História Reescrever! - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Gravity Falls
Personagens Bill Cipher, Dipper Pines, Mabel Pines, Pacifica Northwest, Personagens Originais
Tags Fight Falls, Gravity Falls, Mill Cipher, Reverse Falls
Visualizações 147
Palavras 2.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa historia é um teste de escrita, onde criei para puramente por meio das avaliações de vocês e dicas, saberei se estou indo bem ou não, claro que não é certeza que aja uma continuação para essa historia.

Capítulo 1 - Memórias


*Piloto/Inicio*

Abro meus olhos lentamente e noto novamente a sua falta ao meu lado, já se faz 10 anos e ainda não consigo me acostumar com isso, fico me perguntando todos os dias se poderia ter sido diferente, se eu tivesse agido e te impedido, mas agora é tarde demais, infelizmente.

Começo a levantar devagar, retirando minha blusa moletom que ia ate as coxas, caminhando enquanto puxando as minhas meias, juntando tudo em um bolo de roupa e atirando na parede perto do guarda-roupa, me dirijo ate o espelho e fico ali me olhando nua, me sentia vazia e sem humor algum para lidar com as coisas da vida, como sempre:

- Preciso tomar café.

Descido descer assim mesmo, não havia ninguém em casa mesmo.

Ao caminhar pelas escadas, a cada passo minhas memorias sobre ele vinham à tona, nossos momentos bons, nossos carinhos, nossas aventuras, tudo estava ali me ligando a você, mas eu sabia que no final delas (escadas) não haveria nada ali, a não ser o som do vento e dos pássaros vindos da janela ou da porta.

*Cozinha*

O cheiro de agua quente em contato com o pó de café se espalhava por aquela local, eu já podia rever mais momentos contigo, da gente preparando os lanches para ir acampar, dos almoços de família que não existiam mais, todo aquele meu transe foi cortado por uma forte dor vinda da barriga, automaticamente minhas mãos cobrem ela e eu vou caminhando ate uma cadeira, me sentando ficando ofegante quase sem ar.

Depois de alguns minutos eu me levanto, termino de preparar o café e começo a tomar, ele descia pela minha garganta me trazendo um conforto de imediato, descido subir novamente, mas antes passei pela sala onde eu olhei o quadro da nossa família que não existia mais... Bons tempos.

*Quarto*

Quando chego perto da porta uma tremedeira toma meu corpo e apenas me abaixo abraçando meus joelhos, fico ali ate ela começar a estabilizar, me levanto lentamente com as pernas ainda tremulas andando para dentro daquele quarto que era tão cheio de memorias quanto o restante da casa, desde que você se foi, sempre tive essas crises ao chegar perto do nosso lugar.

Sentando na cama apenas começo a chorar, meus olhos iam ficando mais e mais vermelhos e meu corpo ia caindo em um cansaço a cada gota que saia do meu rosto e molhava o chão, de repente escuto umas batidas vindas da porta da sala, rapidamente trato de passar o braço no meu rosto limpando e me levantando em seguido indo direto a ela.

*Sala*

Chego à porta e trato logo de abrir sem muita cerimonia, mas quando abro tenho uma surpresa:

- Paci?

 Pacifica:

- Mabel? Por que esta nua?

Quando ela fala isso, eu estava tão avoada que nem lembrei de me vestir para atender a porta, apenas dou os ombros e começo a subir as escadas novamente, ela automaticamente me acompanha fechando a porta, quando chegamos no quarto, espero ela entrar e fecho a porta a trancando.

Rapidamente a prenso contra o guarda-roupa a beijando com força, uma das minhas mãos passava pela cintura dela subindo para seus seios por dentro daquela blusa fina de cor amarela, a outra segurava uma das mãos dela contra o móvel, no começo Pacifica não deixou, mas logo deu passagem para minha língua que a deixava chorosa, mesmo assim eu não ligava pra isso, eu só queria descarregar tudo.

Depois de algum tempo naquele beijo já quase desabotoando sua calça por completo escuto algo “Mabel?!” olho para trás, mas não havia nada, ignoro e olho novamente para Pacifica e foi quando me toquei o quão mal eu fiz para ela naquele momento, ela com uma expressão de assustada e seus olhos transmitiam medo de mim:

- Meu Deus! O que foi que eu fiz?!

