História Redtale - Capítulo 28


Escrita por: ~ e ~cecifrazier

Postado
Categorias Undertale
Personagens Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Papyrus, Sans
Tags Charisk, Redfell, Redtale, Undertale
Visualizações 71
Palavras 3.620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal q
Aqui é a Usagi e a CeciFrazier, esse capítulo está maior, pois no próximo teremos nossos lobinhos em outra fase do crescimento.

Espero que gostem
Boa leitura sz

Capítulo 28 - Capítulo 6- Problemas


Frisk estava correndo, mas não sabia bem onde estava ou aonde ia. Os pelos avermelhados balançavam freneticamente, os olhos que antes eram dourados, agora estavam vermelhos e sedentos por sangue. Sua boca, reflete de dentes afiados, rosnava cada vez mais alto, e não demorou muito para que avistasse uma luz naquele local escuro. Uma luz que deveria ser esperançosa, na verdade, lhe encheu de pavor ao ver a pessoa que estava parada ali.

Era um menino, não conseguia reconhecer quem deveria ser, mas aparentava ter entre doze e quinze anos. Sentiu que deveria ataca-lo, mas... Simplesmente não conseguiu.

Foi então que acordou, quase no pulo. Olhou para os lados e não conseguiu ver Chara em nenhum canto do quarto.

Arfou e levantou da cama, não conseguiria voltar a dormir mesmo.

Frisk abriu a porta e viu sua esposa sentada em frente a máquina de costura, devia estar fazendo um vestido para Merian.

— Amor? Acordou cedo... — Ela murmurou e então levantou com cuidado.

Suas pernas estavam bambas e sentia sua testa ardendo em febre, mas Frisk e seus filhotes precisavam dela bem...E ela estaria firme e forte.

— Algo te incomodou? — Perguntou enquanto ia até a cozinha e pegava o pote de biscoitos, a jarra de leite e quarto pratos para o café da manhã. — Normalmente você dorme como uma pedra nesse horário.

Chara fingiu uma risada e se apoiou na bancada.

— Como está o machucado? Quer que eu troque as ataduras?

— Chara... — Instintivamente, Frisk foi até ela e a abraçou com força. Sentia que tinha algo errado, mas simplesmente não conseguia descobrir o que era! — Descanse hoje... Tudo bem, eu cuido da casa, você já fez muito.

— Nem pense nisso, você está machucado. — Ela sorriu e beijou o mais alto. — Vá repousar, vou fazer torta de maçã e sopa de legumes, vai ser bom pra você.

— Nada disso. — Ele a pegou no colo e passou a caminhar até o quarto. — Eu já estou bem, veja, estou até te carregando.

— Frisk, eu estou bem...Pra que isso?

— É que... — Frisk suspirou ao lembrar do sonho. — Você não descansou ontem e eu te dei muito trabalho. Acho que merece um dia de folga.

— ...Só fico deitada se meus filhotes ficarem comigo.

Frisk assentiu, então logo saiu do quarto para buscar os filhos. Estava tão preocupado que queria ter certeza de que sua família estava sã e salva. Seu ombro doía muito, mas ignoraria esse fato por hora.

Ao entrar no quarto com as crianças, sorriu quando eles correram até a mãe.

Chara aconchegou as crianças em seus braços e beijou a testa dos dois, quando eles começaram a brigar, ela pediu para que esperassem um minuto e levantou.

Percebeu a expressão zangada de Frisk, porém logo o puxou pela mão até o banheiro e abriu gentilmente os botões de sua blusa.

— Killian. — Ela murmurou ao ligar a banheira e deixar a água quentinha cair sobre a madeira.

— Killian...? — Frisk parecia um tanto confuso. — Quem é Killian?

— O nome é bonito. — Chara sorriu e retirou a blusa de Frisk, logo tocou o ombro do rapaz e desfez o curativo. — Gosta?

— É um bom nome. — Murmurou. — Pode ser o nome do novo lobo na alcateia, o que acha?

