História Reformatório B.B. - Capítulo 23


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Categorias Originais
Tags Ação, Adolescentes, Aventura, Brigas, Colegial, Comedia, Humor, Originais, Original, Reformatório, Romance
Exibições 21
Palavras 2.425
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oie gente, meu papai me chamou para jantar, então eu tive que ir, e não pude postar logo depois! Então, esse é o ultimo dessa semana... Vou tentar postar próximo sábado, Okay??

Capítulo 23 - Capítulo XXIII


Minha semana foi bem corrida. Anthony e George tiveram mais uma discussão por minha causa – bem envergonhante, por sinal. Toda a sala agora sabe que eu sou o motivo de briga deles. Tivemos um trabalho em grupo, mas, no final, eu fiz o trabalho sozinha. 

Eu e Tony fomos mais vezes na academia, e nos tronamos mais íntimos há cada hora que ficávamos conversando. 

E eu nem tive tempo de pensar nesse maldito baile, só quando um funcionário do reformatório veio me entregar na quinta-feira, uma encomenda vinda de Clarisse Parker. 

Claro que eu sabia que era o vestido dela. Mas eu só não sabia que seria uma caixa de um metro por um metro...

– O que é isso? – Tony me perguntou.

Estávamos fazendo a lição de casa juntos, e já passava das 21:00 da noite.

– É uma caixa que a Clarisse mandou. – falei voltando meu olhar para as contas de matemática. 

Era a lição mais fácil, por mim.

– E o que tem dentro? – perguntou de novo.

– Eu ainda não abri. – falei. – Mas sei que tem o meu vestido para o baile.

– E esse vestido é tão gordo e grande, pra precisar de uma caixa maior que um porco?

Eu ri.

– Eu pensei a mesma coisa. Mas eu ainda tenho que abrir. – falei terminando, e fechando meu livro. – Terminou?

– Não. Estou na última. – falou. – Qual é a resposta?

– 108. – respondo, saindo da cadeira.

– Vai abrir? – perguntou, fechando o livro também.

– Não. Não na sua frente, pelo menos. – falei me jogando na minha cama.

– É surpresa? – perguntou.

– Sim. Acho. – falei confusa. – Ah, quer saber Anthony O'brian? Eu estou cansada de conversar com você, por hoje. Dá o fora do meu quarto! – falei fazendo ele rir.

– Tchau. Até amanhã. – falou, saindo.

Esperei ele fechar a porta, fui saltitando até a caixa.

Dei um sorriso, e pus em cima da minha cama.

Abri as fitas com uma tesoura, e fui surpreendida por receber um Babyliss, esmalte, um sapato de salto preto – que eu, com certeza não vou usar. –, um colar, o meu vestido – claro –, e umas maquiagens. Recebi uma carta, também. Abri apressadamente:

"Está tudo aí. Desculpe pelo tamanho exagerado da caixa, mas eu não tinha outra. Bem, eu sei que você não vai conseguir fazer tudo isso sozinha, então convide Lola e Lindy para te ajudar. Fale para elas se arrumarem no seu quarto, ou alguma coisa assim. Você não precisa me devolver os objetos; eu tenho mais deles. E o salto-alto eu comprei especialmente para você, então, faça bom uso! Sei que você não consegue passar um esmalte nas unhas direito, então pode pedir ajuda para Lola e Lindy, também. Ok, beijos, e arrase o coraçãozinho do "Tony". Não me decepcione. Eu ainda espero ir no casamento dos dois, hein?! Beijos, e boa festa!"

Eu ri. Exagerada! 

"Eu ainda espero ir no casamento dos dois, hein?!" – pode não parecer, mas essa frase ficou martelando na minha cabeça, a noite inteira. Será que ele gostava tanto de mim, que me pediria em casamento? Eita, o que é que eu acabei de pensar?

Mudei de posição na cama. Eu quero casar? Sim, eu quero. Mas com quem? Eu nunca me apaixonei, ou senti algo próximo disso. Como eu vou me casar sem saber como que é o sentimento? Balancei a cabeça, não acreditando que eu estava pensando nisso. Amanhã vai ser um dia cheio.

