História Remember - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts V
Exibições 100
Palavras 3.986
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Hentai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Uma one com o Tae hehe <3
Espero que gostem
Bjs
Boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo único


        ~P.O.V Namjoon


" Dizem que o amor é como uma chuva inesperada. Que chega do nada e bagunça tudo, onde de forma tão única e cliché consegue paralisar nossos corações e ao mesmo tempo deixa-los tão velozes. Eu costumo pensar que é como um ciclo, que difere de pessoa para pessoa dando início a um novo conto a cada momento. Nessa história não poderia ser diferente, embora trocassemos o "Era uma vez" por "Era um talvez". Um talvez tão delicado quanto o sonho puro de uma criança mas que transformou-se em uma tempestade dolorosa deixando dúvidas em sua persistência…


Bom, agora vou parar de enrolação para que os protagonistas possam dar continuidade a essa história."


            […]


       *5 Meses Antes*


       ~P.O.V Taehyung 


Eu roía minhas unhas naquela cadeira dura de hospital e mesmo estando tão cansado por ficar até tarde ensaiando, o nervosismo não me deixava pregar os olhos. 

Deveriam ser mais de três horas da manhã. 

Olho para Namjoon, que parece bem pensativo, numa tentativa de dizê-lo que não precisa ficar aqui comigo mas seu telefone toca, percebo que é um dos meninos que ligam pela terceira vez em busca de notícias, ele atende e depois de poucas palavras desliga. Assim como eu, ele está frustrado. 

- Não precisa ficar aqui, já é tarde e você está com uma cara de cansaço enorme - falei e ele me lançou um olhar repentino, rindo pelo nariz. 

- Só vou sair daqui quando tiver noticias dela - respondeu e voltou para "seu mundo" silencioso. 

Mesmo não sendo recíproco, no fundo eu sabia que Namjoon escondia uma pequena paixão pela (S/N), minha (S/N), a que eu amava, a que me correspondia, a que se acontecesse alguma coisa eu não saberia mais como seria minha vida. 

- Sr. Taehyung? - O médico, que me aparentava ter uns trinta anos só de experiência, tirou-me de meus pensamentos, fazendo com que eu e meu amigo nos levantássemos rapidamente. 

- Está tudo bem com ela doutor? - perguntei agoniado - Aconteceu algo grave? 

- Eu gostaria de falar com algum parente - argumentou. Ele só pode esta de brincadeira comigo. 

- Ela não tem nenhum parente aqui no País, o pai está na América e pelo fuso horário ele deve estar super ocupado, então eu sou o único mais próximo dela - respondi impaciente. 

- E o que você é da paciente? - perguntou desafiador. 

- Namorado. Pelo amor de Deus! Ela já é maior de idade - uma maca com uma idosa passou pela gente, tirando a atenção do médico porém no fim ele apenas se deu por vencido e me olhou com aquela cara de quem, acha, que sabe tudo. 

- Ela está em observação. Confesso que o caso é um pouco grave - senti meu coração pular em um misto de nervosismo e ansiedade - mas a senhorita (S/N) ficará bem, pelo menos fisicamente sim. 

- C-co-mo assim fisicamente? - nesse momento minhas mãos já suavam frias e um frio na espinha me congelava. 

- Eu sou o Neurologista Han, acabei de tirar um raio X da paciente e percebi que houve um forte impacto no cérebro,o que pode ter causado uma amnésia, porém só saberemos se será permanente ou passageira quando ela acordar - quando ele falou isso senti como se alguém estivesse me colocando em baixo d'água.

- Pode explicar mais por favor - Namjoon perguntou atônito. 

- Possivelmente na hora do acidente, com a força da pressão sofrida, o cérebro sofreu algum impacto fazendo com que ele se chocasse com a caixa craniana resultando o que chamamos de amnésia traumática, causada, especificadamente, por acidentes de trânsito. 

- Ela não vai lembrar de mim? - perguntei desesperado. 

- Certamente não, algumas coisas marcantes, memórias muito antigas, como: de onde ela veio, quem são seus pais e até mesmo o próprio nome, ela irá se lembrar mas acontecimentos de mais ou menos um ano atrás eu acredito que não. 

