar. Existe um meio termo entre eles? Sou obrigada a escolher apenas um Bem, a resposta já está decidida! Casamento! Sim, o futuro é perfeito (Eh, ca-ca-ca casamento?) Isso mesmo!Vamos morar num lugar cheio de árvores E ter cerca de 3 filhos Mas, espera, porquê? Nós só temos 14 anos!...Não é? Ao ponto de sairmos juntos... Gosto de você! Me escuta, idiota! Não tem graça nenhuma! Está totalmente errado Eu quero gostar de você. Fofo, fofo! No discurso do diretor,eu sorrio Leite e Panda juntos formam um urso branco O mundo é tão alegre! Não sei se gosto ou não de você! Te detestar e ao mesmo tempo gostar? Toma! Eh? Querias comprar aquele quartzo de arco-íris de volta pra casa Quando estava olhando para ele e te vi É o caminho oposto de volta para escola. Mas não te preocupa com isso
- Suki Kirai - Kagamine Rin/Len

Capítulo 13 - Pronoucement


Fanfic / Fanfiction Red Tears - Capítulo 13 - Pronoucement

Os finos flocos de neve caíam calmamente no quintal de Miku, aqueles cintilantes flocos escorregavam pela copa das árvores até tocar na menor flor que estava escondida pela grama verde daquele majestoso quintal. O por do sol se escondia atrás das árvores com folhas em tons avermelhados, escondidas grande parte pela enorme camada de neve que havia se formado por cima delas.

Miku estava sentada embaixo de uma árvore de sakura, de frente para um canteiro completamente cheio de belas roseiras que estavam sendo enterradas pela neve, a garota conseguia sentir os flocos de neve escorregando pelos seus sedosos cabelos, até caírem em sua roupa e ficarem presos no tecido grosso do agasalho de Miku.

A garota estava com um caderno de desenhos em mãos e um lápis pronto para retratar o que via naquele momento. Já fazia muito tempo desde a última vez que Miku decidira desenhar, não sabia se ainda tinha prática para conseguir fazer seus desenhos como antigamente, mas sabia que aquele inverno era bonito demais para não ser retratado.

– Finalmente, encontrei você. – Diferentemente de todos os momentos em que as garotas se encontram, Luka estava com um tom de voz calmo, como se tivesse acabado de acordar. A rosada apareceu por trás de Miku, com um sorriso radiante no rosto, sentando-se ao lado da esverdeada embaixo da árvore de sakura.

– Eu achei que você já tinha ido embora…! – Miku voltou seu olhar para frente, prestando toda a sua atenção nas roseiras incrivelmente enfeitadas com a neve que caía calmamente nelas.

– Ai, perdão se a minha presença é tão insignificante! Eu estava tentando agradar uma amiga! – Luka, agora, tinha um tom de voz brincalhão. A garota colocava a mão no peito, encenando um drama clássico, típico da garota. A esverdeada não olhava para a atuação muito bem-feita de Luka, mas não deixava de rir com aquilo.

As duas amigas não continham uma risada com tudo aquilo, as encenações de Luka era o que fazia com que o dia das duas ficasse tão animado desse jeito. O olhar de Miku estava distante, não era lá uma coisa muito comum, já que Miku sempre foi tão centrada em tudo.

– Algum problema? – Luka abaixou sua cabeça, tentando encontrar o olhar de Miku que ficava revezando entre as roseiras e o caderno de desenho.

– Hein? Comigo? Não, está tudo bem. Por que não estaria? – Ela olhou nos olhos azuis de Luka por apenas um segundo, enquanto continuava tentando fazer seu desenho.

– Você parece mais distante do que o normal, não tenho certeza se você está realmente bem como você diz… – Luka falava com um tom de voz meio preocupado, aquilo não era normal de Miku, pelo menos não sem motivo, não sabia o motivo para sua amiga estar tão diferente.

