História Reflection - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Drama
Visualizações 212
Palavras 9.305
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá gente <3

Esse capítulo é com certeza um dos mais tensos da fanfic.
Então respirem fundos e leiam com amor e carinho.

Boa leitura ^^

Capítulo 16 - Dia de Pesadelo


Fanfic / Fanfiction Reflection - Capítulo 16 - Dia de Pesadelo

Para cima e para baixo como uma montanha-russa 

ainda não me segurei 

Eu mergulho neste pântano escuro e turbulento 

Lutando, três vezes, quatro vezes 

e continuará repetindo 

Going Crazy — EXO 

 

 

 

 

Eu já estava arrependido de muita coisa, deste que havia chegado naquele lugar. 

— Esse é o seu quarto durante essa noite. — WooBin apontou para a porta mais próxima, que já estava aberta. — Nós iremos te buscar daqui a pouco. 

Ele havia falado tão pouco, praticamente só se apresentado, e consegui entender o medo que as pessoas tinham em relação a ele, o medo que ouvi Jongin e Baekhyun comentando. Se até os próprios bandidos se apavoravam com ele, imagina eu. 

Então entrei no quarto escuro sem falar nada, um deles cortou a corda que amarrava minhas mãos e fechou a porta, a trancando em seguida. 

— Boa noite, Park ChanYeol. — ouvi a voz sarcástica de WooBin do outro lado. 

Depois ouvi passos se afastando pelo corredor e o completo silêncio. 

O quarto onde eu estava não era um quarto de verdade, não tinha nenhum móvel, cama, cadeira, nada, era apenas um pequeno cômodo vazio. E além de vazio, era escuro e úmido. Não tinha luz nenhuma e apenas uma janela, bem pequena e que ficava quase no teto de tão alta, e também tinha grades. 

A única pouca luz que podia entrar era por lá. 

Me sentei no chão, em um canto do quarto, e levei os dedos ao meu pulso que estava dolorido pelo aperto que a corda tinha feito segundos atrás. 

Com o tempo, meus olhos se ajeitaram a escuridão do lugar. 

Eu estava cansado, meu corpo doía e a minha cabeça principalmente, e eu pegaria no sono muito fácil se eu não estivesse com medo. Mas eu estava preso em uma cela com um psicopata do lado de fora que poderia entrar a qualquer momento. 

E também tinha a Momo. 

Eu precisava pensar em um jeito de salvar ela, qualquer coisa. E se eu falasse que ela tinha algum tipo de doença sexualmente transmissível? Talvez isso os faria hesitar em estupra-la, mesmo que existisse camisinha. 

Se eu pedisse ajuda ao Jongin, ele me ajudaria? 

Se Baekhyun não tivesse intenção de me salvar, ele pelo menos poderia salva-la? 

Eu suspirei, encostando minha cabeça na parede. 

Comecei a chorar. 

Nunca desejei tanto que aquele término fosse uma mentira, nunca quis tanto a presença de alguém como eu queria a de Baekhyun agora. Há apenas semanas atrás, tudo era diferente e mais feliz. Eu realmente nunca pensei que tudo aquilo iria acabar, que ia se tornar o que se tornou agora. 

Eu queria tanto acreditar que o Byun ainda apareceria para me salvar, mas a cada minuto que passava comigo trancado lá eu sentia ainda mais que tudo era uma mentira, que ele não viria, que ele não se importava. 

Sou um idiota. 

Merecia muito estar aqui, e acabei arrastando Momo comigo. Se fizerem algum mal a ela, eu nunca vou conseguir me perdoar.  

Será que naquela hora Junmyeon já deve ter notado nossa ausência? O quanto ele estaria preocupado no momento, nem tendo ideia do que aconteceu. Sem nem saber que a sua namorada corre o risco de ser violentada. 

Por culpa minha. 

Passei bastante tempo naquela prisão só chorando, eu estava com medo e assustado, por mim, por Momo, por muita coisa. Eu estava mal em pensar no SuHo preocupado sem saber o que fazer e estava triste porque queria Baekhyun me amando de novo. 

Eu queria que Byun Baekhyun viesse me salvar. 

Chegou ao ponto de eu fechar os olhos e conseguir imaginar perfeitamente o hyung aparecendo, matando todo mundo e nos salvando, como se fosse um filme. Se isso acontecesse, eu o abraçaria apertado e nunca mais o soltaria. 

Ah, eu o amava tanto. Por que eu o amava tanto? 

Eu sou tão idiota. 

Tão idiota. 

Um completo idiota. 

Era horrível quando algo que dava certo começa a dar errado e ainda piora. Porque realmente não há limites para dar errado na vida de alguém. 

O que mais eu teria que passar? Porque eu sentia como se isso não fosse nada. 

Chorei sozinho naquele quarto por horas, lamentando, me culpando, desejando que apenas me matassem logo para que tudo isso acabasse o mais rápido possível. Naquele momento, preso, com frio, sozinho e no escuro, parecia ser a melhor opção. 

Não tive noção do tempo quando eu estava lá, para mim durou horas até que WooBin voltasse, mas eu não tinha certeza, só sabia que ainda era madrugada quando a porta do quarto onde eu estava foi aberta novamente. 

Eu limpei minhas lágrimas antes deles me puxarem para a luz para não notarem o quanto eu era ridículo. 

— Ah, você chorou. — fez uma cara ironicamente triste — Só por que estava preso? Tadinho do nosso grande Park, ele é tão sensível, não é? 

Os outros que estavam com ele riram, menos Jongin. 

É claro que eles notariam, limpar as lágrimas não limpava os rastros do meu choro.  

— Vamos, vou te levar a um lugar divertido. 

WooBin foi na frente e um dos seus capangas me empurrou, então eu o segui. 

Nós atravessamos o corredor de celas e continuamos reto no que parecia ser o corredor principal. O lugar não parecia muito grande em geral, mas acho que aquilo era o lugar principal da família mafiosa do Byun, o lugar onde se encontravam, prendiam pessoas e produziam drogas.  

Eu senti cheiro de maconha em um dos corredores. 

Talvez o armazém que vi no começo era apenas um disfarce para o que realmente acontecia no lugar. 

WooBin me levou para um tipo de pátio, um espaço pequeno, mas bem aberto. Haviam várias coisas nos cantos, que mais me pareciam lixo, e janelas enormes que ficavam bem lá no alto. Mas o que realmente me chamou atenção, foi o que estava no meio desse pátio. 

Tinha um pilar grande de madeira com uma corda presa nela.  

Quando vi aquilo, a primeira coisa que pensei foi que parecia uma forca. Parecia muito. Eles iriam me enforcar?  

— Sabe o que é isso, Park? — WooBin se aproximou daquela coisa, pegou a corda e se virou para mim. — Vamos, diga, o que eu disse sobre não me responder? 

— Não sei. 

— Bem, é o nosso brinquedinho preferido. — ele sorriu — Ajustamos a corda de acordo com o seu tamanho, olha que honra. Eu realmente não esperava que você fosse tão alto. Venha aqui, vamos experimentar. 

Eu hesitei em ir, mas me empurraram, então eu fui. 

Me aproximei de WooBin e ele colocou a corda no meu pulso, prendendo as minhas mãos. Eu não sei se eu estava aliviado ou não com aquilo, isso significa que eles não iriam me matar, ainda, mas significava que eles provavelmente iriam me torturar. 