Consegui dormir por volta da 1:45 da manhã.


O som insuportável do despertador tocou. Gemi, e dei um soco no aparelho demoníaco.

Fui me arrastando até o banheiro, tomei banho, fiz minha higiene matinal, e pus o meu uniforme. Claro, né, porque eles não podiam fazer o baile no sábado. Tinham que fazer numa sexta de noite. Argh! Eles iriam nos liberar mais cedo hoje, já que nossas aulas terminam á 5:30, e o baile começa às 6:00. 

Não sei porque as pessoas falam que se lavar o rosto, e tomar banho "o sono passa". Já foi comprovado cientificamente? Se sim, não está certo, pois isso não funciona em mim. E eu sou uma humana que também conta como uma pessoa no mundo (espero).

Terminei de me arrumar quando faltavam 15 minutos para as aulas, então fiquei esperando Tony. Tomar café? Não. Não tenho fome de manhã, e quando eu como logo depois que eu acordo, eu fico com dor de barriga. 

Tony bateu na minha porta as 9:50 (10 minutos antes da pior parte do meu dia começar), então eu fui lentamente abrir a porta. Ele estava com aquele seu sorriso de lado.

– Bom dia! – falou animado.

Como alguém pode ter tanta animação de manha? Credo.

– Hum. – murmurei cansada, andando quase morta até meu armário.

Peguei meu material necessário, e andei de mal-humor até a sala.

– Você esses seu Humor Matinal. – ele riu.

– Hahaha. – ri falsamente. –  Como você é engraçado, Anthony! – falei sarcasticamente.

– Qual foi a piada? – George chega.

Tony estreitou os olhos, olhando para o "tomate enferrujado".

George balançou a cabeça, e olhou para mim:
– Não importa... Jade, eu passei no seu quarto mas você não estava lá. Nós não tínhamos combinado que eu iria passar para te pegar?

– Ahn... Não. – falei. – Não que eu me lembre. Mas o problema é que eu nunca esqueço. – falei.

– É, idiota. Eu fui buscar ela como todos os dias. Então vê se esquece de tentar fazer isso. – Tony resmungou.

George revirou os olhos, e cruzou os braços.

– Você está fazendo papel de ridículo, idiota. – Ele falou.

– Quem você acha que é idiota? Acho que o único que tem aqui é você.

George cerrou os punhos, e Tony deu um passo para frente. Eles estavam prontos para brigar de novo. Mas dessa vez, não.

– Olha, aqui: – falei nervosa. – Se vocês se tocarem mais uma vez, quem vai começar uma briga fisicamente aqui sou eu. Então os dois podem parar agora. Eu não estou afim de ficar recebendo risinhos, e sorrisinho idiotas novamente. Então os dois parem de fazer essa ceninha ridícula. – falei de dentes cerrados, e com raiva nos olhos.

Os dois bufaram, e assentiram ainda com raiva.

– Eu te espero no meu dormitório. – George falou, ainda nervoso.

Ele estava indo embora, mas eu o segurei, e o virei para encarar eu e o Tony.

– Isso vale para mim também? – perguntei. – Não sabia que existia festa do pijama para meninos também. – falei sorrindo.

Ele revirou os olhos.

– Pare de ser sarcástica, Jade. – ele falou.

Arqueei uma sobrancelha. Eu sou sarcástica porque eu quero. Porque é o único jeito de espantar bobocas.

Eu vou ser se eu quiser. Você nunca mandou em mim, e nunca vai mandar. – falei empurrando ele para um armário. – Agora, vamos lá, quem deveria ouvir umas boas coisas aqui seria você. – falei com os dentes cerrados.

Ele segurou meus pulsos.

– Pare de se achar e pensar que você é a cereja do bolo, porque todo mundo aqui sabe que você não é. – falei. – E ninguém gosta da cereja do bolo, se você quer saber. – falei, arqueando uma sobrancelha. – Então chega. Pare de tentar ser alguém que você não é, George. – falei. 

Tony riu.

– Eu também não gosto de cereja do bolo. – falou. E teve dois significados

Voltei meu olhar para George.

