História Reformatório B.B. - Capítulo 22


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Categorias Originais
Tags Ação, Adolescentes, Aventura, Brigas, Colegial, Comedia, Humor, Originais, Original, Reformatório, Romance
Exibições 21
Palavras 2.893
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


2/3

Capítulo 22 - Capítulo XXII


Mais uma vez, eu fiquei sentada na arquibancada... Apenas olhando eles jogarem basquete. Mas até que foi bom, porque esse é o único esporte que eu não gosto de jogar.

O substituto encerrou a aula com um apito, e então foi a mesma correria de sempre, para ir para a sala pegar nossos materiais, e ir para os nossos dormitórios.

O O'brian ficou emburrado, e nem deu tchau para mim. Já o George aproveitou esse momento que ele estava longe, para me convidar para ir até o seu dormitório para conversar. Eu falei que "sim", claro. Afinal, ele é meu amigo. Mas eu disse para ele que eu tinha que tomar um banho e me trocar. Ele me disse o número do seu dormitório, e falou que me esperava lá.

Fiz um coque, e tomei um banho sem lavar o cabelo. Coloquei uma calça jeans e uma blusa azul, e subi até o dormitório: 104. Se o Tony soubesse que o dormitório do George fica um á frente do seu... Fiz uma careta só de imaginar.

Dei duas batidas na porta. Ele abriu sorrindo, e me mandou entrar. O dormitório dele era diferente dos que eu conhecia: tinham duas camas separadas, uma em cada canto da parede. Mas era só isso. O resto tinha tudo igual, armários, criados-mudos, mesa de trabalho, etc.

Me sentei na cama da esquerda e olhei para ele, esperando ele desembuchar.

– Estavas com saudades, sabia? – perguntou sorrindo.

Sorri.

– É. Eu também estava. Só não entendi porque você não veio me visitar por um ano. – fiz bico.

Ele ficou pensativo por uns segundos.

– Ah... – colocou a mão na nuca. – Foi a nossa última conversa. – ele falou.

– Como assim? – perguntei sem entender.

– Hmm, você não se lembra? – ele perguntou.

– Não me lembro do que? – perguntei já estressada. 

Eu sempre lembro das coisas! Basta você dizer o que é que eu preciso lembrar! 

– Você pediu para eu me afastar de você. – falou, finalmente.

Flashback on – 2014.

– Você está diferente. – digo brincando com meus dedos.

– Hum? – ele me olha.

Estava de noite, e eu mal conseguia enxergar seus olhos, só a sua silhueta e a cor vibrante de seu cabelo.

– Você está diferente. – repito um pouco mais alto.

– Ah... – ele murmura. – Não estou não. Sua impressão.

– Eu não tenho "impressões". Eu sei dizer quando você está mentindo, George.

Ele suspirou.

– Sei lá. É uma coisa estranha. – falou.

– O que? Eu sou sua amiga, você pode me falar o que quiser. – falei.

– Eu não sei o que é... Talvez eu... – enrolou. – Hmm... Sei lá. Acho que... Hum... Hmm...

Revirei os olhos já irritada.

– Fala logo! 

– Eu não sei, ok? – se estressou, se levantando.

Olhei para ele com as sobrancelhas franzidas

– Você tá estranho sim. – afirmei.

– Não estou não. – continuou negando.

– Não está, né? Vamos ao fatos: Quando eu vejo você com os seus amigos, você ri, você conversa, você faz tudo! Mas quando você fica perto de mim, você fica calado, pensativo, e às vezes até com vergonha! O que deu em você?

Ele fica quieto.

– Tá bom. Já entendi. – falei me levantando. – Você não gosta mais da minha companhia, não é? 

Ele me olhou.

– Não! Eu adoro a sua companhia, Jade!

– Então porque sempre fica estranho quando está perto de mim? – pergunto um pouco mais calma, cruzando os braços, fazendo meu cabelo enorme ser jogado para frente.

– Jade, você... Você sabe o que é...

– O que é...? – Fiz um gesto com as mãos para ele continuar.