— A corda é longa. — ele disse — Mas não longa o bastante para você se sentar. Você está cansado? Suas pernas vão doer um pouco, no máximo vai conseguir se ajoelhar. Está confortável? 

— Não. 

— Que ótimo. — sorriu — Nós gostamos de prender uns caras aqui e deixa-los dias pendurados, sem comer ou beber água. Divertido, não é? Além disso, é inverno, está realmente frio. Sabe o que o meu pai gostava de fazer com eles? 

— O que?  

WooBin se virou para os seus colegas e apontou para mim. 

— Tire a roupa dele. 

E então vieram, usaram uma faca para rasgar minhas blusas e tira-las, junto com a calça que eu vestia. Eles me deixaram só de cueca, inclusive descalço. 

— Eu poderia jogar água gelada em você, mas agradeça que eu não farei isso, é capaz de você pegar uma hipotermia, sei lá. — deu risada — Nós não queremos te matar, não ainda, apenas queremos que sofra um pouquinho, só um pouquinho, não vai ser nada muito cruel. Vai nos ajudar. Tudo bem? 

— Tudo bem. 

— Ah, você é tão fofinho, concordando com tudo. — suspirou — Sabe, meus colegas tem trabalhos bem estressantes, ficam nervosos e precisam liberar a sua fúria. Então vai ser normal te usarem como saco de pancadas ou coisa parecida. Só para te deixar avisado se alguém aleatório aparecer e te bater. São coisas da vida, sabe?  

Eu assenti. 

— Falando em coisas da vida, tira esses óculos da sua cara. — ele arrancou meus óculos de um jeito bruto — Ele está quase todo destruído, sujo, está um nojo isso aqui. No próximo soco no rosto que receber, ele vai quebrar e te cortar, e se os cacos entrarem no seu olho? É realmente perigoso. Seu grau é muito alto? 

— É médio. 

— Miopia ou astigmatismo? 

— Os dois, eu acho, não me lembro ao certo. 

— Triste. — suspirou — Terá que ficar sem enxergar perfeitamente, até comprar outro. 

Eu não ligava para os óculos, eles já estavam praticamente quebrados deste que Jongin me bateu.  

— A gente se vê mais tarde, Park ChanYeol. Se divirta. 

WooBin se afastou, indo embora, e os seus colegas o seguiram, menos Jongin. 

Ele ficou alguns segundos me encarando mais do que os outros, antes de se virar para ir também. 

— Jongin. — eu o chamei, em um tom baixo para que só ele ouvisse. 

Ele parou e se virou. 

— Não há nada que eu possa fazer. — disse. 

— A Momo. — ele se aproximou de mim para me ouvir melhor — Por favor, não deixe fazerem mal a ela. Não deixe que encostem nela, por favor, ela não merece estar aqui. Por favor, ajude ela.  

— Você confia em mim? 

— Você não apoia estupros, apoia? Baekhyun não apoiava, e você apoia ele, está do lado dele, não é? Ele pode não se importar comigo, mas ele não iria deixar a Momo ser estuprada, não é? Ela não tem nada a ver com isso. 

Ele me olhou de cima a baixo, me analisando.  

Eu já estava chorando de novo. 

— Vou ficar de olho nela. — ele disse. 

— Obrigado. 

— Jongin? — um cara se aproximou — Vai bater nele?  

— Não, mudei de ideia. Fica à vontade. 

Jongin deu as costas e se afastou. 

O homem que se aproximou era o mesmo homem que eu tentei agredir quando ele disse que iriam usar minha amiga para o bordel. Ele estava ali para a sua vingança. 

Exatamente como eu fiz, ele me deu um soco na mandíbula e um chute no estomago. Depois foi embora, com passos pesados, murmurando xingamentos como "viadinho". Eu iria cair no chão com os golpes, mas a corda não deixou, como WooBin disse, no máximo eu ficava de joelhos, pendurado pelos pulsos.  

Voltei a me levantar e fechei meus olhos por causa da dor, abaixei a cabeça e tossi pelo chute que levei. 

Ás vezes parecia que eu estava me acostumando com aquele tipo de dor, mas ás vezes parecia que a dor sempre ficava pior. 

 

~ ~   

 

Eu continuei lá por muito tempo. 

Foi com certeza a madrugada mais longa de toda a minha vida, não tive certeza do quanto tempo exatamente se passou, porque eu não sabia as horas que havia chegado lá, mas mesmo que tivesse sido pouco tempo, a situação fez parecer uma eternidade.  

Como eu não conseguia sentar, ás vezes eu ficava andando por onde dava, ou me encostava no pilar enorme de madeira. Várias vezes tentei puxar a corda e colocar meu peso nela, para ver se soltava ou sei lá, mas era firme demais. 

E eu fazia tudo isso chorando. 

Não um choro desesperado como antes, era mais calmo, talvez um choro por ajuda, por preocupação. Eu estava um pouco mais tranquilo em relação a Momo, mas não completamente, eu não sabia se poderia confiar em Jongin ou não, ele era a única esperança para ela ali. 

Baekhyun e Jongin poderiam não ser ótimas pessoas, mas eles não deixariam algo daquele tipo acontecer com ela, certo? Eu precisava acreditar que não. Eu ainda precisava acreditar em alguma coisa. 

Tentei firmar a minha teoria de que Baekhyun planejava me salvar.  

Observei o céu pela janela ficar claro aos pouquinhos, mostrando que estava amanhecendo. E acredito que não era uma boa coisa, já na madrugada, era silêncio e solidão, mas conforme o dia ia passando, tinha certeza que não seria assim. 

Teve uma hora que apenas me encostei no pilar onde estava preso e fechei os olhos para descansar. Obviamente, meus cochilos eram intervalos de uns cinco ou dez minutos, já que eu sempre acabava tombando para frente e quase caindo. 

Quando eu desisti de dormir, eu ouvi barulhos. 

Ouvi vozes de longe, portas batendo, passos. Então deduzi que havia chegado gente, para o trabalho, ou sei lá. Então já comecei a ficar com medo. 

Fiquei com ainda mais medo quando apareceu dois homens no pátio onde eu estava. 

— Esse é o tal do Park ChanYeol? — um deles perguntou, enquanto se aproximava. 

— Sim, o bichinha, ex-namoradinho do Baekhyun. 

— Ah, o Byun realmente adora arrumar problemas para os outros, não é? — deu risada. — Você acha que ele irá salva-lo? 

— Eu duvido, você viu o vídeo? Parecia bem real.  

— O Jongin disse que ele está planejando ocupar o lugar do WooBin e virar o chefe, mas não sabe ainda como fará isso. Você vai ficar do lado de quem? 

— WooBin é maluco, mas eu não vou seguir ordens de um boiola como o Baekhyun. Eu prefiro o WooBin nesse sentido, ele irá comandar melhor.  

— Acha que ele vai matar o ChanYeol?  

— Não dá para saber o que ele vai realmente fazer, ele é imprevisível. — deu risada, passando a me encarar e a se aproximar mais — Está tudo bem? Está com medo? 

Eu não respondi, eu sabia que estava óbvio na minha cara. 

Eles deram risada e depois simplesmente começaram a me bater. Me empurraram e me chutaram, não passou muito disso, acho que eles estavam mais brincando do que me batendo de verdade. Não acho que havia sido com todas as suas forças, eles eram bem musculosos. 

