História Regret - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bangtan Boys, Bts, Colegial, Drama, Jihope, Jikook, Lemon, Namjin, Orimari, Regret, Romance, Slice Of Life, Songfic, Vmin, Yaoi, Yoonmin
Exibições 54
Palavras 2.203
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oieeeee

Então, era pra eu postar ontem. Mas, o sono e a preguiça de revisar três vezes, corrigir erros, tirar e colocar palavras e deixar no contexto me venceram com um K.O. perfeito.

A música desse capítulo é na verdade "A Thousand Years" da Christina Perri. E antes de alguém perguntar, não, eu não sou fã da saga Crepúsculo. Mas eu gosto muito dessa música, e ela combinava perfeitamente com esse capítulo. Não coloquei o nome de "A Thousand Years" porque não teria muito contexto, e seria forçado.

Espero que gostem ^^

Capítulo 4 - One step closer


How to be brave

How can I love when I’m afraid to fall?

[...]

 

Na tarde daquele mesmo dia, Jungkook me arrastou para a floresta. Perguntei quinhentas vezes porque tínhamos que atravessar um matagal irritante daqueles logo de manhã, ainda mais quando tinha acabado de tomar banho. Ele ignorou meu nojinho e seguiu em frente, sua mão entrelaçada com a minha. Reclamei o trajeto inteiro de dor nas pernas e  estava a ponto de dar meia volta e voltar para casa quando chegamos até o destino.

Havia uma cachoeira. Nada mais, nada menos.

Quero dizer, era óbvio que naquele tipo de lugar teria uma cachoeira em algum canto, e eu não ia ficar todo maravilhado como uma garotinha por causa disso. Ainda mais, eu estava tão estressado com toda aquela insegurança sobre relações sexuais, com a sujeira de terra em meus pés e as picadas de inseto coçando por todo o meu corpo, que tudo o que vinha à minha cabeça naquele momento era o tempo e energia que tinha perdido para chegar até ali. Só para observar a água cristalina bater com força no rio branco de espuma.

— Vamos? — ele sinalizou o rio com a cabeça e eu bufei alto.

— Você não pode estar falando sério. Jungkook, eu acabei de tomar banho — cruzei os braços, me esforçando o máximo possível para mostrar o quão contrariado eu estava.

Eram sete da manhã, eu estava limpinho e pronto para mais cinco horas de sono direto. Até eu ser arrastado e obrigado a atravessar uma montanha de terra e lamaçal para me sujar novamente. Qual era o sentido naquilo?

Certamente, nenhum.

— Realmente quer ficar com a insatisfação de atravessar essa floresta e não aproveitar?

— Eu vou aproveitar o fato de que você me fez passar por isso tudo para ficar bem bravo com você na volta.

Ele me ignorou completamente e começou a tirar as roupas. Quando terminou, soltei um pequeno suspiro e desviei o olhar para uma flor qualquer perdida no meio do solo verde. Jungkook tinha um corpo bonito, seus braços eram fortes, o abdômen era definido por curvas leves, e as coxas cobertas pelo calção de banho vermelho eram firmes e musculosas. Ele seria um grande sucesso se fosse modelo, e qualquer garota que passasse por perto iria parar e observá-lo.

Já eu, bom, não sei dizer. Hoje em dia minha aparência não me incomoda tanto quanto antigamente, mas lembro que costumava me sentir feio e fora de forma com muita frequência. Mas na verdade eu tinha uma aparência bastante regular, me exercitava todos os dias e mostrava o corpo de um garoto jovem, forte e saudável.

Se alguém me falasse que adolescentes costumam criar problemas onde não existem, eu concordaria facilmente. Não posso generalizar, mas quando entrei em uma fase da qual passei a entender que existem padrões a serem seguidos na sociedade, um mínimo detalhe estético parecia um desastre e acabava com todo o resto. Eu podia me esforçar para parecer irreverente à isso, mas no fundo todos sabemos que dói não ser capaz de atender à certas expectativas.

Eu parecia sempre esperar mais de mim mesmo, e sentia medo de acabar me decepcionando por não conseguir o que queria no final.

Jungkook pulou no rio, e eu apenas observei. Me sentei na beirada rochosa enquanto ele submergia suavemente da água. Apoiei meu rosto com as mãos e suspirei. Ele parecia estar se divertindo. E mesmo se eu quisesse me juntar a ele, era como rabiscar uma obra de arte.

— Jungkook… Eu quero voltar — disse baixo.

Ele olhou para mim com um sorriso suave no rosto.

— Por que não faz o que você quiser?

De primeira, pensei que ele disse aquilo como; “então some daqui e me deixa em paz”. Eu me levantei já pronto para fazer isso, mas no momento em que ele estendeu a mão para mim, entendi que havia um significado diferente por trás daquelas palavras. Ele estava me dando a confiança para escolher o que eu quisesse.

“O que eu quero?”

