História Reencontro (In)Esperado - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo
Exibições 215
Palavras 2.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, essa é mais uma fanfic do sorteio que aconteceu no TOP K-FICS (sigam no twitter @yaoi_fanfics). A ganhadora foi a Juh, escolhendo ChanBaek como couple e pensamos juntas nessa história. Eu estou amando escrever essa fanfic, já tenho alguns capítulos prontos, não pretendo demorar muito pra postar. Alguns capítulos serão grandes e outros menores, alguns também terão pedaços de músicas que sempre vou deixar o nome aqui.

Espero que vocês e a Juh goste, Kim obrigada pelas capas, perdoem os erros e boa leitura.

* Em negrito a música é Confession Song- GOT7.

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Reencontro (In)Esperado - Capítulo 1 - Capítulo I

Nossa história começou muito antes de você nascer. Eu e seu pai éramos amigos, daqueles que fazem tudo juntos, até ir pra recuperação em química. Enfim, onde um estava o outro com certeza, também estaria.

 

Certa vez estávamos na escola, mais precisamente no ensino médio, lugar onde você vai amar e odiar ao mesmo tempo. Seu pai era daqueles alunos que atraía a atenção.  Aliás, nós dois éramos. Ele por ser capitão do time de vôlei e também por ser a diversão da turma, mesmo com toda aquela altura, que dizia ser bem mais velho do que realmente era, ele só tinha alma de criança e até hoje continua assim. E eu? Eu era presidente do grêmio estudantil.

 

Uma vez organizamos um protesto contra o aumento da torta de chocolate da cantina. Junto dos nossos amigos, que infelizmente perdemos contato, montamos cartazes e placas para ficarmos em frente à escola, mostrando nossa indignação. Você deve pensar  'Mas só era uma torta de chocolate' e eu te respondo, que aquilo ela o paraíso no pratinho, sem exagero.

 

Naquele dia chegamos cedo prontos pra protestar, gritávamos e batíamos palmas atraindo a atenção do diretor. Ele estava junto dos companheiros de time, foi naquele momento que percebi o quanto o seu sorriso era lindo. No canto da sua bochecha formava uma linda covinha, seu jeito escandaloso de rir me contagiava e sem perceber, lá estava ele olhando pra mim também levantando seus polegares para o alto, automaticamente sorrir do jeito que ele gostava e até hoje gosta, ele dizia ser o sorriso quadrado que me faz conquistar todo mundo.

 

Mas ele não percebia que a única pessoa que eu queria era ele. Tudo bem, não o culpo, afinal nunca tive coragem de chegar nele e falar o que sentia. Nossos pais talvez nunca deixassem também ele tinha aquele jeito que nunca se envolveria com um homem. Foi pensando nisso que automaticamente meu sorriso desapareceu e desviei a atenção dele para o diretor, que estava com um megafone parado em frente ao portão. Ele pediu que parássemos com o tumulto, pois iria resolver essa situação pra ficar do agrado de todos.

 

 

Eu digo “Eu irei me confessar com certeza” mas é inútil já que no final eu não tomarei atitude.

Estou apaixonado por você, por que essas palavras são tão difíceis?

Eu continuo hesitando em dizer de novo, e de novo.

 

Logo depois que aquilo ocorreu, a torta voltou ao seu preço normal e naquele dia a fila estava enorme, eu apenas sentei em um banquinho que tinha fora do refeitório. Sabia que não ficaria sozinho por muito tempo, em algum momento seu pai iria me encontrar e passar o intervalo ao meu lado. Mas enquanto ele não me encontrava, ficar observando as crianças do infantil, plantando mudinhas foi uma boa distração. Enquanto eu as observava, pensei como ele reagiria se eu o contasse que ultimamente eu sentia mais que amor de amigo.

 

 

- Você está aí, te procurei pelo refeitório inteiro. – ele chegou sentando ao meu lado. – Achei que iria querer seu paraíso no pratinho.

 

 

- A fila estava enorme, então eu sentei aqui pra esperar diminuir. – respondi olhando para o rosto dele que estava perto.

