História Rei da Neve. - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Amor, Casamento Arranjado, Fluffy, Hoseok Alfa, Jikook, Jimin Ômega, Jin Ómega, Jungkook Alfa, Jungkook Rei, Kookmin, Lemon, Medieval, Mixys, Mpreg, Muito Fuflly, Namjin, Namjoon Alfa, Rei Da Neve, Taehyung Ômega, Taeyoonseok, Yaoi, Yoongi Ómega
Visualizações 812
Palavras 1.952
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


VOLTEI! BUM!
Quem estava com saudades?! \o
Apesar que acho que foi bem rápido a volta dessa vez né? KKKKKKK
Amo tanto escrever essa fic que gostaria de postar todos os dias! *u*
Enfim, boa leitura!

Capítulo 4 - Somos dois idiotas.


Fanfic / Fanfiction Rei da Neve. - Capítulo 4 - Somos dois idiotas.

Jeon Jungkook.

— Você não vai nem mesmo almoçar com ele? Sério, Jeon?

— Não me perturbe, Hoseok. — rosnei, andando de um lado para o outro, ainda olhando o espelho, onde refletia a belíssima imagem do meu ômega sentado à mesa e comendo desconfortavelmente, enquanto olhava para os lados. — Ele é tão lindo Hoseok...

— Sim, ele é. E tenho certeza que ele é mais bonito ao vivo, então...

— Não posso. — decretei.

— Por que não? — cruzou os braços.

Lembrei-me do momento em que deixei Jimin na sala de jantar e dei uma desculpa qualquer sobre estar ocupado e não poder almoçar com ele, para longo em seguida sair correndo rapidamente do recinto, apenas por estar envergonhado, como um verdadeiro filhote assustado.

Só Park Jimin para me causar essas coisas.

— Ele... Entrou na sala... — me aproximei do espelho e toquei nele, bem no local que refletia o rosto fofo do meu ômega.

— Sala? — ele pensou um pouco, e quando a clareza atingiu seu olhar, soltou uma risada. — Não acredito! É a mesma sala que estamos falando?!

— Sim Hoseok, é a sala das esculturas... — e minha fala irritada apenas contribuiu para o aumento de sua risada. — Há. Há. Muito engraçado, Hoseok.

— Não faz nem duas horas que ele está aqui dentro e já descobriu coisas tão constrangedoras! — massageou a barriga, tentado cessar o riso. — Imagino a cara dele quando entrou lá! Será que ele viu a escultura que você fez dele tomando banho?! — gargalhava, provavelmente imaginando a situação.

— Eu destruí aquela estátua a três dias, okay?! Seu animal! — rosnei, passando a mão sobre meu rosto quente de vergonha. — Merda, por que eu não destruí todas de uma vez!

— Quem diria que o tão temido Rei da Neve é um pervertido pedófilo! — brincou, sorrindo ladino.

— Se continuar me enchendo, te transformo num boneco de neve. — ameacei.

— Pode tentar. — bateu no meu ombro. — Sem mim, você não é nada.

Suspiro.

— Bom, agora eu vou ir lá falar com o Jimin, pois eu não sou um monstro antissocial que nem certas pessoas. Além do que, tenho que entregar o presente que os amigos dele o deram.

— Presente? — me virei para o alfa parado a porta. — Que presente?! — rosnei.

— Presente que você deveria preparar logo, já que ainda é o aniversário do Jimin. Lerdo. — saiu, batendo a porta e eu arregalei os olhos me lembrando desse fato.

— Merda...!

— X —

Park Jimin.

A comida estava divina, contudo, eu mal consegui aprecia-la, já que era extremamente desconfortável comer no silêncio ensurdecedor, naquela enorme sala vazia.

Brinquei com meus dedinhos e encarei a manga longa da roupa que eu usava.

Do que adianta eu usar roupas de grife se me sequestra e ainda foge de mim na hora do almoço?

Cruzei os braços, emburrado.

Era o meu aniversário, e se ele é meu noivo, então deveria ter me desejado parabéns pelo menos!

Suspirei.

Ele me arrancou da minha família e me obrigou a casar com ele! O que eu esperava? Carinho e amor para todos os lados?!

Quero tanto sumir!

— Majestade? — olhei para a porta e avistei Hosoek, o braço direito do rei.

— E-Eu n-não sou Majestade... — me levantei. — N-Não precisa me chamar assim.

— Está bem, então posso te chamar de ChimChim? — perguntou, sorrindo.

— ChimChim? Mas só o Taehyun-... — a compreensão me atingiu. — Conseguiu falar com eles? — perguntei, afobado. — O que eles disseram?!

— Bom, eles estavam bem preocupados, mas eu lhes prometi mandar notícias. Yoongi até te defendeu.