Me espanto com tudo aquilo indo para trás, não podia acreditar que ataquei justo a pessoa que mais me ajudou nesses anos:

- Desculpa, Desculpa, Desculpa, Desculpa...

Repetia aquilo inúmeras vezes como um mantra, vou me ajoelhando para pedir mais desculpas, mas de repente eu sinto um abraço vindo dela:

Pacifica:

- Mabel! Esta tudo bem, eu entendo, você precisava disso... Não precisa pedir desculpas.

O rosto dela transmitia uma calma com os olhos cheios de lagrimas, que me fez chorar quando ela voltou a me abraçar, continue pedindo desculpas e mais desculpas enquanto nossas vozes gritavam em tristeza em coro no choro que ia se formando.

*Sala*

Pacifica estava sentada no sofá, enquanto Mabel deitada em seu colo com uma coberta a cobrindo, o programa de TV estava péssimo, elas mais se olhavam do que assistiam:

- Você acha que ele está a salvo em algum lugar?

Pacifica:

- Já não conversamos sobre isso antes Mabel?!

Mabel:

- Eu sei, eu sei, mas eu queria sentir o abraço dele de novo Paci!

Eu me aconcheguei mais nas pernas dela, derramando algumas lagrimas, Pacifica apenas começou a fazer cafune em mim, me fazendo cochilar em poucos minutos.

*Minutos depois*

Escuto batidas muito fortes na porta, eu acordo no susto junto de Pacifica, eu estava muito brava, vou direto a porta sem pensar duas vezes enrolada na coberta, mas quando abro:

- Mabel?!

Mabel:

- Dipper? Como? Você estava morto!

Dipper:

- Não temos tempo.

Sou puxada por Dipper que estava ali na minha frente, não conseguia processar como aquilo podia ser possível, eu o vi morrer pelas garras do Bill na minha frente!

Dipper:

- Sei que esta se perguntando, mas só posso dizer que não sou quem você pensa que eu sou, mas entre no carro não temos tempo para explicar agora, ele esta vindo.

Logo sou jogada no banco da frente do suposto carro que estava ali na frente da porta da sala, Dipper pula por cima do capo e entra pelo outro lado, dando partida e dirigindo, ao longe olhando pela janela vejo uma enorme nuvem negra com trovões na cor roxa se aproximar da cabana do mistério enquanto eu me afastava já na estrada.

Fiquei em silencio por um tempo ate que resolvi falar algo, mas antes de eu me pronunciar noto que as roupas, cabelo e ate o olhar dele estavam diferente, ele realmente não parecia ser aquele que vivi minha infância toda, fiquei me questionando, meu coração dizia a mesma coisa.

*Roupas/Dipper*

Usava uma camiseta social azul escura de manga longa, por cima um coletinho preto com um broche azul marinho perto do pescoço, isso me parecia bem familiar, fora esses detalhes acima da sua cintura, suas calças e sapatos eram pretos. Ele estava trajado de uma maneira muito social, como se fosse rico ou superior a alguém.

De repente antes mesmo que eu pudesse fazer alguma pergunta, ele me beija deixando o volante, isso me assustou, mas seu beijo era quente e reconfortante, dou uma olhada no volante e suas luvas estavam no controle daquele automóvel com uma espécie de energia em seu torno azulada.

Dipper começava a me apalpar e me agarrar naquele banco, eu apenas o deixo, suas mãos eram hábeis passando rapidamente ressaltando cada parte do meu corpo, nada parecia ser esquecido por ele, seu beijo se intensificou e foi quando me caiu à ficha de quem estava me beijando.

Abro meus olhos assustada e o empurro com força o fazendo bater a cabeça no vidro, fazendo o carro se descontrolar um pouco, mas logo ele assume o controle novamente:

Dipper:

- Você realmente não se parece em nada com ela... Não me surpreende.

Ele passa a mão na cabeça e vê que não estava sangrando.

Mabel:

- Me desculpa, eu... Me assustei, tudo esta acontecendo muito rápido, na realidade nem sei quem é você!

Dipper:

- Eu sou o Dipper, mas não daqui, infelizmente tive que vir te buscar para que você arrume as coisas.

Mabel:

- Pera, como assim não é o Dipper que eu conheço?!

Dipper:

- Mabel, ISSO-NÃO-IMPORTA! Você entendeu?!

