História Reformatory - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, V
Tags Taehyung
Visualizações 731
Palavras 2.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capítulos pequenos. Será uma short-fic, então, prepare-se.
Muitos mistérios porque gosto disso, vocês devem estar "eu não to entendendo nada", essa é a intenção.

Capítulo 5 - V. Taehyung conhece Jimin.


ROSALIE

Eu ouvia batidas frenéticas na porta do quarto em que — antes — eu dormia. Tudo bem, eu entendia que era a hora de levantar, mas não entendia porque tinha de ser tão cedo, e porque existia a maldita hora de recolher.

— Eu já levantei... — Resmunguei, me arrastando até a porta.

As batidas continuavam.

— Eu já ouvi! — Gritei, enquanto ia à caminho para o banheiro.

Bateram novamente, só que, desta vez, mais forte. Eu corri em direção a porta, totalmente enfurecida e com olheiras tão profundas que poderiam assustar a pessoa que estaria do outro lado da porta.

— Se bater nessa porta novamente eu...

Eu abri com tanta força, mas nada tinha sido mais forte que o impacto de vê-lo parado em minha frente... novamente.

— Você... v-você... — Eu apontava enquanto gaguejava, sem saber oque dizer.

— Eu — Sorriu docemente. — Oi, minha Rosa.

— Espera, eu preciso formular uma frase cabível — Coloquei a mão em meu queixo, pensativa. — O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI?!

Eu gritei colocando o máximo de força em meus pulmões, esperando que aquilo fizesse mais efeito em mim do que nele. Ele me olhou daquela maneira novamente.

— Não vai me dar as boas-vindas? — Perguntou, cruzando os braços.

— Nesse inferno? Você quer mesmo isso?

— Tanto faz, eu não to aqui por mim mesmo — Deu de ombros, passando por mim e entrando em meu quarto sem nem mesmo permitir.

— Jimin... — Disse suspeita.

— Sim, Rosalie — Suspirou, sentando-se na beirada da cama de colchão duro.

— Jimin! — O repreendi. — Eu precisava da sua ajuda, não que você se afundasse no poço comigo! — Disse mau-humorada.

Eu caminhei até banheiro, jogando aquela água gelada em meu rosto, pensando se aquilo poderia despertar-me do sono irritante que ainda sentia.

— Eu sei o quê estou fazendo.

— Sério mesmo? Então esse era seu plano? — Ele caminhou até o banheiro, se escorando no batente da porta, observando-me.

— Não.

— Então por que se submeteu a isso? — Perguntei descrente enquanto, de olhos fechados devido a água que escorria dos olhos, tateava a parede em busca da toalha.

Senti a mão pequena e macia de Jimin segurar-me pelo braço, puxando-me bruscamente até seu corpo quente e de cheiro fortemente inebriador, colocando a toalha em minha mão.

— Está vendo, Rosa — Riu anasalado. — Ainda precisa de mim aqui.

Cretino. Nem parecia aquele mesmo Jimin que conheci meses atrás e o qual estava falando comigo naquele telefone a alguns dias atrás.

— Eu preciso de você longe disso tudo, isso não é lugar pra você.

— E é pra você? — Perguntou irônico.

— Eu sei que não, mas mereço mais que você — Bufei. — E, aliás, como veio parar aqui?

Eu caminhei até a cômoda pequena onde guardava minhas roupas escuras e sem graças, pegando um par de blusas de mangas compridas, devido ao frio e aquele mesmo clima nublado e sem cor de sempre.

Jimin estava de jaquetas jeans descoladas, com calças pretas apertadas e uma blusa cinza; estava devidamente impecável, mesmo sendo um “bad boy” preso num corpo de um cara fofo e atencioso.

— Longa história — Desconversou.

— Hum, eu imagino — Sentei na cama para calçar melhor minhas botas pretas. — Conta de uma vez por todas.

— Ah, eu vou sim... depois de uma abraço — Eu arqueei uma sobrancelha. — Qual é, Rosa? Você praticamente ignorou minha chegada — Ele abriu os braços, suspirando.

— Eu não ignorei, eu senti sua falta. Eu só... não queria que parasse aqui como eu.

— Fala como se fosse a única que comete erros.

— Eu não cometi erros... mas prefiro me isolar aqui do que viver lá fora de novo, os dois são um inferno completo, então, qual é a diferença? — Levantei, batendo em minhas calças por pura mania. — E você é uma pessoa boa, Jimin.

— Quando mudou?

— Mudei? Eu mudei? Eu não mudei, Jimin... você que está fazendo esse suspense todo pra me contar apenas a mentira que teve que inventar pra parar aqui.

Eu caminhei até a porta, pronta para sair por ela.

Talvez eu possa não ter mentido, Rosa.

(...)

— Deveria ter ficado em casa, quieto — Bufei, praguejando Jimin. — Olha o conteúdo que você vai ter que aprender! Se você entender, você me ensina.

— Eu não me importo, Rosalie.

— Sério, pare de me chamar assim, é assombroso vindo de você — Ele riu.