– Ah, sei lá. Esses dias, eu não paro de pensar na Haku, no que ela disse… E se o que ela disse for verdade e eu tiver que ser obrigada a matar o Kaito…? – Miku parou seu desenho e colocou o lápis sobre o caderno, deitando sua cabeça no ombro de Luka.

– Realmente, aquela empregada mexeu com a sua consciência, não foi? – A rosada deu um leve peteleco na testa de Miku, que fez com que a esverdeada desse uma risada – Eu sempre acreditei que a magia somente fosse usada para o bem, mas se você ficou tão nervosa com esse assunto, por que não tenta ir se desculpar com a Haku? Quem sabe assim ela faça com que o seu feitiço seja quebrado.

– Eu não sei, não é a coisa mais fácil do mundo ir em uma suposta bruxa para pedir para quebrar um feitiço que supostamente pode me fazer matar a pessoa que eu amo. – A garota se contradizia, a mente de Miku estava virando uma verdadeira zona, a garota não conseguia organizar seus pensamentos, não conseguia chegar em uma ideia só.

– Esse é o único jeito de você saber se é verdade ou não! – Luka deitou sua cabeça sobre a de Miku.

– Ah, é. Eu acho que eu não lhe contei. – Miku abriu um pequeno sorriso de canto ao ter que mencionar tal assunto – Kaito me convidou para um almoço no palácio, amanhã.

Luka arregalou os olhos, seus músculos da face estavam paralisados com tal notícia, lentamente ela foi virando seu rosto até encontrar com os olhos verdes da Hatsune, a garota não prestava mais atenção na rosada, mas sim na paisagem que estava em sua frente.

Como assim você só me conta agora?! – Luka berrou o mais alto possível, fazendo com que Miku se assustasse – Vem, vamos. Temos que decidir qual roupa você vai usar amanhã!

Luka agarrou o pulso da amiga e a arrastou até o seu closet, Miku segurava com força o caderno de desenho para que não caísse de sua mão. Miku não conseguiu, nem ao menos, protestar contra Luka antes de ser arrastada pela mesma, não tinha muita escolha, estava acostumada.

***

Kaito praticamente dançava pelas estradas cobertas de neve do reino. O príncipe observava o céu alaranjado graças ao sol de final de tarde, aquela era uma paisagem realmente muito bonita. Ele passava caminhando animadamente, dando pequenos saltinhos de alegria á medida que ia se aproximando cada vez mais do palácio.

– Então? – Uma voz feminina fez com que Kaito virasse subitamente para trás, dando um sorriso por encontrar a amiga, Yukari – Soube que o nosso príncipe finalmente encontrou uma princesa! – A garota de cabelos platinados aproximou-se de Kaito com um sorriso radiante, como se fosse que estivesse apaixonada ou algo do tipo.

– Ah? E como soube? – Kaito posicionou-se ao lado da garota, ainda tinha um sorriso animado no rosto, juntamente com o tom de voz brincalhão que não conseguia parar de sair de sua boca.

Yukari olhou para Kaito, surpresa. Nunca tinha visto Kaito em tão bom humor, aquilo era realmente novidade para ela.

– Como não saberia? É a notícia que está se espalhando por todos os cantos do reino! – Yukari falava animada, havia esperado 19 anos para que Kaito finalmente pronunciasse para todo o reino que declarava seu amor e que o futuro rei teria uma rainha. Claro, a garota muitas vezes pensou que isso aconteceria para Meiko, já que a mesma havia conseguido colocar minhoca na cabeça de Yukari – Sem falar que eu vi vocês dois hoje!

Uma pequena sensação de desespero pôde ser sentida pelo príncipe, um arrepio correu por todo o seu corpo, chegando a até mesmo arrepiar parte de seus sedosos cabelos azuis.