Mas de qualquer modo, doeu, principalmente porque eu estava sem roupa. 

Depois daquilo, eu entendi o conceito de saco de pancadas que WooBin falou, porque durante a manhã toda, dezenas de caras vieram me bater por motivo nenhum. Eles apenas riam da minha situação, me xingavam pela minha orientação sexual e depois me espancavam. 

— Você gosta disso? — eles falavam — Deve doer menos do que dar a bunda. 

Eu tentava proteger o rosto, porque no rosto doía mais, então as partes do meu corpo era sempre o alvo. Eu acabava caindo de joelhos, e ficava pendurado, colocando o rosto entre os braços para não atacarem ele. 

Um deles aparecia lá com mais frequência, era aquele mesmo homem que insinuou que levaria Momo ao bordel, aquele que eu ataquei primeiro. Ele aparecia a cada hora para me bater, e era bem forte, ele com certeza colocava muita força.  

— Você gosta de filmes de máfia? — uma das vezes, ele sentou na minha frente, onde eu estava ajoelhado e me perguntou isso.  

Eu não respondi, apenas o encarei. 

— Vamos, me responda. Eu vou quebrar um dos seus membros se você não me responder. 

— Eu gosto. 

— Você já assistiu os dos Tarantino?  

— Sim. 

— Lembra de Cães de Aluguel? Eu gosto desse filme, principalmente na cena de tortura. É uma inspiração, WooBin deixa eu fazer o mesmo ás vezes. Mas ele não quer que eu faça com você, infelizmente ainda não posso cortar a sua orelha fora ou alguma outra coisa. — riu. — Sua orelha é grande, seria legal passar a faca nela. 

Eu fechei os olhos, ele era um idiota. 

Eu amava os filmes do Tarantino, mas não conseguia acreditar que algum idiota da máfia imitaria as coisas dos filmes. Além do mais, em Cães de Aluguel, todos os bandidos morrem, inclusive o torturador.  

Eu bem que poderia estar em um filme agora.  

Byun Baekhyun seria como Beatrix Kiddo. Um anti-herói. 

Eu chorava mais toda vez que aquele cara aparecia, eu tinha mais medo dele e de WooBin do que qualquer outro ali. Com certeza, eu devo ter chorado até todo o meu estoque de lágrimas acabar, porque chegou um momento que eu simplesmente parei de chorar. 

Quando eu era espancado, eu ficava algum tempo pendurado de joelhos, porque mover o corpo doía muito depois dos golpes, então eu ficava parado, sem mover nada, até a dor ir diminuindo... Ou eu ir me acostumando. 

E quando eu estava lá, gemendo baixinho de dor, notei mais alguém se aproximando.  

Eu fechei os olhos, bem apertados, porque pensei que iriam me bater de novo, mas a pessoa se abaixou na minha frente. 

— ChanYeol? 

Eu abri os olhos, era Jongin. 

Ele me encarou e tirou uma garrafa de água escondida, a abriu e colocou perto da minha boca, onde eu a abri também. Eu estava com tanta sede, mas também estava cansado e com muita dor. Eu estava com muita coisa, mas aproveitei da água fresca que ele me dava. 

Eu tomei praticamente toda a garrafa. 

— Eu não posso fazer muito por você. — ele disse. 

— Eu preciso... Ir no banheiro. — murmurei.  

Jongin se levantou, colocou a garrafa no chão e olhou ao redor para ver se tinha alguém. Depois ele desamarrou a corda que me prendia e me soltou. 

Eu caí no chão imediatamente, estava tão cansado que poderia dormir ali mesmo, minha vontade era continuar no chão e não me mover. Mas ele me puxou, me forçando a levantar. 

— Pode fazer naquela parede ali... — ele apontou, me empurrando — Vai rápido, antes que alguém chegue. 

Fui até a parede o mais rápido que pude e fiz o que precisava fazer. 

Depois voltei e ele voltou a me prender. 

— Seja forte, ChanYeol. — ele me falou, me encarando — Eu sei que essa situação não é nada agradável, e eu não sei quando vai acabar, então seja forte.  

— Que horas são? 

— É hora do almoço agora, vai vim menos pessoas aqui durante a tarde, já que vão estar trabalhando.  

— A Momo? 

— Ela está bem, ninguém tocou nela.  

— Obrigado. 

Ele assentiu, pegando a garrafa para ir embora. 

— E-Espera. — eu o chamei, fazendo-o parar de novo. — O Baekhyun... Ele... 

— Esquece ele. — me respondeu, firme. — Eu não estou fazendo isso por causa dele, estou fazendo isso porque estou com pena de você.  

Ele se virou, e com passos apressados, foi embora sem dizer mais nada. 

Eu fui até o pilar e me encostei nele. 

Se Baekhyun não viesse me salvar, o que seria de mim? 

Tive vontade de chorar, mas desisti de fazer isso, pela primeira vez. Quanto mais eu pensava na minha teoria de que o Byun ainda me amava e me salvaria, menos eu acreditava nela. 

Naquele momento, as chances na minha cabeça eram poucas. Ele realmente não se importava mais comigo, ele realmente fingiu por todo esse tempo. 

Durante aquela tarde, como Jongin disse, poucas pessoas apareceram para me bater. Mesmo o que guardava rancor, não apareceu frequentemente como antes. Ainda aparecia alguns caras, de vez em quando, e em intervalos de horas. 

Eu continuava sentindo dor, sede e fome. Mas eu já havia parado de chorar. 

Decidi parar de me lamentar, parar um pouco de ser como eu estava sendo. Eu era sensível, inseguro e medroso, e nada disso me ajudaria em uma situação como aquela. Então eu parei de ficar me lamentando. 

Não sabia o que fazer para me salvar, nem para salvar a Momo. Eu nunca me imaginei estar naquele tipo de situação, então não tinha ideia do que fazer, mas eu não poderia ficar dependendo do meu amor por Baekhyun, porque poderia ser SÓ o meu amor, e só o meu amor não me salvaria em nada. 

Eu precisava ser mais corajoso e enfrentar isso de algum modo. 

Não sou bom em luta, não tenho força, mas talvez há outros meios de me proteger, era isso que eu precisava pensar. Eu não podia mostrar a eles que eu estava com medo, eu precisava mostrar que eu era forte em algum sentido. 

Tudo bem, eu estava apavorado por dentro, mas chega de deixar isso óbvio. 

Se Baekhyun não encenou aquele término, eu pelo menos encenaria a minha força. 

Por isso que aquela tarde, nas várias horas em que fiquei sozinho, eu deixei Baekhyun de lado e tentei pensar diretamente em mim, focado em mim, confiança em mim mesmo. Eu precisava daquilo. 

WooBin era imprevisível e não gostava quando não o levavam a sério, então eu não poderia arriscar muito com ele. Não haveria muito o que fazer a não ser fazer o que ele mandava, porque ele era aquele que decidiria se eu ficaria vivo ou não. 

Os outros, pelo o que eu entendi, não tinham autorização para me matar, nem para me mutilar. Eles só podiam me bater. Então me senti livre em tentar revidar quando apareciam para me espancar. Eu tentava recuar e tentava os atingir com chutes o tempo todo. 

É claro que eu tinha uma enorme desvantagem por estar preso, dolorido, cansado e fraco, mas a minha determinação fez eles baterem menos, ou baterem mais fraco, não saberia dizer. Talvez eu estava me iludindo, mas eu continuava tentando. 

