História Redemption - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Relacionamento, Romance, Sexo, Sobrevivencia, Violencia
Visualizações 6
Palavras 1.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Josei, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Aproximação


Fanfic / Fanfiction Redemption - Capítulo 7 - Aproximação

Voltaram para a pousada da mesma maneira que foram, segurando as mãos de Hope, que voltou a tagarelar. Desta vez sobre a pescaria que iriam no fim de semana.

De vez enquanto se olhavam e sorriam. Annabelle sentiu que havia conseguido o que queria, estava se aproximando de Blessing.

Ao chegarem, a menina entrou correndo para contar para mãe sobre os planos e os dois ficaram no terraço. Ele olhava para o chão, tímido, encostado na mureta, enquanto ela sentou-se em um sofá o observando. – Não queria que ficasse tímido por minha causa.

- Eu... eu não estou... – ele deu um meio sorriso quando seus olhares se encontraram – Talvez eu esteja... – admitiu – não... não consigo evitar.

- Ok. Não se preocupe... Mas entenda uma coisa... eu não o quero mal. Quero bem, muito bem – sorriu e esticou a mão na direção dele. Esta seria a cartada final do dia. Tinha e ganhar a confiança dele. Ele lhe daria a mão?

Os olhos de Blessing seguiram para a mão dela, que percebeu sua respiração acelerar.

Ela achou que tinha falhado e causado pânico nele. Que droga!... tudo iria por água a baixo.

Os minutos que se passaram poderiam muito bem ter sido horas, e quando ela se preparava para retirar a mão erguida, ele ergueu a sua e seus dedos se tocaram, até as palmas se unirem. A mão dele estava fria e suada, a dela era quente... delicadamente ela o guiou para sentar-se ao seu lado e ele foi sem questioná-la.

Ficaram sentados, de mãos dadas. – Eu gosto de você, Blessing... – disse virando-se para ele.

- Eu...eu também – a voz era baixa e insegura, mas ele a encarava – Sua pele é macia – disse acariciando delicadamente a mão dela com a sua, já não tão gelada – É quente... eu... queria saber como era.

Annabelle levou a mão dele ao seu rosto e ele olhava atentamente cada movimento. Seu polegar acariciou a bochecha enrubescida dela, e ela a recostou sobre a mão dele e fechou os olhos.

Haviam conseguido avanços significativos em apenas uma tarde e ela estava feliz com isso, pois conseguia ver um futuro para aquilo.

Sentiu-se excitada com aquele olhar verde sobre si. Mesmo com sua timidez, Blessing era tão sensual. Aquele homem exalava sensualidade e possivelmente nem sabia disso. A maneira que a olhava, que sua língua molhava os lábios discretamente, que sua mão a tocava levemente, tudo aquilo a incendiava.

Queria aquele homem em sua cama o mais rápido possível, mas agora que tinha conseguido se aproximar dele... ainda teria de ter paciência.

Abriu os olhos quando, surpresa, sentiu a respiração dele próxima a seu rosto. Ele recuou e ela lamentou tê-lo assustado. – Seu cheiro é bom... – ele explicou-se.

- Você gosta? – ela aproveitou para aproximar-se, oferecendo o pescoço em sua direção.

Ele estava quase hipnotizado por ela... as sensações que o dominavam já sobrepujavam o medo de estar tão perto. Não lembrava de já ter se sentido assim antes. Estava quente, mas aquilo não era ruim, e leve.... Sentia-se bem em tocá-la. Era como se aquilo fosse a coisa mais certa que fez em sua vida.

Seguiu o cheiro bom dela e, fechando os olhos, roçou o nariz naquele pescoço branquinho e macio. Não sabia explicar, mas teve vontade de lamber e morder ali quando ouviu um gemido baixo escapar daquela garganta. Esses pensamentos foram direto para dentro de suas calças, fazendo-o duro com uma pedra. Abriu os olhos e se afastou tão rápido que a assustou. – Desculpe!... – disse em um tom um pouco mais alto do eu usava normalmente, tentando acalmar-se, mas seu corpo doía – Eu... é melhor eu entrar.

Ela estava tão excitada e apenas assentiu, porque se ele não saísse da sua frente naquele momento, corria perigo de ela o arrastar para seu quarto.     

Blessing se levantou e entrou, enquanto Annabelle recobrava o fôlego.  – Uau... – sussurrou.    

 

***

Seu corpo doía ao lembrar dela, do seu cheiro e da sua maciez. Era correto sentir aquilo por Annabelle? Não sabia...   

Durante o tempo em que esteve cativo, aprendeu a não sentir nada, afastar a mente do corpo quando era abusado. Foi um menino mais velho que lhe ensinou quando tinha talvez 8 ou 9 anos. Porque o pior de tudo era o corpo responder àquilo que a mente não queria e sabia que era ruim. Isso gerava nojo e vergonha.

O menino, que já era grande quando ele chegou na segunda casa na qual ficou, dizia que a mente tinha de se afastar do corpo para que conseguissem sobreviver. Senão, seriam vencidos. E ele aprendeu rápido a desvencilhar-se e não sentia nada. Era como se não fosse ele...

Mas e agora? O que era aquilo? Não sabia como agir... Seu corpo tremia e a queria, como se tivesse vida própria, e a sua mente também a queria e isso era novo para ele.

Deitado na cama do quarto que costumava ocupar durante o dia na pousada, Blessing tentava acalmar as sensações.

Naquela noite, de volta à casa de Sunny, ele teve dificuldade para dormir. A delegada também...

***

Na manhã seguinte Annabelle não estava de bom humor. Noites insones a deixavam irritadas. Depois que esteve com Blessing ela recolheu-se ao seu quarto e não desceu mais. Teve de recorrer a um banho frio para tentar aplacar o desejo que aquecia seu corpo. Teve dificuldade para dormir à noite e quando conseguiu, o sono foi repleto de sonhos eróticos com aquele nativo americano.

Mas quando o viu naquela manhã, o desgaste se foi e sorriu. Ele estava tão lindo em uma camisa verde de botões, que combinavam com seus olhos. As mangas enroladas nos cotovelos davam um ar másculo, assim como os dois botões abertos no pescoço.

Hope estava montada em suas costas, com as mãos em volta do pescoço forte. Seus longos cabelos estavam sobre um dos ombros e ele sorria. Não porque brincava com a menina, mas para ela. Ele sorria olhando para ela. Ganhei!, pensou.

- Bom dia! – Ela se aproximou, não sabendo se poderia tocá-lo sem o assustar.

- Bom dia! – Ele respondeu baixo, mas a voz estava mais rouca e o corpo dela respondeu imediatamente. Ele levantou a mão no rosto dela, acariciando-o levemente, antes de Hope exigir que entrassem logo, porque estava atrasada.

Annabelle saiu alegre para a delegacia. E Sunny, que viu a pela primeira vez o irmão tocar uma pessoa que não fosse da família, ficou animada.

 - Vocês se entenderam, não é? – ela perguntou a Blessing quando se encontraram na cozinha.

- Hã?

- Não se faça de desentendido... – sorriu – eu vi na escada.

- Eu...me sinto bem com ela... – disse timidamente.

- Não precisa ficar assim. Eu entendo e se puder, quero ajudar. 



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