História Regression - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Acidente, Elementos, Feitiço, Magica
Exibições 19
Palavras 1.556
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá,
Bem-vindo sahushua
Está é minha nova fic sobre magia e misticismo. Esta parte vai entrar mais para o meio da história, pois os primeiros caps serão sobre os personagens principais.
Boa leitura c:

Capítulo 1 - I - Anabelle


Fanfic / Fanfiction Regression - Capítulo 1 - I - Anabelle

I

 

3 anos atrás

23 de setembro

 

          O som do carro estava ligado. Todos estavam curtindo a música, inclusive o que estava na direção. Todos cantavam e agitavam, com a garrafa de bebida na mão.

— Sam! Vá mais devagar! — a garota grita para ele quando vê o velocímetro marcando 110 km.

— Ah, Belle. Não me diga que está com medinho? — Sam, que estava na direção, a olha pelo retrovisor.

— Se solte um pouco, Anabelle. Se divirta com a gente! — a ruiva, Clarissa, sentada no banco do carona, diz à ela.

— Idiotas. — ela apoia a cabeça no banco e olha através da janela.

— Não fica assim, Belle, temos uma coisinha pra te ajudar. — Sam diz, fazendo um sinal para Vince, que estende a garrafa de bebida. Anabelle empurra a garrafa com a mão esquerda, fazendo um pouco do líquido molhar a calça de Vince.

— Sinto muito, Ana. — Lori, que estava sentada ao seu lado, sussurra para ela.

Um lobo aparece no meio da estrada. Sam freia instantaneamente, tentando não machucar o animal. Gritos eclodem dentro do carro. Seria melhor se tivessem seguido o conselho de Anabelle. O carro gira algumas vezes e capota, quebrando uma pequena cerca branca e caindo em uma ribanceira.

 

Atualmente

23 de setembro

— Você se lembra? — a loira pergunta para o homem à sua frente, segurando uma taça de vinho. — Se faz três anos desde que ela desapareceu. 

— Se acalme, Elena. Você disse que tinha se conformado com o desaparecimento.

— O que me deixa preocupada é que ainda não acharam o corpo dela. Todos sumiram, Frank. — Elena põe a mão na testa e suspira.

— Vai dar tudo certo. Eu tenho certeza. — o moreno pega a mão esquerda da mulher.

x.x.x

A garota levanta da grama molhada e olha para o céu. Estava repleto de estrelas. Sua feição confusa é substituída por um largo sorriso. Fazia tempos que não via um céu tão estrelado. Começa a caminhar em rumo para casa, desviando das plantas e galhos à sua frente.

Ao chegar em casa, ela abre a geladeira. Estava faminta. A caminhada até a casa foi longa.

 Após comer, a garota se dirige até seu quarto. Abrindo a porta lentamente, ela vê algumas velas acesas em sua cômoda, perto de alguns de seus porta-retratos.

— O que é isso? — ela se pergunta e apaga as velas.

Aproximando-se de sua cama, a garota tira suas botas cobertas de lama. Estava cansada demais, mas ainda assim não dispensou seu banho quente. Retirou sua roupa e entrou no box.

A água quente caía em seu corpo, dando conforto à garota. O líquido incolor, que ficara marrom por conta da sujeira, escorria pelo ralo. A garota olhava para seus pés, enquanto mexia seus dedos.

Ao terminar, secou-se e se envolveu em seu roupão de banho. Por conta do chão molhado, a garota escorrega e corta o braço.

— Droga! — ela se levanta com cuidado. — O mundo resolveu conspirar contra mim.

Retira seu roupão e veste seu pijama. Deita-se em sua cama e se cobre com o cobertor.

— Boa noite, Alf. — a garota diz ao seu gato, que acabara de se juntar a ela, em sua cama quentinha.

x.x.x

Havia amanhecido. A mulher levanta de sua cama, veste seu roupão e se dirige à cozinha. Passando pelo corredor, ela vê algumas pegadas no chão. Então, decide seguir seu rastro, que dava diretamente ao quarto de sua filha.

A loira vê uma silhueta debaixo das cobertas e descobre o corpo devagar. Ao ver quem era, grita.

— Elena! — o homem chama por seu nome ao ouvir o grito da esposa e então corre até ela.

— Filha! — a mulher senta na cama, não acreditando no que estava em sua frente.

— Anabelle! — o homem se senta ao lado de sua esposa.

— Mãe, você está louca? Porque gritou? Me assustou. — diz à sua mãe então vira o rosto na direção do homem, com um leve sorriso. — Bom dia, pai.

— Anabelle, onde você estava, filha? — Frank, o pai da garota, a pergunta.

— Vocês não vão acreditar se eu contar. Eu acordei na colina Underwood. Não vi mais ninguém. Nenhum dos meus amigos. Só sei que levantei, vim para casa e comi alguma coisa antes de tomar banho e dormir.

A garota se descobre e senta ao lado de seus pais. Sua mãe segura sua mão esquerda.

— Nós estávamos preocupados. Você demorou chegar. — Elena diz.

— Vocês estão estranhos. Aconteceu alguma coisa?

— Não. Estamos bem. — responde o pai. — Nós vamos descer para fazer o café.

— Tudo bem. Irei me arrumar. Eu ia me encontrar com Graham hoje.

x.x.x

Enquanto faziam o café, Frank e Elena conversavam sobre o aparecimento de sua filha.