Quanto mais tempo eu me dedicava pensando que era forte o suficiente para conseguir sair daquela situação, eu acreditava ainda mais nisso. Eu praticamente torturava a minha cabeça, no bom sentido, para eu acreditar que era forte. 

Para eu deixar a minha insegurança de lado, para eu estourar a minha bolha da fobia social. Nunca pensei que iria ser obrigado a fazer isso. 

E quanto mais eu acreditava em mim mesmo... 

Menos eu gostava de Byun Baekhyun. 

 

~  ~   

 

 

O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.

 

 

~  ~ 

 

WooBin voltou no final da tarde. 

Eu sabia porque já não estava tão claro como antes e parecia que eu havia ficado semanas preso. Passou tempo demais, um tempo bem devagar. 

— Como você está, Park ChanYeol? — ele se aproximou sorrindo, junto com Jongin e outro cara. — Se divertiu hoje?  

— Não. 

— Ah, que pena. 

Ele me desamarrou e eu caí no chão. 

Minhas pernas tremiam, eu mal conseguia mecha-las, estavam travadas. 

— Eles realmente bateram bastante em você, não é?  

Eu não me levantei, então WooBin se sentou na minha frente. 

— Sua pele está bonita, vários tons roxos marcando, é bem bonito. — sorriu — Eu conheço essa dor, meu pai já me bateu assim várias vezes, vai passar. Eu sei que você não está muito acostumado, mas logo vai se acostumar. Talvez isso te ajude a ficar mais forte. 

Notei que Jongin tirou o celular do bolso e começou a tirar fotos minhas, naquele estado, eu me senti meio envergonhado, então abaixei um pouco a cabeça. 

— Na verdade, acho que já está lhe ajudando a ficar mais forte. Vieram me falar que você parou de chorar e começou a tentar revidar os golpes. Não deveria, ChanYeol, um saco de pancadas não revida e isso é apenas o que você era hoje: um saco de pancadas. 

WooBin retirou um pequeno canivete do seu bolso e o abriu, começando a marcar o chão com ele. 

— Há três fases de quando você tortura uma pessoa, sabe quias são? Sabe?  

— Não. 

— Vou te contar. — disse animado — A primeira é o medo e o desespero, a pessoa fica assustada e chora e chora, implora, vira um covarde. A segunda, ela toma um pouco de coragem, ela tenta acreditar que consegue, que vai conseguir pensar em uma estratégia que fará salva-la... E quando ela não consegue, aos poucos se torna a terceira e última fase. Ela desiste. Seu cérebro e seu corpo ficam completamente submissos pela pessoa que a torturou, ela sente tanto medo e pavor que não é capaz de matar o seu torturador nem que ele lhe desse uma arma na sua mão. Quando chega nessa parte, é quase como uma lavagem cerebral, a pessoa já está completamente traumatizada. Incrível, não é? 

Eu o encarei, franzindo o cenho, ele falava aquilo com um sorriso enorme que dava arrepios. 

— Pelo o que eu entendi, você está chegando na segunda fase. Você deve estar acreditando que consegue e deve estar pensando em um jeito de se salvar... Sinto lhe dizer, que isso é uma ilusão. Você acredita em Deus? 

— Não. 

— Talvez devesse começar a acreditar. 

— Eu prefiro acreditar em mim mesmo. 

— Esse é o problema. — ele suspirou, pegando a minha mão e a encarando — Você é só um ser humano fraco, sensível, sem poder nenhum. Tem defeitos e erra, por isso não é confiável acreditar em si mesmo. 

— Se eu não acreditar em mim mesmo, em quem eu iria acreditar? 

— Não acredite, só desista. Será que conseguiremos fazer você chegar até a terceira fase? — sorriu — Sinceramente, não é muito a minha intenção. Você nem sequer chegou na segunda fase de verdade, apenas pensa que chegou. 

WooBin pegou a minha mão que segurava e a estendeu no chão, prensando ela lá. 

— Quer que eu prove isso?  

Em um movimento muito rápido, ele enfiou o canivete que tinha na palma da minha mão.  

Eu gritei de dor.  

Depois ele começou a empurrar devagar e aos poucos a lâmina para ir mais fundo. Eu tentei tirar com a minha mão, mas ele me impediu. Então pedi para parar. 

— Ah, você quer que eu pare? 

— Por favor... 

— Você está implorando... E chorando. Comovente. — ele fez um sinal para Jongin e ele tirou outra foto, depois que a foto foi tirada, ele tirou o canivete da minha mão — Viu só, eu sabia que ainda não estava na segunda fase.  

Eu puxei a minha mão machucada e a encarei, estava doendo muito, o corte não era grande, mas parecia profundo. Estava saindo sangue.  

— É a primeira vez que leva uma facada, não é? Ah, você teve uma vida boa. — suspirou — É realmente difícil acreditar em você mesmo, não é? É bem complicado chegar na segunda fase, e normalmente a segunda fase nunca dá certo. Não fique tão confiante, Park ChanYeol, você ainda é bem fraco e incapaz. 

WooBin se levantou e afastou, e eu ainda encarava a minha mão machucada sem saber o que fazer. Até que o outro cara que estava com eles, se abaixou ao meu lado e começou a enfaixar a minha mão com esparadrapo. 

Ele a envolveu devagar e até de um jeito delicado, então não doeu muito.  

— É para estocar o sangue. — me explicou, se afastando quando terminou. 

Eu suspirei pesado, limpei as minhas lágrimas e segurei firme a mão machucada que tremia. Era um sofrimento bem pior, latejava e pulsava de dor.  

— Agora nós precisamos falar sobre Baekhyun, vamos mandar um recadinho para ele também. — ele sorriu, se abaixando na minha frente — Você acha que ele vai vir te salvar?  

— Não. 

— Por que não? 

— Porque ele não se importa.  

WooBin suspirou. 

— Você sabe do vídeo? — eu franzi o cenho, confuso, e ele entendeu que não — Ele me enviou, por meio de Jongin, um vídeo de quando termina com você. Foi realmente triste ver seu coração ser partido daquele jeito, as coisas que ele falou... "Você nunca será o SeHun." Foi realmente cruel, não foi? Nossa, ele sabe destruir os sentimentos de uma pessoa.  

Ele havia feito um vídeo?  

— Quando eu vi o vídeo, eu fiquei confuso, pensei: "Como assim? Baekhyun não o ama? Ele estava só se divertindo esse tempo todo? Estranho." Bem estranho, não é? Então eu hesitei um pouco e parei para analisar o vídeo, eu o vi diversas vezes para ver se não me escapava nada. Talvez era uma atuação, e se fosse uma atuação, eu poderia encontrar um furo. E, ah, eu encontrei. — ele sorriu, pegando meu braço e o levantando — Isso é uma pulseira de casal, não é? De Yin Yang, ele não te devolveu isso no vídeo, só as alianças.  

— Ele provavelmente jogou fora depois. 

— Se ele realmente não gostasse de você, teria jogado fora na primeira oportunidade. Sabe o que ele fazia com os presentes que o nosso pai lhe dava? Jogava fora no momento seguinte que havia recebido. Ingrato. Além disso, no vídeo, o Byun está de costas, não dá para ver sua expressão... Mas seu punho se fecha com força quando Jongin bate em você. Isso significa que ele não está tranquilo, ele está nervoso e se importando. E para finalizar, o vídeo corta depois disso, não dá para saber o que aconteceu, não mostra nenhum dos dois indo até o celular e desligando o vídeo. 