– Deixa para lá. – engoliu em seco, e voltou a se sentar na sarjeta. 

Me sentei ao lado dele.

– Qual é o seu problema? Talvez eu possa te ajudar! – supliquei.

– Minha vida não é da sua conta, Jade. – falou grosso.

Eu nunca o tinha visto falar daquele jeito, com ninguém.

– Você só deve ter problemas mentais. Essa é a única explicação. – falei me levantando e saindo de perto dele.

– Onde você vai? – me perguntou.

Olhei para ele furiosa.

– E agora você liga? – perguntei. – Irônico, não é? Segundos atrás você disse que sua vida não é da minha conta, porque então a minha vida seria da sua conta? Eu vou onde eu quiser, e você não vai ficar sabendo.

Senti seus passos atrás de mim, me puxando para um abraço; sempre do mesmo jeito: Ele tira meus pés do chão, e eu o chamo de idiota. Mas não dessa vez.

Ele me colocou no chão, esperando alguma palavra minha. E foi o que eu fiz:

– Se afaste. Nunca mais me procure.

– Mas...

Não dei ouvidos. Apenas continuei meu caminho para qualquer lugar, andando pelas sombras. Ele falou alguma coisa lá de trás, mas não consegui entender.

Se ele se importasse mesmo, ele teria vindo atrás de mim. 

Flashback off – 2014.

Eu já não me lembrava disso! Era por isso que ele não me visitou, por um ano? 

– Céus, eu era uma criança! Uma pré-adolescente! Tinha acabado de fazer 14! – me exaltei.

– Mas eu te ouvi. Eu fui embora e, não te procurei mais. Não queria que você ficasse mais irritada comigo.

Respirei fundo, nervosa.

– Eu senti sua falta! – levantei, e o encarei. – Quem você acha que ficou comigo no meu aniversário? – fiz uma pausa, mas não deixei ele responder. – Ratos. Eles foram a minha companhia no meu aniversário de 15 anos. 

Ele não falou nada.

 – Mas até que eles foram úteis para me ajudar a comer o bolo que eu comprei. – falei olhando nos seus olhos.

Ele engoliu em seco.

– Eu fiquei te esperando aparecer, porque nós tínhamos combinado de nos encontrar no meu aniversário. Eu pensei que você iria pelo menos, passar para dar um "oi". Mas o seu orgulho foi maior! Me deixou sozinha... E no meu aniversário de 16 também.

Ele abaixou o olhar. 

– Desculpe. – murmurou.

– E agora você deve estar se perguntando porque eu não te encontrei no seu aniversário, não é? Porque eu queria revidar. Se você não tinha ido no meu aniversário, porque eu iria no seu? Mas acredite, eu fui. E quando eu vi você com uma garota, se beijando e fazendo coisas inapropriadas no seu sofá, eu sabia que você já tinha melhor companhia. 

Esperei ele falar alguma coisa. Nada. Então, como tradição, eu fui embora. E ele nem tentou me contrariar, falando que era para eu ficar.

Desci com raiva, e encontrei com o velhote na escada.

– Porque você está na área dos garotos, senhorita Jade?

– Não enche, velho rabujento. – retruquei, deixando ele falar sozinho.

Entrei no meu quarto, e bati a porta com força. Merda de vida! Me joguei de cara na minha cama. Cadê a Clarisse para me consolar, numa hora dessas? Levantei da minha cama, e me sentei na escrivaninha. Fiz quase todas as minhas lições de casa, que é ago que eu realmente não faço, e nem me preocupo em fazer. Fiquei até orgulhosa de mim mesma.
Baixei uns joguinhos no meu celular, conversei com Clarisse, tentei falar com Tony (mas ele não me respondeu). Então pensei que seu eu estivesse no lugar dele, gostaria que ele viesse falar comigo. Então fui até o seu dormitório, e dei três batidinhas.

– Entre. – Ouvi uma voz rouca falar.

Entrei no quarto, e o vi debaixo das cobertas.

– Oi. – sorri.

