História RedTale - A História de Chara - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Gerson, Napstablook, Toriel, W. D. Gaster
Tags Asriel, Chara, Undertale
Visualizações 24
Palavras 1.037
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoal!
Essa é uma fanfic que resolvi criar contando a história de Chara, uma personagem do jogo Undertale. A maioria dos fatos são contados no próprio jogo, mas outras coisas foram contadas do meu ponto de vista sobre a Chara e sobre os acontecimentos.
Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 1 - Chara


Fanfic / Fanfiction RedTale - A História de Chara - Capítulo 1 - Chara

- Muitos anos atrás -

A pequena Chara estava sentada perto do campo de flores de seu vilarejo, observando as flores douradas que estavam ali. Ainda era de madrugada, mas era o único momento que podia ficar ali, sem ser julgada pelas pessoas. Ao ver o sol nascendo, a criança decidiu se levantar e voltar para sua casa antes de ser vista por alguém.

Ao entrar lentamente em sua casa, ela foi até a geladeira e pegou uma barra de chocolate que havia lá. Durante o dia, seus pais a proibiam de pegá-las, mas durante a noite, costumava pegá-las e esconder em seu quarto, mesmo sabendo que levaria uma bronca depois.

- No dia seguinte -

Chara estava sentada em um banco perto do jardim de flores douradas, comendo uma barra de chocolate, quando uma criança de cabelos loiros e camisa listrada, como a dela, se aproximou.

– Ei, você quer brincar? – a criança perguntou.

Chara olhou ao redor, confusa, até perceber que haviam apenas as duas ali.

– Eu?

A loira assentiu e jogou uma bola para Chara, que segurou, ainda confusa, mas se levantou e jogou novamente para a criança. Elas ficaram brincando daquela forma por alguns minutos e Chara riu quando a criança gritou vitoriosa ao pegar a bola que estava longe. Porém, a diversão durou pouco...

Quando alguns aldeões viram a cena, chamaram imediatamente a mãe da criança, e separaram as duas.

– Se afaste dela!

– Mas mãe, ela não fez nada comigo... – a criança falou sem compreender o que estava acontecendo.

– Você não deve se aproximar dela, ouviu? Nunca mais!

– E-eu não a machuquei, eu ju... – Chara tentou falar.

– Cale-se! – um dos aldeões gritou.

Todos que estavam ali pegaram pedras e Chara tentou, em vão, se explicar. Os aldeões começaram a se aproximar, enquanto a jovem recuava, sem saber o que fazer.

Chara se encolhia no chão enquanto todas as pessoas ao seu redor jogavam pedras nela. Aquilo acontecia dia após dia, desde que a mesma havia nascido. Ela não entendia o motivo de tudo aquilo, nunca havia entendido, e provavelmente, nunca entenderia. Mas a única coisa que podia fazer era aguentar tudo aquilo.

– Monstro!

– Aberração!

– Você deveria estar morta!

– Você é a culpada por tudo!

Aquelas palavras a machucavam profundamente. Ela era uma aldeã como todas as outras, então porque era a única tratada de uma forma diferente?

“Por que fazem isso comigo?” – ela pensava – “O que eu fiz?”

A jovem continuava ali, encolhida e chorando, sem poder revidar e nem fazer nada. Os humanos o seu redor continuavam batendo, jogando pedras e falando palavras cruéis para aquela criança, que com tamanha inocência, não entendia o porquê de tudo aquilo.

“Por favor, alguém me ajude...”

A inocente criança chamava por alguém, no fundo de sua ALMA... mas ninguém veio.

- Alguns anos depois -

Pouco a pouco, aquela criança foi perdendo sua inocência e se entregando a maldade. Se era aquilo que eles queriam, era aquilo que era iria se tornar. Um monstro, uma aberração, alguém para ser culpada e guardar todos os erros feitos pela humanidade.

Com o tempo, os maus tratos já não a importavam mais. Eles já eram como uma parte daquela jovem, ela já havia aceitado aquela sua função. Ela ficava em silêncio, ouvindo as palavras cruéis ao seu redor e absorvendo toda a maldade daquelas pessoas para si, alimentando cada vez mais o ódio que guardava pela humanidade.

Ela continuava sem entender o propósito de tudo aquilo. Humanos sempre acreditavam em crenças tão infantis? Humanos sempre culpavam alguém por seus próprios erros? Humanos eram seres incapazes de sentir amor? Ela tinha muito tempo para pensar em todas aquelas coisas, enquanto sofria calada todos os dias.

Chara começou a se afundar cada vez mais e mais na escuridão, no ódio, nas mágoas e na maldade que havia sido colocada em seu coração. Ela não sabia quem deveria culpar por seu sofrimento. Os humanos, por tudo que faziam? Aquela crença fútil e sem sentido que todos acreditavam? Seus pais, se é que eles podiam ser chamados assim, por a colocarem naquele mundo sujo? Ela mesma, por ainda existir?

Seu ódio pela humanidade foi crescendo mais e mais, dia após dia. Ela só queria matar e destruir à todos, destruir àquele mundo inútil sem piedade alguma.

Chara entrou em seu quarto e trancou a porta após mais um dia de sofrimento. A criança se olhou no espelho e só viu uma pessoa fria, sem vida ou sentimento algum.

“Esta sou eu.” – ela pensou – “Chara”

- No dia seguinte -

Chara suspira enquanto se senta em um canto da rua, vendo as pessoas que estavam ao seu redor se afastarem e irem em direção à um restaurante.

– Papai, o que é aquela montanha gigante ali? – uma voz de criança falou.

– Aquele é o Monte Ebott, mas nem pense em ir lá. – um homem adulto respondeu.

Chara olhou para a direção da conversa entre um pai e um filho e os observou de longe.

– Por que não? – a criança perguntou confusa.

– Lendas dizem que aqueles que sobem a montanha jamais retornam.

Chara olhou para o monte, que se localizava perto de sua vila, com um olhar pensativo, enquanto repetia as palavras do homem em sua mente.

“Jamais retornam, é?”

– Por que eles não retornam, papai?

– Eles devem morrer na queda, se não, são mortos pelos monstros. Por isso, você nunca deve ir até lá, ouviu bem?

“Monstros... bem que eles poderiam aparecer e matar esses humanos desprezíveis.”

A criança observou uma última vez a cama de flores douradas no centro de seu vilarejo, antes de caminhar em direção ao grande monte. Ela sabia que ninguém sentiria sua falta, nem ela mesma. Ela sabia que ninguém ligaria se ela simplesmente desaparecesse. Aquilo seria o melhor para todos.

Chegando ao topo, ela viu um enorme buraco, que parecia profundo o bastante para matar alguém na queda.

– Se não morrem na queda, são mortos pelos monstros – ela repetiu para si mesma.

A jovem começou a se aproximar do imenso buraco que separava o mundo humano do Subterrâneo. A cada passo que dava, ela ficava mais nervosa, porém, quando estava perto, ela tropeçou e caiu. Chara fechou os olhos enquanto sentia seu corpo caindo em direção ao solo.



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