História Reino de Meriel - Capítulo 31


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amizade, Arthur, Aventura, Bruxas, Drama, Família, Fantasia, Guerra, Lobos, Luta, Magia, Medieval, Mistério, Misticismo, Pedro, Romance, Saga, Sangue, Violencia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá!!!

Boa leitura!

Capítulo 31 - O causador da tragédia


Faire

 

Meu tio me fitava boquiaberto, depois de ficar um tempão nos fitando ele falou. Mandou o homem nos deixar a sós. Tinha uma tensão forte no ar. Assim que a porta foi fechada, o interroguei.

-Foi por isso que veio pra cá?!-pergunte com a voz embargada. Ele alisou a barba e chegou perto de mim, seu olhar era preocupado e temeroso.

-Não vai me dizer nem um “oi tio”?

-Não me venha com essa!-disse irritado. Meu tio é um guarda, qual é o problema dele? Por que não contou que se alistaria a guarda?

-Minha tia sabe?

Ele assentiu.

Não sei, mas, ele não é o mesmo, seu olhar está frio. Nunca imaginei que ele seria capas disso, falava que esses homens eram suicidas por serem do exército. E agora se juntou a eles. Ele sempre soube lutar, mas nunca me contou como e quem o ensinará.

-O que está fazendo aqui, Faire?-ele disse isso com nervosismo.

-O que acha?-disse arqueando uma sobrancelha. Ele arregalou os olhos e segurou meus ombros.

-Então você descobriu?-disse. Franzi a testa sem entender sua pergunta, meu tio parecia tenso e me olhava com temor nos olhos.

-Descobrir o quê?-tem algo muito estranho com ele. Ele riu e suspirou com minha resposta, cruzou os braços e disse:

-Vá embora, garoto.-mandou ele indo até uma mesa e se encostando nela.

-Por quê?-falei de sobrancelhas juntas. Ele está me escondendo algo.

-Só vá, antes que….-ele parou de falar.-Vá.

Estranho, muito estranho. Ele é meu tio por parte de pai. Meu pai era mais velho que ele, os dois não se davam muito bem, a relação piorou depois que meu avô passou a adaga para meu pai.

Meu tio achava que merecia ela mais que meu pai.

Quando eu era criança, eu e meu irmão brincávamos com ela, Sam a achou e me mostrou. Meu tio viu e brigou com a gente, ele veio tomar a adaga de minhas mãos, recuei e acabei acertado o braço do meu irmão, cortou um pouco acima do pulso. Sam com o susto chorava muito. Não foi nada grave. Nesse dia levei uma bronca daquelas, Sam me mostrou o braço enfaixado, fiquei me sentindo culpado, mas ele não deu a mínima, parecia está se divertindo com a nova cicatriz. No dia seguinte meu tio foi embora e, dias depois minha família foi morta.

-Não, eu vou ficar.-falei abrindo a porta.-César me contratou.

Ao falar o nome dele, meu tio estremeceu e trincou os dentes. Antes que sai-se ele gritou.

-Você está com a adaga?-O fitei por cima do ombro.

-O que acha?-dei as costas e sai. Continuei seguindo pelo corredor, até achar um servo. Minutos depois encontrei um, o levei pelo braço até o aposento, ele dizia que sabia andar, mas o ignorei, se eu o solta-se ele fugiria.

 

°°°°°°

 

Agora sim, lençóis trocados e limpos. Um barulho na minha barriga, me avisava que tinha que comer. A cozinha era de tamanho médio, pessoas iam e vinham, mulheres vaziam o jantar e tinha uma mesa no centro cheia de panelas, vegetais e etc. Uma mulher mais velha, me encarava de cima a baixo.

-Deseja algo?-perguntou ela segurando uma faca.

-Só alguma coisa para comer.

-Empregados só comem depois do rei.-disse ela de cara feia.

-Não sou…-ela me empurrou para fora da cozinha.-Só quero comer!

-Ande! Ande!.

Rosnei irritado.

-psiu!

Olhei no corredor e tinha uma mulher, meio que se escondendo.

