História Relatos de Terror - Capítulo 7


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


As vezes, as ameaças são muito pequenas...

Capítulo 7 - Biohazard


Desde a criação do planeta, milhares de seres vivos invisíveis têm uma vida entre nós, sua constante evolução é a garantia da sobrevivência de sua espécie, alguns deles são inofensivos, outros causam doenças… Mas, quando o ser humano descobriu a capacidade de modificar o DNA e sua cadeia protéica… As consequências são devastadoras!

14 de Agosto de 2009

-Meu nome é Dra Dyla Nathasy, sou psicóloga do hospital de surtos biológicos da Espanha, até ano passado o Dr Juan Ramirez desenvolvia a cura para o HIV, porém, a consequência de uma dosagem viral incorreta… O deixou completamente sem sanidade… e hoje… quero saber o que aconteceu naquela sala…

17:49’’21

-Dra Dyla Nathasy em entrevista com o médico infectologista Dr Juan Ramirez, atualmente desfigurado mas consciente. Em busca da verdade sobre o pânico de Madrid!

-Dr… Antes de tudo saiba que estou aqui para te ajudar, mas pra isso… preciso que colabore sinceramente!

Eu sei que o que o sr fez não foi por mal e que não queria aquilo…

-Dra é aí onde você se engana… Eu estou completamente desfigurado por causa do que eu fiz, responsabilidade completamente minha!

-Então me diga… o que aconteceu? Tudo, não omita nada Juan!

-O que vou te falar… Não disse nem pra minha esposa!

Tudo começou quando meu sobrinho foi infectado de mau gosto com HIV, um rapaz o furou com uma agulha infectada, ele fez um exame no mês seguinte e foi alegado que ele portava o vírus… Ele me procurou, desesperado por um tratamento, e eu como médico infectologista quis ajudar ele e milhões de pessoas que também possuem esse vírus… Foi quando eu trouxe ele para o laboratório 0A27 e recolhi uma amostra de seu sangue, eu disse pra ele que iria fazer de tudo para curá-lo e o mandei de volta pra casa com os comprimidos de controle.

Então comecei a trabalhar no vírus, peguei uma gota do sangue e tentei isolar o vírus, essa parte foi fácil, difícil era achar um medicamento que destruísse aquela membrana plasmática viral. Passei semanas pesquisando, a amostra já estava acabando, então decidi modificar a estrutura genética de um dos vírus, eu queria fazer com que essa estrutura modificada atacasse as que não estão e os destruísse… Então eu estrai um pedaço do DNA da célula viral e inseri um pedaço de DNA do protozoário que causa a malária… O resultado era o esperado, aquela celula começou a destruir as outras. Eu não tinha tempo, queria testar aquilo, então modifiquei vírus necessários para uma única vacina… chamei meu sobrinho de volta ao laboratório e injetei aquele conteúdo nele… Não teve reação, estava tudo normal, até se passar 32horas…

Meu sobrinho estava no hospital, no quarto 4C, e uma enfermeira disse que ele estava espumando pela boca e nariz, fui ver, quando cheguei lá, ele estava com os olhos completamente vermelhos e com um tipo de muco em toda sua pele, decidi analisar o sangue dele e o muco…

Quando o resultado saiu… muco atuava como uma substância impermeável e o sangue dele… Estava contaminado com um tipo de vírus que atacava todas as células de seu corpo, principalmente as neurais… e o pior… como era um vírus, ele se espalha rápido e pode ser transmitido pelo ar ou contato com o muco da pele dele… corri para o quarto dele e o que eu vi… Foi aterrorizante… Ele estava devorando o rosto de um médico, ele olhou pra mim e gritou, só pensei em trancar a porta e deixar o hospital inteiro em quarentena… mas… no tempo que eu estava pesquisando, dezenas de médicos e enfermeiros entraram em contato com ele e sim… possivelmente estavam infectados…

Eu não sabia o que fazer Dra, eu tinha começado um surto viral extremamente mortal e muito fácil de obter contágio…

-Dr… Mas o senhor teve contato com o seu sobrinho, porém não obteve um alto nível de desenvolvimento da infecção, como pôde?

-Não Dra… eu me infectei e feio, depois que eu saí daquele quarto corri pra sala dos médicos, e vi dois deles com o mesmo sintomas do meu sobrinho, muita espuma… alta agressividade e perda de tecidos, nesse momento eu corri pra minha sala e me tranquei lá, então eu pude ver… meu sobrinho arrebentar a porta do seu quarto e sair correndo pelo hospital, mordendo e comendo a pele de todo mundo lá… Liguei pra segurança e pedi que fechassem as portas contra incêndio de todos os andares. Um minuto depois soou um alarme e os chuveiros anti-incêndio se acionaram, eu vi sangue, pessoas se desfazendo e muitos infectados… o vírus tinha evoluído rapidamente… aumentando o contágio…

Meia horas depois do acontecimento zero, o exercito estava aqui… Pude ver pela janela de meu laboratório homens vestindo trajes de proteção, tanques de oxigênio nas costas, máscaras, armaduras juggernaut, e fuzis M16… Era uma operação de limpeza, eles iam matar qualquer um que estivesse infectado…

Antes que eles pudessem entrar… cortaram a energia e colocaram um gigante plástico de segurança em torno do hospital, tive a certeza de uma coisa… esse vírus não sairia daqui…

Eles entraram… ouvi tiros, mas não muitos, eu estava abaixado quando um militar arrombou meu laboratório e apontou aquela arma pra mim, disse que estava infectado mas que não como eles…

Então ele me perguntou:

-Você sabe o que aconteceu aqui?

