História Reino de Meriel - Capítulo 32


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amizade, Arthur, Aventura, Bruxas, Drama, Família, Fantasia, Guerra, Lobos, Luta, Magia, Medieval, Mistério, Misticismo, Pedro, Romance, Saga, Sangue, Violencia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 32 - Memória perdida


Arthur

 

Após falar com Isabella, fui direto para onde Emma estava. Cheguei no aposento e ela estava de braços cruzados e andando de um lado para o outro. Quando me viu, fechou a cara e deu as costas, indo até uma janela e parou fitando o céu à noite.

-Emma.-Ela não se virou. Fui até ela e a virei para mim. Seu rosto estava machucado, no canto esquerdo de sua boca estava roxo e o nariz com um leve inchaço.

-Você vai puni-la?-perguntou ela me olhando fixamente.

-Não.-Emma se livrou de mim e foi para perto da cama, me olhava com fúria nos olhos.

-Ela me agrediu e deve ser punida por isso!-esbravejou ela.

-Se for punir alguém.-falei.-Terá que ser as duas.

Ela grunhiu de raiva pelo que disse, pegou um travesseiro, o enfiou em seu rosto e gritou o apertando com força. Notei que a manga de seu vestido, estava levemente erguida para cima. Tentei ver algo, mas não consegui.

-Não quero mais brigas entre as duas.-falei num tom de voz calmo. Emma abaixou o travesseiro, semicerrando os olhos, em um gesto rápido ela atirou o travesseiro em mim. Ele acertou meus pés, o peguei e fui até ela, joguei-o na cama e a encarei sério.

-Vai fazer o que, majestade?-disse ela em um tom debochado. Meu sangue ferveu de um jeito que, nunca ferveu antes. Peguei seu braço esquerdo e o coloquei reto, ela tentou se livrar, mas não conseguiu. Emma me batia com raiva, dei as costas a ela, ainda segurando seu braço, Emma gritava de ódio pedindo para soltá-la e me batia nas costas.

Peguei a manga e a afastei de seu pulso, e vi uma marca estranha em forma de “E” ao contrário. Erá exatamente a mesma marca do muro. Franzi a testa e a soltei, ela me empurrou e alisou o pulso.

-Que marca é essa?-falei.

-É uma marca de nascença!-gritou ela de volta.

-Não, não é!-falei começando a me irritar, ela está mentindo. Ela passou por mim igual um furacão, abril a porta e saiu a deixando aperta. Fui atrás dela, Emma vai ter que me explicar direito, porque ela tem a marca de uma seita no pulso.

Emma quando percebeu que, eu estava indo atrás dela, correu.

-Emma!-fui atrás dela. Cheguei no começo da escada e ela já tinha desaparecido no escuro. A chamei, mas não ouve resposta, só pude ouvir o som do meu eco. Estava tudo escuro, todos já haviam se recolhido em seus aposentos. Então desci e a procurei por toda parte, mas não a encontrei. Não entendo o porquê dela ter ficando com raiva, é só uma marca com ela disse.

A escuridão estava por toda parte, meus olhos demoraram um pouco para se acostumarem. Depois de minutos a procurando, resolvi volta para o aposento.

 

°°°°°°

 

Fui acordado por mãos sacudindo meus ombros, abrir meus olhos ainda sonolento, quando eles se acostumaram, se focaram em uma pessoa na beira da cama, me fitando no escuro. Olhei pela janela e ainda erá noite.

-Emma?-Ela estava sentada na beirada, sentei para encará-la. E esfreguei meus olhos.

-Tem um lobo lá fora!-disse ela sussurrando, sua voz erá de medo. Me espantei não acreditando nela.

-O quê?

Ela me puxou para fora da cama.

-Vem, é verdade.-Emma puxava meu braço, eu fiquei tentado a ir, a varios dias que Alaska estava desaparecida.

-É branco?-perguntei esperançoso.

-Sim.

Meu peito se encheu de alegria, Alaska voltou! Depois de dias sem aparecer, já começava a pensar no pior, ela nunca ficará tantos dias sumida, mas agora voltou, voltou para casa. Fui guiado até a porta do aposento, no corredor, Emma me soltou e andou atrás de mim, dizia está com medo do bicho gigante lá fora.

-Chame os guardas.-disse ela num sussurro.