– Oi. – fechou os olhos.

– Você estava dormindo? – pergunto.

– Ainda estou. Mas tenho a habilidade de falar enquanto durmo. – continuou com os olhos fechados, e falando baixo.

– Haha, engraçadinho. – resmunguei. – O que você tem? 

– Hmm, nada. – falou se virando.

Revirei os olhos (N/A: A Jade pode ser definida como "a revirados de olhos"  e eu também haha. Inspirei ela em mim, eu reviro os olhos até com meus pensamentos. Reviro os olhos em provas, em conversas, lendo, vendo mensagens, comendo... em tudo! Amo revirar os olhos!).

– Responde logo, O'brian. – falei.

Ele não falou nada.

Ah, qual é!? Parece que todo mundo formou pacto secreto contra mim e agora não me respondem mais!

– Você ainda está emburrado com a data de nascimento de você e do George? – perguntei, sabendo que essa era a resposta.

Me sentei na cadeira, e olhei para ele, mesmo que ele não estivesse olhando para mim.

– Se você quer saber..., eu prefiro você do que ele. – falei e ele virou instantaneamente para mim.

Sorri. 

– Sério? – perguntou sorrindo junto comigo.

Assenti com a  cabeça, mordendo os lábios.

– Pelo menos eu sei que, você não me deixaria sozinha em dois aniversários seguidos meus. – falei.

– Ahn? Como assim?

– Longa história. Bem, o que quer fazer? – mudei de assunto.

– Dormir. – voltou seu corpo para a parede, e fechou os olhos, não dando bola para mim.
Sai da cadeira de fininho, e pulei em cima dele, fazendo cócegas. Cutuque a barriga dele, o pescoço... Nada. Como era possível?

– Você não tem cócegas? – perguntei assustada e maravilhada ao mesmo tempo.

– Não. – falou. – Sempre quis saber qual é a sensação. 

Sorrio.

– Não é possível... – digo, continuando (tentando) a fazer cócegas nele.

– Eu não tenho. – ele fala sorrindo.

Argh! Ele não tinha mesmo!

– Espera... – me olhou maliciosamente. – Você tem cócegas!

Dei um gritinho implorando para que ele não fizesse isso... Mas ele é o O'brian.

E o jogo virou...

Ele começou a fazer cócegas em mim, enquanto eu protestava e gritava rindo ao mesmo tempo. Minha barriga dois por dois motivos: Tony me cutucava muito forte, e de tanto rir e me contorcer.

– Pa-para! – gritei ofegante, empurrando ele para trás.

Ele estava com a respiração acelerada igual a mim.

– Como é ter cócegas? – perguntou.

Esperei minha respiração voltar ao normal, para começar a pensar numa resposta boa. Como explicar?

– É tipo uma sensação gostosa mas ao mesmo tempo ruim. – falei ainda em busca das palavras certas. – Como se eu te cutucasse, e isso o fizesse rir que nem um louco... Ah, sei lá, O'brian! Isso é a mesma coisa de explicar para um cego o que é uma cor. – falei me levantando da cama dele.

Ele deu uma tossida falsa, me fazendo virar para ele.

– Oi? – perguntei.

– Sobre aquela historia de... De eu ser o seu preferido...

Preferido? Eu disse prefiro. Mas tudo bem, é verdade.

– Tony, você está comigo por bem menos tempo do que ele... – tentei explicar. – Mas eu prefiro a sua companhia do que a dele. E... Bem, é isso... – falei, me sentando de volta na cadeira

– Todos gostam da minha companhia! – ele falou se sentando, e esfregando os olhos.

– Nem todos. A carne-de-açougue-podre não está mais na sua. Agora acho 
que ela te odeia... Desde o dia do nosso castigo. – falei.

Ele deu de ombros.

– Melhor assim. Assim eu não fico com manchas de sangue estragadas pelo meu corpo. – falou se referindo ao meu mais novo apelido á vaca francesa.

Eu ri.

Ficamos uns minutos nos encarando, e ele sempre sorria mais. Até que quebrei o contato visual.

