História Remember Me - Newtmas - Capítulo 12


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Palavras 2.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


L O S T F O L L O W E R S

Já vou avisando que é um chapter pesado.
E não, eu não sinto muito por isso antes que questionem o quanto posso ser má e estragar o domingo de vocês.
O POV do Newt pode parecer confuso, mas eu explico no final.

Para este chapter escutem FREE AS A BIRD dos Beatles.

B o a L e i t u r a
LadyNewt!

Capítulo 12 - Free as a bird


Fanfic / Fanfiction Remember Me - Newtmas - Capítulo 12 - Free as a bird

"Whatever happened to the life that we once knew?" - Beatles

 

Point of View of Teresa Agnes

 

- Onde está o Sugar? – pergunto para Winston no final do dia, afinal, não vi meu amigo desde a hora seguinte após o café da manhã.

- Não sei, Blue. Ele estava comigo de manhã ajudando com algumas caixas e agora sumiu.

- Ele não sumiu. – Brenda aparece no canto da mesa onde estamos aguardando a chegada de alguns clientes.

Hoje parece que a casa estará movimentada. Toda vez que BOSS aparece com roupas novas e assessórios significa que teremos o triplo de trabalho pela frente, novos clientes e muito mais dinheiro rodando seu negócio nojento. Os garotos ganharam calças novas, agarradas até estancarem todo o sangue do corpo deles. Eu, Brenda, Harriet e Sonya recebemos lingeries cheias de rendas e frescuras, além de maquiagem e algumas pulseiras, brincos e sapatos mais altos que o Empire States.

- Onde ele está então? – Magic Min questiona juntando-se a nós na conversa.

- Ouvi Parrish dizer que BOSS o levou para um programa, acho que fora da casa. Benjamin deve estar com ele, pois sumiu também desde manhã. – Brenda repassa a informação.

- Ao menos Sheffield está com ele e não o brutamonte do Derek. – respiro mais aliviada.

- Espero que ele esteja bem... – Aris aparece do nada, sentado ao lado de Winston – Já sabe se Benjamin conseguiu o remédio para ele.

- Não faço ideia, garoto. – Brenda corta a conversa, não dando a mínima para Prince.

Prince, ou Aris para os íntimos, digamos que não é o garoto mais querido entre nós. Ele já deu suas mancadas conosco, por isso todos estamos com o pé atrás com ele, por medida de precaução. Meu sexto sentindo é aparado, mas o de Brenda é mil vezes pior. Ela acha que ele fez algum acordo com BOSS e Argent para delatar nosso grupo caso tentemos fugir ou armar uma contra a quadrilha. Um informante, é isso que achamos que ele é, por isso não tocamos mais no assunto Newt enquanto ele está por perto.

Os primeiros clientes começam a chegar, movimentando as mesas, mas nem sinal de Sugar por perto e isso em deixa tensa. Hoje é dia de dança na casa, por isso sigo para o camarim me preparar junto de Minho e Harriet, nós três cuidados dessa parte do espetáculo onde nossos corpos são a atração principal.

Harriet sempre começa o show, dando uma verdadeira aula de pole dance para os marmanjos. Acho que esse é o único momento em que ela realmente é ela, sabe? Parece que sua alma se desprende do corpo, as coisas que ela faz são surreais! Rocket quem me ensinou a dançar.

Após ela, é a vez de Magic Min. Minho é um espetáculo a parte nesse quesito. Dono de um corpo lindo e trincado, a asiático é o que faz mais sucesso entre as mulheres que aqui frequentam. Os caras não costumam pedir por ele, ao contrário de Aris e Newt, os twinks, ou seja, os garotos com corpo menos atlético e alguns traços delicados. O ponto alto da apresentação de Magic Min não é quando ele fica apenas de Boxer rebolando pela pista ao som de Rihanna, e sim quando o bonito deita no chão e deixa todo mundo fazer body shot de tequila pelos seus gominhos.

Não sou tão boa quanto eles, mas me esforço quando chega a minha vez. Sempre tem um engraçadinho que passa a mão na minha bunda ou tenta atrapalhar minha dança, isso me irrita, mas BOSS está cagando para isso, certo? Desde que ele ganhe seu dinheirinho suado, tanto faz como tanto fez se algum dos seus pupilos acabarem a noite sem um braço ou o saco.

Em cima do palco sensualizando entre um poste e outro, após tomar uma chuva de champagne que encharcou toda minha roupa e provavelmente estragou minha maquiagem, me deixando com um cara lavada de urso panda, avisto finalmente Benjamin Sheffield regressar ao bordel.

Mas espera... Tem algo errado!

Franzo a testa quando o loiro entra melhor no meu campo de visão, desviando de algumas pessoas. Newt está em seu colo, parece apagado. Não consigo ver se ele está machucado ou não. A minha apresentação mal termina já pulo do palco, ignorando o cretino que quer trepar comigo mais tarde.