Fiquei sem chão. O pai da (S/N) veio trabalhar temporariamente na empresa, ele veio substituir um dos membros das reuniões importantes mas depois de alguns meses ele voltou para os Estados Unidos porém ela decidiu ficar aqui, comigo. Nem tinha três meses que morávamos juntos e agora, depois de tantos momentos únicos, ela não lembraria mais de mim. Era dilacerador. 

Senti uma lágrima escorrer por minhas bochechas, enfiei as mãos nos bolsos da minha calça abaixando a cabeça. 

- Olha filho - o médico tentava me acalmar - eu imagino que seja difícil mas com o tempo… quem sabe aos poucos ela possa lembrar de você ou até mesmo gostar de você novamente.

Não sei como irei reagir ao seu olhar, antes tão convidativo e agora completamente desconhecido. 

Eu seria apenas um estranho para ela. 


             […]


       *5 Meses Depois*


" - Puta que Pariu, esse passo tá muito difícil - reclamava Namjoon da dança em que estávamos ensaiando. 

- Não, Cara, não é. Só separa as pernas, gira para trás e… - ensinava J-Hope enquanto ele o imitava. 

Do nada sinto uma cotovelada em minhas costelas. 

- AU! - reagi a dor, filho da mãe - O que foi Suga? 

- Olha - falou ele apontando com a cabeça para um cara alto e sério, um americano. 

- hm - expressei desinteressado - Esta observando a beleza masculina agora é? 

- Não seu besta, atrás dele - respondeu sério.

Era a garota mais gata que eu já tinha visto, Ok, confesso, ela era linda. Conversava com os outros homens, que pareciam animados só com a sua presença, enquanto distribuía um pequeno sorriso. 

- Então… quem vai lá primeiro? - Perguntou Jimin já animado. 

Me levantei impedindo ele de ir falar com a garota. 

- Nem invente, quem vai sou eu! - E foi a melhor decisão que eu tomei na minha vida. "

- Esta pensando na (S/N)? - Jin me fez despertar de meus pensamentos, assenti em resposta. Ele colocou a mão no meu ombro como forma de consolo. 

Sorri triste. 

- Você vai continuar nesse relacionamento? - perguntou Jungkook.

Era uma pergunta em que eu não sabia à resposta. Cinco meses se passaram e nada. Eu me sentia como se morasse com uma estranha, uma estranha na qual eu compartilhei toda minha vida e que agora age como se eu fosse um completo desconhecido. 

- Eu não sei Jungkook, eu não sei… - respondi relembrando todos os nossos momentos. 

Isso era um castigo? eu preferia nunca ter amado na vida do que ser esquecido daquela maneira, eu sei que a culpa não é dela e sim daquele trânsito idiota mas… eu não suportava mais, doía para cacete. Olhar para ela e não poder toca-la, beija-la ou abraça-la. E toda nossa história? Nosso amor? Mereciam persistência? A dor pode ser necessária mas é insuportável. 


           […]


Cheguei em casa mais uma vez exausto, passar o dia inteiro na empresa era muito cansativo mesmo que me desse uma sensação de dever cumprido. 

Abro a porta e me deparo com a (S/N) no sofá, com as pernas em formato de borboletas, entretida com algo que passa no tablet. Acho que ela não percebeu que eu acabara de chegar. Me sentei ao seu lado. 

- Oi - Sussurrei, descobrindo o que ela assistia, um vídeo meu. 

- Oi Taehyung - Sorriu fraco. 

- Gostou do vídeo? - ousei em perguntar. 

- Sim - seus olhos brilhavam - Não sabia que você gostava de animais. 

Sorri. 

" Sim você sabia. Você sabe tudo sobre mim "

Um pequeno silêncio se estabeleceu no local. 

- Eu sei que esta difícil para você - deixou o tablet de lado colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha - mas eu estou tentando, todos os dias, lembrar de algo sobre a gente - prendeu seu olhar no meu, senti meu coração disparar - acho que não estou conseguindo. Eu queria tanto! Mais tanto! - seus olhos encheram-se de água - Você me faz bem, eu sinto, de alguma forma eu confio muito em você. Eu fui muito feliz ao seu lado só que… - porque as coisas simplesmente não podem dar certo? eu queria gritar, por mim, por ela, pelo nosso amor que algum dia se manteu vivo mas agora vagava por memórias mortas. 