– Me solta. Agora. – mandei, mas ele não o fez.

– Acho que quem mudou aqui, esse alguém foi você. – ele falou, mudando nossas posições.

Agora quem estava prensada no armário, era eu. E a única coisa que eu passava na minha mente era: por favor, não me beije. 

– Solta minha mão, agora. – falei quebrando nosso contato visual, para olhar para minha mão.

E mais uma vez, ele não soltou. Continuou a falar as coisas que eu mudei.

– Se isso fosse há um ano atrás, você ficaria só comigo. Mas agora você fica com esse babaca. – falou.

Sorri sarcasticamente.

– Cada vez eu me impressiono mais com a sua inteligência. Você usou o verbo no passado! – falei sorrindo falso. – Se fosse. Mas não é . – fiz uma pausa. – Mas depende de que época nós estamos falando, não é? Foi a época que você me conheceu? À época que você me ajudava? Ou a época que você fugia de mim? Ou... Foi naquele dia que você me embebedou? Ou foi na época do seu aniversário que você fez... Coisas com a sua namorada? Se eu não em engano, o nome dela é Giselle? Ah, sim. Aquele seu relacionamento foi muito clichê, não acha? Ou até um pouco forçado, porque... Fazer aquelas coisas com apenas 15 anos... Olha, teria que estar bastante apaixonado. – seus olhos mostravam raiva, o que o fez apertar mais meus pulsos. Eu até podia dizer que estava machucando. Mas não. Não vou mostrar que eu estou sendo fraca. – Ela era bem bonita, por sinal. Mas acho que eu vi você á traindo com uma outra garota, não é? Sim, e o nome dela era Fabianne. Mas espera, você atropelou ela! Que amor, não é? – falei. – Pobre garota, morreu por gostar de você. – falei, e seu rosto empalideceu um pouco.

– Como é que é? – Tony perguntou. – Você matou uma garota?

Antes que o tomate enferrujado respondesse, eu falei:

– Sabe o que é, O'brian, é que o George tem uma paixão enorme por motos. Ele podia fazer qualquer coisa por uma. – falei dando uma pausa. – E quando ele está muito feliz, ele ultrapassa os limites de velocidade, e entra em becos. Mas um dia, esse beco estava muito escuro, até porque era 14:00 da tarde, mas enfim, ele acabou cometendo um acidente com a Fabianne, não é George? Foi justo a garota que a Giselle flagrou traindo com o George. Muita coincidência, não é? – falei olhando para ele e para Tony que o olhava com a cara de "você não fez isso".

– Foi um acidente! – falou apertando mais meus pulsos.

– George, se você acha que eu sou uma demente burra, e idiota, saia de perto de mim. Eu não te mereço. Eu sou a pessoa mais inteligente que eu conheço. E eu também sei quais são as minhas agilidades, e os mus defeitos. E adivinha uma "habilidade" que eu tenho? – não esperei ele responder. – Eu consigo saber quando a pessoa está mentindo. Principalmente se fui eu mesma que presenciei a cena. – falei com raiva. Ele me olhou confuso. – Não sabia? Pois bem, eu estava lá. Andando... Escondida. Quando um barulho de moto me chama a atenção. Então, eu vejo que você estava dirigindo. E virou o volante para a direita. Justamente no lugar onde a menina estava andando. 

Ele me olhou com os olhos arregalados, e apertou mais meu pulso.

– Agora solta a merda da minha mão que está doendo! – gritei atraindo atenção para nossa cena.

Ele soltou minhas mãos brutalmente, e se encaminhou para a classe.

Fiz uma massagem nos meus pulsos, e parei quando Tony veio falar comigo.

– Ele matou mesmo uma garota, ou ela ainda está viva e nada passou de um acidente? – ele perguntou.

– Eu vi. E foi só ligar os fatos – falei me virando, e Tony pegou minha mão, examinando meus pulsos. – Ele... Namorava uma garota chamada Giselle. Mas ele é um idiota, e a traiu com a Fabianne. Mas a Giselle descobriu, e terminou com o George. Daí o George ficou com raiva, e... Sei lá, deu um fim na Fabianne. Matando ela. Matando ela com uma moto. E fingindo que nada passou de um acidente. – falei me lembrando de quando eu fiquei sabendo disso.

