História Regido pelos astros - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Astrologia, virgem
Visualizações 9
Palavras 3.166
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


não-revisada.
essa fic é pró-astrologia; pró-signos; pró-astros. esteje dito.

(fic para o desafio da panelinha da limonada com tema "memes", o meu foi: just right)

Capítulo 1 - Devido lugar.


Harold tinha sol em virgem. Objetivo. Analítico. Cuidadoso. Organizado. Praticamente uma planilha humana. Seus planejamentos tinham planejamentos, sua agenda era catalogada por cor e ordem alfabética. Cada ato era pensado até a décima geração da consequência. Para Harold, preparo era tudo.

Ele acordaria todos os dias no mesmo horário, a mesa já estaria posta, sua maleta arrumada, a roupa escolhida com antecedência. Escovaria os dentes, pentearia os cabelos, beberia uma xícara de café bem passado e sairia para o trabalho ainda a tempo de evitar o trânsito caótico da cidade grande. E assim seria a vida de Harold. Pacata. Limpa. Correta.

Tudo em seu devido lugar.  

Harold sentia calafrios de prazer só ao pensar.

Isso aconteceria, é claro, até ele se casar.

É como diz aquele provérbio que Harold viu em algum filme de super-herói certa vez: a vida é feita de uma sucessão de acidentes de trem com apenas alguns breves intervalos de felicidade e plenitude. Intervalos sempre acabam.

Em uma de suas inúmeras viagens a trabalho com níveis de estresse elevadíssimos, horários de lazer restritos a quatro horas de sono e um café que parecia mais água com um aroma leve de cafeína, ele não sabia explicar até hoje como pôde cometer tamanho lapso de julgamento. Lapso que lhe custou toda uma vida construída em princípios de paz e sossego.

Em uma dessas viagens, ele conheceu James. Para os íntimos, Jim. E para Harold, a pedra no sapato da qual ele nunca se livraria.

Jim trabalhava em uma das empresas sócias a sua. Ele era uma daquelas pessoas que costumam chamar atenção por onde passam e sorriem para qualquer coisa que se mexesse. Não um sorriso falso, um sorriso de quem está realmente contente. Geralmente, isso o irritaria bastante, mas por algum motivo Harold o achava até simpático e sempre o cumprimentava cordialmente nas poucas vezes em que o via. Durante uma negociação em Londres, no entanto, ao descobrirem que dividiriam um quarto no alojamento, tudo entrou em uma espiral de acontecimentos rápidos demais para serem digeridos.

Quando ele botou os pés no quarto onde já habitava há uma semana o dito cujo foi o momento em que Harold realmente o conheceu. Os astros queriam lhe pregar uma peça. Era isso, não havia outra explicação. Pois quando entrou nos aposentos, sua mala já estava no chão junto com seu queixo tamanho foi o choque. O lugar era um espetáculo de bagunça, roupas jogadas para todo o lado, papéis desorganizados em uma pilha sobre a cama, uma caixa de pizza aberta em cima do criado-mudo, provavelmente só não havia peixe-frito naquele chão imundo. Ou teria?

Harold sentia que estava fazendo um péssimo trabalho em disfarçar seu horror. Se brincasse sua boca ainda estaria aberta em um “O” perfeito, as sobrancelhas quase grudadas juntas devido a sua tentativa miserável de segurar com todas as forças a vontade de chorar até o fim dos tempos. Ele pigarreou baixo, olhando o homem ao seu lado de cima a baixo como quem o vê pela primeira vez.

Sol em Sagitário? Escorpião? Touro?

Meu deus, por que me abandonastes?, pensou Harold com seus botões, tudo o que ele pediu foi por um colega de quarto que fosse no mínimo de capricórnio. Será que era pedir demais?

“Tá meio bagunçado, né? Desculpa, não deu tempo de arrumar antes de você chegar” ele riu, passando a mão pelos cabelos castanhos arrepiados.

Harold teve que se impedir de perguntar como diabos ele conseguia viver daquele jeito e se limitou a abrir um sorriso amarelo que provavelmente deixava explicito seu desejo de sair correndo.