-Não a necessidade.-falei murmurando. Emma continuava grudada em meu braço, descemos os primeiros degraus da escada. E ela me soltou, olhei para trás e Emma estava um degrau acima de mim.

Ela me olhou e percebi que seu olhar mudou, não tinha mais medo neles.

-Não tenha medo.-falei. Ela me fitou de um jeito que nunca havia me olhado, seus olhos estavam negros e fervilhavam de ódio.

-Eu não vou.

Peguei em sua mão e a fitei de novo. Ela, então soltou sua mão da minha.

-Emma?

-Estou surpresa, daquela bruxa não ter te dito nada.-falou ela com seu olhar fixo em mim.

-Dito o quê?-falei.-Emma? Você está bem?

Ela sorriu acima de mim, de um jeito que me deu calafrios. Sua mão subiu até meu ombro direito e depois fez o mesmo com a outra mão. Ela me segurava pelos ombros, estava mais alta do que eu, devido o degrau a mais que estava.

-Arthur, Arthur.-repetiu meu nome, cantarolando. Passou as costas da mão em meu rosto.-Qual seu Deus?

-O quê? Emma me desculpe se te machuquei.-falei.-Só queria ver a marca e, você nunca me deixava.

Sua mão voltou para meu ombro. Ela balançou a cabeça, sorrindo sem mostrar os dentes, não piscava e continuava a me fitar desse jeito frio.

-Qual seu Deus, Arthur?-ela repetiu a pergunta.

Rir e franzindo as sobrancelhas. Ela trincou os dentes, pude senti sua irritação.

-Tenho que ir, ver se a Alaska está bem.-falei me virando, mas ela não deixou e puxou meus ombros me fazendo voltar a olhar para ela.

-Não há nenhum lobo lá fora, Arthur.-disse ela gélida e apertando meus ombros.

-Como assim? Você acabou de dizer que….-fui interrompido por ela, que fez um Shhhh..muito longo.

-Responda a minha pergunto.-disse ela mais séria.

-Por que mentiu?-falei. Ela se inclinou para frente, fincando bem próxima de mim. Segurei sua cintura, porque ela estava jogando seu peso em cima de mim.

Encostou sua testa na minha e disse mais uma vez.

-Qual seu Deus!-ela gritou, me assustei, descolou sua testa da minha.

-Talvez, Pangia ou Hamidas, não sei..-falei a fitando. Emma suspirou pesadamente fechando os olhos, os abriu e balançou sua cabeça, como se dissesse que minha resposta estava errada.

-Apenas um.-disse ela.

-Pode ser qualquer um, os três são irmãos.-ela continuava a me fitar.-Certo, Hamidas.

Uma sensação estranha tomou conta de mim, Emma agia estranhamente, seus olhos continham ódio, por mim? Não sei.

-Sua resposta deveria ser, Saranis.-disse ela.-Mal consigo pronunciar o nome desse Deus fajuto!-ela dizia com aspereza.-Saranis é a única religião aceitável.

-Mas, os três existem, agora cabe as pessoas escolherem o seu predileto.

-Saranis é a única Deusa, é a mãe da nação!

-Do que você está falando?-perguntei, e ela dobrou seus braços me puxou para frente, olhou fundo nos meus olhos e esticou seus braços.

O gesto me lançou escada a baixou, minhas costas chocaram-se com os degraus, minha cabeça bateu em outro, meu corpo rolou, só sentia uma dor enorme tomando conta de mim, tudo se passou devagar parecia que a escada não tinha fim.

A voz da minha mãe, ecoava dentro da minha cabeça.

Cheguei em baixo e bati minha cabeça com violência no chão, minhas costas atingiram o solo com a mesma força, meus sentidos foram me deixando aos poucos. Até não poder ver mais nada, não senti nenhuma dor.

 

 

 

   -Pedro-

 

Abri meus olhos e uma dor forte no peito me acertou, o apertei para ver se ela sessava. Doeu mais, me levantei e fui tomar água, o dia já estava amanhecendo. Me encostei na pia da cozinha com o copo na mão, fiquei pensando em tudo que já aconteceu até aqui. Se meu pai não fosse meio louco, eu jamais teria conhecido Arthur. Talvez nem saberia da sua existência.

Deixei o copo na pia e sai da cozinha.

Notei uma movimentação estranha, vindo do salão de entrada, fui até lá. Um guarda veio correndo até mim. Ele tinha o semblante assustado.