– Por favor, me diz que a Meiko não estava com você! – O tom de voz de Kaito não escondeu seu desespero. Estava completamente na cara que Meiko era apaixonada por ele, então, com certeza o que ela teria visto no reino, poderia ter causado muito transtorno para Meiko, já que ela ainda tinha esperanças que poderia, algum dia, ficar com Kaito.

– Na verdade, ela estava, sim. – Yukari falou pausadamente, de maneira arrastada. Aquele com certeza era um assunte delicado, principalmente para Kaito, já que estava envolvido contra sua vontade – Assim, como amiga da Meiko, eu iria lhe recomendar que você fosse falar com ela, já que ela está bem triste. Agora, como sua amiga, eu iria lhe recomendar que você evitasse ficar perto dela, principalmente quando ela está com algo afiado por perto! – Os dois riram do comentário de Yukari, aquela brincadeira sempre fazia o príncipe rir, e costumava fazer a Meiko rir também, pena que ela não estava com eles para poder rir também.

– Eu vou falar com a Meiko, só que mais tarde, no momento, eu devo ser a última pessoa que ela quer ver… – Kaito também falava pausadamente, nunca queria que Meiko tivesse se apaixonado, ele a amava, porém, como amiga. Sabia que aquele sentimento que Meiko tinha por ele iria ser fatal para a garota, já que ele não sentia a mesma coisa por ela.

– Eu achei que você já tivesse aprendido que mesmo que se você matasse alguém, Meiko nunca iria deixar de querer te ver. – Yukari falava com um tom de voz um pouco mais sério, mesmo que ainda fizesse piadas – Mas é verdade que, no momento, você tem coisas para fazer. Sei que ela vai entender que você vai se atrasar um pouco.

Kaito olhou para Yukari com uma interrogação estampado em seu rosto. Como assim ele tinha “coisas para fazer”? E como é que ela sabia sobre a sua agenda?

– Eu tenho coisas para fazer? – Kaito perguntou. Tirando um olhar confuso de Yukari.

– Sim, o jantar entre reinos. – Instantaneamente aquele desespero correu por todo o seu corpo, mais uma vez, porém, mais intenso. Como ele poderia ter esquecido?! – Não vai me dizer que você esqueceu!

Kaito olhou para o relógio da torre principal do palácio, marcava exatamente 17h45, precisaria estar pronto para o jantar às 18h00, o que dizia que ele teria apenas 15 minutos para conter a raiva que o pai deveria estar sentindo, dar a notícia para o pai sobre o almoço e ainda receber os convidados de um reino vizinho, cujo rei era um grande amigo de seu pai.

– Então... Se você quer continuar vivo para conseguir se casar, eu aconselho que você vá correndo, imediatamente, até o palácio! – Yukari apressava o príncipe que estava em pânico sobre o que fazer. Não demoraria muito para chegar ao palácio, se ele corresse, mas sabia que ainda tinha o tempo que ele receberia o sermão do pai, sem falar para se arrumar.

– É. É bom, eu fazer isso, fala para Meiko que depois nós conversamos! – O garoto falou apressadamente, ele saiu correndo antes mesmo de terminar o que dizia, fazendo a garota entender apenas pelos gritos que ele dava, á medida que ele se distanciava.

Kaito saiu correndo de maneira desesperada até o palácio, ele desviava de barracas que ficavam espalhadas pelo reino, de crianças que corriam pelas estradas e até mesmo de pequenas construções, feitas para melhorar a beleza do reino de Kaito.

O garoto passava na maior velocidade possível, adentrando sem mais nem menos os portõs do palácio que sempre estavam abertos, até o toque de recolher às 22h00. Os guardas que protegiam as portas do palácio ficaram assustados com tal velocidade, fazendo até mesmo um vento subir.

Kaito entrou com a maior velocidade no salão de jantar, encontrando seu pai, sentado em sua cadeira em uma das extremidades da mesa, lendo um livro, provavelmente enquanto esperava Kaito chegar. Quando Maurrice notou a presença do filho ali, ele fechou o livro e se levantou da cadeira, ficando de frente para o filho.

