História Reflexões da Alma - Capítulo 12


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Camus de Aquário, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Kiki de Appendix, Saori Kido (Athena), Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shun de Andrômeda
Tags Afrodite, Camus, Cavaleiros De Bronze, Cavaleiros De Ouro, Drama, Hyoga, Ikki, Novela, Romance, Shun
Exibições 51
Palavras 3.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, queridos!
Vocês não imaginam o quanto é estimulante ler os comentários!
Muito obrigada!
E também obrigada a quem lê, mesmo sem favoritar ou comentar! :-)

Consegui postar antes do prazo! Uhu!

Bjs e boa leitura!

Capítulo 12 - Raras emoções de Camus


Fanfic / Fanfiction Reflexões da Alma - Capítulo 12 - Raras emoções de Camus

Os três visitantes não conseguiam compreender, pelo que viam, o que acontecia ali. Apenas vislumbravam a cena mais inusitada que poderiam imaginar. Camus cuidando de Shun com tamanho desvelo como quem cuida de um filho amado. Agora, o dourado de Aquário parecia entender os motivos que levaram Athena a enviar o pequeno virginiano naquela missão.

-----*-----

O pequeno virginiano, que estava recostado em Camus com a cabeça apoiada no braço esquerdo do dourado, e ainda emanava seu cosmo, para a estranheza de todos. Seu sobretudo marrom, com capuz, havia sido colocado sobre si como se fosse um cobertor, deixando à mostra seu rosto pálido e suas madeixas sedosas de cor de avelã com aroma floral tão característico.

Os dois estavam imersos em uma espécie de oásis luminoso em meio à escuridão que se fazia àquele horário. Em vez de neve, estavam sobre um gramado aconchegante, repleto de pequenas flores brancas de bunchberries características da taiga e tundra siberianas, como se nada mais existisse ao redor deles. Shun estava acolhido nos braços de Camus e seus longos e lisos cabelos ruivos caíam sobre o menor, como a protegê-lo de qualquer perigo.

Hyoga estava desconcertado e, de certa forma, confuso com aquele gesto de seu mestre, uma vez que não se lembrava de momentos em que ele se comportasse assim, tão carinhoso e cuidadoso. Algo de inesperado com certeza acontecera para que agisse daquela forma incomum.

Depois de alguns minutos, Camus percebeu a presença dos três visitantes e levantou o olhar e fitou o trio que estava à sua direita, fora daquele oásis, tomando um suspiro profundo, antes de se expressar em palavras.

Sua voz calma contrastava com a cena que era vista pelos que haviam acabado de chegar.

– Minhas preces à Athena foram ouvidas. Merci por virem tão prontamente. – Após afirmar isso, volveu novamente o olhar ao menor em seu abraço e continuou a afagar seus cabelos cor de linho.

Hyoga e Kiki, ainda de pé, olhavam para Afrodite surpresos e curiosos, enquanto este disfarçou e pediu silêncio aos dois.

– Shiii... Não digam uma palavra. – Solicitou carinhosamente, quase sussurrando.

Nenhum deles compreendia as palavras que ouviram.

Como assim, obrigado por terem vindo? Será que ele sabe de alguma coisa que nós não sabemos? Questionava-se Hyoga, em silêncio.

Os três adentraram a esfera rósea e logo sentiram a paz e a tranquilidade do ambiente criado pelo jovem virginiano. O pisciano se colocou mais à frente dos outros dois, aproximando-se do amigo dourado e sentando sobre as próprias pernas dobradas.

Uma temperatura agradável e uma calorosa energia pairava no ar na forma de pequenas faíscas de cosmo que se desfaziam ao seu contato com o corpo de cada um deles, enquanto percebia o coração inundando-se de paz. Aquilo só poderia ser fruto da habilidade sui generis de seu kerub.

Observou atentamente Camus velando pelo pequeno, o olhar atordoado, tentando entender o que havia acontecido. Tudo ao redor estava tão quieto e silencioso que poderiam jurar que não havia um ser vivo em quilômetros de distância.

– Que bom que chegaram a tempo. – Falava calmamente o dourado de Aquário.

– Meu amigo, poderia me contar o que houve? – Inqueria o dourado de Peixes, transparecendo uma serenidade ímpar, sem demonstrar que a presença deles era fruto de seu plano pessoal e perspicaz.

Como Camus haveria de saber de algo e, ainda, deixar a entender que os esperava?

– Tudo foi tão... Je ne sais pas como lhe explicar, Dite...