-É o rei.-disse ele quase sem voz.

Arregalei meus olhos e corri para o salão, cheguei e o alquimista estava debruçado sobre um corpo perto da escada, não precisei ver seu rosto, eu já sabia quem era. Arthur estava inconsciente no chão, o alquimista tentava fazê-lo respirar, ele fazia massagens em seu peito.

-Não está respirando.-dizia ele cansado. Dando trancos em seu peito. Eu estava em pé e imóvel ao lado do alquimista, ao lado de sua cabeça tinha um pouco de sangue escorrendo.

O homem velho de barba branca e comprida, não parava de pressionar o peito dele. Ele estava pálido, minhas pernas falharam e me ajoelhei ao seu lado, empurrando o homem de perto dele. Sem pensar comecei a socar seu peito. O alquimista tentava me segurar, mas eu o empurrava com o braço, vi que ele não reagia, estão entrei em pânico e aumentei a força. Meus dentes estavam trincados e meus olhos começaram o lagrimejar.

-Acorda! Acorda, babaca!-berrava sem parar. Guardas me puxaram para longe dele, me livrei dando cotoveladas e socos neles e voltei, olhei para cima da escada e, Rose estava congelada e de olhos arregalados fixos em Arthur.

Ela gritou e desceu correndo segurando o corrimão.

-Não! Meu filho, não!-se ajoelhou ao lado dele e levantou sua cabeça, suas mão se sujaram de sangue, mas ela não se importou, chorava deitando a cabeça dele em seu colo, e balançava seu corpo com se estive o ninando.

-Sinto muito, alteza.-disse o alquimista a consolando.

Rose chorava e gritava, Alana e Isabella surgiram no alto da escada, as duas viram aquela cena e desceram aos prantos.

-O que aconteceu?!-gritava Alana ao lado de Rose, ela não respondeu só chorava o segurando. Vendo o sofrimento da mão dele, senti as lágrimas escorrerem por meu rosto, eu conseguia senti sua dor, a dor de uma mãe que, perdeu seu filho pela segunda vez.

Derick surgiu ao meu lado, eu mal notei sua presença, o fitei e ele continha as lágrimas, estavam todos ao seu redor, todas as pessoas que o amavam. Safira apareceu e olhava fixamente para ele, se abaixou e tocou sua mão, olhou Rose e disse:

-Ele está vivo.-Safira disse num tom baixo. Rose negava com a cabeça.

Ela se levantou e olhou para o alquimista.

-Preciso ir até sua sala.-disse ela para ele.-Agora!

O homem sem entender, esticou o braço mostrando o caminho, fui atrás deles, a chamei ela virou-se e me fitou com tristeza.

-Pedro agora, não.

-O que vai fazer?-Ela tocou meu rosto e pegou minha mão, me puxou para dentro da sala.

O lugar era grande, tinha uma grande mesa no centro, várias estantes com frascos de vidro com líquidos e pós de todas as cores, frascos que de dentro saia fumaça, bacias feitas de barro com temperos coloridos e outras com ervas. Duas janelas uma do lado da outra, com cortinas pretas, um caldeirão com água borbulhante.

Parecia o covil de uma bruxa, mas era só a sala do alquimista.

-O que vai fazer, senhorita?-perguntou o barbudo. Safira procurava algo entre as prateleiras, pegava frascos e colocava em cima da mesa, ervas e um moedor.

-Safira.-a chamei.

-Pedro, por favor. Peça para trazerem, Arthur para cá!-disse ela moendo uma erva de cor verde.

Ela levantou o olhar para mim e gritou.

-Pedro, ande!

 

°°°°°°

 

Foi difícil tirar Arthur dos braços da mãe, mas conseguimos. Dois guardas o levaram para a sala, entramos e Safira pediu para deitá-lo na mesa. Assim foi feito.

-Saiam todos, por favor.-pediu ela com gentileza.-Pedro, chame Samantha.

Assenti e abri a porta, a procurei no meio das pessoas que, estavam no corredor. A vi agachada na frente de Alana que, estava sentada em um banco branco e chorava muito, Isabella a abraçada de lado.

-Samantha!-a chamei e ela me olhou.-Venha!

Ela acariciou as mãos da princesa e correu até mim, abri a porta para ela e entrei junto.

-Pedro, por favor, fique lá fora.-falou Safira.