-Venha.-sussurrou. Neguei com a cabeça.-Venha logo, idiota!-A segui até uma salinha ao lado da cozinha, talvez pode-se ser a dispensa, ela entrou e minutos depois saiu. Segurava uma bandeja com um bolo de chocolate.

-Quer um pedaço?

-Você roubou isso?-perguntei a fitando. Ela revirou os olhos e passou por mim. Parou meio de lado e me chamou com a cabeça.

 

°°°°°

 

-Eu sempre venho aqui para comer sossegada.-disse ela de boca cheia. Estávamos no estábulo, um cavalo tentava abocanha o bolo e ela o empurrava.

-Esse é o chocolate.-ela dizia apontando para o cavalo.

-Ele não tem cara de chocolate.-falei rindo. Ela revirou os olhos e disse:

-É por que ele é marrom.

Minha nossa! Acabei de conhecer a jênia da criatividade. Ela é alta.-não mais do que eu.- tem os cabelos pretos e cortados iguais à de um homem, olhos azuis-claros. Sua pele um branco suave e usava um vestido verde escuro de mangas curtas, deveria ter uns vinte anos.

-Você trabalha aqui?-perguntei. Ela riu negando, com a boca cheia de bolo.

Arqueei uma sobrancelha.

-O que faz?-fiz outra perguntar e ela disse:

-Eu não moro aqui.-O cavalo tentou pegar o bolo de novo.

-Chega chocolate!-ela o empurrava novamente.-Ele me ama.

-Sei.-eu disse. A garota pegou outro pedaço e comeu.

-Eu moro em uma vila aqui perto.-dizia ela devorando o bolo.

-Você é louca?-falei.-Se for pega.

Ela me fitou de testa franzida e revirou os olhos.

-Sou muito agiu.-disse ela sorrindo.-Coma.

Recusei.

-Ei? Qual seu nome?-perguntou ela e lambeu as pontas dos dedos.

-Se você adivinhar, te dou quantos bolos quiser.-disse eu, e vi um sorriso de desafiou surgir em seus lábios. Ela limpou as mãos. Começou a dizer, foram vários nomes e nada, a cada erro ela se irritava.

Trinta minutos depois, pediu uma dica.

-Só uma.-falava ela com as mãos juntas.

-Posso dar a dica que for.-falei.-Você nunca vai adivinhar.

Ela bufou cruzando os braços.

-Eu falo o meu e você o seu.-disse ela se rendendo.

-Fala primeiro.-eu disse. Ela sorriu e disse:

-Alana Aurora.-senti um frio na barriga ao ouvir esse nome. Fechei os punhos e me levantei. Ouvir esse nome me fez fraquejar, ela veio atrás de mim e puxou meu braço me fazendo virar para ela.

-Meu nome não é tão feio assim.-disse ela.

-Tenho que ir.-dei as costas a ela e, sai do estábulo. Era noite, entrei pela cozinha, a mulher de cedo me chamou e me empurrou um prato com comida.

 

°°°°°

 

Depois de comer voltei para o aposento, quando abri a porta uma surpresa, o cômodo estava todo revirado e a janela aberta.

-Mais que droga!

“-Estavam me procurando.”

-Quem disse isso?-olhei para o aposento, mas estava sozinho, abri a porta, olhei o corredor e não tinha ninguém. Voltei para dentro, peguei minha adaga e ela brilhou. Coloquei a mão na frente, para proteger os olhos da luz.

-Eles queriam a mim.”

Percebi que a voz falava de dentro da minha cabeça. Coloquei a mão na testa e pensei, “Acho que estou ficando louco”

-Não, não está.”

-Pare de falar na minha cabeça!-berrei e agarrei meus cabelos e apertei os olhos.

-Não tenha medo, Faire.”

Pronto, sabe até o meu nome.

-Sou sua adaga.”

Ao ouvir a soltei em cima da cama, que droga! Adagas não falam!

-Eu falo.”

-Cale-se!-peguei o travessei e coloquei em cima dela. Mas não adiantou nada, ela continuou falando.-Por que está falando?

