História Remember Me - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Grey's Anatomy
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Exibições 1.020
Palavras 2.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI MORES!!! Acho que para quem ama fics e adora ler, deve estar louco com o tanto de atualização que ocorreu agora, né? Então, foi intencional. Nós, autoras de fanfic, decidimos nos juntas para presentear vocês com atualizações de suas fics preferidas, espero que tenham gostado. Enfim, sobre o capítulo... Aproveitem :*

PS: Qualquer erro conserto depois, então relevem.

Capítulo 46 - Do you want to go on a date with me, again?


Lauren POV

Acordar de um coma já é confuso o bastante, agora acordar de um coma com lembranças que você nem imaginava que pudessem estar armazenadas em algum lugar do seu cérebro, ia além de confuso. Conversando com Dinah enquanto me submetia a uma bateria de exames, ela ia me contando tudo o que aconteceu nesses cinco meses em que estive dormindo sem previsão de acordar.

Eu não sabia definir como me sentia, todo tipo de sentimento estava misturado dentro de mim. Por um lado, eu me sentia eufórica, queria gritar para todo mundo que eu estava ali, que tinha recuperado minha maldita memória, queria pular em cima de Camila e dizer tudo que eu não lhe disse durante todos esses anos, queria ver meus filhos e dizer que sou a outra mãe deles e que nunca mais sairia do seu lado. Mas eu me sentia tão sufocada ao ponto de não saber nem por onde começar. Eu precisava resolver a minha vida e recuperar o que é meu, mas como recuperar 7 anos assim, de uma hora para outra? Eu me sentia perdida.

E por essa razão que eu precisava tanto da ajuda de Dinah, além de ser a minha melhor amiga e a minha pessoa, eu tenho certeza que ela saberia exatamente o que fazer para me ajudar. De repente um estalo veio em minha mente e me fez franzir a testa, dando voz ao meu pensamento.

- Há quanto tempo todo mundo sabia que eu era eu? Quer dizer... você e Jared.... há quanto tempo vocês sabiam sobre tudo isso?

Dinah, que estava calada analisando o resultado dos exames, suspirou ainda de costas para mim e virou-se, olhando diretamente em meus olhos.

- Eu acho que não é uma boa hora para falar sobre esse assunto. Você acabou de acordar de um coma, ainda por cima lembrando de tudo, sua mente deve estar uma confusão, Lauren. – ela fez uma careta involuntária. – Por que você não descansa e quando se sentir mais disposta nós conversamos, ein?

Respirando fundo e acabei concordando com ela, algo me dizia que tínhamos muito para conversar e eu não queria fazer isso com minha mente naquele estado, tão bagunçada. Tinha primeiro que organizar tudo dentro de mim para poder dar espaço para mais coisas e digerir tudo de uma vez. Tão complicado...

- Certo, você tem razão. – concordei com a voz cansada e fechei os olhos, encostando a cabeça no encosto da cadeira e soltando um suspiro que demonstrava toda minha exaustão. Poucos segundos depois e senti a presença de Dinah ao meu lado, sua mão entrou em contato com meu ombro e deu um aperto reconfortante, me fazendo abrir os olhos e sorrir timidamente para ela. – Posso te pedir uma coisa?

Ela retribuiu meu sorriso e acenou com a cabeça antes de responder.

- Qualquer coisa.

- Isso pode ficar só entre nós... por enquanto? – quando ela franziu a testa e percebi que ia argumentar, continuei. – Eu não quero que ninguém saiba que eu recuperei minha memória e voltei a ser Lauren Jauregui, não agora. Eu quero primeiro organizar tudo na minha mente e me preparar, entende?

- Claro que entendo. – ela apertou meu ombro mais uma vez. – Vai ser uma loucura quando todos descobrirem, você realmente tem uma família aqui. Eu pude acompanhar com meus próprios olhos o quanto esses médicos se importam com você, principalmente a Camila. Aquela mulher é louca por você, garota. – ela disse rindo e eu acompanhei, sentindo meu peito se encher de algo que eu não sentia há muito tempo, algo tão intenso que só uma pessoa era capaz de me causar.

Mas também a menção de meus amigos fez meus olhos brilharem. Durante esses anos, eu sempre busquei em Dinah e Jared um apoio que eu sentia que tive durante boa parte da minha vida, procurava neles amizades que, mesmo no meu inconsciente, eu sabia que sentia falta. E encontrei. Eu sempre seria grata por ter aqueles dois comigo, não sabia se estaria aqui, sobrevivendo a tudo isso, se não fosse por eles e pela minha filha, claro. Mas agora que tudo estava ficando nítido na minha mente, eu percebia que eu nunca ia encontrar o mesmo que procurava como Lana, quando aquilo se encontrava na vida de Lauren. Apesar de tudo isso, eu ainda planos de unir tudo em um só, minhas duas vidas em apenas uma e ter aqueles que amo, todos eles, perto de mim. De uma vez por todas.