— Eu já disse que foi porque meu celular cortou o restante do vídeo. — Jongin se explicou. 

— Pode ser verdade e não pode. — suspirou — E eu nem preciso comentar do fato dele não bater em você, não é? Mandar Jongin fazer isso, tá no último lugar da lista porque sabemos que o Byun não suja as suas mãos. Mas você sabe o que tudo isso significa, ChanYeol? 

— Não. 

— Eu não tenho certeza absoluta, mas há grandes chances de todo esse vídeo ser uma encenação de Baekhyun, para tentar me fazer de idiota e acreditar que ele não se importa com você, e então, eu pouparia sua vida. Olha que surpresa, eu não sou tão idiota assim.  

Minha teoria de que aquilo era uma encenação acendeu dentro de mim.  

Se fosse verdade, se WooBin estivesse certo... 

— Você o ama, não é? 

— Não. 

— Você ainda está com a pulseira. E acha que não notamos as duas alianças nos seus dedos? Patético. 

Eu encarei a minha mão, que estava com as alianças. 

Havia me esquecido delas com tudo o que aconteceu. Mas os sentimentos dentro de mim estavam todos confusos, eu já não sabia se eu amava Baekhyun ou o odiava por eu estar naquela situação por causa dele. 

Então com raiva, tirei as alianças e joguei longe. 

WooBin riu alto. 

— Imagino o quanto deve estar o odiando agora, se ele tivesse feito as coisas do jeito certo deste o começo, talvez nada disso estaria acontecendo. Ele ter se envolvido com você piorou a situação, aumentou o meu ódio. Byun Baekhyun é um irresponsável. 

Eu encarei as alianças jogados no chão, mas desviei logo o olhar para não me arrepender de descarta-las. 

— Vamos fazer um vídeo para o meu hyung preferido. — ele fez um sinal para Jongin e o mesmo começou a filmar — Olá Byun Baekhyun hyung, como você está? Jongin me contou que já voltou para a Coreia, espero que não planeja fugir de novo. Sabe quem está na Coreia também? 

Ele saiu da minha frente, para me mostrar no vídeo. 

— Park ChanYeol, ele mesmo. Seu ex-namorado, mas talvez o amor da sua vida. Achou que ia me enganar com aquele vídeo, não é? Pare de me subestimar, você e o pai só sabiam fazer isso. Mas eu fui mais esperto dessa vez. —  sorriu — Bem, o ChanYeol está com alguns machucados, é claro... Mas ele está inteiro ainda, tudo o que ele sofreu foi chutes, socos, um aperto nos pulsos, um furo na mão, nada do que a gente não já passou, não é? Enfim, nós temos planos com o Park, como você sabe bem, mas o destino final dele, se ele vai ficar vivo ou não, depende de você mesmo. Será que você vai deixar outra pessoa inocente morrer igual o SeHun morreu? 

Quando eu notei, aquele mesmo cara que enfaixou a minha mão, jogou um balde de álcool em cima de mim. Álcool de verdade, eu tomei um banho dele. 

E eu senti ardendo todos os pequenos ferimentos que eu tinha pelo corpo, resultados de golpes tão fortes que fizeram pequenos cortes na minha pele. 

Eu murmurei baixo de dor e ouvi o barulho do isqueiro ser acendido. 

— Ele vai terminar igual o SeHun, vai sobrar só as cinzas dele. Você não vai deixar mais alguém ter essa morte trágica e dolorosa só por ter se envolvido com você, certo? Porque a culpa é sua, sabe disso.  

WooBin aproximou o isqueiro de mim, e eu me arrastei pelo chão, me afastando assustado. Ele deu risada e o guardou novamente no bolso. 

Depois o desgraçado se aproximou de mim e me puxou pelos cabelos para me ajoelhar. 

— Vamos, ChanYeol, implore para ele vir te salvar. 

— Não. 

— Não seja tímido, isso pode salvar a sua vida. 

Jongin filmava com o seu celular bem perto, no meu rosto, então levantei a perna e chutei o celular da mão dele.  

WooBin ficou irritado e me deu tapa muito forte no rosto, voltando a puxar o meu cabelo com ainda mais força, tempo suficiente para Jongin pegar o celular do chão e voltar a me filmar. 

— DIGA. 

Eu suspirei e, trincando os dentes, disse: 

— Por favor, Baekhyun, venha me salvar. 

Depois ele soltou meus cabelos, me empurrando para o chão de novo. 

— Vamos nos encontrar. — WooBin voltou a falar — Se você salvar a vida dele, talvez o ódio dele por você passe, o que eu acho difícil. Tchau, tchau, Baekhyun.  

O vídeo foi parado e WooBin voltou a se aproximar. 

— Ridículo tentar se mostrar o corajoso e rebelde no vídeo depois de tudo o que chorou hoje. Vai ficar pendurado por mais essa noite.  

Ele me puxou pelo braço para me levantar e voltou a me prender pelas mãos no pilar. Minha vontade de chuta-lo naquele momento era grande, eu estava com raiva. Mas eu sabia que não podia perder a cabeça, eu não podia.  

— Saiba que ainda é possível você sair vivo de tudo isso aqui, tudo bem? Vai depender de como as coisas vão rolar. 

— E a Momo?  

— Quem?  

— Minha amiga, que foi sequestrada comigo, ela não tem nada a ver com isso. Vocês não podem solta-la? 

— Ah, a japonesa. Então... Ela já foi levada, ela foi para o bordel, vão poder usar ela melhor lá. Vai começar o seu treinamento para saber agradar os homens. 

— O que?  

— Não fique irritado, são coisas da vida.  

Ele virou as costas e começou a se afastar. 

— TRAGA ELA DE VOLTA. — eu gritei.  

WooBin apenas deu risada. 

— Vamos, Jongin.  

— Eu vou depois, preciso dar uns socos nele para ele aprender a não derrubar o meu celular.  

— Não esqueça de enviar o vídeo ao Baekhyun depois. 

— Claro, hyung.  

Jongin se aproximou de mim, mas eu chutei o ar para que ele não se aproximasse. 

— Você disse que ia ficar de olho nela. — eu falei, bravo. — Realmente, não dá para confiar em nenhum de vocês, não é? São todos egoístas e... 

—  Ei, se acalme ai. 

Jongin esperou WooBin e o outro ir embora do pátio, atravessar e fechar a porta para poder voltar a se aproximar.  

— Ele está mentindo para você, ChanYeol. — disse — A Momo não foi para bordel nenhum, ela continua presa no mesmo lugar. O que ele falou foi só para te afetar mais, para que se sinta mal.  

— Você jura?  

— Eu juro. — ele colocou a mão dentro do casaco e tirou um molho de chaves. — São todas as cópias da chave da cela dela, ninguém tem acesso a ela a não ser eu. Estou levando comida e água, dá para fazer isso por ela com mais frequência, diferente de você.  

Eu suspirei aliviado.  

— Obrigado, Jongin. 

— Ela é uma garota legal, ela está preocupada com você. 

— Não deveria, é culpa minha ela estar aqui. 