Claro que ele não me contou nada disso, até porque isso começou acontecer depois do aniversário dele... Aquela garota que eu vi com ele, ela era Giselle. Eu fiquei sabendo disso, ouvindo conversas, e até mesmo conversando com a Giselle e a Fabianne.

– Como você descobriu tudo isso? – ele perguntou.

– Eu conversei com elas. – falei. 

– E elas eram legais? – perguntou, ainda olhando meus pulsos.

– Mais ou menos. – falei encolhendo os ombros.

Voltamos para a frente da nossa sala, e esperamos os últimos segundos para entrar.

– A Giselle tinha uma personalidade extremamente ridícula, sempre se achando mais do que os outros, e sempre usando roupas que mostravam partes indevidas. – falei. – Mas a Fabianne... bem, ela era uma garota muito simpática. Ela poderia ter virado a minha amiga... se ela não tivesse sido morta um dia depois de eu finalmente conseguir falar com ela.

Ele me olhou surpreso.

Dei um sorriso meio triste.

– Fui eu quem socorri ela. – falei. – O Tomate Enferrujado saiu de fininho depois de praticamente assasina-lá. E eu não podia dar as caras para os médicos, porque eles iriam me reconhecer. Então chamei as pessoas do bairro, e eles chamaram a ambulância. Mas se não fosse por mim, ela nem teria ficado em estado de coma, e morrido após acordar. – falei me lembrando das notícias na TV. – Ela teria sido jogada num saco de lixo.

O sinal logo bateu, e entramos na sala, preparados para mais sete horas entediantes.

[…]

Lola e Lindy já sabiam que era para ir no meu quarto, e ficaram super animadas a semana toda. E eu? Eu quase implorava para a semana passar mais devagar. O nervosismo ficava maior a cada dia. Por que? Eu tenho um pressentimento estranho.

Lá pelas 16:00, as duas chegaram no meu quarto quase pulando, dizendo que estávamos totalmente atrasadas. Eu fui a primeira "presa". Primeiro, me fizeram lavar o cabelo duas vezes, depois, Lindy demorou pelo menos meia hora para fazer minhas unhas da mão e do pé, enquanto Lola fazia cachos leves nas pontas do meu cabelo. Depois, quase bati nelas, dizendo que não iria colocar maquiagem, e depois de muita briga, simplesmente desistiram. Pus meu vestido, levei meu All-Star para o banheiro, e o coloquei escondido. Depois foi a Lindy, deixando Lola por ultimo, dizendo que Chris ainda iria demorar. Demorei um tempão para fazer a maldita maquiagem dela. Mas no final, ficou perfeito. Ela já estava com as unhas pintadas, então só fizemos uma trança bagunçada, e a ajudamos a passar seu vestido amaçado. Lola foi a mais pratica de todas. Elas já estava com o vestido as unhas, o cabelo quase pronto. Fizemos um coque bem legal nela, e Lindy fez toda a maquiagem em menos de 10 minutos.

Ouvimos alguém bater na porta, e nós três olhamos para o relógio na minha escrivaninha ao mesmo tempo. 18:16. 

– É para você, Jade. – Lindy falou. 

– É, também acho. – Lola falou, olhando para o celular. 

Estava quase indo abrir a porta quando Lola grita:

– Que sapato é esse!? 

Então eu só abri a porta o mais rápido possível, e a fechei com força. Virei meu corpo, dando de cara com um Tony, com o maior sorriso do mundo.

 


Notas Finais


Oh, os próximos são os melhores 😂 mas só semana que vem! Enquanto isso, vão ter que achar alguma outra coisa para ler, Okay? Haha, beijoooooos!

😁✌🏻️ Hoje conseguimos descobrir mais coisas interessantes sobre o passado do George, né? Hahaha, inda tem muito mais coisa escondida no meio dessa bagunça bonita. Beijos gente!!


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