– Hm... C-como está o seu machucado? – perguntei, me perguntando como ele me fazia gaguejar, ou fazer eu me sentir envergonhada.

– Qual?

Franzi a sobrancelha.

– O único que você fez, anta! No dia que você escorregou no banheiro. – falei revirando os olhos.

Ele sorriu maliciosamente.

– Está querendo me ver sem camisa? – perguntou na cara.

Olhei feio para ele.

– Claro que não! Você acha que eu quero ver sua barriga gorda, e cheia de estrias? – perguntei.

Ele deu uma gargalhada gostosa de se ouvir, jogando a cabeça para trás. Me contagiou.

– Minha barriga gorda? Com estrias? Nunca! – falou, voltando a rir.

Eu sorri. É mentira.

– Só por causa disso, eu vou lá na academia fazer uns exercícios. Porque depois de passar uma tarde inteira assistindo filmes, comendo doces e salgadinhos, eu estou precisando mesmo. – disse saindo da cama, e indo ao banheiro se trocar.


– Eu não posso ir. – falei fazendo bico, quando ele saiu do banheiro com uma bermuda preta, e uma camiseta cinza.

– Claro. Olha a sua perna. – falou como se eu não tivesse olhos, e não conseguisse vê-la.

– Hum-hmm, tá. – murmurei sem dar bola para ele. – O que eu vou ficar fazendo? – perguntei.

– Você pode vir comigo. – falou pegando uma garrafinha de água dentro do seu armário.

– Como se eu já não fosse... – murmurei.

– Hum? – perguntou se virando.

Revirei os olhos.

– Nadinha. Vamos? – perguntei me direcionando até a porta.

– Hum-hmm. – concordou, trancando e pondo a chave do quarto no bolso.

Subimos as escadas, conversando – falando mau dos outros estudantes, e professores, etc. – e logo chegamos a porta de vidro da academia.

Aí estava, realmente, uma coisa que eu adorava fazer: praticar exercícios.

E eu tive a sensação dos mus olhos brilhando, de novo.

– Vamos? – Tony me cutucou no braço, me fazendo o "acordar".

– Claro. – falei, já entrando logo atrás dele.

Ele me pediu para eu encher a garrafinha dele, enquanto ele ia para a bicicleta.

– Se você quiser perder a gordura da barriga, O'brian, você precisa fazer abdominais. Mas se você quiser exercitar a coxa e a canela, você faz a bicicleta. – falei me sentando numa banqueta que tinha no canto da academia.

Ele me olhou.

– Como você sabe? – perguntou.

– Experiência própria. – respondi. – Já fiz muito exercício nesses anos. E acho que experiência conta, não é?

Ele assentiu indo para a esteira.

Não ouve o que falo, não, idiota? Apenas revirei os olhos, e o olhei correr.

– Mais rápido! – falei.

Ele apertou duas vezes o botãozinho, fazendo um bipe irritante. Agora estava médio.

Depois de exatamente 8 minutos, ele não aguentava mais, e sua camiseta cinza estava cheia de suor.

– Passou desodorante? – perguntei com o dedo no nariz, quando ele chegou para pegar a garrafinha de água.

– Sim. Não sou nojento. – falou, e eu tirei o dedo do nariz, respirando normalmente.

Ele me pediu ajuda para arrumar o tatâmi, para ele, finalmente, fazer as abdominais. 

Rejeitei.

– Não. Você tem mãos, e consegue arrumar sozinho. – falei cruzando os braços.

Ele revirou os olhos, e fez por si só.

– Já começou errado! – falei. – Mãos entrelaçadas, atrás da cabeça, já! – falei me levantando, e indo até a direção dele para supervisionar seu "trabalho".

– Argh! Você é muito irritante. – murmurou.

– Tanto faz. – resmunguei, olhando para ele. – Você tem que fazer mais força com a barriga, não com o pescoço. – recomendei. 

Ele assentiu, fazendo 4. 

– Ah, cara, isso é muito difícil! – ele gemeu.

