História Remember - Markson - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Jackson, Jark, Mark, Markson
Exibições 321
Palavras 3.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Essa fanfic foi criada por mim numa versão Ziam, achei interessante adaptar ela para Markson. Espero que gostem :)

P.S: Vai dizer que eles moram em Londres, mas é só ler o capítulo inteiro que será explicado.

Capítulo 1 - I'm here not matter what happens


Duas semanas.

Era o tempo que fazia que Mark havia acordado depois de ficar quase um mês em coma, por conta de um estupido acidente de carro. Ele não se lembrava nem de qual era seu nome ou seu filme favorito. Somente duas coisas, dois nomes vagavam por sua cabeça. Jackson e Annie.

Mark achava essa situação mais do que frustrante, os médicos diziam que ele poderia ter sua memória de volta em flashbacks, ou simplesmente nunca mais tê-la de volta. E a última opção não soava muito animadora.

Ouviu batidas na porta e disse um "Pode entrar" sonolentamente, dádiva do hospital, quem nunca teve sono e tédio num hospital que atire a primeira pedra. A porta foi aberta e um loiro entrou, Mark percebeu na hora que seus cabelos eram tingidos, mesmo não sabendo como. O mesmo que veio ontem, antes de ontem e todos os dias antes disso, desde que acordei do coma, Mark pensou.

Ele ao menos sabia seu nome, porque o loiro recusava-se de contá-lo até que Mark contasse as duas coisas de que se lembrava a ele, o que era uma grande injustiça já que o loiro misterioso, como Mark o chamava, sabia seu nome.

— Bom dia, Mark. — Ele estava com um sorriso no rosto, o que animava Mark. — Como você está?

— Perdido, mas bem. — Mark disse fitando os olhos do loiro. Ele, de algum modo, sabia que havia tido algum tipo de relação com o homem que estava ao seu lado, só não conseguia descobrir qual era.

Éramos amigos? Primos? Namorados? Era o que Mark se perguntava sempre que o via, mas não conseguia chegar a nenhuma resposta.

— E você, como está? — Mark perguntou a ele.

— É difícil explicar, mas eu quero te levar a um lugar. — Ele disse fitando Mark.

— Você não vai me sequestrar, né?

— Não, fique tranquilo.

— Mas e os médicos não vão reclamar?

— Já falei com eles, venha. — O loiro disse e Mark levantou-se. Foi para o banheiro, tirou o avental do hospital e colocou uma calça jeans clara e uma blusa polo vermelha. Era de se admirar a confiança que Mark tinha num homem que nem sabia o nome. Ajeitou o cabelo e saiu do banheiro.

— Ficou bonito, vamos. — O loiro saiu e Mark foi atrás dele.

Andaram lado a lado até o elevador. Mark o viu apertar o botão do último andar e desviou o olhar para o espelho que havia ali. Havia algumas marcas de agulha nos braços, tirando isso ele parecia uma pessoa completamente saudável.

Começou a tocar uma música animada e Mark ouviu o loiro começar a rir, Mark queria realmente entender aquilo.

— O que está tocando? — Perguntou curioso e o loiro desviou seu olhar a ele.

— Got7, Mark. — Disse numa naturalidade esplêndida e Mark soltou um muxoxo de frustração. — Você vai redescobrir o mundo, não se preocupe.

A música terminou e o elevador abriu. O loiro chamou Mark e os dois saíram. Foram até uma escada e subiram-na. Estavam na cobertura do prédio.

— Não é muita gente que tem acesso aqui, mas abriram uma exceção. — O loiro disse sorrindo. — Venha. — Pegou a mão de Mark e os dois foram até a borda e sentaram-se na mureta.

— É bonito aqui. — Mark disse observando a cidade.

— Eu sei, sempre gostei de vir para lugares altos observar a cidade. Londres fica linda de qualquer ângulo.

— Londres?

— É, Londres, na Inglaterra. Reino Unido.

— Uau.

— Como eu ia dizendo, você sempre brigava comigo quando eu ia até o último andar dos prédios ou da escola e ficava ali sentado, olhando para o nada. Dizia que era cômico eu ter medo de água, por não saber nadar e não ter medo nenhum de altura. — Ele terminou de dizer e Mark ficou em silêncio.

