História Reencontros, memória e conselhos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Gajeel Redfox, Juvia Lockser
Tags Amizade
Exibições 9
Palavras 1.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Primeiras impressões


Fanfic / Fanfiction Reencontros, memória e conselhos - Capítulo 2 - Primeiras impressões

                                         Capítulo dois

 

  Totomaru não sabia o que fazer. Realmente estava feliz por ver os companheiros, mas ao mesmo tempo, não sabia como reagir a presença deles, porque apesar de serem Gajeel e Juvia, estes não eram os mesmos magos aos quais estava familiarizado. Não digo fisicamente, eles não poderiam estar mais iguais a sempre, mas suas personalidades haviam mudado drasticamente. A Juvia que ele conhecera era fria, fechada, monótona. Forte, ela sempre fora. Não era pouco, ser capaz de produzir chuva, se o mago não tivesse considerável poder, isso seria impossível. Apesar dela crer que isso era uma maldição, no fundo, Totomaru sempre acreditou que isso era admirável nela. A capacidade de alterar o clima de toda uma cidade somente por sua presença. Vendo agora o sol iluminando a maga, o deixou ainda mais espantado. Será que ela adquiriu o controle total sobre sua magia? Sim, ele soube da teoria de que outro mago havia retirado a maldição sobre ela e mostrado a ela o céu azul, mas no íntimo, ele sabia que essa capacidade estava nela.

  --Totomaru-kun... você está bem? Juvia pensa que Totomaru está muito calado…

 --Juvia... está tudo bem. Só estou um pouco abalado por ver vocês novamente… Ah, chegamos, por favor, entrem!

    A casa era modesta, porém bastante aconchegante, de tijolos vermelhos, portas e janelas brancas, até mesmo um jardim bem cuidado em frente. Entrando, os magos encontraram-se num ambiente acolhedor, paredes em tons terrosos, haviam muitas fotos, desenhos e lembranças espalhados em prateleiras e molduras, uma pequena mesa estava ocupada por livros e cadernos e dois sofás pequenos convidativos compunham a sala.

  Totomaru apressou-se em dizer a eles que ficassem à vontade, enquanto fazia um chá para Juvia e alcançava uma cerveja a Gajeel.

   Da pequena cozinha, Totomaru pôde ver os amigos examinando as fotos, rindo e conversando amigavelmente. Gajeel e Juvia faziam muitas missões juntos em seu tempo de Phantom, ele foi a pessoa que mais aproximou-se da maga da água, mas mesmo assim, não havia aquele clima de irmandade entre eles naquele então, por ela aparentar tanta frieza e ele uma rudeza e grosseria que lhe era tão típica. Entretanto, a frieza da moça transformou-se em doçura e amabilidade, antes seu rosto era uma folha em branco e agora ostentava tanta expressividade, sorrisos tão ternos, ela estava mais linda que nunca. E o que dizer do abrutalhado moreno de longos cabelos? Seu rosto ainda aparentava ferocidade devido a seus piercings, seus caninos proeminentes e aqueles olhos vermelhos abrasadores, mas hoje você pode notar uma certa gentileza neles, principalmente quando voltados para a azulada e em seus gestos, de um modo geral.

  --Aqui está seu chá, Juvia. Ei, Gajeel, largue isso aí, foi presente de um de meus alunos! - o mais velho arrepiou-se ao ver o Dragon Slayer brincando com algumas esferas de cristal, dentro delas brilhavam pequenas chamas multicolores.

  Gajeel, a título de aborrecer o outro, fingiu ter derrubado as esferas, somente para recolhe-las no ar, com seus rápidos reflexos, enquanto ria da face extremamente pálida de Totomaru, que prontamente correu para tirar os objetos do alcance das mãos do brutamonte.

  -- Pegue sua cerveja e sente-se, antes que você destrua minha casa!

  -- Cê nem aguenta uma brincadeirinha cara! Cê virou um velho resmungão mesmo! Só falta o cachimbo e os chinelos velhos de pano…

  -- Pare de me chamar de velho e me expliquem, por que vocês não envelheceram? 