Benji leva Newt direto para a sala VIP de BOSS, aproveito então a distração de Derek na porta e entro atrás deles, preciso saber o que aconteceu com meu amigo.

- O que houve, Benjamin? – BOSS pergunta quando o garoto deita o corpo de Newt no sofá.

Ele está acordado, um pouco confuso, mas acordado. Pelo que meus olhos captam, ele não está machucado, fazendo-me respirar mais aliviada.

- Ele está doente, BOSS. – Ben responde seriamente.

- O que aconteceu especificamente, Sheffield? – Janson agacha até o loirinho, analisando o estado dele. BOSS o toca, sentindo sua temperatura.

- Enquanto ele fazia o programa, Newt desmaiou algumas vezes, chegou a vomitar e sentir falta de ar.

- Você quer foder com os meus negócios, Sugar? – Janson rosna a centímetros da cara do garoto, que mal consegue focar no que o chefe diz.

- Eu posso cuidar dele. – interfiro antes que BOSS ou Argent façam alguma idiotice.

- Ele não precisa ser cuidado. Ele precisa trabalhar! – Argent me empurra, indo de encontro ao garoto.

Christopher tenta sentá-lo no sofá, mas o loirinho está acabado, tem olheiras arroxeadas abaixo dos olhos, a boca está seca e Newt conseguiu ficar mais pálido do que já é naturalmente.

- O que quer fazer? Dispensar o Sheik? – Argent conversa paralelamente com Janson. Os dois estão sérios e não parece muito animados com o estado do garoto.

Sheik é um cara provavelmente do Oriente Médio que de vez em quando aparece aqui e sempre pede pelo Newt, levando meu amigo para longas noites de tortura. Ninguém aqui suporta ele e esse filho da mãe resolve aparecer justo quando Newt está mal, sem ao menos conseguir ficar de pé.

- Tá maluco? Não podemos perder o investimento desse cara. – Janson devolve se levantando.

- BOSS, ele está mal! – Benji insiste, tão inconformado quanto eu.

- Isso não é problema seu, Sheffield! Amanhã cuidamos dele, hoje ele precisa atender aquele homem ali. – o escroto segura Sheffield pela nuca e aponta até onde o Sheik está numa mesa com mais três homens. – Justin, preciso da maleta. – ele ordena ao filho, que segue até o cofre da sala atrás do que o pai pediu.

Justin retira uma pequena caixa prateada e entrega ao homem.

- Segure ele, Sheffield. – BOSS ordena ao garoto, que parece relutante e nega com a cabeça. – EU PEDI PARA SEGURAR ELE, PORRA! – grita enquanto abre a tampa prateada. Mas o fato é que ninguém precisa segurar o loiro, ele mal aguenta ficar de pé por conta própria.

Estreito meus olhos curiosos na direção de BOSS. Ele retira um pacote fechado contendo uma seringa, um saco transparente com algo dentro, parece uma droga. Prepara a injeção e passa um elástico grosso para que Argent prenda no braço de Newt, com o objetivo de encontrar a veia do garoto.

- Você vai drogá-lo? – pergunto chocada levando minhas mãos a boca.

- Não, Blue, vou dar a benção para ele! – BOSS estala a língua e então aplica aquele merda em seu pequeno braço.

Newt geme baixinho, seus olhos perdidos encontram a segurança nos meus, ao menos é isso que eu quero que ele sinta. Enfio meu choro no meio das pernas e sorrio com os olhos para ele, tentando acalmá-lo. Dos seus olhos uma lágrima singela escorre, molhando o sofá de veludo em que encontra-se largado agora, esperando o efeito arrebatador de heroína.

- Benjamin, leve ele para o quarto sete e avise o Sheik e seus amigos que o garoto está pronto. – Argent anuncia enquanto BOSS guarda a droga de volta no cofre.

- Posso ir com ele? – pergunto desesperada, foda-se.

- Quer participar da orgia, Blue, ou só quer proteger seu amiguinho? – Justin sibila todo marrento.

BOSS segura uma garrafa de Whisky, desliza como um puma pela sala VIP e me encara após alguns segundos fitando o estado deplorável de Newt. Janson apenas faz um sinal positivo com a cabeça, autorizando que eu siga com Benjamin e Newt em seu colo.

- Blue. – BOSS me chama antes de sair da sala.

Ele molha excessivamente seus lábios e corre os dedos trêmulos pelos cabelos cinza, parece realmente preocupado, fazendo meu coração disparar com o que ele pode querer ao me chamar repentinamente antes de seguir com os meninos para o quarto. BOSS caminha apressado até a porta, dando as costas ao filho e sócio, como se não quisesse que eles escutassem o que tem para falar.

- Pois não, BOSS. – pergunto como uma cadelinha obediente.

