História Reféns - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Otpeotp

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Kai, Sehun
Tags Angel, Angel!au, Demon, Kai!angel, Kaihun, Otpéotp, Romance, Sehun!demon, Sekai, Sekaiéotp
Visualizações 78
Palavras 2.164
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Fala, meu povo! Tudo certinho? Espero que sim!
Essa é a minha fic para o Sekaiéotp. Sinto-me realizada, pois sempre quis escrever algo com esse tema. Estou apaixonada. E espero que vocês se apaixonem também! <3 Especialmente quem doou o plot. <3
E essa capa maravilhosa, hein? Eu tô apaixonada! Muito obrigada, @VenusType, pelo trabalho maravilhoso! Vocês arrasam!

ATENÇÃO: Detalhes da história criados em minha cabeça. Provavelmente vocês verão algumas coisas diferentes das que costumam ver em outras histórias. Além disso, envolve um pouco de religião. Contudo, em nenhum momento quis ofender. Tudo que está escrito faz parte das características dos personagens.

senha: sekaibolinhos

Boníssima leitura! <3

Capítulo 1 - Capítulo único - Por toda a eternidade.


REFÉNS.

CAPÍTULO ÚNICO.




 

 

A noite jazia calma para aqueles presentes na Primeira Ilha do Purgatório. O vento era fresco e o céu, a mais pura escuridão, acalentando os dois seres aos beijos no monte mais alto e seguro daquela dimensão. Tal calmaria, entretanto, contrastava com a guerra que ocorria entre os mundos de ambos. Paraíso e Inferno se enfrentavam naquele exato instante para resolverem assuntos há muito pendentes; nada, entretanto, parecia importar para Anjo e Demônio. Jamais importaria.

 

 

 

 

 

O Anjo Guardião caminhava às pressas pelos corredores de placas de gesso da Torre Central. Aquela seria uma ocasião séria e importante, as vibrações angelicais que percorriam por toda a sua graça¹ eram um aviso para que começasse a se preparar para o que estivesse por vir.

E veio.

Havia sido chamado por seu superior, Miguel, o Arcanjo Guerreiro e líder da mais nova Guerra do Paraíso contra o Inferno. O Caos tomando conta de todas as dimensões criadas por Deus era tudo que sabia - e, também, o máximo que poderia saber. Seus superiores não explicavam nada sobre o que vinha acontecendo para as almas que ali viviam e tal fato perturbava a pobre mente angelical; deixava-o levemente indignado. Para completar, não via Park, seu amigo e companheiro de muitas missões, há um bom tempo - muito menos conseguia fazer contato com ele.

Jongin tinha medo de que seus pressentimentos estivessem certos. Boatos corriam pelo Paraíso e só alimentavam esse sentimento, até então desconhecido por si, ainda mais. Estava extremamente angustiado.

Ao chegar à porta, tratou de espantar tais pensamentos por ora e depositou duas batidas para anunciar sua chegada ao ser celestial que lhe aguardava no local.

"Entre, Jongin." Ouviu Miguel ordenar através do material branco e rígido.

Obedeceu-lhe de prontidão, encontrando a figura divina sentada em seu Trono, bem ao fundo da Grande Sala. Jongin engoliu a seco, temeroso. O Arcanjo possuía um semblante pesado, frio, algo nunca antes visto por si; logo estava se questionando se teria a ver com Park. Torcia, contudo, para que não.

"A que devo a honra, meu Senhor?"

"Preciso que fique no lugar de Park até que Kim volte de sua última missão. A partir daí, ele ficará por lá até que a Guerra chegue ao Fim.” Respondeu Miguel, observando sua própria espada minuciosamente. “O que acontecerá em breve, visto que tomaremos medidas rigorosas quanto à grande onda de violência contra aqueles que ao Senhor pertencem. Inclusive, tu já deves saber que a vida de Park foi tirada por um dos mandantes de Lúcifer, certo?”

