História Redemption - Capítulo 51


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Relacionamento, Romance, Sexo, Sobrevivencia, Violencia
Visualizações 23
Palavras 1.640
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Josei, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 51 - Eu Ainda Sinto Tudo


Fanfic / Fanfiction Redemption - Capítulo 51 - Eu Ainda Sinto Tudo

Annabelle teve um dia difícil. Descobriu no fim da manhã que o homem morto com um tiro na cabeça era Ethan Bilbord, um caçador de recompensas, que trabalhava como mercenário, sem patrão e morava em New Jersey. Ele trabalhava por empreitada e, Connor acreditava que ele estivesse chegando em San Angelo em busca de Blessing, como já havia acontecido antes. Não havia testemunhas para dizer quem matou o homem.

Ela estava nervosa. Tinha medo de que Blessing se tornasse um dos suspeitos do crime, embora ninguém soubesse que ele tinha uma arma em seu poder.

Não era a desconfiança de que ele tivesse cometido o crime que a atormentava, mas a preocupação dele ser descoberto, caso tivesse feito. Ele não entenderia isso, ela sabia. Ficara magoado com ela e ela não sabia como conversar sem magoa-lo mais.

Por volta de 18h30 ele entrou na sala. Estava sério e fechou a porta, sem trancá-la. Aproximou-se da mesa dela e colocou a pistola lá, devolvendo-a mais uma vez. Depois se sentou em uma das cadeiras que ficavam diante de sua mesa.

- Já sabe quem é aquele homem? – perguntou.

- Descobrimos o nome dele e que ele é um caçador de recompensas de New Jersey. Connor acha que ele veio mesmo atrás de você. – Ela disse, encarando-o.

- Mas eu não matei ele – Blessing defendeu-se aborrecido.

- Meu amor, – ela começou, tentando acalmá-lo – eu tinha de perguntar. Tinha de saber, porque a ser iniciada uma investigação e chegaria a você. Me perdoe se o magoei. Eu só queria protegê-lo, mesmo contra tudo.

Ele baixou o rosto, chateado. – Você me acusou. Ontem brigou comigo me acusando por atacar aqueles homens que a tocaram e xingaram e eu estava protegendo você. Hoje me acusou de ter matado aquele homem. Você acha que eu sou um assassino frio. Eu não sou isso, Belle. Você não sabe as circunstâncias das coisas que eu fiz.

- Não é isso, Bless.

Ele levantou a mão para que ela calasse e continuo, falando muito baixo – Eu matei pessoas. Matei mesmo. Matei e não me arrependo de nenhum deles, porque eles me agrediam dia após dia. Eles me espancavam, me chutavam, batiam minha cabeça no chão, me deixavam com fome, e quando eu pedia água, urinavam sobre mim. Eles me amarravam e amordaçavam e faziam sexo a força comigo, me machucavam, muito mesmo. Eu só tinha dois pensamentos, morrer ou matar, porque não aguentava mais aquilo. Eu tinha medo e raiva, tudo ao mesmo tempo.

- Bless... – ele novamente fez um gesto para ela parar.

- Eu ainda tenho raiva, Belle. De cada um dos que ainda estão vivos. E se vierem atrás de mim, e eu tiver oportunidade, vou matá-los. Porque eu ainda sinto tudo. Há dias em que todo o meu corpo dói. Henry diz que é dor psicológica, somática. Eu sinto as pontas das botas nas costelas, os puxões de cabelo, sinto horror de ir ao banheiro, porque dói. Sinto dores que não podem ser curadas, porque estão só na minha cabeça. Mas você não sabe disso, porque eu não digo. Eu tenho vergonha de dizer, Annabelle. – Seu rosto estava vermelho e ele lutava para encará-la, porque ela via vergonha em seus olhos marejados. - Eu não sou uma pessoa boa e já lhe disse isso. Mas eu não saio por aí matando indiscriminadamente. Eu não sou um assassino. Eu sou uma vítima. – Ele finalizou, se levantou e caminhou para a porta.

Lágrimas desciam pelo rosto de Annabelle, quando ela se levantou e chamou – Bless... – Ele virou-se com a mão na maçaneta, sério.

- Eu vou para a academia. Espero você lá – disse e saiu.

***

Cerca de 20 minutos depois, quando Annabelle conseguiu se recompor e finalmente chegou a academia, Blessing treinava duro. Concentrado nos golpes fortes que dava no saco de areia, sob a orientação do instrutor. – Hoje ele está um animal – o homem disse a ela, sorrindo. Já descontou todas as raivas no treino e vai para casa bem calminho – riu alto.

Ela colocou a luva de proteção e começou a treinar em outro saco. Ele não a encarou durante todo o treino. Encerrou e foi para o vestiário, onde tomou um banho rápido e se vestiu.

Ela foi em seguida e quando saiu ele a esperava, como sempre fazia. Ela estendeu a mão e ele a tomou. Sua mão estava fria e suada, porque ele estava nervoso, mas ela não se importou, a apertou carinhosamente. – Vamos para nossa casa?

- Vamos – ele respondeu baixo.

Subiram na moto e ela o abraçou com força – Eu amo você, Bless. Nunca esqueça isso. – disse com o rosto encostado em suas costas.

- Eu também amo você, Belle. Mais do que tudo. – ele respondeu sem olhar para trás e acelerou.