Aquele grito pausado me fez ver que ele realmente não era o Dip, mas quem ele era então? Por que me sequestrou praticamente? Para...

Dipper:

- Já vou responder isso, da para parar de se questionar tanto sobre os acontecimentos, preciso me concentrar na estrada.

Mabel:

- An? Mas eu não falei nada!

Dipper:

- Nem precisou né! Sua cabeça tá cheia de perguntas e me incomodando bastante.

Mabel:

- Você pode ler minhas mente?

Ele revira os olhos e não me responde, o ar de arrogância vinda de Dipper era extrema, o que me deixava muito frustrada e triste por saber que meu maninho havia mudado tanto, se tornado alguém tão “ruim”, logo agora que o encontrei vivo ou devo dizer ele me encontrou.

Dipper:

- Vamos comece suas perguntas, já estamos chegando mesmo.

Mabel:

- Perguntas?!

Dipper:

- Sim, vamos logo garota! Não tenho todo tempo do mundo.

Mabel:

- Okay, okay... Quem é você?

Dipper:

- Serio isso?! Enfim, sou o Dipper de outra dimensão e antes que faça a próxima pergunta que já sei qual é você deve saber que o Dipper que você conheceu nunca havia morrido o que houve foi que ele foi capturado e preso na dimensão do Bill por alguém superior e respondendo a sua pergunta sobre a nuvem! Aquilo não é uma nuvem e sim um demônio e sua forma original, mas precisamente aquele é o Dipper que você conheceu um dia.

Ao ouvir essas revelações, fico estática, aquilo tudo era muito pra mim, eu tinha minhas duvidas, mas já vi coisas demais em Gravity Falls para duvidar do que esse tal Dipper dizia, mas então o meu Dip... Virou um demônio?!

Dipper:

- Exatamente! Ele virou o demônio mais poderoso para te proteger, ou seja, ele fez um acordo que como pode ver saiu pela própria culatra, Dipper burro!

Eu dou uma olhada para trás e vejo a nuvem se aproximar pela janela de trás do carro, enquanto o veiculo começava a subir o que parecia ser uma colina muito alta.

Mabel:

- Com quem ele fez um acordo?

Dipper:

- Mill!

Mabel:

- Mill? Quem?

Ele revira os olhos mais uma vez e da uma respirada forte.

Dipper:

- Mill é demônio dono da dimensão onde Bill vive, mas ele parece ser o único que não consegue se manifestar em sonhos ou sair da própria dimensão que comanda, ele precisa de uma casca ou corpo, foi com esse demônio que o seu Dipper fez um acordo, mas por causa da burrice dele! A MINHA MABEL MORREU LUTANDO CONTRA AQUELA COISA!

Sua elevação na voz me assustou, mas pude ver a dor em seus olhos, parecia que aquele Dipper sentia muita falta dessa Mabel do mundo dele.

Começo a ficar preocupada com tudo e todos, o que aconteceria se esse tal demônio que Dipper fez um acordo...

Dipper:

- Ele vai devorar sua dimensão assim como fez com a minha!

Ele não cansa de ler minha mente, isso me assusta demais.

Dipper:

- Não! Acho divertido fazer isso, chegamos, desça rápido e venha comigo.

Eu estava saindo do carro quando ele me parou e me deu uma muda de roupas que pegou no banco de trás, foi quando percebi que tinha entrado no carro dele sem roupa e apenas com uma coberta, meu rosto começa a corar, nem acredito que ele me viu nua praticamente.

Dipper:

- Vem logo! Vai se trocando no caminho!

Assim vou fazendo enquanto entramos no meio da floresta daquela possível montanha, noto as cores das roupas que eram parecidas com a dele, mas eram roupas femininas, me pergunto se a Mabel dele usava essas roupas, provavelmente ele já leu minha mente.

Ele não responde nada e apenas fomos chegando perto de uma caverna, enquanto eu terminava de me vestir por completo.

*Roupas/Mabel*

Eu estava usando um vestido nas mesmas cores da camisa social e da jaquetinha dele, o vestido era curto apenas cobrindo o meio das minhas coxas, haviam duas alças em preto que enfeitavam meus ombros, uma meia arrastão que fiquei envergonhada de colocar em “publico” junto de calcinha e sutiã da mesma tonalidade, tinha sapatilhas pretas e uma tiara azul escura com a pedra azul marinho em um dos lados.

