História Remember Me - Newtmas - Capítulo 11


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Exibições 87
Palavras 2.262
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


L O S T F O L L O W E R S

Morning. Evening. Night!
Cada vez mais nosso encontro Newtmas está chegando!
Estou tão empolgadaaaa!

B o a L e i t u r a!
LadyNewt!

Capítulo 11 - You are not he


Fanfic / Fanfiction Remember Me - Newtmas - Capítulo 11 - You are not he

Point of View of Newton Brodie-Sangster

 

- Newt, você precisa levantar dessa cama, já são 07:30. – ouço a voz doce de Sonya tentando me acordar.

A essa hora nosso pequeno quarto está movimentado. Aposto que uma fila enorme se estende do lado de fora da porta do único banheiro que dividimos entre dez pessoa aqui dentro. Minho deve estar arrumando seu cabelo na guerra diária, enquanto Aris já deve ter feito xixi nas calças de tanto esperar. BOSS gosta de todos os seus garotos e garotas às oito em ponto no andar inferior do bordel para o início das tarefas diárias, que incluem além de transar por dinheiro e vender nossa alma, limpar a bagunça dessa esbórnia e entreter os convidados que Janson e Argent trazem diariamente pra cá.

- Hm... – resmungo sentindo meu corpo inteiro tremer.

- É sério, Newt, você precisa se arrumar, se BOSS não encontrá-lo lá embaixo ele é capaz de te jogar numa fornalha dessa vez! – a loirinha diz preocupada.

BOSS me deixou quase 24 horas preso no freezer. Quando o idiota abriu a porta junto com Derek, demorou meia hora tentando me encontrar entre as comidas. Confesso que até ri quando ele deu um ataque de nervos, alegando que eu havia desaparecido, que Caçarola era cúmplice na minha fuga, ajudando-me a escapar. Quando ele ameaçou machucar meu amigo, saí do meu iglu de caixas, aparentemente roxo de frio.

- O que você tem? – Sonya senta na cama, preocupada comigo após uma crise de tosse.

- Eu não estou bem...

- É claro que não está! – Harriet murmura emburrada na porta do banheiro – Aquele imbecil deixou você quase um dia inteiro preso dentro daquele gelo. Você deve estar doente, Sugar!

- Vem aqui. – Sonya pede sentando na cama. A garota coloca sua mão contra minha testa, sentindo minha temperatura. – NOSSA! – exclama – Você está pelando de febre!

- Deixa eu ver. – Teresa, a mãe de todos, corre preocupada até mim.

Suas turquesas me encaram com preocupação quando tusso sem parar, até quase perder o ar.

- O que eu perdi? – Minho finalmente sai do banheiro e fita a roda de pessoas em volta de mim.

- Ele está doente, Min. – Tess chia baixinho, analisando minha garganta, meus olhos e meu corpo fraco. – Será que pode ser pneumonia? – questiona para Brenda, a garota mais hipocondríaca de todos.

Brenda já teve as mais diversas doenças que você pode imaginar. Nós não sabemos como Phoenix ainda está viva. Deve ser pelo fato de Benjamin sempre arranjar medicamentos para ela e cuidar da garota como se fosse seu bichinho de estimação.

- O que sente, Newtie? – ela pergunta afastando todos da cama que divido com Teresa.

- Falta de ar, dor no corpo, frio... Muito frio... – respondo batendo meu queixo.

- Pode ser só uma gripe forte, mas essa falta de ar é que ferra tudo. Vou tentar falar com o Benjamin e pedir algo pra você, por hora apenas tente se levantar e fazer o que o BOSS pede.

Como se fosse fácil...

Levanto com muito custo e me troco, seguindo com os outros para o primeiro andar da casa. Caçarola já nos aguarda com o café da manhã de sempre: uma fatia de pão com manteiga para cada um e um copo de café preto bem forte. Nada de frutas, frios ou cereal. Sinto saudades de sucrilhos e panquecas. Malia fazia as melhores panquecas do universo.

- Toma. – Teresa empurra seu pão pra mim – Você precisa se alimentar e ficar forte.

Nego com a cabeça. Ela não pode ficar sem comer por minha causa.

- Sugar, é sério. Se você não estiver bem, eu também não estarei, então coma! – diz séria, lembrando minha mãe.

Sinto falta dela. Trina. Sempre carinhosa, linda, mas uma bruxa quando o assunto era minha refeição. E eu achava ela malvada...

- Que cara de bosta é essa, garoto? – Justin aparece na pequena sala onde geralmente comemos.

- Newt está doente. – Teresa tenta conversar com o babaca.

Justin tem um penhasco pela garota, ela sabe disso, por isso usa todo seu charme para tentar conseguir algo pra mim. Justin ergue a sobrancelha e me olha com desdém, depois volta sua atenção a Teresa, segura o rosto da menina com força, gargalhando.