Jongin negou com a cabeça, os olhos em seus tons de prata petrificados pela incredulidade. Percebendo o choque de seu Guardião, Miguel seguiu com seu raciocínio - afinal, não poderiam perder tempo com um assunto que já passara e fora esclarecido. Algo mais grandioso e importante tinha de ser resolvido o quanto antes.

“E, agora que estamos sem ele, o Portal para a Terra está sem proteção. Portanto preciso que vá para lá o mais rápido possível, para o bem de todos.”

Jongin logo assentiu, mesmo que ainda estivesse a digerir a informação lhe passada. O assunto já era bastante comentado por cada canto do Céu, como já vinha pensando, gerando pânico nos residentes celestiais, mas jurava que aquilo seria um outro boato qualquer. Era para ter sido. Park fora o seu melhor amigo, esteve consigo desde o início de tudo, e o conhecia muito bem para afirmar com toda a certeza de que ele era o Anjo Guardião mais bem preparado dos céus. Aquilo não fazia sentido algum.

Embora desnorteado, pôs-se a reverenciar o seu Superior, que lhe dirigiu um olhar preenchido de confiança. Não podia se deixar abater, ele pensou, não agora que possuía uma missão tão importante. Um passo em falso e colocaria tudo a perder. Portanto, foi em direção ao Portal aberto há pouco pelo Arcanjo, e permitiu com que as forças o sugassem e o arremessassem para bem longe dali.

 

 

 

[...]

 

 

 

 

Seu corpo caiu com tudo sobre uma extensa e úmida rocha, fazendo-o arquejar pelo forte impacto e pelo desconforto acumulado pelo caminho. A viagem até o Purgatório não era nada agradável, visto que a pressão do Portal dá sensações de imobilização e sufocamento aos Anjos. Sentiu-se aliviado, então, quando pôde voltar a respirar corretamente. Rolou o corpo para a beira da rocha e colocou-se de pé, esfregando as mãos sobre seu sobretudo longo e branco e tratando de aguçar seus sentidos, pois o Purgatório era a casa de muitas almas agonizantes e criaturas perigosas.

Observando o cenário no qual presenciava com atenção, iniciou sua caminhada até o Portal Terra. O céu era uma mistura de estrelas azuis, vermelhas e brancas, indicando a existência das outras três dimensões pertencentes àquele Universo e que só os seres sobrenaturais destas eram capazes de enxergar. Olhando dali nem parecia que duas delas encontravam-se em uma guerra devastadora, e Jongin acabou por jurar em segredo que poderia contemplá-las por toda sua eternidade. Estava farto de sua realidade, cansado do fato de sempre surgir situações de emergência como aquela. Era um Anjo Guardião, aquele que visa proteger e, sobretudo, manter a Harmonia entre as Quatro Dimensões, logo não via sentido algum em viverem em pé de guerra, apesar de também saber a importância do Caos para o Universo. Caos e Harmonia causam o Equilíbrio, o problema é quando um limite é ultrapassado. O estopim para uma Guerra. Exatamente como a que acontecia.

Ao finalmente avistar o Portal desprotegido, houve o som de uma folha sendo amassada. Sabia que poderia ser observado desde o momento no qual chegou àquela dimensão. Portanto, segurou com firmeza a Espada Angelical que escorregou por debaixo da manga de seu sobretudo e girou os calcanhares com cuidado, buscando o motivo do barulho.

“Não adianta se esconder, demônio, eu posso sentir sua presença. Apareça!”

Uma risada.

“Você é uma gracinha mesmo, Jongin…”

O ser cantarolou ao tempo que saía calmamente dentre duas grandes árvores enegrecidas, as mãos entrelaçadas detrás de si mesmo e a postura transmitindo certa superioridade. Seus olhos eram tão escuros que ganhavam destaque em meio ao brilho alaranjado que se desprendia de sua casca.²

“São nessas horas que eu gostaria de ser um anjo só para poder ver a sua verdadeira face sem correr o risco de morrer. Você deve ser tão lindo quanto essa casca.”

“Sehun? O que faz aqui?”