Dipper:

- Você vai entrar nessa caverna e vai seguir reto, lá tem um grande buraco, você apenas precisa pular!

Mabel:

- Você ta doido! Jamais vou fazer isso.

Dipper:

- Se você não o fizer não tem como você voltar e impedir o Dipper de fazer aquele acordo que vai condenar a todos nós, aquele buraco tem propriedades magicas, você só tem que pular e desejar voltar no tempo ate o momento que esse Dipper daqui esteja vivo, o resto é contigo!

Mabel:

- Pera porque você não vem comigo então! Ele vai acreditar com mais facilidade se você for junto.

Ele se aproximou de mim, me puxando pra um beijo, dessa vez eu o deixei agir, mas ele apenas me deu um selinho dizendo: - Não posso, ele acabou de chegar.

Quando olho para a floresta a nuvem negra estava tomando os céus, lá de cima uma voz se pronunciava, eu reconhecia ela, era a voz do meu amado e meigo irmão:

- Ora, Ora, Ora, se não e a falha da outra dimensão na dimensão errada huhuhu!

Dipper:

- Mabel! VAI NÃO TEMOS TEMPO! ! !

Obedeço à ordem dele e começo a entrar na caverna, mas quando escuto: “- Você realmente ficou linda nesse vestido” eu paro e olho para trás, ao longe via o meu amado Dip... Mas ele também estava diferente, seus olhos, cabelo e cicatriz de nascença brilhavam na cor roxa, suas roupas mais pareciam a de um barão com um, sobretudo que eram definidas na cor roxa e preta.

O Dipper (reverse) estava com seus olhos e suas mãos ardendo em chamas azuis, ele olhou brevemente para mim me dando uma piscada antes de projetar uma parede a sua frente, quando me viro vejo o tal buraco era imenso de grande, não conseguia ver nada nele, era escuro demais, mas não tinha outro jeito... Eu apenas fecho meus olhos e pulo, enquanto caia vi uma forte luz roxa iluminar a caverna toda e ir desaparecendo aos poucos de acordo com que ia caindo mais fundo dentro dela.

Começo a me recordar do que o Dipper (reverse) disse pensar no Dip é isso que começo a fazer, penso nele como nunca havia pensado antes e cada vez mais forte sinto o próprio se aproximar de mim, meu corpo fica leve, minha mente se desliga e...

*Alguma hora do dia seguinte*

Abro meus olhos lentamente, o sol já atravessava a janela e me deixava cega pelos raios, me levanto já triste deixando algumas lagrimas caírem... Tudo aquilo era um sonho? Mas parecia tão real.

Começo a me questionar e não querendo aceitar que passei por tudo aquilo por nada, que Dipper ainda continuava morto e nada tenha mudado, devagar começo a olhar em direção a cama de Dipper, mas por alguns segundo jurava ter visto algo se mexer nela, corro ate à cama dele, chegando nela pulo em cima do que parecia ser um monte de cobertas, mas isso me surpreendeu e me encheu de uma felicidade imensa, aquele suposto monte de cobertas começou a resmungar, não acreditava no que via, ali estava ele retirando o cabelo da testa me mostrando sua marca de nascença e abrindo um grande sorriso que dizia “bom dia”:

Dip:

- Mabel? O que foi? Por que esta chorando?

Ele se levanta e me abraça, essa foi a melhor sensação que pude sentir em anos, o abraço quente e reconfortante de Dipper, meu irmão.

Mabel:

Nada irmão, nada, foi apenas um pesadelo.

Digo isso, enxugando minhas lagrimas em seus ombros expostos.

Dipper:

- Não precisa chorar irmãzinha, eu estou aqui para te proteger.

Mabel:

- Eu sei bro-bro, eu sei.

A gente se ganha espaço para poder olhar um pouco para ele, abro grande sorriso ainda chorosa, mas fico meio seria ao ver que ele me olhava estranho.

Dipper:

- Isso é alguma fantasia?

Do que ele estava falando?! Não compreendi inicialmente o que dizia, ate que começo a me olhar e vejo as roupas azuis e pretas no meu corpo e percebo que eu realmente tinha voltado no tempo e tinha que impedir meu amado irmão de fazer o acordo com Mill.

Mabel:

- Sim é apenas uma fantasia Dip!

 

...

 

Fim?


Notas Finais


Bem... O que acharam?

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