História Reinos - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Luta, Magia, Medieval, Reino
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Palavras 1.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Os capítulos estão meio sem ação e nem suspense ou coisa do tipo, mas isso é passageiro, não se preocupem! Espero que gostem deste capítulo!

Capítulo 11 - Daqui para frente


Eram quase meio-dia nos relógios lhampenêses, enquanto uma grande fila de pessoas se formava em volta da praça central de Lhampes. Era uma fila única, constituída de homens de várias idades e também muitas mulheres (exceto mães e idosas). Todos eram errapianos. Eles estavam lá para serem sorteados e selecionados para trabalharem. Uma pessoa por vez, subia no palco, no centro da praça, e era analisada pelo rei, por guerreiros e outros especialistas, e assim eles decidiam para que tipo de tarefa aquela pessoa era qualificada. Foi assim. Errapiano por errapiano. Vários cidadãos também estavam ali para observar o evento.

Jhon, Murray, Tarry e Jimmy estavam juntos. Até que chegou a vez de Jhon subir no palco para ser selecionado.

Ele sobe e fica em frente ao rei Leeroy(sentado em um trono improvisado), o rei Hebert (em pé, ao lado do rei),um ancião,  e três guardas. A rainha Sue não estava presente pois viajara para um reino, aliado de Lhampes. Os guardas analisam Jhon. Pedem-no para falar sobre ele. Vêem sua aparência, e personalidade, com uma rápida conversa. Assim, todos ali decidem e o rei se levanta, andando até Jhon:

-Seu nome, jovem? - Peegunta o rei Leeroy.

-Jhon, majestade. - Responde ele, fazendo uma pequena reverência. Hebert interrompe:

-Você era um dos meus mineiros não era? - Pergunta ele, tentando lembrar.

-Era, senhor.

-Prazer em ver você vivo!

-Obrigado senhor. - Leeroy volta a falar:

-Er... Jhon, decidimos que você será mais um de nossos guerreiros. Pode voltar para casa onde está e amanhã deverá estar no centro de treinamento da cidade, para ser ensinado.

-Tudo bem senhor. - Jhon faz uma reverência para os dois reis, se despedindo, e sai do palco.

Era a vez de Murray. Ocorre o mesmo procedimento com ele. Assim como Tarry e Jimmy. Os quatro se encontram em um lugar da movimentada rua principal de Lhampes e conversam entre sí.

-O que vai fazer, irmão? - Pergunta Jhon.

-Disseram que eu seria encarregado de transportar cargas. - Jimmy responde, tentando esconder o seu entusiasmo.

-Eu serei uma vendedora de alimentos. Venderei em tendas, pelas ruas. - Tarry murmura, desanimada.

-Disseram que eu trabalharia nas minas de Lhampes, como mineiro.

-Mineiro? - Pergunta Jhon.

-Sim.

-Já fomos mineiros em Errapia, podemos te ajudar e tirar dúvidas suas sobre seu trabalho, se precisar. -  E Murray suspira aliviado:

-Acho que vou precisar mesmo. E você, para que foi selecionado?

-Serei um guerreiro. - Diz Jhon, sem expressões positivas no rosto.

-Pode me ensinar a usar uma espada? - Jimmy pergunta, animado.

-Claro. - E Jimmy, arrependido da pergunta, esconde o sorriso que mostrara assim que Jhon disse o que iria fazer.

Horas depois, todos os errapianos qualificados para trabalhar foram atendidos. E todos estes entrariam em ação no dia seguinte. Mas por hoje estavam livres de novo.

O sol indicava que eram 3 horas. Os quatro errapianos almoçaram em uma taberna e logo depois foram de volta para casa, onde estava apenas Lina, já que George trabalhava, fora das muralhas do reino. O casal ganhava a vida pescando, no rio que passava bem ao lado da parte oeste da muralha da metrópole.

Lina estava sozinha na sala de sua casa, remendando com agulha e linha, pequenas redes de pesca. Quando chega Jimmy:

-Com licença, senhora Lina, poderia me dizer onde posso arrumar um capuz por um bom preço.

-Claro Jhon. Você...

-Er, sou Jimmy.

-Oh! Desculpe, é que vocês são tão parecidos! Tenho um amigo que pode fazer de graça para mim. Mas, para que você quer um capuz?

-O rei me recomendou. - Jimmy revira os olhos.

-Por falar nisto,  o que terá que fazer amanhã? 

-Serei um carregador.

-Interessante, geralmente estes tipos de pessoas gostam de usar capuz. 'Não sei por quê' - Lina pensa alto. -Ah, procure por Jeffrey, diga que você está na casa de Lina e peça algum capuz que você desejar. A loja dele fica perto da praça central.

-Tudo bem, obrigado Lina!

-De nada, Jhon! Quer dizer, Jimmy! - E este da uma leve risada antes de sair pela porta.

Jimmy passa despercebido pelos seus três companheiros que estavam conversando na porta da casa e vai a procura da loja de Jeffrey. Minutos depois ele volta com um capuz pendurado em seus ombros. mas desta vez Jhon pergunta curioso:

-Onde estava? O que é isto com você? 

-Estava procurando algo para usar enquanto trabalho. - E Jimmy entra na casa, tentando evitar mais perguntas. Jhon não presta mais atenção nisto e volta a conversar com Tarry e Murray sobre o triste incidente em Errapia.

Chega a noite. O movimento na cidade começa a diminuir. Várias pessoas voltam para suas casas para descansar. No castelo, estavam o rei e a rainha em seus aposentos, Hebert em um quarto particular e os guardas errapianos em outro. Todos descansando.

Hebert estava lendo um livro em sua cama, quando alguém bate na porta:

-Hebert? Está acordado? - O rei Leeroy pergunta.