— Você não vai mesmo me dizer seu nome? — Mark disse desviando o olhar da cidade para o homem ao seu lado.

— Só quando você me disser as duas coisas de que você se lembra. — O loiro disse e Mark suspirou.

— Você venceu. Eu me lembro de dois nomes. — Mark disse voltando a olhar a cidade. A grande roda gigante, Big Ben, chamou-lhe a atenção.

— Que nomes? — Insistiu o loiro.

— Annie e Jackson. — Confessou Mark. — E, isso é frustrante porque eu ao menos sei quem eles são.

O loiro colocou a mão no bolso e retirou de lá uma caixinha vermelha. A abriu e lá dentro havia uma aliança igual a que estava no dedo anelar de sua mão esquerda.

— Isto é seu. — Tirou o anel da caixinha e colocou na palma da mão de Mark. — Volte a usá-lo quando quiser e se você quiser. — Havia um tom de decepção na voz do loiro e Mark percebeu isso. — E o meu nome é Jackson.

Jackson era ele. Qual era a importância dele a ponto de ter se lembrado de apenas de seu nome e de outro? Mark não tinha a menor ideia. Analisou a aliança e viu que estava escrito Jackson Wang no interior dela.

— Nós... — Mark pigarreou. —"Nós éramos casados?

— Somos, nós somos, Mark — Jackson  disse e Mark percebeu que agora entendia o porquê do loiro estar sempre ali, sempre o apoiando. Ele o amava.

— Me desculpe, eu... Eu não sabia.

— Não há problema, Mark, eu entendo.

— Por que você não me deixou aqui? Sabe, com tudo isso acontecendo... - Jackson o interrompeu.

— Na saúde e na doença, até que a morte nos separe, Mark. — Mark calou-se. —  É melhor a gente voltar. — Jackson disse levantando e ajudando Mark a levantar-se.

Jackson levou Mark para o seu quarto no hospital, despediu-se dele e foi embora. Deixando Mark confuso e com uma aliança. Decidiu colocá-la no mesmo dedo que Jackson havia a semelhante. Uma enfermeira veio lhe trazer o jantar, ele comeu e a enfermeira levou o prato e a bandeja embora.

Mark estava entediado. Pegou o controle e ligou a televisão, passava o filme Transformers. Ficou o assistindo até pegar no sono.

No outro dia, Mark acordou sentindo a presença de mais alguém ali no quarto.

— Ah, me desculpe. Não queria acordá-lo. — Disse a enfermeira.

— Não tem problema.

— Já que acordou, vou chamar o médico. Com licença. — Ela disse e saiu.

Mark levantou-se e foi para o banheiro. Fez suas necessidades e voltou para o quarto, viu que a enfermeira havia deixado seu café da manhã ali e o comeu rapidamente. Quando terminou, o médico entrou no quarto.

— Olá, Mark! — O médico disse animado.

— Oi, doutor.

— Como se sente?

— Bem.

— Ok. Vou fazer uma pequena avaliação nos seus exames. — Disse o médico abrindo a pasta. Olhou cada exame com atenção e suspirou. — Está tudo normal, coordenação motora, todos os órgãos, membros e até a fratura em sua cabeça. Lembrou-se de alguma coisa?

— Não, doutor. Não me lembrei de absolutamente nada.

— Nenhum flashback ou sonho?

— Nenhum, nada.

— Bem, em casos de perda de memória pode ser que demore ou não, mas, como eu havia dito da última vez, tem a opção de você nunca mais ter suas memórias de volta.

— Eu entendo. Mas eu tenho uma duvida.

— Pode falar, Mark.

— Se eu perdi a memória, como eu consigo andar, comer, ler e falar normalmente? Não seria normal eu ter... Esquecido tudo?

— Em alguns casos, Mark, isso acontece. Você só perdeu memórias vividas e algumas coisas que você lembrava, como letras de músicas e nomes de amigos e família. É como se você tivesse feito uma lavagem cerebral, apagado todos os momentos, mas, numa lavagem cerebral, seriam inseridos outros momentos e, no seu caso, você perdeu tudo completamente. Consegue entender?

— Acho que sim.

— Como seus exames deram que está tudo o.k., vou pedir para a psicóloga do hospital vir até aqui e pedir para as meninas da secretaria providenciarem sua alta. Ok?

— Ok. — Mark assentiu e o médico saiu do quarto.