— Olha, ChanYeol... — ele se aproximou, tocando em meu braço — Você está indo bem, tá sendo corajoso e não desistindo. Eu fiquei com medo de você não aguentar todas essas coisas.  

— Eu já estou no meu limite. 

— É claro que está, mas continue firme, por favor, continue por mais um pouco. Eu prometo que vai dar tudo certo, estamos fazendo de tudo para que dê certo, pensando nos mínimos detalhes, indo atrás das pessoas certas.  

— "Estamos...?" Pensei que estivesse sendo legal comigo por pena. 

— Se Baekhyun viesse te salvar assim que foi sequestrado, não seria muito óbvio? WooBin está preparado, as coisas têm que ser na hora certa, a gente só tem uma chance, não devemos fazer no momento de desespero. É por isso que, infelizmente, você tem que passar por essas coisas. — suspirou — Mas Baekhyun está vindo para te salvar.  

Eu senti um alivio ouvindo sua última frase, mas foi um alivio passageiro, eu ainda estava com meus sentimentos confusos e não estava tão confiante assim. Durante aquele dia, eu perdi bastante das esperanças que eu tinha em Baekhyun. 

— E ele vai vir me salvar por pena ou por que me ama?  

— Pergunte isso a ele quando se encontrarem de novo.  

— Por que não pode me dizer? Eu sei que você sabe. 

— Então, precisa de alguma coisa? — perguntou, mudando de assunto. 

— Não. 

— Tudo bem, eu volto aqui mais tarde.  

— Espera, eu preciso sim de algo. — ele ia começar a se afastar, mas parou para ouvir o que eu tinha a dizer — Eu e Momo temos um amigo, ele é meu amigo de infância, e ele foi ao Japão fazer intercambio comigo também. O nome dele é Kim Junmyeon. Ele deve estar confuso e preocupado, sem saber onde estamos. Tenta, de algum modo, se comunicar com ele, ele realmente deve estar muito ocupado. 

Jongin sorriu e apenas assentiu como resposta. 

No entanto, antes dele ir embora, ele se aproximou das alianças que eu descartei e as pegou para ele, colocando nos bolsos. 

— N-Não as jogue fora... — eu disse — Nem as venda, por favor.  

— Precisa entender o que você sente, ChanYeol, não fique confuso. — respondeu, se afastando sem olhar para trás. — Eu vou entrega-las ao meu irmão. 

— Qual irmão? 

— Você sabe qual irmão. 

Não falei mais nada, nem ele, então ele apenas foi embora, me deixando sozinho. De qual irmão ele estava falando? De WooBin? De Baekhyun? Como eu iria saber?  

Preferia acreditar que era Baekhyun, porque se ele estava vindo me salvar, significava que ele se importava com a minha vida, e se ele se importava, há grandes chances de ele realmente me amar. E se Jongin foi entregar as alianças a ele, é porque aquilo talvez ainda tenha algum significado para o Byun. 

Eu estava completamente confuso. 

Eu o amava e o odiava. Eu queria que ele viesse me salvar, mas estava bravo e mal o suficiente para ignora-lo depois disso. Eu não estava bem.  

Eu não conseguia mais controlar os meus sentimentos, e as dores que eu sentia me atrapalhavam o tempo todo.  

Só queria que tudo aquilo acabasse logo.  

 

~ ~  

 

Eu não saberia dizer se pior era a dor ou o frio. 

Acho que as duas coisas meio que se mesclavam uma na outra então a intensidade das duas diminuía. Ás vezes eu sentia tanta dor que não ligava muito para o frio, ás vezes o frio era tanto que eu até esquecia as dores. 

Quando Jongin me deixou, já era de noite. 

Então não houve mais praticamente ninguém aparecendo para me fazer de saco de pancadas, a não ser, é claro, aquele que eu apelidei de rancoroso. Eu continuava tentando revidar, para tentar mostrar que eu não tinha medo, mas eu apanhava de qualquer jeito. 

Eu estava tão cansado e sem forças para nada, que apenas me ajoelhei perto do pilhar e me encostei nele para dormir. 

Não era um bom sono, é óbvio, eu acordava quase o tempo todo por causa da dor, do frio ou do desconforto da posição, mas tentando dormir também era um jeito do tempo passar mais rápido.   

— ChanYeol.  

Meu sono estava leve, então me assustei quando ouvi meu nome, acabei batendo a cabeça no pilar.  

— Acorda. 

Eu virei o meu rosto e vi Jongin. Olhei ao redor, só tinha ele.  

— Que horas são? — eu perguntei 

— Madrugada. A maior parte do pessoal já foi embora. 

Ele se aproximou de mim e me soltou da corda que me prendia, fui ao chão imediatamente e continuei lá.  

— Suas roupas já eram, peguei qualquer coisa. Vista isso aqui. 

Jongin jogou um par de roupas em cima de mim, uma blusa grande de moletom e uma calça do mesmo estilo. Eu olhei a roupa e o encarei depois.  

— O que pretende fazer? 

— Tirar você daqui. 

— E o WooBin?  

— Eu só vou tira-lo daqui do pátio, você vai voltar para a cela. Vamos, ChanYeol, não temos a noite toda não.  

É claro, não é ele que está todo machucado, morrendo de frio, fome e sede. 

Me levantei com cuidado e devagar, e coloquei a roupa no mesmo ritmo. Quando estava pronto, Jongin começou a caminhar para fora do pátio, e eu o segui em silêncio. Fiquei me perguntando se WooBin havia autorizado isso ou ele apenas estava me dando uma noite mais tranquila sem ter que ficar pendurado. 

Talvez eu devesse agradece-lo. 

Jongin deixou eu usar o banheiro, onde fiz minhas necessidades e lavei o rosto. Ele também me ajudou a trocar o esparadrapo da minha mão cortada, lavando o machucado também.  

Ele estava sendo gentil. 

— Eu posso ver a Momo? — eu perguntei, quando entramos no corredor das celas. 

— Eu já imaginava que você ia pedir isso. — sorriu. 

Jongin pegou as chaves do bolso e abriu a porta dela. 

Hirai estava sentada, encolhida, no canto do quarto escuro. Quando a porta abriu, e ela me viu, sua expressão mudou completamente. Ela se levantou apressada e correu para me abraçar. Eu a abracei de volta. 

— N-Não... — eu murmurei de dor, e ela me soltou — Não aperta tanto, eu estou dolorido. 

— Você está bem? Eu estava tão preocupada com você. O que fizeram com você, Chan? Seu rosto está muito machucado. 

— Meu corpo está pior do que a minha cara, eu estou melhor agora. 

— Eu estou com medo. — ela voltou a me abraçar. 

— Eu também. — fiz um carinho em seu cabelo — Alguém fez algo de ruim com você?  

— Não, praticamente ninguém apareceu aqui, além do Jongin.  

Eu o encarei e ele me encarou de volta. 

— Eu sou confiável, não sou? — deu um sorriso grande. 

— Por que está fazendo isso? — o questionei. 

— Eu me encontrei com o Baekhyun hoje, as coisas estão praticamente tudo certo. Não tenho detalhes do plano de WooBin, eu não sei o que ele pretende, mas nós estamos preparados. — ele se virou para a minha amiga — Momo, você é que menos precisa se preocupar, okay? Não importa o que aconteça, eles não vão te machucar, não vão te matar.  

— Eles vão apenas leva-la para o bordel para ser uma prostituta a força. — respondi, ironicamente — Só isso, não é? 