Enxuguei suas lágrimas com os meus polegares. 

- Eu me sinto sufocada - encostei nossas testas - É como se eu estivesse surda mas vivesse aumentando o volume do som sendo que de nada adiantaria - Sussurrou por nossos rostos estarem tão próximos.

- Shhh… - tentei acalma-la. 

Antigamente quando eu chegava em casa, eu era recebido por uma (S/N) animada, que me enchia de beijos e me contava sobre seu dia. Eu era tão apegado ao nosso pequeno cotidiano…

- Dorme comigo hoje? - arregalei meus olhos com sua proposta - Por favor. desejo lembrar de você. Muito!

Cinco meses em que dormíamos em quartos separados. Como eu poderia negar uma coisa dessas? Eu estava tanto tempo longe de seu corpo, da sua pele. Sentia falta do seu beijo, do seu cheiro, aquele doce e inesquecível no qual poderia haver um milhão de mulheres que usavam o mesmo perfume mas que só nela causava um efeito único, sentia falta de seu toque. Do nosso sexo. 

Ela se levantou estendendo a mão para mim, direcionando-me para o quarto. O que um dia foi nosso. 

(S/N) se jogou na cama e eu apenas a acompanhei com meu olhar. 

- Tem certeza disso? - perguntei. Ela se pôs de joelhos na cama ficando na minha frente. 

- Tenho - disse e eu fechei meus olhos enquanto sentia ela se aproximar. 

Nossos olhares se cruzaram. 

- Acho melhor eu ir tomar um banho - avisei me afastando, perto dela eu não conseguiria me controlar. 

- Mas eu quero você - sussurrou no meu ouvido. Dessa vez eu não aguentei e invadi sua boca com todo desejo que me consumia. 

Apertei sua cintura e ela envolveu seus braços em meu pescoço, eu poderia passar horas ali e não me cansaria nem um pouco, mordi seu lábio inferior e a mesma espalmou suas mãos em meu peito. 

Eu não aguentava mais! 

- Vou te perguntar mais uma vez! - minha voz saia alterada pela falta de ar - tem certeza disso? De agora? 

- Claro que eu tenho Taehyung! - respondeu óbvia. 

- Não terá mais volta - avisei beijando-a mais uma vez. 

A joguei na cama delicadamente, ficando entre suas pernas, comecei a distribuir beijos pelo seu pescoço, descendo por seus seios em seguida levantei sua blusa fazendo uma trilha de beijos pela sua barriga, senti sua pele ficar arrepiada. Sorri malicioso.  

- Posso pedir uma coisa? - falei em seu ouvido fazendo com que ela apertasse mais as pernas contra meu quadril. 

- O que você quiser eu faço! - respondeu, me deixando louco.

- Fique nua para mim - pedi e ela me beijou ferozmente me deixando exitado. Enterrei minha mão em sua calcinha sentindo sua intimidade já molhada - Eu mal comecei e você já está toda molhadinha. É provocação de mais não acha? - sua resposta foi apenas gemidos por conta dos movimentos que eu fazia com minha mão. 

(S/N) era o tipo de garota meiga e engraçada que você acha que é um anjo mas logo depois ela revela-se totalmente ao contrário tirando toda sua sanidade mental. 

- Você disse que me queria nua - ela sentou no meu colo, com uma perna de cada lado, fazendo algo lá em baixo mostrar-se vivo. - Então me ajude a tirar a roupa. 

Mordi meus lábios procurando todo o cansaço que eu tinha quando cheguei. 


             […]


         ~P.O.V (S/N)

 

Taehyung era o tipo de cara que eu sonhava todos os dias. Céus! Como eu não poderia lembrar do sabor daqueles lábios? Do calor daquele toque? De seus dedos escorregando pelo meu corpo? Daquele cheiro maravilho? E o pior de tudo, como eu esqueci que o amava? 

Ele me virou de costas para ter uma forma mais fácil de arrancar minha roupa, suas mãos afastaram meus cabelos da nuca e logo após ele começou a beijar o local me fazendo ter arrepios. Aos poucos senti minha blusa atravessar sob minha cabeça e em pouquíssimos minutos eu já estava sem nada.