– Tente me explicar... Tente me contar os fatos, como você os vivenciou... Vamos lhe ajudar...

– Bien... Quando chegamos aqui em Irkutsk, sentimos cosmos estranhos e caminhamos até este lugar aqui. Os moradores pareciam em transe! Mandei o Shun ficar à beira do Angara, julguei que fosse perigoso por lui... Segui o rastro de um cosmo hostil muito poderoso até dentro daquela fábrica.... Um cidadão havia sido possesso por uma energia maligna, contudo, consegui afastar o cosmo maligno... Nossa missão não acabou aqui. Eu...

Com muita atenção, Afrodite escutava cada palavra de Camus, que parecia tentar procurar uma forma de explicar os fatos de maneira lógica. Contudo, o que havia presenciado não chegava nem perto de ter algum fundamento, e seu olhos de um tom de azul-marinho desviaram do celeste azul para o pequeno que estava em seus braços, como a evitar demonstrar a emoção que teimava em emergir fora de seu controle.

Tentava, a todo custo, não deixar que o amigo pisciano à sua frente percebesse seu marejado olhar enquanto uma espécie de nó fazia sua voz morrer antes de emergir de seus lábios, algo que não experimentava desde tenra idade.

Sua mente lembra-se desta sensação. Seu corpo reagia às memórias represadas. Não sentia este nó desde quando, em seus treinamentos para aperfeiçoar o cosmo nas frias terras siberianas, criou, acidentalmente, uma avalanche de neve que matou a irmã de seu amigo Surtr, causando-lhe o mesmo nó na garganta. Desde desse dia, Camus havia jurado dominar suas emoções, transformando-se no cavaleiro dourado conhecido por seu extremo autocontrole.

Fora trazido à realidade novamente pelo pisciano, que lhe chamava, preocupado com o semblante estranhamente angustiado aquariano, que parecia demonstrar, em um raro momento, seus mais profundos sentimentos.

– Camus... Camyu... Por favor, confie em mim...

– Eu... Eu matei um civil... Estava me sentindo culpado... Em uma batalha com cavaleiros ou amazonas é, de certa maneira, aceitável, pois temos o cosmo e nossas armaduras, mas la mort de civils est un efeito colateral inutile...

Gotas salinas cristalinas como pequenos cristais se formavam no marinho olhar antes tão contido. As palavras pareciam tentar emergir, mas morriam antes de pronunciadas. Simplesmente cerrou as pálpebras e permitiu que os cristais rolassem por sua face alva, depositando-se uma a uma no tecido que cobria o corpo frágil que acolhia. As gotas molhavam seu rosto e depuravam sua alma das dores, arrebentando a represa de suas emoções, transformando-as em um calmo rio de águas cristalinas.

Conseguia, agora vislumbrar o que sempre ensinara. Autocontrole são era sinônimo de frieza d’alma mas de perdão interno com fé no futuro vindouro.

Intrigado com comoção do controlado amigo, o pisciano logo começou a compreender o assunto, sendo mais específico em sua forma delicada de perguntar.

– O que aconteceu com você e com Shun? Não me parecem bem...

– Eu estou bien... – Respondeu, justamente com um singelo sorriso de alívio. – Estou me sentindo estranhamente bien... Como há muito tempo non me sentia... Até a tristeza de ter ceifado a vida de um civil... A tristeza sumiu, Dite... Toda minha tristeza sumiu...

O dourado tão prático parecia estar com dificuldades de compreender os acontecimentos e os próprios sentimentos. Era como se, apesar do que havia sido compelido a fazer, apesar da morte da qual havia sido veículo, sua alma aparentemente fria se sentia aquecida e consolada.

Não encontrava explicações, em sua lógica, para aquela modificação em seus sentimentos e o pisciano precisaria usar de sua paciência e amorosidade para assimilar os fatos, e, ao mesmo tempo, explica-los ao amigo. Sua memória logo o levou ao último teste que seu discípulo realizara, aliviando a alma atormentada do cavaleiro de Gêmeos.

– Acho que estou entendendo... E o que aconteceu com o meu pupilo? Você sabe? – Falava calmamente, apesar de ansioso por saber o estado do seu pupilo, que estava desacordado.