Olhei brevemente para a trilha lamacenta da qual atravessara, e teria que atravessar novamente para voltar.

Acho que o que eu queria desde um o começo , era passar um tempo especial com o meu namorado. Sem medo, problemas ou inseguranças. Eu queria me jogar nos braços dele e me deixar levar pela sua correnteza.

E foi o que eu fiz. Mergulhei.

 

[...]

 

Ele não me disse que havia um vestiário com banheiros naquela área. Jungkook levou uma mochila estufada, que até então pensei que estivesse cheia de comida. Na verdade eram duas toalhas, um secador, e mudas de roupas secas. O único alimento naquela sacola de tecido era uma barrinha de cereal da qual eu tomei da mão dele e comi no caminho.

No banheiro do vestiário havia vários boxes, e eu escolhi o último. Tirei minhas roupas discretamente enquanto ele juntava as próprias em cima da pia e entrei na cabine. Assim que girei o registro, a água quente bateu em meus ombros como balas d’água ricocheteando, e aos poucos a sensação de estar debaixo do chuveiro forte e quente foi se tornando boa e relaxante.

O banho sempre foi um lugar onde eu me sentia livre para lembrar apenas de coisas boas ao invés das inúmeras preocupações e inseguranças. Naquele momento, eu só conseguia pensar no quão eu fui idiota em pular no rio de roupa, e em como eu me diverti brincando na água com o garoto que eu gostava.

Senti outro corpo encostar em minhas costas, seguido de um abraço ao redor dos ombros e de beijos carinhosos em meu pescoço. Nem tive tempo de me surpreender. Inclinei um pouco minha cabeça, e segurando meu rosto, ele me beijou por trás. Um beijo leve e quente.

Ele partiu devagar e me encarou com os olhos semicerrados, sua franja molhada cobria parte dos mesmos e escorria pelo rosto. Toquei a face úmida, apreciando sua maciez.

— No que está pensando?

— Não sei... Em você, eu acho.

Jeon foi escorregando um braço pelo meu corpo, parando assim que chegou ao meu membro já semi-desperto. Quando ele começou a movimentar a mão lentamente em um ritmo quase que musicalmente calculado, senti uma inquietação se alojar em meu baixo ventre, e acabei dando um passo nervoso para trás. Ao fazer isso, meu quadril encostou no membro de Jungkook, que só de sentir já percebia que estava em uma situação tão difícil quanto a minha.

Enquanto ele continuava com seu trabalho perfeito em mim, apoiei a cabeça em seu ombro, mordendo meu lábio com força e selando meus próprios gemidos. Fazer aquilo sozinho já era bom e embaraçoso o suficiente. Com outra pessoa fazendo por mim então, era tão prazeroso quanto o nível absurdo de constrangimento que veio em troca.

Enquanto o fazia, ele aproveitava meu pescoço e ombros expostos para beijar e enchê-los de marquinhas que ficariam no dia seguinte. Um hábito dele que eu apreciava muito; sua possessividade.

Foi a primeira vez que alguém me tocou daquela forma. Apesar da vergonha no início, a sensação de prazer superava qualquer outra com o tempo. Até chegar em um ponto no qual eu já não me importava tanto com minha aparência e meu corpo. Eu queria senti-lo mais e mais, e era tudo o que eu desejava. 

Antes que aquele momento acabasse, e que meu nervosismo bobo me cegasse novamente, me virei de frente para ele e o beijei. Eu o beijei de forma desesperada e profunda, dando meu melhor para conseguir expressar pelo menos um pouco do que sentia naquela hora. O quanto eu estive inseguro. E o quanto eu queria aquilo.

Ele me pressionou contra a fria parede de mármore do banheiro. Com suas mãos grandes e cautelosas, traçou linhas imaginárias e toques por minha pele, sem deixar meus lábios por um segundo sequer. Levantei minha perna direita e a enrosquei em sua cintura, trazendo-o o mais perto possível para sentir nossas duas ereções friccionando entre si. Era tão bom sentí-lo daquela forma, sem nada para me impedir. Era como estar em perfeita sincronia.

Aquela era a hora. Não dava para saber quando teria tanta coragem e confiança novamente. Nele, e em mim mesmo.

Eu me arrependeria se parasse àquele ponto.

— Jungkook… Agora…

— Agora…?

Minha mente estava nublada, e meu coração palpitava fora de ordem. Segurei a mão dele e levei aos meus lábios, umedecendo os dedos com a língua. Depois, a guiei até meu quadril. Ele entendeu o recado e pressionou um dedo em minha entrada devagar, até eu sentir ele indo e voltando dentro de mim. Franzi o cenho pelo incômodo inicial, e apertei levemente minhas unhas no ombro dele. Quando percebeu que já não me incomodava tanto, inseriu mais um dedo e acelerou, me alargando com tamanha experiência que me fez imaginar por um segundo, quantas vezes ele devia ter feito aquilo para ser tão bom no que fazia. Era bom, e suspiros baixos escapavam de meus lábios na medida em que o ritmo aumentava. Quando ele deixou meu interior, soltei outro suspiro, mais de decepção do que alívio. A próxima ação dele foi clara, segurando minhas duas pernas e me suspendendo com a ajuda da parede.

