História Regret - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bangtan Boys, Bts, Colegial, Drama, Jihope, Jikook, Lemon, Namjin, Orimari, Regret, Romance, Slice Of Life, Songfic, Vmin, Yaoi, Yoonmin
Exibições 42
Palavras 2.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OI
OLA

Eu estou suando. Eu estou literalmente suando. Minhas mãos estão suando. Sabem por que?
Eu escrevi esse capítulo inteiro, recusei, revisei e revisei de novo. Mas depois eu apaguei. Por motivos de-

PERFECCIONISMO

Sério gent, não sejam perfeccionistas. Vocês vão morrer...
Ou sejam, né. É sempre boa a sensação de fazer e entregar um trabalho que você se sente confiante.

A musica desse capitulo é da banda We The Kings. Conheci à pouco tempo e altamente recomendo~

VAMOS LA

Capítulo 5 - Runaway


Eu disse uma vez que a minha época de colegial foi bem aproveitada. Não retiro o que disse; graças a Jungkook, eu consegui a coragem para me jogar bem fundo nas coisas que queria fazer sem hesitar ou perder tempo. A vida com ele passou rápido, como num piscar de olhos; as inseguranças, a isolação, as borboletas, os rubores. JungKook levou todos essas sensações e sentimentos de paixão e inocência junto com ele. Esses momentos ficaram guardados em um cantinho especial apenas em minha memória. Uma memória boa, e sem nada que me fizesse olhar para trás.  

O porém é que quando tudo começou a acabar, o caminho que ele parecia me guiar tão sabiamente começou a se encher de problemas.

O motivo de terminarmos foi Taehyung. Vamos começar a falar sobre pouco mais de um ano desde o começo do nosso namoro. Era segunda-feira, Tae e eu tínhamos acabado de voltar da casa de nossos parentes. Como se não bastasse meu próprio estresse, o humor instável de Tae estava no auge da sua insuportabilidade.

— Taehyung, coloque suas roupas sujas no cesto! Não sou seu empregado para sair arrumando todas as suas coisas! — ralhei, segurando o saco com roupas sujas que ele trouxera de casa.

— E eu pedi pra você lavar? Deixe-as aí mesmo, dá trabalho de achar depois — disse bravo, coçando a cabeça impacientemente.

—… Coloque essa droga pra lavar — joguei o saco em cima dele e fui até  a porta do banheiro — Ou então, eu mesmo jogo fora depois. Ou dou para os cachorros da minha vizinha fazerem caminha — bati com força, deixando-o sozinho no quarto.

 

“Francamente!”

Abri a torneira e lavei meu rosto. Assim que peguei a toalha para me secar, um pequeno barulho de “click” veio do chão, e olhei para baixo. Sem lentes, eu não enxergava nada. Me agachei e peguei o pequeno objeto que cortou a ponta do meu dedo, e que acabei derrubando de novo, em cima do meu jeans. Em contraste com o azul claro da calça, percebi o que era o tal objeto. Uma lâmina de apontador.

 

Um mês antes, eu procurava a tinta laranja que Tae me deu por causa de um simples elogio da minha parte à cor ruiva que ele aderiu ao visual na época. Eu não faria uma loucura daquelas, até Jungkook saber da história e ficar curioso com o possível resultado. Bom, sempre acabava valendo a pena seguir as loucuras juvenis dele, então pensei “ah, por que não?“,  E quando me dei conta, tinha um pote de grampos e uma lata de descolorante em mãos.

Enquanto vasculhava o armário a procura da tinta, um objeto me chamou a atenção; um apontador de lápis de olho, mas sem a lâmina.

Era normal para nós usar esse tipo de coisa no dia a dia, e sempre tinha outro quebrado. Nós jogávamos fora quando a lâmina cegava, mas ela nunca chegou a cair ou desprender do parafuso. Na hora eu dei de ombros, joguei no lixo, e continuei o processo de tingimento. Mas aquilo ficou matutando em minha cabeça por algum motivo, e até JungKook percebeu isso.

 

— ...Você não para de pensar nele — disse, enquanto traçava beijos por minhas costas.

— Hã…? Hum… — fechei os olhos, apreciando a sensação terna e antecipadora dos lábios dele em minha espinha — Ele…?

— Kim Taehyung — envolveu minha cintura por trás, colando os dois corpos e distribuindo toques pelo meu corpo.

— Não… É nada… A-ah! — apertei o cenho ao sentí-lo segurar e apertar firmemente meu membro rígido e esquecido. Claro que ele queria me distrair totalmente de qualquer pensamento que não fosse sobre ele mesmo. Então para que perguntar aquilo, em um momento daqueles? Para me testar?