– Quando cheguei aqui fora, encontrei o Shun em uma espécie de transe, transmutando os cristais de gelo. Ele estava ajoelhado e tocava o rio congelado com sua mão. Eu non entendi nada... Eu non sei o que aconteceu, Dite... Fiquei muito tempo ao lado dele, esperando... Esperando e observando... Esperando o que aconteceria... Como ele conseguiu derreter essa neve toda ao nosso redor e fazer brotar essas plantas? E como ele transmutou o gelo do rio inteiro?! O rio inteiro, Dite! Só cosmos divinos são capazes de tal feito! Ele estava tão concentrado! Estava escurecendo e eu non percebi... Eu precisei segurá-lo, ele ia cair no chão, inconsciente! Essa habilidade dele... Non entendo.. Mesmo assim, ele continua a emanar esse cosmo tão quente!

O dourado de Aquário parecia realmente impactado pelo que vivenciara nas últimas horas, nunca ninguém o tinha visto tão falante. Parecia o amigo escorpiano, que sempre fora conhecido por seus discursos intermináveis.

– Deixe-me sentir como ele está, Camus...

O pisciano retirou com carinho o capuz que cobria parcialmente o rosto de seu kerub e observou sua expressão tranquila. Tocando-lhe a fronte pálida e suada, podia sentir o cosmo cálido ardente de seu pupilo.

– Pode ficar tranquilo. O Shun está um estado muito profundo de meditação, por isso parece inconsciente...

– Ele está bien?!

– Deve ter gasto muita energia para transmutar o gelo e o seu corpo se cansou, mas sua mente continuou ativa. É... Parece que o Shaka ensinou-lhe muito bem...

– Non é arriscado acordá-lo neste estado?! 

– Achei que nunca diria o que vou falar agora... Fique calmo, Camus. Eu sei o que fazer.

Aproximando um pouco mais dos dois à sua gente, Afrodite tocou com a mão direita o plexo frontal e com a esquerda o plexo solar de seu pupilo, os principais chakras de força do menor, e emanou seu cosmo espalhando um agradável aroma de rosas. Os cabelos loiros esvoaçavam assim como alguns fios castanhos do menor, que exalavam um suave perfume floral que se espalhava ao redor e misturava-se com o do pisciano.

O cavaleiro de Cisne respirava fundo, controlando-se. Queria ele mesmo proteger seu anjo, mas sabia que o dourado de Peixes era o mais indicado para auxiliar naquela situação, e continuou ao lado de Kiki, observando curioso o que acontecia ao seu redor.

Era realmente uma bela imagem, os cosmos de cores diferentes, o azulado de Camus, o róseo de Shun e o cintilante avermelhado de Afrodite a misturarem-se em dois focos luminosos nos chakras do jovem virginiano. Tanto ele quanto Kiki precisaram proteger os olhos tamanho o brilho que se assemelhava a dois sois em seu anjo.

O gelo do rio, a perder de vista, refletia a luz emitida pelos cosmos e se mostrava brilhante como deveria ser. Aquilo havia sido feito por Shun? Que poder era aquele que o menor conseguia explorar? Hyoga questionava-se, enquanto se permitia inundar pela calorosa pujança na esfera-oásis em que se encontravam.

Logo o pequeno lemuriano impacientou-se e começou a tentar explicar alguma coisa, sem saber ao certo por onde começar.

– Sabe, senhor Camus nós viemos por que...

– Porque foi preciso vir, não é Kiki?! Façamos silêncio, como nos pediu Afrodite. – Afirmava Hyoga, cutucando a cabeça da criança com seu cotovelo, antes que ele denunciasse que saíram do Santuário sem a permissão de Athena ou Shion.

Afrodite se concentrava em despertar seu pupilo daquele transe, como a demonstrar, por meio do cosmo, que o menor conseguira cumprir sua missão e podia relaxar tranquilo.

– Vamos, meu kerub, está na hora de acordar... Vamos... Vocês estão seguros...

Ao chamado firme e amoroso do mestre de Peixes, aos poucos, Shun abria os olhos, como se despertasse de um sonho, como aqueles que apenas Hypnos era capaz de produzir. A energia rósea se dissipou como em um sopro suave, permitindo que a gélida brisa se fizesse presente naquele oásis.

– Dite?... Senhor Camus?... Ah... Me desculpe... Não o ajudei em nada...

– Ora, menino! Do que está falando? Se non fosse por você, o Angara ainda estaria repleto daqueles miasmas hostis e poluiria o Baikal com todo esse cosmo de maldade! Como você fez isso?! Como transmutou o gelo?!

– Calma, Camus, ele acabou de acordar de um profundo estado de meditação... – Orientava Afrodite. Estava contendo sua surpresa em observar seu amigo dourado emocionalmente descomposto. O pequeno não se fez de rogado e logo respondeu, mesmo lutando contra a exaustão que sentia.