 

 

Ele apenas tirou minhas mãos do meu colo e deitou ali, pondo minhas mãos no seu cabelo. Se ele soubesse que aquilo mexia comigo, não faria novamente. Ele ficava tão lindo olhando de cima, ele sempre se gabou por ser mais alto que eu. Quando criança eu o chamava de gigante e ele me chamava de cotoquinho, naquela época nós ficávamos com raiva um do outro por coisas simples, e quando eu usava o apelido para atingi-lo, ele não falava comigo até a raiva passar. Comecei a rir sozinho, mas ele nunca conseguia dormir na escola, então abriu os olhos me encarando.

 

 

Você pode não sentir o mesmo que eu sinto

E posso não te ver nunca mais, é disso que eu tenho medo

Não tenho coragem de te falar.

 

 

 

- Do que você está rindo? – perguntou-me abrindo um sorrisinho.

 

 

- Lembrando de quando usávamos aqueles apelidos e você ficava com raiva de mim, dizia estar com raiva e ia embora pra sua casa, mas no mesmo dia voltava pedindo desculpas. – disse olhando como ele sorria ao lembrar também.

 

 

 

- Eu sempre pedia desculpa, mesmo estando certo. Eu nunca conseguiria ficar com raiva de você Baek, por isso eu sempre voltava. – ele sentou novamente. – O intervalo já acabou, mas eu não quero entrar.

 

 

- Tudo bem, eu digo que você estava estudando comigo pra alguma prova.

 

 

Ele voltou a deitar onde estava, e eu voltei a acariciar seus cabelos. Você conhecendo o pai que tem, deve saber que eu fiquei com as palavras dele na cabeça, sorrindo que nem bobo e fantasiando uma vida com ele.

 

 

Meu coração bate como uma bateria

Meus braços apenas esperam pelo dia em que irei te abraçar apertado

Meu calendário apenas espera pelo dia marcado em vermelho

Minha confissão apenas espera pela minha coragem.

 

 

ღღღ

 

Estávamos nas férias de final de ano, quando de repente alguém bateu em minha porta. Seu pai estava vestindo uma bermuda, uma regata e com óculos de sol no rosto, me chamando pra ir com ele e a sua família para Jeju. Pedi que ele entrasse, e esperasse um pouco porque eu ainda tinha que falar com minha mãe. Não precisou que eu pedisse muito, ela logo deixou animado fui vestir uma roupa pra passar o dia na praia.

 

 

- Podemos ir, acho que não estou esquecendo nada. – parei ao lado dele, que logo me abraçou pelos ombros.

 

 

Mesmo sendo difícil de andar, eu não deixei que ele me soltasse. Sentir os braços dele ao meu redor continua sendo a melhor coisa. Você deve saber do que eu estou falando, quando ele te carrega no braço ou quando fica agarrado com você, parece que nada pode te atingir, pois ele está ali te protegendo de todas as coisas.

 

Naquele dia, aconteceu uma coisa que eu não sei se era boa ou ruim. Quando estávamos no mar, conversando sobre algo que não lembro agora, ele olhava para algo atrás de mim. Segui seu olhar e parei onde estava um casal de homens sentados na areia, construindo um castelo com uma criança. Logo voltei minha atenção pra ele, que continuava observando casal.

 

 

- Acho que vou comprar um picolé, quer também? – o chamei.

 

- Pode ir, vou ficar mais um pouco. – respondeu.

 

 

Caminhei pra fora da água, pensando se aquela cara era de aprovação ou não, poucas vezes comentávamos sobre relacionamento. Ele sempre foi mais devagar com essas coisas, já eu não sabia como falar que gostava de homens, na verdade um homem, que era ele. Cheguei à barraquinha que vendia os picolés e sorvetes, pedi o meu e fiquei sentado por lá mesmo.

 

Como na barraquinha fazia sombra e passava um vento bom, continuei por lá, até alguém sentar do meu lado. Não recordo seu nome agora, mas ele me ajudou – indiretamente – a ter um pouco de coragem e falar o que eu sentia pro seu pai.

 

Não aconteceu nada demais, apenas conversamos sobre o clima, que tinha amanhecido quente, mas iria cair uma chuva. Ele saiu da água, acenei chamando sua atenção. O estranho disse que precisava ir então me abraçou e eu retribuo.