- A gente já fez isso antes? - perguntei mordendo os lábios. 

- Sim. Muitas vezes - sua voz soara roca. 

- E-e como era? - falhei ao falar por conta de sua boca na minha pele, começando por minhas costas até parar em meu ombro. Eu também queria explorar seu corpo. 

- Quente - beijou meu pescoço - um pouco selvagem - mordeu-o - gostoso e transbordado por amor - deu um chupão.

Gemi com aquela sensação. 

- Agora - me fez deitar na cama - deixe-me observar esse corpo esculpido pelos deuses. 

apertei meus olhos. Ele me queimava apenas com seu olhar. Eu tinha certeza que o amava, mesmo não lembrando de nada, meu corpo acabou de me confessar isso. Fechei minhas pernas com força sentindo uma dor aguda no meio delas, eu precisava dele. 

- Você - ficou por cima de mim - é uma delícia - mordeu meu queixo levemente e eu o beijei deixando que ele explorasse cada canto da minha boca. 

Quando sua mão adentrou em minha intimidade não pude deixar de gemer, forte, deixando ele atordoado.

- Gosta disso meu amor? - perguntou enquanto fazia movimentos circulares.

- S-SIM - gemi e ele me lançou um sorriso safado.

- Agora geme para o seu Tae vai - ele intensificou o processo em meu clitóris fazendo com que eu gritasse, literalmente. Ouvi um gemido rouco sair de sua garganta quando falei seu nome, sorri satisfeita. 

Quando eu cheguei em meu limite, já não aguentava mais, pois eu necessitava dele urgente. 

Ele ainda estava de roupa,injusto isso! 

Sentei novamente em suas pernas descendo os lábios por seu pescoço. Notei que eu molhava sua roupa pelo fato de estar suada de tanto prazer. Mordi o lóbulo de sua orelha. 

- Tem alguma coisa errada aqui - sussurrei e ele umedeceu os lábios.

- O que é? - disse apertando minha bunda, dei um leve pulo, que o fez rir. 

- Você ainda está vestido - alertei desabotoando sua blusa. 

- Haa… - dava para perceber o desejo em sua voz - então vamos acabar logo com isso não? 

Deitei em cima dele, a sensação de nossa pele colada uma na outra era indescritível, arranhei levemente seu abdômen e comecei a explorar aquele corpo que, para mim, era perfeito. 

- Como eu consegui passar tanto tempo longe de você (S/N)? - ri de sua pergunta e comecei a rebolar em seu quadril, ele apertou as mãos e eu deixei uma marca em seu pescoço. 

- Já chega de enrolação - advertiu e eu o ajudei a se despir. Ele inverteu nossas posições e eu gemi alto quando nossas intimidades enfim se chocaram. 

Ele me deu outro beijo enquanto apertava minhas coxas e eu o intensifiquei quando ele entrou dentro de mim. Naquele momento meu cérebro banhava em uma explosão de sentimentos. Cravei minhas unhas em suas costas quando ele começou a me estocar mais rápidamente. 

- Meu Deus (S/N)! Como você é apertada… Haaa… - falou apertando um dos meus seios e eu passei minhas mãos por seu cabelo. 

Tudo que eu escutava agora era o barulho de nossos corpos unidos e dos nossos gemidos que acoavam descontroladamente pelo quarto. 

- Taehyung… - senti que já estava chegando no ápice - acho que eu vou… - não consegui terminar a frase pois uma onda de prazer enorme envolveu meu corpo e em seguida senti meus músculos relaxarem. 

Taehyung caiu ao meu lado na cama, exausto, seus cabelos estavam grudados na testa. 

- Eu quero que saiba que eu amo você, mesmo que não se lembre direito de mim - disse dando-me um selinho rápido e saindo em direção ao banheiro. 

uma tristeza profunda se apoderou em meu peito pois eu tinha certeza que, juntos, tivemos muitas lembranças maravilhosas. 

Mas agora tudo escorria pelos meus dedos como água, fechei meus olhos na tentativa de resgatar algo. 


           […]


" Escuto batidas na porta. 

- Taehyung? - fiquei surpresa ao vê-lo.