Chegaram em casa e entraram em silêncio. Ele subia as escadas, quanto ela foi para a cozinha e perguntou o que queria jantar. Ele murmurou que estava sem fome, sumindo no corredor.

Ela se sentou no sofá da sala e segurou a cabeça com as mãos. Suas atitudes haviam criado um abismo entre eles e ela não sabia como resolver aquilo. As palavras que ele lhe disse na delegacia, carregadas de amargura e dor, ainda ecoavam em seus ouvidos. Ela quase sentia dor em seu corpo, em apenas tentar imaginar o que ele passou.

Lágrimas caiam no tapete e ela não as impediu de escorrer por seu rosto. Estava devastada, porque não tinha coragem de subir e encará-lo. Não sabia o que dizer a ele, depois de tudo. Tinha medo de mais uma vez falar bobagens e magoá-lo. Soluçou alto e cobriu a boca com a mão, para evitar chamar atenção.

Ouviu passos na escada e ele apareceu. Os cabelos molhados cobriam suas costas e pequena gotas ainda estavam sobre seus ombros. Usava apenas um calção e estava descalço. Ele se aproximou e passou a mão carinhosamente sobre os cabelos dela presos no coque. – O que foi? – a pergunta foi tão inocente, que ela não pode deixar de rir entre as lágrimas ao encará-lo de baixo, onde estava.

- Eu estou tão arrependida – Conseguiu dizer e mais lágrima caíram por seu rosto.

Ele se sentou ao seu lado e a puxou em um abraço. – Já passou. – Acalentou-a carinhosamente. – Não fique assim. – sua voz era meiga e parecia que nada havia acontecido. Ele a puxou para seu colo, como um bebê, abraçando-a pela cintura. Ela escondeu o rosto na curva de seu pescoço e chorou mais. – Por favor, não chore. – Ele pediu, beijando sua testa.

- Não quero mais brigar com você. Não quero mais que nos desentendamos. – Ela chorou. Estava fragilizada. Só queria acabar de uma vez com todo o clima ruim que criou. – Eu amo tanto você. – o abraçou apertado.

- Não vamos mais brigar. Acabou. – Ele afastou seu rosto e a beijou na boca. O beijo foi meigo, carinhoso e selava a paz entre eles. – Não falaremos mais sobre isso. Ok? – ele disse após o beijo, encarando-a bem de perto.

Ela assentiu com a cabeça e voltou a esconder o rosto em seu pescoço e ele levantou com ela no colo, levando-a para o andar de cima, ao quarto deles.

A sentou na beira da cama e ajoelhou-se diante dela, tirando suas botas e meias, depois abriu os botões do uniforme, abrindo a camisa, tirando-a e em seguida a camiseta que estava por baixo. Seus cachos caíram sobre os ombros quando ele soltou seu coque. Depois ele a fez levantar e abriu seu cinto e o botão da calça, abriu o zíper e a abaixou. Segurou sua mão para apoia-la ao tirar a calça, deixando-a somente de calcinha e sutiã.

Ele a encarou e as lágrimas não caiam mais pelo rosto dela. Ele sorriu e seu sorriso não era mais doce, era sexy e ela suspirou. – Vamos esquecer tudo e fazer amor? – ele sussurrou em seu ouvido e ela sentiu um arrepio em sua espinha, com os dedos dele descendo por suas costas, delicadamente.

Ela sentiu quando ele abriu seu sutiã e o fez cair no chão, para em seguida tirar sua calcinha. Ainda estavam de pé ao lado da cama, ele a encarava tão de perto e ela sentia sua respiração em seu rosto. A mão dele roçou seu seio e desceu pelo abdômen, até chegar ao interior de suas coxas, invadindo-a com seus dedos e ela gemeu, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás. Sentiu a língua em sua garganta e gemeu mais uma vez.

Ele a fez deitar na cama e manteve sua mão entre suas pernas, levando a sanidade dela aos poucos, com as carícias que fazia em seu clitóris e as mordidas leve que dava em seus seios. Ela estava sem forças, domada e entregue a ele, gemendo e chamando seu nome. Queria ele dentro dela, sentia-se vazia e queria mais.

Ele a fez gozar em segundos e ela o puxava para si, querendo-o, enlaçando-o com as pernas. – Faça amor comigo, Bless. Agora, por favor – Ela suplicou necessitada.

Blessing a beijou e, tirando seu calção, em seguida, a tomou como ela pediu. Ela gritou seu nome, quando ele a invadiu de uma vez, duro e forte.

Ela o puxou mais para perto com suas pernas e ele empurrou-se nela, entrando inteiro e fazendo-a gemer mais. Nunca era suficiente. Eles sempre queriam mais. Se entregaram ao prazer e logo estavam descontrolados em busca do orgasmo. Suavam e se movimentavam juntos, em um ritmo frenético ensandecido.

Os gemidos dele a excitavam cada vez mais. Ela gostava de saber que o enlouquecia de prazer. Chegaram ao êxtase juntos, com seus corpos enlaçados em abraços e beijos quentes, respirações entrecortadas e palavras doces de cada um.

Ele deitou-se ao lado dela e a abraçou. Ficaram calados, de olhos fechados, apenas tentando acalmar suas respirações, ainda ofegantes. Levados pela exaustão do dia, dormiram.



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