-Algo me despertou.”

-O quê?-não ouve resposta. Talvez a longa viajem me deixou ouvindo coisas. Tirei o travesseiro de cima e a peguei. Fitei e ela parou de brilhar.

-Fale por pensamento, Faire.”-Pensou ela.”-Podem achar que é louco.”

-Pode se calar, por favor.-pedir, começando a sentir minha cabeça doer. Não ouve resposta, então deduzir que aceitou. Devo está sonhando, isso é muito louco. Depois dos lobos, mais nada me surpreendeu, mas essa adaga falante.

É surreal.

Deitei para dormi, depois de arrumar a bagunça, coloquei a adaga dentro do baú. Sei lá, acho que foi meio idiota, porquê ela vai falar dentro da minha cabeça. Um baú coberto de panos não a impedirá. Fechei os olhos e esperei o sono vim.

 

 

 

   -Narrador-

 

César queria testar o garoto, ele então pensou em algo, o mandaria executar uma mulher que foi acusada de adultério. Depois do café ele, mandou chamá-lo, Faire foi levado para a praça a onde acontece as punições e execuções. O rei estava muito feliz, queria ver se ele seria capaz de tirar a vida de uma mulher. E mostrar que é forte, e que é homem o suficiente para tirar a vida de um ser frágil.

-Veja!-disse César, quando Faire chegou. No lugar estava o rei, cinco guardas e a mulher.

Faire olhou curioso para a mulher que estava sendo segurada por dois guardas, ela chorava e pedia clemencia ao seu rei, mas César a cada pedido se enfurecia.

-Executei-a!-ordenou o soberano.

Faire fitou aquele homem com ódio nos olhos, ele não mataria a mulher e foi o que disse para, César que riu como se alguém acabará de contar uma piada engraçada.

-Você tem princípios?-ria o homem. Faire sentiu uma raiva o consumir, ele já ouviu falar desse rei, ele é um tirano, não sente amor e nem remorso por ninguém. Nem seu filho, seu sangue escapa das suas maldades.

-Não mato mulheres e crianças.-rosnou o garoto. César o fitou frio e, quis bater nele, fazê-lo virar homem. Ele pensou que: um garoto como esse, não teria coragem o bastante para, eliminar um rei ou um nobre de grande nome. O soberano, ficou frente a frente com Faire e o olhou nos olhos.

-Você é um Assis, mata sim.

-E quem vai me obrigar?-rosnou Faire o desafiando. César sorriu, não por ter achado graça, mas sim, porque esse atrevimento o fez lembrar de seu inimigo, do homem que ele mais odeia em toda Pandora. Um homem que o desafia sem medo, que César adoraria vê-lo sem vida, ou implorando para não matá-lo.

Mais antes disso ele quer se divertir um pouco, fazê-lo sofrer, tirar dele tudo que ama e, por fim, tirar sua vida e governa Meriel, sua maior ambição, o reino mais poderoso e desejado por todos. César mesmo sendo rei.-ou melhor regente.- não aceita só isso, ele quer mais, mais poder, mais conhecimento e ser mais temido. Ele gosta de ser temido, ver o medo nos olhos dos inferiores, ouvir suplicas, pessoas o implorando pela vida e ele sabe que, as tem em suas mãos. As vidas insignificantes dos abitantes de Iarann.

Não aceita ser contrariado, ele é o dono de tudo e de todos, ninguém é maior que ele.

-Mate-a ou suma daqui, antes que eu corte sua cabeça!-berrou César com os olhos queimando de ódio. Faire recuou, mas não sentiu medo, só quis se afastar daquele homem que cuspia ira.

-Não posso.-falou ele sério e o fitando. César trincou os dentes e, apertou os dedos contra as palmas das mãos, que ficaram vermelhas no mesmo estante. César abril a boca para ordenar seus guardas a prendê-lo pela desordem, mas foi interrompido por uma voz que gaguejava.