  Nesse ponto, Juvia apoia sua xícara na mesinha e começa a contar a Totomaru o incidente completo ocorrido na Ilha Tenrou, tendo a ajuda de Gajeel em certos momentos, porque a moça perdia o fio da história algumas vezes, quando começava a exaltar a participação de Gray no episódio. O mago de fogo ouviu todo o relato atentamente, incentivando-os a falarem com interjeições de interesse, logo que terminaram de contar a história, há um momento de silêncio. Foram sete anos. Sete anos presos numa bolha de tempo, enquanto que para o resto do mundo, o tempo passou sem trégua.

  --Toto-kun… Juvia gostaria de saber o que tem feito desde o desmembramento de Phantom Lord. Como acabou tornando-se professor? E… se tem alguém… Ah...se tem notícias dos outros Element 4 - Juvia tem um adorável tom corado nas faces, ela na verdade estava questionando-se se havia alguma mulher na vida de Totomaru, porque ela lembrava-se que este era muito desorganizado e vendo sua casa tão bem cuidada, perguntava-se se não havia um toque feminino por trás disso, mas por alguma razão, sentiu-se incapaz de questionar abruptamente ao rapaz, sobre o objeto de sua curiosidade.

  --Bem... A última vez que nos vimos foi durante o inquérito do Conselho Mágico sobre a guerra entre nós e as fadas. Logo após disso, decidi afastar-me daqui, deixar a poeira baixar, Phantom Lord e seus membros ficaram “queimados” na região, então achei que seria uma boa ideia ir para o norte e foi o que fiz. Vou te dizer que a vida de um mago independente é muito difícil, ainda mais sendo um desconhecido na área. Passei por dois anos complicados e não consegui adaptar-me ao frio, assim que fazia trabalhos menores por pagamentos ridículos, mas era isso ou morrer de fome e frio, isso acabou por me ensinar a ser mais humilde... eu não tinha referencias e nem o respaldo de uma guilda, não era conhecido por ninguém... não tinha base nenhuma e por muitas vezes pensei em desistir de tudo...

   Gajeel ouvia tudo calado. Aquilo quase havia acontecido com ele, por muita sorte, ele tinha Juvia que intercedera por ele e Makarov fora procura-lo.

  Juvia por sua vez, tinha os olhos marejados de lágrimas, ela também havia falado por Totomaru, mas Makarov perdeu a pista do mago de fogo e este acabou perdido no norte.

  --Toto-kun... Juvia tentou acha-lo, mas não conseguiu, se ela tivesse...

  --Juvia – cortou Totomaru- não se sinta culpada, eu fugi rapidamente da região, sem dizer nada a ninguém. Por mais que a culpa daquela confusão toda tenha recaído em Porla, eu ainda assim sentia vergonha. Vergonha por haver sido derrotado tão facilmente e, posteriormente, por ter obedecido e participado de toda aquela loucura.

  A moça engoliu seco e não pensou duas vezes em abraçar o mago do fogo sentado a seu lado, surpreendendo-o inicialmente, mas que logo sentiu como relaxava em seus braços.

  Totomaru deixou-se levar pela sensação daqueles braços delicados ao seu redor. Quantas vezes não havia sonhado com isso, nos anos em que passaram juntos na guilda. Ele a viu crescer, de uma menina chorona a uma moça fria, mas assustadoramente forte. E inalcançável. Ela nunca se abrira para ele. Cresceram juntos, mas não foram exatamente amigos, colegas talvez e ele acabou intimidado pela distância dela. Somente em seus sonhos ela parecera amorosa e dócil, ele teve um vislumbre do quão doce ela poderia ser, quando Bora, o idiota, apareceu na vida dela e a destruiu. Totomaru chegou a dar uma lição naquele imbecil, antes mesmo de Gajeel tê-lo expulsado da cidade por ter magoado a maga da água. E agora... Ele tinha perto de si a Juvia que ele havia sonhado tantas vezes, entretanto, ela era tão inacessível quanto no passado, porque ela estava apaixonada por outro. Perdidamente enamorada por outro perfeito idiota.



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