Em um movimento rápido, Maurrice tirou os óculos que usava para ler, enquanto Kaito engolia o seco.

– Atrasado. – Foi a única coisa que saiu da boca de Maurrice. O tom de voz fechado era bem contraditório á expressão que ele fazia. Não expressava raiva ou irritação com o filho, o que estava, de certa forma, assustando Kaito.

– Perdão, papai. – Kaito curvou-se para o pai, voltando a olhar nos olhos castanhos do mesmo. Maurrice estava com as mãos juntas á frente do corpo, ele apenas assentiu com a cabeça e saiu do recinto sem falar mais nada.

– Espero que isso não se repita. – Maurrice falou enquanto passava pelas grandes portas duplas do salão de jantar, deixando Kaito parado no mesmo lugar – Vá se arrumar!

Maurrice foi em direção as escadas que levariam para o andar dos quartos, quando Kaito finalmente percebeu que não havia levado bronca ou sermão do pai, ele virou-se e encarou o rei subindo as escadas calmamente, segurando firme nos corrimãos vermelhos da escada.

– Senhor Kaito. O que está fazendo aqui? Não deveria estar se arrumando para o jantar real? – A voz fina de Utatane Piko, mordomo de seu pai, acordou Kaito de seus pensamentos, fazendo com que ele olhasse fixamente para o rapaz, ainda bem jovem, de cabelos platinados.

– Piko! Aconteceu alguma coisa com o meu pai? Ele estava calmo demais agora! – Kaito olhava para os olhos azuis claro do rapaz. Piko esboçou uma expressão de cumplicidade ao ouvir a pergunta do príncipe.

– Ah, o seu pai? Não, não aconteceu nada com o seu pai. – Piko falou de maneira pausadamente, meio que eletricamente, não sabia mentir – Se me dá licença, eu irei ver se seu pai precisa de alguma coisa.

“Será que ele acreditou?”, essa pergunta ecoou na mente do mordomo.

Piko fez uma reverência para o príncipe e passou ao lado do mesmo, sem olhar em seus olhos. Kaito seguia o mordomo de seu pai com o olhar, não precisava ser um gênio para saber que Piko estava mentindo.

– Está mentindo para o seu príncipe? – Kaito abriu um sorriso de canto, era raro Piko fazer alguma coisa de errado – Não sabia que fazia algo de errado!

Piko parou instantaneamente quando ouviu o tom de voz debochado do príncipe, visivelmente sua pergunta mental havia sido respondida, não com a resposta que o mordomo gostaria de ouvir, mas havia sido respondida.

– O que o meu pai tem? – Kaito cruzou os braços, perguntou de maneira autoritária para o mordomo, que apenas virou-se para o príncipe, o mesmo colocou um de seus braços encostado em seu peitoral, fazendo a mesma coisa com o outro braço, porém encostando-o nas costas.

– Perdão, senhor. Mas eu tenho ordens de seu pai para que não revele nada a você ou a seus irmãos. Seria melhor se você perguntasse isso diretamente ao seu pai, não? – Piko fez outra reverência para seu príncipe e virou-se mais uma vez.

Kaito encarou as costas de seu mordomo, surpreso. Piko nunca havia falado dessa maneira com ele, na verdade, o príncipe nem sabia se ele tinha permissão para usar aquele tom de voz com ele, já que o pai sempre fazia com que os empregados não pegassem leve com ele ou seus irmãos, caso eles fossem curiosos.

– Ordeno que fale! – Kaito falou sem rodeios, com um tom de voz sério e frio. Piko, mais uma vez, parou seus passos e se virou para o príncipe, que estava com uma expressão mais séria do que a anterior, podendo, até mesmo, a fazer o mordomo sentir a frieza de seu olhar.

