História Relove - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren
Exibições 44
Palavras 1.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ MANOS E MANAS!
Tudo bom? Espero que sim.
Venho me desculpando pela demora desde já, mas tô em um período complicado, entrando férias agora espero conseguir dar continuidade a história!
AHHH, e obrigado pelos comentários, é muito importante para continuação da fanfic!

Aproveite essa att Breve, e logo mais estou de volta.

Capítulo 10 - Capítulo 10


- Lauren.- involuntariamente meus lábios pronunciaram é um arrepio terrível percorreu toda a extensão de meu corpo, clara, que viajava o olhar pelas ruas, contanto os carros, e observando o dia lá fora, virou-se automaticamente para mim.

- o que foi, mama?

- eu não estou, me sentindo muito bem...- disse sentindo tudo a minha volta ficar desconexo, como se tudo perdesse o sentido.

Meu coração batia desesperado, e minha respiração acompanhava o ritmo descompassado.

- O que está havendo, senhora?- o motorista perguntou, é uma vontade absurda de chorar me invadiu por completo. Algo estava acontecendo.

No mesmo instante, meu celular começou a vibrar na bolsa, e o visor marcava o número de Dinah, eu me sentia angustiada, mas não demorei a atender.

- onde você está?- sua voz parecia aflita, e era mais do que óbvio que a situação não era boa, e no fundo eu já sabia.

- estou indo para casa... o que houve, dinah? 

- clara está com você? 

- o que está havendo Dinah?- meu coração parecia querer sair pela boca, e o ar faltava nos meus pulmões.

- se acalme! Por favor, me escuta com atenção Camila, Me ligaram dizendo que alguma coisa aconteceu com a Lauren, e eu preciso que você deixe a Clara com a sua mãe e me encontre em frente o prédio dela.

- Camila?!- a voz de Dinah parecia cada vez estar mais longe. 

Tudo começava a rodar, ao meu redor, como se uma parte de mim, talvez a mais importante tivesse sendo sugada a força, e apagada, juntamente de minha visão, até que tudo a minha volta era um breu, assim como meus sentimentos sobre o que possivelmente teria acontecido a minha morena.

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Narrador Pov~ 

Luzes vermelhas e azuis, refletiam na faixada do grande prédio de luxo, o dia ensolarado parecia ironizar os acontecimentos de minutos atras.

A rua estava interditada, e a polícia aguardava a chegada da ambulância, apenas uma pequena multidão de curiosos cercava o local, como se nunca tivessem visto um acidente de trânsito na vida.

Parecia que era algo inédito, e talvez fosse, mas não para as pessoas que observavam o grito dos policiais para que abrissem caminho para as ambulâncias que se aproximavam cada vez mais soando suas altas sirenes, e sim para Lauren e Camila, que como numa noite de despedidas fizeram amor do jeito mais profundo que puderam.

Dois caras altos e magros, que gritavam para outros rapazes verificarem o resto do carro que havia atropelado Lauren, e prestar socorros para o único senhor que lá dentro estava, felizmente ele estava bem, e aparentemente naquela manhã o destino havia reservado para ele algo melhor do que para a morena estirada no chão.

No rosto alguns arranhões visíveis, mas o que preocupava os paramédicos não era isso, e sim o choque do parachoque do carro em direção as vértebras das costas da branquela.

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Camila's pov~

Eu ouvia pequenos murmúrios, depois de um longo silêncio e escuridão, como se me trouxessem cada vez mais para realidade, aquela que eu talvez não quisesse fazer parte.

Abri meus olhos lentamente, fitando um teto branco, mesmo com as vistas embaçadas, e os extintos sensoriais abalados, o cheiro daquele ambiente não me enganava, sim, era um hospital.

Me levantei em um solavanco, sentando na maca, e chamando atenção de minha amiga que estava sentada em uma poltrona no lado oposto da sala.

- Mila! Você acordou...- ela correu em minha direção, seus olhos estavam inchados, e vermelhos. 

Tomou meu corpo em um abraço carinhoso, me trazendo um pouco de conforto depois de acordar em um lugar tão desagradável.
 
Nos afastamos, e meu cérebro começava a trabalhar novamente.

- Cadê ela?

Os lábios de Dinah se franziram em um bico, quase como um bebê, e era visível que segurava para não deixar seus prantos rolarem, meu estômago revirou na mesma hora, é um no se formou em minha garganta. 

- ela sofreu um acidente, Mila. Foi atropelada na frente de casa.

- Eu preciso vê-la.- disse me levantando da maca, mas Dinah me impediu.

- se acalme, pro favor. Ainda não podemos, ela está passando por uma cirurgia complicada na coluna, parece que uma parte do carro atingiu as vértebras. E além do mais você desmaiou, está em observação no pronto socorro, eu estou aqui contigo.

Eu olhei no fundo dos olhos dela, e derramei finalmente as lágrimas presas, não sei se chorei de alegria e alívio, por saber que ela ainda estava viva, ou por que minha mulher corria o risco de ficar paraplégica, na pior das hipóteses.

Dinah me acolheu, em um abraço de urso, e apesar de uma confusão de perguntas se passarem pelo meu cérebro, as palavras não saiam da minha boca. 


Respirei fundo depois de me recuperar, e me afastei de seu corpo, olhando para ela novamente.

- E a clara?!- franzino senho em preocupação. 

- Ela está com a sua mãe. Assim que soube do acidente telefonei a ela, e peguei você no táxi, devem estar em casa agora, mas aposto que ficariam muito tranquilas caso você ligasse dizendo que acordou. 