Eu mantive meus olhos fechados o tempo inteiro, e quando abri novamente, Jungkook tinha o rosto em meu pescoço, beijando-me suavemente como numa tentativa de me acalmar. Mas eu não estava nem nervoso. Aquilo parecia tão natural. Como as coisas tinham que ser.

Beijei a orelha dele em forma de confiança dada, e apertei meu abraço nele junto com as pernas.

— Vou colocar, okay...?

— Okay.

Assenti fraco, e com uma mão segurando meu quadril, ele foi se alojando lentamente em meu corpo. Cravei minhas unhas nos cabelos negros e molhados de sua nuca, e quando ele já se encontrava dentro de mim por inteiro, um gemido morreu em minha garganta, saindo apenas um ruído baixinho de dor. Bati de leve em suas costas com outra mão quando ele parou.

— Continue... Não pare.

— Não incomoda?

— Não... Está bem assim.

— Devagar...?

— É...

Ele foi indo profundamente, aos poucos, em um ritmo nem lento nem rápido, mas constante, como se fosse feito exatamente de forma para que eu me acostumasse rápido. Ele devia saber que eu nunca tinha feito aquilo antes. Quando ele havia começado? Como foi sua primeira vez? Foi boa? Foi ruim? Se arrependeu? JungKook era mais novo, e bem mais experiente do que eu.

Vou me lembrar para que quando nos encontrarmos novamente, eu possa perguntar que tipo de adulto ele se tornou. Mas, aposto que não deve estar tão diferente. Jungkook nunca mudaria.

O ritmo das estocadas foi aumentando gradualmente, fortes e profundas. Enquanto as mãos dele apertavam minhas coxas em prol de me manter preso entre a parede e seu corpo, minhas mãos seguravam seus ombros com firmeza, beijando-o e gemendo cada vez mais alto ao ritmo em que as estocadas aceleravam. Ele grunhia baixo em minha orelha, e percebi que ele já estava chegando no limite. Soltei um dos braços presos em seu ombro e comecei a me tocar no ritmo das estocadas. O prazer do momento era tão intenso, que me esqueci completamente de segurar minha voz, que ecoava alto pelas paredes amplas do banheiro.

Não demorou muito, me desfiz em meu próprio abdômen com um gemido sôfrego, e voltei a abraçar o corpo de JungKook com força. Já sem forças para suportar mais, ele chegou ao orgasmo pouco depois, ainda dentro de mim, gemendo alto. Encostei nossas testas para acalmar meu próprio coração que batia desreguladamente, e ele me beijou mais uma vez. Senti minhas costas escorregarem pela parede de mármore até meu quadril sentar no piso alagado, enquanto ele ainda segurava minhas pernas no chão, de joelhos.

Nossa respiração descompassada combinava perfeitamente, e soltamos risinhos baixos, com direito a beijos e toques livres de malícia. Não havia nem o que dizer.

Foi o momento “perfeito”.

Breve. Efêmero.

E perfeito.

 

 

Every breath

Every hour has come to this

One step closer

[...]

 

Depois daquilo, tomamos um banho de verdade e vestimos as roupas limpas. Juro que ele conseguiu me tirar do sério quando disse que havia um atalho com uma ponte para ir e voltar à cachoeira, e andamos toda aquela distância por nada. Mas depois de ter minha primeira vez em um box de banheiro bem no meio do mato, digamos que eu estava aceitando tudo o que viesse para cima de mim. Tudo menos uma cadeira dura.

Eram dez horas acordo com o meu celular. Hora exata que TaeHyung acordava e mexia no celular até despertar completamente e começar a me  importunar.

Ao notar nenhuma nova notificação de mensagem por parte dele, inclinei um pouco a cabeça, confuso. Era exatamente à essa hora que ele deveria estar me respondendo. Ele podia estar dormindo ainda. Quer dizer, quem acorda às dez da manhã nas férias?

Guardei o celular no bolso do shorts, e voltei para a casa de campo com Jungkook. O tempo todo foi como se nada tivesse acontecido entre nós. Como se não tivéssemos acabado de fazer sexo no banheiro de um vestiário público. 

Natural.

 


Notas Finais


Man... Namoralzinha eu to com MUITA vergonha. É a primeira vez que eu escrevo um negócio desses até o fim e posto. Nossa, sinto que vou ver isso mais tarde e ainda vou dizer a mesma coisa:

"Meu deus... Era melhor ter continuado inocente".

Comentem aí embaixo, e me deixem saber o que acharam! Até o próximo, bye bye!!


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