História Remember - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amanda Steele, Mc Kevinho
Exibições 211
Palavras 1.529
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


finais!!

Capítulo 8 - Dois praticamente num dia só


Fanfic / Fanfiction Remember - Capítulo 8 - Dois praticamente num dia só

Larissa Santiago. 

Estacionamos o carro na esquina na casa de Kevin. Elisa pegou seu litro de Heineken e nós descemos, fechamos a porta do carro e travamos a mesma. Andamos mais alguns minutinhos a pé até chegar a casa de Kevin, ouvindo os burburinhos e o som alto. 

Nós entramos. Elisa gritou, jogou o dedo pro alto e abraçou Kevin.

- Nossa meu! Onde foi que eu vim parar? - digo olhando pros lados, vendo pessoas bebendo, se pegando pelos cantos e uns até se drogando. No exato momento, me bate um certo arrependimento de ter vindo. Esse não era meu mundo. Não tenho nada o que falar sobre a bebida, mas.. drogas? Mano, tô fora. 

- Fala aí gatinha, tudo bem? - Kevin me abraça e me dá um beijo na bochecha. - Estou feliz por ter vindo. Fica a vontade, viu?

- Eu estou bem, obrigada por perguntar. Certo, obrigada novamente. - Eu lhe devolvo o abraço e o beijo  na bochecha. 

Olho pros lados, ainda meio relutante. Observava Elisa agarrada no pescoço de Kevin - que eu descobri ser seu amigo de infância - enquanto eu estava rodada no meio da sala de estar. Eu dou de ombros, ando em direção a uma mesa com algumas bebidas alcoólicas, pego uma cerveja e volto para onde Kevin e Elisa estavam. 

- Kevin.. - ele me olhou. - Viu o Hariel por ai?

- Sim. - assentiu. - Foi pra área da piscina com um amigo nosso. É na próxima porta depois da varanda. 

Agradeço e faço o caminho que Kevin me indicou. Eu me esbarrei em diversas pessoas, maioria delas são MC's e outra parte são mulheres bonitas e com corpos exuberantes. Seios fartos, o famoso bumbum na nuca e coxas extremamente grossas. O típico de mulher perfeita na visão deles. Ou seja... aquilo não combinava comigo.

Eu me escorei no corredor que levava até a areá da piscina, observando todas aquelas mulheres exuberantes passarem. Eu sou apenas uma ex-nerd que era xingada e mal-tratada numa escola pública, que decidiu mudar por conta própria e pra se sentir bem. E vendo todas aquelas mulheres, eu me esquecia disso. Esquecia totalmente que minha mudança foi para me agradar, para eu me sentir bonita ao meu ver. Ou como dizia Kevinho: Toda ação tem sua reação. Se você demonstrar medo, eles vão sentir mais sede em te atacar. E por mais que você peça pra parar, eles não vão atender ao seu pedido. Você é uma pessoa só pra racionar milhões de pensamentos! Isso vai acabar em fatalidade, Lari. Não rega sua vida de solidão e tristeza profunda. A vida não é a maravilha que parece ser. 

Nesse momento que eu me sentia fútil diante de tantas mulheres desejadas e bonitas, eu sentia a falta do meu melhor amigo e primeiro amor de adolescência. 

- Ei, aconteceu alguma coisa? - ouço uma voz conhecida. Eu levanto minha cabeça, sentindo um líquido cair na minha cabeça. - Ai meu deus, me desculpa! - segurou nos meus braços. 

- Não, tudo bem. - jogo meu cabelo pra trás. - Você não teve culp... Kevinho? O que você tá fazendo aqui? 

Ele sorriu. Eu dou um sorriso de volta, ele me ajuda a levantar e retira alguns respingos de cerveja da minha roupa. 

- O smurf é um amigo meu. - respondeu sorridente. - E você está com a Elisa, certo? - assenti. - Agora vem cá que eu vou te ajudar a limpar essa bagunça que eu fiz. 

Ele entrelaçou suas mãos e um choque percorreu meu corpo. O calor e a maciez de sua mão era reconhecível. 

Flashback ON - 2011

Já cansada, paro de correr. O rosto molhado pelas lágrimas e a visão embaçada dificultavam muito minha corrida até a pitangueira que ficava nos fundos do colégio. Levo as mãos até meu joelho, abaixo minha cabeça, recuperando o fôlego e deixando as lágrimas caírem na grama verde. 

Os fundos estava um total silêncio. Eu me jogo ali mesmo onde havia parado, fecho meus olhos e dou alguns socos na grama. Levo uma outra mão a minha testa e choro mais alto que puder, jogando toda aquela raiva para fora que sentia de mim mesma por deixar que aquilo, rotineiramente, acontecesse comigo. 

- Lalinha? - ouço a voz de Kevin e sua mão tocar meu ombro. - O colégio já vai fechar. Eu mandei o seu Zeca esperar mais alguns minutinhos para que eu pudesse te procurar e bom.. te achei. - ele sorriu nasaladamente. - É melhor irmos embora. 

