História Remember Me - Newtmas - Capítulo 13


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Palavras 2.299
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


L O S T F O L L O W E R S

Hmmm, hoje teremos um POV de um serumaninho novo... Um daqueles que a gente "ama" muito!

B o a L e i t u r a!
LadyNewt!

Capítulo 13 - Sweetness


Fanfic / Fanfiction Remember Me - Newtmas - Capítulo 13 - Sweetness

Point of View of Thomas O´Brien

 

Eu estou firmemente agarrado ao fato de que nada vai mudar e está tudo numa boa depois do papo que rolou a caminho da lanchonete entre Malia e eu. Ela parece de boa por fora, mas vai saber o que se passa dentro daquela cabeça confusa?

Decidimos que hoje vamos as compras, preciso da ajuda dela para montar um visual mais desafiador do que as camisas polo e calças sem graça que uso no dia a dia, mantendo uma figura de estudante nerd e sem graça de Harvard.

- Isso vai ser divertido! – Gally canta animado no banco traseiro do meu carro entornando uma mug repleta de café, enquanto sigo para o shopping no centro de Boston.

- Já pensou no estilo que vai querer? – Malia questiona desligando o rádio com as notícias sobre Dow Jones e as ações da Apple.

- Não faço ideia, Wendy, precisa ser algo agressivo, algo que intimide esses caras quando eu chegar em Kiev. – respondo ao chegar na entrada de carros do shopping.

Descemos do carro e então Sangster toma a dianteira, tendo dois cachorros assustados na sua cola, com medo de abrir a boca quando mulheres vão as compras. Malia deve ser diferente, ela não parece ser igual as outras, ao menos o seu jeito desencanado de se vestir diz isso.

Ela para abruptamente em frente a Armani, analisa a vitrine cheia de ternos pretos, com risca de giz e cinza chumbo, como se fosse uma exposição de corpos nus malhados de homens mais gostosos que Channing Tatum.

- Acho que essa pegada Christian Grey não vai colar em Kiev. – Galileu interfere os pensamentos da garota, recebendo um olhar torto da mesma.

- E o que tem em mente, sabichão? – questiona ela.

- Que tal 007 em Cassino Royale? – ele sugere e ela leva o indicador até os lábios, ainda fitando a vitrine a sua frente – Daniel Craig é gato, vai!!!!!

- Prefiro Christian Bale em Batman: O Cavaleiro das Trevas. – ela devolve, então caminha calada para a próxima loja.

Sigo com as mãos no bolso e cabisbaixo, deixando que Poulter e Sangster decidam meu destino de maneira totalmente engraçada, jogando com astros do cinema. Malia escora a testa em outra vitrine, inclino meu tronco para trás na tentativa de ler o nome da loja.

- John John? Quer o que agora? Um James Dean da vida? – meu amigo instiga.

- Não, sua anta, pensei em Jack Sparrow em Piratas do Caribe. Johnny Depp está irresistível nesse filme. – sibila ela entrando na loja.

- Você está enganada! – Gally a segue e vou logo atrás, só ouvindo a conversa – Orlando Bloom está irresistível nesse filme, aliás, Bloom está irresistível em qualquer filme, desde Legolas a amiguinho do Ned Kelly.

Sangster para em frente a uma arara de roupas e fita uma jaqueta de couro, corre seus dedos por mais algumas peças escuras, até que passa a falar de outros homens.

- George Clooney em Doze Homens e Outro Segredo.

- Danny Ocean? Tá de brincadeira comigo, Malia? – o loiro faz uma careta de repulsa – Qual o problema de vocês mulheres com o Clooney? Rusty Ryan em Onze Homens e um segredo sai bem melhor!

- Nada se compara com Antonio Bandeiras em A Máscara do Zorro. – eu apenas escuto Malia divagar sobre personagem atrás de personagem, enquanto ela nem escolheu peça alguma pra mim.

- Ahhh, gosta de coisas cafonas. Saquei! – Poulter ri – Hugh Jackman em Austrália deve ter causado um derretimento nessa calota polar que é seu coração.

Reviro os olhos para os dois, que parecem estar mais entretidos em falar sobre cinema do que resolver a minha vida. Passo eu a caminhar sozinho entre as araras e prateleiras, separando algumas peças com a ajuda de um vendedor com um moicano mais empinado que a bunda de uma Kardashian.

Sou arrastado por ele até o provador. Enquanto caminho até a cabine com uma sacola cheia de roupas, Malia e Galileu ainda estão discutindo sobre cinema, parece que a disputa ali vai longe. Uma a uma visto as peças que separei, sentindo-me completamente um ET na frente do espelho.

Calças apertadas e rasgadas, camisas sujas propositalmente, uma bota de couro preta que mais parece uma fantasia sexual de alguém que curte chicotes e amarras e uma munhequeira até que ótima para colocar ao redor da boca daqueles dois. Ao sair do provador o vendedor assovia animado e ainda tem a ousadia de bagunçar meus cabelos alinhados, transformando-os numa bagunça desconexa.