- E para o Jared? Você não vai contar? – a voz de Dinah me puxou dos meus pensamentos e me fez piscar rapidamente, me localizando novamente. Ela já estava mais a frente, guardando os exames. Aparentemente, estava tudo bem.

- Claro que vou. – respondi depois de pensar um pouco. – Não seria justo deixar você a par de tudo isso e ele as escuras. Provavelmente ele me mataria quando descobrisse.

Nós rimos e Dinah veio novamente em minha direção, agora posicionando-se atrás da minha cadeira de rodas e me puxando para fora daquela sala.

- Então, você pretende contar apenas para nós dois e deixar todos os outros no escuro pensando que você ainda é Lana McPerk? – ela perguntou enquanto transitávamos pelo corredor do hospital e eu recebia alguns olhares assustados. Agora eu entendia o motivo desses olhares e sussurros que me acompanhavam nos meus primeiros dias aqui.

- Eu não deixei de ser Lana McPerk, Dinah. – respondi enquanto sorria para algumas pessoas que passavam por nós. – A diferença é que agora eu também sou Lauren Jauregui. E não pretendo deixar os outros no escuro por muito tempo, acredite em mim.

Ela murmurou algo em concordância e continuamos conversando sobre outras coisas até chegarmos ao meu quarto, paramos em frente a porta e Dinah logo saiu de trás de mim para abrir a porta. Ainda estávamos rindo de alguma besteira que a mesma tinha falado, quando entrei no quarto e meu sorriso foi morrendo aos poucos, fazendo meu coração querer saltar do peito com a cena que encontrei ali.

Camila estava sentada na poltrona ao lado da minha cama e os nossos filhos estavam sentados em suas pernas, um de cada lado, repousando a cabeça em seus ombros. Meus olhos se encheram de lágrimas com aquela cena e eu pude ouvir Dinah suspirar atrás de mim, provavelmente também comovida. Os três estavam com os olhos fechados e não notaram nossa presença no quarto.

Me permiti admirar aquela cena por mais um tempo, totalmente maravilhada. Aquela era a minha família. Era aquele sentimento, que preenchia meu peito agora e o fazia transbordar, que eu vim buscando durante todos esses anos “desaparecida”. Eu me sentia completa outra vez, mesmo que ainda não pudesse gritar isso para todo mundo ouvir.

Uma lágrima silenciosa deslizou pela minha bochecha e eu logo tratei de enxugá-la quando percebi que Camila estava se mexendo e suas pálpebras piscando, sinalizando que ela logo acordaria. E não demorou mais que alguns segundos para que aqueles brilhantes olhos castanhos encontrassem os meus.

Ficamos nos encarando pelo que pareceu uma eternidade, mas eu nunca me cansaria de olhar em seus olhos e ver o quanto amor por mim eles transbordavam. Sempre foi assim, eu me sentia segura e amada ao encontrar o seu olhar e poder sentir aquilo de novo, poder ter seus olhos em mim e lembrar o quanto ela me amava, depois de tantos anos era... Eu nem tinha palavras para descrever.

Nossa troca de olhares foi interrompida por uma voz infantil animada.

- MAMÃE!

Antes mesmo que eu pudesse perceber o que estava acontecendo, senti um corpo praticamente se jogando em cima de mim, fazendo a cadeira de rodas mexer um pouco e Dinah segurá-la para nos manter paradas.

- Emy, cuidado!  - Camila falou um pouco alarmada, fazendo com que Daniel também acordasse confuso e olhasse para a gente. – Sua mãe ainda está um pouco debilitada, querida.

Apenas olhei para ela e acenei com um sorriso discreto, sinalizando que estava tudo bem e que ela não precisava se preocupar. Com a saudade que eu estava da minha filha, ela poderia sapatear em cima de mim que eu não me importaria.

- Oi, meu amor! – falei apertando seu corpo contra o meu o mais forte que eu pude, ouvindo um resmungo logo depois e afrouxando um pouco o abraço para olhar em seu rosto. Ela era tão linda e tinha tantos traços de Camila. Como eu nunca percebi isso durante o tempo em que estive aqui? – Sentiu minha falta? Porque eu estava morrendo de saudades de você.

- Eu tava com muitas saudade. Muitas mesmo, daqui até a Lua e voltando. – ela disse com os olhinhos brilhando e meu coração se derreteu. – Pensei que a senhora nunca fosse acordar, eu e tia Camz ficávamos falando com você todo dia, mesmo não recebendo uma resposta. Não é tia Camz? – ela falou animadamente, virando-se para Camila que até então continuava sentada com nosso filho em sua perna, os dois apenas nos observando.

Então eu percebi que ela não tinha contado nada para eles, Emilia não sabia que Camila era sua mãe nem Daniel sabia que eu também era sua mãe, apesar de que... em relação ao Daniel eu tenho minhas desconfianças, o jeito que ele me olhava era quase como se implorasse para que eu lhe reconhecesse como filho e pudesse lhe dar todo o amor que ele vinha buscando durante todos esses anos. E conhecendo Camila como eu conhecia, ela provavelmente tinha falado sobre mim para ele. É aquela coisa de “respeitar a memória e não deixar ser esquecida”.