- Eu não vou voltar pra casa. - digo de olhos fechados e balançando a cabeça negativamente. 

- Vai sim e comigo. - reforçou. Me levantou, entrelaçou nossos dedos de forma carinhosa e me puxou até a saída da escola. 

O seu toque era caloroso, e suas mãos... macias!

Flashback OF - 2011

Entramos num quarto, ele fechou a porta e colocou o restante da sua cerveja em cima do criado-mudo. Veio até mim, passou a mão nos meus cabelos e sorriu. 

- Nossa meu, fiz uma cagada no seu cabelo. - disse rindo. - Espero que me desculpem por ter estragado o seu cabelos sedosos. 

- Tá desculpado! - acompanho seu riso. - O que viemos fazer aqui?

- Lavar seu cabelo. Vai lá, eu espero você aqui. - me guiou até o banheiro. 

Assinto com a cabeça e entro no banheiro. 

Alguns minutos depois...

Acabo de secar meu cabelo e o coloco no mesmo lado que estava. Tiro o secador da tomada, coloco-o de volta na gaveta e dou mais algumas espalmadas no meu cabelo. Alcanço a toalha úmida com cheiro de cerveja, coloco-a no cesto de roupa suja e me viro, indo em direção a porta. Levo a mão na maçaneta e giro-a, mas a porta não abre. 

Eu tento novamente e a porta não abre. 

- Kevinho? - grito e dou algumas batidas na porta. - Kevinho, você tá me ouvindo?

Ouço alguns passos correr na direção da porta. 

- Eu tô aqui, Lari. Fui lá em baixo pegar mais cerveja e voltei. - disse afobado. - O que aconteceu?

- A porta... - respondo. 

- O que tem a porta? - perguntou. 

- Não quer abrir. - digo. 

Sinto a maçaneta girar e a porta não abrir. 

- Lari, tira a mão da maçaneta. - disse. Eu tiro a mão da maçaneta e ele gira de novo. - Tirou?

- Sim, tirei. - respondo. 

- Se afasta. Eu vou dar um solavanco forte, se ela não abrir eu vou arrombar. -  disse. Eu respondo um ''ok'' e me afasto da porta. 

Kevinho deu um solavanco na porta e não abriu. Deu outro com um pouco mais de força, não obtendo sucesso. Ouço seus passos se distanciarem e em seguida um estrondo vindo da porta, e a mesma abrindo. Ele veio até mim e me abraçou. 

- Tudo beleza? - abraçei-lhe de volta. Assinto com a cabeça e ele desfaz o abraço, olhando pra mim e me dando um beijo na testa. Kevin vai até a porta e a analisa. - Acho que alguém trancou. 

- Deve ter sido o próprio dono da casa ou algum parente próximo a ele, sei lá. - dou de ombros. - O importante é que e consegui sair daqui. Obrigada, Kevinho. 

- Nada, pequena. Você não precisa agradecer. - sorriu. Kevinho saiu do banheiro e logo em seguida eu sai. 

O quarto estava meio bagunçado. Havia alguns tênis espalhados pelo chão, me fazendo tropeçar em um, derrubar Kevinho e me fazendo cair por cima dele. 

- Opa, acho que agora a desastrada foi você! - ele riu, segurando em meus braços. 

Eu acompanhei seu riso. Nossos rostos estavam próximos, dava pra sentir o hálito de Kevinho com uma mistura de cerveja com menta. O meu sorriso se desfaz quando vejo Kevin olhando para minha boca, paralisado. Ele molhou seus lábios, colocou uma mão no meu cabelo e aproximou nossos rostos. Com mais proximidade tomada, nossos lábios já se roçavam. Um selinho foi dado e em seguida, um beijo iniciado. 

Minha boca parecia ficar mais macia sob a de Kevinho, chamativa e acolhedora. O seu beijo era suave, doce e naquele momento fugaz e silencioso, valia a pena qualquer risco de sermos pegos. Seu beijo era sem pressa, mas havia um toque imponente nele, era calmo e ao mesmo tempo avassalador, um pouco receoso, entre tanto confiante, conseguia sentir um calor inexplicável inundar todo o meu corpo. Sorrimos entre o beijo e Kevin puxa meu lábio inferior, me fazendo arrepiar. 

Mas no meio de toda aquela confusão de sentimentos e sensações, um calafrio percorreu minha coluna quando as mãos de Kevin passaram por baixo da minha blusa. Remexo-me no seu colo e ele sorriu enquanto me beijava. 

Passos leves tamborilaram o chão do corredor, nos afastando com o susto. A porta se abre e nós nos encaramos. Kevinho coloca a mão na sua boca e olha pro chão, enquanto eu sorrio pra pessoa parada na porta e levo uma mecha do meu cabelo pra trás da orelha. 

- Eu atrapalho em alguma coisa? - perguntou, com um sorriso malicioso no rosto.


Notas Finais


Espero que vcs tenham gostado do cap de hj!!!

Ah, o Kevin vai descobrir que Larissa é a sua melhor amiga de escola, no capitulo 10. Aguardem!!!


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