História Reencontro de Almas - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Romance
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Misticismo, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Duas almas que se amam... elas podem recomeçar do zero depois de se perderem mundo à fora?

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Reencontro de Almas - Capítulo 1 - Capítulo Único

Já fazia tanto tempo desde que trocaram olhares...


Foi com um singelo e sincero sorriso que por fim se despediu de sua mãe, finalmente está tinha encontrado alguém que lhe derá valor e amor, diferente de seu pai. Ainda assim, não foi fácil entregar sua mãe à outro homem, pois já não confiava neles, o motivo? Era uma longa história...

Debora ou simplesmente Deb, era uma jovem bruxa e taróloga que, após muitos perengues, conseguiu construir uma loja de artigos esotéricos e místicos no interior de São Paulo. Agora morava só, quer dizer, com seu gato preto e um cão. Foi difícil ser aceita na cidade com tamanho preconceito no mundo, ser taróloga ou bruxa não era uma tarefa fácil, mas aos poucos conquistou as pessoas com sua doçura e jeito mais tímido, o que também chamava a atenção de muitos, no entanto, isso gerava outro mistério... ela era completamente livre e disponível mas não aparentava ter o desejo de construir sua família.

•• Bom dia, senhor Patrício. - Cumprimentou o padeiro assim que entrou no comércio logo cedo, pela manhã de uma quinta-feira.

Bom dia, senhorita Debora! Acordou cedo hoje, huh? O de sempre? - O animado senhor devolveu o cumprimento.

•• Sim, por favor. Resolvi observar o nascer do Sol nesta manhã, a Lua Minguante também me agrada. - Comentou muito discreta e sem sorrisos, apesar da educação.

Oh, entendo. Não sei muito sobre o assunto, mas o Sol atrai meus cliente, hohoho!

•• O senhor não é o único. Obrigada e tenha um ótimo dia. - E despediu-se, rumando a sua loja lentamente e abrindo-a finalmente.

A loja chamada REDESCOBRINDO, na verdade ficava na frente de sua casa simples. Teria sido um dia comum se um rapaz não a observa-se de longe... este que parecia não ser da região pelo sotaque. Seu nome? Victor.

Victor era um empresário de sucesso no mundo da tecnologia, mais precisamente na área dos games. Mas naquela cidade simples o foco dele não era o trabalho... não era mesmo.

×× Bom dia. Estou procurando uma pessoa... o senhor pode me ajudar? - Ele disse um pouco tímido também ao entrar na padaria e aguardar que Patrício atende-se os clientes.

~ Claro, se eu souber quem é! - Muito atencioso, logo respondeu.

×× O nome dela é Debora, ela não é muito alta e soube que ela trabalha com artigos esotéricos...

~ Ahhh... nossa querida bruxa! Ela saiu daqui a pouco. Siga ao final desta rua, a última casa, você a encontrará.

Victor logo agradeceu, sabia que era ela mas precisava de uma confirmação. Assim, seguiu o caminho apontado pelo velho padeiro e chegou a casa de madeira com muitos sinos dos ventos pendurados. Como a porta da loja estava aberta, entrou... e logo se deparou com ela de costas. O sino avisou a chegada dele.

•• Fique à vontade, qualquer dúvida é só chamar. - Disse ela organizando algumas ervas na prateleira.

×× Na verdade eu... queria falar com você.

Espere um minuto... aquela voz... ela jamais esqueceria. Virou-se logo na direção dele e quando o viu... sua reação foi a mais inesperada...

Eu me lembro de quando o conheci... foi através de uma rede social, você me pediu em namoro e eu logo aceitei. Então você fugiu da sua casa por mim, eu te recebi de braços abertos e tive os melhores dias da minha vida, mas aquele sonho acabou da mesma forma que começou... e eu nunca mais te reencontrei...

•• Você!? - Sacou um punhal que havia ali por puro instinto. - O que raios você quer!? Não bastou tudo o que você me fez passar!?

×× Deb... calma... abaixa isso aí, eu quero conversar com você. - Ele caminhava de costas.