O Anjo estava desconfiado, tal como estupefato. O Demônio à sua frente era aquele com quem se envolvia proibidamente há tanto tempo em sua existência que não seria capaz de recordar do dia no qual se conheceram. Contudo, lembrava-se perfeitamente de que Sehun nunca quebrara sua confiança. Viam-se sempre que conseguiam entre uma brecha e outra nas missões que lhes eram designadas. Aliás, Jongin não esperava que fossem conseguir fazê-lo tão cedo durante aquela. Estavam bastante ocupados e, geralmente, também eram acompanhados por algum outro ser de seus respectivos mundos. Logo, teriam de ser ainda mais cautelosos caso não quisessem ser pegos.

O Demônio acariciou ambas as faces angelicais rapidamente e abriu um grande sorriso.

“Me colocaram como olheiro, por isso estou aqui.”

“Então você viu quem matou o…”

“Sim, eu vi tudo.” Sussurrou, olhando para os lados. “Fique tranquilo, irei lhe contar tudo, mas só depois de você finalizar o seu trabalho. Aqui não é seguro para nós. Estarei no lugar de sempre.”





 

[...]






 

“Ainda não acredito. Park era um grande amigo meu e nunca sequer me contara sobre estar se relacionando com Baekhyun.” Balbuciou.

“Talvez ele tivesse medo de sua reação, apesar de serem muito amigos. Relacionamento entre dois anjos não é bem visto no Paraíso, pelo visto, já que ambos foram mortos a mando de Miguel. Besteira. Eles não sabem o que estão perdendo.” Concluiu, recebendo um olhar de repreensão de Jongin. “Ué, estou mentindo?”

O Anjo Guardião suspirou, lembrando das cenas reproduzidas por Sehun.

“Miguel mentiu para mim, o que é estranho. Disse que apenas Park fora assassinado, e por um dos mandantes de Lúcifer. Eu não fazia ideia de que Baekhyun estava no meio e que, na realidade, ambos morreram na mão de um dos nossos. Eu nunca saberia se você não tivesse me mostrado.”

“Ninguém comenta por lá?”

“Nem desconfiam. Só pensam que Baekhyun está numa longa e grande missão. Quanto ao Park, contaram que Lúcifer é o culpado por sua morte.” Deu uma pausa e sentou-se sobre o gramado orvalhado do monte onde estavam. Sentia-se triste - decepcionado, para ser mais exato. Não era capaz de imaginar o sofrimento pelo qual seus amigos deveriam ter passado após serem descobertos; sentia muito por eles, assim como queria tê-los ajudado a tempo.

Pouco tempo depois, Sehun sentou-se ao seu lado e permitiu-se analisar o céu do Purgatório com atenção de verdade pela primeira vez - não era como o Anjo, que adorava contemplar aqueles pontos luminosos acima de suas cabeças. Tinha completa noção de que ali não era um lugar tranquilo e seguro, muito longe disso - criaturas animalescas e perigosas para os seres dos Três Mundos se escondiam nos lugares onde menos poderiam imaginar, mas, contraditoriamente, sentia paz daquela vez. Talvez pelo fato de saber ser a última vez, além de que gostava de sentar-se naquela grama com Jongin e beijá-lo pelo único tempo que desejava não ter fim. Aquele era o seu momento de paz. Ali do alto não existia guerra alguma, apenas amor e o desejo de épocas melhores para todos, embora não assumisse isso em voz alta.

“Como devem ter descoberto os dois?” O Anjo perguntou, o olhar também perdido entre as infinitas estrelas que, em breve, sumiriam de vez dos céus.

Pela primeira vez, o ser de olhos negros compadeceu e puxou o corpo angelical para perto do seu. A ficha caía. Não poderia se privar tanto das coisas, pelo contrário, deveria aproveitá-las enquanto houvesse tempo.

“Devia ter um olheiro os seguindo há algum tempo.” Beijou os cabelos claros do outro e fechou os olhos, gostando daquela nova sensação.