— Significa "pequeno guerreiro". — Soltou uma risada baixa e fez o mais alto tirar a calça, logo o obrigou a entrar na banheira e lhe deu um beijo na testa. — Estamos bem, Frisk. Não precisa se preocupar tanto.

— É fácil falar. — Frisk sorriu de canto e a puxou para entrar na banheira também assim que ela terminara de tirar as roupas. Aproximou-se um pouco e beijou seus lábios. — Mas... vou tentar parecer menos paranoico.

— Impossível, você é um bobão. — Chara continuou rindo e aconchegou-se nos braços do mais alto. — Mas é o meu bobão.

Ele começou a beijar calmamente o ombro da mesma, subindo para seu pescoço. Apertou de leve a cintura de Chara e beijou sua bochecha.

— E você é minha princesa. — Frisk murmurou, selando seus lábios com os dela.

Após prosseguir com o beijo, Chara tocou o rosto do rapaz e lhe fez carinho.

— Me desculpa por estar distante, não tenho me sentido bem.

— Não se desculpe. — Sussurrou, logo após chupou o pescoço da mesma. — Já passamos por isso antes, não lembra?

Mordeu levemente aquela área.

— Vai ficar tudo bem.

Ela soltou um gemido baixo e assentiu de forma relutante, então lavou o machucado do rapaz e beijou com todo o cuidado do mundo aquele local.

— É só que... Está doendo mais do que a última vez, só isso.

— Não precisamos fazer, então. — Frisk lhe deu um beijo na testa. — Fazemos quando você quiser, sim?

— ... Eu te amo. — Chara afagou os cabelos do mais alto e após alguns instantes apenas aproveitando a companhia de ambos, ela inclinou-se e o abraçou com firmeza. — Nosso bebê vai ser igualzinho ao pai dele, tenho certeza.

— Espero que ele seja igual à mãe. — Frisk riu baixo e beijou seu ombro. — Também te amo, Cherry.

— Sabe aquela pedrinha dourada, que encontrei quando você me levou 'naquele' cantinho quando éramos mais novos?

Chara sorriu e selou os lábios com os do mais alto.

— Podemos achar uma vermelha, então pode usar a escarlate. 

— É uma boa ideia. — Respondeu. — Lá tem várias pedrinhas brilhantes, é perfeito para um vestido de noiva...

— Você é muito sonhador, querido.

Chara soltou uma risada baixa e fechou os olhos.

— Sorte sua que sonhos se tornam realidade.

— Nisso eu preciso concordar. — Frisk pegou o sabonete e foi o passando lentamente pelo corpo de Chara. — Eu costumava sonhar em conhecer alguém, ter uma família, mas com o tempo abandonei esse sonho, só que... Você reapareceu.

Chara o observou por alguns instantes e tocou o rosto do rapaz com carinho, então sorriu e lhe deu um beijo na clavícula.

— Quando eu era mais nova... Eu sempre estava doente, então as minhas únicas horas de diversão eram com...Um lobinho em especial. — Ela sorriu e lhe deu mais um beijo. — E quando eu te reencontrei...Sabia que iríamos ficar juntos, mesmo com uma certa coisinha que você disse.

— Que "coisinha"? — Ele franziu as sobrancelhas, tentando lembrar. — A memória de um lobo não é muito boa.

Ele tocou a barriga de Chara e acariciou levemente.

— "Vai precisar de muito mais que isso para me ter aos seus pés". — Chara fechou os olhos e respirou fundo. — Você disse isso quando nos conhecemos pela primeira vez, eu tinha beijado sua bochecha alguns segundos antes.

— Não acredito. — Frisk soltou uma curta gargalhada. — Eu era muito convencido pra quem não tinha praticamente nada.

— "Era"? — Chara sorriu, praticamente zombando da resposta. — Você é o convencido mais fofo do mundo.

A 'garota' dedilhou o peito do rapaz e lhe deu um beijinho no ombro.