– Infelizmente as ordens que me foram dadas pelo rei, me fazem desobedecer a sua ordem, senhor Kaito. Perdão. – Piko deu sorriso debochado e, mais uma vez, reverenciou o príncipe, na esperança que, dessa vez, ele conseguisse ir ver se seu rei precisava de alguma coisa.

Kaito poderia ficar interrogando Piko pelo resto da noite, porém, existiam dois probleminhas: Primeiro, Piko era um chato que com certeza não responderia nenhuma das perguntas de Kaito e segunda, ele precisava ir se arrumar para o jantar real, já que estava mais do que atrasado.

– Senhor Kaito? – Uma voz feminina acordou Kaito, era sua empregada, Gumi, ela estava com uma bandeja de chá na mão, provavelmente deveria estar indo para o quarto de seu pai, já que ele costumava tomar chá antes de se preparar para o jantar – Não deveria estar se arrumando para o jantar real?

– Sim, Gumi. – Kaito desviou o olhar da escada que Piko havia acabado de subir para empregada, que estava olhando-o, confusa – Estava indo fazer isso agora mesmo! – Kaito abriu um sorriso gentil e foi em direção ao seu quarto.

***

– Será que o Kaito chamou a Miku para vir jantar aqui, amanhã? – Len perguntou para Rin. Ele e sua irmã estavam sentados do lado de fora do palácio, no gazebo. Rin estava treinando a hora do chá para o teste de boas maneiras que teria que fazer com uma das professoras, mas logo parou, para dar atenção ao irmão.

– Provavelmente não. Kaito mal consegue falar com uma garota que ele conhece há um tempão, como a Meiko, sem ficar todo envergonhado. Imagina como deve ter sido como alguém como a Miku! – Rin sentou-se e entregou a xícara que ela havia conseguido encher de chá sem problemas para o irmão – Por quê?

Rin pegou mais uma vez o bule que estava usando para treinar, para que assim pudesse encher sua própria xícara. A garota segurava o bule com o maior cuidado, já que estava quente.

– Ah, sei lá. – Len respondia observando cada movimento da irmã, praticamente zelando para que a irmã não se queimasse ou se machucasse – Acho que seria legal receber a Miku aqui. Você não? – Len terminou a frase com um sorriso debochado no rosto, sabia que Rin havia gostado de Miku tanto quanto ele, mesmo que de maneiras diferentes.

– Eu confesso que seria interessante! – Rin respondeu com uma expressão igualmente debochada, ela tirou o olhar do bule para que pudesse observar com o canto dos olhos o irmão, que dava risadas com o comentário da mesma.

Porém, por um ato de descuido vindo de Rin, ela, por acidente, colocou a mão na parte de baixo do bule, onde todo o chá quente estava concentrado, fazendo com que ela queimasse a mão.

A garota deu um pequeno berro de dor, graças a queimadura que havia feito. Len rapidamente colocou sua xícara de chá no pires que estava sobre a mesa e se levantou, cuidando tanto para que Rin não derrubasse o caro bule de porcelana da antiga prataria de sua mãe, quanto da queimadura que a garota havia adquirido.

– Rin, cuidado. – Len colocou o bule de chá na mesa em que eles estavam e segurou a mão queimada da irmã. A garota estava sentindo seus olhos começarem a marejar graças a dor que aquela queimadura causava, mas fazia de tudo para que seus olhos não derramassem – Vem, vamos falar para a Mayu, ela vai cuidar da queimadura.

Mayu era a babá deles, ela foi contratada pelo próprio rei quando os gêmeos haviam acabado de nascer, era uma babá muito boa e atenciosa, mesmo que ninguém conseguisse ficar de olho naqueles dois todo o tempo.

– Ela vai contar para o papai? – Rin perguntou, assustada. Fazia o possível para orgulhar o pai de todas as maneiras que podia, uma queimadura em uma tarefa tão simples como servir chá, era algo que envergonhava a própria Rin.