- Oi… é… você está ocupada? - perguntou um pouco nervoso. 

- Não. Na verdade eu não estava fazendo nada só olhando para o teto - respondi e o mesmo riu.

Fazia pouco tempo que eu e meu pai chegamos na cidade e depois das reuniões, que ele me obrigava a participar, eu voltava para o quarto do hotel para uma noite silenciosa e cheia de animes.

- Posso tirar seu tédio? - falou piscando de lado. 

Ele era engraçado, me fazia rir de suas piadas sem graça e me escutava quando necessário além disso tinha mais seis amigos que eu nem precisava de esforços para me divertir. 

- Claro, deixa só eu trocar de roupa - eu estava de jeans rasgado e uma blusa comum e sabendo-se lá para onde ele iria me levar, eu não poderia ir de qualquer jeito. 

- Não precisa, você está linda desse jeito - Senti minhas bochechas esquentarem com sua frase. 

- Então eu vou colocar só meu tênis, rápidinho - avisei e disparei para o pequeno closet em seguida encarei meu rosto no espelho, ajeitei um pouco meus cabelos, passei um pouco de pó e perfume. 

" Respira (S/N) é só uma saidinha e nada mais. Apenas amigos, só isso. "

- Demorei? - perguntei já pronta. 

- Está mais rápida do que o Jungkook - ri de seu comentário.

Tranquei a porta e caminhamos pelos corredores. 

- Espera - ele me fez parar - antes da gente ir, posso colocar isso em você? - mostrou uma faixa preta. 

Engoli em seco. Como assim? Eu sabia que ele era um pouco peculiar mas agora…

- Para que tu vai colocar isso em mim? 

- Para fazer uma surpresa ué - deu de ombros - deixa, não seja chata (S/N).

Respirei fundo. 

- O que eu não faço por você hein? - falei já vendo tudo escuro. 

- Olha Taehyung se eu me esborrachar no chão eu mato você - avisei e ele começou a rir, ele sabia que eu não me dava bem com esses trecos - O que é isso? - perguntei sentindo que iríamos entrar em algo. 

- Só o elevador, relaxe - disse e entramos, apertei sua mão com força ao sentir o negócio subindo, eu não tinha medo de elevador mas sem enxergar nada era outra história. 

- Se isso for só uma brincadeira de mau gosto considere-se morto - avisei novamente e ele riu. 

- Nossa, já fui ameaçado duas vezes - disse irônico - prometo te surpreender dessa vez.

Um fio de nervosismo estende-se pelo meu corpo. 

Depois de subir algumas escadas, com ele rindo da minha cara por eu não está vendo nada, senti o vento forte e frio bagunçando meus cabelos. 

- Pronta? - sussurrou no meu ouvido. Esse cara ainda vai fazer eu ter um ataque cardíaco. Apenas assenti sentindo a faixa escorregar por meu rosto. 

- UAL - minha boca formou um perfeito "o", eu estava no topo do hotel, que era enorme por sinal, que apresentava uma vista maravilhosa da cidade.

- Sabia que você está no Hotel que tem a melhor vista de Seul? - neguei - pois é, só vive trancada no quarto.

- Ei! Naruto é legal tá? - Justifiquei. Seus olhos refletiam as luzes brilhantes.

- Tem medo de altura ? - perguntou irônico enquanto se aproximava do parapeito, fui em sua direção. 

Prédios e luzes se misturaravam formando o que eu chamaria de obra de arte, certamente aquela era uma das melhores vistas que eu pude contemplar. 

Respirei fundo enquanto meus pensamentos giravam ao redor da minha vida. 

- Gosto de você - soltou de súbito - de verdade.

Eu não soube o que dizer nem como reagir, olhei para o chão em busca de respostas mas todas pareciam patéticas demais. 

Senti sua mão em meu queixo levantando meu rosto, não falamos nada apenas nos encaramos e em segundos nossas respirações estavam próximas e seus lábios colados nos meus, foi o primeiro beijo de muitos "


            ***

" - (S/N) já arrumei uma faculdade ótima para você, voltaremos amanhã para os EUA e você já poderá providenciar seu futuro - falou meu pai, sorrindo.  