— Esquisitão.

Frisk franziu levemente as sobrancelhas e riu baixo. Levantou-se da banheira, pegando uma outra toalha e enrolando-a na cintura. Mesmo tendo passado um momento agradável com Chara ali, aquela sensação ruim de antes não havia passado completamente.

Porém, pelo bem dela, tentaria não demonstrar sua preocupação.

Saiu do banheiro e andou até o armário do quarto para pegar uma roupa.

                               ▪▪▪

Algumas horas se passaram, Frisk e Eridan acabaram saindo para dar uma volta; enquanto para o desgosto de Merian, ela foi obrigada a ficar em casa como companhia para sua mãe.

Chara passou um tempo sentada em frente a maquina de costura, enquanto a mocinha estava morrendo de tédio, mas que coisa chata! Estava pronta para reclamar, porém a mais velha levantou e abriu o armário de madeira, ela retirou uma tela em branco e alguns vidrinhos de tinta.

— Não faça essa carinha, mamãe não gosta de te ver chateada.

— Mas eu quero sair. — Merian murmurou cabisbaixa. — Por que eles podem sair e eu não?

— Eu prefiro a sua companhia.

Chara sentou em frente ao cavalete e pegou sua pequenina, aninhou a mesma em seu colo e sorriu.

— Você é a minha princesinha, lembra?

— Mas eu sou uma loba! — Franziu as sobrancelhas. — Eu tenho que ser selvagem!

— Você não quer ter nada de mim?

Chara levantou e voltou para a máquina de costura, ela logo deu um sorriso tristonho ao encarar a filha.

— Eu não sou loba... Então você não quer ser parecida comigo?

— Não! Não é isso! — Merian exclamou, quase chorando. — Eu só... queria fazer mais coisas de loba, mas ninguém nunca deixa...

— Eu me preocupo, só isso.

Chara levantou, puxou para si um tecido azul e caminhou até a filha. Logo ela passou o tecido quentinho pelas costas da pequena e ajeitou o gorro sobre a cabeça da mesma. Logo ajeitou o fecho e sorriu ao ver que a conseguira fazer a capa da cor preferida de sua garotinha.

— Tenho medo de você correr para um lugar onde eu não posso alcançar.

— Que capa linda! — Ela abriu um grande sorriso e abraçou fortemente sua mãe. — Obrigada, mamãe!

— Não precisa agradecer. — A mais velha abriu um sorriso. — Que tal...Darmos uma voltinha? Só eu e você.

— Tá bom! — Correu até a porta e girou algumas vezes apenas para ver a capa balançar. — Vem, mãe!

Chara pôs a destra na barriga e caminhou até a porta, pôs sua capa e sorriu ao abrir a porta e ver a sua pequena correr em direção a neve.

— Onde você gosta de ir?

— Não sei, nunca saio de casa. — Merian deu de ombros. — Qualquer lugar serve.

— ...me desculpa por não te deixar sair.

Chara abaixou a cabeça, porém logo sorriu com carinho.

— Vamos onde você quiser, querida.

— Não pede desculpa, mãe. O Eri disse que tá perigoso sair mesmo por causa do lobo mau, mas acho que não tem problema porque eu também sinto e não estou sentindo nada agora!

— Então vamos...— Estranhou o fato de Eridan saber tanto dos lobos, mas deixaria isso de lado agora — Aproveite, corra o quanto quiser.

— Não... — Ela mudou um pouco seu semblante. — Vamos brincar na neve, mamãe. Não quero sair de perto.

— Verdade? — Chara se ajoelhou, assim que Merian iria se aproximar, ela ergueu os braços e encheu a carinha da menor com neve. — Lobinha atingida!

— Ah nãão! — Merian franziu as sobrancelhas e encheu as mãos de neve, então jogou em sua mãe e riu. — Você não pega!

Ela se transformou em loba e correu.

— Vem aqui!