Ele olhou por cima do ombro de Faire e, um guarda o fitava com medo, era o tio de Faire. O moreno fitou seu tio, com um olhar interrogativo. Seu tio encontrou seu olhar e logo deu a caminha em direção a eles.

-Espero que seja algo muito importante para me interromper.-falou o soberano. Ele se pós ao lado de seu sobrinho, o homem o fitava com raiva e seu lábio dava leves tremidas.-Diga de uma vez!-César estava impaciente com seu guarda.

-Vossa majestade.-disse ele se curvando.-Tenho algo a dizer sobre meu sobrinho.

César o encarou confuso, com uma sobrancelha arqueada, Ele só podia está falando do Assis. Faire o fitou surpreso e, curioso com o que seu tio tinha a dizer.

-Peça para ele lhe mostra a adaga.-disse o homem.

Faire recuou mais um pouco. César o encarou e deu a ordem.

-Me mostre.-disse ele fitando Faire com ódio.

-Não tenho nada para te mostrar.-falou o moreno. O rei deu dois passos para frente e, então disse:

-Ela está com você?-disse César.-A adaga da lua?

Faire não entendeu como ele sabia da existência de sua adaga, mas logo percebeu que seu tio poderia ter dito.

-Tio? Foi o senhor?

O homem o fitava com desprezo e, então soltou o que Faire jamais imaginaria.

-A culpa do que aconteceu foi do seu pai!-berrou ele.-Se ele tivesse me dado a adaga, ainda estariam vivos!

Faire sentiu seu peito se abrir, sentiu seu coração abandonar seu corpo e, uma ferida enorme se forma no lugar que só ficou um buraco, suas mãos gelaram, suas íris se expandiram. Uma sensação de ódio e repulsa o atingiu, sentiu vontade de vomitar, mas segurou, seus olhos queriam chorar, mas ele não deixou. Não queria que esse homem o visse chorar, chorar por sua família, seu tio, ele foi o culpado. Foi ele que mandou aqueles homens invadirem sua casa, só por causa de uma adaga idiota.

Faire explodiu de raiva e acertou um soco no rosto do tio, guardas o seguraram e, César só o observava.

-Ele era seu irmão!-gritava o garoto.

O homem tombou um pouco para o lado devido a força do soco, ele fitou o sobrinho com a mão na boca que sangrava. Faire, então notou César entrar em sua frente.

O olhou nos olhos e disse:

-Seus pais morreram por causa de uma adaga!-César ria assustadoramente para Faire que, tentava se soltar para matá-lo.-Eu me lembro muito bem, de seu pai me implorando para não matá-lo.

Faire arregalou os olhos, então percebeu que estava diante do homem que ele tanto procurou, do homem que ele sempre quis matar. Do assassino de sua família.

-Eu vou te matar!-gritou ele. César deu uma gargalhada assustadora e disse:

-Não, não vai.-E deu um soco forte no estômago de Faire que, se contraiu se dor. Outro soco acertou seu rosto, os guardas seguravam seus braços, César, então desferiu uma sequência de socos no garoto que, tentava se soltar, mas em vão.

Faire sentiu seu corpo amolecer, sua boca com um gosto forte de sangue, seus músculos da barriga e rosto latejarem. Ele estava perdendo suas forças, seus olhos iam desfocando, mas antes de apagar, viu um jovem de cabelos negros o observando de longe. César, então parou, estava cansado e seu punho sangrando, mas o sangue não era dele. E sim do homem quase desfalecido a sua frente.

Faire foi solto e caiu no chão, seu rosto virado para o lado do jovem que, ainda estava lá o encarando sem se mover. Seu rosto estava muito machucado, devido os socos. Antes que apagasse murmurou algo, palavras inaudíveis, apenas ele pode ouvir, um nome que ele prometeu nunca esquecer, um nome que ele sentia dor ao lembrar, um nome com seis letras.

-Samuel!-sussurrou ele, então suas vistas falharam e ele desmaiou.

César o chutou com ódio e gritou.