– Não se preocupe, nós pedimos para que ela não conte nada. – Len piscou rapidamente para a irmã, fazendo que a mais velha desse um sorriso de agradecimento.

***

O jantar estava prestes a começar, os membros da família real de Kokka estavam saindo da carruagem branca com a ajuda de seus empregados.

– Apresentando o rei e a rainha de Kokka, Leon e Lola Kamui. – O mordomo da família Kamui apresentava os reis de seu reino.

Lola e Leon desceram da carruagem de braços dados, aproximando-se de Maurrice que estava á frente de seus filhos.

– Maurrice, quanto tempo. – Lola soltou o braço do marido e deu dois beijos em Maurrice, um de cada lado do rosto do rei de Jumon.

– Realmente, Lola. Faz muito tempo. – Maurrice abraçou a velha amiga com ternura, enquanto Leon esperava sua vez de abraçar seu velho amigo, pacientemente, vendo toda a intimidade do amigo e da esposa.

– Espero que não tenha esquecido de mim, Maurrice! – Leon esperou que sua esposa se afastasse para abraçar o amigo.

– Claro que não! – Os velhos amigos se abraçaram, enquanto Kaito, Rin e Len apenas observavam as outras carruagens se aproximando.

Já que os pais eram amigos, é claro que os filhos seriam amigos, também. O príncipe e a princesa de Kokka eram velhos amigos de Kaito, Rin e Len, que não se viam há bastante tempo. Kaito e o filho mais velho de Lola e Leon se consideravam “melhores amigos” desde que Kaito acobertou o príncipe de ter quebrado um vaso inestimável do palácio de Kokka.

– Apresentando o príncipe e a princesa de Kokka, Gakupo e Neru Kamui. – O mordomo da família real apresentou os filhos do casal de reis, enquanto ajudava a princesa Neru a descer da carruagem com cuidado.

Rin e Len logo saíram de trás do pai para que pudessem receber Neru como deveriam, os três eram ótimos amigos, já que tinham a mesma idade se sentiam mais confortáveis para conversarem. Sem falar que Neru e Len sentiam um afeto maior que só amizade um pelo outro, sem coragem de se declararem.

– Oi Rin e Len. – Neru falava animadamente, enquanto descia da carruagem. A primeiro coisa que havia conseguido ver quando desceu foram os gêmeos que estavam sorrindo um pouco mais a frente.

– Oi Neru. – Os gêmeos falaram em uníssono, esperando a garota descer da carruagem para dar um abraço nela, assim feito. Primeiro foi a Rin a abraçar a princesa de Kokka, depois o Len, que estava quase emocionado, assim como Neru.

– A gente tem muita coisa para pôr em dia! – Rin interrompeu aquele silêncio constrangedor que estava ali, depois do momento fofo que Len e Neru se abraçaram. Rin estava com os braços cruzados e uma expressão maliciosa no rosto.

Os três amigos ficaram um pouco de tempo em frente a carruagem, enquanto conversavam coisas simples, até serem interrompidos por alguém que pigarreou dentro da carruagem, era Gakupo. O mais velho estava dentro da carruagem, porém, interrompido pelos amigos que não saíam da frente.

– Se quiserem conversar sobre sei lá o quê que vocês conversam, poderia ser em outro lugar? – Gakupo falava de maneira brincalhona com uma expressão debochada.

– Olá Gakupo. – Rin e Len falaram em uníssono, enquanto observavam o garoto tentar descer da carruagem.

Rapidamente, Rin, Len e Neru saíram de frente da carruagem, deixando espaço para que Gakupo pudesse sair, assim feito. Gakupo ajeitava seu paletó branco com as mãos, já que deveria estar amassado pelo tempo que ele havia passado sentado.

– Não vai me dizer que esqueceu do amigo, não é, Gakupo? – A voz de Kaito chegou aos ouvidos de todos, fazendo com que Gakupo levantasse a cabeça rapidamente para encontrar o amigo que descia as escadarias que davam acesso ao palácio.