Revirei os olhos.

– Você não pode levantar as pernas! – falei.

– Pare! Eu vou fazer do jeito que eu quiser.

– Mas se você fizer do jeito que você quer, você vai estar fazendo um esforço enorme para nada. – falei.

Ele suspirou, e se sentou, pedindo mais água.

Fui encher a garrafinha, e vi que tinha uma balança logo do lado do bebedouro.

– Vem aqui, besta! – chamei.

Ele veio suspirando.

– Hum? – perguntou.

– Sobe aqui. – indiquei a ele pedindo para que ele subisse.

Ele subiu, e esperou a balança dar o número exato: 73,6.

– Gordo! – falei.

– Haha – riu sarcasticamente. – Você tem que ter medir o seu peso, de acordo com a sua altura. – falou. – E de acordo com a minha altura eu estou no peso certo.

Levantei uma sobrancelha, e revirei os olhos.

– Sobe aí. – mandou.

Eu subi, e esperei. 47,4. 

Fiz bico. Isso é bom?

– Gooorda! – ele gritou.

Agora foi a minha vez de rir falso:

– Haha. – fiz careta, mas depois ri de verdade. – Não fala nada, eu sou mais ou menos... 26 quilos mais magra que você. 

Ele não respondeu.

– Cof-cof... Anthony... – alguém chamou. 

Virei minha cabeça automaticamente para a porta. Lá estava Henri.

– Como você sabe que ele estava aqui? – perguntei quando ele entrou.

– Eu sabia porque você estava junto. – falou grosso.

Ih... O que deu nele? 

– Oi. – Tony falou, não olhando para ele. 

– Cadê a chave do dormitório? – ele perguntou.

– Tá aqui. – falou pegando a chave no bolso, e jogando na mão dele.

– Valeu. – murmurou.

Ele nem olhou na minha cara. Dei de ombros, e procurei alguma coisa para fazer. Como esse reformatório é entediante, meu Deus!

– Ei. – Tony chamou.

– Hum?

– O Henri teve uma conversa estranha comigo... E com o George.

Me lembrei instantaneamente da conversa.

– E...? – perguntei me fingindo de desconhecida no assunto.

– E que foi uma conversa bem constrangedora. – falou, desligando a esteira.

– Sobre o que? – perguntei me sentando.

– Sobre você. – falou, se sentando ao meu lado.

Eu sei.

– E o que ele disse? 

– Hum... Para parar de "competir" por você. – disse, franzindo a sobrancelha.

– Jura? Que bom! – falei dando um sorriso.

Finalmente!

– Não. Isso não é bom. – falou dando uma pausa longa. – Eu gosto de você. Eu preciso competir por você. – ele falou olhando nos meus olhos.

Engoli em seco.

Ele fechou os olhos, e suspirou.

– Jade... Você não sabe como me irrita ver você conversando com o George. – ele balançou a cabeça, quebrando nosso contato visual. – Eu quero você, Jade. 

Eu juro que eu não sei o que falar. Desviei meu olhar do dele.

– E te ver falando com ele... Sei lá... Eu sinto ciúmes. Eu não sei o que fazer. – falou frustado, passando a mão no cabelo molhado de suor. – E-eu nunca senti isso antes... Mas, sabe, em tão pouco tempo, você me fez ter esse sentimento diferente... Que muitas meninas que eu já fiquei, nunca me fizeram ter.

– E se esse sentimento for desgosto? – perguntei com um pouco de esperança na voz.

Ele revirou os olhos, e me puxou para um abraço.

Agora quem tinha desgosto era eu. Eww! Ele estava todo suado, e minha cabeça batia bem na gola da camiseta dele, onde estava encharcado de suor. 

Mas mesmo assim, eu pude ouvir as batidas aceleradas de seu coração. Era possível alguém gostar tanto de mim, em tão pouco tempo? 

– Fica comigo... Por favor. – ele murmurou.

 


Notas Finais


Ownt, esses dois 😍❤️ Até o próximo!


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