-Levem esse lixo para o calabouço!-Os guardas assentiram e o levaram dali, seu tio o olhou até não poder mais vê-lo. Mandou os outros levarem a mulher também, assentiram e a levaram aos gritos pedindo por misericórdia.

-Thomas!-César notou a presença do garoto. Ele veio correndo, parou a frente de seu líder e se curvou.

-Mandem prepara a forca.-ele dizia entredentes.-E mande os guardas avisarem a todos da cidade.

-Teremos um enforcamento, senhor?-Thomas perguntava sorridente. César o fitou e o garoto desfez o sorriso.

-Sim, mas não será hoje.-o rei falava com gosto na voz.-Vou torturá-lo primeiro.

Thomas assentiu e se foi para dar as ordens de seu rei.

-Vai matá-lo, majestade?-perguntou o tio de Faire. César o encarou e disse:

-É o que você queria.-falou.-Por tanto, sim.

César saiu com guardas o seguindo, deixando aquele homem amargurado para trás. Esse homem que acabou de condenar seu sobrinho a morte por causa de uma adaga mágica.

 

 

 

   -Isabella-

 

Desde o dia que essa Emma chegou, ela me olha de um jeito estranho, parece que vou roubar algo dela.-Arthur talvez?- Safira anda muito tensa e preocupada, Pedro para acalmá-la, a leva para o jardim das flores azuis. Amanhã fara quatro meses que estou morando no castelo, confesso que ainda não me acostumei com esse luxo todo, sou uma garota do interior de Montrebel, nunca tinha ido a uma cidade grande, mas graças a Arthur que descobriu ser um príncipe, passei a visitar a cidade dele, nossa agora.

Luna Bianca é linda, suas casas barrocas encantam qualquer um, o grande castelo ao longe dá um charme a mais para a cidade. Me emprisionei quando soube do carinho que as pessoas têm por Arthur, elas o amam, é difícil ouvir alguém dizer que não gosta dele.

Pelo que vi, ele prefere que todos o vejam como um amigo e não seu rei.

Derick demorou para acostumar em chamá-lo de “você” ele pensa que, chamá-lo de alteza, vossa majestade e senhor é uma forma de respeito e admiração. Ele é um bom homem, uma pessoa que qualquer mulher casaria com ele sem reclamar. Derick é romântico, quando disse para tentarmos, ele no mesmo estante disse que me amava. Posso dizer que: para mim foi uma surpresa, não imaginei tudo isso vindo dele. Ele me trata bem, como se eu fosse uma princesa e eu adoro o jeito que ele me olha, o jeito que diz meu nome.

E quando dá aquele sorriso que, para muitas soa cafajeste, mas para mim que o conheço, é lindo e nem se compara. É seu jeito charmoso de conquista e confesso que, ele me conquistou com seu sorriso e seus beijos roubados e calorosos. Não o amo por inteiro, mas estou me esforçando por ele, Derick é incrível. Não posso deixá-lo escapar.

O dia hoje foi comum, as meninas e eu provamos vestidos, Alana começou com uma ideia de fazer outro baile, mas não sei se Arthur vai concordar. Pela noite decidir ir para meu aposento, confesso que estou exausta, meu sapato de salto médio já está começando a incomodar meus pés. Virei a esquerda a onde fica meu aposento, notei que a porta estava entreaberta. Logo pensei ser Derick, ele tem essa mania de entra e deixar a porta assim.

A abrir logo preparando uma bronca para ele.

-Derick, não deixe….-me calei. Meus olhos estavam fixos numa figura feminina, sentada na poltrona cor de vinho perto da porta da sacada.

Ela me fitou com um olhar frio e ameaçador.

-O que faz aqui?-perguntei cruzando meus braços e a fitando de cima a baixo.

Ela sorriu sínica com deboche.

-Conversa, Isabella.

-Não tenho nada para falar com você.-falei colocando a mão na maçaneta para abrir a porta e expulsá-la de meu aposento.

Emma levantou-se rapidamente e se pós a minha frente. Seu perfume doce me deu náuseas.

-Eu sei muito bem que, tipo de garota você é.-ela disse com o nariz empinado.