- Cuide dele, por favor. – engulo a seco com o zelo repentino após drogá-lo para transar com quatro animais. – Não deixem machucá-lo e se alguma coisa acontecer, não hesite em chamar o Derek. Peça que ele fique de guarda na porta, ok?

- Sim, BOSS. – concordo com a cabeça, realmente com medo da onde ele quer chegar com isso.

 

Point of View of Newton Brodie-Sangster

 

Livre, como um pássaro.

É uma das melhores coisas da vida. Como um beija-flor voarei. O que será que houve com a vida que tínhamos? Onde será que perdemos o contato que parecia significar tanto?

Não são palavras minhas, são dos Beatles, mas encaixam com maestria ao ato a seguir.

Flutuo pela imensidão do céu, ele é tão azul, tão vívido, o vento que corta minha face não é gelado, é quente, como o supro do inferno, não o acho gostoso, mas hoje estou livre para voar para onde quiser, hoje posso fugir para qualquer lugar.

Acho que estou rindo.

Aqui em cima não existe dor.

Aqui onde Janson me mandou é o paraíso, onde deslizo livremente por braços e pernas e bocas e quadris e membros me invadindo, desarmando qualquer ação minha.

Um beijo molhado toca minha nuca, meu corpo arrepia por inteiro e eu ainda estou rindo, mais intenso, mais rápido, mais forte.

Gemidos viram canto dos pássaros, fazendo-me companhia nessa viagem solitária e vazia. Mais um chiado rouco contra minha orelha e vibro internamente quando sou preenchido por uma explosão ardente e febril, derrubando a águia número dois para que a três passe a tentar voar comigo, só que em um ritmo muito mais alucinante.

Ela me invade, e sai fora. Volta e me abandona. Fica nesse jogo viciante pelo que parecem horas e horas e horas a fio, deixando-me incapaz de lembrar até meu próprio nome, exceto quando urra “Sugar” tencionando minhas asas para cima, impedindo que eu me movimente solto pelo céu de brigadeiro.

O que era uma águia única, forte e vigorosa, viram duas, ao mesmo tempo, disputando o espaço que disponho, lutando para arrancar até o último suspiro que tenho aprisionado dentro de mim. É como se estivessem arrancando uma a uma das minhas penas, causando uma dor contínua sobre minha pele cansada e frágil.

Sou empurrado de um lado para o outro, como em uma tempestade que acaba de se formar no céu, anunciando o princípio de uma tormenta. O tempo fechou, tudo está escuro e o que era riso, transformou-se em água, escorrendo e lavando meu rosto, purificando o resto da minha alma.

Acho que estou chorando.

Não.

Sim. Eu estou chorando.

Paro de bater as assas ao ser prensado por mais uma águia, sugando e exigindo o pouco que ainda tenho para dar. Parece que sou colocado numa espécie de gaiola, sei que não vou sair tão cedo daqui, isso mais parece uma viagem sem volta. O ferro cálido aperta e consome minha pele, impede que eu saia voando, que eu fuja por ai.

- DEREK!

Alguém tenta me ajudar, esforço meus olhos estafados até ela, a outra ave é abatida sem a menor chance de defesa, mas ela grita, exige que alguém nos tire daqui com sua voz fraca, porém familiar. Então ouço um trovão, ou Derek, tanto faz, ainda estou chapado demais para saber o que está acontecendo a minha volta.

Repentinamente meus braços estão livres e então eu alço voo no colo de alguém. Aqui é aconchegante e macio, quente e tranquilizador, mas está longe de ser seguro. Seguro mesmo estive nos braços de uma única pessoa até hoje, mas a sensação que tenho é de que nunca mais irei vê-la, não enquanto estiver preso nesse inferno, vivendo essa vida maldita que Deus me deu.

- Levem ele direto para meu quarto! Blue, você está bem? – parece que Deus deu a ordem suprema de misericórdia ao seu discípulo, preocupado com seus seguidores.

- Deixa comigo, BOSS. – o timbre grave devolve confiante.

Deus às vezes pode ser bom por aqui, mas a quem eu quero enganar? Ele não é Deus, ele é o diabo em forma de gente e pode brincar com meu destino e minha vida da forma que quiser.

Eu só queria morrer por hoje...


Notas Finais


Bom, pra quem não entendeu patavinas do que rolou com o Newt:
Eu tomei uma decisão ao escrever essa fic. Como ela é muito pesada e tem coisas fortes, optei por não dar detalhes concertos do que acontece entre o Newt e seus clientes, sempre fazendo uma analogia dos fatos com pirações da cabeça dele, como no filme Sucker Punch.
Resumindo a bagaça: Newt foi drogado com heroína, obrigado a transar com 4 homens, foi algemado, começou a sofrer e ai a Tess chamou o Derek, que entrou na bagaça e salvou o garoto. No final BOSS apareceu lá, como "Deus".

"Nossa, vc é cruel?"
Não, sou realista, pq isso acontece o tempo todo!

BjinXX amores


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