– Foram... Mestres Shaka e Dite... Me ensinaram...

O menor não se movia dos braços do aquariano dourado, que continuava o amparando. Voltou a fechar o brilhante olhar esmeraldino, relaxando aos braços do dourado que o segurava firmemente, estranhamente preocupado com o companheiro de missão.

– O que está sentindo, petit?!  S'il vous plaît, fique bien! Não se vá novamente! – Quanto mais nervoso Camus ficava, mais falava em francês, sua mente não articulava-se adequadamente.

– Meus olhos... Não me obedecem... Desculpe... Estou com tanto sono...

– Então, descanse meu kerub... E você, Camus fique calmo. Está tudo bem. – Dizia Afrodite. Realmente, nunca imaginou que precisaria tranquilizar o cavaleiro conhecido por ter suas emoções sempre sob firme controle. Acariciou os cabelos sedosos de seu kerub, que fechou suas pálpebras ao pedido de seu mestre, que volveu o olhar celeste ao amigo dourado, acalmando-o com seu semblante belo e consolador.

O pequeno virginiano sorriu de forma que aqueceu o coração dos dois cavaleiros dourados e manteve os olhos fechados obedecendo o que seu mestre. Logo, puderam perceber sua respiração calma e profunda. Parecia realmente exausto.

Percebendo que o menor em seus braços adormecera, Camus aproveitou para explicar à Afrodite sobre a necessidade de precisarem continuar a missão em outro local.

– Precisamos ir até Bluegraad, Dite. Lá está a origem do cosmo negro que enfrentei.

– Mas não neste momento, querido... Precisamos de um lugar quente e seguro para repousar esta noite, para que vocês dois recuperem as energias.

– Podemos passar a noite na cabana onde Hyoga e eu ficaram durante os últimos meses em treinamento.

– Concordo.

Naquela época, a temperatura poderia cair para menos de 30 graus Celsius negativos. Isso seria um risco para Shun e Kiki, não estavam acostumados com esse clima rigoroso. E Afrodite estava ciente desse risco.

– Se aproxime, aprendiz de Mu. – Afirmava o aquariano dourado após consentir com a opinião de seu amigo sobre descansarem antes de partir para o leste da Sibéria.

– Eu sou Kiki de Appendix! Esqueceu de mim, senhor Camus?!

– Non, Kiki... Non... Só estou reavaliando meus próprios conceitos... Consegue nos transportar?

– Só dois de cada vez e preciso saber para onde vamos, ou podemos acabar dentro de uma montanha ou no meio de uma geleira dessas!

– Pode usar sua telepatia em mim para saber nosso destino.

– Boa ideia!

O pequeno lemuriano se aproximou de Camus, fechou os olhos e tocou-lhe a têmpora direita. Logo afirmava, com sua alegria característica.

– Eu sei para onde vamos! Mas o Shun está bem?

– Está apenas dormindo, Kiki. – Afirmou Afrodite, antes de qualquer palavra do outro dourado. – Meu amigo Camus, o que acha de ele transportar você e ao Shun primeiro? Hyoga e eu vamos logo depois de vocês.

Posto isso, Camus levantou-se, aconchegando o menor em seu colo, de forma a não acordá-lo, segurando sua cabeça e ombros com o braço esquerdo e as pernas com seu braço direito, tomando o cuidado de mantê-lo aquecido com o próprio sobretudo.

Somente neste momento foi que lançou um olhar ao seu discípulo mais estimado, que continuava de pé, aguardando.

– Je suis heureux que vous soyez ici, Hyoga, mon fils. [1]

Conforme esperado, foi respondido com um positivo menear de cabeça e um sorriso contido do Cisne ao ser chamado de filho pelo seu mestre, enquanto Afrodite e Kiki apenas observavam, sem compreender o que o dourado dissera em francês.

Contudo, Hyoga o entendera e sabia do que o mestre estava falando. Entendia além daquelas palavras. Como em um rápido flash, lembrava-se dos sábios conselhos que havia recebido de seu mestre nos últimos meses de treinamento, sobre como a amizade entre Shun e ele ser verdadeira e da função complementar que os dois possuíam um com relação ao outro. Estava igualmente contente em perceber que seu mestre sabia que ele havia aprendido a lição.

– Então, vamos?! – Chamava Kiki, apressando a todos. – Aqui está um frio de congelar até os ossos!

– Ora! Para que você trouxe esse casado guardado no seu embornal?