— Ela não se lembra de nada, Elena. Nem um pouquinho. — Frank fazia algumas torradas.

— É estranho ela não se recordar de nada. — a mulher pega algumas frutas na geladeira e, juntamente com água, as coloca no liquidificador.

— Se ela se lembrasse de um detalhe sequer. Ela não tem nem os machucados.

— Não, não tenho nada. Por que? — Anabelle termina de descer as últimas escadas.

— Pensamos que poderia ter se machucado, já que acordou no meio da floresta.

— Não, mãe. Eu estou bem. — ela se aproxima do balcão, onde estavam fazendo o café. — Ei, bom dia, garotão! — a menina diz, fazendo o carinho em seu gato. — Alf ficou bem sem mim? — ela dizia, sorridente.

— Sim. Cuidamos muito bem dele.

— Que bom. — ela ria enquanto brincava com seu gato.

x.x.x

Elena vai para sua varanda, enquanto observa Anabelle pela parede de vidro. Ela estava sentada à mesa tomando café, enquanto brincava com Alf, dando alguns pedaços de seu lanche para o bichano.

— Graham, ela voltou.

— O quê? Quem?

— Anabelle. E ela não se lembra de nada.

— Elena, você deve estar brincando.

— Não estou, Graham, não estou. Você tem que fingir que nada aconteceu. Ela parece tão inocente...

— O que ela está fazendo agora?

— Está tomando café.

— Eu vou até aí.

— Não. Você não pode. Ela disse que iria se encontrar com você hoje. Fique em sua casa. Ela irá até você.

Elena desliga o telefone e volta para a sala de jantar, olhando para o chão e suspirando. A garota estava na cozinha, lavando seus talheres e cantarolando.

— Está pronta?

— Sim. — a garota termina seu trabalho e seca suas mãos. — Vou indo. Beijo, mãe.

Anabelle sai pela porta da frente e vai até a casa de seu namorado. O caminho até lá não era tão longo. Ele era quase seu vizinho.

Enquanto andava, reparava nas casas. Era estranho como tudo tinha mudado de um dia para o outro. A casa de sua vizinha, que era azul, agora se encontrara em um tom amarelado.

Ao chegar, a garota bate na porta e o espera, com a mão nos bolsos e olhando para o jardim, reparando nas flores novas.

— Sim? — o garoto abre a porta.

— Graham! Estava com saudades. — a garota se aproxima e beija-o.

— O que vamos fazer hoje? — ele pergunta.

— Que tal...filmes? — ela diz enquanto entra na casa do garoto. — Você mudou a decoração?

— É... — o garoto fecha a porta.

— Melhor assim. Não gostava daquelas cabeças de animais e tapetes velhos. — ela ri. — Vamos.

Anabelle segura a mão de seu namorado e sobe as escadas rapidamente, rindo. Abre a porta do quarto do garoto e entra.

— Wow! Cama nova. — a loira se joga na cama, sorridente.

O garoto se senta ao seu lado e se aproxima, acariciando seu rosto com um sorriso confortante no rosto. “Nem parece ser você. Está mais bela do que antes”, ele pensa.

Era inacreditável o fato de sua namorada aparecer assim, do nada. Mais impressionante ainda era o fato de não se lembrar de nada, de nenhum dos seus amigos.

— Onde está, Clarissa?

Clarissa era uma das garotas que estavam no carro com Anabelle e, juntamente, irmã do seu namorado. A ruiva sempre tentava animar a garota, que sempre fora tímida e um tanto misteriosa. Ela nem sabia porque Graham gostava dela. Mas tinha alguma coisa de especial naquela garota, ele só não sabia o quê.

— E-ela saiu. Está viajando. — Graham dá um sorriso sem jeito, tentando não lembrar do desaparecimento de sua irmã, de sua única família.

— Gostaria que ela tivesse conosco.

Anabelle sempre teve um ar meio inocente. Apesar de tudo, a garota tinha uma pitada de maldade, aquela que aprendera com Clarissa. Belle perto de suas amigas parecia uma criança, mas ainda se comportava como mulher. Seu espirito sempre foi positivo. Ela sempre estava animada e se houvesse um dia que Anabelle estivesse triste, parecia ser contagiante.

A garota tinha uma energia intensa. Apesar de ser tímida, ela conseguia expressar isso muito bem. Graham costumava dizer que ela era como fogo: aquecia, porém queimava.

x.x.x

Após o dia inteiro vendo filmes, Anabelle foi para casa. Já estava pronta para dormir.

Todas as noites, a garota costumava a observar a cidade. Ver cada luz se apagando, ouvir os animais, que pareciam se comunicar com ela. À noite tudo era calmo.

          Era exatamente isso que a garota fazia no momento. Apoiada no beiral de sua janela, ela observava a floresta, quando uma figura interessante lhe chamou atenção.

Um lobo estava parado entre as árvores. Ele parecia atraí-la. Não resistindo a suposta “atração”, Anabelle pula a janela, sobe no telhado e desce pela corda que mantinha ali por precaução.

Ela corria atrás do lobo. Ele parecia estar levando-a para algum lugar. E de fato, estava.


Notas Finais


Espero que tenham gostado sz
Até a próxima


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...