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Três horas depois de ficar em observação na emergência, ainda sem nenhuma notícia da Lauren, o médico me deu alta, doutor Flávio foi bastante compreensivo, e disse que foi apenas uma queda de pressão, por impacto da notícia, mas nada demais, e também prometeu me encaminhar para a cirurgiã médica que cuidaria de Lauren assim que pudesse.

Eu havia ligado para minha mãe, e ela parecia tão abalada quanto eu, mas disse que sem problemas poderia cuidar de Clara o quanto tempo fosse possível, a pequena nos questionou algumas vezes sobre sua mãe, mas
Dissemos apenas que ela estava no medico.

Eu estava aflita, apesar de ter a companhia de Dinah ao meu lado, eu me mantinha quieta dialogando mil e uma hipóteses na minha cabeça.

Pensei desde as palavras de Lauren enquanto fazíamos amor, até o jeito estranho que me fazia sentir hoje de manhã como se eu não quisesse deixá-la, e infelizmente agora eu sofria o risco de nunca mais vê-la.

Eu não pode deixar de sofrer em silêncio me martirizando por todas as noites que dormimos brigadas, por todas as vezes que a fiz chorar, por todas oportunidades que nao disse que a amava, sendo que eu a amava mais do que qualquer briga, desentendimento, ou stress. 

Merda, eu a amava tanto, que a dor vinha enraizada de minha alma, doendo até meu corpo físico, com a hipótese de perdê-la.

Se eu a perdesse, eu me perderia, é perderia a vida.

Naquele momento tudo fez sentido para mim, quando eu fiquei brava com Deus, por que por mais que eu quisesse que ele a tirasse da minha vida, ele sempre tinha planos e de um jeito ou de outro ela estava lá, me provando que existia amor, em cada gesto, cada vontade.

Ela faça sentido a minha vida, metaforizava meus melhores dias em conversas no parque, um jantar em família, e uma noite de amor, por tudo que era mais sagrado, Lauren me fez crescer, evoluir, e se eu a perdesse retrocederia séculos.

Só de pensar na hipótese, de ter que criar clara sem Lauren, me doía, das unhas dos pés aos fios de cabelo.

Tudo em mim se afligia, com medo de que eu não pudesse dizer nunca mais a ela tudo isso, que um dia não disse, mas que sempre senti.

A cadeira já parecia desconfortável, na pequena televisão presa no suporte da parede, passava um noticiário, o chão de porcelanato frio ecoava os passos das pessoas, e as paredes brancas traziam aquela falsa sensação de calmaria.

Eu odiava hospitais.
Eu odiava esperar respostas, eu odiava o fato de que minha esposa, a pessoa mais importante da minha vida, juntamente de minha filha e minha mãe, corria perigo de morte, e eu não podia fazer absolutamente nada, além de orar.

Talvez ela sentisse dor, talvez ela sentisse frio, e talvez ela não sentisse mais nada por que estivesse morrendo, qualquer uma das ideias me assustava.

-Dinah.- soltei, finalmente chorando, depois de horas quietas naquela cadeira dura vendo as pessoas passarem pela sala de espera, apenas pensando.

- ela segurou minha mão, e não me impediu que continuasse.

- ela...- soluçava entre as palavras, chorando feito um bebê, frágil.- me disse ontem, enquanto fazíamos amor para que prometesse que a amasse mesmo que não estivesse aqui. - respirei recuperando o ar, e limpando os olhos.

- ela sabia, Dinah. Eu sabia. Eu não queria deixá-la. Eu não queria ter brigando com ela todas as vezes que eu briguei, e só de pensar que se ela não tivesse insistido para voltarmos a nos falar depois da reunião do divórcio, isso teria acontecido assim... meu coração dói.- levei minha mão ao peito.

- Mas não terminou assim, ela vai ficar bem. Isso é Deus, o destino, as forças do universo, ou seja lá o que você acredita querendo te ensinar alguma coisa. 

Talvez Dinah tivesse a razão, mas eu ainda me sentia péssima.

- Camila, você já parou para pensar todos os perrengues que vocês passaram? Você acha que vai terminar assim?- neguei com a cabeça.

- Você sabe que não! Mas vocês estavam cegas! Cegas pelo cansaço, pelo excesso de trabalho, de responsabilidades, que acabaram se esquecendo o motivo de terem começado uma vida juntas... - Dinah sorria enquanto falava, e minhas bochechas queimavam.

- esqueceram do amor. O ingrediente mais importante de um casamento, o elemento que uniu vocês... 

Ela tinha razão, cada palavra sua me consolava.

- Mas não ache que vai ser fácil, por que vocês machucaram muito uma a outra, e passar por essa fase, talvez seja a maior superação de vocês para um final feliz para sempre. - ela fez uma pausa e me olhou cabisbaixa.- e você sabe que eu nunca fui de acreditar nessa palhaçada.- eu ri entre lagrimas.

- mas talvez só não exista a Lauren da minha Camila, e isso não significa que com vocês sejam o mesmo. Pra mim já tá bem claro  que não é.- ela respira fundo.

- Vocês se encontrariam no meio de uma multidão. Eu li uma vez- ela faz uma pausa e ri- sim, eu já li coisas de romance- que o amor aguça a sensitividade, e só acontece com a pessoa Certa, e claramente você e Lauren tem esses sentimentos uma pela outra, como se a raiz da alma das duas fosse apenas uma.- Dinah ri sem humor, e eu me impressiono pela sinceridade nunca dita antes nas palavras da amiga. 

- Vocês ainda vão se mudar para florida, como Lauren sempre quis, e me dar mais um sobrinho, ou sobrinha lindos...

Aquilo me fez sorrir, por um instante, a esperança se ascendia em meu coração.

A angústia e ansiedade ainda me atingiam, pela vontade de ter notícias, mas assim como havia prometido a Lauren, eu a amaria mesmo que ela não pudesse estar lá. 



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