•• Não tenho nada pra falar com você! Mas... como você... - Como ele teria a encontrado 10 anos depois? Se perguntou. Só podia ter sido sua mãe. Mas não deu chances para ele explicar, apenas o expulsou do local.

A porta bateu em sua cara. Bom, ele sabia que Deb não o atenderia tão fácil, mas era insistente e ainda continuaria lhe procurando até que fosse atendido. Pelo jeito, passaria um bom templ naquela humilde região de pessoas curiosas mas, muito acolhedoras. Deb por outro lado... ao bater a porta se encostou nela respirando ofegante, não era fácil reencontrar o único que amou e ainda amava... saiu de perto da porta a olhando, até chegar a sala de sua casa aos fundos e sentar-se no sofá para colocar os pensamentos em ordem, largando finalmente o punhal. Seu gato logo a olhou como quem pareceu entender, ela devolveu o olhar e suspirou.

Dois dias depois... ☆

Era domingo, e logo cedo ela novamente saiu para compras pães e leite, olhou ao redor e viu que ele de longe a observava e isso a deixava muito sem graça, passou as pressas de cabeça baixa. Quando voltou, naquele dia sem muito Sol, acabou cruzando com uma criança que estava diante de sua loja a olhar curioso, ela então se aproximou e de longe Victor ainda observava a cena que tocou seu coração.

•• Bú! - Ela brincou com o garoto quando se aproximou, sorrindo.

~ Ahh! Você é uma bruxa de verdade!? Vai me enfeitiçar? - Ele deu passos para trás com medo.

•• Bruxa eu sou, mas porque te enfeitiçar? Pelo jeito você veio a pedido de sua mãe, acertei? - Dizia muito doce e tranquila, já tinha notado que a mãe da criança estava vendo de longe.

~ Como você sabe...? - Disse curioso.

•• Um passarinho me contou. Aliás, aposto que ela quer ficar bonita para o seu pai.

~ Sim! Ela pediu pra mim comprar um óleo... eu não entendi porque um óleo ajudaria...

•• Ela não te contou que ele é mágico? - Tirou um vidrinho da bolsa que carregava, deu para o garoto e quando ele foi lhe pagar, ela recusou. - Não, este é um presente meu para a sua mãe. Com esse dinheiro sabe o que você faz? Compre doces e uma flor bem bonita pra ela! - Piscou um dos olhos.

De longe a mãe do garoto sorriu com a doçura da bruxa, e Victor? Sorriu ainda mais certo de que precisava falar com ela. Deb se despediu do garoto e logo quando ia entrar em sua casa, Victor segurou seu braço.

×× Linda sua atitude.

•• Fiz minha boa ação do dia. Porque, também quer um óleo de sedução? - Disse irônica.

×× Se você estiver usando... - Respondeu abusado e arrancou risos dela.

No final, ela acabou o convidando para entrar em sua casa e ofertou um chá de hortelã feito na hora por ela, visto que o tempo havia mudado consideravelmente e estava ficando frio. Também ofertou um pedaço de torta de maçã, até que se sentou ao lado dele.

•• Por que você voltou? - Perguntou enquanto olhava para a caneca com o chá.

×× Eu te amo, precisava tentar falar com você mais uma vez... - Respondeu, encarando ela.

•• Vi... nós tentamos e eu te decepcionei muito, sofremos demais, porque agora daria certo? - Disse de cabeça levemente baixa, quando ele se aproximou e com uma mão ergueu sua face.

×× Não vamos saber se não tentarmos. - Ele ousou roubar um beijo dos teus lábios, beijo este que ela devolveu também o abraçando.

Almas que nasceram para ficar unidas, a vida sempre dará um jeito de unir. Existem amores com mais espinhos do que rosas, mas quando as rosas nascem, superam toda dor causada pelas espetadas dos espinhos.

... Ainda me lembro daquela reencontro, aquele da qual nunca mais te soltei...


Notas Finais


Debora, 24 anos, bruxa e taróloga, paulista.

História criada para presentear o único e grande amor da minha vida, cujo personagem principal.

Favor não roubar este conteúdo.


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