Foram quatro meses dividindo aquele espaço.

Tempo suficiente para conhecer Jim, tempo suficiente para sofrer de um delírio.

No primeiro mês Harold quase foi à loucura devido ao senso de desorganização natural do colega de quarto. Ás vezes, pela manhã, eles saiam juntos do apartamento para alguma reunião importante; outras, ele ia sozinho e Jim ficava dormindo até sabe deus que horas. Harold tentava se agarrar a lembrança de um quarto perfeitamente arrumado o dia todo, porém, ao chegar de noite, a memória era tudo o que restara.

Não havia jeito, Harold teria que adestrá-lo. Seria impossível para ele viver em um quarto que estivesse abaixo do nível “perfeito”, do contrário teria que sair de lá direto para um hospício.

Eles decidiram (Harold decretou) que separariam o quarto em dois e era quase cômico o choque de personalidades assim que qualquer um entrasse pela porta da frente. De um lado, um espaço limpo e habitável, do outro: caos.

Ainda assim, as desavenças eram inevitáveis.

Enquanto Harold acordava 6h15, Jim só às 10h. Isso quando ele não era forçado a levantar por motivos de trabalho.

“O que você pensa que estamos fazendo aqui? De férias? São 6 horas, 15 minutos e 45 segundos. A batalha já começou, porra!” Harold gritava ao dar com o travesseiro na cabeça de Jim, enterrada sob os lençóis.

(Era importante dizer que Harold tinha um ascendente tímido em Áries.)

Enquanto Harold montava horários e tabelas no excel, organizando seus papéis em pilhas separadas e bem alinhadas, Jim sentava sobre a cama e escolhia que relatório escrever primeiro na base do “uni duni tê”.

(o que o chocava era o fato de, apesar de agir de maneira completamente irresponsável, Jim entregar tudo no prazo de maneira impecável).

Enquanto Harold fazia um planejamento milimétrico para a semana que se seguiria, Jim cantarolava um lema que ele gostava de chamar de: “a vida vai me levar para onde eu tenho que ir”.

(e ela levava?????)

Oh, a revolta. Harold estava se sentindo roubado por não saber o signo do homem.

Ele suspeitava que Jim podia ser de touro. Dado a teimosia extrema, a desorganização enlouquecedora e a fome infinita. No entanto, ele também era hiperativo como um filhote de cachorro; muito diferente de qualquer taurino. Todos os dias Harold tentava descobrir a hora de seu nascimento para montar um mapa de respeito (de preferência um que facilitasse sua convivência com o homem), mas o dito cujo era arredio e como resposta sempre repetia que esse negócio de astrologia era perda de tempo.

Ele nunca se sentiu tão ofendido.

No segundo mês, Harold quase cometeu homicídio. As coisas não estavam fáceis no trabalho e ambos se arrastavam para o quarto todas as noites como se apenas o instinto de sobrevivência os estivesse movendo. Harold, mesmo cansado, fazia toda sua rotina de higiene religiosamente. Em contrapartida, ele sempre encontrava Jim esparramado na cama assim que saia do banheiro, os sapatos jogados no chão, a camisa desabotoada até a metade do torso e a gravata desfeita.

Ele soltaria um suspiro de descrença e ainda se sujeitaria a colocar os sapatos em seu devido lugar. Nos primeiros dias ainda tentara acordá-lo e convencê-lo a ir tomar um banho, mas aprendera com o tempo que Jim precisava daquele cochilo inicial de meia hora. Nunca entenderia, mas cada um no seu quadrado, certo? Durante a madrugada, na maioria das noites, ouvia-o arrastar os pés pelo assoalho, o arranhar da porta do banheiro e o barulho da ducha ligada.

Era uma paz passageira. (como todas elas)

Então, Harold, como um funcionário exemplar, tinha adiantado 60% dos relatórios e pesquisas uma semana antes do prazo. Tudo sairia conforme o esperado, claro, porque ele havia planejado assim. Se não fosse pelo atraso de vida com quem dividia o teto para estragar tudo. Jim resolveu que seria uma boa ideia mexer em suas coisas, e, por acidente ou não, acabar perdendo todo o seu precioso progresso. Uma analise de noites sem dormir.