- Eu quero que ele morra! – ri descontrolado – Mas você não, Blue! – ele molha os lábios, louco para arrastá-la para um dos quartos.

- Qual é, Justin?! – ela tenta escapar das garras dele.

- Vamos ver o quanto seu desempenho na cama merece minha misericórdia por ele. – o cretino estala a língua, jogando com ela.

- Blue, não... – dou um rápido aceno de cabeça, pedindo que ela deixa quieto isso. Brenda pode conseguir algo melhor com Benjamin.

- E ai princesa Blue, vai arriscar? – Justin insiste.

Vejo Brenda negando com a cabeça, Aris espia a cena de canto de olho e Winston soltou sua xícara de café faz tempo, apenas segurando o pulso rente ao braço de Minho, outro louco para arrancar um pedaço do filho de Janson.

- Pra você será sempre não! – Teresa dá sua resposta, dando as costas ao garoto mimado.

- Vamos ver se vai continuar a me tratar assim quando seu amiguinho estiver sufocando até a morte!

Justin ameaça finalmente nos deixando em paz. Já vi que hoje será um dia daqueles... Daqueles que a gente quer que acabe sem ao menos ter começado direito ainda.

Após o café sigo com Winston até a entrada lateral do bordel para ajudar com o transporte de algumas caixas. Teresa e as meninas foram designadas agora cedo a limpar os quartos, Minho e Aris estão com alguns clientes que já haviam agendado horário com eles e Chuck se enfiou na cozinha atrás de Caçarola, fugindo de qualquer coisa que BOSS tenha em mente para ele.

- Cof, cof, cof, cof, cof! – mais uma rajada de tosse me pega de surpresa, fazendo-me perder o equilíbrio e quase cair com uma das caixas no colo.

- Você não devia estar aqui. – Winston Crazy Guy resmunga.

- Melhor isso do que trepar com um nojento enquanto eu morro de falta de ar.

- Hehehe! – ele ri – Você tem razão, mas fazer esforço físico não vai curá-lo, só vai piorar o quadro. Senta aqui. – ele me puxa para um canto, de olho para ver se alguém pode me ver. – Descanse um pouco. Eu faço isso por nós! – dá uma piscadinha e saí, carregando tudo sozinho até a sala de Janson.

Tento segurar a tosse, não quero que Derek ou Parrish me encontrem aqui, mas é quase impossível não tossir. Parece que ao fazer isso todos os meus órgãos vão explodir.

- Sugar! – Benjamin me encontra, tem a expressão séria, talvez e só talvez um pouco preocupada. – Phoenix me contou que você está mal, cara. Vou tentar conseguir algo pra você, mas... – ele para de falar, parece relutante, direciona seus olhos azuis até o ponto mais perigoso de todos: a sala do BOSS.

- Mas o que, Benji? – levanto com dificuldade, escorando meu corpo na parede.

Ele engole a seco algumas vezes antes de falar:

- BOSS quer você agora no quarto doze. Parece que tem um programa agora cedo.

 

Point of View of Thomas O´Brien

 

- Qual foi a mentira que a futura Sra. Poulter inventou ao Sr. e Sra. Sangster para fugir conosco até Massachucets e largar a faculdade por uma semana? – pergunto para Malia sentada ao meu lado no jatinho dos meus pais.

- Vai ficar mesmo me chamando de futura Sra. Poulter? – ela afivela os cintos antes da decolagem.

- Podemos te chamar de meu amor se quiser... – Galileu sorri na poltrona de frente a nossa.

- Podemos colocar uma silver tape na sua boca idiota, que tal? – ela devolve irritadinha como sempre. – Disse que tinha um curso importante sobre anatomia animal em Nova Iorque.

- O que não deixa de ser mentira, pois vamos transar muito quando chegarmos no dormitório. – Poulter continua com sua tática de sedução.

- Galileu, meu anjo, escuta. – Malia cruza as pernas e umedece os lábios, curvando seu corpo até meu amigo. – Você tem uma tatuagem na bunda. Eu NUNCA transaria com alguém que tivesse uma tatuagem na bunda.

- E no pau, transaria? – o mentecapto ainda insiste no papo.

- Sim, Gally, apareça com uma tatuagem no pau que eu transo com você! – ela revira os olhos e volta sua atenção a mim.

Olho para meu amigo e faço um sinal negativo com um aceno notório. Galileu é bem capaz de tatuar o pênis na esperança de transar com a garota, quando ela está apenas blefando com ele para ver até onde o bocó é capaz de ir com ela.

- Por que é tão malvada com ele? – questiono na decolagem.

- Porque eu gosto de vê-lo sofrer. I´m just a sucker for pain.

- Quais os planos para essa semana?

- Além de ver seu amigo tatuar o pau?

- Eu falo sério, Malia. – devolvo apreensivo.

- Vamos estudar Kiev, conseguir um hotel e um carro e vou transformar você. – sibila ela com fogo incomum no olhar.