Afastei meus pensamentos e empurrei meu quadril na direção da genitália dele, impaciente. Não aguentava mais aquela provocação, e tudo o que eu menos queria era conversar sobre algo que não envolvesse sexo naquele momento.

— Sabe que não pode esconder nada de mim — Ele movimentou a mão que me segurava com audácia, e soltei um ruído agudo e necessitado. Grunhi em reprovação — Quero que me diga o que te faz olhar tanto para ele no colégio…

De repente, os movimentos firmes da mão habilidosa de Jungkook pararam. Olhei para trás perplexo. Jeon era muito inteligente, e sabia fazer uso da situação ao seu favor. Se a situação o favorecia, ele ia conseguir me fazer falar qualquer coisa que não falaria em circunstâncias normais. Nem que perdesse mais uma sessão de sexo em horário de aula. Se eu não falasse, ele pararia por ali mesmo e me deixaria com aquele incômodo entre as pernas até o fim do período.

Mordi o lábio inferior com força e disse devagar:

— Tem algumas coisas…

— Hum?

— Que me preocupam nele…

Ele riu baixo e beijou minha orelha.

— Vamos falar sobre isso, então. Se concentre apenas em não gemer alto, okay?

— Hum… Jeongguk-a-ah…

Ao contrário do pedido doce de Jungkook, eu quase gritei quando ele entrou com tudo dentro de mim, sem qualquer preparação ou aviso. Ele sabia como brincar com o meu psicológico, e o xinguei de todos os palavrões possíveis em minha cabeça.

Quando contei para ele ainda um pouco hesitante sobre o apontador sem lâmina, ele me deu um olhar duvidoso. Eu não poderia saber se ele achava aquilo completamente normal, que eu estava pirando, ou se tinha uma opinião diferente. Ele apenas disse;

— Por que pensa tanto nisso, ao invés de simplesmente perguntar?

Dois motivos. Primeiro; não havia garantia de que ele me diria a verdade. Em todo esse tempo, desde a primeira vez que o vi sair de noite e voltar de madrugada, ele nunca me disse nada, nem mesmo um desculpa coerente. Embora a diferença é que não era apenas uma dúvida, mas uma coisa óbvia da qual por algum motivo, ele não conseguia me dizer com sinceridade.

Segundo; pensar tanto naquilo e começar a me estressar por um simples apontador quebrado parecia idiotice. Era mais fácil para mim e para ele eu deixar para lá e esquecer aquilo. Parecia bobeira desde o começo, e Jungkook concordou quando disse que poderia estar ficando paranoico.

Mas no fim, não consegui tirar da minha cabeça o pensamento de que ele podia querer se machucar.

E nesse processo, eu fui percebendo que o que eu chamava de “amizade” não era tão forte quanto eu imaginava. Se eu fosse mesmo amigo de Taehyung, tentaria forçar  a verdade para fora dele à força, mesmo que isso significasse a nossa separação. Mas eu era covarde, ao ponto de preferir ignorar isso para proteger nossa relação.

 

Guardei a lamina em meu bolso. 

 

When you finally find
The words to say
Will I be there
To lift your weight
So you don't sink inside of yourself again

 

[...]
 

Na aula de educação física, eu conversava animadamente com Jungkook sobre o filme que vimos juntos na noite anterior. Tudo andava bem, até certo momento.

— Isso, vadia!

Ao ouvir isso, parei a conversa no meio, e olhei em direção à quadra. Pisquei duas vezes e levantei.

No meu campo de visão, havia um pequeno grupo de veteranos gritando e fazendo comentários pejorativos, sem a presença de nenhum professor para repreendê-los. Mas o pior de tudo era o alvo dos xingamentos. Taehyung jogava basquete tranquilamente, fingindo nem ouvir as palavras sujas e que eram direcionadas a si. Mas aos poucos, os alunos que jogavam com ele foram se afastando, como se houvesse algo de errado com Tae, ao invés daquele monte de esterco falante.

Comecei a andar em passos rápidos e pesados. Não me lembrava de quantas vezes fiquei bravo daquele jeito, era como se meus neurônios fossem explodir. Jungkook tentou me impedir, mas eu nem prestei atenção em seus chamados. Mordi o lábio com força na tentativa de prender meus impulsos, e cheguei até lá sozinho. Eles continuavam rindo, como se nem percebessem que eu existia, até eu abrir a boca.

— Gostou dele tanto assim?

Aos poucos as risadas foram diminuindo, formando um silêncio intimidador, com olhares sérios em minha direção. Ou na direção do carinha grande e cheio de acne do meio.

— Se perdeu da saia da sua mãe, mocinha? — ironizou.