 

 

 

- Quem era aquele cara Baekhyun? – perguntou quando eu cheguei ao seu lado.

 

- Ele estava conversando comigo, falou que vai cair uma chuva hoje. – disse voltando onde os pais dele estavam. – Ele parece ser legal.

 

 

Ele não me respondeu mais nada, deixei passar, pois o pai dele novamente pediu ajuda, eu também ajudei a sua avó a guardar as coisas mais leves. No caminho de casa, não trocámos uma palavra, olhava pela janela pedindo que o tempo passasse depressa. Quando chegamos o sol já estava se pondo, achei que ele não queria falar comigo, então fechei a porta do carro, me despedindo dos seus avós.

 

- Eu ainda quero saber quem é aquele cara Baekhyun. – segurou no braço puxando para que eu virasse.

 

 

- Eu já te disse que não sei quem era Chanyeol. – falei no mesmo tom que ele.

 

 

- Vocês pareciam tão íntimos e o jeito que ele te abraçou, tem certeza que vocês não têm nada? – perguntou cruzando os braços.

 

 

Olhei de boca aberta pra ele, incrédulo com tudo aquilo que ele me disse. Demorei um pouco pra responder, achando que ele se tocaria da besteira que havia dito. Seus olhos não desgrudaram dos meus e sua falta de confiança me magoou.

 

 

- Você se escutou Chanyeol? Está insinuando que eu não me dou valor e que sou qualquer um? – o perguntei e ele logo arregalou os olhos.

 

 

- Eu não disse isso Baekhyun, você entendeu erra..

 

 

- Quer saber Chanyeol? Eu já te disse que não conheço aquele cara, ele não é nada meu, eu nunca teria nada com ele. A única pessoa que eu quero ter alguma coisa, hoje me magoou de verdade insinuando que eu sou um qualquer. – disse sem me importar com a vergonha. – É isso mesmo eu estou apaixonado pelo meu melhor amigo, mas ele acha que eu tenho casos com pessoas que eu mal conheço.

 

 

Se os olhos dele já eram grandes normalmente, agora ficou muito maior. Ele ficou sem saber o que me dizer e na verdade ficou daquele jeito, eu soltei uma risada triste e voltei a caminhar de volta à minha casa, trancando a porta. Pedi a minha mãe que não me chamasse para jantar, estava cansado e provavelmente iria dormir a noite inteira.

 

 

Não consegui dormir, já era de se esperar. Depois de tirar toda aquela areia, deitei na cama e tentei descansar minha mente de tudo que aconteceu, mas as palavras de Chanyeol vinham na minha cabeça a todo o momento. Escutei a campainha tocando e já sabia quem era, pois só ele tocava daquele jeito. Cobri-me até a cabeça, temendo que ele entrasse no quarto, mas minha mãe deve ter dito que eu estava dormindo.  Mas isso não o impediu de me perturbar, Chanyeol era muito insistente.

 

 

 

Chanyeollie: Baekhyun eu preciso falar com você, me responde quando ver essa mensagem.

 

 

Eu apenas visualizei a mensagem, pensando no que responder. Ele com certeza não ficou feliz e lotou meu celular de pedidos de desculpa. Se ele não estava feliz, muito menos eu. Precisava de um tempo pra pensar sobre tudo, ele gostava de mim ou não? O que foi esse ataque de ciúmes?

 

Hoje seu pai me disse como ele se sentiu lendo a minha resposta, no fundo ele só não sabia que me amava ou sabia, mas ele só era mais um adolescente confuso. Só disse o que pensava, mas eu já o perdoei por tudo.