Chara soltou algumas risadas baixinhas e foi atrás da filha, segurava algumas bolas de neve na mão e sorria quando a pequena se escondia atrás de uma árvore ou tronco.

— Onde está essa menina? O que será de mim agora sem minha princesa lobinha?

Merian riu baixinho, então esgueirou-se para olhar a mãe e começou a cavar um buraco na neve.

— Você nunca vai me pegar! — Exclamou, então, mergulhou no buraco.

— O que eu vou fazer sem a minha garotinha?!

Chara riu baixo e caminhou até Merian, então jogou neve naquele buraquinho e viu sua menina começar a rir.

— Desde quando buracos dão risada?

— Ai, mãe! — Ela tufou as bochechas e saiu do buraco. Voltou a sua forma humana e cruzou os braços. — Assim não tem graça!

— Eu não vivo dem você, sabia?

Chara deu risada e puxou a pequena para um abraço apertado.

— Diz que me ama? Eu faço aqueles biscoitinhos que você gosta.

— Eu te amo! — Merian sorriu e devolveu o abraço.

— Muito, muito?

Ela levantou com Merian nos braços e lhe deu um beijo na ponta do nariz.

— Vamos pra casa, sim? É perigoso ficar aqui fora com aqueles malvados a solta.

— Tá bom! — Ela assentiu, então apontou em direção à casa. — Tô com fome!

— Vamos então. — Chara levantou e colocou a filhotinha no chão.

Assim que ambas iriam embora, uma voz familiar chamou a atenção da mais velha.

— Chara? — Aquela voz fez um arrepio percorrer o corpo de Chara, ela virou-se e viu Asriel bem ali, parado a encarando com uma leve curiosidade e um pouco de...hesitação?

— Frisk! — Ela gritou, sabia que ele a escutaria, não importa a distância.

— Mamãe... — Merian segurou no vestido de Chara e franziu as sobrancelhas. — Quem é ele...?

— É sua filha? — Asriel perguntou calmamente para não assustar a irmã. — Parece tanto com você...

— Venha, querida. — Novamente aconchegou Merian em seus braços e passou a andar em direção a casa.

— Espere só um minuto. — Asriel praticamente suplicou e então tentou se aproximar de Chara. — O que aconteceu no passado, eu realmente me arrependo e sinto muito, Chara.

— Seu pai já vai chegar, querida, não precisa se preocupar. — Ela sussurrou para Merian.

— Chara! Pare de me ignorar, eu estou querendo me redimir! — Ele segurou o braço de Chara levemente. — Por favor...

— Me deixe em paz, Asriel. — Ela rosnou as palavras e o afastou de forma bruta. — Vá embora.

— Chara, eu sou seu irmão! Você tem que me ouvir.

— Chara? — Frisk, que já estava a caminho de casa, a chamou ao vê-la com um homem estranho, que até o momento não reconhecera. — O que está acontecen...

Ele arregalou os olhos ao perceber que era Asriel, então, imediatamente segurou a mão de Eridan com certa firmeza e aproximou-se deles.

— O que você está fazendo aqui? — Frisk perguntou de forma grosseira, fitando Asriel com ameaçadoramente. — É melhor ir embora ou eu juro que arranco sua cabeça.

— Mamãe...? — Eridan sussurrou e olhou para Asriel. — Vai embora.

O mesmo suspirou e desviou o olhar para Chara, que estava com uma expressão raivosa e magoada. Tantos anos se passaram, sua irmãzinha já tinha dois filhos e eles já estavam grandes. Asriel poderia ter visto tudo acontecer, mas por causa de suas ações impensáveis, acabou deixando todas as possibilidades fugirem.

— Chara, eu só quero o seu perdão. — Murmurou, mas ao ser ignorado, soltou outro suspiro. — Eu imploro.

— Mamãe não te quer por perto. — Eridan murmurou e chutou a canela do mais alto. — Meu pai vai arrancar a sua cabeça.