-Não, você sabe que eu não posso.-falei a fitando. Ela suspirou e assentiu.

Ela cochichou algo no ouvido da irmã, a mesma correu para fora da sala.

-Para onde ela foi?-perguntei chegando perto da mesa.

-Pegar o livro.

Franzi as sobrancelhas e minutos depois, Samantha invadiu a sala, carregando com um livro grande e grosso, de capa marrom com escritas indecifráveis. Ela colocou ele encima da mesa ao lado de Safira, a morena passou uma tigela feita de barro para Samantha que, começou a misturar algo lá dentro.

Safira abriu o grande livro e foi virando as páginas, procurando algo com seu dedo tocando as folhas, ela deu um salto e sorriu. Apontando o dedo para a folha do livro, tinha várias escrituras nele e desenhos também.

-Safira?-falei rouco.-Pra que a erva e o livro?

Ela olhou para mim.

-É um feitiço, Pedro.-disse ela pegando a tigela das mãos da irmã.-Não tema, a erva e para passar no ferimento na cabeça.

Safira se pós na cabeceira da mesa, onde a cabeça de Arthur estava, ela pegou um punhado da erva moída na tigela e passou com cuidado no ferimento dele. Depois enfaixou com cuidado, com Samantha arqueando a cabeça dele. Ao terminar, a mais nova pegou o livro e segurou para Safira ler.

-Pedro, cubra os ouvidos.-ordenou ela.-Esse feitiço é muito forte.

Assenti e os cobri.

A parti dali não ouvi mais nada, só fitei Safira e Samantha mexendo os lábios, Safira lia algo no livro e passava a mão na testa dele. Ela passava a mão pelo ar, fazendo círculos em volta da cabeça dele. As velas começaram a tremer, e o fogo se apagou.

Ela se calou e olhou para mim, assentiu e eu tirei as mãos das orelhas.

-Deu certo?-perguntei apreensivo.

-Veremos.-Ela pegou um pano e limpou o rosto dele e disse:

-Acorde!

Ele abriu os olhos e respirou fundo, parecia que tinha emergido do mar e, procurava por ar. Seu peito subia e descia rapidamente.

Ele fitava o teto.

Fui até ele sorrindo por vê-lo vivo, coloquei minha mão em seu cabelo e alisei sua testa com o polegar. Arthur me fitou com as sobrancelhas franzidas, tirou minha mão de sua cabeça e disse:

-Quem é você?-num sussurro.

 

 

 

   -Isabella-

 

Eu tentava acalmar Alana no corredor, ela chorava muito. Pedro por alguma razão levou Samantha para a sala do alquimista, Rose não chorava mais, apenas ficava num canto perto da porta esperando, com o olhar perdido. Derick estava em pé ao meu lado, ele olhava fixamente a porta, foi quando Samantha saiu apresada.

Segui ela com meu olhar.

-O que deve ter acontecido?-perguntei a Derick.

-Eu não sei.

Ainda não acredito no que vi, meu coração foi parar em minha boca, quando o vi desacordado nos braços da mãe. Ninguém sabia o que tinha acontecido. Samantha voltou com um livro grosso em mãos e entrou na sala, o Comandante apareceu no corredor e chamou por Derick, pediu para os outros guardas ficarem na porta a guardando.

-Vossa alteza.-disse o Comandante para a rainha.-Faremos o possível para saber quem foi.

A rainha apenas assentiu, os dois deram as costas e se foram. Minutos se passaram desde o acontecido, eu tentava manter as forças para não desmoronar, devido a Alana que estava muito sensível, ela chorava por nós duas. A porta foi aperta e Pedro apareceu, olhou Rose e a chamou para dentro.

Um frio subiu pela minha espinha, por que ele só chamou ela? Mil coisas passaram em minha cabeça. Se Arthur morre-se acho que seria o fim do reino. Minutos depois Rose saiu da sala, ela veio até nós e Alana se levantou. Sua expressão era mais calma, aliviada, abraçou a princesa.

-Ele está bem.-disse ela. Relaxei meu corpo, essa notícia me fez sorrir.

-Quero vê-lo.-Alana disse.

-Sim.

Rose não parecia tão feliz como eu havia pensado, ela tinha o rosto um pouco preocupado e cansado. Ela bateu na porta e a mesma foi aperta por Samantha.