- HOLY MOTHER OF GOD! – Malia aparece atrás da cortina preta, acho que impressionada com o que escolhi.

- Não, é o Tyler Durden de Clube da Luta! – Poulter brinca logo atrás da loira.

- E ai? Qual personagem escolheu? – ela questiona sorrindo.

- Qualquer um do Brad Pitt... – dou de ombros ajeitando a jaqueta que o vendedor escolheu.

- Viu! Tyler Durden e Rusty Ryan, ambos interpretados pelo Brad Pitt, o que me leva a vencer esta disputa Sra. Poulter, pois conheço Thomas O´Brien melhor que você! – Gally finaliza a brincadeira, acho que irritando-a levemente.

- Tanto faz! – ela me encara divertida – Já que escolheu Brad Pitt, ao menos levará algo que lembre o Sr. Smith. Você não vai para Kiev sem um terno decente! – anuncia feito um ditador, dando as costas para nós.

Horas depois respiro aliviado ao conseguir sobreviver a essa brincadeira de Barbie versão Ken O´Brien, sem que meus amigos tenham destruído o shopping ou esfaqueado um ao outro.

- Próximo passo? – questiono cansado para Malia, que ainda está no pique e ostenta um bloquinho de notas nas mãos.

- Casa, porque quero dormir. – ela causa um tremendo alivio no meu ser exausto – Mas amanhã e durante o resto da semana vamos estudar Kiev e aprender a falar Ucraniano. – determina encostando a cabeça no banco do passageiro fechando os olhos.

 

 

Point of View of A.D. Janson

 

Estou a mais de duas horas dentro desse quarto, apenas observando o sono nada tranquilo de Sugar deitado na minha cama depois de tudo que aconteceu. Devia me sentir péssimo por tratá-lo assim, por tratar como merda a pessoa que me torna rico, poderoso e tremendamente duro quando estou ao seu lado.

Talvez por isso ainda me preocupe com ele, nem que 2% do meu lado misericordioso faça questão disso.

Sou um bosta por me sentir assim, fraco diante de um merdinha que exerce tanto poder sobre a minha pessoa. Se fosse qualquer outro eu já teria me desfeito dele, dessa pedra no sapato que me tira do sério e do rumo. Mas Sugar tem algo que me impede, algo nele não deixa que eu acabe logo com essa vida miserável que eu coloquei esse garoto desde os oito anos de idade.

Parece que foi hoje quando um dos meus capangas apareceu com ele nos braços, tão pequeno e assustado, incapaz de me olhar nos olhos. Seus cabelos perfeitinhos, a roupa ainda alinhada e o cheiro de bebê gritaram na hora pra mim que esse seria o melhor dentre todos eles, e de fato é. Newton cresceu, amadureceu, foi sutilmente preparado para a vida que tem, confesso que protegi ele de Argent algumas vezes, meu sócio nunca desistiu da ideia de vendê-lo para algum marajá na Turquia, lucrando uma fortuna, mas não posso simplesmente me dar ao luxo de perdê-lo, não posso vender meu precioso para qualquer um, não suportaria me desfazer dele.

Já foi uma tortura ter que leiloar a inocência dele, quando na verdade era eu quem devia ter sido o primeiro, o principal e o único nessa tarefa em inseri-lo no mundinho lixo de prazer e luxaria que foi subitamente apresentado.

É uma sensação de bosta ver o garoto passando de mão em mão por ai, quando deveria ser somente meu, única e exclusivamente meu. Argent me taxaria de louca e o inútil do meu filho idem. Newton é muito melhor que meu próprio filho e isso me instiga.

Justin só sabe gastar meu dinheiro, dormir a cada dia com uma vadia nova e não se interessa por nada que não seja colocar suas mãos imundas e inúteis em tudo que eu construí. Viver as custas dos outros é bom, quero ver o moleque dar duro como eu dou diariamente, movimentando a maior quadrilha da Europa, tendo que lidar com gente de tudo quanto é tipo, pessoas más, policiais corruptos e políticos interessados na minha grana.

Newton ao menos se esforça para tentar sobreviver a essa realidade de merda, tenho certeza que dá muito mais valor a qualquer coisa do que o ingrato do meu filho.

Levanto da poltrona quando ouço duas batidas fracas na porta do quarto.

- BOSS, o médico que pediu chegou. – Sheffield avisa.

- Mande-o entrar, por favor. – peço ao loiro, esse é outro que me agrada e muito.

Um homem centenário caindo aos pedaços aparece no quarto portando uma maleta. Faço as honras para que ele examine meu Sugar e torço para que não seja nada sério. O médico examina o garoto com o sono agitado, Newt ensaia uma acordadinha, mas volta a apagar na cama.