– Ah, Dite! Não pensei que fosse tão gelado! Fiquei com preguiça de colocar!

– Por que não leva eles e volta logo para nos buscar? Assim, logo estaremos todos aquecidos em frente a uma gostosa lareira! Espera um pouco... Tem lareira nessa cabana, né, Camus?

– Oui... Oui...

– Então, é pra já! – Afirmou o pequeno ariano, sumindo no ar, junto com Camus e Shun, deixando Afrodite com Hyoga, sobre aquele tapete verde florido criado pelo virginiano.

Sem a energia rósea, não havia nada que os protegesse do vento gélido do inverno siberiano.

– Afrodite, por que meu mestre parecia nos esperar? Ele sabe de alguma coisa? – Perguntava Hyoga, assim que os outros três desapareceram.

– Tenho certeza que não. Parece que Camus tem plena certeza de que Athena nos enviou... Vamos deixar que ele continue pensando assim... Vai ser melhor para todos nós, e para o nosso sucesso em Bluegraad.

– Então, vamos com eles em missão?

– Claro! Ou você pensou tínhamos vindo até aqui apenas para passear?

– Mas Camus... Ele pensa que... Afrodite! Não posso mentir para meu mestre!

– Não iremos mentir. Ele está certo de que Athena ouviu seu pedido e nos enviou para auxiliar na missão. E, em parte, isso é verdade. Mas se você quiser contar todos os detalhes para seu mestre, por mim, tudo bem... Então, ele mandará Kiki nos transportar de volta ao Santuário e...

– Tá bom, Afrodite! Concordo com você! Podemos guardar segredo sobre os detalhes que nos trouxeram aqui. Apenas que viemos ajudar, conforme ele pediu à Athena em pensamento...

O jovem aquariano teve a fala interrompida por Kiki, que se colocava entre o dourado e ele, e os olhava, curioso.

– Então, por isso você me disse que era uma missão secreta, Dite?!

– Credo! – Reclamava o Cisne, surpreso com a chegada da criança. – Mu deveria colocar um guiso no seu pescoço para alertar sobre suas aparições!

Sem se deixar incomodar, Afrodite fitou o pequeno e logo respondeu sua pergunta.

 – Exato, Kiki. Camus não sabia que viríamos. E não precisamos aborrecê-lo com tanta informação, não é? Pode nos levar, agora? Estamos congelando!

– Fale apenas por você, Afrodite! Eu estou ótimo! – Afirmava Hyoga, rindo-se da careta de frio que o dourado fazia, enquanto segurava os longos cabelos que teimavam em esvoaçar naquele vento gélido.

Antes que uma discussão se instalasse, Kiki segurou as mãos deles e os transportou para a tal cabana, onde havia deixado Camus e Shun.

O cavaleiro dourado de Aquário seguia sua intuição conforme ouvira da deusa naquela manhã.

De alguma forma, o essencial acontecia. Haviam chegado na hora certa e no local correto.

A sensação que tinha era de que todos, sem exceção, estavam a cumprir as ordens da deusa. Apesar de saber que teria muitas explicações a dar ao Grande Mestre quando retornasse, Afrodite sentia o coração mais tranquilo ao saber que seu kerub estava seguro, e ainda poder auxiliar verdadeiramente naquela missão nas terras geladas da Rússia. Realmente, seu plano nada secreto parecia estar dando certo. Certo até demais.

(Continua...)

[1] Estou feliz que esteja aqui, Hyoga, meu filho.


Notas Finais


Saberemos um pouco das consequências das atitudes de Dite, Hyoga e Kiki.
Será que Shion ficou incomodado com a ausência deles sem sua autorização?

Algumas autoras tem escrito lindas fics, por isso indico por aqui minha sugestão:
https://spiritfanfics.com/historia/o-encanto-da-rosa-5852618
https://spiritfanfics.com/historia/nos-ponteiros-de-um-relogio-6885571
https://spiritfanfics.com/historia/sunday-bloody-sunday-6559982
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https://spiritfanfics.com/historia/o-amor-e-seus-misterios-6436199
https://spiritfanfics.com/historia/sutilmente-1908555

Link sobre as flores bunchberries:
http://comps.canstockphoto.com.br/can-stock-photo_csp16511564

Link da fanart original da capa deste capítulo:
http://67.media.tumblr.com/tumblr_mdns85yQ1I1qghd4uo8_250.jpg;

Obrigada pelo carinho! Como sempre digo, aceito opiniões e sugestões!
Beijos!!!


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