- É... – ela respondeu com um olhar um pouco perdido. – Sim, não deixamos a Lana sozinha em nenhum momento.

Uma careta involuntária surgiu em meu rosto, ter Camila me chamando assim era no mínimo muito estranho apesar de não ser a primeira vez. Sorri timidamente para ela e logo meu olhar foi direto para o lindo garoto que estava sentado em sua perna, apenas nos observando. Enquanto Emilia era quase uma cópia perfeita de Camila, Daniel tinha todos os requisitos para ser a minha cópia. Seu olhar era triste, apesar de perceber que ele estava feliz pela minha melhora e ali eu soube. Ele sabia que eu era sua mãe.

- Dany? – ele focou seu olhar em mim, um pouco surpreso por estar sendo o foco naquela conversa. – Vem aqui, querido. Não vai me dar um abraço?

Ele me olhou durante alguns segundos, indeciso sobre o que fazer, e percebi seus lábios tremendo um pouco e olhinhos se enchendo de lágrimas, causando quase a mesma reação em mim. Então ele olhou para Camila, que estava mordendo os lábios para conter as lágrimas e a mesma olhou para ele, e eu percebi que eles conversavam pelo olhar. Era como se ele estivesse pedindo permissão para me abraçar. Camila acenou suavemente com a cabeça e em um piscar de olhos ele já estava em meu colo, juntamente com Emy.

Abracei os dois com toda a vontade e amor que eu sentia, aqueles eram os meus filhos. Eu os amava tanto e nunca mais queria ter os dois separados de novo, eu me sentia cada vez mais completa.

Ficamos mais um tempo conversando, eu já estava deitada na minha cama enquanto as crianças estavam sentadas perto de mim. Eu queria abraça-los novamente, mas já tinha feito isso tantas vezes que Camila ia acabar estranhando minha atitude de querer ficar abraçando seu filho direto, já que com a minha filha eu tinha esse direito. Se é que ela não já estava estranhando, né? De vez em quando Dinah me dava alguns olhares nada sutis para que eu me controlasse e eu batia mentalmente, mas era tão difícil me conter.

Quando comecei a dar sinais de cansaço, mesmo que quisesse disfarçar meu sono estava levando a melhor sobre mim e Camila percebeu isso.

- Crianças, a Lana está precisando descansar. Vamos deixa-la em paz um pouquinho, tudo bem? Depois nós voltamos. – ela falou se levantando.

- Verdade. – Dinah concordou e eu lancei um olhar impaciente para ela, não era para ter concordado. Eu queria ficar mais tempo com eles, a verdade é que eu nunca mais queria me separar da minha família. – Você precisa descansar, garota.

- Mas ela já descansou durante cinco meses! – Emy falou chateada por ter que sair de perto de mim. Eu apenas concordei com a cabeça enquanto um sorriso se espalhava pelo meu rosto.

Dinah e Camila riram.

- Emy, você entende sobre medicina o suficiente para saber que quando uma pessoa está em coma não quer dizer que ela esteja mesmo descansando. – Dinah explicou pacientemente, enquanto lhe pegava no colo. – Apesar de nos exames tudo aparentar estar bem com sua mãe, ela precisa descansar.

Ainda emburrada, Emy concordou e me abraçou apertado. Logo depois Dany fez o mesmo e eu tinha tanta coisa para lhe dizer, mas apenas me contentei com seu abraço apertado e todo o carinho que ele me transmitia. Ainda teríamos muitas chances para recuperar o tempo perdido.

- Dinah, você pode ir levando os dois? Eu preciso conversar com a Camila. – pedi lhe lançando um olhar que ela logo entendeu o que eu estava planejando fazer e levou as crianças para fora do quarto. Camila me encarava com o olhar um pouco confuso e surpreso.

Suspirei fundo e pedi para que ela se aproximasse, assim que o fez eu segurei sua mão e dei um aperto forte.

- Então... – ela começou encarando nossas mãos e me incentivando a falar, já que eu estava em silêncio há algum tempo.

- Você quer sair comigo? – quando recebi um olhar surpreso em resposta, fui logo me adiantando. – Nosso primeiro encontro foi muito bom e eu achei que poderíamos repetir, sabe?

Ela riu um pouco antes de responder.

- Você está numa cama de hospital me chamando para sair? – um lindo sorriso enfeitava seu rosto. – Isso está parecendo um Déjà vu.

Nós rimos e eu tive que concordar, não tinha reparado que na primeira vez que lhe chamei para sair estávamos nas mesmas condições.

- Juro que não foi intencional. – respondi ainda rindo.

- Eu sei que não. – ela parou de rir e me encarou. – Mas sim, eu aceito sair com você. 


Notas Finais


ask.fm/feelingvondy
@scandaljauregui


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