Nós caminhamos mais um pouco, nos sentando nos bancos velhos do pátio cheio de pessoas que fofocavam baixo, vez ou outra olhando para Jimin.

— Seu cabelo ficou legal assim — Toquei em seus fios castanhos.

— Obrigado — Suspirou, se sentando.

Nós ficamos em silêncio, observando as pessoas que passavam e cochichavam coisas entre si.

— Ei — Cutuquei Jimin. — Tá vendo aquela garota ali? De cabelos pretos? — Ele assentiu. — Ela era o que eu podia chamar de “amiga”, ou o mais próximo disso.

— E o que aconteceu?

— Ela é... estranha, um mistério, pra ser sincera. Todos são, mas... ela me esconde algo. Ah! — Gritei. — Mas não mais que aquele Kim Taehyung. Ele é um desses que te colocam terror só com o olhar, mas não passa de um idiota. Eu realmente o odeio, ele é inútil aqui, e parece ser o mais velhos de todos, tem 22 anos, acredita? É, nem sei o que faz aqui. Mas, todos tem medo dele... descobri por mim mesmo que era porque ele era violento... ele tentou me bater uma vez, mas sorte que Franz me “salvou”, mas isso gerou um galo na cabeça do tal Kim.

— Conhece bem ele, não é? — Perguntou interessado.

— Ei, eu não! Mas... espera, eu me lembrei agora! Se lembra no dia em que te liguei?

— Eu me lembro, parecia mais carinhosa do que agora.

— Não seja carente. Preste atenção, eu me lembro dele ter dito... hum... ah! Sim! “Jimin é seu amigo? Porque me lembro de ter ouvido esse nome em algum lugar” ou algo parecido com isso...

Ele se remexeu desconfortável no banco.

— Eu não o conheço. Deve estar se confundindo.

— Foi o que eu disse à ele. Não ligue pra ele, só fique longe, então estará longe de encrencas... eu já me meti em muitas enrascadas até agora por causa daquele idiota.

Ele me olhou por alguns segundos antes de se levantar.

— Eu preciso fazer uma ligação, você me espera? — Perguntou, tirando seu aparelho do bolso.

— Onde conseguiu um celular?

— Hum... contatos.

Ele respondeu por fim, caminhando para dentro do lugar, sumindo de vista. Em questão de minutos, esperando que minha maldita paz estivesse presente agora, ela havia ido embora, devido a presença daquele maldito de novo.

Ele estava saindo da porta do lugar no exato momento em que Jimin estava entrando, enquanto eu observava de longe os dois trocarem olhares mortais uns com os outros.

Ele começou a caminhar em direção aos bancos estilo arquibancada em que eu me encontrava sentada. Eu sabia que ele não se sentaria ao meu lado, não se atreveria, e eu habia acertado minha previsão. Ele havia se sentado ao lado, um pouco afastado, enquanto as pessoas evitavam o olhar. Ele era patético, não me causava medo algum. Eu o analisei; vestes quase iguais as que usa sempre, aqueles enormes sobretudos, a unica diferença é que era cinza chumbo, já que os outros eram todos pretos.

— Vai continuar me olhando?

Ele perguntou de longe, com sua irritante voz e aquele ar convencido.

— Ham — Resmunguei desacreditada. — Só me faltava essa...

E o silêncio voltou, enquanto eu analisava as pessoas que agora nos olhavam, somente por eu estar em uma aproximação considerada “perigosa” de Kim Taehyung, o maior babaca desse colégio.

— Seu amigo voltou.

— Eu nem notei — Respondi irônica.

— Hum, vou encarar isso como um “obrigado”.

Fiquei confusa.

— Por que eu te agradeceria?

— Também me pergunto todos os dias do porque ajudar você, do porque estar fazendo isso... aliás, você é uma abusada, ingrata, mas, se eu te contasse perderia a graça, não é? — Riu demoníaco. — Gosto de suspenses.

— Você é um maluco.

— Todos somos, não é atoa que estamos aqui, no mesmo barco — Piscou para mim, me lembrando.

Vai se ferrar.

— Está sendo uma garota muito má — Pigarreou. — Eu vou dar um jeito na Agnes... mas pode demorar. Ou não.

— O que quer dizer com isso?

— O que você entende por “dar um jeito”, abusada? — Se virou para mim, me olhando nos olhos.

Filho da...

— Não chegamos à esse nível, creio eu.

— Você quer matá-la?! — Estremeci.

— Interprete como quiser — Deu de ombros.

— Eu não vou deixar! — Disse furiosa.

— Mas ela não era ameaça? Você não percebe o quanto ela mudou, Rosalie?

— Pare com seus suspenses, por favor, e fale minha língua — Bufei.

— Deixa eu refrescar sua memória — Ele tirou se seu bolso aquele mesmo canivete vermelho, o que me deixou confusa, já que outro dia desses estava no bolso de Agnes.

Eu fui ficando cada vez mais confusa, enquanto ele sorria sacana.

— É... machucar pessoas que machucam as outras, não é? É isso que vou fazer, Rosalie.

O meu nome soava tão macabro saindo de sua voz.