-Quem bom que sabe.-falei.-Assim você não se mete comigo.

Emma sorriu de canto e girou o tronco indo até a porta da sacada. A abril e um vento gelado inundou o cômodo. Alisei meus braços, não entendi suas intenções. Ela foi até a sacada e debruçou-se sobre o batente da mesma. Fui até lá, só a observando, fiquei parada na porta e, ela virou-se para mim. Me encarou com um olhar vazio. Caminhou até mim, não deu muitos passos, porque a sacada e pequena.

-Eu vejo o jeito que olhar para ele.-disse ela dê uma maneira fria.-Você nunca vai tê-lo.

Já entendi isso tudo é ciúmes do Arthur.

-Bem, querida.-falei de um jeito irritante.-Acho que todas as mulheres, olham assim para ele.

E sorrir.

-Vadia!-gritou ela me dando um tapa no rosto. O virei devido a força, mas me recompus devolvendo na mesma moeda. Ela gritou e colocou a mão na bochecha.

Então, partiu para cima de mim, Emma me puxou para o parapeito da sacada, ficamos as duas debruçadas sobre ele. Ela me tava tapas e eu devolvia. Me livrei dela e a puxei para dentro do aposento, segurei em seus cabelos e a joguei no chão. Emma tentou levantar, mas me sentei em cima dela. E comecei a esbofetar seu rosto, ela agarrou meu cabelo e puxou minha cabeça para baixo, agarrei seus cabelos e levantei sua cabeça, depois a soltando com força no chão, ela gemeu, mas não me soltou.

Emma acertou um tapa na minha cara, me fazendo cai ao seu lado, ela se levantou ficando de joelhos e subiu em cima de mim. Ela gritava muito encima de mim.

-Eu vou te matar!-gritava ela. Meu rosto começou a arde devido aos tapas que ela dava, então sem pensar duas vezes, com uma mão agarrei seu cabelo, com a outra, fechei meu punho e dei um soco no rosto dela. Emma gritou de dor caindo ao meu lado, ela segurava o rosto com as mãos, me levantei e corri para a porta e gritei por um guarda.

A fitei caída no chão e seu rosto sangrava, acertei seu nariz com muita força. Um guarda apareceu na porta e, fitou Emma espantado.

-Tire-a daqui!-gritei. Ele correu para ampará-la, a levantou e ela o empurrou para longe e veio para cima de mim, com os olhos pegando fogo. Não conseguir desviar, ela me empurrou contra a porta, bati minhas costas e cai no chão, fora do aposento, senti suas mãos agarrarem meus cabelos, ela me levantou e tentou bater minha cabeça na parede, mas antes dei uma cotovelada em sua barriga.

Ela me soltou e se curvou abraçando seu corpo, o guarda surgiu na porta e segurou Emma que, no mesmo estante tentou me agarrar, mas ele a segurou pela cintura, pedindo calma. A gritaria foi ouvida e, pude ouvir passos vindo atrás de mim. Me virei e Arthur, Pedro, Alana, Derick e dois guardas estavam parados a minha frente.

-O que ouve?-disse Arthur. Passei a mão no cabelo e não disse nada. Ele fitou Emma que, lutava para se livrar do guarda.

-Essa louca me atacou!-gritou ela atrás de mim. A fitei por cima do ombro, ouvi Arthur mandar o guarda soltá-la. Ele obedeceu, ela se livrou e ajeitou os cabelos. Todos me fitavam surpresos, menos Arthur que, me olhava com repreensão.

Emma correu e o abraçou, ele me encarava sério, Alana sorria atrás do Pedro. E Derick, ele me fitava triste, parecia que estava magoado.

-Voltem todos para seus aposentos.-ordenou Arthur, com um tom sério que, era difícil vê-lo assim. Todos assentiram, Alana piscou para mim e, foi levada por Pedro. Derick permaneceu no mesmo lugar, seus olhos mantinham-se fixos em mim.

E os guardas se foram.

-Derick.-chamou Arthur.-Leve Emma para meu aposento.