“Será que fazem o mesmo conosco?”

“Creio que não.” Abraçou Jongin pela cintura, aproveitando para apoiar o queixo em seu ombro. “O que você sente por mim?”

Sua pergunta repentina o fez olhá-lo de imediato.

“O que eu… sinto?” Franziu o cenho. Nunca haviam conversado sobre tal assunto. Estava surpreso.

“Sim… você sabe o que é isso?”

“Sim, sei. Vi muitos humanos conversando sobre sentir. Geralmente, eles alegavam estar sofrendo.”

“Sofrendo? De dor?”

“Não bem uma dor… mas diziam acontecer aqui.” Posicionou a mão sobre o peito alheio. “Eu podia ver angústia, felicidade e, às vezes, uma enorme tristeza em seus olhares e corações.”

“Ver?”

Riu. Sehun sempre era muito curioso.

“É. Nós, Anjos, somos capazes de ver os sentimentos dos humanos. Os vemos através de cores - coincidentemente, são muito parecidas com as das estrelas.” Apontou para o céu acima de suas cabeças. O breu tomava ainda mais conta dos céus. Já estava chegando a hora. “Sentimentos negativos são representados pelo azul; os de tranquilidade, pelo branco. E quando amam... seus corações brilham em um vermelho flamejante. É algo muito bonito de ser visto.” Pausou sua fala para olhar o ser ao seu lado e sorriu docemente. “Se eu fosse humano… o meu coração estaria exatamente desse jeito.”

Tais palavras fizeram com que algo estranho acontecesse bem no fundo do peito do demônio. Sentiu um tremor prazeroso, jamais sentira aquilo antes. Então é isso que os humanos sentiam ao amar alguém?, perguntou-se em pensamentos. E sorriu. Sorriu para o Anjo que ainda lhe encarava, pois também o amava. E o amaria para sempre.

Ambos os corpos se chocaram de leve ao se deitarem sobre a grama do monte. Jongin foi o primeiro a despir-se, retirando seu sobretudo branco lentamente e sem tirar os olhos de Sehun visivelmente surpreendido. O Anjo queria eternizar o seu amor por aquele demônio naqueles últimos instantes de existência. Enquanto isso, explosões e mais explosões aconteciam nos céus, denunciando que realmente não teriam muito tempo para se despedirem.

“Quero que saiba, Sehun…” Colocou-se entre as pernas do demônio e voltou a dizer num sussurro, próximo ao ouvido alheio. “Eu não me arrependo de nada. Te ter foi a melhor coisa que me aconteceu…”

Sehun entrelaçou as pernas na cintura do outro e o puxou para mais perto, gostando de ver o semblante de prazer em Jongin, que já tinha os cabelos todos bagunçados. Aquele anjo sempre seria o seu amante, sabia disso. Deu-lhe mais um beijo apaixonado, quando, em menos de um segundo, o tudo retornou ao nada em sua eterna escuridão.


 

Foi necessário que se tornassem reféns de uma guerra para que finalmente enxergassem e confessassem seus sentimentos, para que valorizassem seus momentos juntos. Mas, apesar disso, não sentiram medo nem culpa. No fundo, ambos sabiam que, em um futuro não muito distante, o ciclo seria reiniciado. A Escuridão daria espaço para que Harmonia e Caos criassem seus novos filhos ao longo do Universo e em suas respectivas dimensões. Exatamente como antes. Porque boas histórias foram feitas para serem repetidas.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Eu sou uma negação com lemons.

Graça: essência dos anjos e fonte de todo seu poder.
Casca: corpo onde as "almas" dos anjos ou demônios ficam. Só assim poderiam se relacionar, pois a verdadeira forma de um anjo é forte o bastante para matar um demônio.

Espero que tenham curtido, povo, porque eu achei sensacional escrever essa história. Quis transmitir uma ideia para vocês, espero ter conseguido. <3

senha: sekaibolinhos

É isso, meu povo. Até uma próxima!

Mil beijos,
Isa.


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