Ri.

— Yoongi é meio estressado às vezes, mas é um ótimo amigo. — meu sorriso morreu lentamente. — Sentirei saudades deles...

Hoseok analisou-me com um semblante o qual não consegui identificar, para, em seguida, retirar uma caixa roxa de trás de suas costas.

— Eles também enviaram um presente! — alargou um sorriso e eu me empolguei com a caixa roxa.

Presentes! Como eu os amos!

Corri animado até ele e peguei a caixa de suas mãos, delicadamente, para não ser grosseiro. Ajoelhei-me no chão mesmo a desfiz o nós que cobria a caixa, para em seguida retirar a tampa. Meus olhos brilharam ao retirar os patins de gelo de lá. Acariciei os detalhes dele e sorri. Vasculhei mais a caixa e tirei um embrulho de plástico que protegia um casaco branco bem quentinho.

— Gosta de patinar? — perguntou Hoseok e eu olhei para cima, onde ele estava.

— Sim! Meus amigos e eu sempre vamos patinar no lago nos finais de semana. Essa é uma das melhores partes do inverno. — guardei tudo na caixa novamente.

— Uma das? — ele me ajudou a levantar.

— Sim. Inverno é a minha estação do ano preferida. — coloquei uma madeixa atrás da orelha. — Irônico, não? Por isso que eu gosto de viver aqui.

— Acho que o Jungkook gostará de saber disso. — colocou as mãos atrás do corpo.

— Jungkook... — agarrei a caixa mais forte. — Porque ele fez isso?

— Isso o que?

— Me sequestrar assim do nada e me obrigar a casar com ele desse jeito! Nem nos conhecemos!

Hoseok ficou quieto por longos minutos.

— Eu sinto muito por isso, mas eu não sei bem explicar. — respirou fundo. — Isso é algo que apenas o Jeon pode te responder.

Acho que não deve ter explicação para minha pergunta. Ou pelo menos, nenhuma que eu gostaria de ouvir.

— Eu... Vou pro meu quarto... — saí rapidamente, sem dar tempo de Hosoek dizer qualquer outra coisa.

Ao chegar nos meus aposentos, sendo guiado por uma empregada dessa vez — uma das poucas que não parecia me odiar —, encostei a porta e escorreguei minhas costas contra ela, me arrastando até chegar no chão.

E assim, liberei minhas lágrimas.

— X —

Jeon Jungkook.

— Já faz horas, Hoseok! Horas! — grunhi irritado, olhando o espelho mágico que refletia a imagem da porta de Jimin. — Maldita hora que eu resolvi botar proteção contra o espelho naquele quarto! Vou lá retirar agora e descobrir de uma vez por todas o que está acontecendo!

— Ei, ei, ei! — Hoseok entrou na minha frente, antes que eu pudesse chegar à porta. — Você vai sossegar, isso sim! A proteção no quarto dele é o mínimo que você poderia fazer Jungkook! Ele precisa de privacidade, já que vai viver trancafiado aqui!

— Ele não está trancafiado!

— Não? — riu sarcástico. — Jimin está proibido de sair daqui, até para ir à escola, e não está trancafiado?! Você o proibiu de ver os amigos! Os pais!

— Ele viveu anos com eles, agora é a minha vez. — rosnei.

— É?! Então por que você está enjaulado nesse quarto, observando o seu tão amado marido por um espelho?! Vai me dizer que ainda está com vergonha?!

Calei-me. Massajei a mão, controlando a vontade de desferir um soco no alfa. Ou talvez, em mim.

— Não posso perdê-lo, Jung.

— Primeiro tem que tê-lo pra isso, Jungkook.

Por que ele sempre usa as palavras certas?!

— Mostre que você não é um monstro, e vá lá o chamar para comemorar.

— Comemorar?

— Para de se fingir de sonso e vai logo!

Abaixei a cabeça.

Ele estava certo.

— Estou indo.

— X —

Bata na porta!

Anda Jeon Jungkook! Bata nessa maldita porta!

Você é um alfa, porra! Você é temido por todos os reinos! Qual o sua dificuldade de bater numa maldita porta?!

Minha mão estava paralisada a alguns centímetros da porta do quarto de Jimin, entretanto eu não conseguia força-la a se mexer.

Quem eu quero enganar... O problema não é a porta, e sim quem está atrás dela.

Respirei fundo.

Eu o trouxe para o meu castelo, o transformei no meu noivo. Então é minha obrigação corteja-lo e tentar conquista-lo.

E se ele não me quiser...

Foda-se, eu o congelo e transformo em uma das minhas milhares esculturas dele!

Claro que eu não conseguiria fazer algo assim com o meu pequeno ômega, mas era apenas uma frase mental para tentar encorajar o meu lobo e faze-lo me ajudar a agir.