Mark suspirou e fitou a parede a sua frente. Alguns minutos depois, alguém bateu na porta e Jackson disse para entrar.

Em casa, Jackson havia acabado de levar Annie para escola. A garotinha ainda estava abalada pelo fato de seu pai estar no hospital e ela não poder vê-lo, mas, Jackson tenta ser forte, para lidar com isso de cabeça erguida. De um dia para o outro, ele teve que virar a base de tudo, lugar que era ocupado por Mark e ele e, sem Mark ali, ficava tudo mais difícil.

Quando recebeu a notícia que Mark não se lembrava de nada, o mundo de Jackson desabou. Ele ficou trancado por dois dias no quarto e não saía para absolutamente nada, Bambam foi quem abriu seus olhos, dizendo que não só Mark precisava de seu apoio, mas também a sua pequena filha de dois anos. Ela já estava sofrendo sem um dois pais por perto, não poderia ficar sem o outro. Desde aquele dia, Jackson estava dando o seu melhor para ajudar Annie, Mark e a si próprio, ele apenas desmoronava, quando a menina perguntava pelo pai.

Jackson suspirou e colocou uma jaqueta de couro, olhou-se no espelho e viu que, mesmo com vinte e sete anos, continuava com a mesma feição de quando tinha dezessete. Iria passar a tarde no hospital, junto a Mark. Terminou de se ajeitar e foi até a garagem, desativou o alarme e adentrou o carro, girou a chave e arrancou com o carro. Quando chegou a avenida, ligou o rádio e tocava uma música de seu grupo musical. Como ele sentia falta de subir aos palcos, cantar para multidões, suas fãs, ouvi-las gritando seu nome e ver a emoção delas ao menor gesto que fazia a elas. Sempre gostou do que fazia, mas sem Mark era impossível continuar.

Chegou ao hospital e, como sempre havia alguns paparazzi, essa era a parte mais irritante de ser um cantor. Jackson pegou os óculos escuros no porta-luvas e o colocou no rosto. Saiu do carro e automaticamente todos os paparazzi ali se viraram para ele.

Andou em direção ao hospital e os paparazzi começaram a fazer perguntas.

— Como está o Mark? Ele já acordou?

— Mark já acordou faz um tempo e ele está bem. — Jackson respondeu naturalmente.

— Já tem alguma previsão para ele deixar o hospital?

— Não sei, os médicos dizem que ele reagiu bem e está sem sequelas do acidente, provavelmente em alguns dias ele saí.

— Esses boatos que saíram sobre ele ter perdido a memória, Jackson, são verdade?

— Eu prefiro não falar sobre isso, agora se vocês me derem licença. — Jackson disse e continuou a andar até o hospital, ignorando quaisquer perguntas que os paparazzi faziam.

Foi até a recepção e pediu para ver Mark, a recepcionista entregou o crachá de acompanhante e Jackson foi até o quarto de Mark. Bateu na porta e ouviu a voz grave de Mark dizendo que ele poderia entrar. Colocou a mão na maçaneta e girou-a, abrindo a porta.

Os olhos de Mark encontraram-se ao de Jackson, e o loiro adentrou o quarto. Foi Mark e viu que ele estava usando a aliança de casamento.

— Oi, Mark.

— Oi, Jackson. — Poderiam dizer que era mentira, mas Jackson sentia falta de ouvir seu nome saindo da boca de Mark.

— Alguma novidade? — O moreno perguntou.

— O médico me deu alta, falta só eu assiná-la, mas eu estava esperando você chegar.

— Como sabia que eu viria?

— Você sempre vem, sempre está aqui e... Achei que não seria diferente hoje.

— Você sempre teve uma boa intuição. — Jackson disse fitando a parede. — Vai assinar a alta?

— Claro. Pega ali para mim? — Mark disse apontando para os papéis em cima do sofá. Jackson os pegou e entregou a Mark, que os assinou. — Você... Vai me levar para casa?

— Vou, apenas se quiser.

— Eu quero. — Mark disse e Jackson sorriu. Mark levantou-se e foi para o banheiro mudar de roupa, retirou a roupa de hospital e colocou uma calça jeans skinny preta, uma camiseta regata branca e uma blusa xadrez vermelha, preta e branca, nos pés colocou um all star branco. Saiu do banheiro com a mochila na mão e Jackson a pegou.