-Sim

-Podemos vê-lo?-perguntou Alana. Sam assentiu a deu espaço para entrarmos. Arthur estava sentado na mesa com as mãos apoiadas na mesma, sua cabeça abaixada, Safira estava ao seu lado de pé, fazia perguntas e ele só negava com a cabeça. Tinha uma faixa enrolada em sua testa que dava a volta por sua cabeça.

E aliviante vê-lo vivo.

-Arthur.-chamou Rose. Ele não respondeu. Safira tocou seu braço e ele a fitou, olhou pra gente com uma expressão confusa e curiosa.

Pedro se aproximou e disse:

-Ele não se lembra de nada.

-A queda apagou sua memória.-falou Safira. Fiquei boquiaberta, então ele não faz ideia de quem sou, não se lembra da vila, que crescemos juntos, de seus irmãos, mãe, reino.

O fitei e ele não tirava os olhos de mim, corei com seu olhar fixo, me analisava como se me visse pela primeira vez.

-Arthur, essa é Alana sua irmã.-disse Pedro.-E ela é Isabella.

-Isabella?-perguntou ele, eu assenti vermelha com seu olhar.

-O que sou exatamente?-perguntou ele.

-Você é o rei.-disse Rose.-E meu filho.

Ele pareceu não acreditar no que ouvirá, riu e balançou a cabeça.

-Acho que não.-falou ele.

-Você terá bastante tempo para processar tudo.-Alana disse.

 

°°°°°

 

Arthur levou algumas horas para digerir sua vida, tivemos que dizer tudo para ele, mesmo as vezes não acreditando, falamos sobre a vila, seu pai, Alaska (Que ele logo disse que, não gostava de animais.) Sua personalidade pareceu mudar, quando Pedro falava ele o interrompia, erá sempre assim, quis andar pelo castelo para conhecê-lo (Novamente).

Rose o mandou se banhar primeiro, porque estava sujo de sangue. Fui até o aposento dele logo depois, um guarda me anunciou. Arthur estava na sacada, fui até ele.

-Como se sente?-falei se pondo ao seu lado.

-Vazio.-Ele fitou o horizonte pela manhã, estava uma manhã cinzenta com nuvens negras anunciando chuva pela frente.

-Vamos?-perguntei. Ele olhou para mim e disse:

-Como estou?-perguntou ele me fitando.

-Está bonito.

Ele riu e disse:

-Eu sei, só perguntei para ouvi você dizer.-Corei novamente, senti minhas bochechas arderem e acho que ele notou.

-Vamos, Isabel.-falou ele errando meu nome.

Revirei meus olhos.

Alana se juntou a nós, fomos para o jardim tomar um ar.

-Não quero ver flores.-disse ele impaciente. Alana o enchei de perguntas, tentava fazê-lo se lembrar, mas não deu certo. Notei que Emma não apareceu ainda, está sumida, nem na hora que foi levado para o aposento ela deu as caras.

Alexia e Alex, também não apareceram.

O que essa garota está fazendo?

Um guarda apareceu e o chamou dizendo que, tinha audiências marcadas para hoje. Ele levantou rapidamente e nem deu “tchau” saiu mandando o guarda ir na frente.

-Quanto tempo Safira disse que isso duraria?-disse Alana.

-Semanas, eu acho.-dei de ombros. Depois do susto que tivemos com ele, as coisas se acalmaram no castelo, Derick ainda não apareceu com o Comandante.

Falando nele é um homem alto e forte, deve ter uns 40 anos, mas a idade não o atrapalha em nada, pelo que vi o Comandante é muito forte e ágil, é por isso que Derick o admira tanto. Uma curiosidade me dominou, eu nunca ouvi o nome dele, desde o dia que cheguei aqui, só ouço todos o chamarem de Comandante.

-Alana? Você sabe o nome do Comandante?-perguntei a ela. Alana franzi-o a testa e disse:

-Não, eu só ouço o chamarem assim.

-Derick deve saber.-falei. Com isso tudo, mal me lembrei da noite passada com ele, Derick foi um cavalheiro, gentil e cuidadoso. A cada hora, minuto e segundo, eu sei, no fundo do meu ser, sei que o amo mais ainda, a melhor coisa é você amar alguém e ser correspondida por ele. Um amor que ainda está começando, se transformando em algo grande e inquebrável. 


Notas Finais


Até o próximo!


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