História Relatos de uma depressão - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Depressão, Diário, Drama
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Palavras 874
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Poesias, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - 6 de setembro de 2016



Querido amigo, hoje foi um dia bom e ruim, mas posso lhe afirmar que a maior parte dele não foi agradável. Acordei às 6:00, mas estava morrendo de sono, então desliguei o alarme e simplesmente voltei a dormir. Acordei novamente com a minha mãe batendo na porta do quarto dizendo que já eram 7:00.
Assim que levantei, tomei banho, me vesti, tomei café da manhã, tomei uma cápsula de Daforin e fui para a escola. Consegui chegar a tempo para assistir a segunda aula, a qual eu passei bocejando de sono, e na terceira descemos para o pátio para uma homenagem aos alunos mortos por um homem que chegou lá atirando há 2 anos, seguido pelo hino dos Estados Unidos. Quem cantou foi uma amiga minha, mas não ao estilo tradicional. O professor de teatro tocava teclado e outra amiga estava "cantando" o hino em linguagem de sinais. Sylvia, que estava cantando, tem uma voz muito linda, é talentosa de verdade. 
Depois ganhamos tempo livre ao invés de termos que voltar para a sala de aula e assistir aula de história. Voltamos para a aula às 10:00, assistimos aula de química e, como o assunto é orgânica, pude me dar ao luxo de me distrair, pois já vi no ano passado e é fácil. Ao final, fiz uma pergunta ao professor acerca da diferença entre cadeias cíclicas e alicíclicas, já que ele fez anotações no quadro sobre classificação de cadeias, mas não colocou alicíclicas e eu nunca entendi muito bem essa parte. Pude perceber que ele ficou feliz que alguém tivesse ido até ele tirar dúvida ao invés de conversar, então fiquei satisfeita.
No final da aula, tirei a blusa da farda, ficando com a regata preta que estava por baixo, e fui para o teatro. Fiquei deitada por um tempo em uma das fileiras das arquibancadas enquanto a professora passava no palco os movimentos para a abertura do campeonato, até que me toquei que se não fizesse nada, ia ficar sem nota. Acabei por ficar responsável de segurar uma das pontas de um dos elásticos que vão ser utilizados na apresentação. 
Quando deu o horário da última aula, fomos para a sala de dança fazer os movimentos lá. Fiquei no meu quarto a maior parte do tempo, vendo os envolvidos repetirem a mesma cena várias vezes ao som de uma música. Eu já havia ouvido ela antes e gostei do ritmo dela, mas ela me deixou pertubada, com uma sensação ruim, como se tivesse ouvido-a em um momento triste da minha vida. De qualquer forma, procurei saber o nome, que é Sail, e já baixei no celular. Algo particularmente curioso é que eu não consigo parar de ouvir músicas que me deixem pertubada ou voltar para situações que me deixem pertubada. Talvez sofrer já tenha se tornado um vício, e não falo isso brincando. Sem alterações de manhã. 
Depois de chegar em casa, almocei, peguei um pedaço da barra de chocolate meio amargo que minha mãe comprou, comecei a arrumar meu quarto, já que havia uma possibilidade de o meu irmão vir dormir com a namorada, me arrumei e fui ao psicólogo. Como saímos de casa mais tarde do que de costume, acabei chegando um pouco atrasada.
Apesar de Dr.Garret ter me pedido, na semana passada para trazer minha mãe hoje, ele não questionou a ausência dela e seguimos o velho script, o que me incomoda. As sessões estão se tornando monótonas. Contei a ele sobre ontem e o mesmo me pediu para dar um tempo em Why'd you only call me when you're high, mas não sei se vou fazer isso. Eu gosto demais dessa música. 
Ao sair de sua sala, meu padrasto ainda não tinha chegado, então sentei e fiquei lendo As vantagens de ser invisível, que trouxe escondido na minha mochila, pois sempre que levo algum livro comigo para o psicólogo, ele me enche de perguntas sobre a história, se eu percebo alguma semelhança entre mim e algum personagem, pede para dar uma olhada, etc. Eu não queria explicar o livri, perder meu tempo de consulta ou dizer porquê estou lendo-o de novo pela segunda vez no mês. Eu só queria ler meu livro em paz. Nenhuma alteração a tarde. 
Quando cheguei em casa, abri um pacote de biscoito recheado, postei uma foto no instagram, conversei com a minha mãe sobre meu padrasto enquanto arrumávamos os quartos ao som de clássicos dos anos 80 e me animei um pouquinho com Girls just want to have fun, de Cyndi Lauper. Ah! Esqueci de dizer que no final da aula de teatro, colocaram I follow rivers para tocar e todas as minhas amigas bissexuais e eu dançamos e cantamos.
Depois que terminamos de arrumar os qusrtos, meu padrasto chegou da UTI trazendo más notícias. Sua mãe contraiu outra superbactéria. Ficar na UTI está fazendo mais mal do que bem a ela. Passado algum tempo, meu irmão chegou, mas estou tão cansada que acho que vou dormir logo. Nenhuma alteração hoje. 
Até a próxima carta. 
Agradecidamente, 
Victoria Parks. 
P.S: Minha mãe quer entrar com uma ação de alimentos contra o meu pai e isso me deixa bastante incomodada. Tenho medo de ele me tratar de um modo diferente depois que receber a intimação. 



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