Chara apenas puxou a mãozinha de Eridan e passou a andar em direção a sua casa.

— Vamos, Frisk. — Ela murmurou. — Não estou me sentindo bem.

Frisk ficou em dúvida, afinal, ele queria proteger sua família, porém, uma briga poderia afetar Chara e ele não queria isso.

— Certo, mas... — Frisk se aproximou se Asriel e lhe desferiu um soco forte no rosto, fazendo-o cair na neve. — Se aparecer de novo, já sabe.

— Espera! — Asriel cambaleou e segurou as pernas de Frisk, um aro que naquela época era extremamente vergonhoso, principalmente para um homem; era como a perda da honra. — Eu faço qualquer coisa, qualquer coisa!

— Eu já disse que não! — Frisk praticamente rosnou, então desviou o olhar para Chara, fazendo menção para que entrassem em casa. Logo, retornou o olhar para Asriel. — Se recomponha. Você não sabe o quanto eu estou com vontade de quebrar o seu pescoço.

— Então ao menos me de cinco minutos para falar com você, Frisk.

Asriel levantou e retirou a bolsa de couro das costas, então abriu um papel e mostrou uma carta antiga, com o papel extremamente desgastado.

— Achei isso em uma caverna da Floresta do Leste, é uma carta endereçada para Fredrick Hans, minha mãe disse para entregar a você.

Frisk arregalou os olhos. Frederick... aquele era o nome de seu pai, não era? Por um momento, a raiva que estava sentindo amenizou, então, encarou Asriel de forma confusa e pegou a carta com delicadeza.

— ...Certo. — Sussurrou. — Olha, você é um desgraçado, mas se seguir em frente vai encontrar uma pousada. Já não é mais seguro ficar aqui fora.

— Você tem filhos maravilhosos, eu...Me orgulho da minha irmã ter escolhido você. Apenas me arrependo de eu mesmo não tê-la escolhido.

Asriel se afastou e fechou os punhos, então respirou fundo e passou a ir em direção a Pousada.

Frisk sentiu sua respiração ficar irregular. Ele estava com tanta raiva que certamente teria matado Asriel se não fosse por seus filhos ali. Era normal que lobos ficassem mais agressivos quando suas amadas estivessem grávidas. Era uma forma de proteger o bebê que estava a caminho.

Frisk sabia bem disso, porém, agora era diferente.

Ele sentia que algo ruim aconteceria, e agora que Asriel apareceu do nada, tinha certeza.

— Amor. — Chara sussurrou e quando Frisk olhou para trás, viu que seus filhotes já estavam em casa.

A mulher caminhou até ele e tocou-lhe os ombros com carinho, então mordeu o lábio inferior e o beijou com certa vontade.

— Eu te amo, vamos para nossa casa, sim?

— Vamos. — Ele passou o braço em torno da cintura dela. Enquanto andavam, Frisk olhava a carta envelhecida, sentindo uma certa hesitação em ver o que havia dentro. Tinha medo, mas ao mesmo tempo, curiosidade.

— Amor? — Chara sussurrou e passou o indicador sobre o papel da carta. — O que é isso?

— Uma carta. — Murmurou a resposta. — Seu irmão me deu. Aparentemente, era para o meu pai, mas creio que ele não teve tempo de ler.

— ... Posso ver? Não vou abrir.

Com um pouco de cuidado, ela retirou o papel da mão de seu marido e olhou para o envelope.

— "De Rodrick Hans para Frederick Hans, com imenso orgulho de presentear meu futuro neto com essa carta. " — Leu apenas o que estava na superfície e entregou o envelope. — ... leia quando estiver pronto, querido.

— Certo. — Assim que adentraram a casa, Frisk deixou a carta dentro da gaveta do armário. A leria mais tarde, talvez fosse melhor assim. Ele desviou o olhar para Chara, então a puxou pela cintura e beijou seu pescoço. — Eu te amo.

— Eu também te amo. — Ela sorriu e fechou os olhos.

