História Redemption - Capítulo 56


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Relacionamento, Romance, Sexo, Sobrevivencia, Violencia
Visualizações 19
Palavras 1.479
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Josei, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 56 - O Amor


Fanfic / Fanfiction Redemption - Capítulo 56 - O Amor

Lion era um rapazinho franzino, muito branco e com cabelos louros cor de ouro, como os de Annabelle, só que lisos, muito lisos, tão lisos que ficavam espetados quando cortados. Na maior parte do tempo eles ficavam maiores, cobrindo um pouco seus olhos e orelhas.

Seus olhos eram exóticos, puxados como os asiáticos, mas claros. De uma cor diferente, quase cor de rosa.

Por ser um asiático exótico, terminou nas mãos dos colecionadores, como Blessing. Era assim que eles se autodenominavam, colecionadores do exotismo. Queriam ser os primeiros e, quem sabe, os únicos a provarem essas raridades.

Ele tinha 13 anos quando chegou à casa de Teobaldo. Era magro e pequeno, mas o velho logo se afeiçoou a ele, dando-lhe presentes e concedendo desejos, porque e o menino correspondia a suas ordens sem nunca reclamar.

Lion ganhou a tatuagem de um grande leão nas costas, porque foi o animal que ele mesmo escolheu. E isso ele contou a Angel uma madrugada, uma das muitas que fugiu para estar com ele.

Ele conheceu Angel uma semana após chegar na casa. Ouviu a confusão de seu quarto e quando saiu para ver o que era, observou o rapaz de cabelos negros esvoaçantes se empurrando contra dois homens. Ele estava nu, com as mãos presas em correntes, para trás e tinha um colar de ferro no pescoço, além de uma mordaça de couro. Os homens tentavam levá-lo para uma sala, mas ele lutava com eles, mesmo preso. Ele tinha um par de asas tatuados nas costas e ele se encantou imediatamente por aquele anjo. 

Lion se aproximou e perguntou para onde o levavam e disseram que era para o mestre. -  Pois deixem ele onde estava. Eu vou ao mestre. – Ele disse e se meteu na frente, entrando na sala e se oferecendo ao velho, que terminou esquecendo o rapaz de asas nas costas.

Desde aquele dia, Lion fazia o que podia para evitar que Angel sofresse nas mãos dos seguranças do velho. Pedia favores a Teobaldo para ele e o alimentava e dava água escondido.  Mesmo que o rapaz nunca falasse com ele. Até aquele dia.

  Era uma madrugada fria. Chovia e relampeava muito e Lion fugiu do quarto entrando no cubículo de Angel, que estava deitado em uma cama, com as mãos presas para frente, olhando a chuva pelas grades da janela.

Lion era o único que não tinha medo de ficar perto dele. Sentou-se ao seu lado na cama e tirou do bolso do casaco um grande sanduiche de frango. – Trouxe para você – sorriu.

Angel pegou o sanduiche e comeu rápido. Estava faminto, pois não lhe alimentaram durante o dia todo. O menino tirou uma garrafinha com água do outro bolso e estendeu para ele.

- Porque você me ajuda? – Angel falou pela primeira vez e sua voz era baixinha e doce, embora rouca e máscula.

Lion abriu um sorriso feliz – Para um dia poder ouvir essa sua voz. E ela é linda. Como você. – disse tocando no rosto dele. Angel esquivou-se do toque. Ele era arredio. – Não tenha medo de mim. Eu só quero ajudá-lo. – o menino falou entristecendo.

Angel ficou confuso. Ninguém nunca quis ajudá-lo e ele também não queria entristecer o menino. – Eu não tenho medo de você. Não tenho medo de ninguém. – respondeu.

- Eu vejo. Admiro tanto você. Queria ter essa força que vontade que você tem. Se lutar pelo que quer e nunca ceder ao que não quer fazer. Eu tenho medo e por isso resolvi ceder. Mas isso é muito triste. Eu não queria ser assim.

- Então não seja.

- Não é fácil. Eu acho que não suportaria os maus tratos. Como você parece ne ligar. Está machucado e nem se importa. – o menino tocou novamente seu rosto, limpando um pouco de sangue de seu queixo. – Eu não queria que fizessem isso com você.

- Por quê?

- Porque eu o amo. – ele sorriu.

- Você nem sabe o que é amor. Nem tem idade para saber. Viveu com esses monstros a vida toda como eu, como saberia o que é amor? – Angel disse com ironia.

- Eu sei sim. Soube no momento em que te vi, que era amor. Eu vivo por você aqui e sempre o amarei. Mesmo que nunca fiquemos juntos. Eu sempre cuidarei de você e quando eu morrer, continuarei amando você.