– Claro que não. – Gakupo e Kaito deram um abraço apertado, pelo longo tempo que não se viam.

– Olá Neru. – Falou Kaito quando percebeu a presença da mais nova.

– Oi Kaito. – Neru falou animadamente, recebendo um brilho novo em seu rosto. Assim como a maioria das princesas dos reinos nas redondezas, Neru era apaixonada por Kaito, graças a beleza que todas as princesas apreciavam no mesmo.

Len olhou meio enciumado para o irmão, quando percebeu a expressão iluminada de Neru. “Caramba, por que você não olha assim para mim?!”, pensava raivosamente.

Kaito já sabia há um bom tempo sobre os sentimentos dele por Neru, afinal, ele não fazia questão em esconder muito bem. Então ele apenas a cumprimentou com um beijo na mão e saiu do local conversando com Gakupo. Neru estava quase gritando de felicidade enquanto Len bufava de raiva.

Os príncipes e princesas dos reinos se dirigiram até onde seus pais observavam tudo aquilo, Gakupo e Kaito apareceram primeiro, conversavam calmamente, como sempre. Len, Rin e Neru chegaram depois, um pouco mais euforicos que o normal.

– Tem como dar um jeito nesses cinco? – Lola perguntava com uma expressão muito feliz, tirando sorrisos de todos os príncipes e princesas que estavam ali.

– Não, não mesmo. – Maurrice complementou – Vamos, o jantar já está servido!

Rin e Neru saíram andando mais na frente com os braços dados como amigas próximas que eram, deixando todo o resto para trás.

– Ei! – Len chamou a atenção, correndo para alcançar as duas.

Os vestidos típicos de princesas das garotas chamavam toda a atenção, Rin usava um vestido amarelo com detalhes e babados em preto, com um salto branco, e Neru usava um vestido dourado, estilo sereia, com saltos pretos.

Gakupo e Kaito foram para o salão de jantar logo em seguida, deixando os pais sozinhos para conversarem tranquilamente.

– E aí? Já desencalhou? – Gakupo falou de maneira debochada com uma expressão zombeteira. Kaito olhou com a mesma expressão nos olhos roxos de Gakupo, abrindo um sorriso debochado.

– E é você quem me pergunta isso?! – Kaito falou alto, zombando do amigo da melhor maneira possível.

– Eu estava menos encalhado que você! – Gakupo deu cocão na cabeça de Kaito, fazendo com que o azulado colocasse a mão no mesmo lugar, ainda dando risadas.

– Ok, fala isso até acreditar!

***

Chega de provar roupas! – Miku berrou em seu quarto, jogando todas as roupas que havia provado na cama, ao lado de Luka.

– Vamos lá, Miku. – Luka pegava alguma roupa lá para vê-la melhor. Era um vestido branco, com um cinto beje com um lacinho – Você precisa arrumar uma roupa para usar amanhã!

– Eu já provei a metade do meu closet! Dá para você escolher uma roupa a partir das que eu provei! – Miku se sentou em sua cama, suspirando de cansaço. Nunca havia experimentado tanta roupa em toda a sua vida.

Luka bufou para o lado, tirando uma risada de Miku.

– Você é muito sem graça! – Luka jogou o vestido que estava segurando no rosto de Miku.

Miku calmamente tirou o vestido de sua cara e colocou junto com a pilha de roupas que havia na sua cama.

– Eu? Sem graça? Como você pode ter chegado á essa conclusão?! – Miku falou de maneira brincalhona, fazendo drama com o comentário da amiga, já que Luka sempre a chamava de sem graça.

– Baka! – Luka, agora, atirou uma almofada na direção de Miku, que conseguiu segurar antes que o mesmo atingisse seu rosto, porém, deixando a guarda baixa para que Luka a atacasse com outro travesseiro.