Ele assentiu sem tirar os olhos de mim. Emma aos resmungos foi levada por ele. Ficamos a sós no corredor. Pisquei rápido e entrei no aposento, seguida por ele. Arthur fechou a porta com um pouco de força. Me assustando e me fazendo sentar na cama.

-O que deu em você?-disse ele.

-Ela me agrediu primeiro!-levantei minha voz. Ele suspirou fundo, passou a mão no cabelo descendo até a nuca.

-Isabella……-ele parou e me fitou. Seus olhos azuis fixaram em mim, de um jeito que me arrepiou.

-Me desculpe, mas.-eu falei.-Ela é louca, Arthur.

Ele revirou os olhos e se sentou ao meu lado. Segurou minha mão e a acariciou.

-Por que vocês brigaram?-perguntou ele baixo. O fitei e ele estava muito próximo de mim.

-Por causa de você.-respondi corando. Ele riu e me fitou.

-Você nunca abaixa a cabeça pra ninguém.

Sorri assentindo.

Ele passou o braço por volta do meu pescoço e beijou minha testa. Seus lábios estavam quentes. Ele colou nossas testas, fechei meus olhos por um tempo. Quando os abrir, notei que tinha alguém parado na porta. Era Derick, ele nos fitava com a boca entreaberta e as sobrancelhas franzidas.

-M-Majestade.-disse ele.-Emma, o aguarda em vossos aposentos.

Ele disse de jeito tão frio que, parecia que não estava vendo ninguém no cômodo. Arthur se levantou e me olhou de um jeito que, parecia pedir desculpas. Ele soltou minha mão e caminhou até a porta, Derick tinha o olhar longe, quando Arthur passou por ele, apenas se curvou.

Um silêncio tomou conta do cômodo. Percebi que ele não diria nada então falei.

-Derick.-engoli em seco.-Não aconteceu nada.

Ele finalmente olhou para mim, seus olhos acharam os meus. Me levantei com uma dor no peito e fui abraçá-lo, ele não recuou, afastei minha cabeça e o beijei, segurei seu rosto com as mãos.

Separei nossos lábios e o fitei.

-E-Eu te…..-engasguei. Derick arregalou os olhos e esperou.

-Você o quê?

Meu lábio tremeu, meu coração bateu mais forte e eu senti pela primeira vez, eu senti um friozinho na barriga, coisa que nunca tinha sentido com ele. Engoli em seco e o fitei fundo nos olhos.

-Eu te amo.-falei rouca. Ele abril um sorriso lindo e me beijou. Dessa vez com intensidade. Eu notei que o amo, amo esse homem de um jeito que nunca amei Arthur. O puxei pela gola até a cama, cai de costas no colchão com ele por cima de mim. Rimos um para o outro. Derick acariciou meu rosto e me fitou fixamente. Seus olhos tinham uma expressão de desejo.

Acaricie suas costas.

-Isabella.-disse ele rouco.-Eu te amo muito.

Sorri assentindo.

-Não farei nada que você não queira.-disse ele.-Só se pedir.

Entendi suas intenções. Toquei seu rosto e ele fechou os olhos.

-Tudo bem.-falei sussurrando.-Eu quero.

Ele abril seus olhos e me fitou. Beijou meu pescoço e voltou a me fitar. Meu corpo se arrepiou com seu beijo, uma sensação de medo, desejo e nervosismo tomou conta de mim.

-Prometo ser gentil.-disse sussurrando em meu ouvido. Fechei meus olhos e soltei um gemido rouco.

-Eu sei que será.-falei rouca. Derick me beijou e, nessa noite senti um turbilhão de sentimentos me atingirem. Suas mãos passeavam por meu corpo, e eu adentrei minhas mãos por debaixo de sua camisa, arranhando suas costas. Derick sorriu e enchi seu pescoço de beijos quentes.

Me entreguei a ele. E confesso que não estou arrependida. Eu o amo e, o amarei para todo sempre.

Amo meu Derick.


Notas Finais


Até o próximo.


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