-Expliquei tudo pra ele, então ele disse

-Dr seu vírus acabou deixando o país inteiro em alerta, evacuamos um raio de 5Km do hospital e esse ligar está em quarentena por tempo indeterminado, Dr… eu imploro, busque uma solução pra isso…

-E foi o que fiz, comecei a pensar e decidi aplicar a vacina contra o DNA da malária, se a cadeia de DNA fosse rompida, a celula morria…

Preparei uma vacina… e apliquei em mim… Nesse momento eu vi meu sobrinho vindo no corredor…

Estava escuro, molhado, apenas as luzes de emergência estavam ligadas e muito fraca… o militar ia atirar… antes que ele pudesse puxar o gatilho, um paciente infectados pulou em suas costas e arrancou seus pulmões com a mão, só pensei em pegar o armamento dele e matar aquele… aquela coisa… que não era mais humana…

Matei um, dois, três…. Dez infectados… e um deles… era meu sobrinho que queria me matar…

Foi muito doloroso puxar aquele gatilho mas… eu tive que puxar

Não nego… uma lágrima caiu dos meus olhos...

Mas peguei algumas vacinas e corri ao encontro dos militares e novamente expliquei tudo…

Eles me deram um traje, e decidi testar as vacinas… foi quando vi a pior imagem em minha vida…

Eu entrei no quarto 2A onde tinham 4 pacientes amarrados e estavam vivos, gritando agressivamente e espumando, um dos militares queria atirar, mas não deixei, disse que era mais que necessário testar as vacinas…

Apliquei rapidamente nos pacientes… mas…

Eu comecei a me sentir mal, então tirei a máscara e vomitei

Meu nariz… caiu no chão, então gritei para que os militares saíssem daqui e me deixasse resolver aquele problema… eles negaram… Até que vários infectados nos cercaram… eu ainda estava consciente e tirei eles daquela sala pelo duto de ventilação…

Eles saíram do prédio…

Estava sozinho aqui

Me deformando… apliquei 3 vacinas em mim…

O restante do estoque que o prédio tinha… quebrei todas nos dutos de ventilação, eu ia esterilizar o prédio inteiro com 300 seringas quebradas e com uma temperatura de 45°C

Para garantir uma maior dispersão do anti-virus...eu não sabia se ia funcionar… mas tentei…

Corri pra uma sala de remédios, e me tranquei lá, a temperatura aumentava cada vez mais, e os gritos daquelas criaturas também…

Duas horas lá dentro… estava muito quente, eu me resfriava com o oxigênio comprimido do tanque de meu traje… mas estava acabando…

Foi então que olhei pela janela e vi cerca de 20 homens portanto armaduras juggernaut e lança-chamas… eles iam queimar os corpos…

Os juggernauts entraram e por duas horas eles incendiaram o prédio…

Eles me encontraram, claro… e um deles… ateou fogo em mim

Vivo, senti minha pele estourar, mas como a sala estava gelada… o fogo não durou muito…

Me levantei e olhei em volta… estava tudo vazio, ou melhor… quase tudo, pois… eles queimaram alguns corpos, só para que o comandante pudesse ter o caminho livre para ver o estrago daquele vírus, que foi batizado de vírus-J em homenagem ao meu nome…

Isso me doeu mais ainda…

Eu estava pronto pra me matar, quando o comandante veio até mim e me agradeceu…

Questionei por que…

E ele me levou até a sala 2A e eu vi que todos os corpos… tinham parado de espumar mas ainda possuíam sinal de agressividade, porém pouca… e o muco da pele… não existia mais…

Então ele colocou suas mãos sobre meus ombros e falou:

“Graças a você… quase todos os infectados que estavam soltos no prédio caíram desmaiados, pois o seu antídoto funcionou muito bem… Mas o prédio ainda é perigoso e a quarentena indeterminada não acabou…

Você tem que ficar aqui dentro, com os militares e médicos, vamos tratar esse lugar”

-Ele saiu e eu quase chorei… durante 4 dias eu desenvolvia vacinas e ajudava no tratamento das pessoas, porém… sempre usava uma máscara… pois estava muito desfigurado e queimado… recebi ajuda mas fiquei com sequelas…

Um ano se passou, a quarentena não acabou… Mais de 300 infectados foram mortos, outros 278 desmaiaram com minha vacina lançada nos dutos de ar, e apenas 34 deles morreram antes de serem curados…

E hoje… um ano e 3 meses depois do pânico de Madrid… aqui está você… com um traje de proteção, e um caderno plastificado na mão…

Então te pergunto Dra…

Depois disso… Tem como não ter ficado louco e deprimido?

-Dr… O motivo de eu ter entrado aqui foi pra escutar seu lado… e te ajudar… tenho mais um minuto aqui dentro só é queria deixar uma pergunta para você refletir… Valeu a pena inventar o vírus-J?

-Dra… Sem o vírus-J… A ameaça biológica seria considerada algo não muito preocupante para a Espanha… Então… Sim!

-Juan… Logo você estará livre!

-Dra, está na hora… -Avisa um dos militares

Dra Nathasy sai da sala e Juan pensa…

-Não Dra… Eu não vou sair daqui… pois agora… Eu não sou mais humano!


Notas Finais


E até hoje, esse hospital está em quarentena...

Bons pesadelos!!!


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