As duas davam risada daquela brincadeira sem nexo que elas sempre faziam, até serem interrompidas por batidas na porta do quarto de Miku, chamando a atenção das duas que olharam instantaneamente para a porta fechada.

– Entre. – Miku respondeu firmemente, ajeitando seu cabelo e voltando a sua postura normal na cama.

– Senhorita Hatsune? O jantar está servido. – Kiyoteru abriu a porta por pouco, adentrando o quarto da patroa, porém, se assustando por ver que parecia que um furacão havia passado por ali.

– Oi Kiyoteru. – Luka cumprimentou o mordomo da amiga, animadamente, como sempre.

– Olá, senhorita Megurine. – Kiyoteru respondeu com um pequeno sorriso de canto para a rosada que sempre estava animada, voltando a olhar para Miku, esperando a resposta da chefa.

– Sim, muito obrigada, Kiyoteru. Pode se retirar! Eu e Luka iremos em dois minutos. – Miku falou de maneira firme, esboçando um sorrisinho.

– Como queira, senhorita. – Kiyoteru curvou-se educadamente para a patroa e saiu do quarto da mesma, fechando a porta atrás de si.

Luka encarou Miku por alguns segundos, a esverdeada estava bamba de sono, quase caindo, mas é claro que a melhor desculpa que ela tinha era que ela havia acordado de 5h00 da manhã, qualquer um ficaria com sono depois de tanto tempo acordado.

Luka colocou um vestido que ela segurava na pilha de roupas que estava sobre a cama de Miku, e se levantou rapidamente.

– Então? Vamos comer que eu estou ficando com sono. – Luka se direcionou até sua amiga, dando a mão para que ela pudesse levantar da cama.

Você está ficando com sono? Não acredito! – Miku levantou-se de sua cama e ficou lado a lado com Luka, juntas, as duas saíram do quarto em direção ao espaçoso salão de jantar da mansão de Miku.

A mesa estava farta de vários tipos de alimentos diferentes, desde frutas até a carnes das mais variadas. Subitamente as garotas sentiram seu estômago roncando, como se só tivesse dado sinal de fome depois de ver toda aquela comida.

Rapidamente Luka e Miku se entreolharam e foram cada uma para o seu respectivo lugar da mesa, cada uma em uma das extremidades, sentando-se paralelas uma a outra.

Miku se serviu com uma generosa colher de arroz e um belo pedaço de bife que escorria um belo molho vermelho pela carne, com o costumeiro chá que Miku sempre bebia. Já Luka preferiu apenas comer macarrão com almôndegas, como a criancinha que ela escondia por dentro.

– Amanhã vai ser um dia inesquecível! – Luka deu um berro enquanto enrolava o macarrão no garfo. Miku apenas riu daquela reação da amiga, ela ficava mais animada do que a própria Miku, o que era incrivelmente hilariante para Miku.

– Me diz, como é que você consegue se animar mais do que eu? – Miku perguntou de maneira brincalhona, aquela era uma pergunta que, provavelmente, nem mesmo Luka saberia a resposta.

– Não sei. – Luka enfiou o garfo com uma almôndega na boca – Eu só sei que você vai me descrever tudo o que acontecer lá! Tudo! Cada mísero detalhe! – Luka apontava o garfo para Miku, praticamente exigindo.

– Sim senhorita, senhorita Megurine! – Miku bateu continência enquanto falava como um soldado, fazendo Luka dar uma risada com aquela brincadeira.

– É bom mesmo, ou eu pergunto ao próprio Kaito como é que foi! – Luka falava de maneira brincalhona, ela e a própria Miku sabiam que aquilo com certeza não era verdade.

– Ok, vamos fingir que eu acredito! – Miku deu uma risada, enquanto voltava a comer tranquilamente, igualmente á Luka, que ainda dava risadas.


Notas Finais


Então este foi o capítulo 13, espero que tenham gostado.
Vejo vocês no capítulo 14


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