Senti um nó no peito, eu já tinha tomado minha decisão. 

- Papai - Respirei fundo - Eu vou ficar aqui - seu sorriso desapareceu. 

Ele começou a rir da minha cara. 

- Ficou maluca menina? É claro que você vai comigo - ordenou. 

- Não, eu não vou. Sou maior de idade e não sou seu brinquedo, eu já decidi pode ir sem mim - argumentei. 

- Não me diga que você vai ficar por causa daquele garoto - levantou-se do sofá vindo em minha direção - É isso mesmo? 

- Também - respondi firme. 

- Francamente (S/N) você é mais fraca do que eu pensei - disse e saiu batendo a porta com força "


            ***

" - SERÁ QUE VOCÊ NÃO ENTENDE QUE EU TE AMO? - Ele gritou alterado. 

- MENTIROSO. É ISSO QUE VOCÊ É TAEHYUNG! - Rebati. 

Ele me olhou sério.

- Olha para mim - me prensou na parede - vê se eu estou com a cara de quem está mentindo - chegou mais perto prendendo seu olhar no meu. "


            ***


" *Ligação On*

- Alô? Pai? 

"(S/N), sou eu"

Fazia três meses que ele não me ligava, porque agora? 

"Filha - respirou fundo - Recebi uma proposta de uma faculdade na Suíça, suas notas são excelentes…"

Nem deixei ele terminar de falar. 

- Eu não vou pai! 

"É isso que você vai fazer com seu futuro? Joga-lo pela janela por conta de um garoto idiota?"

- ELE NÃO É IDIOTA E EU NÃO ESTOU JOGANDO NADA FORA. EU PREFIRO TER UM FUTURO NORMAL DO QUE UM IGUAL AO SEU, CHEIO DE SUCESSO E AMARGO. 

"VOCÊ É UMA TOLA, BURRA E INGRATA. ESTÁ JOGANDO SUA VIDA FORA POR UM AMORZINHO ADOLESCENTE. VOCÊ VAI VER, ELE VAI TE MANDAR IR EMBORA DEPOIS DE TE USAR"

- ELE NUNCA FARIA ISSO! 

"É MESMO? POR ACASO ELE TE FALOU DOS DOCUMENTOS?"

- Q-que documentos? 

"Dos que relatam que ele não pode ter nenhum relacionamento de verdade. Ele não te contou não é mesmo? E sabe porque? Porque ele não vai arriscar a carreira dele por você. "

- N-não!

"É por isso que sua mãe nos deixou. Porque você é uma fracassada que, assim como eu fui um dia, sempre deixará o amor em primeiro lugar"

*Ligação off*



           ***

" - Deixa eu terminar de fazer o bolo Tae! - dei um tapinha leve em seu braço que estava arrodeando minha cintura.

- Mas justo hoje que eu tirei o dia de folga, você inventa de passar o dia inteiro na cozinha - resmungou apoiando o queixo em meu ombro. 

Ri. 

- Alguém precisa comer nessa casa e nem reclame pois eu sei que você adora comer - argumentei. 

- Mas eu também adoro comer outra coisa - disse malicioso no meu ouvido. 

- Sai, eu ainda quero cuidar do meu bolo - falei e ele me lançou um olhar de "sério isso?"

- Você deveria cuidar do seu Tae - disse manhoso. 

- Meu Tae? - perguntei arqueando as sobrancelhas. 

- Sim, seu - respondeu fazendo bico."  

           ***

      

           […]

Acordei com a respiração alterada. O que foi aquilo? Um sonho? Não, não, não, foram Flashes da minha vida que desconheço.

Passei a mão no rosto incrédula. Um misto de felicidade e nervosismo faziam meu coração palpitar. 

Olhei para o lado onde Taehyung dormia silenciosamente em um sono profundo, não pude evitar de sorrir. 

Eu sei que daqui para frente não seria nada fácil, e quem disse que iria ser? Mas eu iria lutar, todo santo dia, até conseguir resgatar boa parte da história que eu construí. Não seria um acidente, memórias ou meu pai que iria me impedir disso. 

Já deveria está amanhecendo, decidi adormecer novamente. 

- Eu também amo você meu Tae - Meu Tae, era assim que eu o chamava. 







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