— A recepcionista veio buscar os papéis e eu entreguei.

— Ok.

— Vamos? Já liguei para Paul e ele e os outros seguranças já estão lá fora. — Jackson disse colocando a mochila nas costas e Mark assentiu. — Tome, seus olhos irão sofrer sem eles. — Tirou o ray-ban do rosto e o entregou para Mark.

— Mas e você? — Perguntou preocupado com Jackson.

-— Não se preocupe, já estou acostumado. — Jackson disse com um meio sorriso nos lábios e Mark colocou os óculos.

Mark teve uma imensa vontade de pegar na mão de Jackson que pairava ao lado da sua. Timidamente pegou-a, Jackson olhou para as mãos juntas e sorriu para Mark, pegando em sua mão.

Os dois saíram do hospital e automaticamente todos os paparazzi pararam de fazer burburinho e voltaram-se para os dois que saíam do hospital, vários flashes e perguntas vieram e Mark entendia, agora, o porquê de Jackson ter lhe entregado os óculos escuros.

— Apenas ignore. — Jackson sussurou no ouvido de Mark e os dois caminharam até o carro de Jackson.

— É normal, sempre que alguém saí do hospital, ficar rodeado de paparazzi? — Mark perguntou quando os dois já estavam dentro do carro.

— Não, Mark, não todo mundo, apenas algumas pessoas.

— Que tipo de algumas pessoas?

— Pessoas famosas ou seus parentes.

— E nós nos encaixamos em alguma dessas?

— Na primeira, nós fazemos parte de um grupo musical.

— Um grupo musical? Uau.

— Isso aí, guarde suas perguntas por que senão Jaebum, Bambam, Youngjae, Yugyeom, e Jinyoung me matam.

— Jaebum, Bambam, Youngjae, Yugyeom e Jinyoung? — Mark perguntou confuso.

— Às vezes eu esqueço que você não se lembra de nada. — Jackson disse e suspirou. — São os outros cinco membros do grupo, Mark.

Por mais que Jackson visse que ele era o mesmo Mark, o mesmo garoto por quem ele havia se apaixonado na adolescência, sabia que algo havia mudado e precisava conviver com isso.

Mark, nesse momento, queria virar uma minhoca, para entrar na terra e nunca mais sair. Sabia que Jackson estava lidando com sua amnésia do melhor jeito possível, mas deveria ser horrível ver a pessoa que você ama sem lembrar-se ao menos como ficaram juntos ou qual é a sua cor favorita. Mark ficava com isso na cabeça e não conseguia nem adivinhar.

Jackson ligou o rádio e tocava uma música qualquer do Flo Rida. Ele e Mark não falaram mais, o que era uma coisa normal antes do acidente, ficavam em silêncio, apenas ouvindo a respiração um do outro e conseguiam se entender completamente, eram mais ligados do que qualquer outra coisa, mas agora não, o silêncio era doloroso, Jackson não conseguia decifrar o que Mark pensava e Mark não conseguia saber o porquê daquilo ter acontecido consigo, ele havia sido uma pessoa tão ruim a ponto de merecer aquilo?

Jackson estacionou o carro a frente de sua casa e os dois desceram, o moreno trancou o carro e apertou o alarme. Andaram até o portão e Jackson o abriu.

Mark observava tudo nos mínimos detalhes, desde o portão branco da entrada até as flores plantadas em pontos específicos do jardim da entrada. Jackson andava a sua frente, os passos do loiro eram tensos.

Conseguia-se ouvir vozes vindas do interior da casa, Jackson revirou os olhos já adivinhando quem deveria estar lá dentro, eles sempre faziam isso. Colocou a mão na maçaneta e a girou, empurrou a porta e viu que ela estava aberta.

— Jack! — Um cara de cabelo colorido gritou vindo até Jackson e o abraçando.

— Bambam, você está me esmagando. — Jackson disse e Bambam o soltou.

— Quem manda ser magrelo? — Bambam respondeu e Jackson mostrou o dedo do meio a ele.

— Que coisa feia. — Mark disse atrás de Jacksom e Bambam olhou para ele.

— Mark, meu amor! — Bambam disse tirando Jackson do caminho e abraçando Mark.

— O.k., eu tenho quantos maridos? — Mark perguntou confuso.