Harold só enxergava vermelho.

“Eu estou arruinado”. Harold choramingava, o computador sobre o colo e uma tela azul piscando como se a própria morte estivesse enviando uma mensagem do além.

“Calma, Hal, eu juro que foi sem querer. Eu estava desesperado”.

“Desesperado estou eu, seu babaca! Você sabe quanto tempo me fez perder por causa dessa sua cabeça oca?”

O desgraçado teve a pachorra de rir.

“Você xinga tão certinho, combina tanto com você.”

Após esse comentário Harold tinha certeza que todos seriam capazes de entender o porquê de quase tê-lo atirado janela afora. Infelizmente, essa peripécia ficou só em seus sonhos, no final ele acabou apenas passando um sermão de quase uma hora aos ouvidos de Jim. Ainda achou muito pouco, particularmente falando.

Ambos terminaram tendo que implorar por um mísero adiamento de prazo.

No terceiro mês, eles passaram a conversar sobre coisas que não envolviam trabalho. Harold sabia que era um terreno perigoso mas não podia evitar sentir falta de alguém com quem jogar papo fora, para ser honesto. Sentia falta de um amigo.

Não admitiria isso em voz alta nem sob tortura chinesa, claro.

Maldito marte em peixes.   

Jim gostava muito de rir, e ,além disso, era portador de uma daquelas gargalhadas altas e contagiantes. Harold não podia evitar senão rir junto com ele, parecia estranhamente errado não fazê-lo. E enquanto Jim ria, lágrimas desciam por suas bochechas, os olhos brilhavam e o sorriso permanecia intacto até que a graça se esvaísse pela fresta da janela e os dois continuassem suspensos em um silêncio confortável.

“Por que você é tão....” Jim começou mas não continuou.

Harold esperou alguns segundos antes de retrucar.

“Tão o que?”

“Tão...extremamente metódico?” ele terminou, mas Harold sentia que não era aquela sua verdadeira pergunta.

“Eu já te disse, sol em virgem, a astrologia explica.” Harold abriu mais uma latinha de cerveja, a ponta da língua se espevitando para o canto da boca sem permissão.

“Bla bla bla, a astrologia só te engana, isso sim”  Jim bebeu o último gole de cerveja, amassando a lata em uma das mãos em seguida. “Você quer me fazer acreditar que nossas personalidades são moldadas pelos planetas? Eu não gosto de ser regido por nada, muito obrigado.”

“O fato de você não gostar de ser regido provavelmente tem haver com o fato de você ser regido por algum planeta” Harold sorri um sorriso convencido.

Jim não parecia surpreso. “Ah é? Tenta adivinhar meu signo então.”

Harold fingiu olhá-lo de cima abaixo, como se o analisasse.

“Tendo como base essa sua personalidade hiperativa, teimosa e bagunceira...eu diria algo entre touro, escorpião ou sagitário.” Ele pausou ao ver a expressão impassível do outro. “Talvez touro com ascendente em sagitário? Só isso explicaria essa sua faceta.”

Jim não parecia convencido.

 Harold espremeu os olhos em desconfiança, o efeito do álcool mostrando suas garras. “Você é aquariano?”

Fazia sentido? Talvez, aquarianos também podiam ser insuportavelmente teimosos e ter aquela atitude irritante de quem sabe tudo.

“Eu parei de ouvir no ascendente.” Jim comentou dando de ombros.

 “Qual é, afinal?” Harold perguntou sem se dar conta que já quase gritava.

Jim sentou-se se pernas cruzadas, encolheu os ombros e se inclinando para frente como quem convida para compartilhar um segredo de estado.  Harold se inclinou junto, as bochechas quentes.

“Vai ficar na curiosidade” ele murmurou em seu ouvido.

Harold agiu certo pelo seu ascendente em Áries e derramou o resto da cerveja toda sobre a cabeça do outro. Jim soltou um silvo alto seguido de um sussurro que soou como um “filho da mãe”, Harold ria desembestado frente a figura ensopada do colega.