— Pelo menos a vida dela estará a salvo, não é? Diferente da sua, que pode ser morto a qualquer momento — retrucou — Sim, o bordel seria o destino dela, mas isso não vai acontecer. Temos uma pessoa encarregada de salva-la.  

— Quem? 

— Vocês vão ver. — sorriu — Já com você, ChanYeol, vai depender de Baekhyun e de WooBin. Baekhyun está determinado, então as chances de dar certo são altas, bem altas. 

— Qual é o plano dele? 

— Olha, eu não posso entrar em detalhes aqui. Ainda é perigoso eu estar fazendo isso aqui... — ele apontou para nós dois — Há pessoas trabalhando a noite, é para ser um encontro rápido, os dois tem que voltar para as celas. 

Eu encarei Momo e segurei o seu rosto. 

— Desculpa por te fazer passar por isso. — eu disse, lhe dando um beijo na testa — Vai dar tudo certo, você vai ficar bem. Eu prometo. 

— Se cuida, Chan, por favor. Você não pode morrer. 

— Ninguém vai morrer. — Jongin disse, firme. — Eu prometo, todos vão ficar bem. 

Com um último abraço, eu me despedi de Momo, e Jongin a trancou de novo na cela. 

Eu andei até a minha e ele a abriu. Eu entrei. Tinha uma garrafa de água cheia dentro dela, no canto.  

— Obrigado. — eu disse, o encarando. 

— Se eu conseguir, volto com alguma coisa para você comer. Mas não fique esperando, se eu perceber que é arriscado, não vou vir. 

— Não é arriscado me tirar do pilar?  

— As ordens de WooBin foi tirar você da sua pequena tortura quando Baekhyun entrar em contato com ele. É só o dia amanhecer, que ele vai entrar em contato. Eu só estou adiantando isso, só isso. Agora eu tenho que ir, se eu não voltar, te vejo amanhã.  

Eu assenti e ele fechou a porta, me trancando. 

Me sentei com cuidado no canto do quarto escuro e peguei a garrafa de água para beber um pouco. Depois me deitei no chão, mesmo estando sujo e úmido, apenas por eu estar aquecido e com as minhas mãos soltas já era bom. 

Deitar naquele chão duro depois de tanto tempo em pé ou ajoelhado era como se fosse uma cama.  

Eu dormi.  

 

~   

 

A porta se abriu, me assustando de novo. Apesar de eu conseguir dormir com mais facilidade lá dentro, por estar deitado, meu sono ainda era leve, pelos mesmos motivos de antes. 

Além disso, qualquer um poderia entrar a qualquer momento. 

Eu não sabia quanto tempo havia passado, até porque eu estava dormindo, mas foi Jongin que apareceu pela porta. Eu realmente não esperava que ele fosse aparecer de novo, pensei que já havia feito muito por mim.  

Ele estava carregando uma lanterna bem grande, parecendo um holofote, dava para iluminar boa parte do quarto escuro com ela, então ele deixou aquilo no chão, perto de mim. 

— Está tudo bem aí?  

Eu me levantei e me sentei, o encarando. Ele realmente queria que eu respondesse isso? Estava grato por ele ter me livrado daquela coisa, mas eu ainda estava todo dolorido, confuso e cansado.  

Além de ter sido sequestrado. 

— Desculpe, foi uma pergunta idiota. — sorriu envergonhado — Olha o que eu trouxe. — ele entrou um pouco mais no quarto, empurrando a lanterna mais para perto de mim, e pegando do lado de fora da porta o que havia trazido — McDonalt's. Baekhyun me contou que é o seu preferido.  

Ele colocou ao meu lado e eu peguei para comer. Não hesitei nada, estava fome. Já havia feito mais de 24h sem comer nada, minha última refeição foi o almoço de anteontem e provavelmente estava quase amanhecendo. 

Jongin havia até trazido o combo inteiro, eu não iria recusar. 

Quando ele percebeu que eu já estava comendo, ele encostou um pouco a porta e sentou comigo, deixando a lanterna ainda entre a gente. Me encarou de um jeito simpático e suspirou.  

— Eu não sei bem como te contar isso, ChanYeol. Você deve estar muito confuso. 

Eu assenti. É claro que eu estava confuso, nem sabia direito o que ele estava fazendo aqui. Se ele estava mesmo do lado do Baekhyun, porque estava aqui livremente com os caras que me sequestraram? Um espião? Um agente duplo? Ele realmente estava enganando todo mundo muito bem. 

Talvez eu esteja mesmo preso em um filme. 

— Bem, em algum momento alguém teria que te contar isso. Ninguém aqui quer contar, por pura maldade, e Baekhyun simplesmente não quer fazer isso, é difícil demais para ele, de um modo que eu não entendo. Porém, até isso terminar, você vai saber de um jeito ou de outro, então é melhor eu já contar para você saber logo de tudo. O Byun me pediu para contar. 

— E quando isso vai terminar? Amanhã?  

— Sim, muito provavelmente. 

— A Momo... Ela... 

— A sua amiga vai ficar bem, não se preocupe. É sério, ela é com quem você menos precisa se preocupar. Eu também levei um lanche desses para ela... Mas com salada, Baekhyun disse que ela faz dieta. — ele sorriu. 

Nossa. Encantador o gesto dele, falando de um modo como se estivesse salvado a vida dela. 

Eu revirei os olhos. 

— Você deve estar fritando a sua cabeça para descobrir o por que está aqui, não é? 

— Por causa do Baekhyun. É a vingança dos irmãos pelo pai morto, eu era o namorado dele, ele gosta de mim, ou gostava, ou apenas se importa, sei lá... É isso, eu já entendi. Querem chantageá-lo com alguma coisa? Se querem apenas faze-lo sofrer, então eles vão me matar de qualquer modo.  

Jongin negou com a cabeça. 

— Isso é só a ponta do iceberg. É só o começo, o seu começo. Você nunca sentiu como se estivesse sendo excluído, sem saber de nada? — eu assenti — Baekhyun nunca lhe contou tudo, ele sempre escondia o essencial para não machuca-lo. O que está realmente acontecendo é muito maior e bem mais doloroso para você ouvir. Mas você já está aqui, preso, sem entender nada. Não quero ser direto, quero que você realmente entenda, então eu vou te contar uma história antes. 

— Uma história? — ele assentiu — Tem a ver comigo? 

— Vai te fazer entender melhor o por que você está aqui. Posso começar? 

Eu dei de ombros, não estava afim de ouvir história nenhuma, mas se fosse preciso para me explicar tudo, não tinha escolha. Eu sempre soube que Baekhyun escondia mais coisas de mim, e eu sempre quis saber o que era, mas a hesitação de Jongin me fez ficar com um pouco de medo. 

Eu queria tanto saber sobre o resto do iceberg que tanto falavam, e ao mesmo tempo eu tinha medo de morrer congelado e sem ar. 