— Um só, Mark. - Yugyeom disse sem tirar os olhos da televisão. — Espera... Mark?! — O loiro viu Mark e levantou-se, se juntou a Bambam ao abraço e logo Youngjae, Jaebum e Jinyoung estavam junto.

— Ok. Agora vocês já podem soltá-lo. — Jackson disse impaciente.

— Já falavam para você, Jack, que quando o assunto é o Mark você fica um chato? — JB disse revirando os olhos.

— Você faz questão de me lembrar todos os dias, JB. — Jackson disse e os cinco largaram Mark. — Por que você não vai tirar essa roupa de hospital, Mark?

— Meio que eu... — Jackson o interrompeu.

— Vem comigo. — Jackson pegou em sua mão e o levou até o quarto.

— Vocês não acharam o Mark meio estranho? — Youngjae perguntou quando os dois subiram as escadas.

— Eu também percebi isso, Youngjae, e lembram que o Jackson quase entrou em depressão quando ele acordou? Deve ter alguma coisa haver com o acidente.

— Verdade, Jaebum, mas ele nunca nos contou o quê aconteceu.

— Pode ser que seja alguma coisa grave.

— Vire essa boca para lá, Bambam.

Jackson desceu as escadas e os cinco calaram-se. Sentou-se ao lado de Yugyeom e fitou os quatro ali.

— Eu tenho que contar uma coisa a vocês antes que descubram sozinhos.

— O quê é, Jack? — Jaebum perguntou preocupado.

— O Mark não se lembra de nada.

— Nada tipo...? — Bambam perguntou confuso.

— Nada, mesmo, Bambam. Não lembrava nem do próprio nome.

Jaebum começou a falar todos os palavrões possíveis.

— JB, chega. — Youngjae disse revirando os olhos — Mas como isso aconteceu?

— Os médicos dizem que foi devido a uma fratura no cérebro, afetou apenas a memória, ele se lembra de como ler, escrever e coisas assim, mas não se lembra de ninguém ou lugares.

Os quatro ficaram em silêncio, até que Jaebum se levantou.

— Jack, eu sei que isso é difícil, principalmente para você, mas eu acho melhor nós irmos embora, só iremos confundi-lo mais do que ele já está. E, nesse momento, só você pode ajudá-lo.

— Eu sei, JB. — Jackson disse passando a mão pelos cabelos.

— Se precisar de qualquer coisa é só nos ligar. — Bambam disse, Jackson assentiu e os quatro foram embora.

Jackson tirou a jaqueta, ficando apenas com uma regata preta. Minutos depois, Mark desceu as escadas estava com uma calça moletom cinza e uma blusa de manga do Batman. Mark foi até Jackson e sentou-se ao seu lado.

— Eles eram os outros meninos da banda, não eram?

— Grupo. Mas eram eles sim. — Jackson respondeu e Mark fitou a estante a sua frente. Havia vários prêmios nela e algumas fotos. — Eu vou fazer alguma coisa para comer, você quer?

— Pode ser. — Mark respondeu e Jackson foi para cozinha.

Era tudo muito confuso e estranho, Mark tinha a sensação de que ele havia vivido parte de sua vida ali, mas, devido a sua amnésia, não se lembrava. Pegou o controle e mudou a televisão de canal. Ficou assistindo uma série qualquer na MTV até que Jackson o chamou e ele foi até a cozinha. O moreno havia feito macarronada, sentaram-se um de frente para o outro.

— Eu nunca fui um bom cozinheiro, mas, deve estar melhor do que aquela comida do hospital. — Jackson disse e Mark riu baixinho.

— Com certeza, está muito melhor. — Mark disse e viu que Jackson havia se sujado com o macarrão. — Está sujo, aqui.

— Onde? — Jackson perguntou.

— Deixe que eu limpo. — Mark pegou um pano e limpou o canto dos lábios de Jackson, que estavam sujos de molho enquanto ele o fitava. — Pronto.

Os dois terminaram de comer a macarronada e Mark disse que ele poderia lavar a louça, mas Jackson negou.

— Jackson, eu sei como se lava louça, não é como se eu pudesse ter esquecido isso também, e você já fez a macarronada.

— Mark, a sua teimosia não muda. — Jackson disse revirando os olhos.