Finalmente bati na porta, causando três ecos pelo corredor com o som do meu punho contra a madeira.

Ajeitei a coroa em minha cabeça e esperei.

Esperei...

Esperei muito...

Onde está Jimin?!

Estava prestes a bater a segunda vez, quando uma fresta se abriu, mostrando uma pequena parte do corpo de Jimin. O ômega estava cabisbaixo e quando seu olhar se encontrou com o meu, meu mundo caiu ao ver os orbes que eu tanto amava avermelhadas, indicando choro.

— Jimin...

— Majestade? — arregalou os olhos. — O-O que f-faz aqui...?

Mesmo sem ver, eu sabia que ele apertava a maçaneta com força.

— Eu... — pigarrei. — Está tudo bem com você? — perguntei, claramente, preocupado. — O que aconteceu? Por que está chorando?

A fresta diminuiu.

— Desculpe, Majestade, mas a situação que eu me encontro não é tão feliz assim. Não importa o quão gentil seja em me elogiar, ou o quão belo seja seu castelo... Ainda é uma prisão para mim, e você... Prendeu-me aqui.

— Jimin, eu sei que te trazer aqui sem seu consentimento não foi o mais feliz dos acontecimentos, mas eu não vi outra maneira.

— Outra maneira? Outra maneira de transar comigo, é isso?!

— O que?!

— Por que, do nada, você aparece na minha casa quando eu atinjo a maioridade e me obriga a ser seu noivo? Você quer um pouco de diversão e herdeiros, estou certo?! Eu sei que a realeza sempre precisa de herdeiros e-

— Por Deus, Jimin! Eu nunca faria isso com você! Eu não o trouxe para cá para usufruir do seu corpo para diversão própria.

— Então, por quê?

Minha palma pousou na madeira de sua porta.

— Porque eu estou apaixonado por você. — seus olhos se arregalaram tanto que seus belos amendoais se destacaram em sua esclerótica.

— N-Nem nos conhecemos...

— Talvez você não lembre, mas eu... Eu lembro como se fosse ontem. — sorri bobamente. — Aquela criança sozinha na neve. Tão lindo.

Jimin desviou os olhos para o chão me impedindo de ver sua reação.

— E então, quando você me tocou, tudo ficou quente. Pela primeira vez em toda a minha existência... Eu fervi mais do que as brasas de minha lareira.

— E você associou isso à paixão? — voltou a me encarar.

— Bom...

— Desculpe Majestade, mas isso definitivamente não vai dar certo, pois eu não sinto nada por você. — me interrompeu. — Agora se me der licença-

Abri a porta com força, o fazendo dar três passos para trás, assustado.

— Já chega! — grunhi. — Não vai me fazer mudar de ideia!

Ele engoliu em seco, se afastando mais.

— E-E você muito menos! — bateu o pé no chão, tentando impor medo num surto de coragem repentina. — Eu não vou me casar com você!

— Você não tem escolha sobre isso!

— Claro que eu tenho! Conhece a palavra não?! Eu a grito se for preciso naquele maldito altar! NÃO, EU NÃO VOU ME CASAR COM VOCÊ!

— POR QUE VOCÊ COMPLICA TUDO?!

— VEIO ATÉ AQUI PARA GRITAR COMIGO? NEM PRECISAVA TER VINDO!

— EU VIM PARA TE CONVIDAR PARA COMEMORARMOS SEU ANIVERSÁRIO! — peguei a caixinha dentro do meu bolso e taquei no chão. — QUE INFERNO!

Jimin me olhou chocado, em seguida para a caixinha.

— Droga...! — olhei para as minhas mãos, vendo as pontas das minhas luvas começarem a congelar.

— O-O que é i-isso...?

— UM PRESENTE, NÃO TÁ VENDO?! — ralhei ainda irritado.

Ele se encolheu e eu me arrependi.

— Quer dizer... — fechei as mãos em punho. — Me desculpa. — massageei a têmpora. — Me desculpe por ser assim, por ter feito essas coisas... Mas eu não posso te deixar ir. Não mais.

Virei-me e saí de seus aposentos, sentindo o sangue em minhas veias parecerem congelar, enquanto eu perdia o controle novamente e corria para me esconder no meu maldito quarto!

— X —

Park Jimin.

Quando os sons de seus passos cessaram, eu olhei a caixa no chão e me aproximei hesitante. Peguei o objeto do chão e, ao abrir, avistei um belo colar, com o pingente em formato de floco.

Sorri contido, antes de permitir que as lágrimas voltassem com tudo.

No fim... Somos dois idiotas.


Notas Finais


Espero que eu não receba pedras ;-;
E espero que eu ainda receba comentários ;-;
Até lá!


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