“Não acredito que você teve coragem de desperdiçar essa cerveja maravilhosa”

“Certos sacrifícios valem a pena” o sorriso já estava carimbado em seu rosto aquela altura; uma sensação quente o envolvendo como um manto. Sensação com a qual Harold estaria disposto a se acostumar.

No quarto mês, Harold tinha certeza que estava prestes a passar por uma provação. Logo quando ele se habituou a relação amistosa na qual eles se encontravam, onde ele já não mais sentia vontade de arrancar os cabelos ao ver Jim viver e Jim já aprendera todos os seus limites e regras básicas de convivência, o fim daquele ambiente como ele o conhecia se aproximava com pressa.

A orientação que receberam para que começassem a arrumar as malas e organizar os pertences deveria tê-lo deixado contente, certo? Então por que ele não estava?  Harold custou a entender que estava condenado para todo o sempre.

No penúltimo dia no alojamento, ele estava empilhando suas roupas por cor dentro da mala enquanto arrumava as pastas em ordem alfabética dentro da maleta. Harold pensava em tudo e já estava se preparando para ter o mínimo de trabalho possível na reintegração de seus pertences ao guarda-roupa de seu antigo apartamento.

(....)

Ele olhou de esguelha para o outro lado do quarto, Jim estava deitado de barriga pra cima, os dentes cravados em uma maça madura. Os olhos encaravam algum ponto do teto forrado do quarto. Harold não estava surpreso por vê-lo entregue ao ócio, mais uma vez, deixando tudo para última hora.

Não que Harold se importasse.  

Ele continuou sua tarefa, pela primeira vez, não tão concentrado como gostaria.

Foi a noite mais silenciosa de todas nos quatro meses em que estivera ali.

Quando amanheceu, Harold acordou ao terceiro toque do alarme e levantou-se devagar, a realização de que dali a poucas horas estaria em um avião de volta para sua vida pacata o atingindo gradualmente. Ele olhou para a cama ao lado no automático, esperando ter que passar pelo ritual de tentar arrancar Jim da cama, mas seus olhos a encontraram vazia, e, pasmem, arrumada. Ele os esfregou, temendo que ainda estivesse dormindo.

Como se invocado, Jim entrou pela porta da frente carregando nas mãos uma sacola que cheirava a pão quente. No mesmo segundo o estomago de Harold roncou.

“Bom dia” disse Jim, estranhamente calmo, depositando a sacola sobre a mesa.

“Quem é você?” Harold soltou chocado.

“Eu não posso acordar cedo também?” retrucou o outro, a voz sumindo a medida que ele adentrava o lavabo. Quando reapareceu, os cabelos estavam meio úmidos.

“Você nunca o fez antes. É um choque”.

“Eu sou um cara cheio de surpresas.” Ele pausou, apontando para o banheiro. Harold se levantou para sua rotina de higiene matinal. Assim que terminou voltou a sala, onde Jim se sentava a mesa passando geleia no pão.

“Na verdade, eu não consegui dormir.”

“Você? Com insônia?” Harold se sentou, encarando-o.

“Sim, eu também fiquei surpreso.”

“É seu subconsciente já se preparando para minha ausência. Afinal, quem é que vai te acordar agora?!” Harold brincou, esperando que o outro embarcasse na piada.

Mas Jim ficou em silêncio, olhando-o nos olhos por um tempo que ele não conseguiu contar.

Harold quase se engasgou com a geleia, desviando o olhar constrangido.

“Enfim, que horas é o seu voo?” perguntou, tentando ocupar aquele silêncio desconfortável.

“Só ás 21h.”

“Ah” pausa. “O meu já é às 13h”

(...)

“Que desperdício, né? Podiam nos ter colocado juntos já que vamos pro mesmo lugar” comentou Harold, o coração batendo forte sem motivo aparente.

“Pois é.” Jim sorriu, mas o sorriso não combinava com o resto de sua expressão.

Eles comeram em silêncio.

Eram 11h30 quando Harold terminou de ajeitar o último detalhe para a viagem, só faltava chamar o táxi e pronto. Ele sonhou tanto em voltar para sua casinha, entretanto, agora que a hora chegara não conseguia passar do batente da porta. Jim continuava deitado na cama lendo uma revista e Harold não conseguia ver seu rosto daquele ângulo; se ele estava esperando que Harold fosse até lá dizer tchau estava muito enganado.

