História Relatos de uma depressão - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Depressão, Diário, Drama
Exibições 8
Palavras 1.101
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Poesias, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - 11 e 12 de setembro de 2016


11 de setembro de 2016

 


Querido amigo, as coisas permanecem ótimas. Choveu o dia inteiro, o que foi ótimo, pois amo chuva e é um bom clima para ficar em casa. Como pode ver, hoje é 11 de setembro, aniversário do atentado terrorista as torres gêmeas nos Estados Unidos. As pessoas daqui tratam esse episódio como a maior tragédia da humanidade, mas não foi. Hiroshima, por exemplo, foi muito pior.
Hoje eu acordei às 9:30 e, como de costume, me ajeitei na cama e fui mexer no tablet. Havia mais notificações no instagram e no Facebook. Abri primeiro o instagram, curti algumas fotos e depois abri o Facebook. Mais gente comentou na minha foto, então respondi cada um e pouco tempo depois Cameron curtiu minha publicação sobre não saber reagir a elogios, respondeu um comentário de Peter e depois comentou: "Ah mas vc fica toda fofa quando não sabe responder ao elogio dá vontade de apertar". Novamente, fiquei bem feliz, mas não sabia responder, então saí do Facebook, levantei, tomei meu café da manhã, meus remédios e voltei para o quarto. 
Passei mais de uma hora escrevendo, escutei música, conversei com um garoto chamado Alexey, Alice e Felícia. Depois fechei todas as portas e janelas, liguei o ventilador, entrei debaixo do meu edredom rosa e fui responder o comentário de Cameron, mas assim como ontem, não achei bom o suficiente. Eu nunca sei agradecer direito. 
Fiquei mexendo no tablet até a hora de almoçar, comi só arroz com feijão, depois fiquei conversando com Sam e Alice. Alice está namorando com um garoto chamado Larry, e apesar de estar feliz por ela, também estou preocupada. Ela ainda não estava se sentindo pronta para isso, mas aceitou o pedido de namoro por ele ser fofo e pelo medo de ele desistir caso dissesse que ainda não estava pronta.
No final da tarde, entrei na netflix pela conta de Sam, peguei o brigadeiro que eu fiz ontem e comecei a segunda temporada de American Horror Story. Tive um pouco de dificuldade para sair do episódio que Sam tinha parado e ir para a segunda temporada, mas ele me ajudou.
Mais tarde, minha mãe foi falar comigo sobre meu padrasto estar sendo idiota com ela e babão comigo e que isso era uma forma de prendê-la. Respondi que não se sentisse presa a ele por isso, pois não ligo para os agrados de Bob. Ela também me entregou meu chapéu coco preto, que a minha avó veio deixar e eu fui fazer pipoca antes de assistir ao último episódio de hoje(7).
Assim que comecei a fazer pipoca, perguntei ao meu padrasto se ele iria querer também e o mesmo negou, então fiz só para mim. Quando estava colocando o sal na pipoca, Bob veio e estendeu um pote roxo. Dei um olhar mortal a ele, mas dei dois punhados. Ele balançou o pote, como quem quer mais e eu reclamei:
Eu: Eu perguntei se você queria e você disse que não! Porquê tu não me avisou que queria quando eu tava fazendo?!
Bob: Porque do seu sempre é mais gostoso. 
Dei à ele mais um punhado.
Bob: Acho que ainda cabe um quarto punhado...
Juro que olhei para ele com cara de quem queria esganá-lo. Dei(joguei) outro punhado.
Bob: Obrigado, eu sei que foi de muita boa vontade. - Disse ele, rindo da minha cara.
Saí sem responder nada e voltei a assistir American Horror Story. Eu odeio quando pegam da minha comida depois de terem negado quando eu estava fazendo. Quando o episódio acabou, desliguei o computador, escovei os dentes, lavei a louça que sujei e fui para o quarto. Nenhuma alteração hoje. 
Até a próxima carta. 
Agradecidamente, 
Victoria Parks. 

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12 de setembro de 2016

 


Querido amigo, as coisas já estão voltando ao normal e isso não é bom. O meu normal é péssimo. A pior parte é que não aconteceu nada de ruim para isto acontecer, minha mente simplesmente resolveu voltar às suas atividades diárias de sofrer por antecipação. 
Hoje eu acordei com a minha mãe desligando o ventilador, tomei banho, me arrumei, tomei meu café da manhã, meus remédios e fui para a escola. Passei boa parte das aulas com um pouco de sono, mas conversei com Felícia, fiz massagem nela, copiei as anotações perdidas de sexta, as anotações do dia, fiz um trabalho em grupo sobre Crise de energia. Ah! Recebi também meu boletim e não tenho nenhuma matéria pendente da série anterior, o que significa que vou poder maratonar na netflix! Nenhuma alteração de manhã. 
Cheguei em casa cansada, então joguei minha mochila na cama, fechei as portas e janelas, liguei o ventilador e fiquei mexendo no tablet até as 14:00, quando já estava com tanto sono que adormeci. Acordei com a minha mãe abrindo a porta do quarto para eu almoçar, mas reclamei e voltei a dormir. Quando estava conseguindo pegar no sono de novo, meu padrasto abriu a porta do quarto, me chamando para almoçar, eu reclamei e ele continuou me chamando, reclamei de novo e ele saiu. Acontece que não consegui voltar a dormir, então saí do quarto puta da vida e fui fazer meu prato.
Levei meu prato para comer sozinha na sala da frente, pois estava irritada para dividir o mesmo cômodo que meu padrasto, peguei uma folha do meu bloco de desenhos, meu estojo de lápis de cor e escrevi em letras grandes:
*ESTOU DORMINDO*
Caso queiram me acordar:
1- Eu tenho algum compromisso?
R: Se a resposta for negativa, me deixe dormir.
2- É para fazer algo que eu posso fazer quando acordar?
R: Se a resposta for positiva, me deixe dormir.
OBS: Se mesmo assim quiserem me acordar, estarão sujeitos a verem minha melhor cara de Miss Simpatia por tempo indeterminado. 
Depois levei meu prato para a pia, peguei um pacote de oreo, fui para a sala e abri a netflix. Terminei a segunda temporada por volta das 20:30 e comecei a conversar com Sam. Acabamos parando na minha mãe e ele também acha que ela merece alguém melhor do que Bob.
Falar sobre isso me deixou mal, pois eu não aguento mais meu padrasto, eu sinto falta de quando era só a gente no apartamento, de ela brincando comigo com as minhas bonecas, da gente competindo quem cuidava melhor da hortinha, de quando dava o primeiro dia do mês e ela me deixava escolher qualquer lugar na cidade para ir. Percebi que estou voltando ao meu estado de torpor/tristeza e a ideia de morrer voltou a ser atraente para mim. Nenhuma alteração hoje. 
Até a próxima carta. 
Agradecidamente, 
Victoria Parks. 
 



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