— Jackie... — Mark murmurou manhoso e Jackson ficou boquiaberto, era como Jackson lhe chamava.

— Você... Você venceu. — Jackson disse sentando-se e Mark se virou e começou a lavar a louça com Jackson o observando.

Jackson pegou seu celular e viu que ja estava na hora de ir buscar Annie na escola.

— Mark, eu já volto. — Jackson disse guardando o celular no bolso e pegando as chaves do carro.

— Aonde você vai? — Mark perguntou enxugando as mãos.

— Você verá. — Jackson deu um beijo na testa de Mark e saiu.

Mark deixou o pano de prato na cozinha e foi até o quarto, achou um notebook e o ligou, abriu o navegador e digitou Mark Tuan na barra de pesquisa, apareceram vários sites dizendo Mark Tuan ou Mark Tuan-Wang , esse deveria ser seu nome de casado. Clicou no link da Wikipédia e a página abriu, começou a lê-la.

“Mark Yi-en Tuan-Wang (Wang foi acrescentado após seu casamento com Jackson Wang), nascido em 04 Setembro de 1993 (27 anos) em Los Angeles, Califórnia.”

"É um dos sete membros do grupo coreano GOT7, inicialmente formado pela JYP Entertainment, mas agora tem sua cede em Londres, Inglaterra."

"É casado com Jackson Wang, com quem tem uma filha, Annie Tuan-Wang, de dois anos..."

Mark parou de ler, o outro nome de que se lembrava era Annie. O nome de sua filha. Por que Jackson não havia lhe contado? Não sabia nem que tinha filha alguma. Não conseguia entender porque Jackson não tinha contato, mas, vendo por outro lado, Mark só havia ficado sabendo que seu nome era Jackson e que ele era seu marido ontem.

Mark abriu outra noticia, que por essa vez falava do acidente.

“Acidente deixa o cantor Mark Tuan em coma”

“Ainda não se sabe ao certo o que aconteceu, mas não temos previsão de quando ele irá acordar”

Mark suspirou e fechou a página, desligou o notebook e voltou para sala. Ligou a televisão e tentou prestar atenção no que passava na ABC, mas sua mente não conseguia se concentrar.

A porta foi aberta e Jackson apareceu com uma garotinha no colo, ela ainda não havia visto Mark ali.

—  Pai, me põe no chão. —  Ele disse se remexendo nos braços de Jackson.

—  Você não para quieta, Annie, parece uma barata tonta. —  Jackson disse colocando-a no chão.

—  O papai fala que eu sou uma coelhinha.

—  Porque ele gosta de coelhos. —  Jackson disse e Annie viu Mark no sofá, ela foi correndo e pulou no colo dele.

—  Papai. —  Annie disse abraçando-o. —  Eu senti a sua falta, promete que não fica mais dodói? - Mark abraçou-a olhando fixamente para Jackson.

—  Prometo, Annie. —  Mark disse.

—  Não quero mais te ver no hospital.

—  Annie, vem comigo. O seu papai precisa descansar, ele chegou quase agora do hospital e não irá voltar para lá. —  Jackson disse colocando a mochila de sua filha em cima da mesa de centro.

—  Não vai voltar mesmo? —  Annie perguntou a Mark.

—  Não, não vou voltar. — Mark respondeu e Jackson pegou-a no colo.

— Vamos tomar banho, minha baratinha.

—  Baratinha, não.

Os dois subiram para o outro anda deixando Mark na sala, tentando organizar seus pensamentos.

À noite, Jackson colocou Annie para dormir e Mark deitou-se na cama de casal, que ele dividia com Jackson, fitou o teto e a porta foi aberta. O moreno deitou ao lado de Mark que se virou para ficar frente a frente com Jackson. Fitou os olhos dele.

—  Jack, eu quero tentar uma coisa.

—  O qu... —  Mark o interrompeu com um beijo.

Os lábios de Jackson encaixavam-se perfeitamente nos de Mark, como se um tivesse sido feito para o outro. A mão de Jackson foi para cintura de Mark, e o mesmo aprofundou o beijo. Sentia falta de Mark perto de si, nunca havia ficado tanto tempo longe de Mark e isso doía.

O beijo se encerrou e o coração de Mark estava acelerado, o quer que seja que Jackson fazia consigo ele queria continuar para o resto da vida.



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