Que tipo de colega de trabalho é esse que nem se despede de uma pessoa com a qual ele morou por quatro meses? Que absurdo.

Pois muito bem, seria uma partida sem despedida.  Harold pisou forte até a porta, a mala de rodinhas fazendo um barulho característico sobre o chão de madeira. Ele girou a maçaneta e abriu a porta, encarando o lado de fora. Juntou as sobrancelhas e mordeu o interior da bochecha, virando a cabeça para o lado e enxergando a figura deitada e ainda imóvel de Jim. Harold finalmente saiu.

Já estava xingando até a décima geração da família de Jim quando foi interrompido no meio do corredor. Jim parou na sua frente com uma expressão que ele nunca havia visto em seu rosto antes, os olhos levemente arregalados e a testa suada como em uma reação de nervosismo. Harold se preparou para dizer um: “Já não era sem tempo”, quando Jim o abraçou forte.

Ele largou a alça da maleta e ouviu o “thud” que ela fez quando se chocou com o chão.

“Eu vou sentir sua falta.”

Harold não tinha como reagir aquilo. Ele não esperava. Não estava preparado. 

Jim se afastou do abraço mas manteve-se perto de seu rosto, perto demais. Harold estava petrificado no lugar, sem saber para onde olhar ou o que fazer. Jim subiu as mãos de seus braços até seus ombros e uma de suas mãos passeou suavemente pelo lado direito de sua bochecha. Harold perdeu a conta do tempo novamente, o taxista já devia estar cadavérico esperando por ele.

Jim se aproximou novamente, apenas sua cabeça se inclinando de modo que seus lábios se juntassem aos seus como uma presença fantasmagórica até finalmente se firmarem juntos. Harold soltou o ar pelo nariz e Jim moveu os lábios sobre os seus calmamente. Muito, muito calmamente.

Sem perceber, Harold agarrou-se a camisa de algodão do outro, desenvolvendo aquele beijo da forma que sentia que ele devia crescer e sobreviver dentro daquele breve momento. As mãos de Jim se agarraram a sua nuca e seus lábios se moviam a cada segundo mais intensos. Harold descobriu que nunca mais queria deixar aquele espaço de tempo.

Até uma voz soar pelo corredor: “Harold Berns, seu taxi está esperando no saguão.”

Oh, o táxi. O aeroporto. A hora.

Sua mente ainda estava enevoada quando Jim o encarou depois de se separarem.

“Se você sair comigo quando chegarmos em Onew, eu te prometo contar tudo sobre o meu mapa.” Jim sorriu.

“Mapa?”

“O que? Você achava que eu não entendia dos astros?”

Jim era, de fato, um homem cheio de surpresas.

Harold tinha que se lembrar (quase) todos os dias do porquê mesmo ter se casado com ele quando lidava com momentos como esse, onde chegava em casa e tudo o que encontrava era uma bagunça interminável. E no meio do caos, a sua origem, sorrindo como quem não tem culpa de nada. Deitado no sofá ainda vestido dos pés a cabeça salvo pelo par de sapatos que estavam, como de praxe, largados de qualquer jeito no tapete da sala, segurando controle da TV em uma das mãos.

Um sorriso corajoso.

“Boa noite, querido.”

“Foi um lapso de julgamento, meu deus!” Harold chorou enquanto se preparava pra colocar tudo de volta em seu devido lugar.

Jim se materializou ao seu lado, beijando-o no pescoço. Ele cheirava a familiaridade e cansaço.  

“Eu acho que foi o lapso de julgamento mais perfeito que você já teve.”

 Harold o abraçou de volta, sorrindo para dentro. “Você está fedendo, Jim”. Jim o repreendeu estapeando-o no bumbum.  

Talvez ele tivesse razão, tudo estava em seu devido lugar. Eles eram a prova viva.

(James era um exemplar de taurino com ascendente em sagitário, bem como Harold previu.)


Notas Finais


obrigada por ler!


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