— Não, e você? Arrancou um pedaço da saia dela pra bordar nessa sua cara feia? — ri debochado — de qualquer jeito, é melhor você parar de falar merda, seu monte de adubo podre — rosnei, e a expressão dele se fechou, o rosto ficando totalmente vermelho de raiva.

— É que ele deve gostar de ser chamado assim, pra ficar dando pra qualquer um por aí. Você veio defender sua putinha agora, seu viadinho de merda?

“Viadinho de merda”.

— Não, eu vim aqui só pra jogar na sua cara o quão desprezível você é — sorri de lado e balancei a cabeça — Aposto que você gostou tanto de como ele te fodeu gostoso que ficou putinho quando viu ele com outra pessoa.

Nem percebi quando meus dois braços foram presos em minhas costas pelos colegas dele. Eu não estava nem aí em levar uma surra deles. Eu só queria enfiar moral por todos os buracos existentes daquele saco de banhas até ele perder toda aquela pose nojenta. E eu consegui isso no momento em que ele explodiu de raiva e me socou com a força da frustração, dando-me completa razão. Assim que eu fui empurrado para trás pelo impacto, JungKook apareceu atrás do dele e o apagou com um mata-leão da aula de defesa. Eles não eram tão burros ao ponto de não saber que Jungkook era bem mais forte que qualquer um ali, e assim que o “líder” desmaiou nos braços dele, os outros saíram correndo. Me equilibrei firmemente na barra de ferro da arquibancada e comecei a massagear minha bochecha.

— Você tá bem?! Seu idiota, o que estava pensando?! —JungKook se aproximou, tocando meu rosto.

— Nada… — disse e grunhi de dor — Só… Acho que perdi um dente.

— Vamos para a enfermaria — Ele segurou meu braço, me arrastando para fora da quadra.

 

Eu não tive certeza se ele estava vendo a briga desde o começo. Mas quando olhei para trás, Taehyung me observava com um olhar culpado e estático. Como se ele perguntasse a si mesmo o porquê de eu ter sido tão idiota a ponto de ir até lá por sua causa.

Se a resposta fosse tão simples como “Eu agi sem pensar”...

[... ]

 

Olhei para o espelho, visualizando o resultado da briga no pequeno buraco em minha arcada dentária. Jungkook me deu uma hora em meia de sermão, e concluí naquela hora que Park Jimin realmente não foi feito para brigar. A escola se responsabilizou pelos custos da prótese que eu teria que colocar, então para mim estava tudo sob controle.

Taehyung encostou o ombro no batente da porta, dessa vez me direcionando um olhar sério e repreendedor.

— Não era para ter feito aquilo. Estava tudo bem, mas você foi até lá e agora olha só para o resultado — cruzou os braços.

— Não estava tudo bem, tá?  Não pode deixar as pessoas fazerem ou falarem o que quiserem sobre você. Se você não se importa, eu me importo — disse claramente.

— Você é um idiota, sabia? — bufou, entrando no banheiro.

— É assim que você me agradece? — ele finalmente sorriu de lado, soltando uma risada quase inaudível. Balançou a cabeça negativamente.

— Não. Olha pra cá.

— Hum? — olhei para o lado.

Ele segurou minha mão e me beijou. Quero dizer, ele beijou minha bochecha. Foi um gesto honesto e gentil, de modo que eu conseguia sentir a pequena gratidão que ele tinha por mim. Não por ter brigado por sua causa, mas por tratá-lo com tanta importância. Foi um beijo tão puro e livre de segundas intenções que senti meu rosto esquentar de imediato. Isso em menos de quinze segundos que ele manteve os lábios finos em minha bochecha.

Quando ele se afastou, envolvi meus braços ao redor do corpo dele. Não me importava nem um pouco com quem ele saía. Com quem ele dormia. Ou o quê ele fazia quando não estava comigo. Independente de tudo aquilo, ele sempre seria precioso para mim, e eu não ia permitir que ninguém o machucasse por causa disso. Nem ele mesmo.

— Você está bem? — perguntei, sem desfazer o abraço.

— Estou sim — ele assentiu.

— Estou aqui com você, tá?

— ...Sim.

 

A partir desse abraço, um tipo de consciência que já existia em mim se fortaleceu ainda mais. A consciência de que se eu não cuidasse dele direito, eu iria perdê-lo para alguma coisa. A consciência de que se eu o deixasse sozinho, ele iria se perder mais do que já estava perdido.

E eu não conseguiria suportar isso.

Os pulsos dele tinham muitas cicatrizes.
 

And with these hands
I will build you up
To break you down
To show you love
So you don't have to be the one to run away

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^
Ai, meu a relação do meu OTPzinho ❤ cuspindo arco-íris pela minha própria fanfic ksksksk

Comentem, e até o próximo 💟💟


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...