— Mamãe tá com dor. — Eridan murmurou.

— Dor? — Frisk ergueu o rosto para encará-la. — Quer alguma coisa?

— Eu estou bem, Eridan só está preocupado com a chegada repentina 'dele'.

Ela se afastou e sentou em frente a máquina de costura.

— Tem certeza? — Ele se aproximou, sentando no chão e cruzando as pernas. Encostou sua cabeça no colo de Chara, como uma criança.

— Tenho, querido. — Chara riu baixinho e selou os lábios com os dele. —É só um náusea, já vai passar.

— Qualquer coisa, me avise então. — Disse, então desviou o olhar para Eridan, que continuava parado entre a porta que levava à cozinha. — E você? Está bem?

— Tô. — Ele apoiou o rosto na destra. — Mas acho que a Merian se assustou.

— Faça companhia à ela. Lembre-se que você sempre deve cuidar da sua irmã. — Frisk disse.

— Eu não quero cuidar de ninguém.

Eridan se afastou e foi para o seu quarto.

— Ele anda tão voluntarioso ultimamente. — Ele disse para Chara. — Não sei o que está acontecendo. Acho que você tem mais efeito sobre ele do que eu.

— Ele só está passando por uma fase complicada...

— Eu sei. — Frisk passou a mão pela barriga da mesma, sorrindo brevemente. — Merian e Eridan vão fazer cinco anos logo, mas isso é muito na idade dos lobos.

— ...então no 'mundo dos lobos', você é um vovôzão.

Ela levantou e soltou uma risada tranquila, logo olhou para o quarto e respirou fundo.

— Quer deitar um pouquinho comigo?

— Sim. — Ele tocou a nuca de Chara e lhe deu um beijo na testa. — Acho que você precisa descansar.

— Eu só...quero nossos filhotes e você em casa, não quero nossos bebês em perigo.

Chara abaixou a cabeça e tocou a barriga.

— Acho que só estou estressada.

— Não se preocupe, vai ficar tudo bem. — Frisk afirmou. — Nada vai acontecer conosco, ouviu?

— Também não gosto quando pega toda a responsabilidade...

Ela respirou fundo e foi para o quarto, não demorou para Eridan descer as escadas e ver Merian sentada na poltrona do pai.

O pequeno caminhou até ela e respirou fundo.

— O que foi?

— Nada. — Merian virou o rosto. — Aquele homem me assustou. Parece que a mamãe e o papai não gostam dele.

— Não fica assim, é só um idiota.

Se esforçou para alcançar o braço da poltrona e sentou ali.

— Você é uma loba, é minha irmã, não duvide da sua força.

— Eu sei disso. — Ela respondeu confiante, desviando o olhar para Eridan. — Mas ninguém nunca me deixa fazer nada! Não é justo você ir caçar com o papai enquanto eu fico aqui! A mamãe me trata como um bebê ainda...e

— Já se perguntou por que?

Eridan desceu da poltrona e mordeu o lábio inferior.

— Merian, crianças da nossa idade não sabem nem ao menos falar metade das coisas que falamos. Somos diferentes, mostre para a nossa mãe a sua diferença e ela vai deixar você crescer.

— E você já mostrou a sua? — Merian franziu as sobrancelhas. — Sabia que a mamãe também te vê como um bebê chorão? Porque é isso que você é!

— Sou? Então por que ela me deixou caçar e te deixou aqui fazendo... — Ele desviou o olhar para o cavalete. — Pintura com os dedos, muito adulto.

— Ah é? — Ela desceu da poltrona e empurrou o irmão, o fazendo cambalear. — Pelo menos eu não sou uma esquisitona arrogante que não se importa em cuidar da própria irmã!

Então, Merian correu para subir as escadas.


Notas Finais


Gostaram? Nos digam!
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~Beijinhos com flores de Maracujá da Usagi-chan ~
♧E um abraço trevoso da CeciFrazier♧


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