- Me transformar?

- Claro! Você já começou com a tatuagem. Vamos comprar roupas novas, melhorar essa sua cara de almofadinha, dar um jeito nesse cabelo ridículo e inserir umas gírias nessa boquinha limpa demais. Depois vamos encher a cara e assistir Galileu tatuar o pênis. – finaliza socando os fones de ouvido, cobrindo o corpo até a altura do queixo.

Passo mais de treze horas de Sitka até Harvard com dois mudos do lado, imaginando como será emocionante essa semana com Malia Sangster dividindo o quarto conosco. Fiquei calado também, porém com minha cabeça trabalhando a mil por hora, fazendo planos para planos, como todos dizem quando se referem a mim. Não consegui desligar um segundo sequer de Newt. Por mais que eu tente, o turbilhão de sentimentos dentro de mim é assustador quando penso em tudo que ele pode estar passando sozinho.

Novamente eu choro, é só isso que faço nas últimas 72 horas.

Já em Harvard acomodo Malia e suas coisas no meu lado do quarto, deixando Galileu chateado. Faço um rápido tour com a garota pela universidade, mostrando alguns prédios, apresentando alguns professores e alunos.

- Você não em apresentou seu namorado ainda, Tom. – ela brinca chutando o gramado enquanto seguimos até a lanchonete do centro para jantarmos com Gally.

- Porque eu não tenho um. – dou de ombros.

- Nunca mais namorou ninguém depois do Troye? Ele era legalzinho...

- É, ele era... – murmuro.

- O que aconteceu com ele?

- Troye tinha outros planos para ele, enquanto eu fazia planos para nós dois.

- Planos para planos! – ela ri, me abraçando. – Senta falta da gente? – finalmente faz a pergunta proibida, aquela que nunca tocamos no assunto até agora. – Quer dizer, algo dentro de mim grita que você descobriu que era gay depois que ficamos e tal...

- Não tem nada a ver com você, Malia... – suspiro.

- Então tem a ver com o que, Tom? Porque sério, nosso lance foi bem legal naquele verão, eu realmente gostava de você e estava curtindo o que tínhamos, mas você simplesmente sumiu, não me ligou mais, literalmente desapareceu da minha vida. Eu já devia estar acostumada a isso... – Malia parece chateada em suas palavras.

- Já falei que não tem nada a ver com você, Wendy, eu fui um idiota, você sabe... Não podia mais fazer aquilo com você.

- Aquilo o que, Tom? Ficar comigo? – pergunta estancando seu corpo no meio da rua.

Malia capta meus ombros, obriga-me a fitá-la, ela merece uma resposta. Faz quatro anos que devo isso a ela, porém nunca tive coragem de dizer, talvez por medo, talvez por falta de coragem, a questão é que nunca quis magoá-la. O fraco da história desde o princípio fui eu.

- Vamos, Tom! Diga! – ela pressiona.

Tomo coragem, respiro fundo e finalmente coloco para fora algo que nem eu mesmo sei lidar direito.

- Você é ótima, Malia. É inteligente, linda, divertida, tem uma família de ouro, mas você não é ele...

- Ele? Eu não sou o Troye? É por isso que me deu um pezão na bunda? – indaga curiosa.

- Você não é o Newt.

Finalmente confesso. Meu rosto está queimando, minhas bochechas coradas denunciam o quanto devo estar roxo de vergonha por dizer a verdade a minha amiga, mas sinto-me mais leve. Estaria muito mais se quem eu quero estivesse comigo agora, nos meus braços, protegido do mundo.

- Uh... – Malia geme, deixando sua boca semiaberta.

- Desculpe... – peço segurando sua mão.

- Você estava comigo só por causa do meu irmão? – ela me repele, dando dois passos para trás.

Sim. Não. Talvez... Porra! É isso mesmo!

- Claro que não, Wendy! – decido omitir alguns fatos. Não me orgulho disso, que fique bem claro.

- Como pode nutrir sentimentos por uma pessoa que não vê a mais de dez anos? – ela pergunta nervosa.

- Como você nutre sentimentos por uma pessoa que não vê a mais de dez anos? – rebato a pergunta.

- ELE É MEU IRMÃO PORRA! – ela grita me empurrando.

- Pois bem, ele é o cara que EU AMO!

Finalizo o assunto deixando Malia para trás, disposto a chegar até onde Galileu nos espera.

- Vai ficar parada ai com cara de cu? – lanço grosso sem ao menos olhar para trás, afinal, acabei de gritar no meio de Harvard que eu amo um cara desaparecido, transei com a irmã dele durante um verão desejando que fosse ele nos meus braços e acho que acabei de perder minha melhor amiga.


Notas Finais


- Veshhhhh Maliaaaa... :(
- CALMA TOMMY!
- Mas esperaaaa, o Newt está dente, poxa....


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