Angel ficou atônito com a declaração daquele menino. Mas não se moveu quando ele se aproximou e o beijou na boca castamente. Ele deixou aquele menino o beijar e nunca soube porque fez isso.

Depois daquele dia o menino continuou indo lá quando podia e fazia carinho, o limpava com toalhas molhadas quando ele estava machucado ou sujo e dizia que o amava. Ele nunca correspondeu ao amor de Lion, mas gostava de sua companhia e às vezes conversavam.

O menino chorava quando o via muito ferido, como no dia em que quebraram algumas costelas e ele mal conseguia se mover. Lion roubou analgésicos e lhe deu e passou a noite com ele. – Não quero que o machuquem mais. – Chorou abraçado a ele.

- Eu não me importo. Um dia vou matar todos eles e vou embora daqui. – Angel murmurou em sua dor.

- Quando você for embora vai lembrar de mim? – Lion perguntou com os olhos brilhando.

- Acho que vou. Você me perturba tanto – Angel sorriu.

- Eu amo você, Angel. – Ele disse e o beijou castamente. – Sei que não me deseja. Que não pode desejar, mas eu desejo você. – Sussurrou em seu ouvido.

- Ele não lhe deu os remédios, inibidores?

- Não. Eu sou o amante dele.  – Respondeu triste. – Sou a putinha dele.

- Não diga isso – Angel recriminou. – Eu vou matá-lo. – falou com raiva. 

- Eu sei que um dia você vai. – O menino sorriu triste e o beijou mais uma vez e depois saiu.

Durante mais de um ano, Lion se encontrou furtivamente com Angel em seu dormitório, até que o rapaz passou a ser punido de maneira mais constante e preso em um quarto trancado. Poucas vezes o menino conseguiu driblar a todos e na noite em que, finalmente conseguiu – as custas de muitos favores indizíveis ao velho - que Angel fosse levado para o quarto em que ele dormia, com Fox e Bear, aconteceu o resgate e eles mal se viram.

***

Ainda era madrugada quando Annabelle acordou e não encontrou Blessing na cama. Se sentou e o viu sentado na poltrona, lendo a carta mais uma vez. Ela não imaginava quantas vezes ele já a havia lido.

Ela se levantou e foi até ele, ficando parada e sua frente. Ele levantou a vista e seus olhos estavam tristes. – Como ele morreu? – perguntou baixo.

- Ele tomou todos os antidepressivos de uma vez. – Ela respondeu. – Ele era seu amigo?

Ele estendeu a carta para ela e a puxou para seu colo. Annabelle aconchegou-se em seu colo e o encarou – Tem certeza? – disse olhando para ele e para a carta. Ele apenas assentiu com a cabeça e ela leu.

- Ele amava você – ela finalmente confirmou, com assombro. Olhou para Blessing, em sua expressão triste, e perguntou – Vocês tiveram algo?

- Ele gostava de mim. – respondeu evasivamente e ela preferiu não o pressionar.

- Sinto muito – disse e ele não respondeu, apenas beijou sua cabeça. – Como se sente?

- Estou triste – suspirou. – Estou com raiva – suspirou mais uma vez.

Ela levantou o rosto para encara-lo mais uma vez. – Você tem de repousar. Devia estar na cama e não aqui comigo em seu colo. – falou séria.

- Eu sei. – respondeu desanimado. – Mas eu não consigo mais dormir. Acho que gastei todo o meu sono durante o dia – confessou.

Ela sorriu e beijou seu queixo. – Vou lhe dar uma dose do seu remédio e logo estará dormindo. – disse e se levantou, pegando pela mão para voltar para a cama.

Pegou os remédios e água, enquanto ele tirava a calça e se deitava e depois que ele tomou a medicação, deitou-se ao seu lado, tirando a camisola. Acostumou-se a dormir nua, como ele.

Ele a abraçou e tentou puxá-la para cima dele, mas ela se negou – Você refez os pontos há 24 horas. – Chamou sua atenção e ele virou os olhos e fez um bico que a fez rir. Às vezes ele não era mais do que um menino.

Ela começou a cantar e fazer carinho em seus cabelos e ele riu baixinho. – Estou cantando para você dormir e não para rir – reclamou.

- Eu não vou conseguir dormir com você cantando – Ele riu.

Ela continuou cantando e poucos minutos mais tarde ele estava dormindo. A carta de Lion descansava na poltrona, onde antes os dois estavam. E se houve algo entre os dois, ela nunca saberia, porque tinha certeza que Blessing não contaria. Mas isso não importava, porque ele agora era dela e seu passado já não valia mais nada.



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