— Mas... ela não me machucou.

— Você quis dizer não somente ela — Ele arqueou a sobrancelha, olhando para a porta, enquanto Jimin voltava para onde estávamos, e eu vi Taehyung fechar um de seus olhos e movimentar o canivete lentamente enquanto olhava para Jimin. — Vejo você por aí... mesmo não querendo, mas não tenho escolha.

— Esse é o pior adeus.

— Isso não é um adeus, idiota — Balançou a cabeça negativamente. — É um “até breve” — Jimin passou por Taehyung enquanto ele subia os bancos e Taehyung descia. — Jimin — Taehyung disse enquanto acenava com a cabeça.

Desgraçado — Pude ouvir o cumprimento de Jimin à ele, mesmo ele dizendo aquilo baixinho.

Há algo errado aqui...

— Fez a sua ligação? — Perguntei, mexendo nos rasgados do meu jeans escuro.

— É, sim.

Eu suspirei, enquanto olhava Taehyung caminhar em direção à Agnes, que estava com uma roda de amigos. Ela pareceu desconfortável com as palavras que Taehyung dizia em seu ouvido, mas a todo momento ela olhava para mim. Eu queria mesmo poder saber de uma vez por todas o que se passava ali, qual era o mistério, e porque tudo me envolvia.

Eu gostaria de saber o mal tão grande que fiz a Agnes para era querer me fazer algum mal, segundo Taehyung. Não sei o que me deu para confiar nesse idiota, mas algo me diz que ele diz a verdade, mesmo sendo tão debochado. Então... Agnes quer me machucar.

“Para machucar pessoas que machucam as outras”

Espera, então é isso? Taehyung disse que Agnes me machuca... então... ele vai machucá-la, isso é certo, mas, como ele pretende isso? Espero que ele não a mate, isso geraria mais problemas para mim.

Sinto medo.

Acredito que a chegada repentina de Jimin não é um “acaso”, e não consigo entender o porque dele não poder me contar. Isso me irrita. Eu não vou pressioná-lo agora, mas não me sinto segura, muito menos sinto que posso voltar a confiar nele. O que está acontecendo?

De repente, Taehyung volta para dentro do colégio, e Agnes entra alguns minutos depois, enquanto Jimin mexia de forma discreta em seu aparelho aparentemente roubado. Ele estava nervoso e inquieto, isso me deixava extremamente ansiosa por algo que nem sabia, mas algo era certo; eu queria ir até lá. Eu sentia que ele faria algo de ruim.

Eu desci dos bancos sujos sem nem mesmo olhar para trás, pouco me importando se Jimin poderia estar me seguindo ou não. Eu caminhava em passos rápidos para dentro do colégio, percebendo que a euforia fazia minha respiração acelerar. Quando a porta foi aberta por mim, depois de ter feito um grande barulho, eu ouvi apenas o silêncio. Nada acontecia ali.

Continuei a caminhar, subindo as escadas em seguida, pensando se talvez eles estariam ali, quando comecei a ouvir vozes e passos em direção ao corredor dos quartos de numeração alta, e eu sabia que o quarto de Taehyung era o número 100. Eu praticamente corri até lá, ouvindo as vozes ficarem mais altas quando parei em frente a porta de Taehyung.

Você tem duas opções, garota — Era a voz de Taehyung, sem dúvidas.

Ah, é? E o que você vai fazer? — Era com certeza a voz de Agnes. — Vai me matar com um canivete? — Ela riu debochada.

É engraçado, não é? Eu posso cortar sua garganta — Ele riu por último, e meu corpo entrou em estado de alerta.

Eu não pensei duas vezes antes de empurrar fortemente a porta, revelando Taehyung que prendia Agnes pelo pescoço com sua mão grande e pesada, apontando seu canivete vermelho para a mesma, que suava frio.

— Ah, ai está você — Ela riu. — Era a última peça que faltava — Ela mudou rapidamente sua expressão. — Rosalie, por favor, me ajuda... chame alguém! — Ela fingiu implorar.

— Gosto de te ver implorando — Taehyung parecia um sádico louco. — Ela é realmente a peça que faltava. Ei, Rosalie — Taehyung chamou-me. — Já viu as surpresinhas que Agnes iria te preparar? — Ele riu debochado enquanto eu negava. — Não? — Ele então apontou com a cabeça para a cama, onde eu olhei atentamente, vendo várias fotos reveladas em cima do colchão. — Vê se você gosta, eu nem sei se sua opinião já vale, já que todos deste colégio já viram.

Eu peguei uma das fotos, vendo que era eu mesma ali, em cada uma delas... nua.

— A propósito, belo corpo, abusada — Taehyung disse sacana. — Agora você me diz, pra que serve esse canivete?

— Para... para machucar pessoas que machucam as outras — Eu disse ainda assustada e envergonhada.

— Então...?

A machuque — Disse com precisão.

Ele deu seu último sorriso sádico, piscando pra mim, quando a porta foi aberta como um estrondo, assustando a todos.

Parece que me deixaram de fora da brincadeira. 


Notas Finais


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