- O que ele tem? – pergunto apreensivo.

O Doutor ausculta seu peito, examina a garganta dele e afaga a marca das algemas que o filho de uma puta do Sheik e seus amigos usaram contra meu pequeno.

- Uma pneumonia.

- Pneumonia? – rosno bravo, sabendo que isso é culpa minha. Se não tivesse trancado meu pequeno Sugar na câmara frigorífica, nada disso estaria acontecendo. – É grave?

- Ele precisa fazer repouso absoluto até seu quadro melhorar, precisa também fazer inalação, se alimentar direito e de alguns antibióticos para inverter o quadro. Vai querer a receita?

- Vou querer tudo que o Senhor tiver que faça esse garoto melhorar. – respondo esfregando meus cabelos em total desespero.

Após a consulta chamo Sheffield e peço que o menino vá atrás das coisas que preciso para cuidar de Sugar. Solicito que Caçarola prepare uma sopa reforçada para ele e mando chamar Teresa até o quarto. Sei que a garota se importa com ele desde que eram pequenos, acho lindo como as pessoas se agarram a pequenas coisas quando são postos a prova. Ando pegando muito pesado com ela, acho que Blue merece um voto de confiança.

- Mandou me chamar, BOSS? – ela aparece graciosa dentro de uma camisola divina.

- Preciso que cuide dele. – aponto para Newt ainda imóvel na cama. – Não quero que saia desse quarto enquanto ele não estiver 100%, você me entendeu?

- Sim. – percebo ela engolindo a seco, provavelmente desconfiada com cada passo meu.

- Você está proibida de fazer qualquer coisa que não seja cuidar do Sugar, agora saia daqui e vá pegar suas coisas. Você dorme com ele no meu quarto a partir de agora. Peça para Lydia retirar as tralhas dela daqui e dormir no seu lugar.

Lydia é outra que irrita, assim como Justin. Sei que a vadia me usa só para não ter que fazer programa como os outros. A grande porra é que a bicha é bonita, ruiva, tem olhos verdes e saber seduzir qualquer pênis, mas anda transando por ai com Parrish, como se eu não soubesse. A sorte dela é que os clientes gostaram da função de hostess por aqui, caso contrário já tinha eliminado essazinha faz tempo.

Permaneço mais alguns minutos sozinho com meu pequeno, até que Caçarola aparece com a sopa. Levo a bandeja até Newt e o acordo com carinho, beijando sua testa.

- Sugar, você precisa acordar. – peço palmilhando meus dedos pela sua bela face.

Newt remexe o corpo, parece assustado ao ver-me do seu lado.

- O que aconteceu? – sua voz está fraca e falha, ele realmente está cansado e acabado.

- Você precisa se alimentar. – ignoro a pergunta dele e apoio a bandeja no seu colo.

Sei que ele está debilitado, por isso passo eu mesmo a servi-lo, porque sou um otário quando o assunto é o garoto a minha frente. Levo a colher repleta de sopa até seus lábios, relutantes em experimentar o que pedi que fosse feito exclusivamente para seu bem.

- Você está doente, precisa comer para ficar bem. – insisto e então ele abre a boquinha, comendo tudo como o garoto obediente que ele é.

- Por que estou aqui e não com os outros? – ele questiona enquanto levo uma porção até meus lábios e assopro.

- Porque você é meu e faz o que eu mando. – respondo com mais uma colherada até sua boca. – Teresa vai cuidar de você e Benjamin logo chegará com os remédios. Quero que siga tudo que ela pedir para que seu tratamento tenha uma eficácia precisa.

- E por que eu deveria, BOSS?

Solto a colher na bandeja de prata e encaro o par de olhos castanhos a minha frente. Seus olhos não tem o melhor dos brilhos, estão opacos, como os meus, os meus há tempos já não brilham mais, exceto quando estou ao lado dele.

- Prefere morrer, Newton? - questiono com minha face a centímetros da sua, posso sentir sua respiração falha e meu pau ganhando vida dentro da calça.

Ele não me responde, mas eu sei que esse garotinho prefere a morte do que ficar uma vida inteira ao meu lado, mas nem sempre a gente tem tudo que quer, não é mesmo? Nem eu posso tê-lo só pra mim e se eu não tenho o que quero, ninguém mais terá também, simples assim.

- Você precisa colocar nessa sua cabecinha linda que eu só quero seu bem, Sugar. – digo selando meus lábios nos seus, sentindo o gosto doce que todos os clientes imploram todas as noites para sentir.

Isso é gostoso pra caralho!

Mas por hoje basta. Por hoje e até esse pequeno melhorar, apenas eu provarei  a doçura que somente Sugar tem a oferecer. 


Notas Finais


- ugh BOSSta...

Quem aqui já está de férias da um grito!!!!!!!


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