 

 

‘‘ Chanyeol, eu não quero falar com você agora. Eu preciso pensar em tudo que aconteceu hoje, você sabe que errou comigo. Não venha na minha casa ,por favor, nem me ligue também. Estamos de férias, eu vou pra Seul passar as festas na casa da minha tia, use esse tempo pra organizar sua mente. Tenha certeza que, tudo que eu falei é verdade. Fique bem Chanyeol. ’’

 

 

ღღღ

Mais um dia terminava e Baekhyun chegava cansado, ser freelance não estava lhe rendendo um bom dinheiro. Já no final de seu curso, tudo que lhe aparecesse era lucro, porém seu dinheiro logo sumia com as contas. Sentado-se à mesa, puxava os cabelos pra trás descontado a frustração. Tinha que verificar quando as luzes ficavam acessas sem necessidade ou quando passava tempo demais no banho, pensando como sua vida tinha mudado e o que iria fazer pra pagar o condomínio que iria vencer em alguns dias. Tinha sorte de sua faculdade ser paga pela tia, sua mãe já não estava mais ali para apará-lo e o pai, onde quer que ele esteja Baekhyun não queria vê-lo nem pintado de ouro.

Depois de quase cinco anos, Baekhyun não voltou pra onde morava. Preferiu ficar por Seul, sua tia lhe deu a proposta de ficar e tentar uma universidade da capital. Não pensou muito quando aceitou, ainda estava naquela confusão com Chanyeol.

 

Chanyeol, esse nome ainda lhe perturbava a mente, seria mentira dizer que não o amava mais. Naquela noite, o mais alto ainda tentou ligar, mandar mensagem e apareceu na porta dos Byun, mas foi em vão. Baekhyun estava decidido na sua resposta, iria dar um tempo em Chanyeol, e isso duraria até quem sabe o dia que ele estivesse pronto pra voltar à Bucheon, indo à procura de Chanyeol.

 

 

 

ღღღ

 

- Eu não sei mais o que fazer Kyung, os bicos que eu arrumo não são o suficiente pra pagar tudo. – Baekhyun murmurou deitando a cabeça na mesa.

 

 

- Estamos no final do curso Baek, falta pouco pra você conseguir se estabilizar. – falou passando a mão no ombro do amigo. – Quanto você tem depois daquele ensaio?

 

 

- Eu estou guardando a todo custo os 800 reais, daquele free da hamburgueria. – respondeu segurando o rosto com a mão.

 

- Olha aqui tem alguns contatos de empresas, que precisam de fotógrafos para algumas campanhas. – abriu a agenda tirando três cartões. – Você pode ligar e conversar com eles, lembre-se que pelo menor preço que derem aceite.

 

 

- Obrigado Kyung, esteja torcendo por mim. – pegou todos os cartões, olhando o nome de cada empresa.

 

 

Como já tinha fotografado boa parte da campanha que fariam no TCC, Baekhyun arrumou suas coisas e foi pra casa. No meio da bagunça que era o quarto, tirou os cartõezinhos da bolsa e ligou para todos. As campanhas eram fotografias de produtos de beleza à marcas de comidas famosas. Com o dinheiro de cada, poderia pagar suas contas básicas e poderia pagar o condomínio atrasado.

 

A primeira campanha estava marcada para poucos dias, seria uma marca de cosméticos bem famosa. Procurou algumas fotos na internet, queria ver como poderia inovar nas poses. Em meio a essa procura, o telefone tocou e logo ficou nervoso, pois era uma empresa que estava tentando algo à um bom tempo, respirou fundo e atendeu a chamada.

 

 

- Sr. Byun, nós estamos interessados, você poderia comparecer na nossa empresa amanhã?

 

- Claro, estarei aí pela tarde pode ser?

 

- Combinado, procure pela Hani quando se identificar.

 

- Tudo bem, obrigada pela oportunidade.

 

Baekhyun desligou o telefone feliz, finalmente sua vida estava tomando um rumo certo. Seus problemas estariam resolvidos ou só seria o começo deles?

 

 

LEIAM AS NOTAS FINAIS POR FAVOR!


Notas Finais


Antes de me despedir, obrigada pelo tanto de favoritos em Me ajuda?, amo vocês.

Espero que vocês não tenham se perdido nas narrativas, vai ter Baekhyun contando uma história pra uma pessoinha, narrativa de Baekhyun/Chanyeol e também em terceira.

A Hani que aparece é a do EXID, escutem minhas filhas.

Estarei postando no Asian Fanfic também,conheci uma EXO-L que shippa Chanbaek e quer ler também. Então deem muito amor à essa fic e espalhem.

Beijos e até o próximo.


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