-Sim. Espere. - Hebert se ajeita e abre a porta, com Leeroy dizendo:

-Preciso conversar com você. É sobre os sanentirfes.

Hebert fecha a porta e coloca algumas roupas boas que lhe deram, para ficar apresentável para uma conversa. Os dois andam pelos corredores até entrarem em uma sala, que tinha tapetes por todo o chão, uma lareira e poltronas de couro. Era a sala onde Leeroy e Sue descansavam. E que inclusive era Sue que os esperavam dentro da sala. 

Hebert para em frente a Sue, que esperava ser cumprimentada, e faz uma reverência para ela.

-Sente se senhor Hebert. - Ela indica uma poltrona para ele se sentar. Os três ficam sentados um em frente ao outro, até que Sue começa a falar:

-Senhor Hebert, meu marido me disse que o senhor tinha encontrado um Sanentirfe enquanto viajava para cá. É verdade?

-Sim, alteza. - Responde o rei errapiano. Sue fecha os olhos por alguns segundos, mostrando medo e preocupação. Ela fica séria:

-Mas! Não temos nenhuma prova disto. Pelo menos você não mostrou me nenhuma. E por isso, eu só acredito vendo. Quero fazer uma pequena viajem pelo caminho de onde vocês vieram e quero ver de verdade um sanentirfe.

-Alteza, é muito arriscado, não sabemos onde eles estão agora. Se eu achei um quer dizer que outros também devem estar pela região. 

-Eu não vou ficar aqui parada com o meu reino supostamente em perigo. Se você encontrou mesmo um sanentirfe, vou querer ver com meus próprios olhos. E se encontrarmos, procuramos o lugar de onde vieram e exterminamos eles de uma vez por todas!

Hebert, sem muito o que poder falar, apenas fica calado. Segundos depois o rei Leeroy quebra o silêncio no cômodo e diz, calmamente:

-Hebert, eu, Sue, você, e mais alguns guardas partiremos  amanhã mesmo para procurar por estes sanentirfes. Se encontrarmos, temos que descobrir o lugar de onde eles estavam escondidos e planejamos para acabar com eles.

-Mas só um reino não conseguirá vencer eles. Iríamos precisar de ajuda.

-Isto nós resolveremos assim que voltarmos da viajem. Caso não sermos bem sucedidos na procura dos sanentirfes. Não poderei fazer nada. Não podemos tomar decisões precipitadas.

Hebert não diz mais nada, para eles  não brigarem com ele. Os reis dispensam Hebert, e este volta para o seu quarto acompanhado de um guarda. Enquanto eles percorriam os corredores do castelo, o guarda, meio sem jeito, pergunta:

-Er... alteza.

-Sim.

-Desculpe eu estar sendo muito abusado mas... eu ouvi a conversa dos senhores na sala...

-Oggie, sabe que pode ser punido por isto não é? - Hebert diz, bravo, mas calmo.

-Sim senhor, desculpe. Mas eu fiquei muito curioso para saber... o que é este tal de sanentirfe?

Hebert fica olhando para o guarda decide conversar com ele. O rei suspira, olhando para o corredor, e começa a contar:

-Er, por onde eu começo? Hãam. Olha... eu nunca tive nenhum contado com nenhum sanentirfe. Então tudo que eu lhe contar agora veio de antecedentes. - Hebert fica sério e continua: -Os sanentirfes, pelo que se sabe, vivem  desde milhões de anos. Ninguém sabe a história de como eles vieram ou de onde. Os sanentirfes são criaturas parecidas com os humanos, mas muito modificadas. São bem altas, quase uma pessoa e meia de altura. E eles também são assustadoramente magros. Parecem ser fracos, mas não são. Em sua cabeça, dois chifres que, dependendo do sanentirfe, têm tamanhos  e formas diferentes. As pupilas de seus olhos são pequenas, e sua boca é redonda, em forma de 'O'. Têm dentes bem afiados capazes de rasgar tecido por tecido de algum animal. Nas suas costas, mais dois espinhos, feitos de seus próprios ossos. E em suas quatro mãos nos seus quatro braços, garras.

O guarda fica pasmo com o jeito que o rei falou e com a aparência que ele descreveu. Os dois param na porta do quarto de Hebert, e este, continua a falar:

-Estes "demônios" são muito cruéis, Oggie. Eles só pensam em matar e torturar humanos. É como se nos fossemos brinquedos para eles. E por isso, eu estou com medo. O meu pai disse-me: se eu visse algum sinal de presença de Sanentirfe, eu tinha que ficar alerta e me proteger. E é isto que estou querendo fazer. Proteger não só eu e meu povo, mas os outros também. Já ouve uma grande guerra contra os Sanentirfes. Os maiores reinos do sul estiveram nesta guerra para proteger o hemisfério. Nós vencemos. E afugentamos estas pragas para longe. Ninguém soube onde eles estiveram este tempo todo. Mas algo os atraiu para cá de novo. Não sabemos qual é o propósito deles, mas não podemos ficar parados. EU não posso... eu irei amanhã viajar com os reis de Lhampes para procurar por algum sanentirfe. E você e meus outros guardas virão comigo.

-Tudo bem senhor.

Hebert agradece a Oggie pelo desabafo e o dispensa. O rei errapiano entra em seu quarto e percebe, pelo barulho na janela, que está chovendo.

O rei se deita em sua cama e vai pegando no sono aos poucos. Sua cabeça estava cheia de pensamentos: 'O que será de meu povo?' , 'Como deve estar Errapia?' , 'Juro que estou com muito medo do que pode acontecer com a gente.'

Hebert respira fundo. Ele se concentra no barulho da água da leve chuva batendo na madeira da janela e dorme...






Notas Finais


Críticas construtivas, dúvidas e outros comentários serão bem atendidos! :)


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