— A história começa com duas garotas. Elas eram muito amigas e continuaram amigas por muito tempo, estudaram juntas e fizeram várias coisas juntas. Porém, em um momento da vida delas, elas acabaram se envolvendo com pessoas que não deveriam. Elas pegaram um caminho errado, com pessoas erradas e ruins. As duas se envolveram com outros dois amigos, que trabalhavam com a máfia, eram bandidos pequenos na época. Elas sabiam o que eles eram, mas não se importavam, ás vezes até os ajudavam. Até que uma delas ficou grávida... Ela ficou assustada e com medo, pensando: "O que o bandido faria se soubesse?" Percebendo que tinha um filho na barriga, começou a tomar consciência de seus atos, viu que aquele tipo de vida não era nada adequado. Não queria que o pai da criança assumisse, não queria que ele crescesse no meio da máfia, ela conhecia o seu namorado, sabia que ele criaria um mini bandidinho. Então, fugiu e se casou com o namoradinho que ela tinha na faculdade. A outra garota, parou a faculdade e continuou com o namorado bandido por mais um tempo... Até que, olha que engraçado, ela engravidou também. — suspirou — Diferente da amiga, essa garota contou ao pai da criança e foi o pai que preferiu não assumir. Não por motivos ruins, mas ele trabalhava com bandidos porque gostava, porque era bom naquilo, mas não era esse tipo de coisa que ele queria para o filho, ele não queria o trazer para o crime. Então mandou a namorada ir embora de sua vida, se afastar dele, e ela acabou se casando com o seu irmão, já que rolava meio que um triangulo amoroso confuso e o irmão não era bandido, o cara aceitou criar o sobrinho como filho, ele realmente gostava da garota. O pai da criança achou melhor os dois ficarem juntos e criarem a criança longe de coisas ruins. Bem, esse é o fim, foi um resumo de quase tudo, deu bastante certo para as duas famílias até agora.  

Eu estava confuso com a história, mas se ele havia me contado tudo aquilo, é porque era importante de alguma forma.  

Fiquei pensando um pouco antes de falar, terminei de comer meu lanche enquanto isso. 

—Tudo bem ... — eu disse, franzindo o cenho enquanto ainda pensava. — Essa história é real, não é? Há quanto tempo foi isso?  

— Sim, é bem real. 

— Eu conheço essas crianças?  

— É claro que sim, muito bem. Elas não são mais crianças hoje. 

— Tem certeza que eu conheço? Porque eu não conheço muitas pessoas. 

— ChanYeol, eu acho que você já entendeu quem são essas crianças. Eu sei que você é esperto, você não sabe de muito, mas é esperto para descobrir. 

— Eu não... — desviei rapidamente o olhar, com o meu coração batendo mais rápido. — Não pode ser. 

— As crianças são, respectivamente, Kim Junmyeon e você, Park ChanYeol. 

— Isso... Não é possível. 

— Eu sei, parece impossível. — sorriu constrangido — Parece coisa de filme.  

Desviei o olhar, pensando. Isso era algum tipo de brincadeira? Não poderia ser real. Quer dizer que por todo esse tempo, meu pai era na verdade meu tio? 

— Deve estar sendo complicado para você processar tudo, mas tem mais coisas. Esse é só o começo da história. 

— O que? — o encarei — Por favor, Jongin, chega de mentiras. Conte tudo, sem esconder nada. Não importa se vai ser difícil ou não eu ouvir, apenas conte. 

Ele suspirou, hesitando antes de continuar: 

— Bem, esses dois amigos bandidos. Seu pai e nosso pai, acabaram crescendo dentro da máfia. Eles eram bem próximos do antigo chefe, então começou a existir uma grande inimizade entre os dois, porque os dois queriam muito o trono. Depois que o antigo chefe morreu, por problemas de saúde, começou a acontecer uma pequena guerra aqui na nossa província. Na verdade, o nosso pai, não era o chefe definitivo, porque tinha outro, o Senhor Park. Eles até tentaram dividir as coisas, do jeito deles, mas brigavam muito, não dava certo. Além disso, o meu pai tinha mais seguidores porque a família dele é maior, ele tem vários filhos que trabalham para ele, e vários o seguiam por medo também. Meu pai era o chefe que estava no trono porque ele comandava a partir do pavor, tinham muito medo dele. O seu pai era o chefe que estava no trono porque o respeitavam. Ele não é uma pessoa tão ruim. 

— E houve uma guerra entre eles? 

— Não, apenas acontecia alguns assassinatos nos dois lados, mas nada de realmente importante que fizessem decidirem quem realmente seria o chefe, quem entregaria o seu espaço no trono, por assim dizer. Até porque, não demorou muito para o Baekhyun matar o nosso pai e criar ainda mais confusão. 

— Então isso é verdade. 

— Muitas coisas foram verdade, mas contadas de um modo diferente. — suspirou, se ajeitando no chão — O que eu vou contar agora, é a verdade, é algo que Baekhyun escondeu de você por todo esse tempo. Não acho que vai ser algo fácil de se ouvir. 

— Não está nada fácil deste que você começou a contar.  

— Depois que ele matou o nosso pai, o Baekhyun fugiu, é claro, igual ele te contou. Porém, ele não fugiu por muito tempo, WooBin conseguiu acha-lo. WooBin tomou o lugar do nosso pai e começou a criar um plano para fazer o Senhor Park entregar o seu espaço no trono, para WooBin ser o único chefe dessa província e acabar essa guerra interna. Então, bem, ele queria apelar para o lado mais humano do outro chefe... Todo mundo sabe que ele tem um filho que não assumiu de verdade, que o esconde para protege-lo dessas coisas. Você. — apontou para mim — O plano dele era sequestrar você e troca-lo pelo seu trono definitivo. Esse é a razão principal de você ter sido sequestrado, é por isso que você está aqui. O plano ainda é o mesmo. 

Eu estava tão perplexo e em choque, que não consegui dizer nada.  

Jongin apenas continuou: 

— Baekhyun havia sido pego por matar nosso pai, roubar o dinheiro e fugir, e implorou para WooBin deixa-lo livre. Ele até devolveu o dinheiro e jurou que nunca mais iria aparecer, que não queria ser o chefe, que não queria mais aquilo. Ele pensava que WooBin pudesse deixa-lo livre, já que sempre teve inveja dele e o nosso pai sempre prendeu o Byun naquela vida de modo forçado. E bem, WooBin resolveu liberta-lo sim, mas com uma última missão... Para Baekhyun se redimir, ele teria que ir atrás do filho do inimigo e sequestra-lo por ele. Se ele fizesse isso, estaria livre.  

O que? 

— ChanYeol, o seu encontro com o Baekhyun não foi destino ou coincidência. Foi programado. Ele foi para o Japão por sua causa, ele alugou o apartamento ao lado do seu prédio para se aproximar de você. A poltrona que ele colocava na janela era para ele te observar... Enquanto você achava que era você que o perseguia no começo, na verdade era ele. E quando ele descobriu que você era gay e estava interessado, ele começou a se envolver com você para se aproximar e conseguir completar a missão e ser finalmente livre. Essa é toda a verdade que ele não conseguiu te contar.

 

 

 

 

Isso me empurra como uma neblina grossa 

cortando a respiração, está me matando 

Estas feridas infectadas estão ficando mais profundas 

elas continuam doloridas 

Going Crazy – EXO


Notas Finais


Então é isso ae ~
Chanyeol é meu utt, então escrever algumas coisas deu até uma dorzinha no meu coração. Ele não merece nada disso, tadinho </3 Agora, cadê Baekhyun? E Jongin é ou não é um amor?
Alguém desconfiava desse plottwist? haha'

Enfim, gostaram do capítulo? <3
Comentem ai o que acharam, por favor :3

Até a próxima ~


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